31 de ago. de 2017

Só matamos pessoas negras diz policial da Geórgia - EUA

Só matamos pessoas negras diz policial da Geórgia - EUA

Só matamos pessoas negras diz policial da Geórgia - EUAA câmera de uma viatura policial da Geórgia, nos Estados Unidos, registrou o momento em que um agente frisa a uma motorista branca que ela não precisava se preocupar com a abordagem. 
"Você não é negra. Lembre-se: nós só atiramos em pessoas negras. Nós só matamos pessoas negras, certo?", argumentou o tenente Gregg Abbott, no vídeo revelado pela "WSB TV".
O canal recebeu as imagens e submeteu ao Departamento de Polícia do Condado de Cobb, cuja chefia abriu uma investigação interna e alega ter transferido o tenente para serviços administrativos até concluir a apuração. Segundo o chefe policial, Mike Register, Abbott mandou a motorista branca parar por suspeita de que ela estivesse ao volante sob influência de substâncias proibidas.
Na gravação, ela se recusa a pegar o celular, com medo de que o agente atirasse nela por imaginar que a suspeita pegaria uma arma no carro. "É que eu já vi vários vídeos de policiais...", argumentou a mulher, em referência aos registros de casos em que a polícia abriu fogo contra condutores, em geral, negros.
"Todos os vídeos que você viu, você viu os negros serem mortos? Você viu", questionou Abbott.
A ocorrência foi registrada em julho de ano passado, mas só veio à tona com a denúncia da TV nesta semana, em meio à escalada da tensão racial nos Estados Unidos — o embate entre supremacistas brancos e manifestantes antirracistas em estados do país.
Advogado do policial, Lance Lorusso defendeu que o comentário seja visto em um contexto e não de forma isolada. O cliente tentava, segundo ele, acalmar a situação de uma motorista que não queria cooperar. A ideia do agente seria conseguir que a mulher cooperasse sem ter que levá-la presa.
"Não importa em que contexto foi dito. Não deveria ter sido dito", rebateu o chefe da polícia, que negou a existência de outras queixas de racismo contra o tenente.
Ação e culpa no Talmud

Ação e culpa no Talmud

Ação e culpa no Talmud

 “Um homem deveria considerar-se sempre como se fosse metade virtuoso e metade culpado”. Se ele cumprir um mandamento, feliz será o seu destino, pois por meio de sua ação faz a balança do mérito pender a seu favor. Se ele cometer uma transgressão, coitado dele, pois por meio de sua ação faz a balança da culpa pender contra ele.

A esse respeito está escrito: ‘E um pecador destrói muita coisa boa’ (Eclesiastes 9:18).

Shimon bem Eliezer diz: ‘Como um individuo é julgado de acordo com a maioria de suas ações, um homem deveria ser sempre como metade virtuoso e metade culpado. Se ele cumprir um mandamento, feliz é o seu destino, pois faz a balança do mérito se inclinar em seu favor e em favor do mundo inteiro. Se ele comete uma transgressão, coitado dele, pois por meio de sua ação faz a balança da culpa pender contra si mesmo e contra o mundo inteiro’.

“A esse respeito está escrito: ‘E um pecador destrói muita coisa boa’, pois com um só pecado cometido, ele destrói muita coisa boa para si e para o mundo inteiro”.

* SAMUEL BELKING, FILOSOFIA DO TALMUD


Ensino religioso em escola pública não pode promover crença

Ensino religioso em escola pública não pode promover crença

Ensino religioso em escola pública não pode promover crença

STF: ensino religioso em escola pública não pode promover crença, diz relator em voto

Ministro Luís Roberto Barroso também defendeu que representantes de confissões religiosas só sejam admitidos por concurso. Julgamento deve ser retomado nesta quinta (31).


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira (30) que professores de ensino religioso da rede pública sejam proibidos de promover suas crenças durante as aulas.
Em julgamento na Corte, ele votou pela adoção, nas escolas mantidas pelo governo, de um modelo “não-confessional” para o ensino religioso, que se limite à exposição das doutrinas, história, práticas e aspectos sociais das diferentes crenças, assim como do ateísmo e do agnosticismo.

A decisão final sobre o assunto depende do voto da maioria dos 11 ministros da Corte, que deverão se manifestar nesta quinta-feira (31), quando o julgamento será retomado.

Barroso é relator de uma ação da Procuradoria Geral da República (PGR) que busca vetar a admissão de professores na qualidade de representantes de confissões religiosas – como padres, pastores, rabinos ou pais-de-santo, por exemplo.

