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    Sobreviventes do Holocausto reencontram-se 76 anos depois

    Sobreviventes do Holocausto reencontram-se 76 anos depois
    Alice Gerstel e Simon Gronowski 
    Sobreviventes do Holocausto reencontram-se 76 anos depois de serem separados.

    Alice Gerstel e Simon Gronowski conheceram-se quando ambos eram crianças e estavam escondidos na mesma casa, durante o período nazista.

    O reencontro emocionado de dois sobreviventes do Holocausto

    Alice Gerstel e Simon Gronowski conheceram-se em 1941 quando ambos eram ainda crianças, durante o período de ocupação nazi na Bélgica. Separados pelo Holocausto, os dois amigos de infância voltaram a estar juntos agora, 76 anos depois, num encontro emocionado no Museu do Holocausto de Los Angeles, nos EUA. 

    Tudo começou em outubro de 1941, quando a família judaica de Alice se escondeu em casa da família de Simon, tammbém judaica, durante quase duas semanas para fugir dos nazis.

    Durante esse período, o pai da menina tentava arranjar com um contrabandista francês um acordo que garantisse a segurança da mulher e dos quatro filhos. O plano era fugir do país, a troco de diamantes.

    Depois de feito o negócio, o pai de Alice comprou nove vistos para França - também na altura ocupada pelos nazis -, e foi para Casablanca, cidade marroquina controlada pelos franceses. De lá, partiram para Cuba e depois para o destino final, os Estados Unidos da América. 

    Já a família Gronowski optou por ficar na Bélgica, mas foi descoberta 18 meses depois. Simon, a mãe e a irmã foram enviados de comboio para o campo de concentração de Auschwitz. Já o pai, que estava doente no hospital, foi salvo pela mulher, que o deu como morto para que não tivesse o mesmo destino. 

    Simon também sobreviveu graças à mãe. Durante a viagem de comboio, a progenitora conseguiu empurrar o filho para fora do comboio. 

    Simon não só conseguiu escapar à morte como até chegou a reencontrar o pai, depois da guerra acabar. Hoje em dia é advogado, em Bruxelas, e a sua história deu origem a uma biografia, intitulada de "A Criança do 20.º Comboio", publicada em 2002. 


    Já Alice, acabou por ficar em Los Angeles, onde casou e teve dois filhos, tendo construído uma carreira no mercado imobiliário.

    As duas famílias nunca mais se contactaram. Mas agora, décadas depois, Simon, de 86 anos, e Alice, de 89, reencontraram-se, em lágrimas, no Museu do Holocausto de Los Angeles.

    O encontro entre ambos aconteceu porque o sobrinho de Alice fez uma pesquisa na Internet, que permitiu chegar ao contacto de Simon. 

    Durante o encontro, Alice revelou que depois da guerra ter acabado a sua família tentou localizar os Gronowski, mas nunca soube nada deles. Em resposta, Simon disse que chegou a escrever cartas ao irmão mais velho de Alice, mas que este lhe disse que todos tinham morrido. 

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