30 de abr. de 2017

Coreia do Norte ameaça punir  Israel

Coreia do Norte ameaça punir Israel

Coreia do Norte ameaça 'punir sem piedade' Israel.
Kim o "louco"


A Coreia do Norte ameaçou punir Israel e acusou o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, de ter feito declarações "imprudentes e maliciosas" que insultam os líderes norte-coreanos.

Os comentários do regime de Pyongyang foram produzidos depois de Lieberman ter qualificado os dirigentes do país asiático como "extremistas e dementes", informa portal israelense Haaretz.

Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou: "A nossa mensagem consequente é punir sem piedade os que ofendem a dignidade de nossos líderes."

"Alertamos Israel que pense duas vezes sobre as implicações desta campanha de difamação contra nós", diz a nota, que condena Israel por sua política nuclear e o acusa de violar os direitos dos árabes no Oriente Médio.

"Israel é o único possuidor ilegal de armas nucleares que desfruta do apoio dos EUA, mas Israel ataca a Coreia do Norte por ter armas nucleares", sublinha o comunicado.

De acordo com o regime de Pyongyang, as críticas de Israel à Coreia do Norte são "uma ação cínica que pretende desviar a atenção da ocupação israelense e os crimes contra a humanidade".

Lieberman afirmou que Pyongyang "parece ter cruzado a linha vermelha com seus recentes testes nucleares" e garantiu que o programa de armas nucleares da Coreia do Norte representa uma maior ameaça para o mundo que o Irã ou qualquer grupo terrorista.


Em uma entrevista à edição Walla News nesta semana, Lieberman falou do líder norte-coreano, Kim Jong-un, como "o louco da Coreia do Norte".



Scarlett Johansson, Zoe Kravitz e Kate Mckinnon ilustram 7 novos pôsteres de a noite é delas

Scarlett Johansson, Zoe Kravitz e Kate Mckinnon ilustram 7 novos pôsteres de a noite é delas

Scarlett Johansson, Zoe Kravitz e Kate Mckinnon ilustram 7 novos pôsteres de a noite é delas

A Sony divulgou sete novos pôsteres de “A Noite É Delas” (Rough Night), comédia estrelada por Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) num fim de semana de farra com as melhores amigas. Em clima de despedida de solteira, as personagens bebem todas e decidem contratar um stripper. 
É quando um acidente acontece e elas saem da versão feminina de “Se Beber, Não Case” (2009) para ficar com “Um Morto Muito Louco” (1989) em suas mãos.
Além de Scarlett, os pôsteres incluem Zoë Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Jillian Bell (“Goosebumps”) e Ilana Glazer (série “Broad City”) como as amigas. Mas o elenco ainda traz um monte de coadjuvantes, entre eles Demi Moore (“Margin Call – O Dia Antes do Fim”), Colton Haynes (série “Arrow”), Ty Burrell (série “Modern Family”), Dean Winters (“De Volta ao Jogo”) e Karan Soni (“Deadpool”).

Historiador diz que nazistas estavam drogados na invasão da França e Polônia

Historiador diz que nazistas estavam drogados na invasão da França e Polônia

Historiador diz que nazistas estavam drogados na invasão da França e Polônia

Como mostra o livro do escritor alemão Norman Ohleam ,
grande parte da força do exército nazista era baseada
no uso de droga estimulante (foto: Albumwar2.com

Recém-lançado, o livro In Der Totale Rausch (ou A Todo Vapor, em tradução livre), do escritor alemão Norman Ohler, criou uma polêmica envolvendo as vitórias da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo o texto, os soldados nazistas de Adolph Hitler eram movidos a drogas. Isso mesmo. Apesar de não estarem cientes do consumo da crystal meth (uma espécie de metanfetamina), como mostra a publicação, os militares acreditavam que ao consumir o comprimido, estavam sendo estimulados assim como a cafeína presente numa xícara de café.





O escritor mostra que as famosas blitzkriegs (guerras relâmpago) empreendidas pelos alemães contra a Polônia e a França teriam sido deflagradas sob a chancela do Pervitin, um psicotrópico que hoje é conhecido como "speed". Ele foi desenvolvido pela empresa farmacêutica Temmler, com sede em Berlim, na Alemanha, em 1937, e, após ser analisado e aprovado pelo médico Otto Ranke, do exército alemão, foi transformado em "instrumento de batalha" pelos generais de Hitler.

Para chegar a essa conclusão, Norman Ohler analisou dezenas de documentos do exército alemão e do governo americano relacionados à maior batalha do século XX. Ele descobriu que esse estimulante do sistema nervoso central foi reconhecido pela Wehrmacht (forças armadas nazistas) como um aliado dos soldados, que após o uso, sempre estavam dispostos e "famintos" por vitórias.
FBI desmascara um jovem israelense acusado de fazer 2.000 ameaças pela de Internet

FBI desmascara um jovem israelense acusado de fazer 2.000 ameaças pela de Internet

FBI desmascara um jovem israelense acusado de fazer 2.000 ameaças pela de Internet
Michael Rum David Kadar, acusado de fazer 2.000 ameaças pela de Internet

O ‘hacker’ adolescente que aterrorizou meio mundo vendendo ameaças de bomba.

FBI desmascara um jovem israelense, autista e com um tumor cerebral, que ganhou meio milhão de dólares propagando 2.000 falsos avisos de atentados
A vida não havia sorrido para Michael Ron David. Afligido por um autismo profundo e com um tumor cerebral diagnosticado, suas palavras estavam marcadas desde a infância por um defeito na fala. Mesmo assim, tentou tirar partido do seu destino. Nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais o levaram a Israel quando completou cinco anos. Mudaram-se para Ashkelon, uma cidade portuária da qual ninguém se recorda, exceto quando nela caem os foguetes Qassam disparados da vizinha Faixa de Gaza, ou quando os guias turísticos mencionam a figura bíblica de Sansão.

