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    O ano hebreu e seus dias significativos

    O ano hebreu e seus dias significativosO Livro do Conhecimento Judaico (versão em língua portuguesa do Sefer Hatodaá) ilumina as variadas fases do calendário judaico: os seus dias de festa e os de jejum, os de alegria e os de tristeza; os significados de suas leis de observância, além de um manancial de comentários do Midrash e de ideias inspiradoras de sábios antigos e contemporâneos.

    Escrito há mais de 50 anos e publicado em inglês vários anos depois, o Sefer Hatodaá transformou-se rapidamente numa obra extremamente popular e essencial para todos os lares judaicos, explorando a amplitude e profundeza de nossa gloriosa tradição e herança. Ele capturou os corações dos ortodoxos e dos recém-chegados à ortodoxia por igual, como um livro de ensino e de aprendizado, um livro para ser lido em voz alta na mesa do Shabat ao longo do ano todo, um livro para servir de inspiração às famílias judaicas em todos os lugares e em todas as ocasiões.

    O autor, Rabino Eliyahu Kitov zt"l, foi um dos escritores religiosos israelenses mais aclamados da história. Os seus livros a respeito do modo de vida judaico e do movimento chassídico tiveram imenso sucesso no mercado editorial. A publicação desta inédita versão em português comemora o seu 40º iortsait (aniversário de falecimento). 

    TISHREI

    1. Rosh Hashaná

    21   O mês de Tishrei 
    22   O 1º de Tishrei 
    22   Dia de ocultação
    23   Dia de começos
    23   Os dois dias de Rosh Hashaná 
    25   O Dia do Julgamento 
    25   Pesando os pecados e os méritos 
    26   O que significa "Dia do Julgamento"?
    27   Um dia festivo - sem recitação da prece de Halêl 
    28   A primeira noite de Rosh Hashaná 
    29   A leitura da Torá no Rosh Hashaná 
    30   O toque do shofar 
    31   Escutando o toque do shofar 
    32   100 toques
    32   Como certa vez o Satã foi confundido 
    33   Shofar - a  última linha de defesa
    33   As bênçãos sobre os toques do shofar
    35   Versículos que evocam compaixão 
    35   Shofar - um meio para refinar as nossas ações 
    36   A proibição de tocar o shofar no Shabat 
    36   Quando se deve tocar o shofar  
    37   Inscreva-nos para a vida 
    37   A prece de amidá dos Dias de Reverência 
    39   Malchuiót, Zichronót e Shofarót 
    39   Dez afirmações, dez mandamentos e dez louvores 
    40   Ele se lembra de tudo o que foi esquecido 
    40   Rosh Chódesh não  é  mencionado
    41  A recitação de Mussáf em um momento de compaixão Divina 
    41   O poema litúrgico de Unetanê tokef 
    42   Haiom harát olám
    44   Dormir no dia de Rosh Hashaná 
    44   Minchá e tashlích  
    45   O segundo dia de Rosh Hashaná
    45   Eruv tavshilín

     2. Os Dez Dias de Arrependimento

    47   Tsom Guedaliá: O Jejum de Gedalias
    48   Entre Rosh Hashaná e Iom Kipúr
    48   Os Dez Dias de Arrependimento
    49   Orações dos Dez Dias de Arrependimento
    50   Teshuvá: arrependimento
    51   Verdade e paz
    51   As bases do arrependimento
    52   Abandonando o pecado
    52   O poder do arrependimento
    54   Entre o homem e seu semelhante
    55   Os filhos proporcionam méritos aos pais
    56   A prece das crianças
    56   Shabat Shuvá
    57   Retorna, ó Israel

    3. Iom Kipúr 

    59   O costume de Caparót
    60   As preces da véspera de Iom Kipúr
    60   Caridade na véspera de Iom Kipúr
    61   Comida na véspera de Iom Kipúr
    62   Imersão em um Micvê
    62   A refeição que antecede o jejum
    63   Cinco aflições no Iom Kipúr
    63   Reflexões sobre o arrependimento
    68   Vestir roupas brancas
    68   A Tefilá Zacá
    69   Col Nidrê
    72   A canção dos anjos - em voz alta
    72   A confissão no Iom Kipúr
    74   Como as cortinas de Salomão
    74   A leitura da Torá no Iom Kipúr
    75   Yizcor - o serviço de recordação
    76   Quem não precisa jejuar
    77   O serviço no Templo de Jerusalém
    77   Assistindo ao serviço do sumo sacerdote
    80   Embora amontoados, eles se prostravam comodamente
    81   Um relato contemporâneo
    82   E agora que o Templo de Jerusalém não está mais em pé...
    83   O nome Divino surge da boca do sumo sacerdote 
    83   Prostrar-se na prece de alênu e na confissão
    84   Neilá - o fechamento dos portões 

    4. Sucót

    87   Entre Iom Kipúr e Sucót
    87   A festa de Sucót
    88   O segundo dia de Iom Tov celebrado fora da Terra de Israel
    88   As mitsvót da festa
    90   A mitsvá da sucá
    91   Sucót e não casas
    93   Sucót em Tishrei e não em Nissán
    94   Como nos dias do Êxodo do Egito
    95   Construindo a sucá
    96   As medidas da sucá
    97   Embelezando a sucá
    98   Estabelecendo a sucá como moradia

