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31 de mai. de 2018

Colega de Anne Frank e sobrevivente do nazismo faz palestra no Museu do Holocausto

Colega de Anne Frank e sobrevivente do nazismo faz palestra no Museu do Holocausto

Colega de Anne Frank e sobrevivente do nazismo faz palestra no Museu do Holocausto
O Museu do Holocausto de Curitiba programa para o dia 19 de junho uma palestra a escritora holandesa Nanette Blitz Konig, uma sobrevivente do holocausto e uma das ultimas amigas vivas da jovem autora Anne Frank (1929-1945). Aos 89 anos, ela foi colega de classe de Anne Franke e uma das últimas pessoas a conversar com Anne no campo de concentração nazista de Bergen-Belsen. 

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A palestra batizada de “Sobrevivi ao Holocausto”, mesmo título de seu best-seller lançado em 2015, está marcada para o dia 19 de junho, às 19h, no Teatro da Reitoria da UFPR. A entrada é gratuita (mas já está esgotada). 
Testemunhas do nazismo
Nanette mora em São Paulo desde a década de 1950. Ela levou 70 anos para transformar em livro o horror que viu e viveu com sua família de origem judaica, a partir de 1940, quando os soldados alemães chegaram a seu país.A família foi presa em 1943 e ninguém com exceção dela, sobreviveu. Quando ela foi salva pelo exército aliado tinha 16 anos e 31 quilos.
Nanette é citada como colega de classe no famoso diário de Anne Frank, o livro mais célebre sobre o período de ocupação nazista, escrito pela menina holandesa de um esconderijo em Amsterdã. Nanette deve falar muito sobre os momentos de convívio que as duas tiveram no colégio e depois no campo de concentração. O livro O Diário de Anne Frank é um dos mais lidos da história com mais de 35 milhões de exemplares vendidos em traduções para 60 línguas.
Por que o apelo israelense aos evangélicos deu errado

