29 de dez. de 2017

Ministro de Israel recorre a prece coletiva para tentar aliviar seca

Ministro de Israel recorre a prece coletiva para tentar aliviar seca

Ministro de Israel recorre a prece coletiva para tentar aliviar seca
JERUSALÉM (Reuters) - Como a tecnologia falhando, o ministro da agricultura de Israel buscou uma solução nada convencional nesta quinta-feira para acabar com a falta de água no país – reunir alguns milhares de pessoas no Muro das Lamentações de Jerusalém para rezar por chuva.
Quatro anos de um seca intensa estão sobrecarregando a rede inigualável de usinas de dessalinização e de tratamento de esgotos de Israel, sufocando suas regiões mais férteis e pegando o governo de guarda baixa – e os agricultores são os que mais sofrem. Uri Ariel, ministro da Agricultura israelense e judeu ortodoxo, tem voz ativa na política de uso da água e na forma como o recurso é alocado, mas para equilibrar ciência e espiritualidade, ele se uniu a rabinos proeminentes para organizar uma sessão de prece coletiva. "Diminuímos significativamente o custo da água, estamos realizando muitos estudos sobre como economizar água em diferentes lavouras, mas a oração certamente pode ajudar", disse Ariel. 
Uma multidão de alguns milhares de pessoas se reuniu no Muro das Lamentações da Cidade Velha de Jerusalém, o local de prece mais sagrado para os judeus, entoando uma oração especial para acabar com a seca. Alguns especialistas estão céticos. 
O Yedioth Ahronoth, jornal mais vendido do país, publicou um editorial dizendo que seria melhor Ariel se dedicar a defender políticas de combate às mudanças climáticas, como limitar as emissões de gases do efeito estufa na agricultura. "Rezar não é uma coisa ruim, mas o ministro é capaz de influenciar (as questões) de maneiras ligeiramente mais terrenas", disse. 
(Por Ilan Rosenberg e Ari Rabinovitch)
Morreu a escritora israelense Ronit Matalon

Morreu a escritora israelense Ronit Matalon

Morreu a escritora israelense Ronit MatalonA escritora Ronit Matalon, uma das personalidades de mais destaque da literatura israelense contemporânea, faleceu vítima de câncer nesta quinta-feira aos 58 anos, anunciou o jornal Haaretz para o qual trabalhou vários anos.
O chefe de Estado israelense, Reuven Rivlin, lamentou em um comunicado o desaparecimento de uma "autora maravilhosa, cuja voz original e decidida contribuiu para a cultura israelense".
Conhecida no âmbito internacional, seus romances foram traduzidos para vários idiomas, entre eles o inglês e o francês.
Ronit Matalon, nascida em 1959 em Israel em uma família de origem egípcia, foi jornalista do Haaretz.
Morreu a escritora israelense Ronit Matalon

A autoria obteve vários prêmios, como o prestigioso Bernstein, em 2009, por "The Sound of Our Steps", um romance semi-autobiográfico sobre as dificuldades da integração em Israel de uma família judia egípcia.
Esta acadêmica, cuja obra é ensinada desde 2014 no ensino de Letras israelense, se definia como "feminista".
Matalon foi objeto de críticas em Israel quando disse viver "sob um regime de apartheid", durante uma entrevista concedida ao jornal francês Le Monde.
Gal Gadot está na lista de apresentadores do Globo de Ouro

Gal Gadot está na lista de apresentadores do Globo de Ouro

Gal Gadot está na lista de apresentadores do Globo de OuroAmy Poehler,Penélope Cruz, Seth Rogen, Alicia Vikander e Emma Watson também estão confirmados no evento! 

A Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood confirmou as presenças de Gal Gadot, Kerry Washington, Amy Poehler, Kelly Clarkson, Penélope Cruz, Seth Rogen, Alicia Vikander, Carol Burnett, Aaron Taylor-Johnson, Shirley MacLaine, J.K. Simmons, Hugh Grant, Isabelle Huppert, Ricky Martin, Emma Watson, Christina Hendricks, Neil Patrick Harris e Greta Gerwig no evento. 
Gal Gadot está na lista de apresentadores do Globo de Ouro
Gal Gadot está na lista de apresentadores do Globo de OuroInclusive, a última está indicada ao prêmio pelo melhor roteiro por Lady Bird - A Hora de Voar, apesar de ter sido esnobada na categoria de direção. Sob o comando de Seth Meyers, a 75ª edição do Globo de Ouro acontecerá no dia 7 de janeiro.
Vayechi

Vayechi

Vayechi
אוריולדו בן פרנסיס פינטו
A Mensagem da Parashá desta semana foi dedicada pela nossa voluntária no Rio de Janeiro Edna Winter pela plena recuperação de sua amada mãe ALICE bat HANA.


Vayechi

Nossa Parashá nos conta que Yaakov "viveu" dezessete anos na terra do Egito. Porque em outros lugares está escrito que ele só morou e no Egito está escrito que ele viveu?
 
Porque depois de Yaakov ter adquirido e feito a retificação da alma do Adam Harishon sofrendo em todos os lugares onde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora ele está com ela pura e refinada pelos sofrimentos do passado e com toda a energia e intensidade do seu alto nível. Agora ele começa a “viver”! O paraíso do próximo mundo se revela à ele aqui nesse mundo até o final da sua vida !
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Como começaram as doenças na história da humanidade.

