31 de jan. de 2018

Lembrar sempre, esquecer jamais

Lembrar sempre, esquecer jamais


Lembrar sempre, esquecer jamais
 Lembrar sempre, esquecer jamais...

No dia 29 de janeiro, foi realizado no Museu do Holocausto de Curitiba um ato solene lembrando o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27 de janeiro). Organizado pela Federação Israelita do Paraná, Kehilá do Paraná e Museu do Holocausto, com apoio da B´nai B´rith, a cerimônia reuniu lideranças da comunidade judaica do Paraná, entre elas o presidente da Kehilá do Paraná, Charles London, e o presidente da Federação Israelita do Paraná, Ari Zugman, corpo consular, sobreviventes do Holocausto e representantes de outras religiões, com o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo. Também estiveram presentes o reitor da UFPR, Prof. Dr. Ricardo Marcelo Fonseca, o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, e Oswaldo Euclydes Aranha (sobrinho do Embaixador Oswaldo Aranha).

Lembrar sempre, esquecer jamaisApós a visita ao Museu, foram acesas as seis velas em memória das vítimas. Os discursos proferidos na ocasião trouxeram a reflexão sobre a necessidade de combater o ódio e o preconceito, lembrando a importância da resistência. 
Lembrar sempre, esquecer jamais
Cônsul da Alemanha em Curitiba, Andreas Hoffrichter, comentou sobre a importância do Museu do Holocausto: “Não é apenas um museu. É um farol, porque ilumina o terror do passado e nos dá esperança para o futuro”.
Acordo nuclear do Irã permite que Teerã fabrique 'centenas de bombas', diz Netanyahu

Acordo nuclear do Irã permite que Teerã fabrique 'centenas de bombas', diz Netanyahu

Acordo nuclear do Irã permite que Teerã fabrique 'centenas de bombas', diz NetanyahuO atual programa nuclear do Irã permitirá que Teerã continue a enriquecer urânio, e isso será o suficiente para a produção de "centenas de bombas" pelos próximos 10 anos, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta quinta-feira.

"O presente acordo é tão profundamente flutuante que garante que o Irã terá o que é necessário para fabricar armas nucleares, incluindo o enriquecimento de material nuclear. Isso é o que é problemático do acordo. Apenas lhes dá uma linha de tempo […] sob a qual eles poderão enriquecer o urânio por uma centena de duzentas bombas [em] talvez em oito ou dez anos", disse Netanyahu à margem do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos (Suíça).

No início de janeiro, Netanyahu convidou os países europeus para propor alterações ao acordo nuclear iraniano e levar a sério o aviso do presidente dos EUA, Donald Trump, de se retirar do acordo em caso de falha em corrigi-lo.
Em 12 de janeiro, o governo de Trump anunciou que renunciaria à sanções contra o Irã, como era exigido pelo Plano Conjunto de Ação (JCPOA), também conhecido como o acordo nuclear do Irã.

No entanto, o líder dos EUA disse que seria a última vez que ele assina a renúncia a menos que o acordo seja modificado. Trump também anunciou sua intenção de endurecer as sanções anti-iranianas sobre os testes de mísseis balísticos de Teerã.

O primeiro-ministro israelense, um oponente vocal de longa data do acordo nuclear e do governo iraniano, elogiou repetidamente os esforços de Trump para desafiar o JCPOA. Netanyahu acredita que o acordo nuclear com o Irã oferece oportunidades para que Teerã adquira armas nucleares.

Em julho de 2015, a União Europeia, o Irã e o grupo de países P5 + 1 — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, mais a Alemanha — assinaram o JCPOA. O acordo estipula um levantamento gradual das sanções impostas ao Irã em troca de Teerã manter a natureza pacífica do seu programa nuclear.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou a conformidade de Teerã com o acordo em nove relatórios.

Comissão de frente da Portela ensaia na Hebraica

Comissão de frente da Portela ensaia na Hebraica

Comissão de frente da Portela ensaia na HebraicaNo Carnaval de 2018, a atual campeã Portela vai contar a saga dos imigrantes judeus que deixaram a Europa durante a Inquisição, se estabeleceram no nordeste do Brasil e, depois da expulsão dos holandeses, em 1654, foram para a América do Norte, especificamente para Nova York, chamada na época de Nova Amsterdã.
A Escola quer mostrar a importância dos judeus, sobretudo pernambucanos, na formação da cidade norte-americana. A ideia é falar de xenofobia e intolerância. De acordo com diretores da agremiação. O enredo será: “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”. O desfile, que acontecerá na segunda-feira, será assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães e a comunidade judaica está muito animada com o enredo deste ano.
Comissão de frente da Portela ensaia na Hebraica
A comissão de frente está ensaiando a coreografia na Hebraica Rio que já planeja também sediar uma feijoada no clube, após o Carnaval. Além disso, haverá uma ala com a participação de judeus no desfile e a comunidade está se inscrevendo em peso para participar. 

Crédito das fotos: Diego Mendes / Divulgação

30 de jan. de 2018

Israel jamais esquecerá o papel da URSS na luta contra o fascismo

Israel jamais esquecerá o papel da URSS na luta contra o fascismo

Israel jamais esquecerá o papel da URSS na luta contra o fascismo
Netanyahu: Israel jamais esquecerá o papel da URSS na luta contra o fascismo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira (29) que o país não esquecerá o papel da União Soviética na vitória sobre o fascismo.

"Nunca esquecemos o papel que o exército soviético desempenhou nesta vitória", disse Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense chegou a Moscou nesta segunda-feira para participar de negociações com o líder russo, Vladimir Putin. Após um a reunião entre no Museu Judaico da capital russa, os líderes se encontraram com convidados do centro em conexão com o Dia Internacional da Memória do Holocausto. 

Netanyahu destacou que "se o ódio contra os judeus não é interrompido a tempo, se espalha muito rapidamente e pode destruir outros povos".

