Junho 2016
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Rabat, 29 jun (EFE).- O governo marroquino voltou a ressaltar sua rejeição à normalização das relações com Israel, nem sequer na área comercial, e atribui a entrada de produtos israelenses no Marrocos a supostas máfias de contrabando.

O vice-ministro de Comércio Exterior, Mohammed Abu, que discursava ontem na Câmara dos Representantes, mostrou documentos alfandegários e do Escritório de Mudanças (que regula os intercâmbios exteriores) que supostamente testemunham que não há comércio com Israel, segundo recolhem nesta quarta-feira vários veículos de imprensa marroquinos.

Abu lembrou que seu governo "é obrigado a respeitar as decisões da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica sobre o boicote à entidade israelense", evitando inclusive o uso da palavra "estado".

O ministro respondia assim a uma polêmica que dura várias semanas sobre a presença ou não de tâmaras israelenses no mercado marroquino (grande consumidor deste fruto durante o Ramadã), e Abu disse que, caso existam tâmaras israelenses, procedem do contrabando e sofreram "uma falsificação da origem".

No entanto, o grupo socialista garantiu em sua réplica que trocas anuais de US$ 50 milhões "não podem ser mero fruto do contrabando", em referência ao número que habitualmente é citado pela "Iniciativa marroquina de boicote a Israel".

Os grupos que conformam esta iniciativa asseguraram nesta mesma semana que há um tráfego semanal de nove cargueiros com contêineres entre o porto israelense de Jaffa e os marroquinos de Casablanca e Tanger Med, fretados pela empresa israelense ZIM, filial do holding Israel Corporation. 
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico


O Rambam escreve 1: “Toda pessoa é adequada para ser justa como Moshê nosso mestre, ou perversa como Yerovam... Não há ninguém que a force, decrete sobre ela ou a conduza a um destes dois caminhos. Ao contrário, é ela, por sua própria iniciativa e pensamento, que tende ao caminho que deseja...”.  

Este princípio é um conceito fundamental e um pilar [sobre o qual se apóia] a Torá e seu(s) mandamento(s), como está escrito2: “Veja! Eu apresento perante vós, hoje, vida [e bondade, morte e maldade]”... isto é, a escolha é vossa.”  

Qualquer um dos atos que um mortal deseja fazer, ele pode fazê-lo, seja bom ou mau... O Criador não força ou decreta que as pessoas devem fazer o bem ou o mal. Ao contrário, tudo é deixado à sua própria escolha. D'us não criou o homem para que este agisse como um robô. Em vez disto, Ele lhe deu o livre arbítrio, o que o distingue de todas as outras formas de vida3. Todas as outras criaturas são regidas pelas leis da natureza. O homem, ao contrário, tem o poder de controlar sua conduta e agir de acordo com sua própria iniciativa.  

Dois Tipos de Escolha  
O exercício do livre arbítrio reside no coração de nosso serviço Divino. Nós temos a opção de realizar a vontade de D'us ou de ignorá-la, D'us nos livre. Nosso desafio é o de “escolher a vida”4, vivendo nossas vidas como Ele deseja que elas sejam conduzidas.

Em particular, dois tipos de escolha positiva são esperados de nós:

a) Obediência às mitsvot da Torá. D'us nos deu um conjunto multifacetado de ações que somos obrigados a praticar, e outras que nós somos proibidos de praticar. Às vezes, praticar as ações exigidas de nós ou respeitar as proibições impostas envolve conflitos interiores, pois fazer ou não fazer uma determinada ação pode ir de encontro às nossas tendências e desejos naturais. Nosso poder de escolha nos permite controlar e negar qualquer obstáculo interior que possa atrapalhar o cumprimento da vontade de D'us.

b) Moldar nosso caráter para que este se conforme à vontade de D'us, mesmo quando não há nenhum mandamento explícito para assim fazê-lo. Explicando: Existe todo um mundo de atividades referidas como reshus, “o que é permitido”. Não nos é dito o que devemos fazer nem o que devemos evitar. Mas isto não significa que não haja um modo de conduta Divino apropriado para estas atividades. A iniciativa, entretanto, é nossa. Devemos nos esforçar para descobrir a vontade de D'us e, então, moldar nosso caráter da forma adequada.  

