31 de ago. de 2016

Woody Allen: antissemitas procuram bode expiatório

Woody Allen: antissemitas procuram bode expiatório


Wood Allen - Coisas JudaicasO antissemitismo é impulsionado pelo desejo de encontrar algum bode expiatório e, mesmo que fosse erradicado, alguma outra forma de ódio tomaria seu lugar. A declaração foi feita pelo cineasta Woody Allen em entrevista publicada pelo jornal londrino The Guardian.

 “Se não houvesse judeus no mundo, descontariam nos negros. Se não houvesse negros, nos católicos. Se não houvesse católicos, achariam mais alguém. Finalmente, se todos fossem exatamente iguais, os canhotos começariam a matar os destros. Você só precisa de um outro para descarregar sua hostilidade e frustração”.
O diretor, de 80 anos sublinhou que, embora ele, pessoalmente, não tenha notado um recrudescimento do antissemitismo, seus amigos perceberam este aumento. “Esperamos que a maré baixe e as pessoas percebam que os judeus não são o problema e se concentrem em seus reais problemas. Mas o mundo está cheio de intolerância e preconceito. Freud disse que sempre haveria antissemitismo, porque somos mesmo uns pobres coitados”.
Nós trasmontanos, sefarditas e marranos

Nós trasmontanos, sefarditas e marranos


Resultado de imagem para marranosNasceu em Bragança por 1691, filho de Francisco de Castro Almeida e Violante da Mesquita. A história de seus ascendentes na inquisição era já longa e, face a uma nova onda de prisões na martirizada cidade, Francisco e Violante abalaram para o Alentejo com morada em Mértola, exercendo ele a função de estanqueiro do tabaco. Andava Henrique pelos 7 anos e ali aprenderia as primeiras letras.

Em 1706, receando ser preso, seu pai foi apresentar-se na inquisição de Évora e com ele o filho mais velho, João de Castro. Se pensavam livrar-se, não o conseguiram, pois os inquisidores decretaram-lhe a prisão. (1) Entretanto, para a mesma cidade tinha já seguido Henrique a continuar os estudos, formando-se em Artes, no ano de 1710. Coincidência: em 2 de Julho do mesmo ano, comparecia seu pai no auto de fé celebrado naquela cidade.

Licenciado em Artes por Évora, Henrique foi para Coimbra matricular-se em Medicina, curso concluído em 1717. A profissão de médico foi exercê-la em terras do sul, nomeadamente em Beja. Aí, em finais de 1720, a inquisição lançou uma tremenda ofensiva prendendo quantidade de médicos, advogados e grandes mercadores. Anos depois, viria a saber-se que o denunciante (sob nome falso) fora um médico cristão-novo, também originário de Bragança e morador em Beja. (2)
Naquele mar de prisões e com uma história familiar prenhe de “judaísmo”, certamente que o Dr. Castro Almeida receava ser preso. Dirigiu-se então para Lisboa, casou com sua prima Isabel Inácia e logo depois, no ano de 1721, se embarcaram para Inglaterra.

Em Londres, o jovem médico cedo estabeleceu relações com o Dr. David Neto, rabi da comunidade, que o voltou a casar, agora à maneira judaica, recebendo ele o nome de Jacob. Mudou também o sobrenome, de Almeida para Sarmento, acaso por ser de maior nobreza em Bragança.

Por essa altura, aconteceu em Londres uma verdadeira revolução no campo da medicina, com a introdução de um novo método de curar as bexigas “trazido” da Turquia e que levaria à descoberta da vacina contra a varíola.

Espírito aberto à inovação e ao experimentalismo, o Dr. Jacob, tinha-se já metido a estudar o assunto e publicou um trabalho sobre a matéria, ficando o seu nome ligado à descoberta da mesma vacina. E este foi o início de uma brilhante carreira que o levou a ser admitido no aristocrático Royal College of Physicians em 1728. E seria também o primeiro judeu a ser doutorado por uma universidade britânica, a de Aberdeen. Obviamente que, em paralelo, ele se afirmava no seio da comunidade judaica, sendo nomeado médico da “hebrah” em 1724.

O caso dos “falsários de Beja”, porém, continuava a evoluir e… sobre o Dr. Castro Sarmento caiu a suspeita de ser o grande denunciante, responsável por aquela vaga de prisões. De imediato ele foi demitido do cargo na “hebrah” e ameaçado de excomunhão pelas autoridades judaicas de Londres que, entretanto, abriram um inquérito no seio da comunidade. Concluiu-se que a acusação era falsa e a reabilitação do nosso biografado granjeou-lhe ainda mais prestígio, com o seu nome a aparecer depois entre os fundadores do hospital judeu de Beth Holim.

Nesta fase da sua vida, Jacob Sarmento escreveu duas obras de natureza religiosa e, falecendo David Neto, publicou um “Sermão fúnebre” em sua homenagem. Parecia um líder religioso. No entanto, a evolução seria ao contrário e, o interesse pela ciência e pelo positivismo faria esfriar a crença na religião judaica.
Efetivamente a sua admiração pelo grande mestre Isaac Newton e o interesse pelas suas descobertas científicas levaram-no à publicação de um estudo com o título de “Tratado da verdadeira teorica das Marés conforme a Philosophia do incomparável cavaleiro Isaac Newton”. E a tradução e publicação em Portugal da obra de Francis Bacon foi um sonho por ele muito acariciado.
Por tudo isso, ele foi admitido na Royal Society, sendo um dos primeiros judeus a alcançar tão honrosa distinção. Isso implicava o convívio com a gente da cultura e da aristocracia de Inglaterra. Em simultâneo, estreitava as suas relações com gente do governo de Portugal, da universidade de Coimbra e da Real Academia Portuguesa. Como curiosidade, diga-se que o primeiro microscópio que chegou a Portugal terá sido oferecido pelo Dr. Castro Sarmento à universidade de Coimbra. Tal como o primeiro termómetro seria oferta dele ao Dr. Sachetti Barbosa.
Cientista e médico, o Dr. Sarmento terá encetado o primeiro estudo sistemático sobre a composição química de remédios e da maneira com atuam no organismo. Esta obra foi publicada em 1735 com um título à maneira de resumo, como era de norma naquela época:
- Matéria Médica, físico-histórico-mecânica, reino mineral. Parte I. A que se ajuntam os principais remédios do presente estudo da matéria médica, como Sangria, Sanguessugas, Ventosas, Sarjadas, Eméticos, Purgantes, Vesicatórios, Diuréticos, Sudoríficos, Ptyalismicos, Opiados, Quina-Quina, e, em especial as minhas Águas de Inglaterra, como também uma dissertação Latina sobre Inoculação das Bexigas.