"Nosso objetivo comum é lutar contra ideologias extremas desse jeito, quando ainda são pequenas e fracas, para lutar contra elas a tempo", disse Netanyahu.
Educar as futuras gerações é o caminho para se evitar novos genocídios e a intolerância

Educar as futuras gerações é o caminho para se evitar novos genocídios e a intolerância

Educar as futuras gerações é o caminho para se evitar novos genocídios e a intolerânciaEm discurso na CIP – Congregação Israelita Paulista –, no dia 28, por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, lembrou que a resolução ONU, ao criar a data internacional em homenagem aos seis milhões de judeus e às outras vítimas do extermínio nazista, diz que “é dever dos Estados educar as futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença”.
“O que nos move a estar neste ato é o imperativo da memória e dos novos significados, contemporâneos, de episódios históricos. Na Polônia, uma nova legislação, aprovada recentemente na Câmara de Deputados, distorce acontecimentos históricos e pretende punir quem mencionar o papel daqueles que apoiaram os nazistas a cometer seus crimes”. 

“O Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em artigo publicado na última sexta-feira, afirmou que ‘a rememoração desse passado trágico constitui, mais que uma homenagem às vítimas, um dever moral e uma responsabilidade de todos’. Disse mais: “O antissemitismo continua presente hoje, em formas recicladas, porém não menos odiosas inclusive, em alguns casos, encoberto pelo antissionismo”. Portanto, não estamos aqui apenas olhando para trás. Somente isso já seria suficiente. 

Mas também estamos juntos aqui, hoje, atentos ao que acontece no presente e buscando um futuro melhor para todos. Foi em uma Europa moderna, civilizada e até então democrática, que ocorreram a guerra e o genocídio. Infelizmente, a intolerância, o racismo e antissemitismo não pararam por aí. Como uma frequência espantosa continuamos a ver em vários lugares do mundo a ocorrência de perseguições com base na origem, na crença ou no mero pertencimento a um grupo. 

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto será lembrado neste ano de 2018 com uma conquista: a inclusão do ensino do Holocausto na base curricular. Com isso, o Brasil passa a cumprir algumas das resoluções de organismos internacionais que cobram a obrigatoriedade do ensino do Holocausto, o que também é digno de registro”
, destacou Lottenberg.

 Leia a íntegra do discurso. Em entrevista ao Globo por ocasião do evento (veja vídeo), Lottenberg afirmou: “Faz parte de nossa missão contar para o mundo e para as novas gerações, que não puderam, felizmente, presenciar, ou que não tiveram contato com o tema ainda, de saber o que aconteceu, porque o essencial é que isso não se repita, nem com os judeus, nem com qualquer outro povo”, destacou Lottenberg.
Morre Coco Schumann, músico sobrevivente dos campos nazistas

Morre Coco Schumann, músico sobrevivente dos campos nazistas

Morre Coco Schumann, músico sobrevivente dos campos nazistas


Coco Schumann, em 1997. (foto: Florian Frank/AFP)



Um dos primeiros a introduzir a guitarra elétrica na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, ele morreu aos 93 anos.

Sobrevivente dos campos nazistas, antes de fazer uma carreira como guitarrista de jazz, o músico alemão Coco Schumann morreu aos 93 anos. ''Heinz Jakob Schumann faleceu em Berlim, no domingo, após uma vida digna de romance'', anunciou nesta segunda-feira (29) sua gravadora, Trikont.

Ele se distinguiu musicalmente por ter sido um dos primeiros a introduzir a guitarra elétrica na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, bem como por uma infinidade de concertos com seu "Quarteto Coco Schumann". Mas foi especialmente por seu percurso e história pessoal dramática que ficou conhecido em seu país e no exterior.

Filho de um alemão cristão convertido ao judaísmo e a uma mãe alemã judia, foi preso em 1943 e enviado ao campo de concentração de Théresienstadt, nos Sudetes, anexado pelo Terceiro Reich, para tocar para os SS. Seu grupo recebeu o nome de "Ghetto Swingers".
Em setembro de 1944, foi internado no campo de extermínio de Auschwitz. Com outros músicos, era obrigado a tocar quando os novos deportados chegavam, para os kapos ou quando os prisioneiros deixavam o campo de trabalho. "Quando eu tocava, esquecia tudo. Esquecia a estrela amarela costurada no meu peito, as paredes do gueto, a fome", disse ele ao jornal francês Le Monde há uma década.

Libertado pelas tropas americanas, sobrevivente de uma grave doença, primeiro decidiu ficar na Alemanha, onde começou sua carreira como músico de jazz e swing.

Em 1950, exilou-se com sua família na Austrália, mas, por falta de sucesso, retornou quatro anos depois. Durante muito tempo, pouco falou sobre a deportação. "De qualquer forma, ninguém entenderia. Estava um pouco envergonhado de ter sobrevivido e queria ser reconhecido como músico, não como um sobrevivente de Auschwitz", disse ele ao Le Monde.

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Ra’anana é a cidade mais brasileira de Israel

Ra’anana é a cidade mais brasileira de Israel

Ra’anana é a cidade mais brasileira de IsraelQuase 250 famílias já escolheram Ra’anana, de 80 mil habitantes, a 14km de Tel Aviv (mesma distância do Leblon à Barra da Tijuca/RJ), como seu novo lar. Segundo a Agência Judaica, cerca de 25% dos brasileiros preferem a cidade, onde 20% dos habitantes têm o inglês como língua nativa, mas o português já se escuta facilmente pelas ruas. Para muitos, ela é combinação perfeita do sionismo com a concretização do sonho americano. 
Ra’anana é a cidade mais brasileira de Israel


De acordo com o especialista em aviação Alexandre Gomberg e cofundador da kehilá local, o avião da foto curiosa pertence à Up, subsidiária da El Al que opera aos sábados. Todas as aeronaves da frota El Al são nomes de cidades. Quer saber mais sobre Ra’anana? 

Acesse aquiColaboração: Marcus Gilban.
Tu Bishvat: o Ano Novo das Árvores

Tu Bishvat: o Ano Novo das Árvores

Tu Bishvat: o Ano Novo das Árvores

O Ano Novo das Árvores é uma data sem relação com feitos históricos ou religiosos, mas que evidencia a íntima relação entre Am Israel e Érets Israel, e o amor que o nosso povo tem à natureza e, em particular, às árvores.

A Diáspora, ao desarraigar Am Israel de sua terra, não conseguiu extirpar esse carinho, que permaneceu em sua memória, mesmo que vagasse por regiões onde, na época correspondente ao mês de Shevat, houvesse somente neve e frio ou sol ardente e aridez.

Hoje, de volta à sua terra, o povo judeu comemora essa data plantando árvores e flores, e incutindo nos jovens um sentimento ecológico de amor ao solo e ao que ele produz.

