Judaísmo Messiânico é uma farsa

Milhões de cristãos conhecidos como cristãos renascidos de novo estão convencidos de que Iehoshua só retornará quando os judeus o aceitarem. 

Para isto, grupos religiosos tais como a Southern Baptist Convention (http://www.sbc.net/), que aprovou uma resolução no ano de 1996 motivando a conversão de Judeus e as Assembly of God (http://www.ag.org/) contribuem com mais de US$ 250 milhões anualmente para uma campanha frenética que tem o objetivo de atrair judeus para a conversão.

Estes cristãos evangélicos estabeleceram sinagogas hebraico-cristãs especialmente para atrair os judeus. Estas sinagogas cresceram de 20 a mais de 400 nos últimos vinte anos. Os missionários abordam principalmente judeus que não possuem uma sólida educação judaica, convencendo-os de que eles não serão judeus completos enquanto não aceitarem Iehoshua como Mashiach, e que um judeu continua a manter a sua identidade judaica mesmo após aceitar Iehoshua.

De acordo com um estudo demográfico do Council of Jewish Federations (http://www.cjf.org/) efetuado em 1990, mais de 600.000 judeus nos EUA se identificaram com alguma denominação dentro do Cristianismo. Nos últimos 25 anos, mais de 275.000 judeus foram convertidos por missionários cujas técnicas de conversão enganosas estão repletas de ensinamentos judaicos que são transmitidos disfarçadamente com um sabor cristão.

Estes grupos têm influenciado muitas igrejas evangélicas a adotarem as mesmas técnicas enganadoras. Pela primeira vez na história, judeus são bem vindos às igrejas e são informados de que mesmo aceitando Iehoshua podem manter a sua identidade judaica. Desta forma, alguns membros destas igrejas apresentam um judeu a um judeu-cristão.

Este método de proselitismo aumenta o número de contatos efetuados com outros cristãos que passam a servir de intermediários para que estes missionários judeus-cristãos possam fazer com que outros cristãos se infiltrem em escolas e em lugares sociais para atrair judeus para a conversão.

Ao contrário do conceito popular, não são somente os judeus emocionalmente instáveis que são enganados por estes missionários. Na verdade, todos os judeus são suscetíveis. Missionários geralmente têm como objetivo as universidades, hospitais, programas de reabilitação de drogas, lares para idosos e shopping centers em bairros judaicos bem como a comunidade israelense, imigrantes soviéticos e casais mistos.

Estes missionários deliberadamente falsificam as citações, as traduções e as interpretações das Escrituras Judaicas e dos textos rabínicos a fim de provar que Iehoshua foi Mashiach. Estas falsificações juntamente com a utilização de símbolos, objetos religiosos e de músicas judaicas, servem para confundir os judeus, tornando-os ainda mais vulnerávis.

Os grupos missionários já somam mais de 900 nos EUA, mais de 100 congregações messiânicas em Israel e mais de 38 congregações na antiga União Soviética. Várias lideranças neste movimento dispõem de considerável força política. Um deles, chegando até mesmo a ter o status de observador na ONU.

Muitos grupos têm fundado escolas judaico-messiânicas para crianças e Ieshivot (academias), onde são ordenados rabinos messiânicos. Em Israel, existem mais de 40 congregações messiânicas e duas Ieshivot messiânicas. Estes grupos investem especialmente contra judeus sem estudo ou afiliação e afastados de sua fé.

Como resposta a esta crescente ameaça, a organização internacional Jews for Judaism (http://www.jewsforjudaism.org/) foi criada em 1986, sendo a única organização abrangendo a América do Norte que se dedica em tempo integral à luta anti-missionária e ao trabalho de retorno ao Judaísmo, com filiais em Los Angeles, Baltimore, Chicago, Harrisburg, Washington, Filadélfia, Nova Iorque, Toronto e Joanesburgo, na África do Sul.

O Rabino Benztion Kravitz é o fundador da organização Jews for Judaism e é o diretor executivo desta organização em Los Angeles. O Rabino Kravitz é uma autoridade unânime em Judaísmo, polêmicas cristãs e um renomado palestrante. O Rabino Kravitz já apareceu no radio e na TV e já fez palestras em todos os Estados Unidos da América do Norte, na antiga União Soviética e em Israel.

