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    Israel e ONU acordam sobre migrantes africanos

    Israel e ONU acordam sobre migrantes africanos

    JERUSALÉM -  Israel anunciou hoje que chegou a um acordo com as Nações Unidas para enviar migrantes africanos para alguns países ocidentais e que anula o projeto para a sua expulsão.

    Israel anula projeto de expulsão de migrantes africanos

    Acordo com agência da ONU permitirá transferência de mais de 16 mil pessoas a países ocidentais.

    O governo israelense anunciou nesta segunda-feira a anulação de um projeto polêmico de expulsão de migrantes africanos, e firmou um acordo com a Organização das Nações Unidas para transferir parte dessa população a países ocidentais.

    "O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e Israel chegaram a um acordo que permitirá a transferência de ao menos 16.250 migrantes africanos para países ocidentais, enquanto o Estado de Israel solucionará a situação dos que ficam", disse um comunicado do gabinete do premier Benjamin Netanyahu.

    Netanyahu afirmou nesta segunda-feira que Canadá, Itália e Alemanha serão os países que receberam migrantes de Israel.

    — Este é um acordo único entre o comissário da ONU e o Estado de Israel, que retira 16.250 pessoas, e as leva para países desenvolvidos como Canadá, ou Alemanha e Itália. Este é o compromisso que o Alto Comissário da ONU fez: organizar e até financiar isso", disse o premier ao vivo na televisão.

    Em 15 de março passado, a Corte Suprema israelense suspendeu o plano governamental que previa a expulsão de milhares de migrantes africanos que entraram ilegalmente no país, sobretudo eritreus e sudaneses. Após o apelo de organizações de apoio de refugiados, o tribunal deixou em suspenso a proposta até 26 de março e deu ao Estado essa data como prazo para argumentar por sua defesa.

    O governo deu duas opções aos migrantes: partir "voluntariamente" do país com US$ 3.500 até o final de março ou ir à prisão. A maioria dos imigrantes visados entrou ilegalmente em Israel através do Sinai egípcio a partir de 2007. Este fluxo foi interrompido com a construção pelo Estado hebraico de uma cerca elétrica ao longo da fronteira com o Egito.

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