Para celebrarmos essa data, selecionamos trechos de uma obra muito especiail, confira:

Escrito por Editora e Livraria Sêfer

Na sequência do nosso calendário, encontramos agora uma data que citamos anteriormente como sendo considerada o Ano Novo das Árvores. É uma data sem relação com feitos históricos ou religiosos, mas que evidencia a íntima relação entre Am Israel e Érets Israel, e o amor que o nosso povo tem à natureza e, em particular, às árvores.

A Diáspora, ao desarraigar Am Israel de sua terra, não conseguiu extirpar esse carinho, que permaneceu em sua memória, mesmo que vagasse por regiões onde, na época correspondente ao mês de Shevat, houvesse somente neve e frio ou sol ardente e aridez.

Hoje, de volta à sua terra, o povo judeu comemora essa data plantando árvores e flores, e incutindo nos jovens um sentimento ecológico de amor ao solo e ao que ele produz.

O homem e a árvore

Conta-se que existiu, certa vez, um homem rico e poderoso que se julgava superior a todos os outros, em função dos bens que conseguira acumular.

Habituado a ver qualquer desejo seu prontamente atendido, considerava a vida insípida e tediosa. Sua riqueza já se multiplicava sozinha, sem necessidade de sua intervenção, e ele a todos se queixava pela falta de sonhos a realizar e objetivos a alcançar.

Porém, por uma reviravolta do destino, sua sorte mudou completamente e, em um espaço de tempo relativamente curto, se viu reduzido à extrema miséria.

Verificou, um dia, que de sua outrora imensa fortuna só restavam duas insignificantes moedas.

Amargurado, duvidando se valeria à pena continuar a viver na condição de penúria a que chegara, resolveu dar um último passeio por uma galeria de lojas e encontrar, para as duas moedas, a melhor aplicação possível.

Deteve-se ante a vitrine de uma padaria que exibia grande variedade de pães e doces. Enquanto observava esses produtos, teve sua atenção despertada pelo que se passava numa loja vizinha àquela, onde eram vendidas plantas e flores. De lá saíra um cliente, seguido pelo vendedor, que portava um vaso com uma roseira e insistia: “Compre esta roseira! Ela está muito barata. Reduzo seu preço para uma moeda.” Ao que lhe respondeu o cliente: “Não me interessa sua oferta. Estas rosas estão fenecidas e me exigiriam muito trabalho para fazê-las vicejar de novo.” O ex rico aproximou-se, examinou as raízes da roseira, que não pareciam estar estragadas, e tomou uma resolução. Com uma moeda comprou um pão e, com a outra, o vaso de rosas.

Alguém que o observava e que tinha conhecimento das provações pelas quais estava passando, exclamou: “Você realmente enlouqueceu! Na situação em que você está, compreendo por que comprou o pão, mas por que desperdiçou uma moeda com esta roseira?” A resposta que recebeu foi: “Comprei o pão para sobreviver, e as rosas, para ter uma razão para viver.”

Creio que a todo ser humano não basta sobreviver. Ele necessita também ter uma razão para viver. Para o povo de Israel, a Torá tem sido, através dos tempos, sua Ets Chaim, a Árvore da Vida, a razão de sua existência, a fonte onde mitiga sua sede de justiça e onde encontra alívio para os sofrimentos que o atingem. De sua seiva, recebe energia e força para não se deixar destruir e para manter, mesmo na adversidade, coragem para lutar, capacidade para buscar um futuro melhor e inspiração para sustentar a continuidade da sua inabalável fé no Eterno.

Os ensinamentos da Torá sempre fizeram com que não fôssemos arrogantes em momentos de grandeza, nem desesperançados ante os sofrimentos que nos reservou a história.

Hoje em dia, por não ter tido a oportunidade de conhecer o mundo da Torá, há, entre nós, aqueles que buscam encontrar felicidade em filosofias e entretenimentos vazios de significado, que acabam por levá-los de uma frustração à outra.

Como abrir, para esses, o caminho do retorno, que os possa levar a compreender a mensagem, a filosofia, os ensinamentos e o significado existencial da nossa herança espiritual?

A celebração de Rosh Hashaná Lailanot – o Ano Novo das Árvores – nos traz à mente analogias entre o homem e a árvore estabelecidas por nossos sábios, que poderiam se constituir na chave necessária para abrir a porta de acesso a este caminho.

Encontramos no Pirkê Avót (livro de ensinamentos éticos) o seguinte:

“A que se assemelha aquele que muito estuda, mas que pouco se aplica na prática do bem? A uma árvore de copa frondosa mas de raízes frágeis, incapaz de resistir a uma ventania mais intensa.

A que se parece aquele que muito estuda e se dedica, com toda sua capacidade, a maasim tovim, a prática de boas ações? A uma árvore de copa frondosa, cujas raízes são fortes e profundas, capaz de resistir aos vendavais que a possam acossar.”

*  *  *

O Talmud assinala que, na época do Bet Hamicdash (nosso Templo sagrado), quando nascia uma criança, uma árvore era plantada. Cresciam juntas, a criança e a árvore, e ao chegar à época do casamento, com seus galhos se faziam os suportes da chupá (pálio nupcial) sob a qual se realizaria a cerimônia.

A árvore, fincando no solo raízes profundas, podia dar como fruto as hastes da chupá, simbolizando assim que a semente plantada com o casamento – o novo lar – seria forte, atravessaria galhardamente o tempo e seria frutuosa, desde que tivesse também raízes profundas.

Raízes, palavra-chave para a qual apontam estes comentários!

E nossas raízes mergulham na história do nosso povo, na moral, na ética e na fé judaica, na mensagem do Sinai, nos ensinamentos dos nossos sábios, nas tradições que se mantiveram através de centenas de gerações.

Raízes que se renovam e se aprofundam em cada época, e que permitiram o surgimento e a floração de novos ramos, após cada vendaval, e o reinício do crescimento, após o fogo destruidor de cada acontecimento trágico.

Raízes que, plantadas pelas mãos dos pioneiros, fizeram frutificar o deserto, drenar os pântanos e tornar o bimilenar sonho de reconstrução de Israel uma realidade.

Está ao nosso alcance nos ligarmos a estas raízes e buscar, no estudo da Torá, a orientação e o significado de nossa existência.

