31 de mar. de 2018

Carta

Carta


CartaEsta carta aberta foi escrita pelo Sr. Chezi Goldberg z"l, um judeu canadense que vivia em Jerusalém, após um terrível atentado duplo na Rua Ben Yehuda, no dia 1 de dezembro de 2001, que tirou a vida de 11 pessoas e feriu mais de 180.

“Era dia 2 de dezembro de 2001”. Ele entrou na sinagoga, no horário de Shacharit (reza da manhã). Eu o cumprimentei com um aceno de cabeça, como eu fazia todos os dias. Mas, ao contrário de me cumprimentar de volta, ele fez um gesto estranho, que eu não consegui entender. Alguns minutos depois, como se ele não estivesse mais aguentando, como se algo estivesse fervendo dentro dele, ele se aproximou de mim e perguntou:

 
- Você não escutou? - Escutou o que? - eu respondi surpreso.

  - Você não escutou? - perguntou ele, de novo, desta vez de forma mais impaciente, quase frustrado. 

Eu entendi que ele estava se referindo ao terrível atentado terrorista que havia ocorrido na noite anterior, em um local frequentado não apenas por jovens israelenses, mas também por muitos turistas. A partir daquele momento, comecei a imaginar que ele estava se referindo a alguém conhecido que havia morrido ou se ferido no atentado. Então eu perguntei sobre quem ele estava falando.

  - Sobre quem? - perguntou ele, me olhando com o se eu tivesse vindo de outro planeta - sobre todos os que morreram e se feriram no atentado da noite passada!

  - É claro que eu escutei - respondi, mas sem entender exatamente onde ele queria chegar.

  - Então por que você não está chorando? - ele perguntou, com muita tristeza e dor no seu rosto.

  Suas palavras entraram no meu coração como uma espada, como ensinam os nossos sábios: "Palavras que saem do coração entram no coração". Ele estava certo. Por que eu não estava chorando? Eu não pude responder nada. Eu não tinha o que dizer. Ele então apontou para as outras pessoas da sinagoga e perguntou:

  - Por que todos os meus amigos não estão chorando? Não deveríamos estar todos chorando?

  Novamente não pude responder nada. Ele estava certo. O que aconteceu com a nossa sensibilidade? Alguns chamam isso de "dormência". Outros chamam isso de "choque coletivo". Alguns ainda dizem que estamos sofrendo um trauma sem fim que afetou os nossos sentidos. Mas, na prática, o que vemos é que, infelizmente, nos tornamos pessoas com corações de pedra".

Por uma ironia do destino, dois anos depois o Sr. Chezi Goldberg z"l foi assassinado, junto com outros 9 judeus, por um terrorista que detonou uma bomba dentro do ônibus 19, quando o ônibus passava pelo bairro de Rechavia, em Jerusalém.

  Nesta semana o Shabat coincide com a próxima Festa do calendário judaico, Pessach, também conhecida como "Zeman Cheruteinu" (A época da nossa liberdade). Nos dias de Pessach, e em especial durante o Seder, revivemos a alegria de termos sido libertados de uma pesada escravidão, após 210 anos de torturas e sofrimentos sem fim. Mas a libertação do povo judeu não foi algo rápido, pois estávamos diante de um Faraó obstinado, que resistia às ameaças de D'us e não permitia a saída dos judeus. Foram necessárias 10 pragas, que destruíram completamente a infraestrutura do Egito, para quebrar sua resistência.

  Porém, percebemos algo interessante quando prestamos atenção nos versículos que descrevem as pragas e a reação do Faraó a cada uma delas.

Após a primeira praga, sangue, está escrito "E o coração do Faraó se endureceu... E ele também não se importou com isso" (Shemot 7:22,23). Nas próximas pragas, sapos, piolhos, animais ferozes e epidemia, a Torá alterna entre "o coração do Faraó se endureceu" e "o Faraó deixou pesado seu coração". Por que na praga do sangue, após a Torá dizer que o Faraó endureceu seu coração, foi necessário dizer que ele não se importou? Além disso, por que a Torá repete tantas vezes que o Faraó endureceu seu coração e deixou-o pesado?

  Explicam os nossos sábios que a praga do sangue foi a única que não atingiu o Faraó. Em um reconhecimento pelo Faraó ter criado Moshé em seu palácio, D'us o poupou desta praga. Se o Faraó fosse um bom líder, mesmo estando livre da praga, ele teria se preocupado com o bem-estar de seu povo. Porém, o Faraó demonstrou ser uma pessoa insensível. Como o sofrimento não o atingiu, então ele não se importou com o sofrimento dos outros. Mesmo que seu povo estava literalmente morrendo de sede, isto não sensibilizou o Faraó. Nas outras pragas, quando a praga cessava e terminava o seu sofrimento pessoal, o Faraó voltava a se comportar de forma insensível, não se importando com o seu povo e todo o sofrimento pelo qual eles passavam.