A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e morria .
 
O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem de falarmos "saúde" para a pessoa que espirra.

Yaakov pediu para Hashem fazer com que a pessoa ficasse doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder se despedir da família (e até dividir a herança em vida para não causar brigas na família por causa da sua morte).
 
A Tefilá de Yaakov foi aceita, ele ficou doente e Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu.
 
Mesmo que nosso patriarca Avraham Avinu teve o mérito de receber um “Bikur Cholim” de Hashem e até precisou da ajuda do anjo Refael para curá-lo, isso era devido ao ferimento causado por ter feito o Brit aos 99 anos, e ferimentos que causaram mortes já existiram desde Cain e Hevel, mas doenças só aparecem no mundo a partir de Yaakov Avinu.
 
A linguagem do versículo é :"eis que" seu pai está doente".
 
Diz o Ari Zal que a palavra "eis que" tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele.
 
Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor!
 
O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu "ben guiló" , ou seja, alguém que tem o mesmo "Mazal" que o doente, que nesse caso era Yossef.
 
Isso também é válido para os nossos dias, e sendo que não sabemos quem é o "ben guiló" de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, porque talvez ele seja esse “ben guiló”.

Então, vamos fazer sempre essa Mitzvá! (mas que ninguém precise).

Bençãos aparentemente estranhas mas com significado profundo

Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a alma do Adam Harishon e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a alma de Cain que era o primogênito do Adam Harishon.
 
Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai, tentou salvar seu irmão, e assim começou a consertar o pecado de Cain que matou o irmão.
 
O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs. Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma, e por isso Cain matou Hevel.
 
Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.
 
Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel que causou o problema. Ytro traz Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

Benção em forma de Maldição

A Brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a ira não combina com a nossa natureza.
 
Por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza judaica, mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles.
 
Só um pouquinho de ira não justificaria toda essa bronca, um pouquinho de ”guevurá” também pode fazer parte da nossa natureza, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte.
 
A solução para se livrar dessa “ira roubada” também foi dada na Brachá que eles receberam. Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel e assim essa ira desapareceria.
 
Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo. Diz o Rambam que cada um que assumiu essa função de ensinar Torá ao nosso povo hoje é comparado à um Levi da antiguidade.
 
Talvez por isso, nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrenguen (festa de confraternização Chassídica) com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem...) quando vocês saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer! Mas agora que vocês estão todos juntos no mesmo lugar vocês são.... (e falou algo em yidish se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco......) .
 
E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo). Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas em todos os lugares !
 
E esse mês eu me espalhei um pouquinho mais longe, e agora estou no Rio de Janeiro conhecendo essa maravilhosa comunidade judaica.
 
Chegamos aqui na quinta feira passada e o GPS nos levou pelo meio de uma comunidade (mas nesse caso não era uma comunidade judaica, mas simplesmente uma “comunidade”. Em S. Paulo chamam isso de “favela”)
 
Parei em todos os faróis vermelhos (que aqui eles chamam de “sinal”) para não levar uma multa, sendo que o carro da ONG é uma cortesia da Line Life (e as multas e os pontos chegam direto para o nome da Sra. Fernanda Messer que nos patrocina....).
 
Vimos que todos os carros lá passavam correndo no farol vermelho e nós parados! Quando chegamos ao nosso primeiro destino que era o “Lar da velhice israelita” em Jacarepaguá fomos recebidos com muita alegria pelo Sr. Shlomo que estava acompanhando as nossas dez horas de viagem em tempo real e nos disse que a pressão dele só subiu quando entramos na favela (e aí ele precisou até tomar remédio para pressão!)
 
As pessoas da sinagoga já tinham ouvido falar da nossa ONG e nos receberam com muitas honrarias. Um Sr. de quase noventa anos estava cheio de alegria e lágrimas de emoção de poder conversar com a minha filha em Yidish e disse ter bisnetos religiosos em S.Paulo
 
O Shabat foi maravilhoso. No domingo o Sr. Shlomo e a nossa voluntária no Rio de Janeiro Sra. Edna Winter organizaram uma sessão de perguntas e respostas, mas todos estavam tão tímidos que até ficaram com vergonha de fazer perguntas
 
O ambiente estava tão bom que me senti como Yaakov no Egito, até a minha esposa pediu para não me mimar tanto para eu não ficar mal acostumado!
 
Agradeço à toda a comunidade judaica do Rio de Janeiro pelos dias maravilhosos que estão nos proporcionando, ao Sr Shlomo que nos hospedou no “Lar Israelita” , a Sra Mari Mann que está nos hospedando no Botafogo, à todos os que nos proporcionaram esses lindos passeios nos lugares exóticos dessa cidade maravilhosa e à todos vocês que sempre lêem a nossa “Mensagem da Parashá”!
 
Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ

Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à empresa Neeman despachantes aduaneiros à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,à Roger Ades e família, à família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas

Nossos agradecimentos também à Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan, À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont, à à empresa Adar Tecidos , às nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá. Que Hashem dê à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!