Como se diz no título esta era a primeira parte da obra projetada. A segunda parte seria dedicada aos remédios de origem vegetal e animal. E nela se fala também das propriedades medicinais das águas termais e particularmente das águas das Caldas da Rainha. Aliás, em 1753, publicou mesmo um “Appendix ao que se acha escrito na Matéria Médica do doutor Jacob de Castro Sarmento, sobre a natureza, conteúdo e efeitos, e uso das águas das Caldas da Rainha”.

Sobre as “Águas de Inglaterra” diremos que era então o remédio mais eficaz contra o paludismo e as febres, preparado à base da quina, segundo fórmulas mais ou menos secretas. Ficaram famosas as Águas de Inglaterra preparadas pelo Dr. Fernando Mendes que as deu a conhecer em Portugal. Mas foi o Dr. Sarmento o grande “industrial” desse remédio que vendia na Inglaterra e que em Portugal montou uma verdadeira rede de distribuição, com representações em Porto, Lisboa, Coimbra, Évora e Faro. No processo de investigação e composição do seu medicamento, foi muito importante a ligação de Castro Sarmento com os jesuítas que no Brasil foram pioneiros no uso da casca da árvore da quina. E esta ligação do médico judeu aos padres jesuítas é mais uma prova da sua abertura de espírito.

Ainda no que respeita  à questão religiosa, recordemos que, em Portugal Henrique de Castro de Almeida viveu como cristão. Em fuga por causa da Inquisição, chegou a Londres e assumiu a condição de judeu. Médico famoso e homem de ciência, viu a sua mulher falecer, em Janeiro de 1746, fazendo-a sepultar no cemitério judaico de Mile End. Antes mesmo tivera relações com uma mulher inglesa, Mrs.  Elisabeth, e dela teve um filho. (3) Ficando viúvo, casou com ela e assumiu a religião anglicana, depois de escrever uma carta às autoridades judaicas da sinagoga Bevis Marks, declarando o seu afastamento. Em boa verdade há muito que ele se teria afastado do judaísmo. Porventura o seu casamento na igreja de Saint Margareth Moses, seguindo o rito anglicano foi também para contemporizar com o mundo. Acaso o Dr. Jacob de Castro Sarmento estaria seguindo por um caminho alheio a qualquer credo religioso e seria um dos primeiros pensadores sefarditas a lançar a questão do diálogo entre a ciência e a religião, caminho que levaria uns ao ateísmo e outros ao panteísmo.
NOTAS E BIBLIOGRAFIA:
1-ANTT, inq. Évora, pº 3019, de Francisco de Castro Almeida; pº 6692, de João de Castro Almeida.
2-IDEM, inq. Lisboa, pº 11300, de Francisco de Sá da Mesquita.
3-Henry de Castro se chamou o filho do Dr. Sarmento. Seguiu a carreira militar e notabilizou-se como general da armada de Inglaterra.
ESAGUY, Augusto Isaac - Jacob ou Henrique de Castro Sarmento, in: Congresso do Mundo Português. Lisboa, 1940. Vol. 13, pp. 177–210. IDEM - História da Medicina. Jacob de Castro Sarmento. Notas relativas à sua vida e à sua obra. Lisboa: Ed. Ática, 1946.
ANDRADE e GUIMARÃES - Jacob de Castro Sarmento, ed. Nova Vega, Lisboa, 2010.
Por António Júlio Andrade / Maria Fernanda Guimarães

30 de ago. de 2016

Netanyahu defende colônias em Jerusalém e rejeita críticas da ONU

Netanyahu defende colônias em Jerusalém e rejeita críticas da ONU


Resultado de imagem para colônias em jerusalémIsrael defendeu hoje os colonatos judeus em Jerusalém e na Cisjordânia e rejeitou as críticas do coordenador especial das Nações Unidas para o processo de paz, Nickolay Mladenov, sobre o avanço destas construções."Os judeus estão em Jerusalém, Judeia e Samaria (nome bíblico da Cisjordânia) há milhares de anos e a sua presença não é um obstáculo à paz", afirmou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em comunicado.


"Obstáculos são as tentativas intermináveis de negar a relação do povo judeu a partes da sua terra histórica e a recusa obstinada em reconhecer que não são estrangeiros ali", disse.

Netanyahu respondia assim à intervenção, na segunda-feira, de Mladenov no Conselho de Segurança da ONU, em que este lamentou que Israel tenha ignorado as recomendações do passado mês de julho da ONU, Estados Unidos, Rússia e União Europeia, que instaram o país a cessar a sua política de construção e expansão dos colonatos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

O diplomata búlgaro indicou que desde 01 de julho, Israel avançou com planos para a construção de mais de mil vivendas em Jerusalém Oriental e de outras 735 em zonas da Cisjordânia, além de ter aberto concursos para novas edificações nessas áreas e estar a estudar a possibilidade de declarar partes da periferia de Belém como "terra estatal".

"É difícil ler nestas ações uma verdadeira intenção de trabalhar para uma solução viável de dois Estados", afirmou.