Por que o apelo israelense aos evangélicos deu errado

Por que o apelo israelense aos evangélicos deu erradoUma noite após a inauguração da nova embaixada dos EUA em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniu com evangélicos americanos para planejar seus próximos passos.
Em uma sala de conferências ao lado de seu escritório, agradeceu ao pequeno círculo de pastores e ativistas proeminentes por pressionarem o presidente Donald Trump a abrir a embaixada, rompendo com décadas de uma política que determinava que o status de Jerusalém deveria ser decidido em negociações de paz.
Qual a embaixada que seria a próxima? queria saber Netanyahu, passando por uma lista de países com igrejas evangélicas fortes. Guatemala, Paraguai e Honduras tinham seguido os Estados Unidos ao anunciar sua intenção de transferir suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, mas e quanto ao Brasil, à Índia ou até mesmo à China?
"O primeiro-ministro estava muito animado", contou Mario Bramnick, pastor cubano-americano de uma igreja pentecostal perto de Miami e apoiador de Trump que participou da reunião.
Culminação de décadas de lobby, a inauguração da embaixada em Jerusalém, no dia 14 de maio, foi vista como o maior reconhecimento público da crescente importância que o governo de Netanyahu agora atribui a seus aliados cristãos conservadores, mesmo que alguns tenham sido acusados de fazer declarações antissemitas.
Israel sempre dependeu do apoio da diáspora judaica, mas o governo de Netanyahu fez uma mudança histórica e estratégica, apoiando-se na grande base de cristãos evangélicos, mesmo correndo o risco de afastar os judeus americanos, que podem se sentir incomodados com a difamação de sua fé.
O paradoxo é bem conhecido: as crenças de muitos cristãos evangélicos de que Israel é especial para Deus – e, para alguns, um marcador nas profecias apocalípticas – levou muitos a apoiar ferrenhamente o Estado judaico, ao mesmo tempo em que insistem que a salvação é exclusiva daqueles que aceitam Jesus.
Os cálculos de Netanyahu reproduzem os de Trump, seu forte aliado em Washington, que encontrou uma fonte de apoio evangélico. Muitos de seus principais assessores evangélicos participaram da abertura da embaixada e de reuniões privadas com Netanyahu.
Mas os liberais israelenses alertam que os laços cada vez mais estreitos entre sua direita e a direita cristã estão acelerando uma polarização que vai transformando o apoio a Israel em uma questão partidária em Washington; nenhum parlamentar democrata participou da abertura da embaixada.
Eles também se queixam de um duplo padrão, observando que o governo de direita de Netanyahu é muito mais vigilante com as alegações de fanatismo da esquerda política do que com seus apoiadores conservadores.
"Há um número muito maior de eleitores evangélicos que judeus. Assim, o governo israelita pode dizer que, por causa desse apoio, não daremos muita ênfase a esta ou àquela afirmação que podemos achar problemáticas", observou o rabino David Sandmel, diretor da Liga de Engajamento Inter-religioso Antidifamação.
Esse toma-lá-dá-cá era nítido no dia 14 de maio, quando Robert Jeffress, ferrenho apoiador de Trump e pastor de uma megaigreja batista do Sul, em Dallas, fez a oração de abertura na inauguração da embaixada.
Jeffress alertou que "você não pode ser salvo se for judeu", e que o Judaísmo, o Islã, o Hinduísmo e o Mormonismo levam seus seguidores a uma eternidade no inferno.
Em sua oração de abertura, em 14 de maio, ele mencionou profecias bíblicas sobre uma segunda vinda, referindo-se à fundação do moderno Estado de Israel, 70 anos atrás, como uma "nova reunião" do povo de Deus. E terminou dizendo: "Em nome e no espírito do Príncipe da Paz, Jesus, Nosso Senhor", um floreio cristão que incomodou até mesmo alguns organizadores judeus da aliança evangélica.
"Você vê um evangélico que termina sua oração sabendo muito bem que ela é inapropriada, de que os judeus presentes vão ficar chateados com isso e não poderão responder com um 'Amém'", disse o rabino Yechiel Eckstein, Fundador da Irmandade Internacional de Cristãos e Judeus. A oração explicitamente cristã, advertiu ele, reavivou velhos medos de muitos judeus de que o apoio evangélico a Israel é "uma maneira de nos agradar para fazer Jesus entrar pela porta dos fundos".
Sandmel, da Liga Antidifamação, disse que Jeffress já havia feito muitas declarações que o grupo considerava "inaceitáveis", observando que, ao longo da história, discursos como os seus, de que os judeus estavam condenados ao inferno, haviam levado à violência antissemita.
Foi um "soco no estômago para a maioria dos judeus americanos", escreveu o jornal israelense liberal Haaretz, em editorial publicado em 18 de maio. O artigo acusou a aliança evangélica de minar a posição de Israel em seus tradicionais centros de poder, passando por cima de todos os judeus americanos, que veem os evangélicos como uma ameaça concreta a seus valores, e de arriscar alienar os adeptos dos quais podem necessitar até novembro, caso os democratas ganhem o controle do Senado ou da Câmara dos EUA.
Netanyahu estava sentado na primeira fila ao lado de Jared Kushner, genro de Trump e seu assessor para o Oriente Médio, e ambos aplaudiram educadamente antes e depois da oração de Jeffress.
O reverendo John C. Hagee, televangelista que fez a bênção de encerramento, disse que o Holocausto aconteceu porque a prioridade máxima de Deus para o povo judeu era levá-lo de volta para a terra de Israel, um prelúdio para a segunda vinda. Em um e-mail, Hagee disse que seus comentários, em um sermão sobre o mal em um mundo de criações divinas, foram retirados do contexto, e se desculpou por qualquer ofensa.
David M. Friedman, embaixador americano em Israel que presidiu a inauguração da nova casa, disse que os cristãos evangélicos "apoiam Israel com maior fervor e devoção do que muitos na comunidade judaica".
"Você está administrando um país – precisa de amigos, de alianças, proteger seu povo", disse ele em uma entrevista.
Muitos israelenses, especialmente os da direita, veem as crenças de seus aliados cristãos como uma questão teórica. Quando o Messias chegar, de acordo com uma velha piada, vamos lhe perguntar se sua visita é a primeira ou segunda.
Pesquisas de opinião pública mostram apoio ao crescimento do alinhamento do governo israelense com a direita americana, com as críticas aumentando na esquerda. Estatísticas demográficas mostram que a porcentagem dos eleitores americanos judeus está declinando, mais acentuadamente entre os não ortodoxos.
Ron Dermer, embaixador israelense em Washington e participante regular em eventos para conquistar o apoio evangélico, disse que os cristãos devotos eram agora a espinha dorsal do apoio dos EUA a Israel. "Deve ser um quarto da população, o que talvez seja 10, 15, 20 vezes a população judaica", disse ele em uma entrevista.
Mas Dermer insistiu que Israel não estava descartando os democratas nem os judeus americanos liberais. "Pode-se dizer que há uma mudança aqui ou ali, mas, obviamente, para nós, é importante termos um apoio forte, amplo e bipartidário. Não dá para pilotar um avião com uma asa."
Em todo o mundo, a proporção é ainda mais surpreendente, com o número de evangélicos estimado em 600 milhões, graças a seu crescimento em países latino-americanos tradicionalmente católicos.
Mesmo assim, Sandmel, da Liga Antidifamação, argumentou que, se os cristãos evangélicos às vezes soam um tanto chauvinistas em relação a sua fé, alguns podem afirmar que seu apoio ao Estado de Israel ajudou a compensar essas opiniões. Por outro lado, críticos de esquerda que se queixam de um "lobby judaico" conspiratório raramente contrapõem essas opiniões com o apoio a Israel.
O relacionamento de Netanyahu com os cristãos conservadores dos EUA é muito mais próximo do que seus laços com quase qualquer outro eleitorado no exterior. Eckstein, da Irmandade Internacional de Cristãos e Judeus, disse que o primeiro-ministro era muito mais popular com os evangélicos do que qualquer um de seus antecessores.
"Ele sabe falar sua língua, sente-se à vontade com eles. E retribuiu como se fosse um tipo de caso amoroso", disse Eckstein.
Friedman disse que havia convidado Jeffress e Hagee porque "eles são dois dos líderes mais seguidos da comunidade evangélica, e eu queria honrá-la por sua ajuda tão construtiva".
Por David D. Kirkpatrick, Elizabeth Dias e David M. Halbfinger
Reunião do Conselho de Segurança Nacional avalia a questão de Jerusalém

Reunião do Conselho de Segurança Nacional avalia a questão de Jerusalém

Reunião do Conselho de Segurança Nacional avalia a questão de Jerusalém
O Conselho de Segurança Nacional (NSC) exortou os países que apóiam as organizações terroristas a cumprirem a lei internacional.

