30 de set. de 2016

Líderes mundiais no funeral de Shimon Peres

Líderes mundiais no funeral de Shimon Peres





































Chefes de Estado e dignitários de todo o mundo estiveram presentes ao funeral  do nono presidente de Israel Shimon Peres, nesta sexta-feira. Eles vieram de lugares tão diversos como Togo e México, Áustria e China.

Liderando a delegação dos EUA veio o presidente dos EUA, Barack Obama, o Secretário de Estado John Kerry e o vice-presidente Joe Biden, entre outros. O ex-presidente Bill Clinton chegou mais cedo, na quinta de manhã, e homenageou Peres enquanto seu caixão estava no Knesset. Cerca de 19 senadores e membros da Câmara dos Representantes dos EUA estiveram presentes no funeral.

O Reino Unido enviou uma grande delegação ao funeral, que incluiu: o príncipe de Gales, Secretário de Relações Exteriores Boris Johnson, Presidente do Conselho de Deputados Judeus Efraim Arkush e ex-primeiros-ministros Tony Blair, David Cameron e Gordon Brown.

Os egípcios enviaram o ministro do Exterior Sameh Shoukry, os jordanianos enviaram o Vice-Primeiro-Ministro da Economia Jawad Al-Anani. Os palestinos enviaram uma delegação de quatro membros, incluindo o presidente palestino, Mahmoud Abbas, o principal negociador palestino, Saeb Erekat, o chefe da Inteligência Geral Maj. Gen. Majid Faraj e o ministro de Assuntos Civis Hussein al-Sheikh.

Os antigos e atuais chefes de Estado e de Governo que participaram do funeral de Peres:
Governador-Geral da Austrália Peter Cosgrove
Presidente da Áustria Doris Doris Bures e ex-Presidente Heinz Fischer
Presidente da Bulgária Rosen Plevneliev
Primeiro-ministro canadense Justin Trudeau
Presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovi?
Presidente cipriota Nikos Anastasiadis
Primeiro-ministro holandês Mark Rutte
Primeiro-ministro estoniano Taavi Roivas
Primeiro-ministro finlandês Juha Sipilä
O presidente francês, François Hollande e o ex-presidente Nicolas Sarkozy
O presidente alemão Joachim Gauck
Ex-primeiro-ministro grego George Papandreou
Primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán
Primeiro-ministro italiano Matteo Renzi
Presidente ivoiriense Alassane Ouattara Dramanne
Presidente da Letônia Raimonds V?jonis
Presidente da Lituânia Dalia Grybauskaite
Grão-Duque de Luxemburgo Henri
Primeiro-ministro da Macedônia Emil Dimtriev
O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto
Primeiro-ministro de Mônaco Serge Telle
O presidente polonês Andrzej Duda
Presidente romeno Klaus Iohannis
Presidente sérvio Tomislav Nikoli?
Primeiro-ministro eslovaco Robert Fico
Presidente esloveno Borut Pahor
Rei espanhol Felipe VI
Primeiro-ministro sueco Stefan Löfven
Presidente da Suíça Johann Schneider-Ammann
Presidente togolês Faure Essozimna Gnassingbe
Presidente ucraniano, Petro Poroshenko 


Países como Brasil (Chanceler José Serra), Portugal, Turquia, China, Cingapura, Índia, Austrália e Papua Nova Guiné enviaram altos dignitários para representar os seus líderes no funeral de Shimon Peres.
 

Também o secretário-geral da OTAN Jens Stolenberg e o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk participaram da cerimônia.



Israel presta última homenagem a Peres

Israel presta última homenagem a Peres


President Reuven Rivlin, US President Barack Obama, Prime Minister Benjamin Netanyahu and former US president Bill Clinton stand at Shimon Peres's funeral at Mount Herzl cemetery in Jerusalem on September 30, 2016. (screen capture: GPO livefeed)
Israel presta última homenagem a Peres e prepara chegada de líderes para funeral.

O povo israelense se despediu de Shimon Peres, nesta quinta-feira (29), antes da chegada de inúmeros líderes estrangeiros a Jerusalém para o enterro, na sexta (30), desta grande figura histórica.

O ex-presidente americano Bill Clinton se inclinou diante do caixão de Shimon Peres na Esplanada da Knesset (Parlamento), em Jerusalém, unindo-se aos milhares de israelenses que prestam uma última homenagem ao prêmio Nobel da Paz, falecido aos 93 anos na última quarta-feira (28).

Na sexta, Bill Clinton assistirá ao funeral de Peres, ao lado de dezenas de líderes mundiais, incluindo o presidente palestino, Mahmud Abbas, e o presidente americano, Barack Obama.

Shimon Peres será sepultado com todas as honras no Cemitério Nacional Monte Herzl, em Jerusalém.

As principais autoridades israelenses - o presidente Reuven Rivlin, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o presidente do Parlamento, Yuli Edelstein, e o líder opositor Isaac Herzog - iniciaram a homenagem popular em uma cerimônia sem discursos, durante a qual depositaram coroas de flores ao redor do caixão.

Autoridades palestinas confirmaram a presença de Abbas no funeral. Há alguns anos, o presidente da Palestina não fazia uma visita oficial a Jerusalém.

O presidente americano, Barack Obama, embarcou nesta quinta-feira à tarde para Jerusalém. O avião presidencial Air Force One, onde também ia o secretário de Estado, John Kerry, decolou da base militar Andrews, em Maryland, perto de Washington, pouco antes das 15h locais (16h, horário de Brasília).

A única visita de Obama a Israel como presidente remonta a 2013.

US President Barack Obama touches the coffin of former Israeli president and prime minister Shimon Peres after speaking during his funeral at Jerusalem's Mount Herzl national cemetery on September 30, 2016. (AFP/Pool/Abir Sultan)Entre outros líderes que comparecerão destacam-se os presidentes da França, Alemanha, o rei da Espanha, Felipe VI, e o príncipe Charles, da Inglaterra.
Em meio a um impressionante dispositivo de segurança, milhares de israelenses de todas as idades e origens sociais caminharam diante do caixão de Peres, que estava coberto com a bandeira de Israel.