Por seu lado, Netanyahu defendeu que as declarações de Mladenov "distorcem a história e a lei internacional, e afastam a paz (...) A firmação de que a construção judia em Jerusalém é ilegal é absurda, tal como o é dizer que a construção norte-americana é ilegal em Washington ou a francesa em Paris".
Judoca israelense leiloa credencial da Rio-2016 para ajudar crianças doentes

Judoca israelense leiloa credencial da Rio-2016 para ajudar crianças doentes

Yarden Gerbi conquistou uma das duas medalhas de Israel no Rio (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)Judoca israelense leiloa credencial da Rio-2016 para ajudar crianças doentes Yarden Gerbi conquistou uma das duas medalhas de Israel no Rio. Com leilão, judoca arrecadou US$ 52.200 (quase R$ 170 mil).

A judoca israelense Yarden Gerbi, medalha de bronze nos Jogos do Rio-2016, leiloou sua credencial das Olimpíadas e arrecadou US$ 52.200 (quase R$ 170 mil) para ajudar no tratamento de crianças portadoras de câncer.
A credencial foi vendida em uma semana no site Ebay e a quantia arrecadada servirá para comprar equipamento médico para o hospital Sourasky, de Tel-Aviv, especializado no tratamento do câncer infantil.
Gerbi se converteu em uma heroína em Israel depois de vencer uma judoca japonesa na categoria até 63 kg. Foi uma das duas medalhas de Israel no Rio.
A outra de bronze foi conquistada também por um judoca, Or Sasson, na categoria acima de 100 kg.

29 de ago. de 2016

Gene Wilder morre aos 83 anos

Gene Wilder morre aos 83 anos

Jobs queria receber o ganhador da promoção vestido de Willy Wonka, na foto interpretado por Gene Wilder no filme 'A Fantástica Fábrica de Chocolate', (Foto: Divulgação)
Ator estrelou 'A fantástica fábrica de chocolate' (1971
) e tinha Alzheimer. Ele foi indicado a Oscar por 'Jovem Frankenstein' e 'Primavera para Hitler'.


Gene Wilder, ator que intepretou o Willy Wonka em "A fantástica fábrica de chocolate" (1971), morreu aos 83 anos, no domingo (28), devido a complicações do mal de Alzheimer, disse sua família à agência de notícias Associated Press nesta segunda-feira (29).
Um sobrinho do ator, Jordan Walker-Pearlman, disse que ele morreu em sua casa em Stamford, estado de Connecticut, nos EUA.
Segundo Jordan, Gene Wilder foi diagnosticado com Alzheimer há 3 anos, mas escolheu não revelar sua condição ao público. "Ele simplesmente não conseguia aguentar a ideia de um sorriso a menos no mundo", disse o sobrinho em um comunicado à imprensa dos EUA.
Carreira
Jerome Silberman, nome real do ator, nasceu na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos. Ele foi duas vezes indicado ao Oscar. Concorreu à estatueta de ator coadjuvante em "Primavera Para Hitler" (1967) e de roteiro adaptado em "O Jovem Frankenstein" (1974).

Ele também recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, pelos papéis em "O Expresso de Chicago" (1976) e "A fantástica fábrica de chocolate" (1971), filme que rendeu a ele seu personagem mais marcante, o Willy Wonka.
Em 2005, em nova adaptação de "A fantástica fábrica de chocolate" para o cinema, o papel de Willy Wonka foi interpretado por Johnny Depp.
Gene Wilder ganhou um Emmy em 1998, de melhor ator convidado em série de comédia, graças a uma participação especial em "Will & Grace".


Um dos grandes parceiros de Wilder foi o diretor americano Mel Brooks. Juntos, eles trabalharam em filmes como "Banzé no Oeste" e "O Jovem Frankenstein". Wilder também dirigiu cinco longas, incluindo "A dama de vermelho" (1984) e "O maior amante do mundo (1977).
Outro parceiro foi o ator Richard Pryor (1940-2005). Wilder e ele atuaram juntos em "Cegos, Surdos e Loucos" (1989),  "Loucos de Dar Nó" (1980) e "O Expresso de Chicago" (1976).


Artistas lamentam
"Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade", escreveu Mel Brooks em seu Twitter.

A atriz Julie Dawn Cole, que intepretou a Veruca Salt no filme de 1971, escreveu no Twitter: "Notícia tão triste. As palavras não são suficiente. Memórias valiosas."
O ator Jim Carrey escreveu: "Gene Wilder era uma das mais engraçadas e doces energias a tomar forma humana. Se há um paraíso, ele tem um tíquete dourado".
Israelenses estão próximos de curar câncer de pele

Israelenses estão próximos de curar câncer de pele

Israelenses estão próximos de curar câncer de pele

O mecanismo pelo qual o melanoma, o tipo mais agressivo e mortal de câncer de pele, se espalha pelo corpo, foi descoberto por cientistas da Universidade de Tel Aviv e do Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer. A investigação mapeou o processo pelo qual as células cancerosas afetam a derme, a camada mais importante da pele, o que pode ajudar os cientistas a desenvolver novos medicamentos para deter o problema.

A descoberta, que foi publicada como o artigo principal da revista Nature Cell Biology, aumentou a esperança de que o câncer comece a tornar-se “não ameaçador e facilmente curável”. Os pesquisadores, liderados por Carmit Levy, do Departamento de Genética Molecular Humana e Bioquímica na Escola de Medicina da Universidade de Tel Aviv, revelaram o mecanismo de metástase do melanoma.
Eles comprovaram que, antes de se espalhar para outros órgãos, o tumor envia vesículas minúsculas contendo moléculas de microRNA que induzem alterações estruturais na derme, em preparação para receber e transportar as células cancerosas. Também descobriram substâncias químicas que podem parar o processo e são, portanto, medicamentos de potencial promissor.
O melanoma mata uma pessoa a cada 52 minutos, e o número de casos diagnosticados tem aumentado ao longo dos últimos 30 anos. Apesar do desenvolvimento de uma série de terapias, ainda não existe uma solução definitiva para esta doença fatal. Mais informações: acesse.  Fonte: Conib.