Ensino religioso em escola pública não pode promover crença

Supremo começa a votar recurso sobre ensino religioso
"As escolas privadas podem estar ligadas a qualquer confissão religiosa, o que igualmente é legítimo. Mas não a escola pública. A escola pública fala para o filho de todos, e não para os filhos dos católicos, dos judeus, dos protestantes."

Em seu voto, o ministro acolheu o pedido, mas não para proibir de forma taxativa, que sacerdotes deem aula de religião.

Conforme o voto, eles só poderiam lecionar a disciplina se admitidos em concurso, que não poderá exigir como requisito que sejam representantes de determinada religião.
No Brasil, a Constituição prevê o ensino religioso nas escolas públicas como disciplina do ensino fundamental (para alunos 9 aos 14 anos de idade), mas estabelece que é facultativa: o estudante pode se recusar a cursá-la, por vontade própria ou da família.
Para garantir tal opção, Barroso também defendeu a proibição de matrículas automáticas nas escolas públicas no ensino religioso, e que a ausência do estudante nas aulas não implique prejuízo à frequência mínima exigida nem às notas para o aluno passar a uma série seguinte.

“Cada família e cada igreja podem expor seus dogmas e suas crenças para seus filhos e seus fiéis sem nenhum tipo de embaraço. Da mesma forma, as escolas privadas podem estar ligadas a qualquer confissão religiosa, o que igualmente é legítimo. Mas não a escola pública. A escola pública fala para o filho de todos, e não para os filhos dos católicos, dos judeus, dos protestantes. E ela fala para todos os fiéis, portanto, uma religião não pode pretender apropriar-se do espaço público para propagar a sua fé”, afirmou o ministro no julgamento.

Julgamento


Antes do voto de Barroso, se manifestaram no plenário do STF diversos órgãos e entidades interessadas na matéria.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que a opção de não se matricular na disciplina não impede que o aluno sofra “doutrinamento” pelo fato de evitarem comportamentos que se desviam do que é considerado “normal” pela maioria dos colegas.

“Não se pode admitir que se transforme uma escola pública em catequese ou em local para proselitismo religioso, católico ou de qualquer outra religião. A escola pública não é espaço para ensino confessional”, disse.
A possibilidade de ensino confessional foi defendida pela advogada-geral da União, Grace Mendonça. Ela ressaltou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil e proíbe qualquer forma de proselitismo.

“O Estado não pode tornar obrigatória qualquer religião. Porém, o Estado tem o dever de oferecer um ambiente favorável para que essa liberdade se desenvolva num ambiente sadio. Nosso Estado é laico, não laicista. O ensino religioso é ofertado pelo Estado, mas não imposto. O ensino religioso é ofertado pelo Estado, mas se impõe qualquer tipo de credo”, afirmou.

Também se manifestaram advogados de sete entidades, contra e a favor da ação da PGR.

Representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Fernando Neves argumentou que aulas sobre história das religiões já são ministradas em outras disciplinas. Para ele, a definição do conteúdo pelo Estado contrariaria o princípio de sua separação da Igreja.

“Ensino religioso não é catequese, não é proselitismo. É aprofundamento daquele que já escolheu aquela fé, por si ou por sua família”, defendeu.


Trump nomeia um antissemita reconhecido

Trump nomeia um antissemita reconhecido

Trump nomeia um antissemita reconhecido
Fred Malek (à esquerda) fotografado em 2015 ao lado do governador do Wisconsin
A carreira do antissemita Fred Malek acabou de renascer das cinzas graças a Donald Trump.
O homem que esteve por trás de uma campanha de “purga de judeus” na administração de Richard Nixon acabou de ser nomeado pelo Presidente para liderar um reconhecido “think tank” com sede em Washington integrado no Instituto Smithsonian
O cargo para o qual Fred Malek acabou de ser nomeado pelo Presidente norte-americano é relativamente obscuro, mas acabou de ganhar atenção com a iminente chegada do republicano por causa do seu histórico antissemita durante a era Nixon — isto depois de, na quarta-feira, Donald Trump ter anunciado a sua intenção de nomear Malek para dirigir o Woodrow Wilson International Center for Scholars, um reconhecido “think tank” com sede em Washington que faz parte do importante Instituto Smithsonian.

Depois de o Presidente ter defendido os supremacistas brancos, neonazis e membros do Ku Klux Klan e de outros grupos de extrema-direita responsáveis pela violência em Charlottesville, na Virgínia, a nomeação de Malek ganhou ontem destaque nos media por causa do seu envolvimento num dos mais famosos episódios de antissemitismo oficial da História moderna da América — caracterizado pela revista “Slate” em 2010 como “o último ato registrado de antissemitismo oficial pelo governo dos Estados Unidos” até à data.