Se o fizermos, alcançaremos uma permanente motivação para a vida e poderemos ser verdadeiramente comparados às árvores de raízes fortes e profundas, capazes de resistir às tempestades da vida, cujas ramagens entrelaçadas possam proporcionar sombra confortadora e vivificante, cujos frutos perpetuem a existência de Am Israel, cujo aroma evoque sentimentos de compreensão entre todos os povos, e cujo crescimento seja a expressão de bênçãos continuamente renovadas.

Que a comemoração de Tu Bishvat a cada ano possa ser caracterizada não somente pelo plantio de árvores, que embelezam a natureza, mas também pela resolução – por parte daqueles que se afastaram do nosso caminho – de buscar suas raízes e plantar em seus corações as sementes que se tornarão, com o tempo, ramos da nossa Ets Chaim, a Árvore da Vida.



Extraído da obra
Na Espiral do Tempo – Uma Viagem pelo Calendário Judaico, 
de David Gorodovits

29 de jan. de 2018

Israel não tolerará que Irã transforme Líbano em base de mísseis

Israel não tolerará que Irã transforme Líbano em base de mísseis

Israel não tolerará que Irã transforme Líbano em base de mísseis
IDF na Fronteira com o Líbano
Israel não tolerará que o Irã transforme o Líbano em uma base para mísseis, alertou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pouco antes de viajar para a Rússia, para uma reunião com o presidente Vladimir Putin.
Netanyahu indicou que conversará com Putin sobre os esforços empregados pelo Irã para estabelecer sua presença militar na Síria, à qual Israel se opõe firmemente, segundo sua assessoria.
“Também falaremos sobre os esforços empregados pelo Irã para transformar o Líbano em uma base gigante para mísseis, dirigidos contra o Estado de Israel, o que não toleraremos”, afirmou o chefe de Governo israelense.
Israel acusa Polônia de querer mudar a História com voto de uma lei

Israel acusa Polônia de querer mudar a História com voto de uma lei

Israel acusa Polônia de querer mudar a História com voto de uma leiIsrael acusou neste sábado a Polônia de querer mudar a História, no dia seguinte do voto pela câmara dos deputados polonesa de uma lei vinculada ao holocausto dos judeus que sanciona o uso do termo campos da morte poloneses.

Esta lei prevê uma pena de até três anos de prisão para os poloneses ou estrangeiros que usem esse termo para designar os campos de extermínio instalados na Polônia pelos nazistas quando ocupavam esse país durante a Segunda Guerra Mundial.

O texto ainda será votado pelo Senado e assinado pelo presidente.

Segundo um comunicado do governo israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruiu a embaixadora de Israel em Varsóvia para que se reúna com o primeiro-ministro polonês neste sábado à noite para expresar sua firme oposição a essa lei.

Segundo a agência polonesa PAP, a embaixadora israelense Anna Azari pediu a Varsóvia que mude a lei, por ocasião de uma cerimônia no sábado pelo 73º aniversário da libertação do acampamento de Auschwitz, que coincide com o dia internacional de comemoração em memória das vítimas do holocausto.

Para os poloneses, o uso do termo campo da morte polonês dá a impressão de que seu país é responsável pelo holocausto judeu.

Para Israel, este texto é uma tentativa de negar a participação da Polônia no extermínio dos judeus pelos nazistas.
10 Mandamentos

10 Mandamentos

10 Mandamentos Quando se menciona Assêret Hadibrot, mais comumente conhecida como os Dez Mandamentos, algumas pessoas possuem uma falsa impressão de que existem Dez Mandamentos que foram separados como sendo os mais importantes da Torá. 

Mas na verdade a tradução correta de Assêret Hadibrot é "Dez Falas" ou "Dez Ditos", sendo que estes são dez princípios que incluem toda a Torá e seus 613 preceitos, inclusive estes dez.

As próprias letras de Assêret Hadibrot demonstram este fato. Os Dez Mandamentos são escritos com 620 letras significando que D-us deu no Sinai os Dez Mandamentos que abrangem os 613 preceitos e as sete Leis de Nôach; 613 com 7 somam 620.

É interessante notar que a soma dos números 6, 1 e 3, de 613 totaliza dez (Mandamentos), mostrando também que as 613 mitsvot incluem os Dez Mandamentos.

1. Eu sou o Senhor, teu D-us, que te libertou da terra do Egito, da casa da servidão.

2. Não terás outros deuses diante de minha presença. Não farás para ti imagem esculpida, nem nada semelhante ao que há nos céus acima, ou na terra embaixo, ou na água debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem os servirás; pois Eu Sou o Senhor, teu D-us – um D-us zeloso, que visita as iniqüidades dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que aborrecem. Mas mostrarei bondade para centrenas de gerações àqueles que Me amarem e cumprirem Meus mandamentos.

3. Não jurarás pelo nome do Senhor teu D-us em juramento vão; pois D-us não absolverá ninguém que use Seu nome em vão. 


4. Lembra-te do dia de Shabat, para o santificá-lo. Por seis dias deverás trabalhar e cumprir todas tuas tarefas, mas o sétimo dia é Shabat de teu D-us; não deves fazer nenhum trabalho – tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal, e o peregrino que estiver dentro de teus portões – pois em seis dias D-us fez os cues, a terra, o mar e tudo que neles está, e Ele descansou no sétimo dia. Por isso abençoou o dia de Shabat, e o santificou. 

5. Honrarás teu pai e tua mãe, para se prolonguem teus dias sobre a terra. 

6. Não matarás.

7. Não adulterarás.

8. Não furtarás.

9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, e seu servo, e sua serva, e seu boi, e seu asno, e tudo que seja teu próximo.

28 de jan. de 2018

Natalie Portman vai viver uma super estrela pop no cinema

Natalie Portman vai viver uma super estrela pop no cinema

Natalie Portman vai viver uma super estrela pop no cinema
Natalie Portman vai viver uma super estrela pop no cinema (com músicas da Sia)

Natalie Portman será a protagonista do filme “Vox Lux”, que vai acompanhar a vida de uma cantora pop em busca do estrelato. A informação foi confirmada pelo The Hollywood Reporter.

Segundo a publicação, a atriz vencedora do Oscar por Cisne Negro vai viver a personagem Celeste. O filme começa em 1999 e chega até os dias atuais, acompanhando todos os altos e baixos da carreira da diva pop.