Kadar não conhecia quase ninguém. Não foi à escola. Livrou-se também do serviço militar, obrigatório no Estado judeu. Foi educado em casa por seus pais – um israelense e uma norte-americana, de quem herdou ambos os passaportes – como se fosse um ser monstruoso que a família queria ocultar. Passava o dia inteiro com seus computadores. Até que se tornou um especialista em informática, um hacker global, um explorador da Deep Web: as profundezas da Internet, aonde os buscadores nunca chegam. Foi detido há um mês, já completados os 18 anos, pela brigada de crimes cibernéticos da polícia de Israel. O FBI estava nos seus calcanhares havia semanas. Era o principal suspeito da crescente onda de ameaças feitas contra instituições judaicas nos EUA desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

A comoção social gerada pela detenção de um rapaz judeu acusado de crimes de ódio religioso e antissemitismo se viu aliviada quando seu advogado e seus familiares detalharam o seu precário estado de saúde mental. Israel e Estados Unidos, suas duas pátrias, pareciam dispostas a arquivar as acusações e abrir um processo psiquiátrico contra ele.

Mas não estava tão alienado. As peças de acusação apresentadas pelos investigadores policiais a um tribunal distrital de Tel Aviv, onde foi formalmente acusado por mais de 2.000 crimes cibernéticos, e tribunais federais da Flórida e da Geórgia revelaram os rastros que Kadar deixou. Ele mantinha uma agenda de suas atividades numa memória externa. Conservava as gravações de suas conversas. Arquivava as notícias publicadas sobre as consequências de suas intimidações na sociedade e nos serviços de segurança.

O jovem operava como um achacador global, cobrando suas extorsões em bitcoins, a moeda digital anônima que não deixa rastro. Os agentes que o detiveram em seu domicílio em Ashkelon – onde operava cinco computadores e uma antena de wi-fi de longo alcance, assim como programas de alteração de voz e aplicativos para usurpar identidades – apreenderam um botim equivalente a meio milhão de dólares (1,7 milhão de reais) na criptodivisa virtual. Ele obteve esse montante ao longo de dois anos de chantagens através da rede nos Estados Unidos, Reino Unido, Noruega, Dinamarca, Austrália e Nova Zelândia.

Tinha começado praticando o swatting (de SWAT, unidades policiais de elite, brincadeira que consiste em passar trotes nos serviços de emergência) ao amparo das suas várias identidades de impostor digital. A partir de 2015, passou a rentabilizar sua afeição à Deep Web. Oferecia seus serviços como chantagista e acossador cibernético, ao mesmo tempo em que traficava passaportes, vistos e documentos de identidade falsos. Também revendia drogas on-line e colecionava material de pornografia infantil.

Gostava de usar a expressão “banho de sangue” como um selo pessoal em suas mensagens e conversas, mas o que mais lhe aprazia era semear o pânico. “Um grande número de crianças judias terá a cabeça explodida por metralhadora”, chegou a ameaçar aos funcionários de uma escola. Causou a desocupação de colégios, aeroportos, shoppings, delegacias… tudo isso em meio a enormes mobilizações das forças de segurança.
Sabia aonde direcionar suas intimidações. Alertou que um voo da companhia israelense El Al seria derrubado deliberadamente contra áreas habitadas na Europa. A falsa advertência provocou a decolagem de emergência de caças franceses e suíços sobre o espaço aéreo helvético. Tinham a ordem de derrubar o aparelho caso fosse necessário.


Outra de suas ligações afetou um aeroporto canadense. Obrigou os passageiros de uma aeronave comercial a desembarcarem pela rampa de evacuação, e vários deles ficaram feridos. Até o avião oficial de uma equipe da NBA, a dos Celtics de Boston, entrou em sua mira em dezembro, quando transportava os jogadores.

As tarifas de seus serviços podiam ser consultadas na Deep Web. “Ameaça de massacre a domicílio: 40 dólares (127 reais)”. “Advertência de matança em uma escola: 80 dólares (254 reais)”. Um alerta de bomba a bordo de um avião em voo chegava a 500 dólares (1.586 reais). Também oferecia aos clientes, em troca de um suplemento, uma intimidação personalizada no lugar da fórmula padrão.

A espiral de extorsões chegou a alcançar o senador republicano na legislatura do Estado de Delaware Ernesto López, que denunciou publicamente a onda de ameaças contra instituições judaicas. Exigiu do parlamentar sucessivos pagamentos em bitcoins sob um inquietante método de coação: ordenar na Rede a compra de drogas para que fossem enviadas a sua casa.

Um dos principais grupos de pressão judaicos, a Liga Antidifamação, informou que os incidentes contra instituições judaicas aumentaram em 86% nos EUA durante o primeiro trimestre desse ano. Em sua maioria foram atribuídos ao aumento do racismo dos denominados indivíduos brancos supremacistas. Veículos de comunicação israelenses e norte-americanos se perguntaram então sobre as origens de um fenômeno de antissemitismo que coincidia com o início do mandato do presidente Trump.

Entre 1 de janeiro e 23 de março, quando foi preso, Kadar efetuou 245 ligações de intimidação, quase todas a centro sociais e colégios da comunidade judaica norte-americana. A promotoria israelense pede dez anos de prisão para o chantagista, que era menor de idade quando foi efetuada a maior parte das ameaças. Entre outras acusações, lhe é imputada também a lavagem de dinheiro pelo pagamento não declarado em moeda virtual. A alternativa à prisão em Israel é uma improvável extradição aos Estados Unidos.

Autista profundo e com supostos transtornos de comportamento derivados do agravamento de seu tumor cerebral, o rapaz de Ashkelon que somente se relacionava com seus computadores articulou uma trama de pavorosa eficácia. Um dos casos extraídos da lista de acusações feitas contra ele constata esse fato. Um estudante entrou em contato com Kadar dos Estados Unidos. Estava desesperado. Tinha uma prova no mesmo dia e não havia estudado. Kadar o livrou do apuro no ato. Telefonou de Israel com uma terrível ameaça e o colégio foi evacuado.

As chamadas acabaram sendo sua perdição. Apesar dos avançados programas que disfarçavam sua voz, não conseguiu ocultá-la completamente. Depois de ter seguido sua pista por meio mundo, os investigadores do FBI submeteram as gravações a sucessivos filtros digitais até que puderam reconhecer com clareza o inconfundível defeito de pronunciação do extorsionário da Deep Web que recebia em bitcoins.

