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    Vayechi

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    אוריולדו בן פרנסיס פינטו
    A Mensagem da Parashá desta semana foi dedicada pela nossa voluntária no Rio de Janeiro Edna Winter pela plena recuperação de sua amada mãe ALICE bat HANA.


    Vayechi

    Nossa Parashá nos conta que Yaakov "viveu" dezessete anos na terra do Egito. Porque em outros lugares está escrito que ele só morou e no Egito está escrito que ele viveu?
     
    Porque depois de Yaakov ter adquirido e feito a retificação da alma do Adam Harishon sofrendo em todos os lugares onde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora ele está com ela pura e refinada pelos sofrimentos do passado e com toda a energia e intensidade do seu alto nível. Agora ele começa a “viver”! O paraíso do próximo mundo se revela à ele aqui nesse mundo até o final da sua vida !
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    Como começaram as doenças na história da humanidade.

    A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e morria .
     
    O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem de falarmos "saúde" para a pessoa que espirra.

    Yaakov pediu para Hashem fazer com que a pessoa ficasse doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder se despedir da família (e até dividir a herança em vida para não causar brigas na família por causa da sua morte).
     
    A Tefilá de Yaakov foi aceita, ele ficou doente e Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu.
     
    Mesmo que nosso patriarca Avraham Avinu teve o mérito de receber um “Bikur Cholim” de Hashem e até precisou da ajuda do anjo Refael para curá-lo, isso era devido ao ferimento causado por ter feito o Brit aos 99 anos, e ferimentos que causaram mortes já existiram desde Cain e Hevel, mas doenças só aparecem no mundo a partir de Yaakov Avinu.
     
    A linguagem do versículo é :"eis que" seu pai está doente".
     
    Diz o Ari Zal que a palavra "eis que" tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele.
     
    Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor!
     
    O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu "ben guiló" , ou seja, alguém que tem o mesmo "Mazal" que o doente, que nesse caso era Yossef.
     
    Isso também é válido para os nossos dias, e sendo que não sabemos quem é o "ben guiló" de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, porque talvez ele seja esse “ben guiló”.

    Então, vamos fazer sempre essa Mitzvá! (mas que ninguém precise).

    Bençãos aparentemente estranhas mas com significado profundo

    Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a alma do Adam Harishon e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a alma de Cain que era o primogênito do Adam Harishon.
     
    Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai, tentou salvar seu irmão, e assim começou a consertar o pecado de Cain que matou o irmão.
     
    O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs. Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma, e por isso Cain matou Hevel.
     
    Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.
     
    Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel que causou o problema. Ytro traz Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

    Benção em forma de Maldição

    A Brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a ira não combina com a nossa natureza.
     
    Por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza judaica, mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles.
     
    Só um pouquinho de ira não justificaria toda essa bronca, um pouquinho de ”guevurá” também pode fazer parte da nossa natureza, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte.
     
    A solução para se livrar dessa “ira roubada” também foi dada na Brachá que eles receberam. Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel e assim essa ira desapareceria.
     
    Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo. Diz o Rambam que cada um que assumiu essa função de ensinar Torá ao nosso povo hoje é comparado à um Levi da antiguidade.
     
    Talvez por isso, nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrenguen (festa de confraternização Chassídica) com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem...) quando vocês saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer! Mas agora que vocês estão todos juntos no mesmo lugar vocês são.... (e falou algo em yidish se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco......) .
     
    E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo). Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas em todos os lugares !
     
    E esse mês eu me espalhei um pouquinho mais longe, e agora estou no Rio de Janeiro conhecendo essa maravilhosa comunidade judaica.
     
    Chegamos aqui na quinta feira passada e o GPS nos levou pelo meio de uma comunidade (mas nesse caso não era uma comunidade judaica, mas simplesmente uma “comunidade”. Em S. Paulo chamam isso de “favela”)
     
    Parei em todos os faróis vermelhos (que aqui eles chamam de “sinal”) para não levar uma multa, sendo que o carro da ONG é uma cortesia da Line Life (e as multas e os pontos chegam direto para o nome da Sra. Fernanda Messer que nos patrocina....).
     
    Vimos que todos os carros lá passavam correndo no farol vermelho e nós parados! Quando chegamos ao nosso primeiro destino que era o “Lar da velhice israelita” em Jacarepaguá fomos recebidos com muita alegria pelo Sr. Shlomo que estava acompanhando as nossas dez horas de viagem em tempo real e nos disse que a pressão dele só subiu quando entramos na favela (e aí ele precisou até tomar remédio para pressão!)
     
    As pessoas da sinagoga já tinham ouvido falar da nossa ONG e nos receberam com muitas honrarias. Um Sr. de quase noventa anos estava cheio de alegria e lágrimas de emoção de poder conversar com a minha filha em Yidish e disse ter bisnetos religiosos em S.Paulo
     
    O Shabat foi maravilhoso. No domingo o Sr. Shlomo e a nossa voluntária no Rio de Janeiro Sra. Edna Winter organizaram uma sessão de perguntas e respostas, mas todos estavam tão tímidos que até ficaram com vergonha de fazer perguntas
     
    O ambiente estava tão bom que me senti como Yaakov no Egito, até a minha esposa pediu para não me mimar tanto para eu não ficar mal acostumado!
     
    Agradeço à toda a comunidade judaica do Rio de Janeiro pelos dias maravilhosos que estão nos proporcionando, ao Sr Shlomo que nos hospedou no “Lar Israelita” , a Sra Mari Mann que está nos hospedando no Botafogo, à todos os que nos proporcionaram esses lindos passeios nos lugares exóticos dessa cidade maravilhosa e à todos vocês que sempre lêem a nossa “Mensagem da Parashá”!
     
    Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ

    Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

    Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à empresa Neeman despachantes aduaneiros à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,à Roger Ades e família, à família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas

    Nossos agradecimentos também à Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan, À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont, à à empresa Adar Tecidos , às nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá. Que Hashem dê à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!


    Para o horário das velas de Shabat acesse ao site

    http://pt.chabad.org/calendar/zmanim_cdo/aid/900177/jewish/Horrio-Halchico.htm    

      (e digite o nome da sua cidade)

    Rabino Gloiber
    Mesmo viajando sempre rezando por vocês

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