Malek, agora com 80 anos, foi assistente especial do Presidente Richard Nixon e foi nessa qualidade que, em 1971, criou uma lista de “importantes funcionários judeus” que estavam a trabalhar no Gabinete de Estatísticas Laborais (BLS) da administração republicana — quatro deles seriam despromovidos pouco depois. Como relata a revista “The Atlantic”, naquele ano Nixon convenceu-se de que “os judeus do Partido Democrata que trabalhavam no BLS” estavam a conspirar contra ele por causa de um relatório em que atribuíam pouca importância à queda da taxa de desemprego; nesse âmbito, o Presidente ordenou a Malek que criasse uma lista de judeus que ocupavam cargos de liderança para executar uma “purga” no gabinete do governo federal. “Temos de pôr um homem ao leme [do BLS] que não seja judeu para controlar os judeus, entende?”, disse ao seu chefe de gabinete, H. R. Haldeman.

Quando Malek foi acusado de participar no esquema antissemita, garantiu publicamente que só estava a seguir as ordens de Nixon e que não desempenhou qualquer papel nas despromoções dos quatro funcionários com herança judaica. Em 1988, declarou ao “Washington Post”: “Se eu tivesse sido perifericamente envolvido ou se me tivesse sido pedido que alterasse o estatuto de emprego de alguém [com base na sua religião], teria considerado isso ofensivo e moralmente inaceitável e tê-lo-ia recusado”.

Contudo, memorandos oficiais daquela época divulgados em 2007 acabariam por revelar que Malek estava a mentir. Num desses documentos, datado de 8 de setembro de 1971, logo a seguir a um outro onde surgia o pedido para que a lista de “importantes funcionários judeus” fosse criada, o então assistente de Nixon disse a Haldeman: “Tive vários encontros com o secretário [do Trabalho, James D.] Hodgson para o convencer da necessidade de passos drásticos.” Sobre a transferência de três funcionários do BLS com apelidos judeus para cargos de menor importância, acrescentou: “Estes passos não vão tão longe quanto eu desejaria mas representam um compromisso razoável [com a exigência de uma purga de judeus feita pelo Presidente] que, na minha opinião, vai tornar o BLS numa unidade mais efetiva e compreensiva”.
A nomeação de Malek para chefiar o Woodrow Wilson International Center for Scholars surge poucas semanas depois um simpatizante nazi ter matado uma contramanifestante e ferido outras 19 pessoas que estavam a participar num protesto contra os nacionalistas xenófobos que saíram à rua em Charlottesville, em meados de agosto, em defesa dos seus ideais racistas e antissemitas, gritando coisas como “Os judeus não vão roubar os nossos trabalhos”.

No rescaldo dos episódios de violência, Trump defendeu o grupo de supremacistas brancos e sugeriu que eles tiveram razões legítimas para se manifestarem contra a remoção de um monumento da confederação de um parque público daquela cidade da Virgínia. Mais tarde, atribuiria responsabilidades “aos dois lados”, equiparando os neonazis e nacionalistas às pessoas que saíram à rua para protestarem contra a retórica de ódio daqueles grupos.

Várias personalidades, entre elas os dois antigos Presidentes Bush, acabariam por vir a público criticar os que proferem discursos de ódio contra outras raças e religiões, deixando nas entrelinhas críticas ao Presidente por não ter denunciado isso mesmo no rescaldo da violência em Charlottesville. Menos encapotadas foram as críticas de Gary Cohn, um dos conselheiros econômicos de Trump, que é judeu.
Numa entrevista ao “Financial Times” que marcou uma postura rara vinda de alguém que integra uma administração em funções, Cohn disse que o Presidente “tem de fazer mais e deve fazer mais para condenar estes grupos de forma consistente e inequívoca” e fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para curar as profundas divisões que existem nas nossas comunidades”. “Enquanto judeu-americano”, acrescentou o conselheiro da presidência Trump, “não vou permitir que haja neonazis a gritar 'Os judeus não nos vão substituir' para que este judeu abandone o seu emprego. Sinto uma profunda empatia por todos aqueles que são vitimados por estes grupos de ódio. Temos todos de nos unir contra eles”.