#coisas judaicas
Ataque a iPhone chama atenção de Israel

Ataque a iPhone chama atenção de Israel

Ataque a iPhone chama atenção de Israel
A recente descoberta de programas informáticos espiões ('spyware') capazes de se infiltrarem e controlarem os telefones Apple (iPhone) sem deixar rasto chamou a atenção para a indústria da vigilância informática israelita, considerada uma das mais avançadas do mundo.


A gigante tecnológica norte-americana Apple lançou uma atualização de segurança na semana passada após um conhecido ativista dos Emirados Árabes Unidos ter sido alvo de um ataque do programa Pegasus, 'spyware' alegadamente criado pela empresa israelita NSO Group.


A NSO Group está baseada em Herzliya, o "Silicon Valley" de Israel, e é uma das 27 empresas de vigilância com sede no país.


De acordo com a organização não-governamental britânica Privacy International, Israel tem mais empresas deste tipo 'per capita' do que os Estados Unidos.


As empresas argumentam que os seus produtos visam combater o crime e o terrorismo através de meios legais, mas vários críticos receiam que estas atividades não estejam a ser devidamente reguladas, permitindo um uso abusivo da tecnologia por parte do governo.


"Ativistas da oposição, defensores dos direitos humanos e jornalistas [em Israel] têm sido submetidos a vigilância intrusiva por parte do governo e alguns indivíduos têm sido confrontados, durante sessões de tortura, com transcrições das suas comunicações", adianta a Privacy International num relatório divulgado hoje.


A ONG salienta que as agências estatais israelitas têm vindo a usar esta tecnologia de vigilância "para fins militares, em ações de caráter ofensivo, bem como para espionagem".


Uma investigação da empresa de segurança de telemóveis Lookout e do Citizen Lab da Universidade de Toronto concluiu que o 'spyware' que forçou a Apple a lançar a atualização de segurança seria capaz de transformar o telemóvel do alvo "num espião digital dentro do seu bolso".


O 'spyware' poderia controlar o iPhone do ativista dos Emirados Árabes Unidos Ahmed Mansoor, permitindo a ativação da câmara e do microfone para observar a atividade próxima do aparelho, gravar chamadas feitas por aplicações como Whatsapp e Viber, bem como registar as mensagens em aplicações de 'chat' e detetar movimentos do utilizador.


O ataque ao telemóvel de Ahmed Mansoor consistiu numa única mensagem que lhe pedia para "clicar" num link para obter mais informação sobre detidos alvo de tortura nos Emirados Árabes Unidos. Mansoor desconfiou e reenviou o mail para o Citizen Lab.


A empresa NSO escusou-se a confirmar a autoria do 'spyware' usado para atacar o telemóvel de Mansoor, afirmando apenas que "só vende os seus produtos a agências governamentais autorizadas e cumpre integralmente as rigorosas leis de controlo de exportação [destes programas]". O ministério da Defesa de Israel escusou-se a fazer comentários.


Um especialista em ciber-terrorismo no Instituto para o Estudo da Segurança Nacional de Israel, Daniel Cohen, afirmou à agência France Presse que as forças armadas israelitas dão especial ênfase ao treino de combate cibernético.


A unidade 8200 do exército israelita - destinada a decifrar códigos inimigos e serviços de informações - é considerada uma incubadora para 'start-ups' tecnológicas.


"Israel está entre os líderes mundiais em tudo o que tenha a ver com o setor cibernético. Depois de saírem do exército, estes especialistas aproveitam os seus conhecimentos para criarem as suas empresas ou para conseguirem um contrato milionário em empresas que já existem", explicou Daniel Cohen.


Fonte: NM/EG
Binyamin Ben-Eliezer morre aos 80 anos

Binyamin Ben-Eliezer morre aos 80 anos

Binyamin Ben-Eliezer.JERUSALÉM (Reuters) - Binyamin Ben-Eliezer, ex-ministro da Defesa de Israel e político veterano que chegou a liderar as negociações de seu país com o então chefe de Estado egípcio Hosni Mubarak, morreu neste domingo aos 80 anos. 

Ben-Eliezer estava com a saúde debilitada há muitos anos e se aposentou do mundo da política pela porta dos fundos em 2014. 

Ele foi acusado em 2015 de receber propinas de empresários, participar de esquema de lavagem de dinheiro e cometer fraudes e infrações fiscais enquanto trabalhava no governo. O julgamento, que não contou com a participação de Ben-Eliezer devido ao seu problema de saúde, estava em andamento quando ele morreu. 

Ex-líder do Partido Trabalhista israelense, Ben-Eliezer foi ministro da Defesa no governo do então primeiro-ministro Ariel Sharon entre 2001 e 2002, durante os primeiros anos da segunda Intifada palestina.
Quem são os judeus? Em que acreditam? Quem é o Deus deles?

Quem são os judeus? Em que acreditam? Quem é o Deus deles?