Para o horário das velas de Shabat acesse ao site

http://pt.chabad.org/calendar/zmanim_cdo/aid/900177/jewish/Horrio-Halchico.htm    

  (e digite o nome da sua cidade)

Rabino Gloiber
Mesmo viajando sempre rezando por vocês

28 de dez. de 2017

Ultrapassando seu potencial

Ultrapassando seu potencial

Ultrapassando seu potencial"Um fazendeiro possuí
a terras ao longo do litoral. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados, mas a maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em sua fazenda, pois temia as terríveis tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e plantações. Procurando por novos empregados, o fazendeiro recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se mostrou interessado.  
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro, desconfiado.  

- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram - respondeu o pequeno homem.  

Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer. O fazendeiro estava muito satisfeito com o trabalho de seu novo funcionário. Então, certa noite, um vento ruidoso veio anunciando uma forte tempestade que se aproximava. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento do empregado. Sacudiu o pequeno homem e gritou:  
- Levante rápido! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que tudo seja arrastado!   O pequeno homem virou-se na cama e disse tranquilamente:  
- Não, senhor. Eu lhe falei que posso dormir enquanto os ventos sopram.  
Dizendo isso, deitou-se para o outro lado e voltou a dormir. Enfurecido pela resposta descarada, o fazendeiro quis despedi-lo imediatamente, mas se apressou em sair para preparar tudo antes da tempestade. Trataria depois daquele empregado preguiçoso. Porém, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno já tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos estavam bem guardados nos viveiros, as portas estavam muito bem travadas e as janelas estavam bem fechadas e seguras. Tudo estava amarrado e bem preso, nada poderia ser arrastado pela tempestade. Somente então o fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer sobre "dormir enquanto o vento soprava". Aquele não era apenas um bom trabalhador, era bem melhor do que o fazendeiro imaginava".  
Existem trabalhadores que fazem seu trabalho de maneira correta e honesta, mas existem alguns poucos que fazem ainda mais do que é esperado deles. O mesmo vale na vida, pois muitos se esforçam para alcançar seu potencial espiritual, mas há aqueles que conseguem se superar e ultrapassar seus próprios limites.  

