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    Corte de rabinos autoriza o divórcio de mulher acorrentada

    Corte de rabinos autoriza o divórcio de mulher acorrentada
    Mulheres israelenses protestam em favor do direito
    das "acorrentadas" ao divórcio (Daoud Mizrahi/AFP)

    A ucraniana Tzviya Gorodetsky pedia a separação desde 1995, quando foi agredida e perdeu um bebê; marido preferiu ser preso a atender ao pedido.

    Um tribunal privado de rabinos de Israel dissolveu na segunda-feira 4 o casamento de uma mulher judia cujo marido resistiu por 23 anos a lhe conceder o divórcio. Essa negativa por período tão longo tornou a ucraniana Tzviya Gorodetsky, de 54 anos, o caso mais extremo no país de “mulher acorrentada“, segundo o jornal The Times of Israel.

    “Mulher acorrentada” é o termo judaico para aquelas cujos maridos resistem a conceder o divórcio religioso. Tzviya pedia a separação a seu marido, Meir Gorodetsky, desde 1995, desde que sofrera uma agressão dele que resultou em aborto espontâneo dois dias antes do parto.

    Cinco anos depois, ele foi condenado por uma corte de rabinos a dar-lhe o divórcio em trinta dias ou ir para a prisão. Meir preferiu a cadeia. No ano passado, Tzviya chegou a fazer uma greve de fome do lado de fora do Knesset, o Parlamento israelense, para protestar por seus direitos ao divórcio.

    Segundo o Times of Israel, a decisão do tribunal privado de rabinos não deverá ser reconhecida pelo Rabinato Chefe de Israel, a autoridade suprema do judaísmo no país. Mas, pelo menos, permitirá a Tzviya casar-se novamente.

    “Eu me sinto verdadeiramente em paz. Eu me sentia em uma situação inadequada, que a justiça não seria feita e vivia aflita. Agora é um conforto saber que há rabinos que pensam diferente e que concordaram em me libertar. Eu ganhei minha liberdade de volta”, disse Tzviya ao Times of Israel.

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