O Conselho de Segurança Nacional foi convocado sob a presidência do Presidente Recep Tayyip Erdogan.
Após a reunião que durou mais de 3 horas, foi publicado uma declaração sobre a mesma.
A declaração enfatizou que, em face de provocações no Mar Egeu e no Mediterrâneo, a Turquia não hesitará em usar os seus direitos.
Na reunião também foi avaliada a questão de Jerusalém, os últimos acontecimentos e os elementos que prejudicam o status e santidade da cidade, assinalando: "A Turquia continuará protegendo a causa palestina em todos os campos".
Rabino Ruben Gerardo Sternschein Ministra Ciclo de Palestra Sobre o Judaísmo na Vida Contemporânea

Rabino Ruben Gerardo Sternschein Ministra Ciclo de Palestra Sobre o Judaísmo na Vida Contemporânea

Resultado de imagem para Rabino Ruben Gerardo SternscheinA Unibes Cultural recebe durante as terças-feiras de junho o rabino Ruben Gerardo Sternschein para palestras com o tema “Judaísmo na Vida Contemporânea”. A Torá, o Talmud, filosofia, mística, política, economia, lazer, sexualidade, arte e sustentabilidade estão entre os assuntos contemporâneos e as contribuições das fontes judaicas a serem tratados nos encontros, que começam no dia 5.
O rabino é bacharel em Educação e mestre em Filosofia Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém e doutor em Filosofia Judaica pela Universidade de São Paulo; além de mestre em Ciências Judaicas pela Hebrew Union College, onde foi ordenado rabino. Ele faz parte da Congregação Israelita Paulista desde janeiro de 2008. Também fundou e dirigiu a comunidade judaica liberal de Barcelona e foi selecionado como representante judaico para o grupo inter-religioso da UNESCO, responsável pelo documento Uma Ética Universal.
O investimento é de R$ 290. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail educação@unibescultural.org.br ou pelo telefone 3065-4337.
Sobre a Unibes Cultural
Ao completar dois anos de atividade, a Unibes Cultural consolida seu papel de hub da cultura, do empreendedorismo criativo e das causas sociais na cidade de São Paulo, ao convergir, conectar e distribuir cultura e diferentes conhecimentos. Assim, a instituição assume a vocação não só de formadora de público, mas também de agente transformador do cenário cultural. A estratégia não é criar uma nova agenda para São Paulo, mas potencializar o que já é feito por meio de espaço, encontros, debates e reflexões para todos que querem ajudar a preparar a cidade para o futuro.
Serviço
Data: 5, 12, 19 e 26 de junho (terça-feira)
Horário: 20h às 21h30
Preço: R$ 290
Informações: http://unibescultural.org.br/calendario/unibes-cultural-judaismo-assuntos-contemporaneos/2018-06-05/
Unibes Cultural
Rua Oscar Feire, 2500 – ao lado do Metrô Sumaré
Informações: 11 3065-4333 e http://unibescultural.org.br/
uncionamento: De segunda a sábado, das 10h às 19h
Acesso para deficientes | Ar condicionado | WI FI livre | Lanchonete no local
Estacionamentos conveniados: Rua Oscar Freire, 2617 | Rua Amália de Noronha, 127
Sugerimos o uso de transporte público

29 de mai. de 2018

Israel responde a ataques vindos de Gaza

Israel responde a ataques vindos de Gaza

Israel responde a ataques vindos de Gaza Israel responde a ataques vindos de Gaza após ameaça de Netanyahu

Israel lançou bombas contra a Jihad Islâmica no território palestino em resposta ao lançamento de 28 foguetes disparados por Gaza.

Jerusalém – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que o exército do país responderia “energicamente” aos ataques com 28 foguetes disparados da Faixa de Gaza, que deixaram uma pessoa levemente ferida, e, pouco tempo depois, as forças israelenses iniciaram bombardeios contra alvos da Jihad Islâmica no centro do território palestino.

“Israel vê com a máxima gravidade o ataque às comunidades do sul por parte do Hamas e da Jihad Islâmica a partir de Gaza. O exército vai agir com vigor”, comentou o chefe de governo.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, se reuniu na manhã com o chefe do Estado-Maior e outras altas categorias militares para falar sobre o aumento da tensão em Gaza, conforme confirmou à Agência Efe uma porta-voz ministerial.

Pouco tempo depois, um porta-voz militar israelense informou que “as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão realizando uma operação sobre a Faixa de Gaza neste momento. As explosões que estão sendo ouvidas hoje têm relação com essa atividade”, comentou.

Meios de comunicação e testemunhas em Gaza confirmaram à Efe que vários alvos da Jihad Islâmica estão sendo bombardeados na Faixa. Seguindo essas fontes, o Hamas e outros grupos palestinos evacuaram suas instalações e bases em Gaza em antecipação dessa possível represália israelense.