Jude Law também está no elenco, e Sia irá compor canções originais para o filme.

Natalie Portman substituiu Rooney Mara, que foi escalada inicialmente para o papel.

Não há previsão de quando “Vox Lux” estreia. A produção do filme começa no dia 1º de fevereiro em Nova York.

27 de jan. de 2018

Vice de Merkel apela contra esquecimento do Holocausto

Vice de Merkel apela contra esquecimento do Holocausto

Vice de Merkel apela contra esquecimento do Holocausto
Sigmar Gabriel,
No Dia em Memória das Vítimas do Holocausto, ministro alemão do Exterior e vice-chanceler federal, Sigmar Gabriel, insta à ação contra o antissemitismo e qualquer forma de ódio.

O campo de concentração de Auschwitz foi libertado em 27 de janeiro de 1945 pelos soldados soviéticos do Exército Vermelho. Desde 1996, o dia 27 de janeiro é na Alemanha a data oficial para lembrar as vítimas do nacional-socialismo. Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas o transformou no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
No total, os nazistas assassinaram por volta de seis milhões de judeus. No Dia da Memória das Vítimas do Holocausto também são lembrados os sinti e os roma assassinados, os trabalhadores forçados, as pessoas com deficiência e todas as outras vítimas do nacional-socialismo.
Neste ano, o ministro alemão do Exterior e vice de Angela Merkel, Sigmar Gabriel, lembrou as pessoas perseguidas e assassinadas pelo nacional-socialismo. O ministro disse neste sábado (27/01) em Berlim que, 73 anos depois da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, ainda não se pode entender o abismo sem fim que significa o crime praticado pelos nazistas contra a humanidade.
"Sempre parte de nós"
"A dor diante de que as pessoas podem fazer e fizeram para outras pessoas, o sofrimento e a lembrança de todos os que foram roubados de sua dignidade, privados de sua existência, perseguidos, martirizados, humilhados, assassinados, serão para sempre parte de nós", disse Gabriel. Ninguém pode voltar atrás na roda da história,  "mas todos e cada um podem, com uma visão clara dos lembretes da nossa história, assumir a responsabilidade pelo futuro, a cada novo dia".
"De forma muito especial, estamos comprometidos com os sobreviventes e as testemunhas", afirmou o ministro alemão do Exterior. Eles deixaram às futuras gerações, os descendentes de algozes ou vítimas, a missão de tirar lições muito pessoais da história. "Cabe a nós combater o esquecimento".
"Esclarecimento mais necessário que nunca"
Monika Grütters, ministra alemã da Cultura, acrescentou: "Num tempo em que a incitação antissemita e anti-israelense cresce nas redes sociais, nas ruas e nos partidos populistas de direita, o esclarecimento sobre o nacional-socialismo é mais necessário do que nunca".
O presidente do Conselho Central de Judeus na Alemanha, Josef Schuster, também advertiu sobre as consequências do antissemitismo importado por refugiados de países de maioria muçulmana.
"É claro que vieram pessoas para a Alemanha que desde pequenas aprenderam o ressentimento contra os judeus e hostilidade frente a Israel", afirmou Schuster ao jornal Westfalen-Blatt. "Era preciso e é preciso assumir que eles não podem, simplesmente, trazer isso para a fronteira alemã".
CA/afp/kna/epd/dw
As últimas cartas do Holocausto

As últimas cartas do Holocausto

As últimas cartas do Holocausto
Desenho do menino Salman Levinson faz parte da mostra online
Em exposição online, Memorial Yad Vashem em Israel mostra cartas que judeus de várias partes da Europa escreveram de seus esconderijos antes de serem assassinados pelos nazistas.

Em 16 de junho de 1942, Fanja Barbakow se encontrava escondida numa vala subterrânea. A própria família havia cavado o esconderijo – sob o porão de sua casa no gueto da cidade polonesa de Druja. Logo os alemães liquidariam o gueto. Fanja sabia o que isso significava, ao escrever estas linhas:

"Meus queridos! Estou escrevendo esta carta antes da minha morte, mas não sei o dia exato quando eu e meus parentes seremos mortos, apenas porque somos judeus. [...] Minha mão está tremendo e é difícil terminar. [...] Como eu gostaria de viver e alcançar algo de bom! Mas tudo já está perdido [...] Adeus. Sua parente Fanja, em nome de todos: pai, mãe, Sima, Sonja, Susya, Rasia, Chutza (Jecheskel). E em nome do pequeno Seldaleh, que ainda não entende nada."
Foi a última carta escrita por Fanja. Como ela previa, o esconderijo foi encontrado pelos nazistas, e a família foi assassinada. Ela não tinha mais que 19 anos. Mas a carta sobreviveu. Um vizinho a encontrou, entregando-a mais tarde a um sobrinho dela.
Hoje, a carta está na internet, numa exposição online do memorial do Holocausto Yad Vashem. Qualquer um pode lê-la, até mesmo as linhas militantes que ela acrescentou nas palavras de despedida: "Irmãos de todos os países, vinguem-nos. Eles nos levam como ovelhas para o matadouro." 
Últimas cartas do Holocausto, 1941-1942 é o nome da exposição agora online. Um total de dez cartas, traduzidas para várias línguas, como alemão, espanhol e inglês, foi disponibilizado pelo memorial, escritas por pessoas assassinadas no Holocausto.
São as últimas linhas antes da morte. As cartas vêm de toda a Europa, da Polônia, da Romênia ou da França; foram enviadas aos parentes na Inglaterra ou na Palestina. Mais tarde, as famílias as entregaram ao Memorial Yad Vashem.
"Estas cartas significam muito para mim", diz Yona Kobo, curadora da exposição. "A caligrafia é como uma impressão digital dessas pessoas. Elas tocaram o papel. Ainda se podem ver manchas e às vezes as lágrimas que foram derramadas."
"Eles eram pessoas como nós"
Israel Yad Vashem | Yona Kobo, Archiv (DW/S. Hofmann)Mais de 200 milhões de páginas de documentos estão armazenadas nos arquivos do Memorial Yad Vashem em Jerusalém. Ao todo, 450 mil fotografias e 125 mil relatos de testemunhas foram coletados pelo memorial. É o maior arquivo sobre o Holocausto do mundo.
Yona Kobo fez a curatoria da exposição online

No chamado arquivo morto também se encontra um antigo armário de pastas feito de madeira. Nele estão todos os arquivos pessoais dos prisioneiros do campo de concentração de Mauthausen – em original. E na sala estão arquivadas milhares de cartas das vítimas do Holocausto. Delas, Yona Kobo escolheu dez.