Com mais de 20 anos de experiência, ele detém os maiores recordes da comunidade judaica no aconselhamento de judeus que se envolveram em seitas ou grupos missionários. Esta organização atinge os seus objetivos através de ensinamentos a judeus-cristãos, monitoramento da atividade missionária e oferecendo escritórios de palestrantes e cursos intensivos anti-missionários.

Esta também é pioneira na divulgação de material anti-missionário em todo o Mundo, e tem produzido sua própria seleção de literatura e fitas de áudio e vídeo, algumas disponíveis em Inglês e Russo. O melhor antídoto para os agentes messiânicos é uma comunidade judaica educada.

Desta forma, a organização Jews for Judaism oferece diversos programas que mostram a natureza e a extensão dos esforços para converter judeus, explicando como neutralizá-los. Estes cursos ensinam como as estratégias dos missionárias são aplicadas e como o Judaísmo é falsamente representado.

Os judeus são freqüentemente confundidos e intimidados por missionários. É importante que entendamos as falhas teológicas do argumento messiânico de que a aceitação de Iehoshua é um cumprimento do Judaísmo. Enquanto que a maioria dos judeus não aceitam Iehoshua como Mashiach, poucos são capazes de explicar o porquê. Com esta finalidade, a organização Jews for Judaism também realiza trabalhos que visam o retorno de judeus de origem russa e de judeus-cristãos.

Baseados na premissa de que um determinado judeu não possuía, no momento em que foi abordado por agentes messiânicos, informações suficientes para tomar uma decisão bem formulada, esta organização apresenta ao judeu abordado os argumentos judaicos que expõe as fraudes e as distorções presentes no Novo Testamento.


Algumas das filiais desta organização desenvolveram grupos de apoio, oferecendo compreensão e encorajamento a judeus e famílias de judeus que foram enganados por agentes missionários. A organização Jews for Judaism afirma que se um judeu convertido ou que está desejando se converter ao Cristianismo estiver disposto a escutar o ponto de vista judaico, possui uma chance de 60 a 70% de retornar ao Judaísmo. Segundo esta organização, a maioria destes judeus abandona o Cristianismo com uma renovada e revitalizada valorização da sua herança judaica.
Messiânico fazendo proselitismo


Durante a última década tem havido um crescimento alarmante dos movimentos messiânicos. Este crescimento tem sido acompanhado por um impressionante aumento das atividades missionárias destinadas a converter judeus. A verba anual de um destes grupos missionários é de cerca de US$ 12 milhões. Mais de 1.000 diferentes grupos missionários gastam mais de US$ 250 milhões anualmente.

Estes grupos patrocinam centenas de missionários em tempo integral, assim como programas de rádio e TV, e já construíram mais de 400 sinagogas messiânicas, que se esforçam no trabalho de converter judeus, mas, na verdade, são igrejas cristãs.

Estes grupos usam três táticas enganosas para atrair judeus. Em primeiro lugar, eles afirmam que um judeu pode continuar professando o Judaísmo mesmo após aceitar Iehoshua como Mashiach. Em segundo lugar, freqüentemente citam erroneamente, traduzem mal e distorcem as Escrituras Hebraicas e textos rabínicos de forma a dar credibilidade aos seus argumentos.

Em terceiro lugar, tentam destruir o Judaísmo argumentando que o Cristianismo é o único caminho espiritual até o Eterno para a salvação. Adicionalmente, muitos grupos missionários empregam táticas de amedrontamento e intimidação para desencorajarem judeus a falarem com rabinos, e, desta maneira, impede que ele próprio tenham uma oportunidade de escutar o ponto de vista judaico. Estas táticas enganosas são moralmente condenadas tanto por judeus como por não-judeus.

Dentre os inúmeros grupos cristãos que têm publicamente condenado os movimentos messiânicos estão os Bispos Episcopais do Estado de Maryland, a Arquidiocese de Harrisburg, na Pensilvânia, a Conferência Nacional de Bispos Católicos de Washington, D.C., o Conselho Ministerial do Campus da Universidade Americana em Washington, D.C., a Conferência Nacional de Judeus e Cristãos da Califórnia do Sul, a Conferência Inter-religiosa de Washington D.C. que é um grupo que inclui a Arquidiocese Católica Romana assim como os Batistas e principais grupos protestantes.