O Faraó representa o nosso Yetser Hará (má inclinação). A Torá repete diversas vezes a reação do Faraó aos sofrimentos que recaíam sobre o seu povo para nos ensinar que esta é uma das táticas do nosso Yetser Hará, de querer tirar a nossa sensibilidade, de nos fazer deixarmos de sentir o sofrimento dos outros. Quando nossos corações se tornam insensíveis, a ponto de não se afetarem mais com a dor dos outros, este é um momento extremamente perigoso para a humanidade. Embora seja parte de um mecanismo natural para nos ajudar a lidar com traumas e dificuldades, se permitirmos que esta insensibilidade cresça a ponto de a dor alheia não ser mais sentida e não nos motivar a tomarmos atitudes corretivas, então isto é um sinal de que perdemos o nosso lado humano.

  Mesmo quando despertamos da nossa dormência com uma tragédia ou nos inspiramos com uma nova ideia, infelizmente acabamos endurecendo nossos corações e ignoramos um possível impulso positivo. Cada vez que endurecemos nosso coração, ele vai ficando mais pesado e mais insensível. Por exemplo, da primeira vez que vimos algum mendigo pedindo esmola nas ruas, provavelmente sentimos uma grande dor e oferecemos algum tipo de ajuda. Porém, com o passar do tempo, vamos deixando de sentir a dor dos outros e, consequentemente, vamos deixando de oferecer ajuda, apesar de aquela cena do mendigo dormindo na rua ainda doer em nosso coração. Se mesmo neste estágio não fizermos nada, o próximo passo é nos tornamos tão entorpecidos a ponto de deixarmos de enxergar aqueles mendigos na rua, como se eles tivessem se tornado parte da "decoração" da cidade.

  Uma dica para o conserto da nossa sensibilidade está contida nos detalhes do Korban (sacrifício) que era oferecido em Pessach. A Torá nos comanda a oferecermos um cordeiro que, após a Shechitá (abate), deveria ser assado, não cozido. Todas as pessoas que quisessem comer de um Korban Pessach precisavam estar juntas em um mesmo grupo. Além disso, nenhum osso do Korban Pessach podia ser quebrado. Por que tantos detalhes estranhos em relação ao Korban Pessach, que não encontramos em outros Korbanót? E por que justamente um cordeiro e não uma vaca?

  Explicam os nossos sábios que o cordeiro é um animal pequeno e delicado. Se alguém pisa em uma de suas patas, seu corpo inteiro se arrepia. Quando uma carne é cozida, o cozimento faz com que as partes do animal comecem a se separar. Porém, quando assamos uma carne, as partes do animal se compactam e se unem ainda mais. Os ossos não podem ser quebrados, pois a quebra implica em uma separação. Os judeus devem estar em grupos para comer o Korban Pessach. A mensagem de todos estes detalhes contidos no Korban Pessach é a mesma, pois aludem ao desenvolvimento de um senso de união e proximidade, que normalmente são sentidos quando estamos em família, e ao desenvolvimento da nossa sensibilidade em relação às dores e sofrimentos sentidos por outros judeus. O povo judeu é comparado com um cordeiro, pois se um judeu sente dor, o povo judeu inteiro deve sentir também esta dor. Quando nos unimos, como se fossemos uma única família, nos tornamos um povo forte.

  Uma dor que não podemos escapar é a dor de quando alguém muito próximo, como um familiar ou um amigo, está passando por algum sofrimento. Portanto, este é o antídoto para que nossos corações não fiquem insensíveis à dor alheia: internalizar que todos aqueles que estão sofrendo são nossos irmãos, parte de nossa grande família. E se conseguirmos sentir isto de verdade, então não descansaremos até que o sofrimento deles seja ao menos diminuído. A Torá descreve o Faraó como sendo alguém pequeno, enquanto a Torá relata que "Moshé cresceu e saiu para ver seus irmãos e observar sua opressão" (Shemot 2:11). Quando a Torá diz que o Faraó era pequeno e Moshé cresceu, não necessariamente está se referindo ao tamanho físico deles, e sim à bondade e a preocupação com o próximo de cada um deles. O mundo do Faraó incluía apenas ele mesmo, pois ele não se importava com os outros, por isso ele é descrito como sendo pequeno. Já Moshé, mesmo estando nos luxos do palácio, saiu para ver seus irmãos. Ele se tornou grande, pois seu mundo não era apenas ele mesmo, incluía também todos os outros judeus, seus "irmãos".

  O processo para voltarmos a ter sensibilidade começa com a personalização das tragédias que ocorrem, como se fossem conosco ou com nossos familiares. Apesar de a dor ser algo desconfortável, ela é um sinal de que ainda estamos espiritualmente vivos. Se, D'us nos livre, perdermos a nossa capacidade de sentir dor, junto nós perdemos a capacidade de verdadeiramente sentirmos a beleza da vida.