A nomeação de Malek também surge no rescaldo da partida de Sebastian Gorka da Casa Branca, um homem que, até à semana passada, era conselheiro da administração para o “combate ao terrorismo islâmico” e que é há muito acusado de antissemitismo — para a tomada de posse de Donald Trump, o americano com raízes húngaras usou uma medalha que lhe foi atribuída por um grupo de 'colaboradores nazis', assim identificado pelo Departamento de Estado norte-americano, e há muitas investigações que apontam para as suas ligações a uma série de grupos antissemitas da Hungria.


As grandes festas do calendário judaico

As grandes festas do calendário judaico

Coisas JudaicasAs Grandes Festas são, como diz o nome, as datas mais importantes de todo o Calendário Judaico. Rosh Hashaná (o Ano Novo Judaico) e Iom Kipur (o dia do Julgamento) constituem os momentos decisivos do ano, em que Deus julga nossos pecados e nossas boas ações e determina nossas venturas e desventuras para o ano que está começando.

A principal característica destes feriados é o momento da oração. Rezas especiais e abrangentes foram compostas por diversos sábios judeus ao longo da história judaica, com o objetivo de alcançar o perdão por nossos pecados e conquistar méritos. E o elemento mais marcante deste momento do ano é o shofar, o chifre de carneiro, cujo toque desperta nossa alma para o arrependimento e as boas ações.

Outra parte integrante desta época do ano é a reunião da família e dos amigos. É um costume muito antigo enviar cartões com desejos de bênçãos e paz a todos que queremos bem e presentes aos mais próximos. Costumamos fazer juntos deliciosas refeições festivas para comemorar o Rosh Hashaná, com vinhos, pães, alimentos especiais e comidas adocicadas - para um ano bom e doce!

Já Iom Kipúr é uma época mais séria, onde o jejum mais esperado do ano dá o tom para o dia de intensas preces na sinagoga e reflexões pessoais. Antes e depois do jejum, fazemos refeições importantes para nos preparar e, depois, comemorar que nos foi concedido mais um ano de vida!

As Grandes Festas são dias de muita alegria e importância espiritual, cheios de costumes e elementos diferentes. É imperativo nos prepararmos com calma e antecedência para não esquecer de nada. Para isto, a Sêfer preparou um checklist das Grandes Festas, focando especialmente em Rosh Hashaná. Esperamos que este material ajude a organização e proporcione um feriado tranquilo, feliz e, como é o costume dizer, bom e doce!

Shaná Tová Umetucá!

Fonte: Livraria Sefer
Gregory é acusada de trabalho escravo

Gregory é acusada de trabalho escravo

Gregory é acusada de trabalho escravo
Justiça abre ação contra executivos da Gregory por suposto trabalho escravo.

A fiscalização flagrou inclusive um bebê, com um mês de vida, que dormia entre os motores de duas máquinas de costura.

A Justiça Federal em São Paulo abriu ação criminal contra representantes legais da confecção de roupas Gregory por supostamente reduzirem trabalhadores bolivianos a condição análoga à de escravo

Além de Antonio Matos Duca e Delmira Matos Duca Giovaneli, também são réus na ação outras quatro pessoas, responsáveis pelas empresas e oficinas de costura usadas pela marca.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, pela Procuradoria da República, que apresentou a denúncia à Justiça. Segundo a acusação do Ministério Público Federal, em fevereiro e março de 2012, foram resgatadas 22 vítimas "submetidas a condições degradantes, jornadas exaustivas e atividades forçadas".

Gregory é acusada de trabalho escravoEm Minas são quatro lojas da marca. Em Belo Horizonte, são três endereços, todos dentro de shoppings. Dois deles na Região Sul e um na Noroeste da capital. A quarta loja fica em outro centro de compras em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.


O resgate dos trabalhadores ocorreu em meio à fiscalização realizada por auditores-fiscais no âmbito de programa de erradicação do trabalho escravo urbano. Relembre: Ministério divulga 'lista suja' do trabalho escravo 

Segundo o relatório fiscal que embasou a denúncia, os estabelecimentos e oficinas de costura, localizados em São Paulo e na região metropolitana "eram contratados por fornecedores diretos da Gregory para a confecção de peças de vestuário desenvolvidas pela marca, em um sistema de quarteirização da produção".

Entre os réus estão dois bolivianos que administravam uma oficina no Jardim Peri, zona norte da capital paulista. Cesar Antonio Morales Cardenas e seu pai Jorge Frumencio Morales Mollericon empregavam dez funcionários aliciados na Bolívia, que viviam e trabalhavam no mesmo local, junto com seus filhos.