Fonte: BAZ RATNER REUTERS

29 de abr. de 2017

Quem foram Shifrá e Puá

Quem foram Shifrá e Puá

Quem foram Shifrá e Puá
POR DOVIE SCHOCHET

Essa história ocorreu no antigo Egito. O povo judeu estava prosperando sob o governo egípcio,1 até que um dia um novo faraó subiu ao poder, e ele não aceitou bondosamente os judeus.

Começou a escravizá-los, e até se sentia ameaçado pela possibilidade de que, algum dia, um bom rapaz judeu o destronasse. 

Por precaução, o faraó chamou as parteiras Shifrá e Puá, e ordenou-lhes que matassem todo bebê do sexo masculino que nascesse.3

As parteiras temiam a D'us, e não obedeceram. Quando foram desafiadas pelo faraó, disseram a ele que as mulheres judias eram treinadas na arte de ter filhos, e davam à luz antes que as parteiras tivessem a chance de chegar perto delas. Como recompensa pelas suas ações, D'us concedeu-lhes as dinastias do sacerdócio, os Levitas e a realeza.4 A coragem de Shifrá e Puá foi o que tornou possível o nascimento de Moshê, e o resto, como se diz, é história.

Tudo Está no Nome

Portanto quem foram essas heroínas que estavam dispostas a arriscar a vida somente para nunca mais serem mencionadas na Torá?

O Talmud nos revela o segredo e verdadeiros caracteres por trás dos nomes falsos Shifrá e Puá.5 O sábio talmúdico Rav afirma que Shifrá se referia a Yocheved (mãe de Moshê) e Puá a Miriam (irmã de Moshê).O sábio Shmuel argumentava que Puá na verdade era Elisheva (cunhada de Moshê, esposa de Aaron).

O comentarista Rashi aceita a opinião de Rav, e explica o mistério por trás dos nomes, O nome “shifrá”, diz ele, se traduz como “melhoria”, uma referência à maneira pela qual Yocheved “melhorava” os recém-nascidos limpando-os e endireitando seus membros. “Puá” significa “mimar”, uma referência a como Miriam “mimava” os nenês e os embalava.6

Um Jogo de Números

Então, quantas parteiras havia ali? Vamos voltar ao passado. Sessenta e seis homens judeus desceram ao Egito, juntamente com muitas mulheres7 Os comentários nos dizem que àquela altura da história todas as mães judias estavam tendo sêxtuplos.8 Portanto isso significaria que houve um aumento grande da nação judaica naquela época. Os números estavam crescendo tão dramaticamente que o faraó temia que logo eles estariam suficientemente fortes para empreender guerra contra o seu país!9 Então como elas faziam isso? Como apenas duas parteiras ajudavam no nascimento de todo bebê de toda mãe?

                                          Mulher judia na sinagoga

Muitos comentaristas10 oferecem uma resposta simples. Havia na verdade muitas parteiras, cerca de 500.11 Shifrá e Puá eram meramente aquelas encarregadas de todas as outras, pois eram aquelas que o faraó chamara.

Porém Rashi deixa de mencionar essa posição, e fala sobre Shifrá e Puá como se elas fossem as únicas parteiras do Egito – o que seria impossível!12 O que é ainda mais intrigante é a possibilidade de que as parteiras não eram necessárias. Como as parteiras disseram ao faraó: “As mulheres judias não são como as egípcias, elas sabem como dar à luz. Elas podem ter o filho antes mesmo que uma parteira chegue perto delas.”13 Sabemos que isso não era meramente uma desculpa que elas davam para afastar o faraó, porque ele poderia ter facilmente verificado a afirmação delas.

O Rebe explica que Yocheved e Miriam ainda tinham obrigações como parteiras, pois estavam disponíveis em caso de qualquer complicação durante um parto. Embora fossem apenas duas, sua reputação como pessoas bem nascidas e justas (que teriam ajuda de D'us se necessário) era suficiente para reassegurar toda a população de mulheres em vias de dar à luz.14

Judia ou Gentia

O que não se pode saber é se Shifrá e Puá eram de fato israelitas. O versículo diz “O rei do Egito falou com as miyaldot ha-ivriyot, uma chamada Shifrá e a outra Puá.”15 O debate aqui é se miyaldot ha-ivriyot é traduzido como “as parteiras judias” ou “as parteiras dos judeus”.

Como mencionado acima, tipicamente pensamos nelas como mulheres judias, porque Rashi diz que são Yocheved e Miriam. Além disso, Targum Onkules (a tradução aramaica da Torá) e Targum Yerushalmi (outra tradução aramaica da Torá) traduzem o versículo no seu significado direto: “parteiras hebraicas”.16Porém, alguns comentários questionam essa opinião e sentem que não combina com o contexto da história. Rabi Yehudá Hachassid (Yehuda ben Samuel de Regensburg 1150-1217) acreditava que Shifrá e Puá eram na verdade justas convertidas, pois não faria sentido que o faraó pedisse a duas judias para matar membros da sua própria fé e família. A antologia midrashica medieval Yalkut Shimoni coloca Shifrá e Puá numa lista de justas convertidas, apoiando ainda mais a noção de que elas eram na verdade egípcias.17

O Malbim

Meir Leibush ben Yehiel Michel Wisser, mais conhecido como Malbim, foi um rabino, mestre em gramática hebraica e comentarista bíblico. Ele tinha uma abordagem diferente para toda essa história. O Malbim acreditava que Shifrá e Puá não são nomes de pessoas, mas sim nomes de profissão. Um trabalho envolvia ajudar uma mãe através do processo de trabalho de parto, e o outro em cortar o cordão umbilical e atender às necessidade do bebê. Ele declara ainda que o faraó escolheu muitas parteiras, não apenas duas, e não havia duas encarregadas de muitas. Além disso, ele diz que essas eram mulheres egípcias justas que temiam a D'us e desafiavam as ordens do faraó, e não faz menção sobre elas se converterem.

Ajudar outro judeu

A história a seguir ilustra a importância de ajudar mães judias, como foi revelado ao Baal Shem Tov.18

Quando jovem, o Baal Shem Tov viajava de cidade em cidade com um grupo de homens justos e sagrados que, disfarçados como mendigos, iam em segredo ajudar aqueles que necessitavam. Em uma dessas jornadas, o grupo estava numa cidade chamada Brody. Ali, o Baal Shem Tov viu um homem pobre curvado sob sua carga, mas com uma luz brilhante e sagrada irradiando de sua face.