Quem são os judeus? Em que acreditam? Quem é o Deus deles?
Em sua obra “Bem-vindo ao judaísmo”, antes de iniciar sua apresentação do judaísmo, o recém-falecido Rabino Maurice Lamm Z”L (de abençoada memória) faz a “pergunta das perguntas”: “QUEM SOMOS?” E ele prossegue: “Antes de prosseguir com a descrição dos ideais e costumes do judaísmo, convém que nos apresentemos. Afinal, quem são os judeus?” E ele diz como fará isso: “Iremos responder-lhe dizendo em que acreditamos, quem é nosso Deus, o que Ele solicita de nós, quais são nossas metas e costumes, e por que os judeus foram escolhidos para cumprirem uma missão eterna e são o objeto de perpétuo preconceito.”
  Nós, o povo de Israel, somos os descendentes dos patriarcas Abrahão, Isaac e Jacob e das matriarcas Sara, Rebeca, Raquel e Léa, aos quais Deus escolheu e com quem Ele fez Sua aliança eterna. Eles, que falaram com Deus e acreditaram profundamente em Sua Providência, moldaram o futuro do povo judeu. Nós temos mais de três mil anos, mas recebemos de Deus a promessa de um futuro ilimitado, “a semente de eternidade que Ele plantou em nós”. E nos esforçamos para permanecermos fiéis à crença dos antecessores.
Após sucessivos períodos de fome na terra de Canaã (a terra prometia a Abrahão), por volta do ano 1500 a.e.c., Jacob desceu ao Egito, onde seu filho, José, tornara-se vice-rei. Dois séculos depois, um faraó que “não conhecera José”, escravizou os judeus e afogou seus primogênitos por medo de que crescessem, prosperassem e acabassem derrubando a monarquia. Deus então redimiu os judeus desta escravidão no exílio e os trouxe para o deserto. Lá, ao pé do Monte Sinai, Deus revelou-Se em uma experiência mística que mudou a história do mundo. Moisés, o maior profeta judeu, aprendeu a Torá e sua interpretação, e trouxe as duas tábuas com os Dez Mandamentos nela gravados. Deus primeiro fez sua aliança com Abrahão e depois uma aliança recíproca e obrigatória, formal e pública, com todo o povo judeu, no Monte Sinai.
Após a redenção do Egito e a Revelação no Sinai, os judeus atravessaram o deserto em direção à Terra Prometida, mas eles não souberam lidar com a liberdade recém-adquirida, a abundância de comida, as nuvens que os guiaram e protegeram de dia e de noite; e eles marcaram sua marcha com recalcitrância e rebelião, com defeitos e futilidades. Mesmo depois das várias intervenções milagrosas que Deus fez a seu favor, eles ainda duvidaram de que Ele os conduziria em segurança a Canaã e, por sua falta de fé, foram condenados a morrer depois de vagarem errando durante quarenta anos no deserto. A geração seguinte, com a ajuda de Deus e sob a liderança de Josué, conquistou a Terra que lhes foi prometida. O povo de Israel, a Torá de Israel e a Terra de Israel, todos escolhidos por Deus, estavam agora unidos.
A seguir, a nossa história tem o desmembramento e consolidação alternados destas três escolhas Divinas – o povo cumprindo a Torá e prosperando na Terra, depois esquecendo-se da Torá, virtualmente se autodestruindo, sendo exilado da Terra e depois retornando em triunfo espiritual. É uma série impressionante de escaladas até os picos mais elevados e tropeços até os pontos mais baixos do espírito; de exílio e retorno à Terra; castigo e recompensa; de dois Templos construídos e destruídos; de imensas contribuições aos ideais e esperanças da civilização, e dos inacreditáveis sofrimentos que sempre atingiram o judeu, instando-o a desistir do empreendimento de fé de Abrahão, a Lei Mosaica e a missão profética. É uma marcha dinâmica e criativa através das gerações, dos profetas e sacerdotes, eruditos e escribas, rabinos e juízes, pessoas pobres e financistas, pessoas que realizaram muito e indivíduos comuns, numerosos estudiosos e um punhado de guerreiros.
Perdemos milhões de pessoas durante os longos e sombrios séculos de diáspora – especialmente durante o exílio de 1900 anos entre a destruição do Templo e Jerusalém no ano 70 e.c. Mas o judaísmo - a Torá, a Terra de Israel, o povo eleito - sobreviveu, sempre redimido pela mão estendida de Deus que dá e tira - e devolve.
Nós judeus caracteristicamente temos orgulho de nossa herança, embora nem sempre a mantenhamos fielmente. Acreditamos ser os herdeiros de uma gloriosa tradição, que consideramos a mais magnífica existente nos anais da humanidade. Dentro de nossos ossos está a medula dos profetas e filósofos. Em nossas veias corre o sangue de sábios como Hilel e Rabi Akiva, de Rashi e Maimônides, de mártires e homens santos, de mestres e pensadores, pioneiros e heróis. Em nossos corações bate o ritmo dos martelos dos grandes construtores dos dois Templos Sagrados, de uma Terra Santa, uma cultura imortal, de sinagogas, escolas e instituições filantrópicas. Não é muito difícil para a maioria de nós acreditar que o povo que escolheu Deus foi escolhido por Deus.
Há lições importantes a serem aprendidas de nossa história.
Em primeiro lugar, os judeus originaram-se em forma de uma família que cresceu para tornar-se uma nação. Isto é importante não só como um dado sócio-político curioso, mas como base para a ética judaica. Isto sublinha a ideia de Ahavát Ha’Rea, amor pelo seu semelhante, pelos companheiros judeus, por todas as pessoas justas, como membros da mesma família. Da mesma forma que o amor familiar vai além dos fatores de união, como passado comum e metas compartilhadas, e é também uma ligação existencial, assim também devemos amar o próximo porque foram criados à imagem de Deus, o Pai de toda a humanidade. Até hoje, esta nação de judeus é denominada “Casa de Israel”.
Em segundo lugar, esta família não cresceu somente pelo aumento natural de parentes consanguíneos, mas devido também àqueles que entraram nela por meio do “casamento” e se consideram parte da família - os convertidos que esposam a ideia de Deus e da Torá e se unem a este povo. Eles enriqueceram e aumentaram a família original de judeus.
Em terceiro lugar, diferentemente de outros povos, o povo judeu tornou-se uma nação no momento em que adquiriu liberdade, antes de ter uma Terra, quando saiu do Egito quarenta anos antes de conquistar a Terra Prometida. O simples fato dos judeus terem sido reunidos por ideias antes de terem uma Terra pode muito bem ter sido o gerador de sua capacidade de sobreviver durante séculos sem seu lar, quando possuíam somente a Torá em comum.
Em quarto lugar, esta família tornou-se uma nação, foi escolhida por Deus, como o foram sua Terra e sua Lei, para testemunhar Sua lei moral na Terra e trazer à civilização os conceitos de fraternidade entre os homens e as famílias de nações. Ao serem escolhidos, eles passaram a carregar o fardo de serem um povo antes de experimentarem os prazeres e a segurança da nacionalidade.
Israel extraditará aos EUA israelense acusado de vender armas ao Irã