  Pessach é Zeman Cheruteinu. É a época de nos transformarmos, de pessoas pequenas em seres humanos gigantes, que se importam com seus semelhantes, como se fizéssemos parte de uma única família. Começamos o "Maguid", parte do nosso Seder, com o "Há Lachmá Aniá", no qual convidamos todos os que necessitam para que venham e comam. Saímos do Egito unidos, como um só povo. Somente quando voltarmos a nos unir seremos libertados deste nosso atual exílio, no qual somos escravos do nosso próprio egoísmo.

Shabat Shalom e Pessach Kasher Ve Samaeach

R' Efraim Birbojm

Fonte: http://ravefraim.blogspot.co.il


30 de mar. de 2018

Transformando imperfeições

Transformando imperfeições

Transformando imperfeições
Por Rabino Yitzchak Ginsburgh
Em inner.org

Traduzido por Maurício Klajnberg

Pêssach – A Festa da Liberdade – nos lembra do grande evento histórico que tão firmemente nos uniu a D’us, o Criador do Céu e da Terra. A liberdade da escravidão no Egito, enviada pelo Céu, foi um preâmbulo e preparação para o próximo grande evento, o maior na história judaica, e na história de toda a humanidade – A Outorga da Torá no Monte Sinai, sete semanas depois.

A Torá tornou-se o elo que nos liga a D’us, portanto nosso povo judeu, a Torá e D’us estão inseparavelmente unidos em um só. Mas a celebração do Êxodo (saída) do Egito não está limitada apenas aos oito dias de Pêssach, que celebramos somente uma vez por ano. Somos ordenados na Torá: “Lembra do dia de tua partida do Egito todos os dias da tua vida!” Assim, é uma questão de importância diária para cada um de nós lembrar da nossa liberdade da escravidão. Como nos diz a Hagadá que “todos os dias de tua vida”, incluem também as noites. Dia e noite, portanto, cada um de nós deve se lembrar da “partida do Egito”. Este é um dos motivos pelos quais a terceira porção do Shemá está incluída em nossas preces matinais e noturnas, pois conclui com as palavras: “Eu sou D’us, que te tirou da terra do Egito, para ser teu D’us; Eu sou D’us, o teu D’us.”

Na verdade, mencionamos este grande evento incontáveis vezes. Recitamos a Canção de Moshê na Travessia do Mar Vermelho toda manhã. No Kidush de Shabat e Yom Tov dizemos: “Um memorial da saída do Egito.” Muitas e muitas vezes, de uma maneira ou de outra, o assunto de Yetzias Mitsraim (Êxodo do Egito) ocupa um lugar importante em nossas preces e observâncias diárias das mitsvot.

A ênfase para nós está na ideia de “tua partida”, que equivale a dizer; não é apenas uma celebração de um evento nacional para todo o nosso povo em conjunto, mas é também um evento individual, para todo e cada judeu separadamenteO potencial de todo judeu é o de expressar a Divindade. Para palavra hebraica para Egito, Mitzrayim, significa “limitações”. Limitação é a incapacidade de alguém se expressar plenamente. No Egito, o povo judeu estava limitado e não podiam expressar plenamente a Divindade. A redenção das limitações do Egito é o poder Divino e o milagre da festa de Pessach.

O Salto Compassivo

De acordo com o grande comentarista bíblico, Rashi, a palavra em Hebraico para “Páscoa”, Pessach (pei, samech, chet) tem dois significados:

1. Saltar ou pular sobre – D’us saltou sobre as casas dos judeus no Egito durante a morte dos primogênitos do Egito.

2. Compaixão – este salto foi uma grande expressão da compaixão de D’us para com o povo judeu.

Na Torá a palavra que é usada para uma pessoa aleijada (que salta ou pula) é pisayach. Esta palavra compartilha uma raiz com Pessach e é a fonte da explicação de Rashi de que Pessach significa “saltar’. O saltar de uma pessoa aleijada é considerado uma imperfeição e impede a um Cohen de servir no Templo Sagrado. Da mesma forma, um animal que é pisayach é considerado imperfeito e indigno de ser trazido como um sacrifício no Templo. O Poder Transformativo de Pessach

A bela imagem da futura redenção está escrita em Isaías 35:6: “Naquele momento (quando Mashiach chegar) o aleijado saltará com um cordeiro”.

Em realidade, frequentemente observamos ou experimentamos coisas que parecem más. A beleza da criação está na Torá, que nos dá o poder para transformarmos mal em bem. Pessach tem este poder de transformação. Ele pode transformar a incapacidade física em um verdadeiro e belo saltar com liberdade. A visão do homem aleijado saltando como um cordeiro é uma imagem muito importante para se ter em mente em Pessach.

O Salto Futuro

No Egito, D’us saltou sobre as casas dos judeus. No Cântico dos Cânticos (2:8), entretanto, encontramos um diferente tipo de salto. “A voz de meu amado está se aproximando; ela salta sobre as montanhas e pula sobre as colinas”.

