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    Terá sido uma mulher a denunciar a família de Anne Frank aos nazistas

    Terá sido uma mulher a denunciar a família de Anne Frank aos nazistas


    O caso da detenção da Anne Frank durante a II Guerra Mundial continua a despertar a atenção de muitos historiadores. Investigadores apontam agora para que tenha sido uma mulher a denunciar onde estava escondida a família.

    A menina judia, cujo diário se tornou um símbolo do Holocausto, foi detida em 4 de agosto de 1944 com as sete pessoas com quem estava escondida no Anexo Secreto, em Amesterdam. As teorias sobre a detenção nunca deixaram de ser publicadas e a mais recente acaba de aparecer num livro, que aponta para que uma mulher tenha denunciado Anne Frank: Ans van Dijk, executada em 1948 por ter denunciado 125 pessoas aos nazistas.

    Gerard Kremer, de 70 anos e filho de um membro da resistência em Amesterdam, propôs a hipótese no livro "De achtertuin van het Achterhuis". "O Quintal do Anexo Secreto", em português. O autor escreve que o pai viu Ans van Dijk falar com nazistas sobre a casa onde estava escondida Anne Frank, no início de agosto de 1944.

    "Acho que nunca teremos uma resposta, mas as teorias continuam a aparecer todos os anos", explicou o historiador holandês David Barnouw, citado pelo "El Pais". Barnouw publicou recentemente o livro "O Fenómeno de Anne Frank", que inclui um capítulo dedicado à detenção das duas famílias que estavam escondidas. "Não podemos reconstruir mais o que aconteceu. Agora teremos de nos contentar com isto", escreve.

    Contudo, Gertjan Broek, da Casa de Anne Frank, em Amiterdam, e autor da mais completa investigação sobre a detenção da menina, está mais confiante: "Se houve um traidor, é possível que ele ou ela acabe por ser descoberto".

    Traição ou não?

    A teoria da traição baseia-se num alegado telefonema recebido na sede da Schutzstaffel, organização paramilitar ligada ao partido nazi, a 4 de agosto de 1944. O problema é que a pessoa que atendeu o telefone e terá recebido a denúncia morreu em 1945 sem nunca ter sido interrogada.

    Em 2016, Gertjan Broek, da Casa de Anne Frank, analisou todas as fontes disponíveis e todas as hipóteses que foram consideradas durante as diferentes investigações à detenção da menina e da família. Até então, sempre se pensara que havia um informante, pois era nessa teoria que o pai de Anne Frank acreditava. Na Holanda, durante a guerra, muitas pessoas denunciaram judeus aos nazistas.

    No entanto, Broek apresentou uma nova hipótese, que não incluía uma traição. Segundo a teoria do historiador, o grupo que deteve Anne Frank saiu em busca de vales de alimentação falsos e, durante a busca, encontrou o Anexo Secreto.

    "A minha investigação aponta para a possibilidade de que outras atividades ilegais, além de esconder judeus, tenham sido a razão pela qual a polícia apareceu. Sabemos que essas atividades ocorreram no prédio: dois comerciantes da empresa foram detidos por tráfico de vales e comida e sabemos que entre estes clientes estavam as pessoas que ajudaram Anne Frank e a família", explicou Broek.

    Vince Pankoke, ex-agente do FBI (polícia federal dos EUA), também se interessou por Anne Frank e pôs mãos à obra para uma nova análise. O objetivo é cruzar todo o tipo de referências, através da análise de dados com recurso a inteligência artificial, de forma a estudar a documentação disponível a partir de registos de telefone, até outros mandados de prisão na mesma área e executados pelas mesmas pessoas que prenderam Anne Frank. No início do mês de maio, foi anunciado o lançamento de um novo livro acerca desta nova investigação. O "Cold Case Diary" vai ser traduzido em 13 línguas.

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