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    Israel julga e condena familiares de terrorista que matou israelenses

    Israel julga e condena familiares de terrorista que matou israelenses Familiares de terrorista que matou israelenses são condenados

    Pai, mãe, tio e dois irmãos de palestino foram presos por não impedirem ato em julho.


    RAMALLAH, Cisjordânia — Cinco familiares de um palestino que matou, em julho, três israelenses em uma colônia da Cisjordânia foram condenados à prisão porque não impediram que ele executasse o ato, segundo um tribunal militar isralense.

    De acordo com decisão, tomada neste domingo, o pai, a mãe, um tio e dois irmãos de Omar al-Abed "sabiam que ele tinha a intenção de cometer um ataque terrorista e não fizeram nada para prevenir os serviços de segurança e impedir o ataque".

    Os irmãos e o tio de Omar al-Abed foram condenados a oito meses de prisão, seu pai a dois meses e a mãe, a um mês. A mãe também foi considerada culpada por "incitação à violência" por ter defendido os atos do filho na imprensa palestina, informou uma fonte militar à agência de notícias AFP.

    O Exército israelense demoliu, no último 16 de agosto, a casa da família na cidade de Kubar, perto de Ramallah, na Cisjordânia.


    Omar al-Abed entrou, em 21 de julho, na colônia de Neve Tsuf — também conhecida como Halamish —, a noroeste de Ramallah, e esfaqueou um israelense e dois de seus filhos, de 46 e 36 anos. Foi detido depois de ter sido ferido a tiros por um vizinho das vítimas.

    No Facebook, Omar al-Abed expressou o seu ressentimento com os israelenses, em particular pelos atos na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental.

    A esplanada, terceiro local sagrado do Islã, foi cenário de tensão nos últimos meses entre palestinos e israelenses, com manifestações e confrontos quase diários.



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