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Nesta semana lemos a Parashá Vayechi (literalmente "E viveu"), que conta sobre a morte do nosso último patriarca, Yaacov Avinu. Ele viveu seus últimos anos no Egito, após o reencontro com seu filho Yossef. Antes de falecer, Yaacov falou suas últimas palavras para cada um de seus filhos. Alguns receberam Brachót (Bênçãos), enquanto outros foram repreendidos por algum ato errado ou por algum traço de caráter negativo. Mas talvez a Brachá que mais chama a atenção é a que Yaacov deu a Efraim e Menashé, seus netos, filhos de Yossef. Assim Yaacov disse para eles: "Israel (o povo judeu) será abençoado através de vocês, dizendo: 'Que D'us possa fazer de você como Efraim e Menashé' " (Bereshit 48:20). Esta Brachá de Yaacov é utilizada na noite de Shabat e na véspera de Yom Kipur, quando os pais abençoam seus filhos com estas palavras.
  Porém, esta Brachá de Yaacov desperta um enorme questionamento. Sobre personagens incríveis como Avraham, Ytzchak, Yaacov e Moshé, a Torá se alongou bastante, descrevendo os enormes testes que eles venceram na vida e os traços de caráter desenvolvidos por cada um deles. Já em relação a Efraim e Menashé, a Torá não conta absolutamente nada sobre suas vidas e sobre seus traços de caráter. Então, entre todas as personalidades da Torá e entre todos os personagens ilustres da história do povo judeu, por que justamente Efraim e Menashé foram os escolhidos para serem eternos modelos para os filhos do povo judeu? O que Yaacov percebeu de tão especial neles?
  Explica o Rav Shmuel Hoiminer zt"l (Bielorússia, 1913 - Israel, 1977) que os filhos e netos de Yaacov estiveram sempre perto dele, recebendo uma forte influência espiritual de crescimento e temor a D'us. Quando Yaacov voltou para Israel, saindo da casa de Lavan, seus filhos e netos puderam também estar perto de Ytzchak, um incrível modelo de santidade. Por muitos anos eles puderam viver na Terra de Israel, uma terra sagrada, se dedicando ao estudo da Torá.
  Mas não foi assim com Efraim e Menashé. Diferente dos outros filhos e netos de Yaacov, eles nasceram e cresceram no Egito, uma terra estranha e imersa em impureza espiritual. Eles estavam distantes da sagrada Terra de Israel e da influência positiva dos patriarcas. Além disso, como Yossef era o vice-rei do Egito, um homem extremamente poderoso, em sua casa entravam e saíam constantemente ministros, magos e pessoas importantes. Efraim e Menashé cresceram rodeados de riqueza, poder e luxúria.
  O que se poderia esperar da educação de Efraim e Menashé? O normal seria eles terem se tornado crianças mimadas, acostumadas ao luxo e à ostentação. Rodeados pelas idolatrias e promiscuidades egípcias, dificilmente eles conseguiriam manter a retidão e o temor a D'us. Yaacov, quando escutou que seu filho Yossef havia passado 22 anos no Egito, achou que ele já havia morrido espiritualmente. Porém, quando Yaacov chegou ao Egito, ficou impressionado ao perceber que Efraim e Menashé não haviam sido afetados pela impureza egípcia e nem por todo o materialismo que os cercava. Eles não admiravam o grande império egípcio e não haviam aprendido nenhum dos seus costumes e condutas. Eles haviam sido educados no colo de Yossef, com um incrível temor a D'us, apesar de todas as dificuldades. Certamente não havia sido um caminho repleto de rosas. Sem dúvida eles passaram por muitos testes e se depararam com dificuldades enormes em seu caminho, mas conseguiram vencer e superar todos os obstáculos, se blindando contra qualquer influência negativa egípcia.
  Foi exatamente por este motivo que Yaacov escolheu Efraim e Menashé como modelos de todas as crianças do povo judeu. Pelo seu poder de superação e pela capacidade de vencer as dificuldades sem se deixar influenciar pelos maus exemplos em volta. É uma Brachá importante para todo o povo judeu, em todas as épocas, mas principalmente quando estamos no exílio, cercados de ideias estranhas ao judaísmo e de más influências.
  Porém, de acordo com o Rav Yaacov Wainberg zt"l (EUA, 1923 - 1999), há um entendimento mais profundo nesta Brachá de Yaacov. A esperança de todos os pais é conseguir ver seus filhos tendo sucesso na vida. E o que significa sucesso?
É conseguir completar nosso potencial. Mas Efraim e Menashé fizeram mais do que isso. Eles ultrapassaram seu potencial, eles alcançaram mais do que Yossef esperava deles. As tribos de Israel foram formadas por cada um dos filhos de Yaacov. Porém, Efraim e Menashé, apesar de serem apenas netos de Yaacov, atingiram um status tão elevado quanto o dos filhos de Yaacov, a ponto de cada um deles ter se tornado uma tribo em Israel. Efraim e Menashé tinham seu lugar dentro do acampamento do povo judeu no deserto e receberam suas porções na Terra de Israel, além de várias outras implicações. Tudo isso foi uma consequência de Yaacov, com sua Brachá, ter elevado Efraim e Menashé ao mesmo nível das outras tribos. E foi justamente esta a Brachá que Yaacov quis dar para todo o povo judeu: que não apenas possamos cumprir o nosso objetivo na vida, mas que possamos ultrapassá-lo, como fizeram Efraim e Menashé.
  Infelizmente vivemos muito longe desta realidade. Não apenas não ultrapassamos nossas expectativas espirituais, mas acabamos nem mesmo as alcançando. De acordo com o Zohar, uma das principais fontes místicas judaicas, a alma da pessoa, alguns instantes antes do seu falecimento, dá um grito que pode ser escutado de um extremo do mundo ao outro extremo. O que é este grito, que pode ser ouvido em todos os mundos espirituais? No momento em que a pessoa está pronta para sair deste mundo, D'us mostra para ela uma imagem do que ela deveria ter alcançado durante sua estadia temporária no mundo material. A alma fica desesperada ao perceber a enorme diferença que há entre o que ela deveria ter alcançado e o que ela realmente alcançou. Neste grito amargo, que ecoa em todo o universo, é como se a alma estivesse dizendo: "Pobre de mim, que não cheguei nem perto do meu potencial!".
Por isso, devemos nos inspirar em Efraim e Menashé. Em primeiro lugar, saber que nenhum sucesso espiritual vem sem esforço. E em segundo lugar, lembrar que devemos almejar em nossas vidas alcançar até mais do que o nosso potencial. Se nos esforçarmos muito neste mundo, como fizeram Efraim e Menashé, e não desistirmos diante das dificuldades, poderemos "dormir tranquilamente enquanto os ventos sopram".

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
Day McCarthy protagoniza nova polêmica ao queimar a Bíblia

Day McCarthy protagoniza nova polêmica ao queimar a Bíblia

Day McCarthy protagoniza nova polêmica ao queimar a BíbliaPouco mais de um mês após as ofensas racistas contra Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, a brasileira Day McCarthy voltou a ser assunto nas redes sociais. A polêmica dessa vez envolve religião. No vídeo que circula nas redes sociais, a mulher queima a Bíblia.

''Um salmo para os crentes que falaram que eu não sou filha de Deus, que eu sou uma pessoa do demônio. Vou ler um salmo para vocês'', diz ela no início do vídeo. Em seguida, após ler trecho do Salmo 91, ela rasga e queima o livro. ''Crente merda, crente lixo, queima no inferno suas pestes, capeta'', encerra.
Day McCarthy é conhecida na internet porofender famosos, mas ganhou notoriedade em todo o país após, no fim de novembro, chamar Titi de "macaca, com cabelo de pico de palha e nariz  de preto horrível". Na ocasião, Bruno Gagliaso registrou Boletim de Ocorrênciadenunciando a brasileira, que mora noCanadá.

McCarthy deve responder à Justiça portrês crimes: injúria racial, difamação e injúria. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar o caso.