Israel extraditará aos EUA israelense acusado de vender armas ao Irã


Israel extraditará aos EUA israelense acusado de vender armas ao Irã

A Corte Suprema israelense decidiu, neste domingo, permitir a extradição aos Estados Unidos de um nacional acusado de vender material de defesa americana ao Irã, informou o ministério da Justiça.
Em um comunicado, declarou que Arye Eliayahu “Eli” Cohen deverá ser entregue às autoridades norte-americanas “com o objetivo de ser julgado pela comissão do delito de comércio com peças militares de reposição com o Irã”.
Segundo a ata de acusação na qual se baseia a petição da extradição, entre os anos 2000 e 2004, Cohen exportou, com o apoio de três cúmplices, peças de reposição militares dos Estados Unidos a seu local de residência em Israel, em concreto peças de mísseis Hawk, de caças e de veículos blindados.
“O ato pelo qual se solicita a extradição constitui um delito criminoso sob as leis de ambos” os países, Israel e Estados Unidos, afirmou a Corte em sua sentença do domingo.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou o Irã de “preparar outro Holocausto” e de tentar adquirir armas nucleares com o objetivo de atacar Israel.
O governo israelense se opõe radicalmente ao histórico acordo alcançado entre Teerã e as grandes potências mundiais no ano passado, pelo qual foram levantadas várias sanções internacionais impostas a Teerã em troca que este renuncie a qualquer objetivo militar de seu programa nuclear. Apesar do acordo, o embargo de armas à República Islâmica segue vigente.

25 de ago. de 2016

 Sair da Superficialidade

Sair da Superficialidade


Resultado de imagem para circuncisão


No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.
 Magda Goebbels era filha de pai judeu

Magda Goebbels era filha de pai judeu

 Magda Goebbels era filha de pai judeuQuando Magda Goebbels, a esposa do fanático ministro de Propaganda de Adolf Hitler, nasceu em 11 de novembro de 1901, foi registrada como Johanna Maria Magdalena e com o sobrenome de solteira de sua mãe, Behrendt. Essa circunstância não chamou a atenção de ninguém, mas, quando sua mãe se casou novamente neste mesmo ano com o industrial alemão Oskar Ritschel, a menina ainda manteve o sobrenome materno, porque seu padrasto se recusou a adotá-la, algo incomum nos costumes da época. Ficaram casados por apenas quatro anos, até 1905, quando se divorciaram.
O pai biológico de Magda era o comerciante judeu Richard Friedländer, que se casou com sua mãe em 1908, nove anos após o início do relacionamento em Berlim e do qual, provavelmente, nasceu Magda. Mas, agora, graças a uma descoberta fortuita do historiador Oliver Hilmes nos arquivos de Berlim, a Alemanha soube que Friedländer, o pai da esposa de um dos mais importantes líderes nazistas do Terceiro Reich, era judeu.
Durante anos, a imprensa alemã suspeitou que, aquela que se tornou a esposa de Joseph Goebbels, havia escondido durante toda vida um segredo que a teria condenado à morte no país da bandeira da suástica. Há 15 anos, a revista Der Spiegel alimentou rumores e sugeriu que, pelas veias da mulher que no seu auge foi apelidada de “mãe-modelo do Terceiro Reich”, corria sangue judeu.
Antes de Goebbels, Magda esteve casada com Herbert Quandt, um dos industriais mais poderosos na Alemanha, e cuja família ficou rica quando Hitler chegou ao poder. O casal teve um filho, Harald.
Agora, a nova biografia de Magda é confirmada com a descoberta de Hilmes, que foi publicada no jornal Bild. Magda Goebbels ficou casada com o líder nazista entre janeiro de 1932 e 30 de abril de 1945, quando ela envenenou os seis filhos do casal e depois se suicidou com o marido no bunker que possuíam em Berlim.
Já o pai de Magda foi preso em Bruxelas e enviado para o campo de concentração de Buchenwald, onde morreu em 1938. A filha, que tinha os meios para livrá-lo da morte, nunca tentou. O segredo de Magda Goebbels foi mencionado por seu marido em diários. Em 1934, Goebbels escreveu que a esposa havia descoberto algo “horrível” relacionado à sua biografia, um comentário surpreendente para um líder do nazismo. No entanto, não se soube mais nada além daquilo. Até hoje.
Será que Joseph Goebbels realmente sabia do segredo da esposa? A pergunta não tem resposta, mas as revelações sobre a paternidade de Magda tornam ridícula, com várias décadas de atraso, a poderosa propaganda nazista que idealizou o casal Goebbels como a “família ariana ideal” e Magda como um modelo a ser imitado por mulheres de seu país.
Exército de Israel reage e mata palestino na Cisjordânia

Exército de Israel reage e mata palestino na Cisjordânia

Exército de Israel reage e mata palestino na CisjordâniaJerusalém - Um palestino foi morto nesta quarta-feira por forças de segurança de Israel após atacar com uma faca um soldado israelense no assentamento judaico de Yitzhar, na Cisjordânia , informou a rádio pública de Israel.
Segundo a emissora, o fato ocorreu nas imediações de Yitzhar, após uma perseguição das forças de segurança israelenses a um veículo, do qual saiu o palestino que atacou o soldado com uma faca.
O militar sofreu apenas ferimentos leves, enquanto o autor da agressão foi alvejado e morreu no local.
O exército israelense havia informado preliminarmente que um ataque com arma branca tinha ocorrido perto do assentamento judaico na Cisjordânia.
Este fato ocorre em meio a uma onda de violência que começou em outubro de 2015 e na qual morreram 225 palestinos, a maioria deles agressores ou supostos agressores, segundo as autoridades de Israel, e 36 israelenses. 
 A Bíblia dos Anussim

A Bíblia dos Anussim


O subtítulo do livro diz:


A BÍBLIA DE FERRARA


Coisas Judaicas


Ladinar e Aliamiar

Parece que durante séculos os judeus espanhóis trataram de “ladinar” os textos sagrados originais em hebraico para o castelhano. O verbo “ladinar” significa – traduzir em ladino, ou língua românica falada nos países ibéricos. Para isso se poderia utilizar de duas possibilidades: o aljamiado, ou seja, escrever a tradução espanhola em letras hebraicas ou árabes (do árabe “Achami” – estrangeiro) ou escrevendo diretamente no alfabeto latino.