    5. O Primeiro Dia de Sucót

    101  Acendendo as velas da festa
    101  As bênçãos da festa
    102  Ao amparo da fé
    103  Convidados ilustres
    104  Ushpizín - Os pastores do povo de Israel
    105  Ushpizín - Os pastores do mundo inteiro
    106  Convidados corpóreos
    107  Dar aos pobres é dar aos ushpizín
    107  Quatro e quatro
    107  A fé do rico e e a fé do pobre

    6. As Quatro Espécies

    109  As Quatro Espécies
    110  Como cumprir a mitsvá das Quatro Espécies e que bênçãos recitar
    111  Embelezando a mitsvá das Quatro Espécies
    114  Quando as Quatro Espécies não devem ser usadas
    115  Naanuím: a movimentação das Quatro Espécies
    115  Tornando a mitsvá preciosa
    117  Embelezando a mitsvá e não a si mesmo
    118   A maneira adequada de cumprir uma mitsvá
    118  As Quatro Espécies e os quatro tipos de judeus
    118  "Todos os meus ossos proclamarão"

    7. Chol Hamoêd

    121  Nissuch hamáim - a libação da água
    121  Simchát Bet Hashoevá
    123  Alegria e honra 
    123  A alegria de aderir a Deus
    125  Os 70 novilhos oferecidos como sacrifícios
    126  Ismael e Esaú
    127  "E tu te alegrarás na tua festa?"
    127  A observância de Iom Tov
    129  Alegria espiritual no lugar de alegria física
    129  Diferenças entre Shabat e Iom Tov
    130  Chol hamoêd
    132  O Shabat de chol hamoêd

    8. Hoshaná Rabá e Sheminí Atséret

    133  Hoshaná Rabá
    134  A essência do dia
    136  Só preces
    136  A Aravá
    137  Antes de escurecer
    137  Sheminí Atséret
    138  Única em seu sacrifício
    138  A prece pela chuva
    139  Guevurót gueshamím
    140  Mashív haruach umoríd haguéshem
    140  Simchat Torá
    141  Conclusão da Torá
    142  Acima do tempo
    143  Entre Deus e homem 
    143  Costumes
    144  A Torá sempre nova
    144  Isru chag
    145  Bircát Hachódesh - a bênção do novo mês
    146  Shabat Bereshít

    ROSH CHÓDESH

    9. Rosh Chódesh

    149  Rosh Chódesh
    150  Uma lei recebida por Moisés no Sinai
    151  A primeira consagração
    152  Este mês será para vós
    152  Trabalhar no Rosh Chódesh
    153  A observância de Rosh Chódesh
    154  A leitura da Torá e a reza de Mussáf
    154  O cálculo do novilúnio 
    156  O ciclo de 19 anos
    156  Dois dias de Rosh Chódesh
    157  Meses completos e meses incompletos
    157  Rosh Chódesh e o povo de Israel
    158  Iom Kipúr Catán

    CHESHVÁN

     10. O mês de Cheshván

    161  O Rosh Chódesh do mês de Cheshván
    161  Mar Cheshván
    162  Kidush Levaná - a consagração da lua nova
    163  Dando boas-vindas à Shechiná
    164  Como é feita a consagração da lua nova
    165  Os jejuns de Bahab
    166  Pedindo chuvas
    167  Chovendo na hora certa
    167  Um tesouro aberto
    169  A fé conduz à fé
    170  A morte de nossa matriarca Rachel

    KISLÊV

    11. O mês de Kislêv
    173  O mês de Kislêv
    173  Chanucá
    174  O que pode ser usado para o acendimento das chamas de Chanucá
    174  Como acender as chamas de Chanucá
    175  Onde devem ser acendidas
    176  Quando devem ser aceacendidas
    177  Quem deve acendê-las
    177  Outras leis de Chanucá
    178  Costumes de Chanucá
    179  Um dia propício para inauguração e grandeza
    180  Alusões da Torá à festa de Chanucá
    180  Por que Chanucá dura oito dias?
    182  Pureza em meio à profanação
    182  Por que o Talmud só menciona o milagre do azeite
    183  As chamas de Chanucá são  queridas
    185  O julgamento Divino não toma partido de ninguém
    186  A batalha entre pureza e impureza
    187  O domínio da Grécia
    188  Quando a beleza se torna desagradável
    189  O helenismo
    190  O milagre da rebelião
    190  Medida por medida
    191  A diferença entre Chanucá e Purim
    193  Reflexões sobre Chanucá
    196  Zót Chanucá
    196  Chanucá e Purim
    197  Somos todos iguais em Chanucá e Purim

    TEVÊT

    12. O mês de Tevêt

    201  O mês de Tevêt
    202  Mês de amargura
    202  A tradução dos setenta
    202  Um ato de Deus
    203  Alterações na tradução
    204  Os seis dias de jejum
    205  Assará Betevét - O dia 10 de Tevêt
    207  Sitiados e correndo perigo 
    207  Jejuar para corrigir os pecados
    208  Exílio temporário
    209  Leis do jejum
    210  Jejuns públicos e jejuns individuais
    212  Dias em que muitos jejuam
    213  Shovavím Tat