O enviado especial da ONU no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, declarou em comunicado que está “profundamente preocupado com o lançamento indiscriminado de foguetes por milicianos palestinos vindos de Gaza” um dos quais “caiu nas imediações de uma creche, e poderia ter matado ou ferido crianças”.

“Tais ataques são inaceitáveis e solapam os amplos esforços da comunidade internacional para melhorar a situação em Gaza”, lamentou Mladenov, que pediu “moderação” a todas as partes, para “evitar a escalada e prevenir incidentes que ponham em perigo as vidas de palestinos e israelenses”.

Horas depois dos ataques que partiram de Gaza, o grupo islamita palestino Jihad Islâmica parabenizou o que chamou de “ato de resistência”, mas não assumiu a autoria da ação, que aconteceu após a morte no domingo de três de seus milicianos por fogo israelense.
Por que um Brit?

Por que um Brit?

Por que um Brit?Pergunta:

Um amigo perguntou-me por que temos um brit (circuncisão). Discorri sobre saúde, tradição, povo antigo, 8 dias, dor e uma porção de outras coisas sem sentido antes de perguntar a você...

Resposta:

O brit é um símbolo físico do relacionamento entre D’us e o povo judeu. É um lembrete constante daquilo que a missão judaica acarreta (um lembrete de que os homens precisam mais que as mulheres).
Vejamos alguns detalhes:
Se D’us deseja a circuncisão, por que não nascemos circuncidados?
D’us criou o mundo imperfeito, e nos deu a missão de aperfeiçoá-lo. D’us criou o trigo, os seres humanos fazem o pão. D’us criou a selva, os seres humanos criaram a civilização. A matéria prima nos é dada, e devemos usar nossa engenhosidade para melhorar o mundo onde nascemos. Isso é simbolizado pelo brit – nascemos incircuncidados, e cabe a nós “terminar o trabalho”. Isso também é verdadeiro metaforicamente. Todos nós temos instintos e tendências naturais que são inatos, mas precisam ser refinados. “Eu nasci dessa maneira” não desculpa o comportamento imoral – devemos podar os traços negativos, não importa o quanto sejam inatos.

Por que D’us escolheria a circuncisão para representar algo sagrado?
A espiritualidade judaica torna o mundo físico sagrado. Nossa maneira de comer, dormir, trabalhar e procriar deve ser imbuída com a mesma santidade com a qual rezamos; nossos lares devem ser tão santificados quanto nossas sinagogas. Encontramos D’us na terra assim como (e talvez mais) que nos céus. Portanto colocamos um sinal no órgão mais físico e potencialmente mais baixo, para dizer que ele pode e deve ser usado de maneira sagrada. Na verdade, é na sexualidade que podemos tocar a parte mais profunda da nossa alma, quando a abordamos com santidade.

Por que circuncidar um bebê? A declaração não seria mais poderosa se fosse feita por um adulto?
A circuncisão é realizada quando a criança ainda não tem consciência do que está acontecendo. Isso porque a conexão judaica com D’us é intrínseca – se nossas mentes acreditam ou não em D’us, se nossos corações amam ou não a D’us, nossas almas conhecem a D’us. Nós podemos entrar no pacto com D’us mesmo sem estarmos cônscios d’Ele, porque subconscientemente nós já O conhecemos.

Por que especificamente no oitavo dia?
O número sete representa a natureza – sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais; o número oito é o número que sobrepuja sete, e assim representa o miraculoso, que está acima da natureza. Fazemos o brit no oitavo dia porque o povo judeu sobrevive de milagres. Nossa história desafia as leis da natureza. Recepcionamos um bebê judeu e sua miraculosa existência no oitavo dia de sua vida:
“Baruch Habá! Bem vindo ao mundo!”

28 de mai. de 2018

Rita Lobo comemora bat mitzvah da filha Dora

Rita Lobo comemora bat mitzvah da filha Dora

Rita Lobo comemora bat mitzvah da filha Doraúltimo domingo (27) foi especial para a chef e apresentadora Rita Lobo, 42 anos. Em seu Instagram, Rita recordou o bat mitzvah da filha Dora, celebrado há um ano.
“Aquele momento-vida-pessoal no Instagram… Mas são duas comemorações importantes para mim: um ano do Bat Mitzvá da Dora (…) Dorinha, larga o celular e vem ficar comigo. Falando sério, você ilumina a minha vida”, brincou a apresentadora ao compartilhar uma foto ao lado da filha na rede social.

Rita Lobo comemora bat mitzvah da filha DoraO bat mitzvah é uma tradicional celebração da cultura judaica. O nome vem do hebraico e significa “filho do mandamento“ e simboliza a passagem de meninos e meninas para a maioridade na religião, época em que passam a ter responsabilidades dentro da comunidade explica o o consultor Henrique David Plattek. A passagem é comemorada para os garotos no aniversário de 13 anos e para as garotas (bat mitzvah) no de 12 anos.

Recentemente, quem também celebrou o bar mitzvah do filho foram os apresentadora Luciano Huck e Angélica. No dia 19 de maio, o casal recebeu familiares e amigos para celebrar os 13 anos de Joaquim, seu primogênito.