Tudo isso sugere que, embora o interesse nos textos judaicos sagrados fosse grande, já há muito tempo o hebraico original não era acessível, pelo menos não no nível popular (a maioria dos judeus de Castela não falavam hebraico).

Estes mesmos judeus após terem sido expulsos pelos Reis Católicos, em 1492, continuaram falando o castelhano e sentiam a necessidade de estudar os textos sagrados neste mesmo idioma.

‘ESPANHÓIS E PORTUGUESES’

Aqueles que chegam em Portugal na esperança de encontrar um novo lar onde pudessem praticar sua fé ancestral, são forçados pelo rei D. Manuel a se converter ao cristianismo. Muitos conseguem fugir para a Holanda aonde, embora chamados de ‘Portugueses’, continuaram falando o castelhano, inclusive, por várias décadas.

a1Contudo, o neto dos Reis Católicos, Carlos, torna-se regente dos Países Baixos, antes mesmo de se tornar rei de Castela e imperador da Áustria, e os exilados ‘Portugueses’ começaram a sentir a perseguição religiosa. Muitos destes continuaram sua jornada rumo a Itália continental e de lá ao Império Otomano para a segurança que Suleiman, o Magnífico, lhes conferia.

FERRARA

a1Uma das cidades italianas que abriram suas portas para estes fugitivos foi Ferrara, a primeira cidade moderna da Europa, às margens do Rio Pó. Esta tinha uma reputação como protetora dos expulsos da Espanha, já que em 1498 o Duque Hércules I d’Este, havia publicado um privilégio para os judeus espanhóis. Também chegou a esta cidade a família Abravanel e muitos outros judeus que tinham sido expulsos do reino de Nápoles, quando Charles I, em 1541, procede com a expulsão definitiva dos judeus, assinada por seu avô Fernando, o Católico. A partir de 1534, quem governou Ferrara foi o Duque Ercole II (ou Hércules) d’Este, filho de Alfonso I e da maquiavélica valenciana Lucrécia Bórgia (ou Borgia, em italiano).

Mais de cem anos após a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg, por volta de 1450, já haviam centenas de bimpressoras em toda a Europa. Em 1553, dois exilados que haviam chegado em Ferrara, o “espanhol” Jeronimo de Vargas e o ‘Português’ Duarte Pinhel, de acordo com seus nomes “cristãos”, ou Yomtov Atías e Abraão Usque, em seus nomes hebraicos, imprimiram um Tanach (a Bíblia judaica), tão necessário para os fugitivos, na nova impressora hebraica que Usque tinha acabado de adquirir.


Este Tanach é conhecido como “A Bíblia de Ferrara”.


b“Bíblia em Língua Espanhola traduzida palavra por palavra do Hebraico verdadeiro por muitos excelentes estudiosos, Vista e examinada pelo Santo Ofício da Inquisição. Com o ilustríssimo privilégio do Senhor Duque de Ferrara”.

Pouco tempo depois, em 1569, o cristão Casiodoro de Reina a usou como um importante recurso para a tradução chamada de a “Bíblia do Urso” ou “Bíblia Reina-Valera”. E assim afirma Reina em seu prefácio, onde ele diz:

“Da velha tradução espanhola do Antigo Testamento, impressa em Ferrara, que nos ajudou com tais necessidades mais do que qualquer outra que vimos até agora, não somente porque ela se mostrou mais bem sucedida do que outras em casos semelhantes, mas por nos dar o significado original e natural das palavras em hebreu, e as diferenças dos tempos verbais, como estão no mesmo texto,uma obra digna de maior valor (à juízo de todos os que a entendem) dentre as quais existem hoje: e por este apoio tão singular, do qual as outras traduções não gozaram, esperamos que a nossa não seja, pelo menos, inferior à qualquer uma delas”.

A BÍBLIA ANUSSIM

A edição foi impressa com pouco mais de 400 páginas de 4°, com duas colunas cada página e tipo de letra gótica, que era a mais popular na época.
c1
Em sua introdução, Abraham Usque e Yomtov Atías expõem que, a tradução é feita ‘verbo por verbo’, ou seja, palavra por palavra, ‘e sem trocar uma palavra por duas, o que é muito difícil (para o leitor). Também buscam preservar a ordem das palavras do texto hebraico “nem antecipar e nem postergar umas as outras… mesmo que, para alguns, a linguagem possa parecer estranha e bárbaro, muito diferente da polida que se usa em nosso tempo”. Eles afirmam também que nela usaram “a linguagem utilizada pelos antigos hebreus espanhóis: que, apesar de algo parecer estranho mesmo para o hebraico, tem suas bases na antiguidade”.

A edição saiu duplicada pois alguns livros foram assinados por Jeronimo de Vargas e Duarte Pinhel e dedicados ao Duque Ercole, e outros os nomes eram Abraham Usque e Yomtov Atías e dedicados a Doña Gracia Nací (Nasi), o que demonstra a dupla personalidade dos infelizes exilados. Por um lado, sua lealdade ao duque e a identidade falsa de novos cristãos, e po outro, o agradecimento a princesa judia pelo apoio e suas verdadeiras identidades de judeus observantes.