De acordo com nossos Sábios, as montanhas representam os Patriarcas, enquanto as colinas representam as Matriarcas. Pelo mérito e poder dos Patriarcas e Matriarcas, D’us salta sobre as montanhas e colinas e para dentro de nossos corações para nos trazer Sua revelação.

A Chave Para Penetrar No Coração

As limitações do Egito são barreiras psicológicas que não podem ser penetradas. Estas barreiras psicológicas, que existem em algum nível em toda a humanidade, nos deixam incapacitados. A palavra hebraica para “compaixão”, chemlá (chet, mem, lamed, hei), é uma permutação da palavra hebraica para “doença”, machalá (mem, chet, lamed, hei).

Quando nos conectamos com o outro com compaixão, o que é ainda mais profundo que abraçar com amor, nós o redimimos de suas barreiras psicológicas. Este estado doentio de incapacidade é então transformado ao saltar Messiânico do cordeiro.

A energia transformativa de Pessach é o poder para rompermos todas as barreiras psicológicas e, com compaixão em nossos corações, pular todo o caminho em direção dos corações de D’us, nosso cônjuge, família e amigos.

Transformando Imperfeições Em Milagres

A imperfeição que se justapõe consistentemente (6 vezes) com a incapacitação na Torá é a cegueira. Estas duas condições são interdependentes. O valor numérico de “aleijado”, pisayach, é 148. O valor numérico de “cego”, iver, é 276. Juntos, eles totalizam 424, que é o valor numérico de Mashiach ben David, Messias o filho de David.

Mashiach inicialmente tem as duas abrangentes imperfeições de incapacidade física e cegueira. Adicionalmente, ele é descrito na Torá como um leproso. Lepra é uma doença da pele. Em Hebraico, a palavra para “pele” é or (ayin, vav, reish) cuja soletração é idêntica à palavra para “cego”, iver. Isto é uma alusão à “pele” virtual que cobre os olhos do cego impedindo que ele veja. A redenção depende da remoção da barreira sobre nossos olhos para revelar os milagres ao nosso redor. No momento de sua chegada, Mashiach, com a ajuda de D’us, será redimido e transformará suas imperfeições nos milagres da redenção final.

Pessach: A Revelação de Maravilhas Divinas

No livro de Micá 7:15, D’us nos promete “Mais do que nos dias da redenção do Egito, Eu vos mostrarei maravilhas Divinas”. O poder de Pessach é o potencial para transformar nossas limitações em maravilhas Divinas. Que possamos merecer nos relacionarmos aos outros com verdadeira compaixão. Pelo mérito de nossa compaixão, possa D’us ter compaixão conosco e transformar nossa incapacidade e cegueira ao pular do cordeiro e à abertura de nossos olhos para revelar as maravilhas da chegada de Mashiach.

Fonte: http://www.beitchabad.org.br

29 de mar. de 2018

Um Mar de Pessoas

Um Mar de Pessoas

Um Mar de Pessoas
As três festas de peregrinação (Shloshet Haregalim)
A festa de Pessach é uma das três festas chamadas de “festas de peregrinação”, juntamente com Shavuot e Sucot. O significado desta expressão é que, nestas três datas, o povo de Israel deveria deixar suas casas e campos para chegar a Jerusalém e participar das festividades do Templo.
Para poder chegar a tempo, tinham que deixar suas casas uma ou duas semanas antes do início da festa, em grandes caravanas de peregrinos, juntamente com toda a família e, alguns animais para os sacrifícios do Templo.
Se fosse em Pessach, deveriam pensar não somente em um cordeiro para a noite do Seder, mas também em algum outro animal para o abate de “Chagiga” – isto é, o sacrifício de ‘festa’ sacrificado pela manhã e que podia ser consumido nos dois primeiros dias e durante a primeira noite. Certamente trariam muitos outros animais para comer durante a semana que durava Pessach ou Sucot, uma vez que neste feriado, a alegria é ‘obrigatória’ e o dito talmúdico diz que “não há alegria sem carne (de gado) e vinho”.
Nem todos possuíam animais suficientes para trazer ou mesmo como trazê-los ao Templo, então vinham os pastores a Jerusalém, com grandes rebanhos de gado, maiores e menores, proporcionando aos peregrinos, mais esta opção.
Um mar de pessoas