Estes dois ímpetos estão refletidos na mishná5 “Faça da Sua vontade a tua vontade, para que Ele cumpra a tua vontade como se fosse a Sua vontade. Ponha de lado a tua vontade por causa da Sua vontade, para que Ele ponha de lado a vontade dos outros perante a tua vontade”.  

“Por de lado a tua vontade por causa da Sua vontade” se refere ao desafio de abrirmos mão de nossos próprios desejos para podermos obedecer aos mandamentos de D'us. “Fazer da Sua vontade a tua vontade” se refere ao desafio maior de moldarmos o nosso caráter para que possa reflitir e expressar a vontade Divina, mesmo em situações onde o mandamento de D'us não é explícito.  

Tomando a Iniciativa  
A tarefa de moldarmos o nosso caráter representa uma expressão mais completa de nosso potencial para o livre arbítrio. Quando um mandamento foi dado, mesmo que o homem tenha a opção de obedecê-lo ou não, o fato de que foi D'us quem deu a ordem incita-nos à obediência, pois todo judeu tem um desejo natural de servir a D'us6.  

Além disso, quando a vontade de D'us é explícita, a escolha enfrentada pelo homem é clara. Por outro lado, quando D'us não dá um comando explícito, e o homem tem de elevar e refinar a si mesmo até que aprecie o que é esperado dele, o desafio e a escolha são muito mais abrangentes7.

Uma Nova Fase  
Esta abordagem ao serviço Divino representa a nova dimensão contribuída pela leitura da Torá desta semana. A leitura começa8 Shelach lecha, “Tu podes enviar...”.

Rashi explica que o povo tinha vindo a Moshê com um pedido de que espiões fossem enviados para explorar a Terra de Israel e que Moshê trouxe seu pedido a D'us. D'us respondeu: “É contigo. Eu não estou te ordenando. Se tu desejares, envie”.

Isto representou uma nova fase no relacionamento de nosso povo com D'us. Antes, a Torá tinha relatado os mandamentos que D'us tinha dado a Moshê quanto à conduta do Povo Judeu. Ela também descreveu certas situações, por exemplo, a segunda oportunidade de oferecimento de um sacrifício Pascal9, em resposta a uma pergunta trazida a D'us através de Moshê. Mas, mesmo nestas ocasiões, D'us respondeu com uma ordem explícita. Esta é a primeira ocasião na qual D'us deixa a escolha com Moshê.

Construindo Uma Moradia Para D'us
Esta nova abordagem ao serviço Divino, onde a iniciativa é dada ao homem, está associada com o objetivo da missão dos espiões: a entrada de nosso povo em na Terra Santa. O objetivo da vida em Israel é o da construção de uma moradia para D'us dentro das realidades de nossa experiência cotidiana.

Mais particularmente, esta moradia deve ser estabelecida pela iniciativa do homem. Fosse a moradia estabelecida pela revelação dos céus, ela seria incompleta. O homem, como ele existe dentro de seu próprio contexto, e o poder da criatividade que ele possui, não seria refletido dentro dela. Quando, ao contrário, o homem transforma sua própria vontade e, com base nesta metamorfose interior, transforma o seu ambiente, D'us vem habitar dentro de nossa existência.

Encarando o Fracasso
Já que o foco é sobre a iniciativa do homem, existe a possibilidade de erro 10. O próprio termo “livre arbítrio” implica que nós podemos fazer a escolha errada. De fato, em nossa leitura da Torá, a escolha errada foi realmente feita11. Os espiões retornaram e espalharam pânico entre o Povo Judeu, fazendo-os ter medo de entrar em Eretz Israel.  