O governo mobilizou 8.000 policiais em Jerusalém. "É uma operação de uma amplitude sem precedentes", declarou o chefe da Polícia local, Roni Alsheij.

Israel não vivia um acontecimento dessa magnitude desde o funeral, em 1995, de Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro assassinado por um extremista judeu. Junto com Peres e com o então líder palestino, Yasser Arafat, Rabin foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, em 1994, pelos Acordos de Paz de Oslo.

Na sexta-feira, o Monte Herzl, onde Shimon Peres será enterrado, e grande parte de Jerusalém permanecerão isolados do mundo.

As cerimônias fúnebres coincidem com o início do recesso das grandes festas judaicas e as autoridades israelenses temem uma retomada da violência palestina.

Peres faleceu na quarta-feira, aos 93 anos, no hospital em que estava internado por um acidente vascular cerebral sofrido no dia 13, data de aniversário dos Acordos de Paz de Oslo.

Ele era o último sobrevivente da geração dos pais fundadores do Estado de Israel.

O anúncio da morte provocou uma série de homenagens em todo o mundo, com menções à visão, coragem e tenacidade de um homem que vários líderes mundiais chamavam de "amigo".

O papa Francisco expressou sua "profunda tristeza" e espera que sua "herança" seja respeitada, em um momento que parece cada vez mais distante a possibilidade de uma solução negociada do conflito israelense-palestino.

Obama ordenou que as bandeiras da Casa Branca e de todos os prédios oficiais e militares nos Estados Unidos e no exterior permaneçam a meio pau até a noite de sexta-feira.

Presente nas grandes batalhas da curta história do Estado hebreu e em suas agudas controvérsias políticas, Peres mudou sua imagem de guerreiro para a de um político de consenso, sendo considerado um sábio da nação.

Ele entrou para a política aos 25 anos, graças ao fundador de Israel, David Ben Gurion, e foi um dos arquitetos do programa nuclear de Israel. O país é considerado a única potência atômica militar do Oriente Médio.

Duas vezes primeiro-ministro (1984-1986 e 1995-1996), foi presidente de 2007 a 2014. Durante sua longa carreira, foi ministro em várias ocasiões, ocupando cargos como o Ministério das Relações Exteriores, Defesa e Finanças.
A fragilidade do ser humano

A fragilidade do ser humano

A fragilidade do ser humano
"Todos os anos o rabino chefe de New York, o Rav Yaacov Yossef zt"l (Lituânia, 1840 - EUA, 1902), dava uma importante "Drashá" (discurso) de Shabat Teshuvá (Shabat entre Rosh Hashaná e Yom Kipur). Ele era um grande "Talmid Chacham" (erudito no estudo da Torá) e podia falar por horas, citando dezenas de ensinamentos do Talmud, sem abrir um único livro ou anotação. Suas palavras entravam no coração, e por isso este discurso anual era um grande evento, fazendo com que os lugares da sinagoga fossem muito disputados.

Mas um triste incidente ocorreu quando o Rav Yaacov Yossef ainda era jovem. Com pouco mais de 55 anos, ele teve um derrame. Ninguém sabia se ele se recuperaria a tempo de dar a Drashá. Algum tempo antes de Rosh Hashaná os organizadores confirmaram, para a alegria de todos, que a Drashá aconteceria. O Rav Yaacov Yossef, apesar de debilitado, tentaria reunir forças para fazer seu discurso. Os organizadores avisaram que haveria duas diferenças em relação aos anos anteriores: o Rav falaria sentado, por sua dificuldade de permanecer de pé por muito tempo, e utilizaria livros para fazer suas citações, ao invés de falar tudo de cor.

No dia da Drashá, a sinagoga estava completamente lotada, não havia nem mesmo um único lugar vazio. O Rav Yaacov Yossef começou a Drashá com as seguintes palavras: "Diz o Talmud", mas logo depois ele parou, ficando em silêncio total. Recomeçou com as mesmas palavras: "Diz o Talmud", mas novamente permaneceu um longo tempo em silêncio. Finalmente ele começou pela terceira vez seu discurso com as palavras "Diz o Talmud", e mais uma vez estas palavras foram seguidas por um terrível silêncio. Após alguns instantes, o Rav Yaacov Yossef começou a chorar. Quando se acalmou, olhou fixamente para o público e disse:

- Até a Drashá do ano passsado eu sabia todo o Talmud de cor, mas apesar de ter preparado a Drashá deste ano, eu não consigo lembrar nem mesmo qual era o assunto! Despertem, vejam qual é o fim do ser humano. Eu sou um exemplo vivo. Aprendam com o que aconteceu comigo e se arrependam enquanto ainda há tempo de consertar seus atos".

Esta Drashá, de apenas 9 palavras, talvez tenha sido a melhor Drashá da vida do Rav Yaacov Yossef. Certamente naquele dia as pessoas saíram da sinagoga sensibilizadas, muito mais conscientes da fragilidade da vida humana e de que tudo, absolutamente tudo, está nas mãos de D'us.
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Nesta semana lemos a Parashá Nitzavim que, entre outros assuntos, fala sobre o processo de Teshuvá, no qual a pessoa, através de reflexões, se arrepende dos seus maus atos e decide mudar de atitude na vida, como está escrito: "E você voltará para D'us, e escutará Sua voz... com todo seu coração e toda a sua alma" (Devarim 30:2). E no Domingo de noite (13 de setembro) começa Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, uma das datas mais importantes do calendário judaico, um dia muito conectado com a Teshuvá e com o nosso compromisso de mudanças para o próximo ano. Será que estamos nos preparando bem? Entendemos a importância deste dia?