Apesar de tão ampla condenação, os esforços destes agentes messiânicos têm logrado alarmante sucesso. De acordo com a revista cristã Charisma, mais judeus aceitaram Iehoshua como Mashiach nos últimos 19 anos do que nos últimos 19 séculos. A maior parte das autoridades no assunto afirma que já há mais de 250.000 judeus que se converteram ao Cristianismo, em todo o mundo.

O Talmud, em uma passagem do Tratado de Sanhedrin 37a, ensina que quem salva uma única alma judaica é como se tivesse salvo o mundo todo. Esta passagem enfatiza a importância de se ajudar cada judeu. Mesmo se um só judeu estivesse sendo desgarrado, nossa preocupação com ele já seria imensa.

Quando se multiplica isto por centenas de milhares, esta preocupação torna-se bem mais pronunciada. A maior parte das pessoas já deve ter ouvido falar do grupo missionários Jews for Jesus. Entretanto não existem Budist for Jesus ou Hindus for Jesus. Aparentemente, os cristãos evangélicos são mais obcecados em converter judeus do que converter alguém que professe outra religião.



*Por Zahav Yalom Putzah

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1 Comentários:

  1. Pouco sei do messianismo judeu, mas não podemos ignorar a força civilizatória do cristianismo. Todas as nações desenvolvidas do mundo formaram suas civilizações sob valores cristãos duramente implantados ao longo de centenas de anos, e as nações desenvolvidas não-cristãs, como Israel e Japão, devem muito de seu progresso ao modelo europeu de economia e política, modelo esse fortemente influenciado pela universalização de procedimentos cristãos que deram uma identidade continental à Europa.

    O mundo de hoje não é, ainda e nem de longe, um paraíso, mas um grande cientista judeu como o Steven Pinker, em seu livro "Os Anjos Bons da Nossa Natureza", reconhece que o mundo hoje é bem melhor e menos violento que há dois mil anos atrás e o cristianismo, que incorporou a moralidade judaica em sua totalidade, associando-a à filosofia greco-romana, muito contribuiu para essa mudança, a começar pela oposição firme à escravidão que era o mais lucrativo negócio da humanidade.

    Quanto às exegeses possíveis sobre a real natureza de D'us eu, judeu espanhol, fico com os muçulmanos que simplesmente não admitem que os homens possam conhecer a natureza de D'us devendo-se limitar ao conhecimento da natureza da obra de D'us, essa sim, apreensível pelo conhecimento humano.

    Nos primeiros duzentos anos do cristianismo vigorou a imagem de Jesus como mais um profeta e essa imagem facilitou a conversão dos judeus e mazdaístas que, juntos, representavam 75% da população do Império Romano. Ambas as religiões eram monoteístas e tinham grande tradição profética, assim como aguardavam um profeta redentor donde a narrativa da chegada do Cristo caiu como uma luva. A deificação de Jesus vai acontecer após a conversão da parte greco-romana do Império que, se por um lado, eram minoria, pelo outro detinham o mais avançado pensamento filosófico da Antiguidade. Para eles profetas eram irrelevantes, então deificaram Jesus, dentro de um conceito rico e complexo que afirma a Santíssima Trindade como o Três que é apenas Um, incorporando na religião uma filosofia da Natureza que compreende o Negativo, o Positivo e o Neutro como as bases da existência material e que nós só encontramos em nossos livros de Química. Ninguém se metia com a cultura greco-romana e saía intacto, tanto que hoje as bases de organização sócio-política do munda são desenhadas segundo aquela cultura.
    Acredito que D'us seja incorpóreo, mas também sei que Ele é Onipotente, donde se conclui que segundo Sua vontade ele pode se apresentar a nós como o desejar, que o diga Moisés que O viu numa forma nenhum pouco incorpórea.
    O Judaísmo é um oceano e dentro dele e de seus postulados existem discussões intermináveis até o fim dos tempos, graças a D'us, pois judaísmo sem polêmicas não existe.
    Sigamos aprendendo e debatendo.
    Paz e felicidade para todos nós!

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