    SHEVÁT

    13. O mês de Shevát

    217  O mês de Shevát
    217   Shabat Shirá
    219   O cântico de toda a criação, da boca do  povo de Israel
    219   Gratidão
    220   Tu Bishvát
    221   Um Rosh Hashaná em dia comum
    222   Orando por um belo etróg
    222   Leis das bênçãos sobre frutas
    224   As qualidades da Terra de Israel
    227   Uma terra que emana leite e mel
    228   Na época da redenção final
    228   A leitura da Torá
    229   As "Quatro Porções"
    229   Intervalos entre as "Quatro Porções"
    230   Parashat Shecalím
    231   Shabat Shecalím na sinagoga
    231   Antecipando o remédio à doença
    232   Exatamente meio shékel
    233   Um pequeno resgate por uma enorme expiação
    234   Uma moeda de fogo
    235   A unidade de Israel
    235   O grande desejo de cumprir uma mitsvá

    ADAR

    14. O mês de Adar

    239   O mês de Adar
    239   Quando o mês de Adar começa a alegria se intensifica
    239   7 de Adar
    240   Esperar pela salvação
    241   Temer o julgamento Divino
    241   Seleções do Midrash acerca do nascimento de Moisés
    242   Seleções do Midrash acerca da morte de Moisés
    249   Costumes de 7 de Adar
    249   O alcance do julgamento Divino

    15. Amalêc

    251   Parashat Zachór
    252   Amalêc
    253   O ódio permanente de Amalêc
    254   A primeira das nações
    255   Os primeiros
    255   "E Amalêc veio"
    256   A fonte do poder de Amalêc: Refidím
    259   Idolatria no acampamento de Israel
    260   "Recorda-te do que te fez Amalêc"
    261   "Quando o Eterno te der descanso de todos os teus inimigos"
    261   O ódio como mitsvá
    262   Amalêc nos ensinamentos dos nossos sábios
    263   O Dia de Trajano

    16. Purim

    265   Dia de mobilização - dia de jejum
    265   O Jejum de Ester
    266   O meio shékel
    266   O Dia de Nicanor
    267   Os dias de Purim
    268   Os preceitos do dia
    268   O Purim de três dias
    269   A leitura da Meguilá
    270   As bênçãos recitadas sobre a Meguilá
    272   Seleção de comentários dos sábios sobre a Meguilát Ester
    275   A carta de Haman aos povos
    277   Haman e os estudantes
    277   Três versículos - três guerras
    277   A prece de Mordechai
    278   Os choros dos cordeiros
    278   A prece de Ester
    279   Ester entra no pátio interno
    279   O conselho de Zéresh
    280   A forca de Haman
    280   O rei não conseguiu adormecer
    281   O sonho de Achashverosh e sua interpretação
    285   Banquete e regozijo
    286   O significado do banquete de Purim
    287   Até não conseguir diferenciar
    289   Por que nos fantasiamos em Purim
    290   Al Hanissím
    290   Dar presentes aos pobres - Matanót Laevioním
    291   Enviar porções de alimentos - Mishloach Manót
    292   Amor e unidade, um escudo contra Amalêc
    292   Humildade e gratidão
    292   Alusões da Torá à festa de Purim
    293   Iom Kipúr - Um dia como Purim
    293   Purim e a Meguilá jamais serão abolidos

    17. O Fim do Mês

    295   A necessidade pública
    296   20 de Adar
    298   Parashat Pará
    298   A pará adumá (vaca vermelha)
    301   Dias de consagração 
    301   O segundo Adar

    NISSÁN

    18. O mês de Nissán

    305   Parashat Hachódesh
    305   Estima pública
    306   Alguns ditos dos nossos sábios sobre a Parashat Hachódesh
    307   Um mês que é todo redenção
    308   O começo e o primeiro
    309   Interpretações dos comentaristas sobre Parashat Hachódesh
    310   A suspensão da ordem natural
    310   O mês de Nissán
    311   Contando Nissán como o primeiro mês
    312   Dias de celebração
    312   Bircát Hailanót - A bênção das árvores frutíferas
    313   Bircát Hachamá - A bênção do Sol
    314   O ciclo solar
    315   1º de Nissán
    316   Um Ano-Novo em cinco aspectos
    316   Um jejum para os justos
    317   Uma parábola
    318   Nos dias de Ezrá e Neemias
    319   Alguns costumes praticados nos primeiros dias de Nissán
    320   Maót Chitím (Kimcha Depischa)
    321   Um costume e sua origem

    19. O Grande Shabat

    323   Shabat Hagadól
    324   Comemorando no Shabat e não no dia 10 de Nissán
    325   Outras razões para o nome de Shabat Hagadól
    326   A haftará do Shabat Hagadól
    327   Outros costumes do Shabat Hagadól
    328   10 de Nissán
    328   Acontecimentos lembrados para sempre
    329   Seleções do Midrash acerca de Miriam
    330   A fonte de Miriam

    20. Chamêts e Matsá

    331   Biur chamêts - A eliminação do chamêts
    332   A busca e a anulação do chamêts
    333   Quando fazer Bedicát chamêts - a busca do chamêts
    334   A vela para a busca
    334   Recitação de uma bênção antes da busca
    335   Como a busca deve ser feita
    337   Depois da busca
    338   A venda do chamêts
    339   O chamêts e suas proibições
    340   Cuidados e rigorosidades da proibição de chamêts
    341   Preparando os utensílios para Pêssach
    341   Matsá shemurá e matsá comum
    342   Água que tenha pernoitado
    343   Matsót fabricadas manualmente ou maquinalmente
    343   Kitniót
    344   Matsá molhada
    344   Chamêts e matsá - significados ocultos
    347   Preparação para a leitura da Hagadá