O homem simples era o “risonho” da cidade por causa de seu amor por leite de cabra, e quando as pessoas o avistavam, diziam rindo: “Herschel Tzig, trog guezung,” “Herschel da cabra, carregue sua carga com saúde,”

O Baal Shem Tov perguntou na cidade sobre quem era esse Herschel da cabra. Disseram que Herschel era um homem simples, viúvo há dez anos, com dois filhos atualmente estudando na yeshivá. Ele trabalhava como porteiro, usando todos os lucros para suas quatro cabras. O Baal Shem Tov pediu ao Alto para aprender o segredo do brilho de Herschel da cabra, que cintilava tanto como o dia em que Moshê desceu com a Torá para o povo judeu. Mas o Céu não forneceu a resposta. Portanto o Baal Shem Tov jejuou e lamentou por três dias inteiros, até que o Céu finalmente revelou o mistério por trás de “Herschel da cabra”.

No terceiro dia de seu jejum, após os serviços de Minchá, o Baal Shem Tov encontrou Herschel e pediu para ir à sua casa. Herschel ficou entusiasmado ao aceitar, e levou-o até sua casa, oferecendo-lhe um copo de leite.


Então Herschel começou a contar sua história: “Dez anos atrás perdi minha esposa. Ela era sempre muito generosa com as pessoas, visitando constantemente os doentes e atendendo às necessidades das mães que acabavam ter um bebê. Durante o período de luto, minha esposa apareceu-me num sonho e contou-me da grande recompensa que esperava por ela pelos seus atos de caridade.

“Ela disse: ‘Herschel, tenho ouvido muito dos maguidim (oradores) sobre todos os problemas e tribulações que esperam por nós no próximo mundo. Mas quando as cortes celestiais perguntaram meu nome, e respondi, as almas de todos os doentes e novas mães que eu tinha ajudado apareceram. Elas imploraram em meu nome perante o trono celestial, e me foi concedido o Gan Éden (paraíso). Agora, Herschel, ouça meu conselho e faça como eu fiz e você será muito recompensado!’

“Desde então,” disse Herschel, “comprei quatro cabras e tenho cuidado delas amorosamente para produzir leite que dou às mães novas e doentes, das quais todas se curaram com ele.

“Minha esposa apareceu-me em sonho na noite passada e disse que se eu encontrar um homem pobre após Minchá que peça algo para mim, devo convidá-lo a entrar e oferecer um copo de leite, porque através dele vou merecer a salvação eterna.”


Após aprender o segredo do homem simples porém grandioso, o Baal Shem Tov tomou Herschel sob sua asa, e ele aprendeu e cresceu até ser um tsadik oculto, ajudando milhares no decorrer de suas viagens.

NOTAS


1.
Êxodus 1:1
2.
Ibid., 1:8. Veja Rashi ad loc sobre a disputa talmúdica se foi de fato um novo rei, ou o mesmo rei com novos editos.
3.
Ibid., 1:15
4.
Veja Rashi, Êxodus 1:21. Veja Rashbam ad loc; ele traduz o versículo significando que o faraó colocou Shifrá e Puá em prisão domiciliar, para que não fizessem mais partos. Veja também Ibn Ezra, que explica que a recompensa diz que D'us fez casas reais, físicas para o povo judeu nas quais eles poderiam se esconder do faraó.
5.
Talmud, Sotá 11B
6.
Veja Rashi Êxodus 1:15. Veja Kli Yakar que explica que Shifrá significa “juventude” e o versículo está sugerindo que Yocheved, que tinha 130 anos na época, parecia uma jovem. Puá significa “palavras” em referência a Miriam ser uma profetisa, i.e., “palavras falantes”.
7.
Veja Gênesis 46:26
8.
Veja Rashi e Da’at Zekeinim Êxodus 1:7
9.
Êxodus 1:10
10.
Veja Ibn Ezra, Sforno, Ohr Hachayim sobre Êxodus 1:15. Veja também Chizkuni.
11.
Ibn Ezra ali explica que essas duas mulheres foram encarregadas de todas as parteiras a fim de coletar impostos delas.
12.
Rashi, Êxodus 1:15
13.
Êxodus 1:19
14.
Sichat Shabat Parshat Shemot 5746
15.
Êxodus 1:15
16.
Ibid.
17.
Veja Yalkut Shimoni sobre Yehoshua 247:9
18.
Relatado e Sefer Hama’amarim 5709, Kuntres 64

Palestinos e israelenses tem novos confrontos

Palestinos e israelenses tem novos confrontos

Palestinos e israelenses tem novos confrontos

Palestinos e soldados israelenses entram em confronto na Cisjordânia.

Palestinos se mobilizam para apoiar greve de fome de prisioneiros. 

Soldados responderam com procedimentos de controle de distúrbios, diz Israel.


Palestinos e soldados israelenses se enfrentaram nesta sexta-feira (28) na Cisjordânia ocupada durante a jornada semanal de mobilização dedicada a prisioneiros palestinos que estão em greve de fome, informa a agência de notícias France Presse.

Os palestinos fizeram nesta quinta uma greve geral em solidariedade com os 1.500 detentos em greve de fome há 12 dias nas prisões israelenses, um movimento sem precedentes, segundo os organizadores.

Palestinos e israelenses tem novos confrontosIncidentes violentos foram registrados nas imediações de assentamentos em Ramallah, Hebron, Bethlehem e no norte da Cisjordânia. Em Bethlehem, palestinos jogaram pedras contra os policiais, que responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo, informa a Associated Press.

Israel afirmou que cerca de 2 mil palestinos "participaram de distúrbios violentos" em diversos locais da Cisjordânia e que os soldados responderam com procedimentos de controle de distúrbios.

Soldados israelenses disparam contra palestinos durante confronto em manifestação nesta sexta-feira (28) em Beita, ao sul da cidade de Nablus (Foto: AP Photo/Majdi Mohammed) 
Palestinos e israelenses tem novos confrontos


Soldados israelenses disparam contra palestinos durante confronto em manifestação nesta sexta-feira (28) em Beita, ao sul da cidade de Nablus (Foto: AP Photo/Majdi Mohammed)

Um porta-voz do governo palestino disse que três pessoas foram hospitalizadas. Já o diretor de um hospital em Ramallah afirmou que mais de 20 pessoas ficaram feridas, a maioria com ferimentos na perna e que não correm risco de vida.
O movimento da greve de fome foi convocado por Marwan Barghuti, líder preso do Partido Fatah do presidente Mahmud Abbas. Barghuthi cumpre cinco penas de prisão perpétua por atentados cometidos durante a segunda Intifada (2000-2005). De acordo com a AP, ele foi condenado por comandar dois ataques a tiros e outro a bomba, que matou cinco pessoas.