27 de mai. de 2018

Israel x Irã

Israel x Irã

Israel x Irã Nas últimas semanas as tensões nas relações iraniano-israelenses têm se agravado. O Irã aumenta sua presença na Síria e a atividade das formações "voluntárias" xiitas de muitos países e do movimento Hezbollah, hostil a Israel.

Recentemente, o Irã bombardeou objetivos israelenses nas Colinas de Golã. No entanto, a resposta de Israel foi muito rápida: 28 aviões da Força Aérea de Israel atacaram 50 objetivos iranianos na Síria — sistemas antiaéreos, bases, quartéis-generais e subunidades das forças especiais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

Israel não vai admitir a presença militar do Irã e os seus aliados na Síria. As autoridades israelenses fizeram várias vezes alusões ao presidente sírio, Bashar Assad, que a expulsão do Irã do território sírio seria a base para umas boas relações com Tel Aviv.

Muitos especialistas por todo o mundo se perguntam se as ações violentas podem passar para o território israelense ou iraniano e provocar uma guerra à escala regional.

Israel é apoiado pelos EUA e Arábia Saudita, que consideram pressão sobre o Irã como seu objetivo-chave da política no Oriente Médio. Essa foi a razão pela qual o presidente norte-americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear iraniano.
É muito provável que, após o colapso do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA na sigla em inglês), o Irã retome seu programa nuclear, incluindo o seu componente militar, o que dará um motivo a Israel para reforçar as medidas rigorosas contra o Irã. E neste caso ninguém pode garantir que o conflito não se alastre ao território do Irã.

A edição Global Fire Power comparou o poderio militar dos dois países com base em informações da CIA. Os resultados são os seguintes: o orçamento militar do Irã equivale a 6,3 bilhões de dólares (23 bilhões de reais), enquanto o de Israel é de 20 bilhões de dólares (73 bilhões de reais). O efetivo militar ativo do Irã supera quase três vezes o de Israel, embora na reserva esse número é mais ou menos igual. As despesas militares per capita israelenses são 30 vezes maiores do que as iranianas e constituem 2.410 dólares (8.800 reais). Também o número de tanques israelenses é superior: 2.760 contra 1.650 iranianos. No entanto, Teerã tem mais navios de guerra, mas um pouco menos aviões militares.
Mas o principal não é o número, mas as características qualitativas das armas e equipamentos militares. Já que uma guerra terrestre é pouco provável por causa do número de população muito diferente, a guerra pode ser travada com mísseis, aviação ou, talvez, com participação da Marinha.
Para o Irã uma guerra terrestre também seria difícil, já que a distância entre a retaguarda iraniana e a provável frente iraniano-israelense em território sírio é muito grande.

Os analistas notam que a qualidade das armas e equipamentos militares de Israel supera a qualidade dos do Irã. Por exemplo, os aviões de combate do exército iraniano são bastante obsoletos, muitos não estão operacionais.

No caso de Israel, os aviões que estão em serviço do seu exército foram criados nos EUA com participação direta de especialistas israelenses, por isso, a Força Aérea de Israel entra no top cinco das mais poderosas no mundo junto com os EUA, Rússia, China e Reino Unido.

Falando das forças navais, mais uma vez a comparação é desvantajosa para Teerã. Tendo um número maior de navios de guerra, o país cede ao inimigo potencial na sua qualidade.

Além do mais, vale lembrar que Israel é uma potência nuclear, o que foi anunciado ainda em 1998. Segundo algumas avaliações, Israel tem de 100 a 500 ogivas nucleares cujo equivalente total em trotil seria de 50 megatons. Israel também possui o sistema antimíssil Cúpula de Ferro multiníveis, que mostrou sua eficácia na luta contra os mísseis do Hezbollah e Hamas.
A supremacia militar israelense é bem visível, mas conforme disse Rachel Brandenburg, chefe da Iniciativa de Segurança no Médio Oriente Atlantic Council, ambos os países percebem "que o preço da guerra para cada país seria alto. No caso do Irã, também para as forças controladas por ele na Síria e Líbano".
Por isso, as relações bilaterais representam uma espécie de contenção mútua, mas isso não significa que os confrontos que temos observado entre Israel e o Irã terminem ou sejam menos arriscados, e é muito provável que as tenções continuem a se agravar.
Israel bombardeia alvos do Hamas em Gaza

Israel bombardeia alvos do Hamas em Gaza

Israel bombardeia alvos do Hamas em Gaza, diz segurança palestina
Segundo a AFP, uma fonte de segurança na Faixa de Gaza informou que não houve vítimas de imediato; em comunicado, Israel afirmou que apenas um alvo foi atacado, e não dois, como disse o lado palestino.
A aviação de guerra israelense bombardeou dois alvos do Hamas na Faixa de Gaza na noite deste sábado (26), sem que se reportassem de imediato vítimas ou danos, informou uma fonte de segurança do enclave palestino.

Um dos alvos situado em Rafah (sul) era uma instalação da Brigadas Ezedin al Qasam, braço armado do movimento islamita, segundo as fontes. O outro foi apresentado exclusivamente como uma instalação do Hamas no centro do enclave.