Segundo a Procuradoria, a fiscalização flagrou inclusive um bebê, com um mês de vida, que dormia entre os motores de duas máquinas de costura, em um berço improvisado com caixas de papelão.

"A mãe, que amamentava o filho durante a jornada de trabalho, nada recebeu durante o período que ficou no hospital após o parto e, ao retornar à oficina, voltou a trabalhar imediatamente."

"Além das péssimas condições dos alojamentos, que incluíam sujeira, infiltrações, instalações sanitárias precárias e irregularidades na rede elétrica, os costureiros eram submetidos a jornadas que variavam entre 14 e 17 horas por dia", destaca a denúncia.

"Os empregadores restringiam inclusive a locomoção das vítimas, que só podiam deixar a oficina para resolver assuntos pessoais mediante autorização prévia."

Gregory é acusada de trabalho escravoO Ministério Público Federal sustenta, ainda, que um dos bolivianos, Cesar Cardenas, "não costumava autorizar a saída dos trabalhadores do estabelecimento quando havia muitas encomendas e o prazo estava apertado".

A acusação diz que os costureiros recebiam em média R$ 3 por peça produzida e ainda pagavam com sua força de trabalho pelas passagens utilizadas para virem da Bolívia, "em uma situação de servidão por dívida".

"Além disso, os empregadores limitavam o uso dos salários, coagindo os funcionários a adquirirem bens essenciais na própria oficina, bem como controlavam o acesso à comida, mantendo os alimentos em uma dispensa trancada com correntes e cadeados."

"Somente com muitas horas de trabalho os costureiros conseguiam auferir algum ganho, após descontados os valores de habitação e alimentação, descontos estes que sequer eram percebidos pelas vítimas", afirma a denúncia.

A oficina costurava roupas exclusivamente para a Gregory e para a marca Belart, da empresa WS Modas Ltda., que pertence ao coreano Won Yong Paek, também denunciado.

"A WS Modas funcionava como intermediária na cadeia produtiva, pois, apesar de contratada como fornecedora direta da Gregory, não possuía capacidade técnica para confeccionar o volume de peças encomendadas e, por isso, quarteirizava a produção para a oficina de Cesar e Jorge", afirmam os investigadores.

"O mesmo acontecia com a empresa de propriedade da denunciada Patricia Su Hyun Ha, contratada como fornecedora da Gregory, ainda que não possuísse máquinas de costura e empregados para a confecção das vestimentas. A empresária intermediava a subcontratação de outras três oficinas, localizadas na Vila Dionísia, na zona norte da capital, no Belém, na zona leste, e em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, as quais utilizavam mão de obra informal. Ao todo, 12 bolivianos atuavam nos estabelecimentos, que produziam exclusivamente peças da Gregory."

Nos locais foram encontradas infiltrações, instalações sanitárias precárias e irregularidades na rede elétrica, com grave e iminente risco de incêndio.

"As péssimas condições dos espaços de trabalho e moradia - que se confundiam - ameaçavam a saúde e a segurança dos empregados que, além disso, trabalhavam cerca de 15 horas por dia. Tanto Patrícia quanto Won declararam que desconheciam as condições em que as atividades eram prestadas, pois não realizaram vistoria nas oficinas contratadas."

Para o Ministério Público Federal, "isso evidencia que os denunciados assentiam ou, quando menos, aceitavam o risco de tomar serviços de pessoas submetidas a circunstâncias degradantes de trabalho".

Segundo a denúncia, as provas colhidas reforçam a responsabilidade direta da Gregory e de seus donos pela exploração de trabalhadores em condição análoga à de escravo, por meio da utilização de oficinas de costura subcontratadas.

"Os responsáveis legais da Gregory ocupavam o topo de uma cadeia quarteirizada de produção de peças de vestuário, intermediada pelas empresas de confecção WS Modas Ltda. e Patricia Su Hyun Ha Ltda. As oficinas inspecionadas prestavam, na verdade, serviços encomendados pela Gregory, sendo ela a real empregadora das vítimas resgatadas", destaca a denúncia da Procuradoria.

Os seis réus vão responder pelo crime de reduzir os trabalhadores a condição análoga à de escravo, conforme disposto no artigo 149 do Código Penal.

A pena prevista varia entre dois anos e oito anos de prisão para cada vítima identificada, além do pagamento de multa.

Defesa

Em nota, a Gregory afirma:

"Em relação à notícia divulgada no site do Ministério Público Federal, de recebimento de denuncia contra seus sócios por utilização de trabalho escravo, a Gregory tem a informar que repudia toda forma de exploração do trabalho e que seus sócios ainda não tinham conhecimento do recebimento da denúncia na ação penal citada.