Israel afirmou que não negociará com os grevistas, afirmando que "a convocação de greve de fome é contrária ao regulamento" da prisão, segundo o ministro israelense da Segurança Interior, Gilad Erdan.

Estado de saúde

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), única organização internacional autorizada a visitar os detentos palestinos nas prisões israelenses, disse que alguns deles, como Barghuthi, encontram-se em um "perigoso" estado de saúde.

Durante nove dias, o CICV não teve acesso aos prisioneiros, contudo, "no décimo primeiro dia, nossas equipes (...) puderam se encontrar com centenas de palestinos detidos em duas prisões israelenses", indicou à AFP o porta-voz do CICV, Jesús Serrano Redondo. "O objetivo é visitar todos nos próximos dias".
O Clube dos Presos Palestinos, ONG responsável pela questão dos prisioneiros nos territórios ocupados, informou em um comunicado que os grevistas sofreram "maus tratos", bem como a imposição de multas para quebrar o movimento.

Quem são os presos?

Os cerca de 1.300 palestinos em greve de fome, segundo a Autoridade Palestina, pertencem a todos os movimentos políticos palestinos, do Fatah e de Barghuthi, aos partidos de esquerda, passando pelo Hamas islamita que saudou os "valentes prisioneiros" grevistas.

Esta greve de fome pretende "acabar com os abusos" da administração penitenciária israelense, indicou Barghuthi, em uma coluna enviada ao jornal americano "The New York Times" a partir de sua prisão de Hadarim, no norte de Israel. Como represália, foi colocado em isolamento em outra prisão.

Os prisioneiros pedem, entre outras coisas, telefones públicos nas prisões, direitos de visita ampliados, o fim das "negligências médicas" e do regime de isolamento, assim como o acesso a canais de televisão e a ar-condicionado.


O tema dos presos é crucial para os palestinos. 

Cerca de 850 mil palestinos, no total, foram presos desde 1967 e a ocupação dos Territórios palestinos, segundo seus dirigentes. Entre os 6.500 palestinos atualmente detidos em Israel figuram 62 mulheres e 300 menores de idade. 

Cerca de 500 deles estão sob o regime extrajudicial da detenção administrativa que permite uma detenção sem processo nem acusação. Além disso, também há 13 deputados palestinos presos.

28 de abr. de 2017

Por que os israelenses não engordam?

Por que os israelenses não engordam?

Por que os israelenses não engordam?

Israel é um dos 10 países mais magros do mundo, ao lado de asiáticos, como China, Japão e Coreia. Mas, afinal, por que os Israelenses não engordam? 

De acordo com israelenses e brasileiros que vivem no país, são três fatores principais: alimentação, esporte e vida cotidiana ativa.

“Pouca gente em Tel Aviv tem carro, as pessoas caminham, pedalam ou usam transporte público para o deslocamento diário. A empresa em que trabalho ainda oferece aulas de zumba e yoga, além de subsidiar uma academia mensal para os funcionários”, conta Nathalie Rosemberg, que vive em Israel há dez meses.

O vínculo com o esporte, que se inicia na infância, segue firme durante a adolescência e início da idade adulta – ao contrário do que acontece no Brasil. Muito por influência do exército, obrigatório para todos os israelenses de 18 anos. Os homens fazem três anos de Exército e as mulheres dois anos, depois seguem recebendo “reciclagens” anuais até os 45 anos.

A tradição em esportes de alto rendimento se limita ao basquete e ao futebol, representados pelo Macabi Tel Aviv, além de alguns esportes individuais, como remo, judô e tênis. Mas é no fim de semana (composto por sexta e sábado) que as bicicletas tomam as ruas e parques, os barcos cortam os rios da cidade.

Segundo o último senso, 34% dos adultos praticam esportes três vezes por semana, homens e mulheres em proporções parecidas. A atividade mais comum é caminhada, mas a academia também fica movimentada com atividades como pilates, zumba e Surfset. Existe um órgão de esporte popular que está por trás de organização de caminhadas gratuitas para milhares de pessoas durante o ano.

“O principal empecilho para que a vida seja mais saudável vêm das religiões conservadoras. Entre os judeus ultraortodoxos o esporte não recebe qualquer atenção; entre os árabes muçulmanos, a corrida de mulheres gera oposição e já foi cancelada algumas vezes”, conta Adi Eshed.

Quando se trata de alimentação, a religião é mais uma aliada da vida saudável em Israel. Com maioria da população judaica, a comida kosher é oferecida até em redes internacionais de fast food. O conceito principal é religioso, mas a proibição de alguns alimentos (ou misturas) colabora com a redução de calorias.

“Quem segue dieta kosher não come animais com apenas um intestino, como coelho, cavalo ou porco, nem peixes sem escamas, como cação e dourado. Também não pode misturar carne com leite e derivados – nada de cheeseburger, bife à parmegiana, carne com molho de gorgonzola”, explica Riva Hadary, brasileira, que vive em Israel há 49 anos.

Independentemente da crença, a dieta em Israel é mediterrânea, com forte influência árabe. O almoço padrão tem proteínas (carne, peixe ou frango), acompanhado de homus e muitos legumes (berinjela e abobrinha principalmente). Mas as saladas começam logo cedo, nada de pão com manteiga no café-da-manhã. “É comum comer salada de pepino, tomate e atum pela manhã, acompanhado de frutas secas, sementes e café. O queijo de preferência nacional é cottage, que já provocou até protestos pela alta dos preços”, revela a nutricionista brasileira Ilana Kalmanovich, há dez anos morando em Israel.