Como a narrativa indica12, entretanto, este erro pode ser corrigido através da teshuvá, um sincero retorno a D'us. Também neste contexto, a ênfase é sobre a iniciativa do homem. Pois ateshuvá requer que uma pessoa evoque uma força interior para poder restabelecer a ligação com D'us que tenha sido comprometida através de sua conduta imprópria.  

De fato, através da teshuvá, nós podemos ultrapassar nosso nível anterior de serviço Divino. Como nossos Sábios ensinam13: “Os perfeitos tsadikim (justos) não podem alcançar o nível de umbaal teshuvá”.  

A possibilidade existe para a teshuvá mesmo sem pecado. Como nossos Sábios dizem14: “Mashiach motivará aos justos a voltarem [a D'us] em teshuvá”. Através de tais esforços, a vantagem atingida através do retorno pode ser alcançada sem uma descida anterior. Esta é expressão máxima do poder do homem: começar, por sua própria iniciativa, a cumprir seu objetivo e voltar a D'us com a ligação interior abrangente que é estabelecida através da teshuvá.  

A Missão de Nosso Povo  
Os conceitos acima são aludidos no nome de nossa leitura da Torá, Shelach, que significa “envie”, indicando que todas as pessoas -- e, em um sentido mais amplo, o Povo Judeu como um todo -- são “enviadas”, obrigadas a saírem de seu ambiente natural e encarregadas de uma missão. Esta missão permite tanto ao indivíduo quanto à nação a atingirem um nível mais alto.  

No sentido pessoal, isto se refere à missão de cada alma que é enviada aqui para baixo, vindas de mundos espirituais para serem revestidas em um corpo material. Esta é “a descida em prol de uma subida”15, pois, usando estas entidades materiais para propósitos espirituais, a alma progride para um nível superior àquele de onde começou.

Em um sentido mais amplo, isto se refere à missão do Povo Judeu de transformar nosso mundo em uma moradia adequada para D'us. “Enviada” de continente a continente, nossa nação trabalhou em direção a este objetivo por milhares de anos, acrescentando conteúdo espiritual ao mundo através do respeito da Torá e suas  mitsvot.  

Este objetivo não é mais algo abstrato. Ao contrário, nós estamos no limiar da Redenção, momentos antes da realização desta tarefa através da vinda do Mashiach. E, então, nós mereceremos o cumprimento completo da promessa da leitura de nossa Torá16: “Eu os levarei [lá] e eles conhecerão a terra”. Que isto ocorra brevemente!