Os trabalhadores bolivianos resgatados nunca trabalharam para a Gregory, que desconhecia o problema. Eles trabalhavam para oficinas, contratadas por empresas fornecedoras, sem autorização ou conhecimento da Gregory ou de seus sócios.

Essas questões já haviam sido esclarecidas à Polícia Federal e é com espanto que a empresa recebe a notícia do recebimento da denúncia, através da imprensa, como, infelizmente, virou costume no Brasil.

A empresa aguardará os trâmites regulares do processo e tem certeza da absolvição de seus sócios."

Com Agência Estado

30 de ago. de 2017

Governo de Israel planeja  facilitar a estadia de não judeus

Governo de Israel planeja facilitar a estadia de não judeus

Governo de Israel planeja  facilitar a estadia de não judeus
O ex rabino chefe sefardista Shlomo Amar cumprimenta os membros do Bnei Menashe
em Givat Haviva, um centro de absorção israelense
onde moraram durante a conversão ao judaísmo. Foto: JTA
Governo considera em criar visto para facilitar a estadia de não judeus.

Um comitê do governo israelense irá propor que seja mais fácil para os não-judeus que possuem ascendência judaica ou membros de comunidades que seguem práticas judias para visitar e estudar em Israel.

O painel do Ministério da Diaspora também recomendará o estabelecimento de centros culturais no exterior para permitir que os membros dessas comunidades aprendam sobre o judaísmo e Israel e crie uma nova categoria de visto para que essas pessoas permaneçam no país por mais tempo do que o permitido em um visto de turista. Ha’aretz relatou Segunda-feira.

Os não-judeus agora podem visitar o país com um visto de turista de três meses, mas a nova categoria permitiria que aqueles com raízes judaicas ou que pertencessem a “comunidades emergentes” ficassem por mais tempo para que pudessem aprender sobre o judaísmo e Israel.

Muitos membros dessas comunidades emergentes se vêem como judeus, embora muitas vezes não sejam reconhecidos como tais pelas comunidades judaicas em todo o mundo. Alguns, incluindo comunidades em Madagascar, Nicarágua e Uganda, completaram conversões ao judaísmo, embora muitos ainda tenham dificuldade em obter o reconhecimento necessário para imigrar para Israel.

fonte: http://jewishstandard.timesofisrael.com/israeli-committee-to-propose-outreach-to-non-jews-with-jewish-roots-emerging-communities/
Correnteza Interior

Correnteza Interior

Correnteza Interior
*Por Lazer Gurkow
Ele era guloso por carne e bebia álcool em excesso. Desobedecia os pais o tempo todo, zombando de suas súplicas e de suas tentativas de discipliná-lo. Em vez disso, ele tentava dominar os pais. Exigia que eles pagassem pelos seus hábitos excessivos, e quando eles não o faziam, simplesmente ele roubava aquilo que precisava.
Apresentando-se perante o Beit Din, eles declararam que o filho era um glutão e bêbado que se recusava a obedecer aos pais. A Torá instruiu o Beit Din, Tribunal rabínico, a condenar o rapaz à morte.1
Embora essa lei esteja registrada na Torá, este incidente, segundo uma opinião expressa no Talmud, jamais ocorreu em toda a história judaica. É pura hipótese. Foi escrito na Torá – explica o Talmud – somente que devemos “estudar e receber recompensa.”2 Porém sabemos que toda palavra da Torá tem relevância prática para nós e deve ser instrutiva no nosso serviço diário a D'us. Este incidente, também, apesar de sua natureza puramente hipotética, deve também conter uma lição para nós. Caso contrário não teria sido incluído na Torá.