Confira: 
Holocausto uma nova história

Holocausto uma nova história

Não é fácil tentar basear uma história do Holocausto, ainda que apenas parcialmente, em testemunhos. Desde logo há a relutância em falar. Da parte dos autores (guardas, Kapos, outros ajudantes) por motivos óbvios. Da parte das vítimas, pela dificuldade em reviver memorias extremamente traumáticas. Este obstáculo só começou a ser realmente ultrapassado a partir dos anos 60, mas não tardaram a ouvir-se críticas - nem todas injustificadas, talvez - à chamada "indústria do Holocausto".
Juntamente com o negacionismo propriamente dito, isso terá reforçado a reticência de muitas pessoas, em especial aquelas de que eventualmente ninguém se teria lembrado até então. Laurence Rees há anos faz documentários para a BBC sobre o assunto. Como autor, teve a vantagem de conhecer previamente uma grande quantidade de testemunhas, nem todas do lado das vítimas. Holocausto - Uma Nova História faz uso desse património, que não se limita a enriquecer a narrativa mas lhe dá fôlego. O leitor não pode deixar de constatar como a introdução da voz direta torna a leitura mais fluída que o habitual neste género de obra.
Este livro pode ser oferecido sem reservas tanto a um jovem interessado em saber mais como a um amador já relativamente familiar com o assunto. A um certo nível, é um relato convencional. Examina as origens históricas e intelectuais do antisemitismo, a evolução dele em Hitler, a conjuntura alemã que permitiu a ascensão surpreendentemente rápida dos nazis. Uma vez chegados ao poder, eles não tardaram a cumprir o seu 'programa', de forma gradual mas determinada. Contudo, o progresso e os modos concretos de realização foram tudo menos lineares, devendo bastante aos acidentes da guerra, e em especial à entrada nela dos EUA, que reforçou a ideia de que o tempo urgia e era preciso acelerar o horror.
Não faltando aqui nada de essencial sobre o tema, há uma grande quantidade de pormenores adicionais, de natureza pessoal mas não só. Algumas distinções entre países parecem tristemente relevantes. Enquanto na Dinamarca muitos judeus foram avisados do que os esperava e conseguiram refúgio em casa de outros cidadãos (e em Itália, como se sabe, o regime de Mussolini não deportou judeus italianos), em Franca a situação foi outra, e na Holanda a eficiência administrativa levou a que uma larga maioria dos judeus fosse efetivamente entregue aos seus carrascos.
"Os funcionários públicos holandeses desempenharam um papel crucial. A maioria decidiu ajudar os alemães na administração do pais de modo profissional e diligente", escreve Rees. "A eficiência com que facilitaram o desejo alemão de um registo individual de todos os judeus, a partir de 1941, continua a ser impressionante. Este sistema detalhado de registo provaria ser de grande valia aos nazis no momento da deportação dos judeus holandeses para os campos de extermínio".
Quanto ao que acontecia nestes últimos, Rees não é mais nem menos detalhado do que outros autores que têm escrito sobre o assunto. Curiosamente, o testemunho direto alivia por vezes a narrativa, quanto mais não seja porque o humano tem sempre algo de inesperado. Quem diria que um jovem evadido de Sobibór seria acolhido por um agricultor que o deixou ficar na quinta "desde que fingisse ser um polaco não judeu e tomasse conta das vacas".
Futura estação de trem em Jerusalém já tem nome: Donald Trump

Futura estação de trem em Jerusalém já tem nome: Donald Trump

Futura estação de trem em Jerusalém já tem nome: Donald TrumpIsrael dará o nome de Donald Trump à estação de trem que será construída perto do Muro das Lamentações, importante lugar do judaísmo situado na Cidade Antiga de Jerusalém Oriental. O anúncio foi feito pelo ministro israelense dos Transportes, Israel Katz.
Na terça-feira (26), o ministro decidiu estender até o bairro judeu na Cidade Antiga a futura linha de alta velocidade entre Tel-Aviv e Jerusalém, além de estabelecer uma estação próxima do Muro das Lamentações, informou comunicado oficial divulgado nesta quarta.
Essa parada se chamará “Donald John Trump” por “sua decisão histórica e corajosa de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel e de sua contribuição ao reforço do status de Jerusalém como capital do povo judeu e do Estado de Israel”.
Com 56 quilômetros de extensão, a nova linha de trem deve ligar as duas principais cidades do país em 2018, cobrindo o trajeto em menos de meia hora. O custo dessa linha, que atenderá, ainda, a cidade de Modiin e o aeroporto Ben Gourion, é estimado em 7 bilhões de shekels (1,69 bilhão de euros), segundo o Ministério.

Relembre

Em 6 de dezembro, Trump rompeu, de forma unilateral, uma política externa há décadas estabelecida nos EUA e na comunidade internacional, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
A decisão provocou ampla condenação internacional e deflagrou episódios de violência que levaram à morte de 12 palestinos nos territórios. Já a classe política israelense comemorou o “histórico” anúncio.
Para a ONU, o status de Jerusalém – uma das questões mais espinhosas do conflito – deve ser acertado por uma negociação entre israelenses e palestinos. Essa posição foi reforçada na semana passada após uma votação quase unânime na Assembleia Geral da ONU, quando 128 países-membros aprovaram a resolução da entidade sobre a cidade.
Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental, anexada e ocupada por Israel, como a capital de seu próprio Estado, enquanto Israel proclama Jerusalém como sua capital “indivisível”.
O Muro das Lamentações fica no bairro judeu da Cidade Velha, no plano inferior da Esplanada das Mesquitas. A Esplanada é o terceiro lugar santo do Islã e o local mais sagrado para os judeus, que o reverenciam sob o nome de Monte do Templo.
Autor: EXAME
Fonte: EXAME
Mais de dez países consideram seguir exemplo dos EUA e mudar suas embaixadas para Jerusalém