O Talmud (Rosh Hashaná 16b) nos ensina algo impressionante sobre como se comportar no dia de Rosh Hashaná: "Todo ano que é pobre no seu começo se torna rico no seu final". Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que a expressão "pobre no começo" se refere a quando os judeus se fazem pobres em Rosh Hashaná em súplicas e rezas, isto é, quando sentem que não tem nada na vida, como uma pessoa completamente destituída, e derramam seu coração diante de D'us, implorando e rezando. Quando uma pessoa se comporta desta maneira, o Talmud nos garante que seu ano terminará rico, com muitas Brachót.

Para entender um pouco melhor as palavras do Talmud, podemos utilizar como ilustração a forma como os empresários fazem os cálculos de orçamento de suas empresas. A maioria dos empresários, quando faz seus planejamentos orçamentários para o próximo ano, utiliza como base o que aconteceu nos anos anteriores. Os gestores apenas discutem as prováveis modificações no orçamento do ano anterior, mas as partes que se manterão nem mesmo são discutidas, pois já são consideradas como "pré-aprovadas". Porém, há outra maneira de fazer o planejamento orçamentário, chamado de "Zero Based Budgeting" (Orçamento Base Zero), quando nada do orçamento do ano anterior é levado em consideração. Neste sistema, cada item do orçamento precisa ser novamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao ano anterior. É como se a empresa estivesse começando novamente do zero.

É exatamente esta a diferença de como nos sentimos e como deveríamos nos sentir em Rosh Hashaná. Sentimos como se tudo o que temos já está garantindo, somente precisamos pedir para D'us coisas a mais. Mas o Talmud está nos ensinando que precisamos começar o nosso novo ano com o sistema de "Zero Based Budgeting", isto é, como se não tivéssemos nada do que tínhamos no ano anterior, como se fossemos completamente pobres e destituídos, começando do zero, sem nenhuma garantia de nada.

Mas isto é verdade? Como podemos nos sentir assim, como pobres destituídos, se temos os nossos bens, nosso dinheiro, nossos talentos, nossos amigos e nossa família? Explica o Rav Yssocher Frand que temos um conceito equivocado de como funciona o mundo espiritual e os decretos de D'us. Achamos que apenas pelo fato de termos dinheiro e saúde hoje, certamente teremos o mesmo no dia seguinte. Mas a verdade é que não existe nenhuma garantia. Todos conhecem pessoas milionárias que, do dia para a noite, perderam tudo. Todos têm algum conhecido que, sem nenhum aviso prévio, perdeu completamente a saúde ao descobrir que tinha uma doença incurável. Nossos sábios ressaltam que isto se aplica em especial ao novo ano, quando D'us decide tudo o que vai acontecer no próximo ano. Não há garantia de nada, e o que foi no ano passado não é garantido que será de novo no próximo ano.

Por que existe esta diferença de percepção da realidade? Pois pensamos que as coisas que temos na vida são fruto do nosso esforço e dos nossos méritos. Mas a verdade é que tudo é uma grande bondade de D'us. Ele nos dá vida, Ele nos dá nossos dinheiro e bens, Ele nos dá nossa saúde. A pessoa que pensa que está saudável está apenas se iludindo, pois a vida do ser humano está sempre apenas por um fio. É por isso que D'us nos criou tão frágeis, para que possamos perceber que nossa vida está sempre nas mãos Dele.

Esta verdadeira percepção da realidade foi um dos últimos ensinamentos da vida de Moshé. A Parashá lida na semana que vem, Vaielech, começa com as seguintes palavras: "E foi Moshé (Vaielech Moshé) e disse: Hoje eu completo 120 anos. Já não posso mais sair e entrar. E D'us me disse: 'Não passará este (rio) Jordão' " (Devarim 31:2). Há um Midrash (parte da Torá Oral) que nos ensina que a linguagem "Vaielech" sempre indica uma advertência. Mas se procurarmos neste ou nos próximos versículos, aparentemente não encontraremos nenhuma advertência ou bronca. Então será que a regra ensinada pelo Midrash se aplica no nosso caso?

A resposta está nas seguintes palavras: "Hoje eu completo 120 anos. Já não posso mais sair e entrar. E D'us me disse: 'Não passará este Jordão' ". De acordo com os nossos sábios, estas palavras contêm uma terrível advertência de Moshé ao povo judeu, que ele deixou para o fim de sua vida justamente para ensinar ao povo de forma marcante. Moshé estava dizendo ao povo que ele, aquele mesmo homem que há pouco tempo atrás havia subido até o céu como uma águia, que havia permanecido 40 dias e 40 noites sem comer e sem dormir para receber a Torá, no mesmo nível dos anjos, agora não podia nem mesmo atravessar um simples rio como as outras pessoas. Por que? "E D'us me disse: 'Não passará este Jordão' ". Quando D'us decreta algo, não existe nenhuma garantia de nada. Ontem foi ontem, hoje é um novo dia. O mesmo Moshé que subiu aos céus não podia mais atravessar nem mesmo um simples rio, pois esta era a vontade de D'us.

Quem percebe isso, quem sabe que estamos sempre na corda bamba, age de forma diferente.  Quem sabe que tudo está em jogo em Rosh Hashaná, o dia do nosso julgamento, age diferente. Todos nós já passamos por momentos de ansiedade, principalmente quando parentes próximos estiveram sob risco de vida. Quando uma pessoa está na sala de espera de um hospital, aguardando as notícias vindas da sala cirúrgica, ela sente de verdade o que é ser um pobre destituído, o que é estar completamente nas mãos de D'us. E neste momento a pessoa age de maneira diferente. Seu coração se conecta com D'us, e ao invés de atos vãos e vazios, a pessoa se ocupa com rezas e Tehilim (Salmos). Esta é a forma de despertar para Rosh Hashaná: lembrar como a condição humana é frágil, lembrar que tudo está nas mãos de D'us, e não há garantia de nada. Todo nosso ano depende dos momentos de conexão com D'us em Rosh Hashaná, pois tudo estará sendo decretado neste dia.