תיאור: Imprimirתיאור: Envie esta página a um amigoתיאור: Compartilhe isto
תיאור: ComentárioComentário
NOTAS
1.
Mishnê Torá, Hilchos Teshuvá 5:2-3.
2.
Devarim 30:15.
3.
Rambam, loc. cit.: 1; ver também Likutei Torá, Vayicrá 38b.
4.
Devarim 30:19.
5.
Avot 2:4.
6.
Rambam, Mishnê Torá, Hilchot Gerushin, conclusão do cap. 2.
7.
A ênfase da livre escolha quando o esforço é necessário para descobrir a vontade de D'us está refletida nas palavras doRambam (Hilchot Teshuvá, loc. cit.). O Rambam fala sobre ser “sábio ou tolo, misericordioso ou cruel, mesquinho ou generoso”, referindo-se aos traços de caráter que devem ser misturados na proporção adequada (ver Mishnê Torá, Hilchot De’os, cap. 1), e não sobre a prática das mitsvot, onde a vontade de D'us está explicada explicitamente.
8.
Bamidbar 13:2.
9.
Ver Bamidbar, cap. 9.
10.
Ver os comentários de Rashi sobre Bamidbar 13:2.
11.
Mais particularmente, pode-se explicar que o erro dos espiões resultou do ímpeto de se estabelecer uma moradia para D'us no mundo material. Como resultado, eles pensaram que sua missão envolvia não somente coletar informações sobre a melhor maneira de entrar em Eretz Yisrael, mas também que os mortais deveriam tomar a decisão quanto a entrar ou não.
12.
Ver o diálogo de Moshê com D'us, Bamidbar, cap. 14.
13.
Berachot 34b, como citado pelo Rambam (Mishnê Torá, Hilchot Teshuvá 7:4). Ver o ensaio intitulado “Teshuvá Return, Not Repentance” (Timeless Patterns in Time, Vol. I, p. 33ff).
14.
Zohar III, p. 153b; ver também Likutei Torá, Shir HaShirim45a.
15.
Cf. Makos 8b.
16.
Bamidbar 14:31
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Jerusalém - Dezenas de jovens palestinos se entrincheiraram durante a madrugada desta terça-feira na Mesquita de al Aqsa, na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, o que levou a polícia israelense a declarar o fechamento do recinto sagrado durante três dias.
"Não haverá visitas ao Monte do Templo (nome judaico da Esplanada das Mesquitas) nem hoje, nem na quarta-feira, nem na quinta-feira", diz um comunicado da polícia, que detalhou que agentes foram mobilizados em toda a região para "impedir distúrbios" dos jovens que protestam contra a ocupação israelense.
A polícia informou que seus agentes tinham feito uma breve intervenção para dispersar manifestantes que atiravam pedras e que causaram ferimentos leves em uma mulher judia que estava no Muro das Lamentações, aos pés da Esplanada.
"Apesar da decisão adotada (de fechar a Esplanada), esta manhã jovens muçulmanos mascarados lançaram pedras em direção ao Portão Mugrabi (onde a polícia está posicionada)", diz uma nota atualizada que menciona o caso da mulher ferida.
Segundo o comunicado inicial, comandantes do primeiro escalão desse corpo de segurança estão em contato com os líderes palestinos locais e o Waqf Islâmico, o responsável do lugar, para acalmar os ânimos e exigiu que eles "atuem para evitar distúrbios e preservar a tranquilidade".
A Esplanada das Mesquitas de Jerusalém é o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, depois das cidades de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Além disso, a Esplanada é local de frequentes enfrentamentos entre jovens palestinos e policiais israelenses.
Após algumas semanas de tranquilidade, os confrontos voltaram nas últimas 48 horas, com intervenções policiais para remover do local os jovens entrincheirados.
Segundo a polícia, os entrincheirados levantaram barricadas e têm a sua disposição pedras e fogos de artifício, que costumam lançar diretamente contra os agentes israelenses.
O complexo, que Israel considera seu lugar mais sagrado por ter abrigado há 2 mil anos o Templo de Jerusalém, está situado em Jerusalém Oriental, território que estava sob soberania jordaniana quando foi ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Após séculos nos quais os grandes rabinos proibiam o acesso ao local por medo de violar sua santidade, nos últimos anos aumentaram as visitas de judeus nacionalistas religiosos, que reivindicam seu direito a rezar ali, o que gera grande indignação entre os palestinos.
A lei israelense permite as visitas ao local com fins turísticos, e os ativistas judeus aproveitam essa norma para rezar ali em silêncio.

Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Presidente israelense ao parlamento da UE