Definitivamente um dos primeiros efeitos destas peregrinações é o contato direto, durante todo o período da festa, com milhares de outras pessoas, até então desconhecidas e das quais, muito provavelmente, nunca os verá novamente. Um mar de pessoas subindo as escadas em direção ao Templo, desde a cidade de David, no período do Primeiro Templo, ou a partir da colina ocidental, durante o Segundo Templo. Todos já se haviam banhado nas vários ‘mikva’ot’ que haviam nas redondezas, antes de poderem entrar nos recintos sagrados do Monte do Templo.
Esse contato, esse sentir-se parte de um enorme grupo de pessoas com o mesmo objetivo, no mesmo sentido, fora de todos os efeitos espirituais que ocorrem graças aos sacrifícios e à presença no templo, muda completamente a perspectiva das pessoas que participam do evento.
Em um estudo publicado na National Geographic, em Israel, a Sra. Laura Spini explica sobre a festa hindu que acontece na cidade de Allahabad, a cada primavera. Chegam dezenas de milhões de pessoas a localidade para, por uma semana, banhar-se no rio Ganges, transformando o evento na, provavelmente, maior festa religiosa do mundo. Uma equipe de psicólogos liderados pelo Dr. Steven Fitting, da Universidade britânica de St. Andrews, buscaram examinar os efeitos de viver em duras condições de peregrinação nos participantes do chamado, Maha Kumbh Mela.
Identidade Coletiva

Se poderia pensar que o indivíduo perde a sua personalidade particular neste momento, podendo levar à perder sua capacidade de pensar com sabedoria e agir com moralidade, características estas, tão básicas, que nos tornam humanos. Mas o estudo mostra que esses encontros são importantes e até mesmo, essenciais para a sociedade. Realmente nos ajudam a consolidar um sentimento de identidade coletiva, ajudando a criar novas relações com os outros e inclusive, melhorar a nossa sensação física.
É verdade que existe diferença entre a multidão física e a psicológica. Ou seja, não é o mesmo quando muitas pessoas se juntam no metro ou até mesmo em um festival de musica, de quando têm um objetivo em comum a realizar. Neste último caso, aprendemos a usar a palavra “nós” em vez da palavra “eu”, mas, sem perder a identidade particular.
Ao participar de um grupo grande, a pessoa pode mudar sua maneira de ver o mundo, diz o psicólogo Mark Levine, colega do Dr. Racor. Reações à superlotação, música alta e local de acampamento, quando realizadas em um mesmo objetivo, principalmente quando se trata de um grande evento religioso, se distinguem das que, no passado, poderiam ser consideradas “normais”.
Contato com a Shechiná

É claro que esta é apenas uma das grandes vantagens da peregrinação ao Templo de Jerusalém, já que o principal é o contato direto com a Presença Divina, muito evidente no Templo. Este contato que gerava o bom humor necessário para que, as pessoas muito qualificadas, chegassem ao nível da profecia.
Mas mesmo quando não se alcançava a profecia, se podia chegar a um estado de espírito próximo da santidade que permitia uma melhor conexão com o Criador, através das orações ou da melhor compreensão das mensagens da Torá e de outros livros do ‘Tanakh’.
O simples contato físico com pessoas santas que frequentavam a peregrinação e se misturavam com o resto dos fiéis, já causava uma grande impressão na alma e condicionava o comportamento de todos os presentes que voltavam, em seguida, fortificados à rotina em suas respectivas casas.
Por tudo isso, esperamos impacientes o momento em que possamos retomar a verdadeira peregrinação. É verdade que, hoje, grandes multidões chegam ao ‘Kotel’, o muro de contenção do Monte do Templo, o lugar mais próximo do Santuário que se pode chegar. Mas, ainda, estamos muito longe do que foi nos dias dos Templos, da peregrinação com um verdadeiro contato com a ‘Shechiná’.
“Que o Templo seja reconstruído em breve, nos nossos dias… “
Pêssach

Pêssach

Pêssach 


בס''ד
לעילוי נשמת
מזל בת אסתר  נאצר ז''ל נלב''ע ה' סיון תשמ''א
חיים בן שפיאה נאצר ז''ל נלב''ע י''ז שבט תשס''ב

אסתר בת אולגה שמאע ז''ל נלב''ע י''א כסלו תשנ''ה

מרדכי בן שרה הכהן דואק ז''ל נלב''ע כ''ו תמוז

גרשום בן עקיבא רבינוביץ ז''ל ב' אלול

 

Rabi Yehoshua na Guemará (tratado de Rosh Hashaná) nos conta que “em Nissan nossos pais saíram do Egito e em Nissan nós vamos sair de todos os nossos exílios”

Também na Guemará (tratado de Sanhedrin) Rabi Yehoshua nos conta que a Gueulá, nossa redenção final, vai acontecer por si só quando chegar o último instante, mesmo se não fizermos Teshuvá e boas ações

Por esse motivo nossos Sábios deram sinais nos avisando que quando eles acontecerem é sinal de que a Gueulá já está na porta.