Há também uma tendência acima da média de vegetarianismo: Tel Aviv é conhecida como a “capital vegana do mundo”. As escolas que servem almoço estão passando por reformulação imposta pelo Ministério da Saúde, que pretende impor regras mais rígidas para melhorar nutrição. O Ministério também pretende marcar com adesivos vermelhos produtos que contênham alto teor de sal e gordura, como salgadinhos. Nem tudo é perfeito: com horários extensos de trabalho, muitas refeições são feitas fora de casa, nos restaurantes as porções servidas são fartas, e a vida noturna agitada favorece o consumo de álcool e quitutes. Mas, se eles conseguem, não custa tentar. Fonte: Globo Esporte/Eu Atleta
O Case do Esporte em Israel

O Case do Esporte em Israel


Esta notícia foi escrita por Maureen Flores e retirada do Jornal O Globo
O desenvolvimento de tecnologias para o esporte deixou de ser uma atividade do interesse de poucos e transformou-se em um segmento obrigatório para atletas de ponta. Em 2015, o investimento em inovação no esporte, na forma de capital de risco, totalizou US$ 2,5 bilhões. O epicentro dessa atividade acontece nos Estados Unidos e, tanto lá como em outros países que investem pesado no segmento — Holanda, Austrália , Espanha e Alemanha —, a regra comum é a ênfase dada a presença da elite nacional do esporte no pódio global. 
Entretanto, a regra tem exceção: Israel. Esse país, sem tradição esportiva e pouco interessado no assunto, produziu em dois anos 95 startups premiadas que rapidamente dominaram o mercado. Parte dessas iniciativas, 41, levantaram US$ 380 milhões em capital de risco no mercado internacional.
A Regra 1 da inovação no esporte diz que, como primeiro passo, países investem no desenvolvimento de iniciativas voltadas para performance dos times nacionais geralmente incentivados pela realização de megaeventos. Israel apostou pesado no desenvolvimento de tecnologias voltadas a indústria do entretenimento e nela incluiu o esporte. O objetivo foi criar uma nova forma de o espectador interagir com o esporte. Como funciona? Um exemplo: sabe aquelas setas e linhas que aparecem na tela da sua televisão desenhando contornos ao redor de um jogador ou repetindo a trajetória de uma determinada jogada? Pois bem! Essas são funcionalidades de softwares, em geral, da empresa Virtz, que exporta para todo o mundo, inclusive para o Brasil. Recentemente, a FreeD, uma empresa com pouco mais de três anos, foi adquirida pela Intel por US$ 175 milhões. Sua tecnologia permite ao fã rever suas imagens favoritas em 3D e em vários ângulos. É simples entender o motivo que levou o país a priorizar o desenvolvimento de soluções para as transmissões televisivas: basta olhar os números e constatar que, em 10 anos, somente a comercialização dos direitos de transmissão do futebol francês, alemão e inglês duplicou de valor.
A Regra 2 diz que o desenvolvimento de soluções computacionais voltadas ao aperfeiçoamento tático do futebol desafiaria cientistas pois, reza a lenda, o esporte apresenta um menor número de restrições aos seus jogadores em relação ao basquete ou ao vôlei e, por esse motivo, ofereceria um número muito maior de combinações matemáticas possíveis. Certa ou errada, a discussão, que estaria ultrapassada em tempos de big data, não impressionou os sócios israelenses da IntelligentGym, que foram além, analisaram o jogo e entenderam seus jogadores como pessoas altamente qualificadas que tomam decisões rápidas em situações de risco; assim, inspiraram-se em simuladores de voo para criar softwares para treinamento tático especializado. Sensacional!
 Regra 3 diz que os investimentos em inovação no esporte são liderados em seu início por políticas públicas que fomentam a formação do ecossistema; depois, por grandes times, como por exemplo o fundo Courtside Venture, do Cleveland Cavaliers, ou a aceleradora (empresas que facilitam o lançamento de startups no mercado) do Los Angeles Dodgers. Em Israel, a política pública de inovação divide o risco com o empreendedor. Se der certo, o empreendedor devolve o investido pelo Estado, se der errado, todos perdem. Entretanto, agora, com o sucesso das iniciativas locais no setor, foi criado o Homerun Ventures, o primeiro fundo privado especializado em esporte, com capital de US$ 30 milhões, que tem entre seus fundadores um empresário especializado em financiar startups e um membro do Comitê Olímpico Internacional quem integra a Comissão de Coordenação para os Jogos de Tóquio-2020.
Há várias outras “regras” que foram quebradas por esse país que criou o Waze e depois vendeu para o Google por US$ 1, 3 bilhão. No caso específico do esporte, é inegável que a competência técnica instalada nas áreas de big data, computação gráfica, inteligência artificial e internet das coisas são de grande importância para o sucesso das startups. Alguns estudiosos também citam a formação militar como um componente de destaque no DNA das empresas, assim como a capacidade local de analisar um problema comum sob uma nova ótica. Há mais que isso! O Brasil tem competência instalada em exatas e em computação; tem um terço das suas medalhas dentro das Forças Armadas; e possui centros de excelência nessas áreas específicas do conhecimento dentro do aparato militar. Entretanto, ainda não consolidamos nosso ecossistema digital do esporte.
Conversando com amigos, não pude deixar de perceber uma ponta de orgulho ao narrarem a vitória do Hapoel Be’er Sheva sobre o Inter de Milão no ano passado. Creio que em Israel, a chave do sucesso é que negócios são negócios, e paixões são à parte.
O Israel Trade & Investment organizará uma delegação brasileira para participar do maior evento de tecnologia do esporte em Israel, o Future Sport Israel 2017, que ocorrerá entre 26-28 de Junho em Tel-Aviv.
Caso tenha interesse em receber mais informações acerca deste ou outros eventos, favor entrar em contato por meio dos e-mails e telefones indicados abaixo:
rio@israeltrade.gov.il | (21) 3259-9148
saopaulo@israeltrade.gov.il | (11) 3095-3111
Israel ataca Hezzbollah na Síria

Israel ataca Hezzbollah na Síria

Israel ataca Hezzbollah na Síria
Baterías Patriot Foto: Portavoz militar
Israel teria ordenado um ataque aéreo a um depósito de armas controladas pela milícia libanesa Hezzbollah, perto do aeroporto de Damasco, capital da Síria. 

