Países repudiam lei que isenta Polônia da morte de judeus

Países repudiam lei que isenta Polônia da morte de judeus
VARSÓVIA, POLÔNIA. O Senado polonês adotou na madrugada dessa quinta-feira (1) uma controversa lei sobre o Holocausto que tem como objetivo defender a imagem do país, mas que foi criticada por Israel, que acusa Varsóvia de “querer reescrever a história”.

A lei deve ainda ser assinada pelo presidente Andrzej Duda para entrar em vigor. O projeto prevê até três anos de prisão ou uma multa para qualquer pessoa que utilize a expressão “campos da morte poloneses” para denominar os campos de extermínio instalados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Políticos israelenses de todas as tendências criticaram o voto no Senado polonês e reclamaram uma resposta do governo.

“Não toleraremos que se deforme a verdade e que se reescreva a história ou que se negue o Holocausto”, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na véspera. Israel se irrita em particular com uma disposição da lei que considera como uma tentativa de negar a participação de alguns poloneses no extermínio judeu.

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Heather Nauert, disse que a lei poderá ter “repercussões sobre os interesses e as relações estratégicas da Polônia, inclusive com EUA e Israel”.

Andrzej Duda tentou prometeu avaliar as partes da lei que Israel critica. “O objetivo principal da lei é a luta contra todas as formas de negacionismo ou de falsificação da verdade sobre o Holocausto, incluindo a redução da responsabilidade dos verdadeiros autores desse crime”, explicou o ministério das Relações Exteriores polonês.

O partido conservador nacionalista polonês Direito e Justiça (PiS) instaurou, desde que chegou ao poder, em outubro de 2015, uma “política histórica para despertar o patriotismo polonês”.

Essa política busca exaltar as ações de resistência à Alemanha nazista, ao regime comunista, aos nacionalistas ucranianos e ao Exército Vermelho, assim como os poloneses que arriscaram suas vidas para salvar judeus. Mas também busca impedir a difusão de versões da história que Varsóvia considera injustas ou ofensivas.

A adoção pelos deputados de uma lei sobre o extermínio dos judeus pelos nazistas, que ocorreu em grande parte na Polônia ocupada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, também aumentou as tensões. Seis milhões de poloneses, entre eles três milhões de judeus, morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
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