As Forças Armadas israelenses informaram em um comunicado que "caça-bombardeios atacaram alvos militares em um complexo que pertence à organização terrorista Hamas no sul da Faixa de Gaza", sem confirmar o segundo ataque.

O comunicado destacou que a operação se deu em resposta a uma greve incursão da fronteira com Gaza no sábado por manifestantes palestinos que imediatamente voltaram ao território palestino.

A resposta israelense, acrescentou o comunicado, também se deu em represália às reiteradas tentativas palestinas de danificar a cerca de segurança e "a infraestrutura de segurança" fronteiriça durante os protestos em curso.

Os soldados israelenses mataram pelo menos 116 palestinos na Faixa de Gaza desde que começaram em 30 de março os protestos palestinos multitudinários, segundo novo balanço do ministério da Saúde do enclave.
Israel guarda tesouros religiosos históricos

Israel guarda tesouros religiosos históricos

Israel guarda tesouros religiosos históricosCom 70 anos de história completados neste mês, Israel guarda um tesouro turístico que vai além das dolorosas cicatrizes do holocausto contadas nas páginas da história, e das imagens dos conflitos armados por território que abalam suas relações diplomáticas. Em seu pequeno espaço, que se assemelha em proporções ao estado de Sergipe, o país guarda a fé das três principais religiões monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. A mesma terra alvo de uma disputa contínua entre hebreus e árabes é, antes de tudo, a Terra Santa. O destino dos sonhos de uma multidão religiosa. 

Para os judeus, é a terra prometida por Deus a Abraão. Para os cristãos, o local da vida de Jesus Cristo. Para os muçulmanos, foi onde ocorreu a ascensão de Maomé aos céus. Todos os anos, milhões de pessoas saem em peregrinações pelo mundo para conhecer e ressignificar a própria religiosidade lá. Somente em 2017, Israel recebeu 3,6 milhões de turistas, 700 mil a mais do que o ano anterior. Do Brasil, saíram 65% mais turistas com destino à Terra Santa do que em 2016.

A região tem como atrativos os locais considerados sagrados, como os templos católicos, as mesquitas ou o Muro das Lamentações. Mas não se resume a isso. É história viva, recontada em cada ruína, já que foi palco de disputas no Império Romano, recebeu as cruzadas católicas e foi comandada pelos turcos otomanos. É ainda uma oportunidade de mudar o olhar sobre o Oriente Médio, sua cultura e gente. O Diario acompanhou um grupo de peregrinos católicos em viagem pela Terra Santa e destaca um roteiro dos principais atrativos turísticos.


Judeia


O que visitar


Basílica da Natividade

Em Belém, dentro do território palestino, a basílica é coadministrada por católicos apóstolicos romanos, gregos e armenos ortodoxos. Todos os dias, é aberta à visitação depois que as três denominações cristãs realizam seu culto no local exato onde Jesus teria nascido, e também onde está a manjedoura.  


Monte das Oliveiras

É um ponto sagrado para o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. O monte é conhecido por ter sido o local onde Judas traiu Jesus. Lá estão a Igreja de Todas as Nações, com sua fachada dourada que chama atenção de longe, e também o Jardim do Getsêmani, onde há pelo menos uma oliveira que comprovadamente seria da época de Cristo.


Muro das Lamentações

Considerado o último vestígio do segundo templo judaico, construído após a destruição do Templo de Salomão. É local onde os judeus acreditam estar mais próximos da sala onde no passado foi depositada a Arca da Aliança. No Muro das Lamentações, eles lamentam suas perdas e depositam pequenos pedaços de papéis com pedidos. A visitação é aberta e há divisão no acesso de homens e mulheres.


Via Dolorosa

Em meio ao mercado árabe, é a expressão da convivência múltipla das religiões em Jerusalém. Nessa rua da cidade antiga, Jesus teria carregado a cruz até o calvário. Lá, a história é recontada em nove das 14 estações da Via Crúcis, que ficam marcadas na parede e são ponto de parada da peregrinação. Geralmente, os grupos refazem os passos contados na Bíblia até chegar ao Santo Sepulcro.


Santo Sepulcro

É, sem dúvidas, o ponto mais concorrido da Terra Santa. A basílica, administrada pelos ortodoxos, está localizada no ponto onde se acredita que Jesus tenha sido sepultado e crucificado, em meio ao quarteirão cristão da cidade Velha de Jerusalém. Lá, se tem acesso a uma caverna onde teria ocorrido a ressurreição, onde só entram quatro pessoas por vez, e também pode-se encontrar a Pedra da Unção, onde o corpo de Cristo teria sido colocado após a crucificação.


Galileia


Menos desértica e mais verde, a região da Galileia é onde está a cidade de Nazaré, conhecida como o local do nascimento de Maria e onde Jesus teria passado a infância. É uma região onde há também áreas de praia e onde os contrastes sociais são menores comparados aos de Jerusalém. 