"É uma decisão difícil, eu dou uma olhada em muitas cartas", conta. Ela busca algo com que as pessoas ainda hoje possam se identificar. Por exemplo, diz, todos sabem o que é sentir falta da família. Ou o desenho de uma criança. Afinal, as crianças desenham hoje da mesma forma: "Eles eram pessoas como nós".
Usando luvas brancas, Kobo saca um maço de papéis de um envelope. Vê-se bem encima um desenho colorido desbotado: uma casa, acima em hebraico a palavra "bait" – casa. É um desenho de Salman Levinson, pintado em 1941 como um agradecimento à tia que havia lhe enviado um presente por seu aniversário de nove anos. A carta com um postal da mãe e o desenho do menino chegou até a tia no então mandato britânico da Palestina. A essa altura, ela não sabia que isso seria a última coisa que lhe restaria do sobrinho.

Salman Levinson, em Riga, antes de ir para o esconderijo: uma de suas cartas está na exposição
Salman Levinson, em Riga, antes de ir para o esconderijo: uma de suas cartas está na exposição
Palavras de esperança
O período 1941-1942, em que as cartas foram escritas, marca o começo do assassinato em massa e organizado de pessoas de fé judaica. A Conferência de Wannsee, na qual os nacional-socialistas decidiram "aniquilar" os judeus da Europa, ocorreu somente no início de 1942, embora centenas de milhares de judeus já tivessem sido mortos naquele momento. A máquina da morte de Auschwitz e outros campos de extermínio foram responsáveis, no final, por mais de seis milhões de vítimas judias.
A maioria dos autores das cartas não sabia que nunca mais veria suas famílias e amigos. Muitos asseguravam a seus parentes que iam bem, que a guerra iria acabar e que eles poderiam se reencontrar em breve. Como Isaac Kornowski, do campo de concentração francês de Drancy:
"(Vocês devem) ser ainda mais corajosos e não percam a esperança de que, um dia, estaremos juntos novamente, como no passado. Deixo um abraço forte e mais um, e mais um. Em breve, vamos nos reencontrar." Sua esposa Chaya e os filhos Paul e Henri receberam a carta, sem saber que, no dia seguinte, Issac seria deportado para Auschwitz, onde viria a ser assassinado.
"Para as pessoas que nos dão essas cartas, é como se estivessem tirando um pedaço de seus corações". Segundo a curadora, para as famílias, Yad Vashem é o lugar onde as memórias de seus parentes são mantidas vivas – para sempre. E, atualmente, também na web. Depois de cada exposição online, um número cada vez maior de pessoas vem ao museu entregar cartas e fotos de seus familiares.
Bildergalerie Yad Vashem, Israel | Ausstellung Letzte Briefe aus dem Holocaust 1941-1942 (Courtesy of Yad Vashem Photo Archives)
Paul Kor pintou "Transporte n° 2", algo que pode ser lido como uma resposta à carta de seu pai
Da poeira dos arquivos para o celular
"Trazemos as histórias da poeira dos arquivos para o celular", afirma Kobo. "Todos os anos, cerca de um milhão de pessoas visitam Yad Vashem. Muitos milhões a mais podemos alcançar online. A tecnologia não conhece fronteiras."
As exposições online são apenas uma das muitas abordagens de Yad Vashem, explica a curadora. "Continuaremos a expor aqui no local, a publicar livros, a conversar com sobreviventes." 
Mas em poucos anos não haverá mais testemunhas vivas. "Ainda não quero pensar nesse dia", diz Kobo, ela própria filha de sobreviventes do Holocausto da Alemanha e da Polônia.
As cartas permanecerão na web. E elas não apenas lembram os mortos, os autores das cartas que foram assassinados pelos nazistas. Elas também contam sobre aqueles que as guardaram. Sobre os sobreviventes, como a esposa e os filhos de Isaac Kornowski.
Todos os três destinatários da carta de Drancy sobreviveram. Depois da guerra, o filho Paul mudou-se da França para Israel e se tornou um famoso autor e ilustrador de livros infantis. Em memória de seu pai, ele desenhou o quadro Transporte N° 2 – o trem que levou Isaac de Drancy para Auschwitz. Isso pode ser lido como uma resposta à carta de seu pai, em meio a todas aquelas que não puderam ser respondidas.

Fonte: http://www.dw.com/pt-br

26 de jan. de 2018

Por que os homens chassídicos não raspam a barba?

Por que os homens chassídicos não raspam a barba?

Por que os homens chassídicos não raspam a barba?O Mandamento

A Tora1 proíbe a “destruição” do cabelo em cinco locais específicos da face. O Talmud2 interpreta “destruição” como raspar com uma lâmina.3 Esta proibição também inclui raspar com qualquer objeto que remove totalmente todo o pelo facial, mas não inclui cortar com uma tesoura ou outro instrumento que não traga o barbear fornecido por uma lâmina.4

O Motivo

Maimônides ensina que a razão para a Torá proibir a destruição da barba é porque barbear era uma prática dos antigos idolatras. Além disso, a Cabala dá grande importância à barba, ensinando que os “treze pontos” da barba representam os treze atributos de Misericórdia divina. Deixar crescer a barba torna alguém um beneficiário de fartura que se origina da compaixão de D'us.
Tradicionalmente, os judeus sempre usaram barbas para nem sequer chegar perto de destruir as partes proibidas de suas barbas. Isso também ocorria na Europa Oriental, onde a grande maioria dos judeus deixava crescer a barba até a metade do século dezenove.
À medida que o “iluminismo” se espalhou para a Europa Oriental, muitas pessoas sentiram que usar barba as retratava como fora de moda. Muitos líderes de Torá, incluindo o Chafetz Chaim, protestaram sobre essa mudança. Os chassidim em geral eram menos influenciados pela modernização que ocorria ao redor, como é evidente pelo seu modo de vestir. Portanto, eles – na maioria – não se sentiam obrigados a raspar a barba. Além disso, a razão cabalística mencionada acima tornou a prática de deixar a barba crescer muito mais preciosa para eles.
Obs: Há autoridades haláchicas (incluindo o Tsemach Tsedec, terceiro Rebe de Chabad) que compartilham outros motivos para proibir o corte da barba. Esta opinião é especialmente seguida pelos chassidim Chabad.
NOTAS
1.
Levítico 19:27.
2.
Makkot 20 a.
3.
Esta proibição não se aplica a mulheres que tenham pelos na face.
4.
Se você pretende barbear-se, aconselhe-se com seu rabino qual é o meio mais apropriado, pois há várias opiniões a respeito.

