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    Rotas do Ódio

    Rotas do ÓdioTrazendo à tona os desafios de uma delegacia especializada no combate aos crimes motivados pelo preconceitoRotas do Ódio, nova série nacional do Universal, estreou com bons resultados, colocando o canal no top 10 do ranking de audiência da TV por assinatura. A série, que exibiu seu primeiro episódio em 18 de março, é protagonizada por Mayana Neiva (O HipnotizadorO Vendedor de Passados), que vive uma delegada empenhada em fazer justiça. Os números da estreia estão entre os melhores desempenhos do horário dos últimos dois anos do canal e o Omelete conversou com o elenco da produção.
    Dirigida por Susanna Lira, a série usa como referência o trabalho realizado pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) de São Paulo. No centro da trama está a delegada Carolina, papel de Neiva, uma delegada que dedica a vida a lutar contra esses delitos. A atriz conta que, para se preparar para dar vida à personagem, fez pesquisa com profissionais em atividade e chegou a ir em algumas delegacias para entender quais são os maiores desafios. “Não é Tropa de Elite, não funciona na base do ‘missão dada é missão cumprida’. É o contrário, a Carolina quer ver todos os lados, quer resolver. Ela fala de um lugar que não é óbvio”.
    A primeira temporada tem como ponto de partida a investigação sobre a morte de uma jovem moradora da periferia chamada Jaqueline (Pathy Dejesus). O caso cai nas mãos de Carolina por conta dos indícios de ser um crime de ódio e isso coloca a delegada no rastro de Jason (André Bankoff), que soma passagens pela delegacia e é líder de uma gangue intitulada Falange Branca, a mais perigosa organização neonazista do país. Aos poucos, novas informações vão surgindo e o quebra-cabeça vai ficando mais nítido.
    Em visita ao set, foi possível acompanhar a gravação de uma cena da primeira temporada, que contará com cinco episódios - a segunda estreia em setembro, com mais cinco capítulos. Na cena, a delegada Carolina conversa com uma mãe que acabou de perder o filho, um dos jovens envolvidos no submundo das gangues. “É bem tenso, os dias aqui são muito intensos”, conta Neiva sobre a intensidade das cenas. “Fala muito da condição real dessas mulheres, dessa delegada principalmente, uma pessoa que vive no limite. O mais difícil é que aquilo que a série mostra é real”. 
    Na série, Michel Joelsas (Que Horas Ela VoltaO Ano que Meus Pais Saíram de Férias) dá vida a Dime, o novato da gangue liderada por Jason. Apesar de contar com uma vida estruturada, ele acaba se envolvendo com as atividades criminosas do grupo e Carolina toma para si a missão de tirá-lo desse meio. “O Jimmy foi um grande desafio”, conta Joelsas. “Esse personagem é muito complexo, é um cara que está em busca de alguma coisa e ele mesmo não sabe do que é, ele está tentando se entender e se achar”.
    Vivendo um dos rapazes responsáveis pelas ações criminosas da gangue neonazista, Joelsas diz que precisou buscar um ponto de equilíbrio para não deixar que a carga do personagem interferisse na sua vida pessoal. Outro ponto importante foi se colocar no lugar de um personagem tão condenável para poder transmitir veracidade. “Nesse questionamento que todo mundo passa em alguma fase da vida, ele foi tão fundo que começou a canalizar as respostas dele para lugares que nem todas as pessoas iriam. O maior desafio foi entender de uma forma humana porque ele escolheu esses caminhos”.
    Os assuntos delicados da atração não são exatamente novidade para Susanna Lira que, além de ser a criadora e diretora da atração, assina o roteiro ao lado de Marco Borges e Bruno Passeri. Em 2016, por exemplo, Lira dirigiu o documentário Intolerância.doc, uma investigação sobre o que motiva os crimes de ódio e a intolerância dentro da sociedade brasileira - o filme aborda brigas de torcidas organizadas, agressões transfóbicas e ataques de grupos neonazistas. Além desse, Lira tem outros trabalhos proeminentes, como Torre das Donzelas, documentário sobre as mulheres que foram presas na ditadura.
    Neiva diz ser extremamente grata a Susanna Lira pelo convite. As duas se conheceram após a exibição do curta O Tempo que Leva, estrelado por Neiva, no Festival do Rio de 2013. Quatro anos depois, Lira entrou em contato com a atriz dizendo ter escrito uma personagem baseada na conversa que tiveram naquele dia. Neiva diz que acredita principalmente na importância da mensagem da atração. “Quando li o roteiro, fiquei encantada. Fala de protagonismo feminino, fala sobre a força das minorias. Com todo esse absurdo surreal político que a gente está vivendo, falar disso é muito relevante. Discutir um assunto tão importante é algo que dá sentido para a minha vida, é para isso que eu trabalho”.
    Rotas do Ódio vai ao ar às 23h de domingo no Canal Universal. A primeira temporada estreou em 18 de março e a segunda é prevista para estrear em setembro.

    Um comentário:

    1. A ideia era boa, mas está sobrando as cópias à laranja mecânica, deixando surreal. Achei mal dirigido, principalmente pelos timings (ex. Não esperam o tempo de completar uma chamada para dizer que está ocupado), reações um pouco forçadas. Acho ainda que a produção e a direção deveriam asistir mais séries da Universal pra ficar um pouco mais profissional.

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