Assim podemos entrar no clima de Rosh Hashaná, entendendo o que está realmente em jogo neste dia. Precisamos lembrar que nossa vida em Rosh Hashaná é julgada de acordo com o "Zero Based Budgeting", isto é, não há garantia de nada. Se entrarmos em Rosh Hashaná nos sentindo como pobres, sem nada garantido na vida, abrindo nosso coração para D'us, teremos muito mais chances de ter bons decretos e um ano com muitas Brachót. Como ensina o Talmud, que nosso ano comece pobre, para terminar muito rico.

"SHETIKATEV VETECHATEM BESSEFER CHAIM TOVIM" (QUE SEJAMOS INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA) 

SHABAT SHALOM E SHANÁ TOVÁ         

Rav Efraim Birbojm

http://ravefraim.blogspot.co.il/


29 de set. de 2016

Israelenses se despedem do ex-presidente Shimon Peres

Israelenses se despedem do ex-presidente Shimon Peres

Israelenses se despedem do ex-presidente Shimon PeresJERUSALÉM — O corpo do ex-presidente de Israel Shimon Peres chegou no início da manhã desta quinta-feira ao Parlamento israelense em Jerusalém, onde ficará ao longo do dia para receber as últimas homenagens. O caixão foi carregado por membros da guarda da Knesset (Parlamento). Milhares de israelenses fazem fila para se despedir de Peres.

Netanyahu faz minuto de silêncio em memória de Peres, durante reunião de seu Gabinete

Em 13 de setembro de 1993, Peres (então chanceler israelense) assina os históricos acordos de paz na Casa Branca para dar autonomia aos palestinos nos territórios ocupados. É visto, ao fundo, por seu premier, Yitzhak Rabin, pelo presidente americano, Bill Clinton (centro) e pelo líder palestino, Yasser ArafatHamas comemora morte de Shimon Peres: ‘Ele era um criminoso’.

Mahmoud Abbas beija Shimon Peres no rosto após uma prece com o Papa no VaticanoArtigo: Shimon Peres, o patriota israelense que acreditava na paz.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente Reuven Rivlin colocaram coroas de flores sobre o caixão na praça do Parlamento em uma rápida cerimônia sem discursos. O presidente da Câmara do país também estava presente.

Visivelmente emocionado, o ex-presidente americano Bill Clinton permaneceu por um breve momento em silêncio diante do caixão, coberto com a bandeira de Israel.

Depois de passar pelos controles de segurança, os israelenses caminhavam pelos jardins do Parlamento e se aproximavam do corpo de Peres. Muitos aproveitavam para fazer fotos.

Shimon PeresO governo mobilizou um grande dispositivo de segurança, com sete mil policiais em Jerusalém.Dezenas de líderes mundiais, incluindo o presidente americano, Barack Obama, são esperados para assistir ao funeral do ex-presidente na sexta-feira. Além do líder americano, estarão presentes o presidente da França, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, o príncipe Charles, do Reino Unido, e outras autoridades e chefes de Estado. 
Israel não vivia um acontecimento desta magnitude desde o funeral em 1995 de Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro assassinado por um extremista judeu e que havia recebido ao lado de Peres e do líder palestino Yasser Arafat o prêmio Nobel da Paz em 1994 pelos Acordos de Paz de Oslo.

28 de set. de 2016

Shimon Peres Z'L

Shimon Peres Z'L

Exibindo
É com incontido pesar que informamos o falecimento do grande líder histórico do povo judeu e Prêmio Nobel da Paz SHIMOM PERES Z'L.

PERES foi o último da geração de fundadores do Estado Judeu e encerrou sua carreira como Presidente de Medinat Israel.

Ao mesmo tempo em que proviu o Estado de Israel com sofisticado sistema de segurança, PERES foi um dos arquitetos do projeto de paz com os vizinhos árabes.
O Consulado Honorário de Israel colocará um Livro de Condolências para que a comunidade e os amigos de Israel possam expressar seu pesar.
A partir desta quarta-feira (28/10), das 11,00 até 17,00h, o livro estará à disposição de todos na sede do Consulado, sito à Av. N.S. Copacabana 680/cobertura.
QUE SUA ALMA FAÇA PARTE DA CORRENTE DA VIDA ETERNA
Abusos sexuais em comunidade ortodoxa judaica de Israel deixam de ser tabu

Abusos sexuais em comunidade ortodoxa judaica de Israel deixam de ser tabu

Resultado de imagem para abusos de ortodoxos em IsraelJerusalém, 28 set (EFE).- Os casos de abusos sexuais na comunidade ortodoxa judia começam a se tornar públicos em Israel após anos de silêncio em um assunto tabu, favorecido pelo temor das vítimas a denunciar ou a enfrentar os agressores nos tribunais.





"Não há muitos agressores que acabam na prisão porque as vítimas não querem enfrentar a polícia nem o julgamento. Os juízes não sabem como tratar o tema", explicou à 
Agência Efe Malka Puterkovsky, fundadora e diretora do Fórum Takaná, que oferece há 13 anos assessoria a vítimas da corrente ortodoxa judaica, conhecida como "moderna ortodoxia" ou "sionismo religioso".



Em um país onde apenas 15% das vítimas de agressões sexuais denunciam o fato à polícia, entre as comunidades religiosas judaicas os processos judiciais relacionados com este fenômeno, do qual cada vez há mais consciência social, são registrados a conta-gotas.


Resultado de imagem para Malka PuterkovskyPouco a pouco e com ajuda destes tipos de organizações, que oferecem um ambiente seguro às vítimas e abordam os agressores de forma discreta, vão sendo revelados os casos e, quando o fazem, provocam verdadeiras tempestades.

O mais recente foi o que atingiu diretamente Davidi Perl, presidente do Conselho Regional de Gush Eztion, o grande bloco de assentamentos judaicos no distrito cisjordaniano de Belém.

