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    O Ano Mais Violento (A Most Violent Year, 2014)

    O Ano Mais Violento (A Most Violent Year, 2014)

    Para Abel Morales (o estupendo Oscar Isaac), o inverno de 1981 será uma longa e terrivelmente complicada maquinação: os caminhões-tanque de sua empresa de distribuição de combustível vêm sendo roubados dia sim, dia não; a concorrência, uma máfia repugnante que se reúne em restaurantes de bairro, quer arrasá-lo; os milhões de dólares que ele entregou a um grupo de judeus ortodoxos para a compra de uma velha refinaria se perderão se ele não completar o pagamento em trinta dias; o procurador de Nova York diz que o está investigando, mas não revela pelo quê; sua mulher (Jessica Chastain, explosiva) quer que ele resolva as coisas “do velho jeito”, com suborno, achaque, violência. 

    Mas Abel é o imigrante que deu certo pelo trabalho duro. Por mais que a sujeira insista em tragá-lo, ele quer permanecer limpo. Por questão de caráter e também de pragmatismo: Abel é um homem lúcido, e entende que nunca vai ter o tipo de poder que ambiciona se estiver à margem da legalidade. Não é coincidência que, em O Ano Mais Violento, Abel se pareça tanto, na angústia e até fisicamente, com o Michael Corleone interpretado por Al Pacino em O Poderoso Chefão
    O diretor J.C. Chandor (do magnífico Margin Call – O Dia Antes do Fim) faz de seu filme uma peça de câmara sobre os imigrantes latinos que, nos anos 70, ocupavam aquele último degrau na hierarquia social que antes fora dos sicilianos e antes ainda dos irlandeses, e sobre as novas avenidas de poder que começavam a se abrir para gente de visão como Abel e o procurador negro (David Oyelowo) que o acossa. 
    Quem gosta dos mestres da década de 70 como Francis Ford Coppola, William Friedkin e Sidney Lumet vai ficar feliz: Chandor é um herdeiro à altura deles.
    Assista no Netflix

    Leia também:  Feriados Judaicos

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