Mais de dez países consideram seguir exemplo dos EUA e mudar suas embaixadas para Jerusalém

Mais de dez países consideram seguir exemplo dos EUA e mudar suas embaixadas para Jerusalém
Nikki Haley, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas,
 fala durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU,
 na sede da organização em Nova York, em 29 de novembro de 2017
(Drew Angerer/Getty Images)
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que está em contato com mais de dez países que estão considerando mudar suas embaixadas para Jerusalém.
A notícia vem depois que o presidente estadunidense Donald Trump anunciou no início deste mês que os Estados Unidos reconheceriam oficialmente Jerusalém como a capital de Israel e moveriam sua embaixada para lá.
O movimento é exigido sob a lei dos EUA desde 1995, mas foi repetidamente adiado pelos presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama.
Trump disse que estão sendo feitos preparativos, como o projeto de uma nova embaixada. Não está claro quando exatamente a embaixada se mudará de Tel Aviv para Jerusalém.
Na semana passada, a Guatemala anunciou que decidiu transferir sua embaixada para Jerusalém, o primeiro país a fazer isso após o anúncio de Trump.
Tzipi Hotovely, o vice-ministro das relações exteriores de Israel, disse à rádio pública israelense Kan Bet que mais de dez países estavam considerando fazer uma mudança semelhante, mas ele se recusou a identificar quais países.
Times of Israel informou que o chefe do parlamento da Romênia, Liviu Dragnea, disse que o país também deveria “considerar seriamente” mover sua embaixada para Jerusalém.
A Guatemala também foi uma das nove nações que votaram contra uma resolução não vinculativa das Nações Unidas que se opôs à decisão dos EUA de mudar sua embaixada para Jerusalém.
Os Estados Unidos condenaram o resultado da votação e o presidente Trump disse que lembraria o nome dos países que votaram em favor da resolução.
Entre os que apoiaram a controversa resolução estão alguns aliados dos EUA, como o Reino Unido e a Alemanha.
“A decisão do presidente reflete a vontade do povo americano e o nosso direito como uma nação para escolher a localização da nossa embaixada”, disse Nikki Haley, a embaixadora dos EUA na ONU, antes da votação.
“Os Estados Unidos se lembrarão deste dia em que foi alvo de ataque na Assembleia Geral pelo próprio ato de exercer nosso direito como uma nação soberana”, disse ela.

A resolução foi aprovada com 128 países votando a favor, nove países votaram contra e houve 35 abstenções.
Os Estados Unidos fazem a maior contribuição para o orçamento anual da ONU, tendo fornecido US$ 594 milhões em 2016, ou 22%.
No total, os Estados Unidos contribuem anualmente com US$ 3 bilhões para a ONU, incluindo o orçamento anual e outros itens, como o financiamento de missões de manutenção da paz.
Em 26 de dezembro, Haley anunciou um corte de US$ 285 milhões na contribuição dos Estados Unidos para o orçamento operacional da ONU.

26 de dez. de 2017

Por que os judeus são tão unidos?

Por que os judeus são tão unidos?

Por que os judeus são tão unidos?

Muitas vezes ouvimos o seguinte na vida cotidiana: "Os judeus estão tão unidos"

Verdadeiro ou falso?
A simples menção da palavra unidade nos leva inexoravelmente a pensar em uma integridade na qual a divisão ou o desmembramento não é possível sem modificar sua própria essência. O judaísmo sem unidade não só enfraquece, mas perde seus centros de referência e, inexoravelmente, se afasta de sua própria natureza.

A unidade nos avisa sobre o Lashon Hara ou fala mal ou desdenhosamente sobre o nosso vizinho, cara a cara, nas reuniões, nas redes sociais, nas comunicações telefônicas, nos e-mails e nas declarações nos meios de comunicação. E ainda mais do Hotzaat shem ra que é uma difamação para outra pessoa usando mentiras e calúnias, considerado muito mais grave do que o Lashon Hara.

A unidade precisa da participação ativa na vida democrática das diversas correntes do pensamento e de todos os setores com diferentes pontos de vista em seu tempo histórico e sua realidade social.

A unidade exige o pluralismo e o pensamento democrático que garantem a existência de diferentes posições e pensamentos ideológicos que não colidem e que se complementam em harmonia.

Hoje, mais do que nunca, o judaísmo deve unir-se em torno de sua fé ancestral, seus valores éticos, seus vínculos irrevogáveis ​​com o Estado de Israel, a fim de serem plenamente realizados como judeus, mas ao mesmo tempo serem cidadãos cheios e orgulhosos do país em que vivemos e para assumir ativamente todos os desafios que a sociedade de que somos parte exigiremos e estamos imersos de maneira indissolutiva.