Quando esses sinais acontecem esse é o “último instante” e a Gueulá chega sozinha, independente das nossas ações, como uma mulher grávida que depois de nove meses não tem mais como segurar a criança e ela nasce por si só

Todos esses sinais aconteceram na nossa geração

Um dos sinais, por exemplo, é que se você ver rios que andam como óleo e nem um peixinho para um doente você consegue pescar nele, isso é sinal de que Mashiach está chegando

Em nenhuma geração tínhamos um exemplo disso para mostrar para as crianças, mas na nossa geração o rio Tietê é só um pequeno exemplo entre milhares de rios que hoje estão andando como óleo e nem um peixe para um doente você consegue pescar neles mais

Outro sinal é que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

Em todas as gerações idade era sinal de experiência, e quanto mais velha a pessoa mais experiente e respeitada ela era

Na nossa “geração touch”, quando alguém da minha idade compra um telefone, a primeira coisa que ele faz é pedir para um jovem ensinar para ele como esse telefone funciona

Quanto mais jovem, mais atualizado. Quanto mais velho, mais desatualizado.
No fim, queria ou não, acabamos passando vergonha mesmo sem que os jovens tenham intenção em nos envergonhar !

E daí para frente. Todos aqueles sinais aconteceram na nossa geração, e agora só falta a Gueulá acontecer em sua total plenitude com todos os grandes milagres e maravilhas que ela vai nos trazer

Já estamos no auge do mês de Nissan. Nessa festa de Pessach estamos comemorando 3.300 anos da saída do Egito. “Aqueles dias são lembrados e acontecem”, a nossa redenção final já está batendo na porta e só precisamos concordar em deixar ela entrar!

E quem fez para merecer foram nossas esposas, como dizem nossos Sábios que no mérito das mulheres virtuosas nossos antepassados saíram do Egito e no mérito das mulheres virtuosas nós vamos sair do exílio também

Um grande Yashar Coach para todas as mulheres que passaram por uma verdadeira guerra limpando a casa para Pessach e agora chegaram à reta final!

Outro sinal que a Gueulá está na porta revelado pelo Ari Zal é que na geração em que o Mashiach chega as mulheres mandam nos maridos

Esse sinal também aconteceu na nossa geração, e principalmente nesses últimos dias sentimos isso com toda a sua intensidade!

Nossas esposas como grandes generais dando ordens em alto volume, e nós maridos tentando ajudar…..muitas vezes sem muito êxito...

Descobrindo que não somos tudo aquilo que pensávamos ser…..

e que até para segurar uma vassoura de vez em quando temos dificuldade…mesmo sabendo qual é o lado de cima e o lado de baixo da vassoura…mas como usá-la, isso já é difícil demais….

No futuro os povos do mundo vão nos dar todo o apoio material para que possamos cumprir os mandamentos Divinos.

Aqui no Brasil, diferente dos Estados Unidos e Israel, ter uma ajudante para Pessach não é um luxo mas uma necessidade básica.

Talvez um consolo por termos que passar nosso exílio tão longe da nossa Terra Santa. O lado bom da coisa ruim!

E mesmo com a ajudante chegamos à reta final exaustos, e aí chegamos à parte principal, à casherização da cozinha!

Mas não se desespere

Em primeiro lugar não se esqueça de vender o seu Chametz

Importante - formulário eletrônico de chamêts no link abaixo:



Ou

(Se você dá a autorização para vender o seu Chametz por esse link ele pede dois endereços e o sistema do funciona quando você preenche o formulário inteiro
Se você só tem um endereço preencha ele duas vezes, no endereço 1 e no endereço 2)
 

Ou


Faça sua compras para essa festa de oito lindos dias usando as listas abaixo:

*Lista de produtos kasher para Pêssach BDK. Clique no link abaixo, e do lado de cima da página vão aparecer as listas de Ashkenazim e Sefaradim. Os Sefaradim sempre podem usar as duas.


*Lista de produtos casher para Pêssach do BKA



Se puder comprar um fogãozinho e um forninho elétrico só para Pessach você facilita a vida! Senão , clique no link abaixo e baixe o guia de Pessach 5778 com todas as instruções de casherização


Ou copie e cole este link no navegador


Os horários nesse guia são somente p/ a cidade de S. Paulo.
 

Bedikat chametz
 

Hoje, quinta-feira, 29/3 ao anoitecer não se esqueça de fazer a Bedikat Chametz

é feita uma busca formal pela casa, portando uma vela acesa.


É costume distribuir-se por toda a casa dez pequenos pedaços de chamêts embalados individualmente, para que sejam achados durante a vistoria.

Antes da busca recita-se a bênção: BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTAV VETSIVÁNU AL BIUR CHAMÊTS.

Em seguida, procura-se pelo chamêts em cada aposento, assim como em qualquer outra área da casa que possa conter chamêts.


O chamêts encontrado é coberto de forma segura e colocado em um canto visível, para ser queimado amanhã de manhã.

Hoje depois da Bedikat chametz os alimentos que se destinam à venda ou que serão consumidos mais tarde devem também ser cuidadosamente postos de lado.

Quando a busca está completa, recita-se: Todo fermento ou qualquer coisa levedada que esteja em meu poder, que não encontrei e não exterminei ou de que não tenha consciência, seja considerado sem valor e sem dono como o pó da terra.