    21. Véspera de Pêssach

    349   14 de Nissán, véspera de Pêssach
    349   A reza de Shacharit na véspera de Pêssach
    349   O jejum do primogênito
    351   O jejum dos piedosos
    351   Trabalho na véspera de Pêssach
    352   A eliminação e anulação do chamêts
    352   Biur maasserót - A eliminação dos dízimos
    353   Um dia destinado para bênçãos
    354   Bênção e não maldição
    354   Comidas permitidas e proibidas na véspera de Pêssach
    355   As matsót mitsvá
    356   Um costume baseado na lei
    358   A recitação da sequência do sacrifício de Pêssach
    359   O sacrifício de Pêssach no Templo de Jerusalém
    360   O relato de uma testemunha ocular
    361   A santidade de Pêssach nos tempos atuais
    362   Eruv chatserót
    363   Eruv tavshilín
    363   Imersão no micve
    364   Preparação para o Sêder

    22. A Noite do Sêder

    365   Costumes dos rabinos
    365   A hora correta do Sêder
    365   Aprontando o Sêder
    367   Arvit
    368   A noite da festa
    369   Roupas brancas para o Sêder
    370   O acendimento das velas
    370   A ordem do Sêder
    371   Mitsvót do sêder que vigoram atualmente
    372   Regras para a condução do Sêder
    373   Sinopse do Sêder
    375   O Kidush
    375   A obrigação de recostar-se à esquerda
    376   Os quatro copos
    379   Vinho tinto
    379   A mitsvá dos quatro copos não requer bênção
    380   O quinto copo
    380   As três matsót
    381   Com grande pressa
    382   Marór e charósset
    384   Carpás
    384   Corêch
    385   O osso e o ovo
    386   Ovos na água salgada
    387   O aficomán
    388   Costumes relacionados ao aficomán
    389   A ordem da hagadá
    390   Começar com o depreciável e finalizar com o louvável
    391   Visão geral da hagadá
    396   A hagadá em qualquer idioma

    23. Cântico e Acusação

    397   Shir Hashirím - O Cântico  dos  Cânticos
    397   A grandeza do Rei Salomão
    399   A parábola dos amantes
    400   A leitura do Cântico dos  Cânticos na festa de  Pêssach
    400   Comentários do Zôhar sobre o Cântico dos Cânticos
    401   Noite protegida
    402   Quatro noites
    402   Seleções do Midrash acerca dos milagres no Egito
    411   Perseguições e libelos de sangue
    413   A inveja dos escravizados
    413   Os primeiros libelos

    24. Pêssach e o Ômer

    421   A festa de Pêssach
    421   A sequência das preces
    422   A leitura da Torá em Pêssach
    423   Os trechos da Torá lidos em Pêssach
    424   Pêssach: época de julgamento
    424   Oração pelo orvalho
    425   Havdalá
    426   A contagem do ômer
    428   A omissão da bênção de shehecheiánu
    429   As razões das mitsvót
    430   Os sete atributos
    430   Os sete pastores
    432   Outros significados ocultos
    434   A mitsvá do ômer
    436   Seleções do Midrash acerca do ômer
    437   As leis de chadásh
    437   16 de Nissán
    438   Chol hamoêd
    438   Tefilín no chol hamoêd
    439   A santidade de chol hamoêd

    25. O sétimo dia de Pêssach

    441   O sétimo dia de Pêssach
    441   Breve cronologia dos sete dias de Pêssach
    443   O Ticun da sétima noite de Pêssach
    443   A abertura do Mar Vermelho
    444   Seleções do Midrash
    449   O último dia de Pêssach

    26.  O Final de Nissán

    451   Isrú Chag
    451   Pirkê Avót
    454   Tristeza e luto no período do ômer
    455   Os discípulos do Rabi Akiva
    456   Leis e costumes dos dias do ômer

    IYAR

    27.  O mês de Iyar

    461   O mês de Iyar
    461   O Rosh Chódesh de Iyar
    461   1º de Iyar
    462   Uma geração ilustre
    463   Naquele mesmo dia
    463   Os jejuns de bahab
    463   5 de Iyar
    464   Anos de residência e expectativa
    464   Este último exílio
    465   O mundo se surpreende
    465   Confusão entre os judeus
    466   Pecados passados e presentes
    466   Argumentos e contra-argumentos
    468   Pesando pecados e méritos
    469   Um governo de descrentes
    470   Pêssach Shení
    471   O diferencial do sacrifício de Pêssach
    471   "Por que somos considerados deficientes?"
    471   Resumo das leis de Pêssach Shení
    472   O Pêssach Shení do Rei Ezequias
    472   Lag Baômer
    473   A celebração do Rabi Shimón bar Iochai
    474   Costumes de Lag Baômer
    474   20 de Iyar
    475   A ordem da viagem
    475   As bandeiras das tribos
    476   28 de Iyar
    476   E Deus atacou o acampamento do Egito
    478   Em defesa do povo de Israel