O rabino Abraham Kook opinou que: "Quem disse que minha alma está rasgada, falou bem. Sem dúvida, ela está rasgada. Não podemos imaginar uma pessoa cuja alma não está rasgada. Somente um objeto inanimado pode ser inteiro. Um ser humano está cheio de aspirações em conflito, e uma guerra se agarra internamente dentro dele continuamente. A verdadeira missão do homem é fundir os fragmentos quebrados de sua alma por meio de um conceito totalmente inclusivo, uma ideia cuja magnitude e eminência abraçam tudo o mais, trazendo a sua total harmonia”.

Nossa verdadeira missão é unir esses fragmentos que podem vir a ser produzidos, através de uma unidade completamente inclusiva.

Eu acredito firmemente que a única resposta natural possível a esses momentos complexos nos quais nossos dias passam é hoje mais do que nunca: Unidade e Inclusão no Judaísmo.

"Se o Segundo Templo foi destruído por um ódio gratuito, o Terceiro Templo só pode ser construído através do amor gratuito." Por Rab. Abraham Yitzchak HaCohen Kuk. (Grande rabino de Israel no início do século XX).

Guido Maisuls
Serviço judaico de opinião e pesquisa jornalística





Luz Infinita

Luz Infinita

Luz InfinitaUma luz forte faz mal aos olhos.  Uma luz intensa queima e destrói a retina.  Um corpo imenso de luz mandará tudo pelos ares, transformando moléculas em átomos, átomos em partículas, partículas em energia.
Uma luz infinita, no entanto, não tem fronteiras.  Pode ir a qualquer lugar e entrar onde quiser.  Nada pode dizer ao infinito, ‘não consigo lhe aguentar! Você é forte demais para mim!’ – pois se fosse assim, seria uma limitação para o infinito.
É desta forma que os Cabalistas se referem a D’us – Luz Infinita!
Nenhum lugar é pequeno, nenhum momento é insignificante, para a Luz Infinita entrar.
Halachot sobre a recitação da Amidá em viagens

Halachot sobre a recitação da Amidá em viagens

Halachot sobre a recitação da Amidá em viagensHalachá Diária, por Kolel Rio
Uma pessoa doente, que não pode ficar de pé, pode rezar sentada e que, mesmo quando se reza sentado, deve-se tomar cuidado para manter as pernas unidas, e se curvar nos trechos da Amidá (Grande Oração) em que se faz o mesmo, quando se está de pé. Esta é a regra para quem está viajando de carro e está prestes a perder a hora da Amidá. O ideal é pedir ao motorista que pare o carro para que se possa fazer a Amidá de pé, num local seguro, com calma, à beira da estrada.
Se a pessoa estiver muito atrasada, e parar o carro a fará ficar preocupada durante a sua oração, causando desconcentração ou a recitação da Amidá com pressa, deve rezar sentada como explicamos, para que tenha a devida Kavaná (intenção ou concentração). Caso a pessoa seja o próprio motorista é terminantemente proibido que ela reze enquanto dirige, já que este procedimento é arriscado.
Ainda sobre a recitação da Amidá (Grande Oração) em uma viagem, quando a pessoa estiver em um ônibus, trem ou avião, se houver espaço para ficar de pé de forma confortável e tranquila, para si e para os demais ao seu redor, podendo ter a devida Kavaná (intenção ou concentração), deve-se fazê-la de pé. Se não houver condições, e a Amidá for recitada com preocupação ou incômodo – para si ou para os demais –, deve-se rezar sentado, tomando cuidado para manter as pernas unidas e se curvar, conforme explicamos anteriormente. No avião, em geral, há pouco espaço e deve-se ter o máximo de cuidado para não incomodar os passageiros e/ou atrapalhar o trabalho dos tripulantes, portanto, em caso de dúvida, deve-se rezar toda a Tefilá (e, portanto, também a Amidá) sentado.

Os três passos antes da Amidá

Os três passos antes da Amidá (Grande Oração). Os passos para trás e para frente devem se encerrar antes do fechamento da bênção "Gaal Israel". Ou seja, a pessoa deve recitar as palavras "Gaal Israel" já na posição onde fará a Amidá, com os pés juntos, pronto para iniciá-la. Devemos lembrar que é terminantemente proibido demorar ou interromper a sequência - que deve ser contínua e imediata - entre a bênção "Gaal Israel" e o início da Amidá. Por isso, deve-se cuidar para que os três passos para frente tenham se encerrado um ou dois segundos antes de se recitar as palavras "Gaal Israel", ao fim da bênção. Em outras palavras, a pessoa deve iniciar os 3 passos para frente quando está recitando o trecho "Veneemar Goaleinu Hashem Tzevakot (...)"

Rezar durante uma viagem

Em uma viagem, quando a pessoa estiver em um ônibus, trem ou avião, se não houver condições, a pessoa pode recitar da Amidá (Grande Oração) sentada, para que tenha a devida Kavaná (intenção ou concentração). Se, em sua viagem, a pessoa perceber que haverá tempo para fazer a Amidá no destino, no horário correto pela Halachá e a tempo de rezar com calma, deve esperar para recitá-la ao chegar lá.
Caso constate que não haverá tempo, a pessoa deve rezar durante a viagem, nas condições que expusemos anteriormente, isto é, de pé: se não atrapalhar sua Kavaná ou incomodar as pessoas; sentada: se esses limitadores existirem.