O presidente israelense, Reuven Rivlin, dirigiu-se ao Parlamento Europeu na quarta-feira, 22/6, inclusive aos ministros das relações exteriores dos Estados-membros da União Europeia (UE), e censurou a abordagem da comunidade internacional para o processo de paz entre Israel e Palestina. Rivlin argumentou que a recente iniciativa francesa "sofre de falhas fundamentais" e que esforços devem ser concentrados na construção de confiança entre as partes, em vez de lutar por um acordo de paz permanente, que ele descreveu como uma "crônica de uma falha previsível".
Rivlin, ex-parlamentar de direita que tem se remodelado na presidência como uma forte voz pela unidade e tolerância, rejeitou diretamente os recentes esforços europeus de pacificação, incluindo a conferência de iniciativa francesa adotada pelo Conselho da União Europeia na semana passada.
"A tentativa de retomar as 'negociações por negociações', não apenas não nos aproxima da solução há muito esperada, como também nos arrasta para ainda mais longe dela", disse Rivlin. "A iniciativa francesa sofre de falhas fundamentais."
"Se a comunidade internacional realmente deseja, e verdadeiramente aspira, ser uma participante construtiva, ela deve desviar seus esforços da renovação das negociações por negociações e se direcionar à construção da confiança entre as partes a fim de criar as condições necessárias para o sucesso das negociações no futuro", Rivlin acrescentou. "Nas atuais circunstâncias, todos devemos nos perguntar 'o que pode ser feito hoje', em vez de 'o que não pode ser feito'."
Rivlin defendeu que um verdadeiro acordo de paz não é possível hoje e sua busca é um empreendimento condenado.
"Atualmente as condições práticas, as circunstâncias políticas e regionais, as quais nos permitiriam chegar a um acordo permanente entre nós –israelenses e palestinos – estão falhando em se concretizar", Rivlin afirmou, citando a separação entre o partido palestino Fatah e o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, bem como a "total falta de confiança entre as partes, em todos os níveis, entre os líderes e as nações".
"Não se pode esperar alcançar melhores resultados, enquanto recorrer às mesmas perspectivas e ferramentas que previamente falharam ao longo do tempo", disse Rivlin.
O presidente de Israel também abordou a crítica europeia a Israel, que ele descreveu como equivocada e às vezes injusta.
"Sinto que a intensa crítica dirigida a Israel na Europa decorre, entre outras coisas, de mal-entendido e impaciência em face a essa necessidade existencial da nação judaica e do Estado de Israel", comentou. "Há aqueles que sentem raiva e frustração contra certas ações europeias, frente ao que eles percebem como por vezes uma crítica injusta, às vezes até contaminada por elementos de condescendência, e alguns até diriam dupla moral."
"Se a Europa está interessada em servir como um fator construtivo na busca de um futuro acordo, caberá a vós, seus líderes, concentrar os esforços neste momento em uma paciente e metódica construção de confiança. Não por meio de desinvestimentos, mas por meio de investimento; não por boicotes, mas por cooperação", acrescentou Rivlin.
Apesar de sua intensa crítica sobre a atitude da Europa em relação a Israel e sua dura avaliação da possibilidade de um acordo de paz duradouro no futuro próximo, Rivlin ressaltou que Israel busca a paz.
"Eu falo com vocês hoje, em nome de uma nação que abomina a guerra e deseja vida e paz", ressaltou o presidente. "Sendo bem versado no Parlamento Israelense, sei que qualquer acordo político levado perante o parlamento israelense por um governo eleito será aprovado."
Fonte: TPS / Texto: Jesse Lempel / Tradução: Hannah Franco / Foto: Cortesia
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Netanyahu entrega "Nobel Judaico" ao violinista Itzhak Perlman
Jerusalém (TPS) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entregou o Prêmio Gênesis, também conhecido como o "Nobel Judaico", ao mundialmente famoso violinista Itzhak Perlman, em uma cerimônia especial apresentada pela aclamada atriz de Hollywood, Helen Mirren, na quinta-feira, 23/6, à noite. 
A cerimônia aconteceu no Teatro de Jerusalém em frente a numerosos dignitários israelenses e personalidades internacionais. Tanto Mirren como Perlman passaram uma semana bem ocupada em Jerusalém, antes da cerimônia de premiação, aparecendo em várias conferências de imprensa e eventos, além de visitar locais históricos em toda a cidade.
