Primeiro seder de Pessach numa Universidade na Espanha


  Primeiro seder de Pessach numa Universidade na Espanha


As estudantes do projeto Fulbright, Danielle Elliot e McCall Wells, na Universidade Camilo José Cela, Espanha.
Toda época de Pessach, Danielle Elliott encontra com seus pais em Chicago. Ela ajuda a preparar o charosset e se diverte nas elaboradas decorações de pessach de sua mãe. 
Entretanto, este ano tudo será diferente. Ela vai contar a história do êxodo dos judeus do Egito, mil quilômetros longe de sua casa, mais precisamente na Espanha.  Ela está organizando o primeiro seder na Universidad Camilo José Cela, em Villafranca del Castillo, uma cidade da Espanha.
Elliott é estudante e trabalha como assistente de língua inglesa, nos departamentos de filmes e criminologia da universidade.  Em um primeiro momento, ela pensou em organizar um seder para seus alunos, quando começou a perceber que eles não tinham conhecimento sobre o povo, que por tantos séculos, antes de sua expulsão em 1492, era parte integrante da Espanha.
“Depois que Danielle explicou o que era um seder, o projeto foi aprovado imediatamente e todos na reunião estavam muito interessados ??em contribuir de qualquer maneira", disse Amy Baxter Mertzlufft, Consultor Acadêmico do Laboratório de Linguagem e Coordenador do programa Fulbright na universidade.
Quando Elliott ingressou na universidade, ela e outra estudante, Mc Call Wells, lideraram o Clube Intercultural, um projeto feito a pedido da escola.

"Nós tentamos estabelecer um sentimento internacional e intercultural nesta universidade", disse Elliott. "Há estudantes de todo o mundo", completou Wells.

  Primeiro seder de Pessach numa Universidade na Espanha

Folheto convidando para o seder inter-religioso, com o tema “Liberdade e Direitos Humanos.
O próximo passo para a universidade foi preparar um seder inter-religioso com o tema “Liberdade e Direitos Humanos”.  Elliott e Wells estão chamando-o de "Seder para a Comunidade Global: na Pesquisa da Liberdade".  
"Dois dos meus amigos, que estiveram envolvidos com atividades do Hillel, realizaram um seder de refugiado e convidaram pessoas de centros comunitários de imigrantes", disse Elliott. 
A estudante está traduzindo a Haggadah para o espanhol, com o apoio da universidade e da comunidade judaica reformista de Madri.
A Comunidade Reformista é a sinagoga que Elliott frequenta, enquanto está na Espanha.

"No inicio me sentia muito sozinha, especialmente durante os feriados judaicos. A comunidade judaica reformista me fez sentir em casa", disse.
Ela queria compartilhar esse sentimento com seus alunos. Quando Wells a acompanhou para um Shabat, elas falaram com Yael Cobano, presidente da congregação sobre seus planos para o seder.

"Foi um projeto maravilhoso. Já liderei muitos seders e ofereci minha ajuda", disse Cobano.
A Comunidade reformista emprestou a Elliott e Wells suas louças para o seder, enquanto Cobano está auxiliando a revisar a tradução espanhola da Haggadah.
  

  Primeiro seder de Pessach numa Universidade na Espanha

Á esquerda, Yael Cobano, Presidente da Comunidade de Reforma de Madri.

Dois membros da sinagoga conduzirão o seder em espanhol e em hebraico. Elliott vai liderar a parte judaica e os elementos inter-religiosos.
"Estamos adaptando a tradição dos quatro copos de vinho, para incluir diferentes perspectivas", disse Elliott. "Um dos copos será acadêmico, um religioso, um pessoal e um político. Esperamos convidar alunos, professores e membros da comunidade para falar em cada um desses copos, a fim de torná-los, mais do que apenas compartilhar um feriado judaico”.
Para o copo religioso, Elliott e Wells convidaram representantes das comunidades judaica, cristã e muçulmana. Para o pessoal, eles esperam um dos estudantes universitários, que é refugiado, e contará uma história de migração pessoal. Para o copo político, um colega do programa Fullbright falará sobre a experiência de participar de relações raciais, um coletivo que promove discussão e expressão de raça, cultura e etnia na Espanha.
"Esperamos que os alunos e os professores, que participarem do seder, saibam que pessach não é apenas um momento para os judeus refletirem sobre as liberdades pessoais e o êxodo da escravidão no Egito, mas realmente sobre o direito à migração e a liberdade de movimento”, disse Elliott.
A universidade está oferecendo apoio à Elliott e Wells, cuidando da logística, ajudando com convites e financiando o jantar para 70 convidados. Elliott disse que o cardápio será "tão kasher quanto for possível", o que significa serão servidos apenas pratos com leite e peixe.

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