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    Premiê da Austrália defende assentamentos de Israel

    Premiê da Austrália  defende assentamentos de IsraelPremiê da Austrália recebe Netanyahu e defende assentamentos de Israel.

    SYDNEY (Reuters) - O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, fez uma defesa firme de Israel nesta quarta-feira, criticando a Organização das Nações Unidas (ONU) e prometendo jamais apoiar "resoluções unilaterais" opostas à construção de assentamentos israelenses em terras ocupadas.

    Turnbull recebeu nesta quarta-feira Benjamin Netanyahu, o primeiro premiê israelense a visitar a Austrália, e reiterou o apoio de seu país a uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.

    Mas ele também deixou claro que a Austrália não irá apoiar nenhuma resolução como a que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em dezembro pedindo o fim da construção de assentamentos israelenses em terras ocupadas.
    "Meu governo não irá apoiar resoluções unilaterais criticando Israel do tipo recentemente da adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, e deploramos as campanha de boicote concebidas para deslegitimar o Estado judeu", escreveu Turnbull em uma editorial no jornal The Australian.

    A resolução da ONU foi aprovada nas últimas semanas do governo do então presidente norte-americano Barack Obama, que rompeu com uma longa tradição de blindar Israel diplomaticamente e preferiu não exercer seu direito de veto.
    Premiê da Austrália  defende assentamentos de Israel

    "A Austrália vem se mostrando corajosamente disposta a perfurar a hipocrisia da ONU mais de uma vez", disse Netanyahu.

    "A ONU é capaz de muitos absurdos, e acho que é importante ter países objetivos e de visão clara, como a Austrália, que muitas vezes a trazem de volta à Terra", disse ele depois de se reunir com Turnbull.
    Há tempos Israel vem exercitando a política de construir assentamentos em territórios que capturou na Guerra dos Seis Dias de 1967 contra seus vizinhos árabes. Entre esses territórios estão a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.
    A maioria dos países veem estas atividades na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental como ilegais e um obstáculo à paz, mas Israel discorda, citando uma conexão bíblica com essa área.

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