Uma jovem de 20 anos alega que foi repetidamente agredida sexualmente por Perl e, após entrar com um processo, este pagou uma quantia à família para que o caso não fosse divulgado e prometeu não voltar a se apresentar candidato ao Conselho Municipal, segundo a emissora local "Canal 10".

Os rabinos que trabalham em Takaná solicitaram a Perl que se apresentasse para responder à denúncia, procedimento habitual que realiza o fórum além de comunicar o procurador-geral, mas este se negou e só o fez após ser ameaçado com a divulgação da denúncia.

Perl afirmou nunca "ter prejudicado nenhuma mulher nem cometido pecado algum", antes de assinalar que o dinheiro entregue à jovem não implicava em um reconhecimento de culpa, mas o fez para proteger sua família e evitar que as acusações fossem conhecidas.

Ao contrário dos ultraortodoxos, que cumprem estritamente as regras da lei judaica, se vestem de preto e usam barba e cachos nas costeletas, os "ortodoxos modernos" são conhecidos por usar kipá bordado, trabalhar, estudar na universidade e se permitir licenças modernas como usar aplicativos como o Whatsapp.

Dentro desta comunidade pequena e na era das redes sociais, o caso despertou sentimentos diversos entre os defensores da vítima e os do "prefeito" de Gush Etzion.

"Acredito que este caso muda as regras de jogo em uma comunidade onde surgiu o debate sobre se Perl deve continuar como chefe do Conselho", disse a deputada Rachel Azaria, ortodoxa e ativista dos direitos das vítimas de abusos sexuais,

Azaria pertence ao partido Kulanu, que faz parte do governo, e é ex-prefeita de Jerusalém, onde conheceu de perto o caso de um rabino que violentou mais de uma centena de crianças.

Um dos grandes desafios é como educar, concretamente no terreno sexual, respeitando as estritas regras de modéstia e ao mesmo tempo conscientizar os mais jovens sobre o fenômeno.

"Os principais desafios que enfrentamos neste terreno são, sobretudo, questões relacionadas com a educação, de falar do que não se falou antes", analisou Azaria.

Sem poder dar números ou detalhes por confidencialidade, a diretora do Takaná afirmou que os casos mais difíceis acontecem nas 'yeshivot' (seminários rabínicos) onde estudam adolescentes.

Ambas concordam que, apesar das dificuldades nos casos de denúncias de abusos, sua corrente tem uma década de avanços em relação aos ultraortodoxos, que começam a tomar consciência.

Assim, os apelos do rabino chefe ashkenazi, David Lau, para que pais e educadores levem a sério os processos sobre abusos a menores, ou páginas como 'Lo Lishtok' (Não calar) que publica denúncias e orienta vítimas, mostram que os muros do silêncio começam a ser quebrados entre os mais tradicionalistas. 
Shimon Peres morre aos 93 anos

Shimon Peres morre aos 93 anos

Exibindo Shimon Peres, político israelense. Nono presidente de Israel de 2007 a 2014.jpg

Ramat Gan (TPS) – Ex-presidente, ex-primeiro-ministro, estadista e ganhador do prêmio Nobel da Paz, Shimon Peres morreu aos 93 anos. Ele faleceu durante as primeiras horas da madrugada de 28 de setembro no Centro Médico Sheba, em Ramat Gan, após sofrer um acidente vascular cerebral grave há duas semanas, em 13 de setembro. O estado de saúde de Peres estava melhorando, até que houve uma súbita piora na terça-feira e foi declarado morto às 3:40 da manhã, horário de Israel.

O hospital deve fazer um anúncio oficial às 7 horas, horário local.

Nascido na Polônia em 1923 como Szymon Perski, Peres se mudou para Israel com sua família em 1934 e se tornou uma das figuras mais proeminentes e influentes na história de Israel. Ele foi um dos fundadores do Kibbutz Alumot, ao norte do país, onde ele trabalhou como pastor e agricultor e em 1945 casou-se com Sonya Gelman. Juntos eles tiveram três filhos –Tsvia, Yoni e Chemi. Sonya Peres morreu em 2011 aos 87 anos.

Durante uma carreira política que se estendeu por 73 anos, Peres foi primeiro-ministro, presidente e membro do Knesset por 47 anos consecutivos, o mais longo período que alguém já serviu no parlamento israelense. Ele também publicou pelo menos 11 livros, assim como centenas de artigos em jornais e revistas em Israel e em todo o mundo.

A carreira política de Peres começou em 1941, quando foi eleito secretário do Hanoar Haoved Vehalomed, um grupo de jovens trabalhadores. David Ben Gurion, em seguida, o nomeou para o secretariado do Mapai, que mais tarde se tornou o partido do Trabalho, e em 1946 Peres foi escolhido juntamente com Moshe Dayan como delegado da juventude na delegação do partido para o Congresso Sionista na Basiléia.

Em 1947, Shimon Peres se juntou à Haganah, as forças armadas, que mais tarde se tornaram as Forças de Defesa de Israel (IDF). Tornou-se diretor-geral do Ministério da Defesa em 1953, quando tinha apenas 29 anos de idade. Durante a década de 1950, ele desempenhou um papel importante no desenvolvimento da indústria de defesa de Israel, formando fortes relações pessoais e políticas com as autoridades francesas, que resultaram em muitos anos de ajuda militar, forte cooperação entre os países, e o estabelecimento do centro de pesquisa nuclear de Israel em Dimona.

Peres serviu dois mandatos como primeiro-ministro, de 1984 a 1986 e de 1995 a 1996, após o assassinato do então primeiro-ministro Yitzhak Rabin. Ele foi membro de 12 ministérios, ocupando cargos, incluindo o de ministro da Defesa, ministro das Relações Exteriores e ministro das Finanças.