Israel terá conduzido, durante a madrugada de quinta-feira, um ataque a um depósito de armas controlado pela milícia libanesa Hezbollah, que apoia Bashar al-Assad na guerra contra os rebeles sírios, segundo confirmaram fontes dessa mesma oposição à cadeira televisiva Al Jazeera. 

Segundo testemunhas, cinco rockets foram disparados de território israelita e terão atingido uma área perto do aeroporto de Damasco, que fica mais ou menos a 25 quilômetros da capital. Um repórter da Al Jazeera, Imtiaz Tyab, disse que o impacto dos mísseis foi tão potente que foi sentido nas áreas rurais a vários quilômetros da capital. 

Não é a primeira vez que Israel ataca posições da milícia libanesa, que é próxima do Irão, inimigo ideológico de Israel.
Israel e Estados Unidos acertam  visita  de Trump a Jerusalém

Israel e Estados Unidos acertam visita de Trump a Jerusalém

Israel e Estados Unidos acertam  visita  de Trump a JerusalémIsrael e Estados Unidos iniciaram conversas sobre uma possível visita do presidente Donald Trump a Jerusalém, disse um oficial israelense.

 "Há discussões iniciais entre o Ministério de Relações Exteriores israelense e autoridades do governo americano sobre a visita", disse um funcionário do governo israelense, falando sob condição de anonimato, porque os detalhes da viagem ainda não foram definidos. As informações são da agência chinesa Xinhua.

A fonte estimou que as chances de que a visita aconteça são "muito altas". O site de notícias em língua hebraica Ynet informou que uma delegação dos EUA chegaria a Israel nesta quinta-feira (27) para iniciar conversas sobre o assunto.

O jornal Times, de Israel informou que Trump deve realizar sua primeira viagem ao exterior como presidente por Bruxelas no próximo mês. Segundo o jornal, além da capital belga, Trump poderá ir a Israel no dia 21 de maio ou nos dias seguintes.

Se materializada, a viagem viria em um momento sensível, em que Israel comemora o Dia de Jerusalém, uma celebração anual para marcar a "unificação" da cidade, considerada santa por judeus, cristãos e muçulmanos. Israel tomou Jerusalém Oriental na guerra de 1967 e anexou-a pouco depois, anunciando-a como sua capital "indivisível". O movimento nunca foi reconhecido internacionalmente.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, encontrou-se com Trump em Washington em fevereiro. Eles falaram sobre uma mudança positiva entre os dois aliados depois de anos de discussões com o governo de Barack Obama, principalmente sobre a expansão dos assentamentos na Cisjordânia e o acordo nuclear com o Irã.

População judaica mundial atinge 14,3 milhões de pessoas

População judaica mundial atinge 14,3 milhões de pessoas

População judaica mundial atinge 14,3 milhões de pessoas

Sergio Della Pergola, professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém e o principal especialista em demografia judaica, publicou esta semana um texto no site Ynet News, em que aborda cenários para o povo judeu no ano 2050.

De acordo com ele, há em 2015 quase 14,3 milhões de judeus, segundo definição semelhante à aceita pelo Supremo Tribunal de Israel. "Ser judeu hoje significa, antes de tudo, a vontade de expressar uma auto-identificação com o povo judeu, abrangendo desde os muito religiosos até os antirreligiosos", escreve o demógrafo.

Cerca de 6,3 milhões de judeus vivem no Estado de Israel (com mais 360 mil parentes que não estão registrados como judeus no Ministério do Interior) e 8 milhões vivem na diáspora, dos quais 5,7 milhões nos Estados Unidos e 2,3 milhões em todos os outros países (principalmente França, Canadá, Grã-Bretanha, Rússia, Argentina, Alemanha, Austrália e Brasil).
Della Pergola traça dois cenários para 2050: otimista e pessimista. No primeiro, ele prevê uma população judaica de 20 milhões.
Fator importante: Haredim serão 1/3 da população israelense
Diferentes setores da população israelense crescem em ritmos diferentes, e a composição de toda a sociedade muda em conformidade.
Em Israel, a população ultraortodoxa deve crescer gradualmente - até chegar a um terço de todos os judeus. Da mesma forma, embora em nível inferior, o percentual de árabes israelenses.
"Estes números representam um grande desafio em termos de infraestrutura e qualidade ambiental", afirma Della Pergolla. "E sejam quem forem os dirigentes do país, devem se preparar, pois 2050 um dia chegará".
Fonte: Ynetnews

27 de abr. de 2017

Síria acusa Israel de disparos de mísseis perto de Damasco

Síria acusa Israel de disparos de mísseis perto de Damasco


Foto feita a partir da cidade de Douma mostra clarão das chamas que seriam da explosão

A Síria acusou seu vizinho Israel de ter atacado nesta quinta-feira uma posição militar perto do aeroporto internacional de Damasco, um bombardeio que provocou uma enorme explosão.

Israel, que raras vezes confirma seus numerosos ataques lançados em território sírio desde o início da guerra, em 2011, deu a entender que pode ser o autor do bombardeio.

Caso o envolvimento de Israel seja confirmado, este seria o segundo ataque do país em quatro dias contra alvos na Síria, onde o Hezbollah – um de seus grandes inimigos — luta ao lado do regime de Bashar al-Assad contra rebeldes e jihadistas.

“Uma posição militar a sudoeste do aeroporto internacional de Damasco foi alvo ao amanhecer de uma agressão israelense com vários mísseis disparados a partir dos territórios ocupados (Israel, no jargão do regime sírio), provocando explosões”, afirmou a agência Sana citando uma fonte militar.

Os disparos provocaram “danos materiais”, acrescentou, sem informar se era uma posição do exército sírio.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou, por sua vez, que um depósito de munições, muito provavelmente pertencente ao Hezbollah libanês, explodiu perto do aeroporto internacional, situado a 25 km de Damasco.
Segundo Al Manar, a televisão do Hezbollah, a explosão ocorreu de madrugada “em vários depósitos de combustível e um armazém do aeroporto internacional de Damasco e provavelmente foi provocada por um ataque aéreo israelense”.
Em Israel, o ministro da Inteligência, Israel Katz, declarou que o suposto ataque era coerente com a política israelense, sem confirmar a responsabilidade de seu país.
A Rússia, principal aliada de Damasco, pediu em um comunicado moderação a todos os países, e advertiu sobre um “aumento da tensão” na Síria.