Usque continuou publicando até 1558, livros de oração e de judaísmo em castelhano para Cristãos Novos que passavam por Ferrara, Veneza e outras cidades italianas em suas jornadas ao Império Otomano, onde podiam retornar à sua fé ancestral abertamente. Para ele, estes necessitavam destes livros para instruí-los no judaísmo, uma vez que os que tinham haviam perdido ou tinha sido danificados.d

Esta mesma Bíblia de Ferrara oferecia em seu prefácio para ‘o leitor’ uma lista dos livros que compõem a Bíblia com a tradução hebraica, a especificação de cada capítulo desde o livro de Bereshit até Neemias (situado após Divre Hayamim), a lista do Salmos em ordem alfabética em castelhano, os eventos e festas no ano de acordo com o livro “Seder Olam”, e muitos outros detalhes da história do povo de Israel incluídos no Tanach e mesmo de após ‘la desolación de la Casa’ (A Destruição do Segundo Templo de Jerusalém). Ao falar sobre os mais recentes eventos, a data se referia como ‘la desolación de la Casa’, ou seguindo a “criação do mundo”, para não seguir o calendário cristão. Ele também incluiu a lista de ‘Haftarot’ (Hafṭarot – trechos de livros dos Profetas que se lê aos sábados na sinagoga após a leitura da porção semanal da Torá). Indica as conclusões ‘petuchá’ (ponto) e ‘setumá’ (ponto que segue) tradicionais judaicas, com um C maiúsculo, e no lugar do Tetragrama escreve um A maiúsculo pontilhado (letra inicial do tradicional nome usado pelos judeus para se referir ao Criador: A’donay). Usa também a expressão judaica ‘Dio’ (Deu) sem o ‘s’ no final, para assim não escrever o nome inteiro.

Chega até a indicar um calendário que mostra se as Parashiot (Trechos semanais da Torá) se leem em conjunto ou separadamente, desde o ano 5313 (1553) até 5380 (1620), sendo assim, um período de 67 anos, talvez mais do que suficiente, em sua opinião, para voltar a aprender hebraico e voltar a vida judaica plenamente.

Encontramos, portanto, nesta Bíblia, não apenas um enorme tesouro de traduções precisas das palavras hebraicas para o castelhano, algumas tão frequentes nesta mas tão raras hoje em dia, como ‘Barragán’, que significa “forte”, ou o verbo ‘muchiguarse’ que significa ‘multiplicar-se’ e muitas outras expressões de museu, mas também, encontramos aqui uma fonte abundante de água para saciar a sede dos que procuram ver a perspectiva judaica das passagens bíblicas. Uma vez que, muitas vezes, como indicado no póprio prólogo, acrescenta-se uma ou duas palavras entre parênteses para dar a interpretação correta sobre a passagem, sempre partindo do ponto de vista rabínico e, geralmente, de acordo com a tradução do aramaico feita pelo sábio Onkelos.

Deveríamos nos dedicar, acredito eu, em publicar este preciosa Bíblia, agora com letras mais confortáveis para a leitura do que as letras góticas que permitem confundir o ‘s’ com o ‘f” e vice- versa e, onde o ‘u’ e ‘v ‘ estão escritas da mesma forma, para assim, disponibilizar ao público os tesouros escondidos nesta jóia dos Sefaradim Anussim.

Você pode conferir a versão facsimile no seguinte link: http://www.larramendi.es/i18n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1001869&posicion=1
O Amor no Judaísmo

O Amor no Judaísmo


O Amor no Judaísmo

Como você define o amor pela Torá? Vejamos, o primeiro caso em que é mencionado o amor de uma pessoa pela outra é quando D’us ordena a Abraão sacrificar o filho que ele ama. O que, na verdade, isso nos ensina? O amor de um pai para o filho é o protótipo de todos os amores. Ou seja, é o amar incondicionalmente, apenas por este ser seu filho. Este é o tipo de amor que deve existir também, com as outras pessoas.
O caso seguinte de amor na Torá, é o de um homem por sua mulher: nosso antepassado Isaac amou sua esposa Rivka (note que está escrito isso depois de Isaac haver casado com ela, não durante um longo período de namoro).
O amor é criado e manifestado através de doação. A palavra hebraica para amor é “ahava”, que vem da raíz “hav” – dar. Aprendemos do caso em que Rachel diz ao marido Yaacov, “hava li banim…”, “Dá-me filhos”. Isso nos mostra o por que de que geralmente os pais amam a seus filhos mais do que estes amam seu progenitores. Quando a pessoa pode dar e dar torna-se como um pai que dá e não espera nada em troca.
Assim deve ser assim com o cônjuge também. Da mesma maneira que nunca vimos alguém se divorciar de seus filhos, o homem não deveria se divorciar-se de sua esposa. Nunca escutamos um caso em que alguém diga ao seu filho, “desculpe, mas conheci o filho do vizinho e me apaixonei”. Claro que na Torá é contemplado o divórcio. Mas, apenas, como um último recurso, o menos desejado. Caso todas as outras opções tenham se esgotado – sob o aconselhamento de um sábio – pode-se então pedir o divórcio. No entanto, aquele que casa tem que fazê-lo com a mentalidade de que é para a vida toda. Não se trata de um copo descartável, ao contrário do que algumas pessoas pensam em outros lugares. Se exige esforço e uma entrega total.
Em seguida, vem o amor ao próximo (obviamente, se não houver amor próprio não existe amor a ninguém mais, pois não se pode dar o que não se tem). Depois segue-se o amor ao convertido, que é algo mais elevado, pois eu o amo, já que compartilhamos o mesmo D’s. Pode não ser da minha raça, nem compartilharmos o mesmo sangue, só a nossa crença nos une. Finalmente, a Torá ordena o amor ao Criador, com todo o teu coração, com toda tua alma e com todas as posses. Quer dizer, se alguém diz que ser judeu sai caro, é verdade, mas têmos que fazê-lo pois como lemos no Shema Israel, para amá-lo, mesmo que seja com toda tuas posses!