    SIVÁN

    28. O mês de Siván

    481   Os nomes do mês
    481   Leis do mês de Siván
    482   Dias de restrição e abstinência
    483   A missão do povo de Israel
    484   Um reino de sacerdotes
    485   O sétimo dia que é  o sexto
    487   Os nomes da festa
    487   Um dia de assembleia
    488   Atséret - um único dia
    488   Israel: o fruto de Deus
    488   Leis e costumes de Shavuót
    490   Acdamut
    492   Azharót
    492   A Ketubá
    492   Leitura da Torá
    493   Taam elión e taam tachtón: dois modos de entonação
    493   As oferendas adicionais de Shavuót
    494   Comer laticínios em Shavuót
    494   Por que comemos alimentos lácteos
    495   Razões do costume de decorar com folhas e ramos
    495   Outros pratos especiais
    495   Ensinando Torá às crianças
    496   O Ticun da noite de Shavuót
    496   Seleções do Midrash acerca da entrega da Torá
    499   Nós faremos e ouviremos
    499   Por que a Torá não foi logo entregue?
    505   Seleções do Midrash acerca dos Dez Mandamentos
    515   Leitura do Livro de Rute em Shavuót

    29. Rute e David

    517   Rute
    517   Os amonitas e os moavitas não poderão entrar na congregação de Deus
    519   A bondade de Abrahão
    520   Nos campos de Moav
    521   Mãe da realeza
    522   O reino de Judá
    522   A bondosa Rute
    523   Sou toda sua
    524   Por você também me cobrirei com realeza
    525   David - descendente de Rute
    526   A canção da Torá
    527   Nasce Oved, avô de David
    528   Pobreza e sofrimento
    530   Um enigma atrás do outro
    532   Tudo provém de Deus
    533   Por um fio
    534   Morar na escuridão por ordem de Deus
    535   Sofrimento suportado com amor e alegria
    537   Ele tinha olhos belos e era formoso
    538   O oitavo filho de Ishái
    539   A luta interna de Eliav
    540   Servo de Deus
    540   Assim como Ishái havia ordenado
    541   Revelando pouco e ocultando muito
    541   A voz do ungido de Deus é ouvida
    542   Shavuot - o dia de David

    30. Torá e Messorá

    543   Torá e messorá
    544   O primeiro rolo de Torá
    544   Deus falava e Moisés escrevia
    545   A parte oral da Torá Escrita
    546   A massóret
    547   Divisões e espaçamentos
    547   Leis adicionais
    548   Divisões posteriores
    548   Os cinco Livros da Torá
    549   As parshiót
    549   As parshiót petuchót (abertas) e as setumót (fechadas)
    550   Os versículos da Torá
    550   Ordem cronológica na Torá
    550   As letras da Torá
    552   Os símbolos de entonação e as vogais
    553   A divisão do Tanach em capítulos

    31. Bicurím - O Fim do Mês

    555   A época das primícias
    556   Um testemunho importante
    557   O dia das oferendas
    557   Parashat Nassó
    557   20 de Siván
    558   O libelo de sangue de Blois
    558   No ano de 5410

    TAMUZ

    32.  O mês de Tamuz

    563   O mês de Tamuz
    563   O jejum de 17 de Tamuz
    564   Cinco calamidades em um mesmo dia
    564   O 17 de Tamuz no deserto
    566   A restauração da ordem
    566   A quebra das Tábuas
    567   Uma oportunidade para quem busca o arrependimento
    568   A interrupção do sacrifício diário
    568   O arrombamento das muralhas
    569   Apostomos queimou a Torá
    570   Leis de jejum
    571   As três semanas

    AV

    33. O mês de Av

    575   O mês de Av
    575   Quando o mês de Av começa
    577   O Shabat Chazón
    578   A véspera de Tishá Beav
    579   Leis de Tishá Beav
    580   Arvit
    581   Shacharit
    583   Minchá
    583   A noite seguinte
    584   Comemorando a destruição
    584   Quem vê as cidades de Judá em ruínas

    34. A Geração dos Espiões

    587   Desgraça em um dia de culpa
    587   Choro injustificado
    589   A revelação Divina
    590   Cara a cara
    591   O começo do caminho e o fim do caminho
    591   Enviemos homens antes de nós
    592   Envie homens
    592   Temor no coração
    593   O palácio do Rei
    594   Uma época de choro para todas as gerações
    595   As repercussões do decreto
     595   TIshá Beav no deserto

    35. A Destruição

    597   A destruição do primeiro Templo de Jerusalém 
    598   Seleções do Midrash acerca da destruição dos Templos
    603   Deus descarregou a Sua ira
    604   A segunda destruição e a queda de Betar
    611   A destruição de Tur Malcá
    612   A queda de Betar
    616   A santidade duradoura do Monte do Templo
    617   Por que os Templos foram destruídos?
    617   A partir da destruição
    618   A expulsão da Espanha
    618   O começo da calamidade
    619   O primeiro decreto de conversão forçada
    620   A Idade de Ouro
    620   A volta da escuridão
    620   Conversão forçada e aniquilação
    621   Os "marranos"
    622   A Inquisição
    622   O édito de expulsão
    623   A piedade do cruel
    624   Na sequência da proclamação do édito
    625   Com cânticos e louvores  
    625   As tribulações dos exilados

