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 Yair Lapid estrela em ascensão na política israelense

Yair Lapid estrela em ascensão na política israelense

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 Yair Lapid estrela em ascensão na política israelense

A estrela de TV ao estilo de Trump que pode derrotar Netanyahu

Yair Lapid é um caso de sucesso na política israelesne, estando à frente nas sondagens há seis meses. Defende a criação de um Estado palestino, mas recusa negociar com o Hamas.

Antigo jornalista, apresentador do jornal televisivo mais popular de Israel e de vários talk shows e com uma curta carreira de ator, Yair Lapid trocou as câmaras pela política em 2012 ao fundar o Yesh Atid (Há um futuro), um partido centrista. Uma mudança de carreira que já levou a imprensa internacional a dizer que segue o mesmo estilo de Donald Trump. Atualmente, e com o possível cenário de as legislativas de 2019 serem antecipadas, surge como o homem capaz de roubar nas urnas a liderança do governo a Benjamin "Bibi" Netanyahu.

Filho de Tommy Lapid (1931-2008), escritor e político secular, a carreira política de Yair, de 53 anos, e do seu Yesh Atid começou de forma fulgurante. Nas eleições parlamentares de 2013, um ano depois da sua fundação, tornou-se no segundo partido mais votado do país, conseguido 19 dos 120 lugares do Knesset, o que lhe deu o bilhete de entrada na coligação governamental liderada pelo Likud, de Benjamin Netanyahu. Em março de 2013, no âmbito desta aliança, Lapid tornou-se ministro das Finanças. Nesse ano, a revista Time colocou-o na sua lista das cem pessoas mais influentes do mundo. Nas eleições seguintes, o
 Yair Lapid estrela em ascensão na política israelense
Yesh Atid recusou fazer parte da coligação do primeiro-ministro, tendo-se juntado à oposição após sofrer um revés nas urnas - passou a quarta força política do Parlamento, com 11 deputados.

Nestes últimos cinco anos já lhe chamaram de tudo, desde oportunista a zero político. Mas agora, com a possibilidade cada vez mais real de Israel passar por umas eleições antecipadas devido aos problemas judiciais de Netanyahu, Yair Lapid surge como o único capaz de derrotar Bibi, que vai no seu quarto mandato como primeiro-ministro. Agora é visto por muitos como a versão israelita de Trump, uma celebridade que virou político, sem grande ideologia e um talento para slogans.

A última sondagem, da Old Dialog/Channel 10 e publicada no dia 5, mostra que o Yesh Atid poderá conquistar 29 lugares, mais dois do que o Likud. Números que seguem a tendência dos últimos seis meses. "Não consigo pensar em outra democracia na qual a mesma pessoa era primeiro-ministro, ou presidente, ou chefe de Estado em 1996 e ainda continua à frente do país", disse Lapid em março ao POLITICO, referindo-se a Netanyahu. "O país precisa de seguir em frente. Estamos presos no mesmo lugar já há algum tempo".

Desde a última vitória de Netanyahu, em 2015, que Lapid tem apostado numa mensagem para conquistar o eleitorado do centro no que diz respeito à política interna, mudando as prioridades do Estado de Israel - colocar a classe média no centro da atividade económica, divisão igualitária dos direitos e deveres dos cidadãos, promoção da educação, reduzir o peso do governo e lutar por um acordo com os palestinianos.

Uma intenção que vem acompanhada de palavras duras em relação aos palestinianos - o ex-jornalista diz apoiar um Estado palestiniano, mas defende a construção de um muro em volta dele. Em dezembro, Yair Lapid afirmou que, ao contrário dos palestinianos, que "chamam porcos e macacos aos judeus", Israel garante o cumprimento dos direitos humanos. "Porque é que não vão a Gaza ou à Cisjordânia e perguntam sobre os direitos das mulheres, os direitos da comunidade gay, os direitos dos cristãos?", afirmou, defendendo que os media internacionais é que estão a perpetuar o conflito israelo-palestiniano, pois desencorajam os líderes palestinianos a fazerem as concessões necessárias para a paz. "Muitas vezes, o presidente Abbas provou não ser um parceiro para a paz. Três vezes nos últimos 15 anos foram oferecidas aos palestinianos mais de 90% do que eles estavam a pedir e por três vezes eles disseram não. Eles têm de perceber que não vão ter tudo o que querem", declarou Lapid numa entrevista ao The Washington Post. Para o líder do Yesh Atid, o processo de paz tem de começar por Gaza, que é um "assunto mais simples". "Não existem judeus em Gaza, não há locais sagrados. Não vamos falar com o Hamas, mas com protagonistas regionais presentes, teremos moderadores que servirão de intermediários. Se começamos com Gaza, teremos ganho. Penso que toda a região precisa de ver progressos", disse.

A chegada de Trump à Casa Branca e a sua posição pró-Israel é vista por Lapid como "uma incrível janela de oportunidade". "Sabemos que a estratégia da Autoridade Palestiniana e do presidente Abbas fracassou. Dizem há algum tempo que não há necessidade de negociar com Israel, que apenas precisam de garantir que a pressão internacional sobre Israel endureça cada vez mais. Mas a nova administração já anunciou que isto não vai funcionar com eles, e penso que Israel, se voltar à mesa de negociações, o fará numa posição de poder que não teve nos últimos anos", referiu ao Post.

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