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    Israel envia cem franco-atiradores a Gaza

    Israel envia cem franco-atiradores a GazaJERUSALÉM/GAZA -Temendo protestos violentos, Israel envia cem franco-atiradores a Gaza.

    Exército promete aval a abrir fogo contra manifestantes palestinos em caso de riscos.

    Israel enviou ao menos cem franco-atiradores para a fronteira com Gaza antes de uma maciça manifestação palestina na sexta-feira, disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses. Os protestos são apoiados por facções rebeldes como o Hamas, e podem durar semanas. Organizadores afirmaram esperar que milhares em Gaza respondam ao apelo para se reunirem em cinco localidades ao longo da fronteira na sexta-feira, em um protesto de seis semanas pelo direito de retorno dos refugiados palestinos ao território que hoje é Israel.

    Citando preocupações de segurança, o Exército israelense impõe uma zona de acesso proibido aos palestinos em uma região adjacente ao muro na fronteira entre Gaza e Israel. O tenente-general Gadi Eizenkot, chefe do Estado-Maior, prometeu em entrevista ao diário "Yedioth Ahronoth" que os militares "não permitiriam infiltração em massa nem tolerariam danos à barreira durante os protestos."

    — Nós mobilizamos mais de cem atiradores de elite de todas as unidades militares, principalmente das forças especiais — disse Eizenkot na entrevista. — Se vidas estiverem em risco, haverá permissão para abrir fogo.

    Soldados israelenses são habitualmente confrontados em protestos violentos palestinos ao longo da fronteira de Gaza, e respondem gás lacrimogêneo, balas de borracha e munição letal contra manifestantes — que, segundo os militares, atiravam pedras ou bombas de gasolina neles.
    Organizadores afirmam que o protesto é apoiado por várias facções palestinas, incluindo o movimento radical islâmico Hamas, de Gaza, que historicamente pregou a destruição de Israel.

    ONU ALERTA PARA AUMENTO DA TENSÃO

    O coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, pediu a todos os lados que "exerçam contenção e tomem as medidas necessárias para evitar uma escalada violenta". Em um comunicado enviado à Reuters, ressaltou: "As crianças, em particular, não devem ser colocadas em risco a qualquer momento".

    O início da manifestação estava simbolicamente ligado ao que os palestinos chamam de "Dia da Terra", que celebra seis cidadãos árabes de Israel mortos pelas forças de segurança israelenses em manifestações em 1976 por causa de confisco de terras. O feriado judaico de uma semana de Páscoa, quando Israel aumenta a segurança, também começa na sexta-feira. O protesto deve terminar em 15 de maio, dia em que os palestinos chamam de "Nakba" ou "Catástrofe", marcando o deslocamento de centenas de milhares de palestinos no conflito que envolveu a criação de Israel, em 1948.

    Os palestinos há muito exigem que até 5 milhões de compatriotas tenham o direito de retornar. Israel descarta a movimentação, temendo um fluxo de árabes que eliminaria sua maioria judaica.

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