Marine Le Pen se recusa a usar véu no Líbano

Marine Le Pen se recusa a usar véu no LíbanoMarine Le Pen se recusa a usar véu e reunião com líder islâmico no Líbano é cancelada.

'Ontem (segunda-feira) indiquei que não colocaria um véu. Não cancelaram o encontro. Acreditei, portanto, que aceitariam que não usasse um véu. Tentaram me impor isso', disse Le Pen.

A líder da extrema direita e candidata presidencial francesa, Marine Le Pen, cancelou um encontro nesta terça-feira (21) com o grão-mufti do Líbano, principal clérigo para muçulmanos sunitas do país, após se recusar a usar um véu para o evento.

Le Pen, uma das principais candidatas à presidência da França, usa a visita de dois dias ao Líbano para impulsionar suas credenciais de política externa há nove semanas do primeiro turno, em 23 de abril, e pode ter como alvo possíveis eleitores franco-libaneses.

Após encontro na segunda-feira com o presidente cristão Michel Aoun, seu primeiro encontro público com um chefe de Estado, e o primeiro-ministro sunita Saad al-Hariri, ela iria se encontrar com o grão-mufti Abdul Latif Derian.

Na chegada, na manhã desta terça-feira, a presidente da Frente Nacional (FN) recebeu um véu antes de se reunir com o xeque Abdul Latif Derian em seu gabinete de Aicha Bakkar. No entanto Le Pen se recusou a usá-lo.

"A mais alta autoridade sunita do mundo não havia feito esta exigência, consequentemente não tenho nenhuma razão para... Mas não importa, transmita ao grande mufti minha consideração, mas não usarei um véu", disse Le Pen, que deixou o local imediatamente.

A presidente da FN se referia a sua visita em maio de 2015 ao Egito, onde se reuniu com Ahmed al-Tayeb, o grande imã de Al Azhar, no Cairo, a principal instituição teológica no mundo do islã sunita.

"Ontem (segunda-feira) indiquei que não colocaria um véu. Não cancelaram o encontro. Acreditei, portanto, que aceitariam que não usasse um véu (...) Tentaram me impor isso", disse Le Pen aos jornalistas.

Dar al-Fatwa, a maior autoridade sunita no Líbano presidida pelo mufti, declarou nesta terça-feira em um comunicado que "seu gabinete havia informado a candidata presidencial sobre a necessidade de cobrir a cabeça durante sua reunião com sua eminência (o mufti), segundo o protocolo de Dar al-Fatwa".

A instituição se declarou "surpresa por esta rejeição", pois é "uma norma bem conhecida" e lamenta este "comportamento inadequado".
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