Perlman, nascido em Tel Aviv, que contraiu a poliomielite quando tinha quatro anos de idade e perdeu o uso das suas pernas, é um defensor de longa data dos direitos das pessoas com deficiência. O famoso violinista internacional separou tempo no início da semana para participar de uma maratona para 170 atletas com deficiência realizada em Jerusalém em parceria com Etgarim, a associação israelense para pessoas com deficiência.
"Você é um porta-voz para aqueles cujos corpos estão deficientes, mas cujos espíritos nunca são", disse Netanyahu a Pearlman durante a cerimônia."Ganhar o prêmio não é o fim, mas o início."
Perlman disse que planeja utilizar o Prêmio Gênesis de 1 milhão de dólares em projetos para pessoas com deficiência, e também em programação musical para os jovens na América do Norte e em Israel. Durante uma conferência de imprensa no Clube de imprensa de Jerusalém na semana passada, Perlman disse aos repórteres que é uma honra receber o prêmio, agora em seu terceiro ano.
"O Prêmio Gênesis é especialmente significativo para mim – receber este prêmio aqui em Israel, país do meu nascimento", comentou Perlman, que deixou Israel quando tinha 13 anos depois de completar sua formação inicial na Academia de Música de Tel Aviv. Ao aparecer no Ed Sullivan Show, logo depois de chegar aos EUA, Perlman se projetou na arena internacional.
Perlman passou a estudar na Julliard School, onde ele ensina hoje. Ele tem se apresentado como regente em grandes orquestras por todo o mundo, inclusive na Filarmônica de Nova York, na Orquestra Sinfônica de Montreal e nas Filarmônicas de Londres, de Berlim e de Israel. Perlman também ganhou 16 prêmios Grammy e quatro Prêmios Emmy, mais recentemente pelo documentário da PBS, Fiddling para o Futuro, um filme sobre o programa de música Perlman, fundado por ele e Toby, sua esposa, para jovens músicos que necessitam de apoio para possibilitar o desenvolvimento de seus talentos musicais.
Ele também participou com música em grandes filmes, colaborando com partituras para os filmes americanos, A Lista de Schindler e Memórias de uma Gueixa, bem como para o filme chinês, Herói, de 2002.
Perlman, pai de cinco filhos, irá marcar o seu 70º aniversário com o lançamento de três álbuns. O nome da família na música clássica também irá apresentar em turnês de concertos em todo o mundo. "O que me mantém um jovem de 70 é continuar a ensinar, reger e tocar", disse ele.
Quando perguntado sobre o segredo de seu sucesso musical, Perlman disse ao serviço de imprensa Tazpit (TPS) que sua carreira requereu longas horas de trabalho e ensaios. "Eu trabalhei duro toda a minha vida", disse à TPS. "Tudo se trata do trabalho – junto com algum talento", disse ele com um sorriso.
O Prêmio Gênesis é um prêmio mundial concebido para celebrar a identidade e conquista judaica, e teve como cofundador Michael Fridman, um homem de negócios internacional e filantropo da herança judaica russa, juntamente com os parceiros German Khan, Peter Aven e Stan Polovets. Lançado em 2013, o prêmio funciona com uma parceria entre o gabinete do primeiro-ministro do Estado de Israel, o escritório do presidente executivo da Agência Judaica para Israel, e a Fundação Prêmio Gênesis, cujos escritórios estão em Nova York e Tel Aviv. O prêmio é financiado pela Fundação Prêmio Gênesis, que conta com uma dotação permanente de 100 milhões de dólares.
Os dois vencedores dos Prêmios Gênesis anteriores foram o laureado de 2014, o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg e o ganhador de 2015, o ator de Hollywood Michael Douglas.
Fonte: TPS / Texto: Anav Silverman / Tradução Hannah Franco / Foto: GPO
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Israel abrirá conta-poupança para criançasO governo de Israel regulamentou a abertura de uma conta-poupança para todas as crianças do país a partir de 2017. O programa “Para cada criança, uma poupança” visa a diminuir as diferenças sociais e solidificar a igualdade de oportunidades para as classes média e baixa em Israel.
O programa permitirá que todos cheguem aos 18 anos com cerca de R$ 18 mil na mão, para criar suas próprias oportunidades”, afirmou Moshe Kahlon, ministro das Finanças. Já o vice-ministro, Yitzhak Cohen, acrescentou: “Dar um montante inicial para todos os jovens no início da vida adulta, sem levar em conta a situação financeira dos seus pais, expandirá o leque de opções à disposição deles, como educação, abertura de um negócio ou formação profissional “. Fonte: Conib.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Jerusalém (EFE).- Israel anunciará nesta segunda-feira um acordo de reconciliação com a Turquia que colocará fim à crise entre os dois países, iniciada em 2010, e pelo qual indenizará familiares e vítimas da pequena Frota da Liberdade em US$ 20 milhões.