O que visitar


Kafr Kanna

Segundo a tradição cristã, esse vilarejo seria Caná da Galileia, o local onde Jesus Cristo realizou o milagre de transformar a água em vinho durante o casamento de um casal pobre. Uma igreja católica foi erguida no local onde teria acontecido o milagre. Por lá, se convencionou realizar casamento e fazer a renovação dos votos, em memória ao evento bíblico. Kafr é também local de um povo simples e simpático, que ama puxar conversa e trocar impressões sobre o ocidente e o oriente.


Carfanaum

Israel guarda tesouros religiosos históricosÀs margens do Mar da Galileia, Carfanaum tem valor histórico e religioso. Lá, segundo a tradição cristã, teria sido a morada de Tiago, João, André e Pedro. E também o local escolhido por Jesus para repassar os ensinamentos aos discípulos. Em Carfanaum, Jesus teria realizado diversos milagres. Entre os pontos turísticos a serem visitados na região estão as ruínas de uma sinagoga, erguida entre os séculos 2 e 4, sobre o local onde Jesus teria dado os ensinamentos. E também há um memorial construído em cima das ruínas do que teria sido a casa de Pedro.


Mar da Galileia

Um lago com 166 quilômetros quadrados, o Mar da Galileia é a principal fonte de água doce de Israel. Ao seu redor, existem diversos balneários e pequenas praias. Do ponto de vista religioso, seu valor está em ter sido ali o local onde Jesus andou sobre as águas. O turista pode fazer um passeio de barco pelo lago, assim como visitar, em seu entorno, o Monte das Bestitudes, a Igreja da Primazia de Pedro e um barco da época de Jesus.


Basílica da Transfiguração

Foi construída no local onde Jesus se transfigurou de corpo humano para luz, em cima do Monte Tabor. É um dos atrativos mais bonitos da região, com jardins bem cuidados e um mirante lateral com vista panorâmica para os povoados próximos. Para chegar lá, é preciso deixar o carro em um estacionamento e seguir em vans.  


Rio Jordão

Com 200 quilômetros de extensão, esse é um dos rios mais importantes do Oriente Médio. É conhecido pelos peregrinos por ter sido o local de batismo de Jesus Cristo. Há duas formas de visitá-lo. Uma é indo ao ponto considerado o oficial desse batismo, na fronteira entre Israel e a Jordânia, em Qasr al-Yahud, aberto apenas em 2015. O outro é uma estrutura turística alternativa, em Yardenit, no caminho entre Judeia e Galileia.


Basílica da Anunciação


Um dos locais mais bonitos é também uma das construções mais recentes, erguida em 1969. Dentro da suntuosa basílica, na cidade velha de Nazaré, há as ruínas da casa onde Maria teria recebido do anjo Gabriel o anúncio da maternidade de Jesus. 


Fora do circuito religioso


Mar Morto

Na fronteira entre Israel, Palestina e a Jordânia, o Mar Morto é imperdível por muito fatores. O mar, que na verdade é um lago, está localizado no ponto mais baixo da terra, a 430 metros abaixo do nível do mar. Por causa disso, mantém altos níveis de salinidade na água, seis vezes mais sal por metro quadrado do que os oceanos, que impedem o banhista de afundar. Ele fica a cerca de uma hora de distância de Jerusalém e oferece toda a estrutura de um balneário: bares, restaurantes, lojas, chuveiros e banheiros. Quem quiser conhecê-lo, porém, precisa se apressar. Em função dos desvios do curso das águas no vale do Rio Jordão, o Mar Morto desaparece mais de um metro por ano.


Museu do Holocausto

Muito mais do que um dos principais espaços no mundo de memória e documentação dos eventos que ocorreram no holocausto, o Ya Vashem é um local de homenagens. Com 18 hectares, e vários memoriais. O museu se permite tentar recontar a história dos 6 milhões de mortos pela fúria nazista. Tem espaço dedicado às crianças mortas, uma sala que evidencia os nomes identificados de todas as vítimas um centro de artes. 


Cidade antiga de Jerusalém

A cidade velha de Jerusalém merece um dia de dedicação exclusiva. Dividida em quatro quarteirões, dentro das muralhas, é a expressão máxima da multiplicidade religiosa da terra Santa. Lá, armênios, cristãos, judeus e muçulmanos têm cada um seu quarteirão, onde existem templos religiosos; boxes de venda de souvenirs; mesquitas; igrejas; e bares e restaurantes. É um imenso labirinto cultural. 
Tudo isto é fardo

Tudo isto é fardo


Tudo isto é fardoJoão Taborda da Gama
Na vila havia uma senhora. Quando era a hora chamava-se a senhora e ela vinha a casa do doente. As pessoas saíam, ficava apenas ela e o doente. Os gemidos paravam, o serviço estava feito. Era um capitão do Exército que não dormia nem morria. Contaram esta história à mesa, era eu pequeno, e nunca mais esqueci, como nunca se esquece uma história contada à mesa em que um capitão do Exército é morto por uma almofada segurada por uma velha. Uma história distante, de como se faziam as coisas, e foi assim que me lembro de ter sabido pela primeira vez que se matavam doentes para não sofrerem mais. Abafadeira, o nome da pessoa, da função.