Peres recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1994 (juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat) por seu papel na Declaração de Princípios de 1993, assinada entre Israel e a Organização para Libertação da Palestina. Dois anos depois, ele fundou o Centro Peres para a Paz, que visa promover a paz por meio da cooperação e interação face-a-face entre judeus e árabes.

Depois de deixar o Partido Trabalhista em 2005 para se juntar ao partido Kadima mais centrista, liderado por Ariel Sharon. Peres foi eleito presidente pelo parlamento israelense em 2007, sucedendo Moshe Katsav.

Peres encerrou sua carreira política em 2014, quando concluiu seu mandato à presidência, mas continuou se envolvendo em atividades públicas, principalmente por meio do Centro Peres para a Paz.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Kobi Richter
Morre o  Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres

Morre o Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres

Morre o  Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres Um dos maiores ícones da História israelense, o ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres morreu na noite de terça-feira, aos 93 anos, informou a agência estatal Israel News Agency. Ele estava hospitalizado desde 13 de setembro depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral no início do mês. Com uma carreira de quase 70 anos, o político ajudou a construir o Estado de Israel, foi várias vezes ministro, duas vezes premier e é tido como um dos artífices das tentativas de paz com a população palestina.

  CRONOLOGIA  
 
   2.ago.1923      
Nasce na Polônia  
   1934      
Emigra com a família para a Palestina, então administrada pelo Reino Unido  
   1945      
Casa-se com Sonya Gelma  
   1953      
Torna-se o mais jovem diretor-geral do Ministério da Defesa de Israel até hoje  
   1959      
É eleito para o Knesset, o Parlamento israelense  
   1974      
Torna-se ministro da Defesa no governo de Yitzhak Rabin  
   1984      
Torna-se primeiro-ministro de Israel, posto que exerce até 1986  
   1994      
Recebe o Nobel da Paz junto a Yitzhak Rabin e Yasser Arafat  
   1995      
Após o assassinato de Rabin, volta a assumir, durante oito meses, o governo de Israel  
   2007      
Assume a Presidência de Israel, cargo de caráter cerimonial que ocupa até 2014


Para a memória mais imediata, principalmente na das gerações recentes, Peres se coloca entre os pacificadores e líderes carismáticos. Ele fundou um centro para a promoção da tolerância que leva seu nome e inclui, em seu currículo, um Nobel da Paz recebido em 1994 pelas negociações que levaram aos Acordos de Oslo.

Mas, como o Estado de Israel, o presidente tem uma trajetória que vai além da imagem política.

Ele é apontado não apenas como prócer da coexistência entre israelenses e palestinos, sobre a qual discursa ao redor do mundo, mas também como mentor da campanha militar do Sinai, em 1956, e como idealizador da política de assentamentos que, hoje, é apontada como um dos principais entraves à paz no Oriente Médio.

Peres nasceu em Wieniawa, no território que era então considerado polonês. Hoje, a cidade chama-se Vishniev e está dentro das fronteiras de Belarus. O presidente testemunhou, pouco depois, outra alteração territorial, pois migrou com sua família aos 11 anos à Palestina do Mandato Britânico ;mas o território passou a ser o Estado de Israel em 1948, após conflitos regionais.
Nos anos entre sua imigração e a formação do país que um dia governaria, tanto como premiê quanto como presidente, Peres cresceu em Tel Aviv e nos "kibutzim" (comunidades agrícolas) Geva e Alumot, onde trabalhou como fazendeiro e pastor.
Ele foi eleito, em 1943, secretário do movimento juvenil Trabalhista-Sionista. Em 1945, casou-se com sua namorada Sonya, com quem teve, ao longo da vida, três filhos.

Em 1947, Peres foi recrutado pelo líder carismático David Ben-Gurion (1886-1973) a partir de então seu mentor político; para as fileiras da Haganah, embrião das futuras Forças de Defesa de Israel.


Aos 24 anos, nos últimos desdobramentos da guerra pela independência israelense, foi escolhido chefe da Marinha e, em seguida, diretor da delegação do Ministério da Defesa aos EUA. No país, estudou na Escola de Nova York para a Pesquisa Social e na Universidade Harvard.

Photo: AFP
Obama condecora Peres
A carreira de Peres seguiu na senda militar. Ele foi promovido em 1953 a diretor-geral do Ministério da Defesa. Mantido no cargo até 1959, ele ajudou a moldar o programa nuclear israelense e a planejar a operação no deserto do Sinai, em 1956. Durante esse período, Peres foi um dos responsáveis por estreitar os laços entre Israel e a França no campo militar.
A guinada para apontar sua imagem como líder político veio em 1959, quando foi eleito ao Parlamento israelense. Peres assistiu à história de Israel, nos anos seguintes, sentado nas cadeiras de diversas posições no governo, atuando como ministro da Absorção de Imigrantes, de Transporte e Comunicações, da Informação e, mais uma vez, da Defesa.

Autor da política de aproximação entre Israel e a população ao sul do Líbano, Peres tornou-se primeiro-ministro interino por dois meses, após a renúncia de Yitzhak Rabin (1922-1995), em 1977. O posto abriu caminho para que fosse escolhido depois, em 1984, como premiê do governo de unidade nacional, após duas derrotas nas urnas.

Na sequência das eleições de 1992, Peres tornou-se chanceler israelense, período durante o qual ajudou a articular as negociações dos Acordos de Oslo. A proposta para a paz entre israelenses e palestinos, hoje considerada um fracasso por nunca ter atingido seus objetivos, lhe rendeu à época o Nobel da Paz de 1994, ao lado de Rabin e do líder palestino Yasser Arafat (1929-2004).
 
É a partir desse período que Peres passa a construir sua imagem em torno da coexistência entre palestinos e israelenses, uma formulação que ainda não convence parte de seus detratores, que lembravam-se nos últimos dias durante a internação do político de sua participação em conflitos.