Um Povo Cabeçudo

Segundo os místicos, essa passagem refere-se coletivamente a nós, o povo judeu.3
Desde o instante do nascimento, somos constantemente lembrados que compartilhamos um relacionamento especial com D'us. Aprendemos que nossa nação é instruída para trabalhar na grandeza espiritual, que cada um de nós é destinado a uma vida de santidade, e que somos dotados com uma sublime centelha do Divino, e uma alma sagrada que é soprada em nós. Sabemos que pela virtude de nossa alma, estamos conectados em milênios de história judaica. Percebemos que compartilhamos as lições de Moshê e Avraham. Entendemos que nosso destino está interligado com aqueles dos gigantes espirituais que nos precederam.
Reconhecemos que os sacrifícios e conquistas deles pavimentaram o nosso caminho, e que eles nos observam com interesse para ver se seguiremos seus passos e se perpetuaremos seu legado. Sabemos que se o fizermos, nossas vidas fugazes deixarão uma marca indelével para a eternidade. Sabemos disso, porém com frequência ignoramos. Optamos por uma vida de prazer e facilidades, em vez de comprometimento e sacrifício. Escolhemos o conforto acima da piedade, a terra acima do céu, o corpo acima da alma. Colocamos nossas necessidades acima daquelas de nossos ancestrais, nossos interesses antes dos de D'us. Pelo preço do prazer temporal, jogamos fora a felicidade eterna e evitamos nosso encontro com o destino. Assim como o filho cabeçudo que se rebaixa com seus modos glutões e permite que o corpo domine sua alma, assim também, investimos nos prazeres corporais e permitimos que nossa alma seja dominada pelos desejos do corpo.4
Assim como o filho cabeçudo, nos recusamos a ser guiados pelo nosso Pai celestial. Ele oferece instruções, e em troca oferecemos conselhos. Em vez de aprendermos o verdadeiro significado da vida com o Mestre de todo o significado, oferecemos sugestões a D'us sobre como Ele deveria melhor conduzir Seus assuntos. Acreditamos realmente que sabemos mais.

O Conflito Interior

Sabemos qual é o nosso lugar, porém carecemos da força para ir lá. Sabemos o que desejamos, porém não temos a coragem de atingi-lo. Se a verdade for dita, entramos em conflito. Por um lado, nossos elementos mais básicos nos impelem à gratificação instantânea e buscas vãs, que despem a vida de todo o seu significado. Por outro lado, nossa centelha Divina anseia por algo mais profundo, procura algo mais elevado, aspira a uma vida mais significativa. Quando estudamos a história do filho cabeçudo, a suposta abstração que jamais chegou a existir, percebemos que nos tornamos, de fato, aquele filho proverbial. Como nos retiramos desses dilema interminável? Seguimos os passos na Torá para o filho cabeçudo.

A Solução Divina

Ficamos perante D'us e testemunhamos que nossos filhos se recusam a nos obedecer. Quem são estes filhos? O Talmud refere-se às ações do homem como seus filhos. Os filhos são os descendentes dos pais e nossas ações são os descendentes de nossos corações e mentes. Tentamos corrigir nosso comportamento, porém nossas paixões e anseios nos traem. Eles não obedecem nossa instrução e não escutam a nossa voz.
D'us então sentencia nossos filhos, nossas ações errantes, à proverbial morte nos instruindo a colocar um fim neste comportamento. O leitor vai notar que Ele não ordena que nossas paixões cessem, somente nossas ações. Isso porque as paixões em si não são proibidas, somente sucumbirmos a ela é.
A experiência da vida como uma guerra entre dois impulsos é normal. É a maneira que D'us pretendia. No entanto, vencer nesse conflito exige um esforço sobre-humano, um ato que somente é possível pela graça de D'us. Esta pode ser a razão para a Torá nos falar sobre o filho teimoso. A Torá ensina que para vencer a tentação dos prazeres temporais devemos buscar uma bênção do Divino, uma infusão de força espiritual. Devemos aparecer perante D'us e reconhecer que não podemos conseguir isso sozinhos, que nossas ações perderam o sentido.
D'us não exige aquilo que não podemos fazer, portanto quando Ele exige que melhoremos nosso comportamento e vençamos nossas fraquezas e anseios, Ele também nos possibilita fazê-lo. A ordem em si é habilitante. A exigência em si é uma bênção, uma bênção que tem o poder de nos tirar de um dilema que poderia ser interminável e sem esperança.

Uma Poderosa Recompensa

Isso pode explicar o dito rabínico de que a porção puramente hipotética da Torá sobre o filho cabeçudo foi escrita somente para que pudéssemos “estudá-la e receber a recompensa”. Essa porção da Torá nos ordena melhorar, na verdade nos possibilita melhorar. Quando estudamos essa porção, somos recompensados com o Divino poder, que é de fato uma recompensa que vale a pena.5

