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    Roma realiza ato contra resolução da Unesco sobre Jerusalém

    Il Monte del Tempio/Spianata delle Moschee, a Gerusalemme. In basso, a sinistra, ebrei in preghiera di fronte al Muro del Pianto (Reuters)
    ROMA,  (ANSA) - Várias pessoas compareceram na tarde desta quarta-feira, dia 19, a uma manifestação organizada pelo jornal italiano "Il Foglio" em frente à sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Roma, contra a resolução da instituição de "apagar a história de Israel".   


    "Nós quisemos trazer por um dia o Muro das Lamentações, que a Unesco quis apagar da história de Israel, bem na frente da Unesco", afirmou o diretor da publicação, Claudio Cerasa, à ANSA.   

    Segundo o italiano, a ideia do ato, que depois se dirigiu à sede do governo italiano, o Palazzo Chigi, surgiu de "milhares de cartas de protesto dos leitores do 'Il Foglio'" que reclamaram da decisão do órgão da ONU e também da "vergonhosa" abstenção da Itália na votação da polêmica resolução.   


    Na semana passada, a Unesco foi duramente criticada por Israel e organizações judaicas por ter aprovado uma resolução apresentada por sete países árabes (Egito, Argélia, Marrocos, Líbano, Omã, Qatar e Sudão) que tinha como objetivo "salvaguardar o patrimônio cultural da Palestina e do caráter distintivo de Jerusalém Oriental".   

    A região tratada na proposta é a área palestina de Jerusalém, ocupada por Israel desde 1967 e anexada pelo país pouco tempo depois, que os palestinos querem que seja a capital do futuro Estado da Palestina. Lá se encontram alguns dos locais mais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos.   

    O problema da resolução, que fez Israel cortar relações com a Unesco na última sexta-feira (14), é que no texto da proposta a Esplanada das Mesquitas, chamada de "Monte do Templo" pelos judeus e onde se encontra o famoso Muro das Lamentações, lugar mais sagrado para essa religião, aparece escrito apenas com o seu nome em árabe, que em português costuma ser traduzido como "Nobre Santuário".   

    Para os israelenses, não mostrar em nenhum momento a relação entre o local e a religião judaica e Israel é uma forma de negar a profunda conexão que o país e seus habitantes têm com o local e tentar reescrever a história da região. (ANSA)

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