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Estudante israelense inventa a primeira bactéria do mundo a evitar a contaminação de embalagens de alimentos

Estudante israelense inventa a primeira bactéria do mundo a evitar a contaminação de embalagens de alimentos

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Estudante israelense inventa a primeira bactéria do mundo a evitar a contaminação de embalagens de alimentos
Comer frutas e verduras faz bem, mas às vezes há um preço a pagar: doenças causadas por biofilmes bacterianos que aderem ao produto e à embalagem.
Agora, um estudante de pós-graduação na Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu uma maneira de atacar essas bactérias nas embalagens de alimentos. Utilizando um novo sistema de embalagem para prejudicar a atividade dessas bactérias, a invenção dele tem um enorme potencial comercial.
O estudante, Michael Brandwein, é um imigrante recente em Israel originário de Nova Iorque. Ele é pesquisador sob a supervisão do Prof. Doron Steinberg do Laboratório de Pesquisas sobre Biofilme do Departamento de Odontologia da Universidade Hebraica. Brandwein foi um dos dois estudantes de pós-graduação que receberam o Prêmio de Inovação Kaye durante a 77ª reunião anual do Conselho Universitário da Universidade Hebraica no dia 11 de junho. Ele irá receber seu título de mestre em ciências biomédicas pela Universidade Hebraica este ano.
Os biofilmes bacterianos são um problema cada vez maior na indústria de alimentos, especialmente para produtos frescos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA relataram recentemente que as doenças transmitidas por alimentos causam cerca de 48 milhões de doenças a cada ano apenas nos Estados Unidos, das quais 45% são causadas por bactérias.
Os países industrializados têm visto uma maior demanda por produtos frescos, já que aumentou a conscientização sobre os benefícios para a saúde resultantes de comer frutas e vegetais. Mas as preocupações de saúde pública sobre produtos frescos são especialmente acentuadas porque muitos desses produtos são consumidos sem cozimento. Inúmeros micro-organismos, incluindo bactérias causadoras de doenças, se fixam às superfícies de alimentos e embalagens e formam biofilmes em um processo complexo e multifacetado.
Como se livrar dos biofilmes? Foi descoberto recentemente que as bactérias realmente falam umas com as outras num processo chamado de quorum sensing (processo de comunicação bacteriano). Essa conversa cruzada é um dos fatores que regulam a formação de biofilme. Quando certas moléculas detectam uma densidade celular suficientemente alta, elas ativam uma cascata de processos genéticos que leva à adesão das bactérias. Controlar a produção ou a integração dessas moléculas pode impedir que as bactérias se coordenem para criar um biofilme.
Nessa mesma linha, Brandwein incorporou uma nova molécula sintetizada na Universidade Hebraica, chamada de TZD, a embalagens de alimentos antibiofilme. No Laboratório de Pesquisas sobre Biofilme a molécula interferiu com sucesso na formação de biofilme por bactérias e fungos. Ela também foi testada com sucesso para prevenir biofilmes em sistemas de água reciclada.
A pesquisa de Brandwein se concentrou especificamente em caixas de papelão corrugado, que são o meio mundial para transportar a grande maioria dos produtos agrícolas frescos. A tecnologia já foi incorporada com sucesso a polímeros acrílicos específicos do setor destinados a revestir o papelão corrugado usado em produtos frescos.
“Nós demonstramos que esses ‘polímeros destruidores de bactérias’ reduzem drasticamente a carga de biofilme em papelão corrugado, o que resulta em um método mais saudável e mais eficiente de transportar alimentos atualmente”, diz Brandwein.
A Universidade Hebraica, através de sua empresa de transferência de tecnologia, Yissum, detém patentes concedidas quanto ao processo e assinou um contrato com a B.G. Tech de Kibbutz Beit Guvrin para mais desenvolvimento e comercialização.
“Embora milhões de dólares tenham sido gastos globalmente para desenvolver polímeros antimicrobianos, ninguém conseguiu desenvolver e comercializar polímeros que reduzam o processo de comunicação bacteriano e a formação de biofilme. Por isso, nós prevemos que o nosso produto terá exclusividade por muitos anos”, disse Brandwein. “Nós prevemos a nossa tecnologia sendo utilizada em embalagens de alimentos congelados, embalagem de carnes bovina e de aves e em outras áreas dentro da indústria de embalagem de alimentos.”
Os pesquisadores preveem um potencial de receita de muitos milhões de dólares. Além de tratar de preocupações sanitárias, evitar a contaminação dos alimentos tem significativas implicações econômicas para aumentar a validade dos produtos.
Os produtores também são uma potencial fonte de renda visto que os biofilmes bacterianos também são uma grande fonte de prejuízo pós-colheita no mundo todo, infectando uma grande variedade de tecidos vegetais e, assim, causando podridão esponjosa bacteriana, tornando a fruta ou vegetal impróprios para consumo.
Os Prêmios de Inovação Kaye da Universidade Hebraica são concedidos anualmente desde 1994. Isaac Kaye, da Inglaterra, um industrial de destaque na indústria farmacêutica, criou a premiação para incentivar professores, funcionários e alunos da Universidade Hebraica a desenvolver métodos e invenções inovadoras com bom potencial comercial que possam beneficiar tanto a universidade quanto a sociedade.

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