    36. A Consolação

    627   O Shabat Nachamú
    628   Sete consolos para Jerusalém
    628   Um consolo duplo
    629   Jerusalém no futuro
    629   A Terra de Israel no futuro
    630   As pegadas dos peregrinos
    630   Os malvados não terão paz
    631   A revelação da luz do Mashíach
    632   Pelo mérito da Torá

    37. O Fim do Mês

    633   15 de Av
    633   A geração do deserto parou de morrer
    634   As proibições de matrimônios intertribais e de matrimônios com integrantes da tribo de Benjamim foram rescindidas
    635   Como no Iom Kipúr
    637   Oseias, filho de Elá, removeu os bloqueios
    638   Quando o corte de lenha para o Altar era encerrado
    638   Os ladrões de pilão e os ladrões de figos secos
    639   Quem aumenta os seus estudos de Torá aumenta a sua vida
    639   Os mártires de Betar foram sepultados
    640   Fim do ano de plantio
    640   Começo dos dias de julgamento
    640   18 de Av

    ELUL

    38. O mês de Elul

    643   O mês de Elul
    643   Período de reconciliação
    644   Alusões ao mês de Elul
    644   O shofar
    645   Costumes do mês de Elul
    645   A morte dos espiões
    646   25 de Elul
    646   A construção da muralha
    646   Selichót
    648   Arrependimento - um ato de benevolência Divina
    648   Os fundamentos do arrependimento
    649   Na véspera de Rosh Hashaná
    649   Ganhar o mundo em um único instante
    650   O arrependimento dos justos
    650   O fim do ano para o dízimo dos animais
    651   O fim do ano para os dízimos dos vegetais e para a shemitá
    651   Hatarat nedarím: anulação de promessas na véspera de Rosh Hashaná
    Trechos

    O cálculo do novilúnio

    O Sol e a Lua, as duas grandes luminárias colocadas por Deus no céu no quarto dia da Criação, constituem a base para o cálculo de dias, meses e anos. O versículo (Gênesis 1:14) declara: "E sejam sinais para os prazos, os dias e os anos."

    O Sol é a base para o cálculo dos dias. O período compreendido entre um pôr do sol até o pôr do sol seguinte é o que se considera um dia; a quantidade de vezes em que o Sol se põe [ou que ele nasce] em um ano equivale ao número de dias de 24 horas. O Sol também é a base para o cálculo dos anos, pois o nosso planeta não só executa uma rotação em torno de si mesmo uma vez a cada 24 horas; ele se desloca ao redor do Sol numa translação completa a cada 365¼ dias aproximadamente.

    A Lua é a base para o cálculo dos meses - o tempo transcorrido entre a aparição de uma lua nova e a sua posterior reaparição. Os meses não podem ser calculados com base no Sol, uma vez que ele não apresenta alterações nas suas aparições. Similarmente, a Lua não pode ser utilizada para computar os anos, pois a sua reaparição mensal é sempre a mesma e o intervalo compreendido entre a aparição de cada novilúnio não varia.

    Os povos do mundo determinam os seus calendários segundo critérios de consenso geral.

    O mundo cristão calcula o ano baseando-se no Sol e divide os 365 ¼ dias em 12 unidades arbitrárias denominadas meses. Esses meses não dependem da aparição da lua nova e consistem em 28, 29, 30 ou 31 dias. Assim, os meses do calendário cristão se baseiam em um consenso geral.

    O calendário muçulmano é baseado exclusivamente na lua; cada período de 12 meses lunares forma um ano. O ano dos muçulmanos pode começar tanto na primavera quanto no verão, no outono ou no inverno, já que não são feitos ajustes para sincronizar os meses lunares com o ano solar.

    Se o intervalo entre um novilúnio e o próximo fosse de exatos um 12 avos de um ano solar, os anos solar e lunar seriam exatamente iguais. Mas não é isso o que acontece. O ano solar é composto de 365 dias, 5 horas, 55 minutos e 25 segundos. O mês lunar [que é o intervalo entre um novilúnio e o próximo] é composto de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3? segundos; multiplicando por 12 resulta em 354 dias, 8 horas, 48 minutos e 40 segundos - uma discrepância anual de 10 dias, 21 horas, 6 minutos e 45 segundos entre os anos solar e lunar.

    Se o ano solar for usado como base para um calendário, o cálculo dos meses não coincidirá com a aparição da lua nova. Mas se a aparição da lua nova for usada como base, os 12 novilúnios não coincidirão com as translações da terra ao redor do Sol. Se só for usado um calendário lunar, as quatro estações - primavera, verão, outono e inverno, às quais as Escrituras se referem como "épocas de plantio e colheita, de frio e calor" - não cairão todos os anos nas mesmas épocas e nos mesmos meses...

    A Torá ordenou ao povo de Israel que consagrasse os meses e comemorasse "o mês da primavera [Nissán] e celebrasse o Pêssach ao Eterno, teu Deus" (Deuteronômio 16:1). Assim, temos o dever de assegurar que, ao estabelecer os meses do ano de acordo com o novilúnio, o mês de Nissán sempre caia na primavera. Como é possível conciliar esses dois requisitos, se o ano solar e os 12 meses lunares são inconciliáveis? Se o nosso calendário se baseasse apenas na passagem de 12 meses lunares, a cada ano solar estaríamos atrasados cerca de 11 dias. Se o nosso ano se baseasse em 13 meses, a cada ano solar estaríamos adiantados cerca de 22 dias. Em ambos os casos, no espaço de poucos anos, o mês de Nissán  não cair ja mais na primavera.