Em 1994, foi assinada a paz com a Jordânia. Deu-se início, também, à campanha pela melhora nas relações com os demais Estados árabes na região.
Prime Minister Benjamin Netanyahu with then-president Shimon Peres on October 10, 2012 (Moshe Milner/GPO/FLASH90)
Bibi e Peres
Peres voltou ao cargo de premiê em 1995 após o assassinato de Rabin por um extremista judeu, em desacordo contra os Acordos de Oslo. 
A onda de violência minava, nesse período, as perspectivas da paz na região, corroendo o texto antes assinado.
Já identificado com o tema, Peres fundou, em 1996, o Centro Peres para a Paz, que tem hoje sua sede em um elegante prédio diante do Mediterrâneo, na área metropolitana de Tel Aviv.
Nos anos seguintes, o político voltou a ocupar cargos no governo, incluindo o Parlamento, a chancelaria e o posto de vice-premiê.

Em 2007, Peres foi eleito o nono presidente do Estado de Israel, para um mandato de sete anos. Ele foi substituído no cargo, em 2014, por Reuven Rivlin.


27 de set. de 2016

Uma Voz Judaica Pela Paz?

Uma Voz Judaica Pela Paz?

Uma Voz Judaica Pela Paz?Por Ziva Dahl
Em Algemeiner.com


Quem é o grupo chamado Uma Voz Judaica Pela Paz e por que esconde seus fundadores do público?

Não se deixe enganar pelo nome. JVP é uma organização de extremistas se fingindo de advogados judeus procurando uma paz justa para todas as pessoas no Oriente Médio. Usando a linguagem dos Direitos Humanos e alegando estar agindo em concordância com os valores judaicos, JVP demoniza, difama e deslegitimiza Israel, rotulando-o de “ocupador”, “apartheid” e”racista”, enquanto apóia o boicote global, a destituição e a campanha de sanções que iriam resultar na destruição do único país judaico no mundo.

Com 9.000 membros pagantes e 60 seções, a missão declarada de JVP é diluir o apoio a Israel para terminar a “ocupação” israelense da “Faixa Ocidental”,Gaza e Leste de Jerusalém, para resolver o problema dos refugiados palestinos e levar paz ao Oriente Médio. JVP tenta convencer os judeus de que a oposição a Israel é consistente com valores judaicos, professando: “Trabalhamos para construir comunidades judaicas que reflitam a compreensão de que ser judeu e Judaísmo não são sinônimos de Sionismo ou apoio para Israel.”

Mas a declaração de missão do JVP é uma cortina de fumaça, o velho “mostre e esconda” – para atrair voluntários fingindo devoção aos valores judaicos, aos deveres humanos e justiça social e então propagá-los como guerreiros na guerra global de palavras anti-Israel tão letal quanto uma guerra lutada com balas e bombas.

A única coisa que esta “voz pela paz” deseja é a deslegitimização de Israel. Em sua “Nakba Fact Shhet”, JVP caracteriza a fundação de Israel como uma “catástrofe” e culpa exclusivamente Israel por criar refugiados palestinos, ignorando os papéis desempenhados por cinco exércitos atacantes árabes e líderes árabes locais aconselhando-os a partir.

Durante os mortais ataques palestinos sobre civis israelenses inocentes em 2015 e 2016, JVP postou no Facebook uma declaração referindo-se aos ataques como “resistência popular palestina”, e elogiando “uma nova geração de palestinos… erguendo-se em massa contra o brutal regime de Israel com décadas de ocupação, colonialismo e apartheid.” JVP usa o falso argumento da Autoridade Palestina da ameaça à mesquita Al-Aqsa em Jerusalém para validar assassinato.

Embora acuse o estabelecimento judaico americano de discordância e ações McCartistas, o próprio JVP tem uma história de tentar encerrar o debate. Desfez a reunião Taglit Birthright, juntou-se a outros grupos anti-judaicos para destruir uma reunião do conselho em Nova York discutindo uma comemoração do Holocausto e participou de campanhas para “fechar AIPAC” e “pular o discurso” – do Primeiro Ministro Netanyahu ao Congresso. O professor da Universidade Brandeis, Ilan Troen, explica: “Se você já lidou com o JVP, eles próprios são um grupo semi-terrorista, promovendo a ruína do discurso livre e a incapacidade de outros para fazer discurso público.”

Em resposta ao ataques do terror em Paris em 2015, JVP meramente expressou preocupação sobre a islamofobia, dizendo: “Os muçulmanos estão em grande risco… no contexto de preconceito invasivo, sistêmico e duradouro anti-Islã.” Essa “Voz Judaica Pela Paz”, apesar de sua oposição declarada ao preconceito, jamais reconheceu que o assassinato de compradores no mercado casher foi um ato anti-judaico.

A Liga Anti-Difamação descreve o JVP como uma das 10 piores organizações anti-Israel na América. “Enquanto os ativistas do JVP tentam se retratar como críticos judeus a Israel, sua ideologia nada mais é que uma completa rejeição a Israel.”

O JVP reconheceu que endossa e promove plenamente a campanha global BDS, juntando-se a outros grupos radicais de esquerda defendendo ao “término da ocupação de todos os países árabes” – não apenas o território capturado em 1967 – e o “direito ao retorno” de milhões de árabes a Israel.

Os proponentes do BDS reconhecem que seus esforços resultarão no desmanche de Israel como um estado judaico soberano. Omar Barghouti, um fundador do BDS, declarou em 2011: “O Comitê Nacional BDS vê o JVP como um importante aliado nos Estados Unidos.” Barghouti admite: “Terminar a ocupação não significa nada se não significar aprumar o próprio estado judaico.”
Os parceiros do JVP com os Muçulmanos Americanos pela Palestina (AMP) que, segundo recente testemunho no congresso, tem pelo menos sete indivíduos na equipe ou trabalhando com ela”que agiram pro ou a favor de organizações previamente fechadas ou foram civilmente confiáveis nos Estados Unidos para dar apoio financeiro ao Hamas.” Em 2013, JVP patrocinou uma campanha AMP para colocar cartazes demonizando Israel como apartheid e em 2015 participou da campanha da AMP, “Não às Taxas em Dólar para Israel”em Washington, DC.
JVP tem angariado dinheiro para o Movimento Solidariedade Internacional, ligado ao Hamas e Jihad Islâmico. Os membros da ISM têm escondido terroristas dos militares israelenses, provendo fundos ao Hamas e participou na propagando do Hamas em Gaza em 2014.