POR MENAJEM POSNER
Israel lança sistema para rastrear antissemitismo nas redes

Israel lança sistema para rastrear antissemitismo nas redes

Israel lança sistema para rastrear antissemitismo nas redes

O novo sistema de rastreamento está sendo desenvolvido há dois anos com o apoio dos ministérios de Defesa e Assuntos Estratégicos.

Tel Aviv – O ministro de Assuntos da Diáspora da Israel, Naftali Bennet, anunciou nesta quinta-feira a implementação de um novo sistema de rastreamento e análise capaz de detectar, em escala global e em tempo real, qualquer mensagem antissemita divulgada na internet, principalmente no Facebook e no Twitter.
“Sabemos o esforço que os governos, os veículos de comunicação e as empresas de internet estão fazendo para lutar contra a pornografia e as notícias falsas na rede, mas nada está sendo feito para combater o antissemitismo”, indicou o ministro.

“Como ministro de Assuntos da Diáspora, me sinto responsável por cada judeu do mundo”, acrescentou Benet em entrevista à Agência Efe.

O novo sistema de rastreamento está sendo desenvolvido há dois anos com o apoio dos ministérios de Defesa e Assuntos Estratégicos de Israel. Um dos objetivos do sistema, segundo Benet, é detectar onde há maior atividade antissemita no mundo.

“Só é possível agir quando você sabe onde isso está ocorrendo”, ressaltou o titular do Ministério de Assuntos da Diáspora.

Segundo o ministro, cerca de 10 mil publicações e tweets antissemitas são identificados por dia pelo sistema, que analisa por volta de 200 mil mensagens suspeitas em 24 horas. Essas informações serão repassadas posteriormente aos governos de cada país ou cidade para que elas encontrem soluções para conter o problema.

Benet explicou que os dados serão divulgados ao público mensalmente. O objetivo, disse o ministro, é “envergonhar aqueles que geram esses conteúdos”. “Queremos que eles se comportem bem”, ressaltou.

“A cada mês publicaremos um relatório não só com as dez pessoas mais influentes no Twitter que divulgam antissemitismo, mas também com as dez cidades mais antissemitas, etc. Eles não vão querer ficar nessa lista por muito tempo”, indicou.

Nos últimos meses, duas datas provocaram um aumento exponencial nos registros. A primeiro foi em 6 de dezembro, dia no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel. A segunda ocorreu em 17 de janeiro, quando os americanos cortaram US$ 65 milhões em ajuda para a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

O ministro pediu que Facebook e Twitter tomem atitudes contra as “mensagens violentas que não podem se amparar na liberdade de expressão”.

“Somos imperfeitos, como todo país é, e sabemos distinguir quando se trata de uma crítica legítima. Mas aqui estamos falando de antissemitismo, entendido segundo a definição internacional”, concluiu Bennet.
Israel afirma que Irã tem 82.000 combatentes sob seu comando na Síria

Israel afirma que Irã tem 82.000 combatentes sob seu comando na Síria

Israel afirma que Irã tem 82.000 combatentes sob seu comando na Síria
Nações Unidas, 25 jan (EFE).- Israel garantiu nesta quinta-feira que o Irã tem 3.000 membros de sua Guarda Revolucionária posicionados na Síria e que, no total, controla 82.000 combatentes nesse país.

"Estamos tornando pública esta informação confidencial porque é vital que o mundo entenda que, se olharmos para outro lado na Síria, a ameaça iraniana não fará mais que crescer", disse o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, ao Conselho de Segurança.
Segundo Israel, além desses 3.000 membros da Guarda Revolucionária, Teerã tem sob seu comando na Síria 9.000 integrantes da milícia libanesa Hezbollah, 10.000 milicianos xiitas de diferentes países e 60.000 combatentes sírios.
Danon acusou as autoridades iranianas de tentar transformar a Síria "na maior base militar do mundo" e de ter como objetivo ameaçar Israel e desestabilizar toda a região.
O representante israelense fez estas afirmações durante um debate do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Oriente Médio, centrado habitualmente no conflito palestino-israelense.
Há meses, no entanto, tanto Israel como EUA centram normalmente sua atenção nestas reuniões na "ameaça" do Irã.
Junto à Rússia, Teerã é um dos principais apoios do regime sírio de Bashar al Assad.
Vingadores

Vingadores

VingadoresO grupo de judeus que queria assassinar seis milhões de alemães
Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, um grupo de judeus quis vingar-se dos alemães. Chamavam-se "Vingadores" e tentaram assassinar as populações de Munique, Nuremberg, Hamburgo e Frankfurt.

Este sábado, dia 27 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. E é exatamente nesse dia que estreia “Holocausto: The Revenge Plot”, um documentário do canal de televisão britânico Channel 4. O filme conta a história dos autoproclamados “Vingadores”: um grupo de judeus que sobreviveu aos campos de concentração e colocou em marcha vários planos de vingança contra os alemães.

Em 1946, sensivelmente um ano depois do fim da Segunda Guerra Mundial, cerca de 50 judeus que tinham escapado de Auschwitz ou Dachau juntaram-se em Bucareste. Ali, engendraram um plano para matar seis milhões de alemães: iam envenenar as águas de Munique, Nuremberg, Hamburgo e Frankfurt e esperar pelos resultados. Mas, para isso, precisavam do veneno.

Os “Vingadores” contataram Chaim Weizmann, um bioquímico, e pediram-lhe que “cozinhasse” um químico potente o suficiente para matar seis milhões de pessoas (se conheceu o nome, não estranhe – Weizmann foi o primeiro presidente de Israel). Segundo conta o Telegraph, o bioquímico recomendou-lhes outro especialista, Ephraim Katzir – que, curiosamente, também foi presidente de Israel. Mas a vingança teve perna curta.

