Confrontos em Gaza tem dois palestinos mortos

Confrontos em Gaza tem dois palestinos mortosDois palestinos morreram após serem atingidos por tiros do exército israelense, nesta sexta-feira (8), na Faixa de Gaza, durante manifestações contra o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como a capital de Israel.

Mahmud al-Masri, de 30 anos, morreu na vila de Khan Yunes quando protestava perto da barreira de segurança de Israel com a Faixa de Gaza.

Ele é o primeiro palestino a ser morto durante manifestações contra a decisão americana anunciada na quarta-feira. O segundo palestino ainda não foi identificado.

Jerusalém e a Cisjordânia ocupada também voltaram a ser palco, nesta sexta-feira, de distúrbios entre as forças de segurança israelenses e os palestinos.

Cerca de 50 policiais israelenses entraram em confronto com dezenas de manifestantes palestinos nas ruas da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, segundo um fotógrafo da AFP.

Em Hebron, Belém, Jericó e perto de Nablus, as forças israelenses responderam às pedras lançadas por jovens palestinos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

O dia de hoje servirá para medir a ira dos palestinos após a decisão do presidente Donald Trump, que provocou críticas quase unânimes da comunidade internacional desde o seu anúncio na quarta-feira.

Jerusalém

A Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, que também é venerado pelos judeus sob o nome de Monte do Templo, cristaliza as tensões entre israelenses e palestinos.

Este importante símbolo nacional e religioso fica em Jerusalém Oriental, a parte palestina da Cidade Santa anexada e ocupada por Israel, que os palestinos querem transformar na capital do Estado ao qual aspiram.

Os líderes palestinos consideram que a decisão americana condiciona as negociações sobre o status de Jerusalém, uma das questões mais espinhosas na busca por uma solução ao conflito entre israelenses e palestinos.

Reação Internacional

Além dos territórios palestinos, protestos na Malásia, Indonésia e Istambul reuniram milhares de pessoas contra a decisão de Trump sobre Jerusalém.

A comunidade internacional teme que Trump tenha aberto a caixa de Pandora, uma vez que Jerusalém, com seus lugares sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é um tema muito delicado.

A iniciativa do presidente americano provocou muitas críticas, entre elas a do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que assegurou que Trump lançou o Oriente Médio em "um círculo de fogo".

Israel, no entanto, proclamando que Jerusalém é sua capital "eterna e indivisível", agradeceu o anúncio de Trump.

Desdobramentos

Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, a comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital e sempre considerou que o status oficial da Cidade Santa deveria ser negociado entre palestinos e israelenses.

Neste contexto, um líder do Fatah, partido que governa a Cisjordânia, afirmou que o dirigente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, não receberá este mês o vice-presidente americano, Mike Pence, durante sua próxima viagem ao Oriente Médio.

Abbas considera que os americanos já não podem desempenhar seu papel histórico de mediador no processo de paz entre israelenses e palestinos.

Apesar de as partes em conflito não manterem discussões substanciais desde 2014, Trump proclamou sua vontade de conseguir um acordo diplomático.

"Se estes são os primeiros sinais de um acordo final para o conflito, Deus sabe como acabará sendo o acordo: quem sabe com a expulsão dos palestinos Deus sabe para onde", ironizou na quinta-feira à noite um membro da liderança palestina, Mohamed Shtayyeh.

(Com agência AFP)
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