JVP publicamente se associa com organizações ligadas aos grupos terroristas dos Estados Unidos e não revela seus fundadores. Por quê? Segundo as declarações IRS 990 e financeiras auditadas, JVP relatou 2014 contribuições totais de $1.407.148. Desde sua fundação em 1996, um importante aumento de fundos tem permitido que JVP tenha um papel importante na campanha para deslegitimação de Israel.

NGO-Monitor, uma organização de vigilância baseada em Jerusalém, tem descoberto 33 fundações e organizações que doam dinheiro à JVP. Essa obra diligente representa um verdadeiro progresso para identificar contribuintes que o JVP se recusa a revelar.

Entre os maiores fundadores está o Fundo Rockfeller Brothers (RBF) cuja doação de $140.000 ao JVP, junto com outras doações de virulentos grupos anti-Israel, contribuem com sua missão de promover “um mundo mais justo, sustentável e pacífico”.
Fundos adicionais são providos por 21 outras organizações privadas, incluindo: Firedoll Foundation, Bônus Fund, Kaphan Foundation, Violet Jabara Charitable Trust e Left Tilt Fund, todas organizações que apóiam vigorosamente grupos anti-Israel.

Quais outros indivíduos e grupos estão apoiando JVP? Poderiam estar contribuindo a partir de fontes conectadas direta ou indiretamente com organizações terroristas? Não sabemos.

O que sabemos é que a Voz Judaica para a Paz não é uma “voz para paz”. Seu ódio por Israel é palpável e apóia a razão de ser das organizações – difamar, demonizar e criminalizar Israel para que o mundo veja o Estado de Israel como JVP o vê – um pária entre as nações.

Há e sempre tem havido uma genuína voz judaica buscando a paz – os milhões de vozes em Israel que ofereceram repetidas vezes a paz em 1947, 2000, 2001, 2008 e estão dispostas a fazer isso hoje.

Onde está a voz palestina para a paz?

Nós ouvimos a voz deles – “Do rio (Jordão) ao mar (Mediterrâneo), a Palestina será livre. Aquela voz quer limpar etnicamente o Oriente Médio do povo judeu.
A Coroação

A Coroação


Resultado de imagem para rosh hashaná 5777Era tarde no sexto dia desde que D'us começou a Criação do Mundo. Tudo agora estava pronto, ou quase tudo. O sol brilhava radiante no céu azul, e seus raios tremeluziam alegremente nas águas límpidas dos rios, regatos e lagos abaixo. As campinas estavam verdes com a grama nova. Os pássaros pipilavam contentes no ar. Os bosques estavam repletos de esquilos e coelhos, e todo tipo de animais grandes e pequenos.


Mas todos os bichos eram mudos, e nenhum deles tinha o dom de saber como tinham sido criados, e quem os criara. E assim D'us decidiu criar a derradeira, e mais maravilhosa criatura, uma criatura que tivesse a capacidade de pensar, falar e fazer coisas lindas. Esta criatura era o Homem.

Quando Adam abriu os olhos e viu o belo mundo à sua volta, soube imediatamente que D'us criara o mundo e ele, também. As primeiras palavras de Adam foram: "O Senhor é Rei para todo o sempre!" E o eco de sua voz correu mundo afora.

"Agora o mundo todo saberá que Eu sou Rei", disse D'us, e estava muito contente.

Este foi o primeiro Rosh Hashaná! O primeiro Ano Novo. Era o aniversário do Homem, e o Dia da Coroação do Rei dos Reis!

"Vejamos, o que os reis fazem no dia de sua Coroação?" perguntou D'us, e Ele respondeu: "Transformam este dia numa festa. Os súditos leais se reúnem para expressar seu amor e lealdade ao rei. Soam as trombetas e proclamam: 'Longa vida ao rei!' O monarca fica repleto de amor pelos súditos, e concede-lhes muitos favores e honrarias. Esquece-se até dos homens maus que agiram contra seus desejos, se demonstram arrependimento. Sim, é isto que os reis fazem no Dia da Coroação. É o que Eu farei!"

E assim D'us fez de Rosh Hashaná uma festa sagrada. Nós nos reunimos nas sinagogas, tocamos o shofar e demonstramos nosso amor pelo nosso Rei e Pai nos céus. E D'us fica feliz e é bom para todos nós, concedendo-nos um ano bom e doce.
Yom Hazicaron

Yom Hazicaron




Coisas Judaicas - Yom Hazikaron
O Dia do Ano Novo judaico não é apenas uma ocasião de alegria mas, um dia dedicado à oração. É chamado Yom Hazicaron (Dia da Memória) - quando todas as criaturas são julgadas pelo Criador de acordo com seus méritos.

Devemos lembrar que o Supremo Juiz do Universo é bondoso e misericordioso. Seu propósito não é punir. D'us apenas quer que sigamos as Leis e regulamentos que Ele nos impôs para nosso próprio bem.

Durante o mês de Elul, com a aproximação de Rosh Hashaná, tomamos a resoluta determinação de corrigir qualquer mal feito ou hábito descuidado do passado. Um sentimento toma conta do coração do verdadeiro arrependido, como se removesse um fardo pesado do passado. É o sentimento de poder recomeçar a vida como uma criança recém-nascida, sem máculas nos seus registros. São estes os sentimentos que o judeu traz à sinagoga na primeira noite de Rosh Hashaná. Ele se encontra próximo a D'us, e as orações vem da sua sincera vontade de retornar ao Criador.