Vereadora Teresa Bergher protocola representação contra Milton Temer

Teresa Bergher - Coisas JudaicasA vereadora Teresa Bergher fez um pronunciamento  na Câmara Municipal do Rio de Janeiro sobre nota do PSOL e de Milton Temer, que chamaram Israel de Estado genocida e nazista. 
“Não fiquei apenas no discurso e hoje protocolei uma representação junto ao Ministério Público Federal, exigindo a retirada imediata dessas notas do site do PSOL, sob pena de aplicação de multa diária. Lamentei que agora a Câmara abrigue em seu quadro de vereadores o também antissemita Babá, que queimou em praça pública a bandeira do Estado de Israel e postou a imunda nota do PSOL. Deixo claro que o PSOL na Câmara, até o presente momento, sempre me respeitou e jamais teve qualquer atitude antissemita ou de afronta à comunidade judaica ou ao Estado de Israel”.
Discurso na íntegra
Senhora Presidente desta Sessão, senhores vereadores e vereadoras, funcionários: se tem uma coisa que eu não gosto de fazer é subir a esta Tribuna para discutir problemas de outras nações, de outros países, obviamente, já que o nosso Brasil tem tanto problema. A nossa cidade enfrenta o caos hoje, violência extrema, mas eu tenho que me posicionar, porque as agressões foram por demais violentas.
De início, quero realçar o equívoco que é um partido que tem no próprio nome as palavras “socialismo” e “liberdade” fazer questão de condenar – notem bem – o único estado democrático do Oriente Médio na prática, enquanto os demais povos da região vivem há séculos sob regimes opressores que lhes negam os mais elementares direitos. Pois o PSOL alia-se ao que há de mais atrasado em matéria de política, ao chamar o Estado de Israel de nazista e genocida. Isto em função do recente conflito envolvendo forças de segurança israelenses e manifestantes radicais palestinos que, à margem de qualquer negociação, tentam impor sua noção ultrapassada de que eles têm direito a viver na região e usam de todos os meios violentos para efetivá-la, provocando soldados israelenses; chegando ao cúmulo, senhoras e senhores, e eu tenho um vídeo, de oferecerem os próprios filhos para a morte. Eles dizem para os soldados israelenses: “Matem, quero ver vocês matarem essa criança”. Pura provocação. Batem no rosto dos soldados israelenses e dizem: “Agora batam em mim também”. Pura provocação. Vai morar na região ou vai viver alguns dias na região para sentir o que é aquele inferno.
Tamanha a indignidade da postura antijudaica do PSOL, que, ao que parece, a Federação Israelita do Rio de Janeiro está exortando os filiados judeus a retirarem-se dos quadros do partido, que exercita uma noção tão particular do que sejam socialismo e liberdade. De minha parte, vou um pouco mais além: estou entrando com uma representação junto ao Ministério Público Federal contra o PSOL e o antissemita declarado Milton Temer. Para reagir a essa postura antidemocrática e de aberta hostilidade a uma nação-irmã dos brasileiros – e que nasceu sob inspiração, entre outros, de um eminente brasileiro, Osvaldo Aranha.
A questão do Oriente Médio só será resolvida na mesa de negociações. Sou totalmente a favor da criação do Estado Palestino, desde que com fronteiras seguras para Israel. Violência insuflada por radicais não levará a nada, exceto à exploração demagógica, como vem fazendo o PSOL, e à perpetuação de uma situação que só interessa aos inimigos da paz, que passam o tempo fingindo defendê-la. Por que, eu pergunto, o foco do PSOL é sempre direcionado parao Estado de Israel e não se manifestam em relação às inúmeras atrocidades que acontecem na região? Como, por exemplo, centenas demilhares mortos na Síria no mais escandaloso massacre dos últimos tempos. O Estado Islâmico, que chega a degolar crianças. As 100 vítimasrecentes do islamismo, agora na Somália. Os 12 assassinatos no lêmen, entre eles, sete crianças. Nestes casos, silêncio total. Sabem por quê? Porque o PSOL, infelizmente, tem o peso e uma posição totalmente antissemita declarada e do senhor Milton Temer, que tem uma influência muito grande no partido, o que eu lamento. Infelizmente, agora, temos nesta legislatura, porque tenho certezade que a saudosa Marielle Franco não comungaria desse pensamento, um vereador que queimou a bandeira do Estado de Israel em praçapública. Uma bandeira de um país, que é o seu maior símbolo.Além disso, ele se presta ao infame papel de publicar em suapágina uma odiosa campanha antissemita, protagonizada, sim, pelo seu partido, o PSOL.
Eu quero deixar aqui registrado que, até o presente momento, a minha relação com os vereadores do PSOL sempre foi respeitosa. Nunca nesta Casa vi qualquer manifestação de antissemitismo ou de afronta ao Estado de Israel. Nada tenho contra os vereadores do PSOL nesta Casa. Sempre fui respeitada por eles e espero que assim continue.
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