NOTAS
1.
Devarim 21:18. Veja também comentário de Abarbanel (Don Yitschak Abarbanel, Espanha, 1437-1508).
2.
Talmud Sanhedrin 71 b.
3.
Zohar III, 187 b.
4.
Segundo Ikarim (3:15), D'us permitiu a Nôach comer carne a fim de demonstrar a superioridade do homem sobre os animais (R. Yosef Albo, Espanha, 1380-1444). No entanto, quando o homem desce a um nível animalesco, a gula pela carne pode resultar em crueldade e desejo pelo materialismo. Veja Abarbanel sobre Devarim 12:20.
5.
Veja comentário de Be’er Mayim Chayim sobre Devarim 21:18 (Rabi Chaim Tirar de Chernowitz, 1760-1817). O aspecto da recompensa é explicado também no comentário do Mahrasha sobre Sanhedrin 71 a (Rabi Shmuel Eliezer Edels, Posen, 1555-1631). Veja também comentário de Kli Yakar sobre Devarim 21:18 (Rabi Ephraim Shlomo


29 de ago. de 2017

Dois deputados judeus visitam Monte do Templo em Jerusalém

Dois deputados judeus visitam Monte do Templo em Jerusalém

Dois deputados judeus visitam Monte do Templo em JerusalémDois deputados judeus israelenses foram ao Monte do Templo  em Jerusalém, nesta terça-feira (29), a primeira vez desde 2015, depois que as autoridades suspenderam parcialmente uma proibição imposta para evitar tensões com os muçulmanos - informaram a Polícia e jornalistas da AFP.
Os palestinos consideram essas visitas uma provocação e uma intromissão dos israelenses no lugar sagrado.
Segundo a Polícia, o deputado de direita Shuli Moalem-Refaeli visitou a Esplanada, terceiro lugar sagrado do Islã, conhecido como Monte do Templo para os judeus, que o consideram como seu lugar mais santo.
O deputado Yehuda Glick, que milita pelo direito dos judeus a rezar nesse local, também esteve na Esplanada. Sua visita não causou nenhum incidente além dos gritos de "Deus é grande" lançado por alguns fiéis muçulmanos presentes na área.
Os judeus têm direito a visitar o recinto religioso em determinadas horas do dia, salvo os deputados que não podem fazê-lo desde 2015. E apenas os muçulmanos têm direito a rezar lá.
Ao deixar o lugar, Glick reconheceu, porém, que, após caminhar descalço pela Esplanada, rezou por sua mulher, que está em coma, por sua família e por Israel.
Ele e Moalem-Refaeli aproveitaram a recente decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de suspender durante um dia, como um teste, a proibição de visita para os deputados judeus. A medida foi tomada em outubro de 2015, após tensões entre israelenses e palestinos.
Dois deputados judeus visitam Monte do Templo em JerusalémSituada em Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade anexada e ocupada por Israel, a Esplanada está no centro do conflito entre israelenses e palestinos. As forças israelenses controlam seus acessos, mas é a Jordânia que administra o local por motivos históricos.
O temor de que Israel se aproprie do lugar costuma mobilizar os palestinos, como aconteceu no final de 2015, ou durante duas semanas em julho de 2017. O governo israelense nega ter a intenção de mudar o status quo em vigor na Esplanada.
Obs: Adotamos sempre a designação Monte do Templo e não Esplanada das Mesquitas
Evento discute imigração e literatura judaica em SP

Evento discute imigração e literatura judaica em SP

Evento discute imigração e literatura judaica em SP
O Memorial da Imigração Judaica realiza nesta quarta-feira (30), a partir das 19h, um seminário que discute a importância da imigração e da cultura judaica para o Brasil. Com o tema "A expressão da Literatura iídiche na imigração judaica para o Brasil", o evento contará com participação do ator e diretor Sérgio Mamberti e será mediado pelo professor Syvio Band.
Utilizada por comunidades judaicas na Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Bélgica, Israel, Brasil e diversos outros países, a literatura iídiche foi desenvolvida no século 19 e hoje é considerada parte do patrimônio cultural dos judeus brasileiros.
Os judeus ultra-ortodoxos, que em sua maioria vivem em Nova Iorque e Israel, são os que mais fazem uso desse idioma, que nasceu do dialeto utilizado por uma família indo-europeia. Ela é escrita com caracteres do alfabeto hebraico moderno e em sentido oposto ao da escrita ocidental, sendo lida da direita para a esquerda. Calcula-se que um grupo de 1 milhão a 3,2 milhões de judeus fala o iídiche.
Arquitetura Judaica
Até o dia 21 de setembro, visitantes do Memorial também poderão visitar uma exposição sobre a história e a arquitetura de candelabros judaicos, estruturas que suporam sete lâmpadas e hoje formam um grande símbolo da religião judaica. A exposição conta com estruturas de origens e séculos diferentes, de diversos países. A entrada ao evento também é franca.
O Memorial da Imigração Judaica está localizado na Rua da Graça, 160, no Bom Retiro, região central de São Paulo.