Passos para trás ao fim da Amidá

No Talmud, consta: melhor que não tivesse rezado aquele que rezou a Amidá e não a encerrou com os três passos para trás. Esse rigor justifica-se, de acordo com os Sábios, pelo fato desse procedimento – não se “despedir” adequadamente – indicar que a pessoa não tem a correta noção de que estava diante do Rei do universo, fazendo com que sua oração tenha adquirido um aspecto de desprezo ou desrespeito. Por isso, deve-se dar os três passos para trás. Deve-se mover a perna esquerda – a perna mais fraca – primeiro, representando a dificuldade desta separação. Em seguida, a direita e novamente a esquerda, até que a pessoa fique de novo com os dois pés juntos. Cada passo deve ter o cumprimento de aproximadamente um pé inteiro, pois passos muito menores não são considerados passos. É preciso que sejam exatamente três, nem mais nem menos.
Israel mantém contato com 10 países sobre embaixadas em Jerusalém

Israel mantém contato com 10 países sobre embaixadas em Jerusalém

Israel mantém contato com 10 países sobre embaixadas em Jerusalém
 Tzipi Hotovely

Movimento acontece após os Estados Unidos terem reconhecido a cidade como capital do Estado hebreu.
Israel está em contato com "ao menos dez países" sobre a possibilidade de transferência de suas embaixadas para Jerusalém, após os Estados Unidos reconhecerem a cidade como a capital do Estado hebreu, informou nesta segunda-feira (25) a vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely.
"Estamos em contato com ao menos 10 países, alguns da Europa", para abordar o tema da transferência de suas embaixadas para Jerusalém.

No domingo, a Guatemala anunciou a transferência de sua embaixada para Jerusalém, uma decisão qualificada de "vergonhosa" pelos palestinos.

Hotovely acrescentou que o reconhecimento do presidente americano, Donald Trump, provocará "uma onda" de transferências. "Agora estamos apenas no início".

Israel considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital indivisível, enquanto os palestinos veem a parte oriental como capital de seu futuro estado.
No momento, todos os países mantêm suas sedes diplomáticas em Israel na cidade de Tel Aviv.
Israel determina deportação de dois turcos após prisões em Jerusalém

Israel determina deportação de dois turcos após prisões em Jerusalém

Israel determina deportação de dois turcos após prisões em JerusalémIsrael  determinou a deportação de dois dos três turcos que foram presos durante protestos de palestinos na semana passada, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira.
Os três foram presos na sexta-feira por suspeita de atacarem a polícia israelense perto da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, que os palestinos veem como a capital de seu futuro Estado. Um tribunal israelense os libertou sem apresentar acusações no sábado.
Uma porta-voz do Ministério do Interior disse que um dos homens deve ser deportado no final desta segunda e o outro no sábado. Ela disse que ambos entraram em Israel com passaportes belgas.
A polícia israelense descreveu os três homens como turistas turcos.

A porta-voz do Ministério do Interior disse não ter informações sobre o terceiro turco que foi preso no caso.

Neonazista mata pais da namorada nos EUA

Neonazista mata pais da namorada nos EUA

Casal Scott e Buckley Fricker: eles forma mortos pelo
namorado da filha após tentarem impedir
 o relacionamento (YouTube/Divulgação)


Casal é morto ao tentar impedir namoro de filha com neonazista
Scott e Buckley Fricker surpreenderam a filha e o namorado e, ao tentarem expulsá-lo de casa, foram mortos a tiros pelo menino de 17 anos.

– A sexta-feira dia 23 de dezembro foi de terror na casa de uma família de classe média alta na cidade de Reston, Virginia (EUA). Ao surpreenderem a filha com o namorado no seu quarto naquela manhã, Scott e Buckley Fricker, 48 e 43 anos, foram mortos a tiros pelo jovem de 17 anos, que em seguida tentou tirar a própria vida.

Para a família Fricker, as visões extremistas do jovem estariam por trás das razões que resultaram no crime. Segundo o jornal americano The Washington Post, os pais da menina de 16 anos estavam preocupados com o relacionamento que começou em junho, já que viram manifestações antissemitas, homofóbicas e racistas publicadas pelo garoto nas redes sociais. Acreditavam que ele poderia ter visões neonazistas e temiam que sua filha pudesse estar sendo radicalizada.

Scott e Buckley chegaram até a entrar em contato com a escola na qual ambos os jovens estudam para alertar a diretoria sobre o que viram nas redes sociais do adolescente. “Ele está espalhando ódio”, disseram em um e-mail. Há alguns dias, acreditavam ter convencido a menina a terminar o namoro e a mãe até disse para uma amiga que “o neonazista está fora de nossas vidas”.

A história, no entanto, não havia chegado ao fim. De acordo com o jornal The New York Times, ao ouvirem um barulho no quarto da filha, Scott e Buckley encontraram o garoto. Scott teria tentado expulsá-lo de casa, pedindo que ele saísse de suas vidas. O garoto então sacou uma arma, atirou contra os dois e depois contra si.


A família do garoto, cuja identidade não foi revelada pela polícia, se recusou a falar com a imprensa. De acordo com informações das autoridades locais, ele está internado em estado grave e, além das vítimas e do autor dos disparos, a casa estava ocupada por mais quatro pessoas, mas ninguém mais se feriu.