    Para corrigir essa discrepância foram instituídos os anos embolísmicos dentro do ciclo de nosso calendário, nos quais foi intercalado um mês. É uma halachá lemoshé missionai ("lei recebida por Moisés no Sinai" - uma lei que Moisés transmitiu mas que não está registrada na Torá). 

    Assim, há dois tipos de anos dentro do ciclo do calendário judaico: os regulares, de 12 meses, e os embolísmicos, de 13. Após a passagem de um determinado número de anos regulares, quando a diferença entre o ano solar e o lunar alcança aproximadamente um mês, intercalamos um mês [outro Adar] antes de Nissán, de modo que o mês de Nissán sempre coincida com a primavera e não se distancie mais de 20 dias do ano solar. 
    O dia do julgamento
    Rosh Hashaná é o Dia do Julgamento para toda a humanidade. Nesse dia, o homem é julgado por todas as suas ações, e o que virá a acontecer durante o ano vindouro é registrado. O Talmud (Rosh Hashaná 8a) depreende isso do versículo (Deuteronômio 11:12) que declara: ?Os olhos do Eterno, teu Deus, estão sempre sobre ela [sobre a Terra de Israel], do princípio do ano até o fim do ano? ? ou seja, no Rosh Hashaná o mundo é julgado quanto ao que virá a acontecer ao longo do ano.
    Os nossos sábios disseram:
    No Rosh Hashaná, toda a humanidade passa diante Dele como um rebanho de ovelhas. Passam por Ele um por vez, um atrás do outro, mas Ele esquadrinha a todos com uma única olhada. Assim, o versículo (Salmos 33:15) declara: ?Ele analisa os corações de todos e perscruta todas as suas obras?; Deus, que é o Criador, [com uma única olhada] vê todos os corações da humanidade juntos e comprende todos os seus atos.
    O Rabi Cruspedai disse em nome do Rabi Iochanán que, no Rosh Hashaná, são abertos três livros contábeis: um para as pessoas completamente malvadas, um para as pessoas completamente justas e um para as pessoas medianas. As completamente justas são inscritas e seladas imediatamente para a vida. As completamente malvadas são inscritas e seladas imediatamente para a morte. O destino das medianas permanece pendente até o Iom Kipúr. Se elas merecerem [ou seja, se ficarem arrependendidas], serão inscritas para a vida; caso contrário [ou seja, se não se arrependerem], serão inscritas para a morte (ibid. 16a-b).
    O Rosh Hashaná foi decretado como dia do julgamento por dois motivos: Primeiro porque, nesse dia, a Criação do mundo foi completada ? e como a intenção Divina foi de que o mundo fosse governado pela característica de justiça rigorosa, o início do ano foi instituído como dia do julgamento. 
    O segundo motivo é que, como vimos anteriormente, nesse dia Adão foi julgado, se arrependeu e foi perdoado.
    Esses dois motivos encontram-se insinuados na reza de Mussáf de Rosh Hashaná, onde recitamos: ?Pois fixaste tempo de lembrar e recordar todo espírito e toda alma, e serão recordadas as numerosas ações e infinitas multidões de criaturas. Desde o princípio assim estabeleceste e de outrora o revelaste; o dia de hoje é o dia do começo da Tua Criação, é uma lembrança do primeiro dia? ? uma lembrança do primeiro dia do mundo completamente criado e do primeiro dia do julgamento.
    Os nossos sábios disseram: ?Veja só como os caminhos de Deus diferem dos caminhos do homem. Quando o homem julga um amigo querido, ele age com leveza, com o intuito de tratá-lo com misericórdia; e quando julga um inimigo, ele age com dureza, a fim de cobrar justiça rigorosa. Mas Deus não age dessa maneira. No mês de Tishrei, Ele julga a todos ? inclusive aqueles que violam os Seus preceitos ? apenas com boa vontade. E as numerosas festas e mitsvót do mês de Tishrei renovam a afinidade existente entre Ele e Suas criaturas. Durante esse mês de conciliação, Deus recebe as rezas e o arrependimento do homem e o julga com piedade.?
    15 de Av
    O dia 15 de Av - conhecido como Tu Beav - possui um caráter festivo. 
    Nas preces desse dia não se recita tachanun (súplicas de perdão pelos pecados), nem na de Minchá da tarde anterior [conforme o costume praticado nas vésperas de todos os dias festivos]. Os noivos que casam nesse dia não precisam jejuar.
    Nessa data ocorreram vários eventos felizes para o povo judeu, ao longo dos séculos:
     - A geração do deserto parou de morrer.
    - O matrimônio entre integrantes de diferentes tribos passou a ser permitido [depois da divisão da Terra de Israel].
    - A proibição de casar com qualquer pessoa da tribo de Benjamim foi rescindida, após o episódio da concubina de Guivá [vide Juízes 20-21].
    - Foram removidos por Oseias, filho de Elá, os bloqueios que Jeroboão colocara para impedir que as pessoas subissem a Jerusalém nas festas de peregrinação.
    - Encerrava-se o corte anual de madeira para o Altar do Templo.
    - Os mártires massacrados em Betar foram finalmente sepultados.
