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    O que o Brasil tem a aprender com o ecossistema israelense de startups?

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    Artigo de Lindalia Reis, diretora de Educação do Gávea Angels
    Não é novidade que um dos ecossistemas mais fortes do mundo, no que diz respeito à inovação tecnológica, é o de Israel. Com uma cultura empreendedora sólida e com 8 em cada 10 universitários com o objetivo de abrir um negócio após a graduação, ficam claros alguns dos pilares em que o país se sustenta para alavancar sua economia. Em uma palestra de Tal Barnoach, que esteve no Brasil para participar do 36º Fórum Gávea Angels, conseguimos extrair alguns pontos fundamentais para o sucesso dos israelenses, cujo país de origem tem apenas 20 mil km² – para se ter uma ideia, o estado de São Paulo tem 22 vezes o tamanho de Israel. Barnoach é um dos investidores-anjo mais ativos de Israel, tendo exits exorbitantes em companhias que fundou e foi executivo, como S.E.A (que teve seu IPO em 1996), Orca Interactive e Dotomi. Ele ainda criou em 2014 um fundo chamado Disruptive Technologies, focado em startups early stage.
    É extremamente importante que para um ecossistema funcione bem, deva existir um equilíbrio entre o lado dos VCs e o lado empreendedor. Deve, portanto, existir capital para ser acessado, mas também empreendedores excepcionais para a execução.
    Alguns números de Israel:
    Israel possui a maior densidade de startups do mundo (mais de cinco mil ativas).
    Possui a maior taxa de venture capital investment per capita.
    É o primeiro país em investimento em P&D, com aproximadamente 4.3% do PIB.
    Maior ratio de engenheiros per capita.
    Ocupa também a primeira posição no que se refere à quantidade de empresas listadas na Nasdaq.
    Aceleradoras e espaços de co-working
    Existem 80 diferentes aceleradoras e 22 espaços de coworking.
    O governo dá todo o suporte, alimentando o ecossistema com a estrutura necessária para a execução dos projetos.
    Um dos principais diferenciais do país é a atuação das aceleradoras, trazendo ideias ao mercado e auxiliando os empreendedores a executar e a validar os seus modelos de negócio.
    Uma prática comum das aceleradoras é abrigar uma certa quantidade de empreendedores que quer fazer parte do dia a dia da aceleradora por alguns meses. Os empreendedores recebem mentorias, palestras e trocam informações e depois que vislumbram oportunidades e formalizam uma ideia de negócio, começam dali mesmo, contrariando o modelo tradicional das aceleradoras que recebem os projetos com a ideia já formulada – e em grande parte com o MVP já pronto.
    O key-factor aqui é a injeção de capital humano de qualidade no ambiente da aceleradora.
    Fatores críticos para o sucesso:
    O ambiente militar forte permite aos alunos experienciar a tecnologia e observar as inovações de perto e na prática.
    Meio acadêmico com tradição: 12 nobel winners (principalmente de Ciências).
    Cultura da Falha Construtiva: Para o ambiente empreendedor de Israel, a falha é muito importante, inclusive entrando em parte das teses de investimento de VCs e anjos.
    “We are all managers” : todos têm espírito de gestores (o que nos remete à cultura Google de ser).
    The “exit dream”: de 7 a 10 bilhões de dólares em exits por ano. As pessoas leem sobre isso o tempo todo e querem ser parte desse sonho. Compartilham dos mesmos sonhos e se inspiram mutuamente. Cases de sucesso atraem cases de sucesso.
    O ecossistema está bastante concentrado, formando a imagem de um núcleo. Segundo Tal, com uma visita de carro de 15 minutos, é possível passar por 80% dos players relevantes do local.
    Think Global: Como o mercado de Israel é bastante limitado, pensa-se globalmente desde o momento zero da criação das empresas. No Brasil, por exemplo, o primeiro foco é escalar para o mercado nacional e aproveitar a demanda já existente, e só depois pensa-se em como adaptar o produto para atender globalmente.

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