Futura estação de trem em Jerusalém já tem nome: Donald Trump

Futura estação de trem em Jerusalém já tem nome: Donald TrumpIsrael dará o nome de Donald Trump à estação de trem que será construída perto do Muro das Lamentações, importante lugar do judaísmo situado na Cidade Antiga de Jerusalém Oriental. O anúncio foi feito pelo ministro israelense dos Transportes, Israel Katz.
Na terça-feira (26), o ministro decidiu estender até o bairro judeu na Cidade Antiga a futura linha de alta velocidade entre Tel-Aviv e Jerusalém, além de estabelecer uma estação próxima do Muro das Lamentações, informou comunicado oficial divulgado nesta quarta.
Essa parada se chamará “Donald John Trump” por “sua decisão histórica e corajosa de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel e de sua contribuição ao reforço do status de Jerusalém como capital do povo judeu e do Estado de Israel”.
Com 56 quilômetros de extensão, a nova linha de trem deve ligar as duas principais cidades do país em 2018, cobrindo o trajeto em menos de meia hora. O custo dessa linha, que atenderá, ainda, a cidade de Modiin e o aeroporto Ben Gourion, é estimado em 7 bilhões de shekels (1,69 bilhão de euros), segundo o Ministério.

Relembre

Em 6 de dezembro, Trump rompeu, de forma unilateral, uma política externa há décadas estabelecida nos EUA e na comunidade internacional, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
A decisão provocou ampla condenação internacional e deflagrou episódios de violência que levaram à morte de 12 palestinos nos territórios. Já a classe política israelense comemorou o “histórico” anúncio.
Para a ONU, o status de Jerusalém – uma das questões mais espinhosas do conflito – deve ser acertado por uma negociação entre israelenses e palestinos. Essa posição foi reforçada na semana passada após uma votação quase unânime na Assembleia Geral da ONU, quando 128 países-membros aprovaram a resolução da entidade sobre a cidade.
Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental, anexada e ocupada por Israel, como a capital de seu próprio Estado, enquanto Israel proclama Jerusalém como sua capital “indivisível”.
O Muro das Lamentações fica no bairro judeu da Cidade Velha, no plano inferior da Esplanada das Mesquitas. A Esplanada é o terceiro lugar santo do Islã e o local mais sagrado para os judeus, que o reverenciam sob o nome de Monte do Templo.
Autor: EXAME
Fonte: EXAME
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2 Comentários:

MariaTomaz disse...

Por acaso ia comprar esse livro. O opinião sobre o mesmo, fez-me de ideias por ora.
O ler o KL, que segundo a crítica geral está bem documentado. Gostaria de saber a sua opinião .
Obrigada.

Coisas Judaicas disse...

KL, Konzentrationslager, designa o sistema dos campos de concentração nazis. É também o título da primeira história geral desta realidade trágica que importa conhecer.
Nesta notável obra de referência histórica, Nikolaus Wachsmann oferece o primeiro relato, sem precedentes, dos campos de concentração nazis, desde a sua concepção, em 1933, até ao seu encerramento, na primavera de 1945.

Ao longo de mais de 600 páginas (uma boa parte do livro consiste em notas, referências e bibliografia), Nikolaus Wachsmann propõe-se a contar a história dos primórdios dos campos de concentração, ainda nos primeiros anos da década de 1930, percorrendo todas as alterações de conceito e objetivos da criação destes campos e, fundamentalmente, destacando a sua natureza dinâmica, ao longo do tempo, bem como a vida do dia-a-dia nos campos. Como afirma o autor, faltaria um “estudo que capte a complexidade dos campos sem fragmentar e que os coloque no seu contexto político e cultural mais lato sem se tornar redutor“, e essa foi a principal motivação para o seu trabalho.

A história dos KL – ou Konzentrationslager – é aqui contada de forma cronológica, dando ao seu leitor perspetivas sobre a ligação que esta teve com os desenvolvimentos políticos, económicos e militares, desde a sua génese até ao seu final. Na verdade, a população inicial dos campos era, em grande parte, composta por alemães com visões de esquerda, e por pessoas que não se integravam nas normas sociais que o nazismo determinava serem normais, ou seja, os marginais. Nikolaus Wachsmann refere que “estes homens oriundos das franjas da sociedade constituíram o maior grupo de vítimas dos KL no período imediatamente anterior à guerra“. Outro aspeto que o autor destaca é que os campos “nos finais dos anos 30 não foram matadouros em larga escala. As condições de vida não eram letais para a maioria dos reclusos e o extermínio em massa sistemático ainda não estava na agenda da SS“, constatação que sinceramente me surpreendeu.

O que também me surpreendeu foi perceber que no início da Guerra havia apenas cerca de 1.500 judeus nos campos, tendo em conta que residiam cerca de 300.000 no território do Terceiro Reich. O anti-semitismo, na génese do conceito de nazismo, assumiu toda uma nova dimensão com o começo da Guerra e em 1941 as condições letais já existentes nos campos transformaram-se no extermínio em massa que assumiu proporções assustadoras no final da Guerra e que deu corpo ao Holocausto.

KL – A História dos Campos de Concentração Nazis não é um murro no estômago, são vários; por isso o li ao longo de vários meses. O que mais gostei, para além da óbvia aprendizagem acerca de um tema que me fascina, foi a forma desapaixonada e factual que Nikolaus Waschmann utiliza, juntamente com a extensa fundamentação dos factos apresentados, contribuindo os dois fatores de forma decisiva para a credibilidade deste livro. Ainda que a narrativa se suporte bastante em histórias reais e casos concretos, que facilmente mexem com o leitor, o estilo cativante e direto do autor tornam esta leitura extensa um pouco mais fácil de suportar.

No final do livro, Waschmann afirma que “continuará […] a nossa demanda de um significado mais profundo dos KL, embora os esforços para extrair uma essência única estejam condenados ao fracasso“; eu diria que KL – A História dos Campos de Concentração Nazis é uma peça importantíssima neste gigantesco puzzle que é a compreensão do que foram os campos de concentração.

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