Término do consumo de chamêts 

OO chamêt pode ser utilizado somente até amanhã , sexta-feira 30/3 às 10h11 da manhã.


Queima do chamêts

na sexta feira de manhã: Queima-se o chamêts encontrado durante a busca da noite anterior ou que sobrou do café da manhã até às 11h10. Após se desfazer de todo o chamêts, recita-se:

TODO FERMENTO OU QUALQUER COISA LEVEDADA QUE ESTEJA EM MEU PODER, QUEr EU TENHA VISTO OU NÃO, QUEr EU TENHA ENCONTRADO OU NÃO, QUER EU TENHA EXTERMINADO OU NÃO, SEJA CONSIDERADO SEM VALOR E SEM DONO COMO O PÓ DA TERRA.

ATENÇÃO: Como o primeiro dia de Pêssach coincide com Shabat, além dos trabalhos normalmente proibidos em Yom Tov, é também proibido cozinhar e carregar em domínio público, portanto: a) toda comida a ser servida no primeiro sêder e no almoço do dia seguinte deve estar pronta antes do início do Shabat, sexta-feira até às 17h48. b) 

a matsá, o vinho, ou qualquer outro item necessário para o sêder devem ser deixados na residência onde este será realizado antes das 17h48. Chama pré-acesa Deve-se deixar uma vela de sete dias ou uma chama do fogão acesa desde antes das 17h48. 

A partir deste fogo, as velas da segunda noite de Pêssach serão acesas e os alimentos (do jantar da segunda noite e do almoço do segundo dia) cozidos durante Yom Tov. Isto é necessário, pois é proibido criar um fogo novo no próprio Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, quando Yom Tov não coincidir com o Shabat (tomando cuidado para não apagá-lo posteriormente. O palito não é jogado, mas depositado para que se extingua por si só).

Acendimento das velas de Pêssach 5778

Amanhã , Sexta-feira, 30/3 véspera do 1º dia de Pêssach noite do 1º sêder 17h48 Acenda as velas somente antes do pôrdo-sol. É uma profanação do Shabat acendê-las após o crepúsculo.

Sábado, 31/3 véspera do 2º dia de Pêssach noite do 2º sêder após 18h41 Acenda as velas após o anoitecer, usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol de sexta- -feira, 30/3.

Quinta-feira, 5/4 véspera do 7º dia de Pêssach 17h43 De preferência, acenda as velas antes do pôr- -do-sol. Se acendê-las após o crepúsculo, use uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol.

Sexta-feira, 6/4 véspera do 8º dia de Pêssach 17h42 Acenda as velas somente antes do pôrdo-sol (é proibido acendê-las após o crepúsculo) usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol de quinta-feira, 5/4


Pêssach comemora a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Uma das maiores mitsvot durante esta festa é a proibição de consumir alimentos fermentados e a obrigação de comer matsá.

Antes de começarmos a falar de Pêssach, é fundamental saber o que é um alimento denominado “Chamêts”, já que durante os oito dias da festa, a lei judaica proíbe seu consumo ou possessão.


Chamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia ou espelta, ou de seus derivados, mesmo que em quantidade mínima, que é fermentado.


A única exceção é a Matzá, que é o pão não fermentado, pois foram tomadas precauções especiais para assá-la.

Entretanto, mesmo matzot para as quais não foram tomados cuidados estritamente minuciosos (para evitar o início do processo de fermentação) serão consideradas chamêts.

Alimentos que durante o ano inteiro foram verificados, e se enquadram dentro das rigorosas leis da dieta judaica, cashrut, não são necessariamente também permitidos para Pêssach. Requerem preparação especial e só podem ser consumidos durante os oito dias da festa se contiverem em sua embalagem o selo “Casher para Pêssach” emitido por um rabino ortodoxo.


O QUE NÃO É CHAMÊTS
Carnes, aves, peixes,Todas as frutas
Todos os vegetais.(O costume Ashkenazim é nao comer feijões, ervilhas, arroz, milho e sementes em Pêssach, embora o seja permitido entre os sefaradim.)
Produtos lácteos com apropriada supervisão Casher para Pêssach
Todos os alimentos embalados que tenham supervisão rabínica ortodoxa que seja válida para Pêssach.


Se ainda não tiver uma Hagadá de Pessach clique aqui e imprima antes do Shabat


Receitas de Pessach

Acesse ao nosso site


Agradeço à nossa diretora Batya Odessa batya@ongtora.com pelo trabalho maravilhoso que ela sempre faz (e principalmente pelas receitas de Pessach)

Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ

Nossos agradecimentos também à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à empresa Neeman despachantes aduaneiros à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,à Roger Ades e família, à querida família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas


À Família Grinszpan, à Samy Sarfatis Metta , à Paola Yael Marino , à Lígia Marie,

à empresa Adar Tecidos , à nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá.


Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!