Numa das suas várias viagens, Abba Kovner – o líder do grupo e, posteriormente, um dos mais aclamados poetas israelitas – foi interceptado pela polícia militar britânica. Conseguiu desfazer-se do veneno antes de ser detido, mas acabou por passar vários anos na prisão, primeiro em França e depois no Egito. O documentário do Channel 4 conta que Kovner foi abordado pela polícia devido a uma denúncia anônima de um membro dos “Vingadores”. A denúncia continua, até aos dias de hoje, em segredo.

VingadoresMas esta tentativa falhada não abalou o desejo de vingança do grupo. E à segunda, ainda que em menor escala, conseguiram mesmo atingir o objetivo. Poucas semanas depois, deslocaram-se a Nuremberg. Infiltraram-se nas prisões onde estavam os militares das SS, invadiram as cozinhas e envenenaram todo o pão com arsênico. Em abril de 1946, a Associated Press noticiava que 1.900 reclusos tinham ficado gravemente doentes devido a uma intoxicação alimentar. No documentário, um dos membros vivos dos “Vingadores” garante que morreram “entre 300 a 400”.

A partir daqui, as ações do grupo tornaram-se mais espaçadas e acabaram por, eventualmente, extinguir-se. A maior parte dos elementos ficou chocada com as mortes que haviam provocado e afastaram-se do grupo, com medo de serem acusados de terrorismo.


 Beshalach Shabat Shirá

Beshalach Shabat Shirá

 Beshalach Shabat Shirá
Nossa Parashá é dedicada ao casamento dos nossos queridos noivos Jonathan e Barbarah Grin .
Mazal Tov Mazal Tov para a família Sendrovitch e família Grin, que Hashem dê à vocês muito naches do jovem casal
❤❤❤❤

Parashat Beshalach


Nossa Parashá nos conta sobre o maior dos milagres da saída do Egito que foi a abertura do mar vermelho.


Os egípcios passaram pelas dez pragas de maneira passiva. As pragas chegavam e iam até que eles nos deixaram sair.

A maior das atrocidades dos egípcios antigos contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo.

Agora chegou a hora de eles receberem o castigo sobre isso "midá knegued midá" (na mesma medida) o que eles fizeram D'us fez para eles.

Nessa hora acontecem os maiores milagres. Eles se esforçam e correm para dentro do mar que se fechou sobre eles, mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima Hashem não precisa trazer esse castigo até ele mas ele próprio corre atrás da própria destruição e investe tudo o que pode para que isso aconteça!

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Por natureza, a água em um lugar tão quente como o Egito escorre para baixo e nunca congela se tornando um túnel, mas na abertura do mar vermelho a água primeiro se transformou em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois voltou a ser água sobre os egípcios, independente das condições climáticas, somente milagres!

Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, uma Tefilá de agradecimento em forma de música, e cantaram ela com muita alegria. Nessa hora o povo inteiro se uniu ,mais um benefício da alegria , “quebra barreiras”

Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias. No sidur do Shlá Hakadosh , Rabi Yeshaiau Halevi, um grande cabalista que nasceu em Praga em 1558, está escrito que temos que ler a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria porque assim o nosso povo falou a Shirá nas margens do mar vermelho, e temos que imaginar nesse momento como se nós próprios estivéssemos saindo do Egito nesse instante.

Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui em baixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima e Hashem nos dá aqui em baixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade.

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo trazemos para este mundo a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.


Conclusão, pegamos na Shirá o embalo para essa “muita alegria”, continuamos rezando com “muita alegria” e levamos essa “muita alegria”  para todo o nosso dia “contagiando com ela todos à nossa volta, "fazendo a diferença"


Todas as nossas redes devem ser feitas com muita alegria!


O Maguid de Mezritch nos contou que D'us tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

Mesmo que o rei tinha grandes ministros e uma côrte de alto nível (que com certeza falavam com muito mais erudição do que o passarinho) mesmo assim ele se entusiasmava muito mais em ouvir o passarinho falar do que ouvir eles

E o motivo era simples: um ser humano falando é uma coisa normal, mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá em cima existem infinitos anjos que cantam muito mais bonito do que nós, mas nós somos o passarinho que fala!

Somos uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , e isso "faz a diferença" lá em cima.

Por isso quando rezamos temos que nos lembrar que Hashem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos (mesmo se falamos um pouco errado) e tem um prazer enorme em nos ouvir.

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Nossa Parashá nos conta também sobre o Man. O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou , nessa hora ela começou a cair do céu!


Quando chegaram no "fim do caminho" o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe "beco sem saída"!

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais Hashem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

Tu Bishvat
Ano novo das Árvores
Para mais detalhes sobre ”Tu Bishvat” acesse ao nosso site


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PROJETO ONG TORÁ ISRAEL - 🌷


Sua colaboração aqui em baixo é o seu investimento lá em cima



É com muita alegria que informamos a fundação oficial do nosso projeto Ong Torá Israel, um projeto da ONG TORÁ para o apoio de estudantes brasileiros em Israel e que tem como responsável a nossa querida voluntária Edna Winter


Nosso projeto hoje possui 3 jovens encaminhados para Israel , dois estudando em Yeshivot em Yerushaláim e uma jovem que em breve está indo para uma Midrashá também em Jerusalém

Esse fundo é específico para ajudar jovens estudantes brasileiros com a passagem para Israel e despesas básicas e emergenciais que eles tem lá.


É sabido que todos nós enfrentamos momentos de crise e sempre os mais necessitados são os mais atingidos, por isso, apelamos à vocês, nosso irmãos judeus que estão sempre prontos a ajudar com generosidade e “Simchá” (alegria) no coração.



Você também pode ter o grande mérito de participar dessa Tzedaká. Sua contribuição será muito bem vinda!!!
e se for possível mande para nós um e-mail para



comunicando a sua doação com o seu nome próprio e o nome da sua mãe em hebraico (pode ser com letras latinas) para pedirmos uma Brachá para você e para a sua família. (Se não tiver nome em hebraico pode ser com o nome em português também)


Que no mérito dessa Mitzvá Hashem dê à você é à toda a sua família muito sucesso, muita saúde e muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família ❤!!



Atenciosamente



Rabino Gloiber



Ednah Winter
Voluntária na Ong Torá


WhatsApp 21 98085-8658