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    O poder de louvar

    O poder de louvarDiz-se que os esquimós têm cinquenta palavras para neve. Não estou certo disso, mas isso eu sei: que o hebraico tem muitas, muitas palavras para louvor. Lehodot, lehallel, leshabeach, lefa’er, leromem, lehader, levarech, le’aleh, ulekales, e outras. Mas assim como os esquimós vivem no meio da neve, ser judeu é viver em meio ao louvor a D'us. É nosso elemento, o ar que nosso espírito respira, a música que a alma judaica entoa. Damos ao idioma a palavra haleluya, “Louvor a D'us”, e o Livro dos Salmos permanece como a mais linda poesia de louvor jamais escrita.
    A prece judaica sempre começa com louvor. Toma diferentes formas em serviços diferentes, mas está sempre ali antes de qualquer outra coisa. Por que? Por causa dos maus dias em que podemos ser distraídos por preocupação, deprimidos pela ansiedade, tomados pelo medo. Entramos em nós mesmos, como se estivéssemos fechados numa sala pequena, sem ar, incapazes de ver a luz do sol ou respirar o ar livre. Sou a última pessoa no mundo a minimizar a seriedade da depressão. Junto com Simon e Garfunkel, sei o que é cantar: “Hello darkness my old friend...” – “Alô, escuridão, minha velha amiga.”
    É por isso que a prece é tão importante. Diz: não olhe para dentro, olhe para fora. Não olhe para baixo, olhe para cima. O mundo está repleto de luz, disseram os místicos judeus, se apenas soubermos como abrir nossos olhos...
    Os salmos são uma sinfonia de louvor. Ouça isso do salmo 148: “Louve o Eterno dos céus, louve-O nas Alturas. Louve a Ele, todos Seus anjos, louve a Ele, todas Suas hostes. Louve a Ele, sol e lua, louve a Ele, todas as estrelas brilhantes. Louve a Ele, os mais altos dos céus e as águas acima dos céus.”
    E isso do salmo 150: “Louve a Ele com a harpa e a lira; Louve a Ele com o pandeiro e dança, louve a Ele com cordas e flauta… Que tudo que respira louve o Eterno. Haleluya!”
    Esses salmos dizem: veja a glória da criação. Olhe para a beleza que lhe cerca. Ouça o canto de um pássaro. Olhe cuidadosamente a beleza de uma árvore, suas folhas tremulando com a brisa. Pause e inale o puro milagre de existir. Lembre a si mesmo, lentamente, gentilmente: Eu estou aqui. O universo está aqui. Eu estou vivo. Sou livre. Sou capaz de amar e ser amado. E louvarei a força que fez tudo isso e me permitiu estar aqui para poder enxergar e agradecer.
    Então sinta a impaciência diminuir, o nervosismo cessar, o pulso baixar, e conheça por um momento a pura bênção de ser. Tudo que você precisa para a felicidade você já tem. Está ali, esperando ser descoberto, nos locais secretos da alma. Louvor é onde a jornada para a felicidade começa.
    Entre minhas linhas de poesia favoritas estão as palavras de W. H. Auden sobre o poder da imaginação de nos liberar de emoção negativa:
    No deserto do coração
    Deixe a fonte da cura começar.
    Na prisão de seus dias
    Ensine o homem livre a louvar.

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