Para o horário das velas na sua cidade acesse ao site

http://pt.chabad.org/calendar/ zmanim_cdo/aid/900177/jewish/H orrio-Halchico.htm e escreva o nome da sua cidade

 

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Nosso projeto ONG TORÁ ISRAEL continua precisando de um apoio especial


Nosso novo e-mail é ongtoraisrael@yahoo.com.br .


Receba-o com carinho, e mesmo se você não puder doar alguma coisa responda o e-mail com um Yashar Coach para a Edna, nossa voluntária que está dedicando à esse projeto de corpo e alma


Nossos agradecimentos à Yehuda e Laura Carmi que já apoiam esse projeto!

Se você também quiser ter o mérito de participar, entre em contato diretamente com a nossa voluntária que está cuidando dele  Full time.

Ednah Winter
Voluntária na Ong Torá
whatsApp 21 98085-8658
Spring will make me sing

Spring will make me sing

Spring will make me singHello all, Passover is quickly approaching, and in honor of this Holiday of Springtime and Freedom, I would like to share three things with you:

  1.  A video from our archive, of our classic  "Child of Man" ("spring will make me sing"..:) performed with Stevie Wonder in the Shrine Auditorium in L.A., 20 years ago!!

2.  A "Dvar Torah" I wrote about the story of the four brothers in the Haggadah (the manifest traditionally read by Jews  during Passover  Seder) with an important message at the end.

  3. Information about our April concerts around the world!

Hope to see you on the road :)
Love
Noa

Love your (4) Brothers

The Torah speaks of Four Brothers: Wise, Evil, Simple and the One who does not know how to ask.

I have always been intrigued by these four bothers. In essence, their existence in the Hagada and the questions they ask (or do not ask) can give us a different perspective on what is generally thought to be “religious dogma”.  As a child raised in a religious atmosphere, and educated in a Modern Orthodox Yeshiva, I was taught to focus on “naaseh ve nishma”..first we do, then we ask/hear. This is the encapsulation of religious dogma and divine servitude.

The four brothers teach us something entirely different.

The wise: asks very specific questions. He thirsts for knowledge, he does not take things for granted.  That is what makes him wise, according to the Hagada. We are commanded to answer his questions. Not to shut his mouth, but rather to seek a response worthy of his curiosity.

The simple, encapsulates it all into one word: “what? “. We are commanded to take his simple question, and elaborate on it. The Hagada , using the word “tam” which could mean both simple and innocent, tells us in essence,  that nothing could be more obvious, pure and simple than to ask!

As for The one who knows not how to ask, we are commanded to “open his world”..teach him to ask! The words used in the Hagada “at ptach lo”..are particularly interesting because they mix the feminine and masculine genders: At- feminine, Ptach- masculine. This opening of the eyes and mind is deemed so crucial that it must be shared equally by men and women (sadly, not much else is shared equally by both genders in the torah).  We are to learn from this that there is nothing more important parents can do for their children than showing them the beauty of curiosity, igniting in them the spark of inquisitiveness and the hunger for knowledge.

But the most important of all, in my opinion, is the son labeled  Evil  by the Hagada.
 The evil one asks: “what is this work to you”- “ma ha’avoda hazot lachem”?
 To you, and not to him, the Hagada says.  In four words, He excludes himself from the family, the  tribe, people, the circle of life.

Here I see the deepest message of all. The evil son is self-centered and selfish. He puts himself on an island, his sense of identity does not include others. This is considered the ultimate evil in the Hagada, to the extent that the evil son is told God would not have saved him from the atrocities of  slavery in Egypt had he been there.

The Torah on one foot is “love your brother as you love yourself”. All else pales in the face of this message. As the Torah and all scriptures have been extensively interpreted and re-interpreted over time, I too will interpret this sentence, and the message of the evil son, as God’s way of telling us there is nothing more sacred than human life, and the human solidarity that is needed in order to preserve and protect it.  The process of caring is work, as the evil son states “ma ha-avoda hazot lachem?”..what is this work for you, what does this work mean to you? It is always much easier to turn your back on the other and care only for yourself, as sadly, too many people in the world are doing today. Solidarity, community, sharing and caring: that is hard work.

The commandments (mitzvoth)  of “ben adam leh chavero”- “between  man and his friend/companion”- are given greater weight and priority in Jewish teachings than “ben adam la makom”-between man and his God”.
We must care for each-other. We must see each-other clearly, truly see each-other as equal under God and before him.  We must recognize each other’s humanity, aspirations, rights, emotions. We must mourn together , share and  build together if we are to rejoice together.
Anything less, the Hagada tells us, is evil.

On the way to this enlightenment, there are questions to be asked, simple questions, elaborate ones: but at the end of the day, the only way to emerge from slavery to freedom, to be saved by God from whatever “Egypt” is enslaving you..
is to love your brother as you love yourself.
Noa and Stevie Wonder performing Child of Man, with Gil Dor and Zohar Fresco from Noa (Achinoam Nini) on Vimeo.