    Nas gerações anteriores, essa data era considerada uma festa completa, conforme será explicado adiante. Atualmente, como o Templo está destruído e muitos dos dias festivos registrados na Meguilá de Taanit não são mais observados, a nossa alegria nesse dia encontra sua principal expressão no estudo da Torá. Conforme os nossos sábios (Talmud, Berachót 8a) ensinaram, desde que o Templo foi destruído, Deus tem apenas as "quatro amót da Lei da Halacha" [como morada], pois a destruição não afetou a Torá, que permanece em vigor assim como na época anterior à destruição. Portanto, também depois da destruição "os preceitos do Eterno têm absoluta retidão e trazem alegria ao coração" (Salmo 19: 9), assim como antes. Por isso, a partir dessa data costuma-se aumentar o tempo dedicado ao estudo de Torá à noite, até o fim do inverno.
    Ao escrever em hebraico o Sefer Hatodaá tive como objetivo auxiliar os professores de estudos judaicos nas escolas israelenses. Eu procurei transmitir conceitos gerais a respeito dos vastos tesouros espirituais inerentes às festas e datas significativas judaicas, bem como mostrar detalhes de leis e saberes, de usos e costumes e de ideias ? com base em fontes autênticas e apresentado em um estilo moderno e fácil. A minha intenção, portanto, foi de aliviar a carga dos professores na coleta de material e facilitar a compreensão dos alunos.
    Quando o livro foi concluído, há cerca de oito anos [em 1960], eu não podia antecipar o grande interesse que viria a despertar no mais diversificado público judaico. No entanto, logo percebi, para minha surpresa, que muitos grupos e indivíduos em Israel e na maioria dos países da diáspora consideraram o livro esclarecedor e profícuo. O Sefer Hatodaá, que surgiu em silêncio, sem nenhuma publicidade, logo passou a fazer parte de muitos milhares de lares judaicos e tornou-se um guia e livro de referência para pais e filhos, professores e alunos, rabinos e membros das congregações.
    Nos últimos tempos, muitas pessoas que vivem fora de Israel, especialmente nos Estados Unidos e em outros países de língua inglesa, pleitearam por uma versão dessa obra em inglês. Essa demanda resultou na edição em inglês que os editores agora apresentam ao público judeu do mundo inteiro.
    Traduzir o Sefer Hatodaá foi uma tarefa muito complexa devido ao caráter especial do livro e ao seu estilo único. A intenção era criar uma obra judaica tradicional que fosse ao mesmo tempo uma publicação de leitura popular. Essa meta foi difícil de atingir até mesmo no original em hebraico, mais ainda quando procuramos converter todo esse material judaico específico para um idioma muito novo e estranho à sua cultura, psicologia e valores.
    A variedade de títulos de temática judaica em inglês tem crescido muito, tanto traduções de fontes hebraicas clássicas quanto escritos originais. No entanto, ainda é muito difícil mesclar o sabor novo com o gosto antigo.
    O Rabino Nachman Bulman, que tomou sobre si a realização dessa tarefa quase impossível, demonstrou uma grande dose de engenhosidade e sagacidade ao harmonizar o antigo com o novo. O seu objetivo principal foi manter o caráter tradicional do livro e, ao mesmo tempo, torná-lo um texto agradável de ser lido, fazendo com que cada ponto abstrato ou técnico pudesse ser compreendido facilmente por todos. Deixo aqui os meus cumprimentos e o meu profundo reconhecimento.
    O Rabino Bulman já foi muito elogiado pela sua tradução para o inglês do meu livro anterior, Ish Ubeitó sob o título The Jew and His Home. No presente trabalho, ele certamente superou a si mesmo. Estou certo de que o leitor compartilhará do meu sentimento de gratidão pelos seus esforços.
    Devo também mencionar os meus agradecimentos ao Sr. Tzvi Kitov e à Sra. Ester Karno por ajudarem a editar e preparar o texto para ser publicado.
    É preciso salientar que, apesar de todos os esforços envolvidos, o trabalho não ficou perfeito. Um leitor que não estiver familiarizado com os clássicos judaicos poderá encontrar dificuldades na compreensão dos conceitos hebraicos abundantemente citados. Para facilitar o entendimento, acrescentamos um glossário no final [da edição em inglês].
    Tenho também a obrigação de pedir aos leitores que não considerem esta como uma obra definitiva de lei religiosa. A intenção deste livro é apenas oferecer uma noção geral da halachá. Questões práticas específicas devem ser formuladas a um rabino.
    Já que o meu principal objetivo ao escrever este Sefer Hatodaá foi lezacót et harabím (causar mérito ao público), considero uma obrigação agradável compartilhar desse mérito com o Sr. Abraham Parshan, de Toronto, Canadá, que me concedeu uma contribuição inestimável e vital para a materialização dessa ideia. ?Abençoa, ó Eterno, seus bens, e o sacrifício de suas mãos recebe com agrado? (Deuteronômio 33:11).
    Um profundo agradecimento é devido também ao Sr. Charles Batt, de Hartford, Connecticut, cuja orientação e assessoramento foram encorajadores e úteis.
    Eliyahu Kitov
    Jerusalém, Siván de 5728 (Junho de 1968)

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