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    A guerra Mundial da Síria

             A guerra Mundial da Síria                                                                

    Há 11 anos começava um conflito que hoje preocupa e envolve os maiores jogadores do cenário mundial.
    O que era um conflito entre o governo sírio e rebeldes que queriam derrubá-lo se transformou em uma das maiores carnificinas do século XXI.
    A história conta que os rebeldes contra o governo eram, entre si, várias facções com diferentes plataformas e frágeis alianças, mas dispostos a provocar a renúncia do governo para atingir um grau maior de liberdade civil e religiosa.
    Num curto período, rebeldes conseguiram fazer frente ao exército de Bashar Al-Assad, mas aliados como a Rússia, o Irã e o grupo terrorista Hezbollah conseguiram que os militares rechaçassem o avanço rebelde.
    Hoje, temos vários atores com suas próprias agendas.
    De forma resumida, a Turquia quer combater os curdos do norte da Síria, o Irã quer derrotar os rebeldes sírios apoiados pela Arábia Saudita, os EUA estão focados no Estado Islâmico e Putin ganha terreno político ao ‘’enfrentar o Ocidente’’. Alianças e rivalidades se sobrepõem, com apenas um vencedor: Bashar al- Assad. Ele pode estar lutando contra o Estado Islâmico pelo controle da Síria, mas é a ascensão do ISIS que o mantém no poder.
    Os dados de fatalidade nesta guerra são grandiosos. Em 2016, de uma população estimada em 22 milhões antes da guerra, a Organização das Nações Unidas (ONU) identificou 13,5 milhões de sírios que necessitam de assistência humanitária, dos quais mais de 6 milhões estão internamente deslocados dentro da Síria e cerca de 5 milhões são refugiados fora da Síria. E a desgraça continua.
    A Síria hoje está completamente destruída, desprovida de qualquer estrutura, com suas cidades arrasadas pelas bombas.
    O presidente simplesmente escolhe ficar no seu cargo ao invés de garantir a vida de sua população.
    Mesmo quando houve conversações para buscar uma paz, Assad simplesmente se recusou a abrir mão da presidência.
    Com tudo isso, o mundo deveria se preocupar com o cabedal de armas ilegais e evidentemente perigosas que estão sendo utilizadas ou armazenadas no país.
    O presidente não tem o menor pudor em lançar armas químicas contra suas cidades.
    Com o apoio tácito da Rússia, ele fez uso destas armas para garantir sua vantagem territorial. Nem mesmo o ataque americano como represália à utilização destas armas, fez com que Bashar se intimidasse e ele continuou a fazer uso deste armamento proibido pelo resto do mundo.
    Mais além, Israel denunciou que o Irã fez da Síria uma ponta de lança para seus projetos militares e lançamento de mísseis de última geração.
    Numa ação extremamente corajosa, após informações cruciais levantadas pelo seu Serviço Secreto, o Mossad, Israel destruiu mais de 200 mísseis de alta potência.
    Os documentos estão aí para provar. A profecia de que o Acordo Nuclear assinado pelo Irã, Alemanha e mais os cinco integrantes do Conselho de Segurança da ONU seria completamente desconsiderado, aconteceu.
    A Guerra da Síria está se provando muito perigosa para Israel.
    Além de termos os terroristas do Hezbollah ao lado de nossa porta norte, prometendo a destruição de nosso país, o conflito chamou para nosso quintal o perigo de um Irã nuclear.
    Com toda a desgraça que esta guerra já produziu para o pobre povo da Síria, devemos ficar alertas para que o conflito não se estenda à nossa terra.
    Por enquanto, precisamos repudiar com todas as nossas forças o uso de armas químicas e devemos manter um alerta e eliminar qualquer sombra de risco para Israel, mesmo se nossas ações não tenham o aplauso da mídia. Já estamos acostumados com isso.

    Floriano Pesaro
    Deputado Federal

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