 Bola de fogo

Uma testemunha que vive em um bairro do sudeste da capital, Dawwar al Baytara, contou à AFP ter ouvido uma grande explosão.
“Às 04h00 da manhã, ouvi uma enorme explosão, corri para a varanda e, ao olhar para o aeroporto, vi uma enorme bola de fogo”, relatou Maytham, de 47 anos. “A eletricidade foi cortada. A bola de fogo era bem visível”, acrescentou.
Desde o início da guerra na Síria, Israel executou vários ataques no país contra alvos sírios ou do Hezbollah libanês, aliado de Damasco.

No domingo, três milicianos leais ao regime morreram em um bombardeio israelense contra um acampamento na localidade de Quneitra, nas Colinas de Golã. O exército de Israel também se negou a comentar a informação.

Em 13 de janeiro, Damasco acusou Israel de ter bombardeado o aeroporto militar de Mazze, a oeste da capital, o que provocou incêndios. Neste aeroporto fica o serviço de inteligência da Aeronáutica.

Em 2016, vários mísseis israelenses atingiram os arredores desta base militar, segundo a imprensa estatal síria.

No ano passado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu admitiu que Israel atacou dezenas de comboios de armas destinadas ao Hezbollah.
De acordo com o regime sírio, o aeroporto de Damasco foi alvo de um ataque aéreo em dezembro de 2014.

 Temor pelo Hezbollah

Israel está preocupado com a presença na Síria do Hezbollah, um de seus principais adversários, que tem o apoio do Irã, que apoia militarmente o regime de Bashar al-Assad.

Em 17 de março, Israel e Síria tiveram o incidente mais grave em muitos anos. Um ataque israelense perto de Palmira (centro) contra alvos que o governo de Israel afirma que estavam relacionados com o Hezbollah provocou uma resposta antiaérea das forças sírias e um disparo de míssil, interceptado quando se dirigia ao território israelense.

Os dois países estão oficialmente em guerra há décadas. Israel e Líbano, vizinho da Síria, tecnicamente também estão em guerra.
Em 2006, um conflito entre Israel e Hezbollah, o grupo armado mais poderoso do Líbano, deixou 1.200 mortos em território libanês, a maioria civis. Do lado israelense foram registradas 160 mortes, a maioria de soldados.

Por sua vez, a guerra na Síria deixou 320.000 mortos desde 2011. Tornou-se cada vez mais complexa, já que envolve o regime, rebeldes, extremistas e diferentes forças regionais, assim como potências internacionais.
Nesta quinta-feira, uma série de bombardeios contra hospitais de zonas rebeldes provocaram a morte de 10 pacientes, incluindo bebês em incubadoras.
Mergulho no cinema de Israel

Mergulho no cinema de Israel

Mergulho no cinema de IsraelSesi Horto Bauru fará exibições gratuitas (e com direito a pipoca) a partir de 3 de maio; viagem cinematográfica ao Oriente Médio terá oito filmes.


Oito filmes israelenses premiados poderão ser prestigiados entre os dias 3 de maio e 28 de junho no Sesi Horto de Bauru. A entrada será gratuita (e com direito a pipoca).  

Na décima edição do chamado Cine Sesi-SP no Mundo, a viagem proposta é para o Oriente Médio e produções que mostram um pouco do cotidiano do único país de maioria judaica no mundo. 


                                          Mulher judia na sinagoga

O filme mais premiado de Israel, "A Banda", de 2007, do diretor Eran Korilin, que somou mais de 70 indicações e 46 conquistas, entre elas o Prêmio da Juventude no Festival de Cannes, poderá ser conferido pelo público da mostra.

Livre para todos os públicos, a comédia apresenta a convivência amistosa entre um conjunto musical egípcio e um povoado israelense, apesar da cicatriz entre os povos, consequência de suas rivalidades históricas e ainda latentes.

PRODUÇÃO NA HISTÓRIA

Israel é um dos poucos países desenvolvidos cuja fundação é posterior à disseminação da arte cinematográfica pelo mundo, ressalta a organização da mostra.
Da década de 1950, suas primeiras produções são filmes heroicos e patrióticos, produzidos com incentivo do Estado. O primeiro filme israelense de sucesso internacional data de 1964, "Sallah Shabati" (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro).
Os filmes de 1970 foram os primeiros a trazer questões políticas e históricas, com assuntos como o Holocausto.
Em 1980, diretores e atores israelenses começam a aparecer e a língua nacional, hebraica, passa a ser utilizada.
Já nos anos de 1990, os filmes privilegiaram o humano, os tabus e temas da vida cotidiana, arraigados de valores e questões religiosas e sociais.
Dispensando a figura maniqueísta de heróis e vilões, os filmes buscaram registrar as minorias e aqueles que estavam à margem e conquistaram maior interesse internacional.
Nos anos 2000, o que mudou foi a forma do audiovisual de abarcar os conflitos que permeiam a vida cotidiana.
Os filmes mantiveram a característica de retratar a realidade do país, mas de maneira não panfletária, sem assumir lados e opiniões e sem fugir dos temas polêmicos, mas deixando-os nas entrelinhas.
O resultado do trabalho autoral dos anos 1990 e o desenvolvimento técnico que conferiram melhor qualidade à produção cinematográfica israelense nos anos 2000 são perceptíveis ao público da mostra: produções premiadas internacionalmente com diversidade de temas e maturidade artística.

Programe-se já
"A Banda" - 3 de maio, quarta, às 19h
"As Aparências Enganam" - 10 de maio, quarta, às 19h
"A Enchente" - 17 de maio, quarta, às 19h
"Aviva, Meu Amor" - 24 de maio, quarta, às 19h
"Dias Congelados" - 31 de maio, quarta, às 19h
"As Medusas" - 7 de junho, quarta, às 19h
"A Missão do Gerente de Recursos Humanos" - 21 de junho, quarta, às 19h
"Delicada Relação" - 28 de junho, quarta, às 19h

Serviço
Mostra Cine Sesi-SP no Mundo: A Vida em Israel. Escola Sesi do Horto – rua Professora Zenita Alcântara Nogueira, 1-67, Triagem. 3/5 a 28/6. Entrada gratuita. (14) 3104-3900. http://www.bauru.sesisp.org.br