Abafador é o tio Alma-Grande dos Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga. O conto tem por base o mito de que as comunidades de cristãos-novos matavam os seus moribundos antes que chegasse o padre para os ritos finais e a ele confessassem a sua verdadeira fé. No Alma-Grande, o abafador já com as mãos no pescoço de Isaac e o joelho no peito é interrompido pelo filho Abel. Não acaba o serviço que tinha sido chamado a fazer por Lia, mulher de Isaac. "Atravessou a sala cabisbaixo, longe da majestade trágica das outras vezes. Deixava atrás de si a vida, e a vida não lhe dava grandeza." Isaac recupera da febre, escapa à morte. Ou melhor, não escapa, porque acaba por matar o Alma-Grande. Pescoço por pescoço.

N'O Crime do Padre Amaro, é Carlota a ama, tecedeira de anjos, que faz dos bebes indesejados anjos, como faz ao de Amélia e Amaro. Ao contrário do que Amaro pensava, Carlota tinha bom ar, era "forte de peitos". A criança é entregue à tecedeira, para ser cuidada por um ano, mas sabendo-se que nunca lá passam mais de dois dias. Como Amélia morre, Amaro arrepende-se (?) e volta para buscar a criança. É tarde, o serviço está feito. A casa de Carlota era asseada, a louça rebrilhava, "e havia tanta ordem que uma claridade parecia sair do asseio e do arranjo das coisas". Em Eça, a estética da morte, a tentativa de civilizar, a ilusão do controlo, como os prístinos apartamentos das clínicas na Suíça, ou no Oregon dos documentários, onde se morre a pedido, o feng shui como substituto da humanidade que cuida.

Cuidar junto da morte é a humanidade na sua brutalidade, o maior poder porque perante o menor poder. Paula Rego ilustra O Crime do Padre Amaro, as crianças, as tecedeiras, os anjos, o padre. Paula Rego, que numa entrevista ao Financial Times disse ser favorável ao suicídio assistido (respondeu yes, não explicou), cuidou do marido com esclerose múltipla. Tinha pintado um quadro influenciada por esse período, uma mulher a pentear um homem num terraço, a prepará-lo para ir para a guerra. Era o quadro preferido de Vic, que morreu em 1988. O quadro ardeu em 2004. Nesse período, de cuidar, diz que deixou de sentir, mas que o mais perto que esteve de sentir foi quando pintou Girls and Dogs, em 1986, em que uma rapariga cuida de um cão, dá-lhe banho, abre-lhe a boca para o alimentar, mas também levanta a saia. Sobre outra sua pintura, Dog Woman, em que uma mulher é pintada de gatas, com cara de quem vai morder, diz que ser bestial é bom. É o poder que vem da animalidade. E quando isso não é poder?

Muita gente leva o cão ao veterinário para que o matem serem postos a dormir, diz-se. Fazem-no, não duvido, por amor, por empatia, ficam devastados. Mas o que pensa e sente o cão? Nas reportagens virais online sobre o último dia de um cão na terra, com os donos no parque, a comer a sua comida favorita, e por fim o cão no veterinário, rodeado da família devastada, morto. Não consigo deixar de ver no fundo dos olhos de cada cão, no seu ar, no seu olhar, lá no fundo dos olhos, a morte que acontece em vida quando estamos a ver o máximo e definitivo abandono a vir por ali fora.

Lembro também um documentário francês, há muitos anos. Um doente com uma doença degenerativa, obeso e que tinha de sair da cama com um pequeno guindaste queria morrer, não sei se poderia ou não em França naquele momento. O que não esqueci é que queria morrer a ouvir o Fado Amália, penso que dizia que não sabia o que queria dizer a letra, mas gostava. Numa gravação ao vivo em Itália, das melhores versões do fado, antes da música, Amália diz que Amália não vai bem sem amor, e não existe amor sem sofrimento. Sofrimento que não é apenas o efeito, é também areia do cimento de que é feito o amor. Que talvez seja a única coisa que fica deste lado, para lá do pó. Mas amor do verdadeiro, forte, que permanece. Não como o amor que larga quando o fardo pesa, como aquele que no fim do fado sobre ela já diz "Amália? Não sei quem é".

A lei e as práticas clínicas vigentes permitem uma zona de conformação, de indefinição que pode ir sendo concretizada no tempo, nos espaços. Entre a vida e a morte essa zona é a da sedação paliativa progressiva, contínua ou intermitente, que é já praticada. Sabendo-se o que pode provocar, o seu objetivo é retirar o sofrimento, precisamente dar dignidade, que é dos dois efeitos o principal e desejado. A sedação progressiva, em conjunto com a liberdade do suicídio e o direito de recusar a obstinação terapêutica, num contexto compassivo e de permanente melhora dos cuidados continuado, são o consolo humanamente desejável e possível.

Gosto pouco de enganar os outros, e ainda menos a mim mesmo. Por isso, a mim e no que aos meus diz respeito, preferia não cair na ilusão de que praticar a morte vence a morte. Estejam por lá, ao meu lado, tragam a Amália, deixem a morfina ir gotejando no cinzento indefinido da sedação, e se eu disser que é para desligar a máquina, de certeza que é a televisão com os programas da tarde, que as enfermeiras voltam a ligar sempre que muda o turno. Vai ser um fardo pesado? Vai. É a vida.