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    Cremação ou enterro?

    Cremação ou enterro?A Torá ensina que todo ser humano foi criado à imagem de D’us. O corpo é parceiro da alma para fazer a vontade do Criador; ele assim adquire santidade e deve, então, ser respeitosamente enterrado na terra.

    Recentemente um bom amigo meu faleceu. A seu pedido, a família o cremou.
    Seguramente no Mundo das Almas, ele agora tem uma perspectiva diferente – e seu último desejo teria sido diferente se soubesse mais sobre o assunto da cremação. Em memória a ele, quero compartilhar com vocês algumas reflexões minhas, bem como trechos do livro do Rabino Doron Kornbluth, “Cremation or Burial? A Jewish View” (Cremação ou Enterro? Uma Perspectiva Judaica). Recomendo muito este livro e também o site PeacefulReturn.com para um entendimento abrangente sobre estas questões.
    A maneira como tratamos nossos mortos diz muito sobre nós mesmos e a nossa sociedade. O Rabino Doron Kornbluth trata neste livro sobre as razões do porquê as pessoas escolhem a cremação em relação ao enterro e os motivos pelos quais as pessoas escolhem o enterro em relação à cremação.
    O Rabino Kornbluth apresenta de forma clara as informações necessárias para uma tomada de decisão bem informada e inteligente. O momento de decidir como enterrar vem antes de o ente querido falecer. É uma grande bondade em relação aos parentes refletir muito bem e fazer estes preparativos antecipadamente. Quanto mais informações a pessoa tiver, melhor a decisão que fará.
    Frequentemente os pais optam pela cremação pensando que estão poupando o dinheiro de seus filhos. Porém, a cremação nem sempre é significativamente mais barata – e tira dos filhos a oportunidade de terem um túmulo para visitar no Dia das Mães, Dia dos Pais e antes de Rosh Hashaná.
    Uma vez que os filhos estão tão geograficamente dispersos hoje em dia, alguns pais pensam que ter uma urna portátil será mais fácil para seus filhos. Porém, quantas urnas um filho pode levar consigo através de todas as mudanças que faz durante a sua vida? E o que acontecerá com essas urnas com a próxima geração?
    E para aqueles que poderiam escolher escapar do problema das urnas pedindo para que suas cinzas sejam espalhadas sobre seu campo de golfe predileto ou uma área de pescaria . . . talvez fosse até uma solução ecológica e romântica, também…
    Alguns poderiam achá-la romântica, mas definitivamente não é ecológica. Em alguns lugares, particularmente em campos de futebol na Inglaterra, eles fizeram buracos especiais para as cinzas porque são tóxicas para a grama dos campos. Além disso, por milhares de anos as pessoas têm sido cremadas, mas a sociedade tem reservado o ato de espalhar as cinzas para os condenados pelos crimes mais hediondos, a fim de completamente apagá-los bem como a sua memória!
    Os ambientalistas são contra a cremação e não a considera amigável à natureza devido à tremenda quantidade de combustíveis fósseis necessários para cremar um corpo (especialmente conforme nos tornamos uma sociedade cada vez mais obesa) e os resíduos tóxicos, particularmente metais pesados, liberados na atmosfera (a Agência de Proteção Ambiental dos EUA estima que em 2005 quase 3 toneladas de mercúrio foram liberadas na atmosfera via cremação, que acabam voltando para
    os mananciais de água, chegando aos peixes e espalhando-se por todo o ecossistema).
    Não pense que a cremação é rápida, limpa e elegante. Num momento um corpo, no momento seguinte uma urna selada com cinzas finas. A realidade: pense no cheiro exalado quando você deixa um assado demasiado tempo no forno. Mesmo depois da incineração, a cremação não reduz tudo a cinzas.
    Na verdade, as cinzas são descartadas. Os ossos são colocados em um moedor – e o que é entregue à família na urna são os ossos pulverizados. Esta é a honra final que queremos dar aos nossos entes queridos?
    A Torá ensina que todo ser humano foi criado à imagem de D’us. O corpo é parceiro da alma para fazer a vontade do Criador; ele assim adquire santidade e deve, então, ser respeitosamente enterrado na terra. “O enterro enfatiza a dignidade e o valor da vida humana e como nossas ações – feitas com nossos corpos físicos – têm valor eterno. A cremação, por outro lado, destrói o corpo, simbolizando e promovendo a marginalização do valor da vida física e do indivíduo”, escreve o Rabino Kornbluth.
    Há mais um pensamento no livro que particularmente me impressiona: “Será que queimamos coisas que amamos? Pense no seu primeiro animal de estimação. Quando uma criança enfrenta sua primeira lição sobre a mortalidade – um gatinho ou coelhinho morto, ou um pássaro que caiu do ninho – bons pais procuram uma caixa de sapatos e o colocam dentro, ao invés de usá-los para acender o fogo para um churrasco”.

    Pensamento: “Uma pessoa enrolada em si mesma forma um pacote muito pequeno!”

    RABINO KALMAN PACKOUZ – Do Aish Hatorá, é o criador do Meór Hashabat, boletim semanal com prédicas. Saiba mais.
    NOTA:- Desejando contribuir para o Meor Hashabat acesse o www.aishdonate.com – Email – meor18@hotmail.com

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