A informação foi divulgada neste domingo pelo portal de notícias "Ynet", que citou como fonte um funcionário do alto escalão do governo israelense, que afirmou que o anúncio vai acontecer amanhã ao meio-dia.

A fonte, que não quis ser identificada, confirmou informações procedentes da Turquia de que Israel vai indenizar em US$ 20 milhões as vítimas e seus familiares do Mavi Marmara, navio que liderava em 2010 a pequena frota e que foi interceptado por tropas de elite israelenses.

Esse incidente foi o resultado final de uma série de desencontros entre ambos governos, que havia começado anos antes e que levou o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, a retirar seu embaixador em Israel.

O Mavi Marmara se dirigia a Gaza por águas internacionais para romper com o bloqueio israelense à Faixa e levar ajuda humanitária.

Por causa do fato, e das conseguintes críticas internacionais, Israel aliviou parcialmente o bloqueio que aplica desde que o movimento islamita Hamas tomou o controle de Gaza em 2007.

Citando fontes do governo turco, a emissora turca "NTV" informou hoje que representantes de ambos países estão reunidos em Roma para fechar os últimos detalhes, e está previsto que a reunião continue também amanhã.

As fontes afirmaram que Israel cumpriu duas das três condições que a Turquia tinha exigido para restabelecer plenamente as relações: uma desculpa pública pelo ocorrido -que Netanyahu já fez publicamente em 2013- e indenizar as famílias das vítimas, também estipulado há vários anos.

A terceira condição, mais polêmica, prevê a flexibilização do bloqueio a Gaza, permitindo à Turquia levar ajuda humanitária através do porto israelense de Ashdod e construir hospitais, uma central elétrica e uma usina de dessanilização.

O governo turco negou que o acordo inclua uma ruptura com o partido islamita palestino Hamas, considerado terrorista por Israel.

O "Ynet" israelense destaca nesse sentido que Israel obteve uma carta do governo de Ancara na qual este se compromete a atuar para exigir ao Hamas a devolução de vários israelenses desaparecidos em Gaza, entre eles os restos de dois soldados da última guerra de 2014. 



Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico


O presidente palestino Mahmoud Abbas dirigiu-se ao público israelense durante seu discurso no Parlamento da União Europeia, em Bruxelas, no início da tarde de quinta-feira, 23/6, salientando que a Autoridade Palestina está preparada para alcançar a paz com Israel e alertando para o papel da religião no conflito, apesar de ele ter atacado duramente a política de Israel frente aos palestinos como "racista" e "fascista".
"Nossas mãos estão estendidas com um desejo de paz", disse Abbas, dirigindo suas palavras a Israel. "Nós temos vontade política de alcançar a paz, mas perguntamos: vocês têm a mesma vontade de alcançar a paz e reconhecer a injustiça histórica que o seu Estado tem feito ao nosso país?"
"Paz e reconciliação irá implicar no reconhecimento dos nossos direitos, reparação e compensação de danos", disse Abbas.
Abbas também pediu por um governo de unidade nacional com a organização terrorista palestina Hamas. O Hamas tem estado no controle da Faixa de Gaza desde o verão de 2007, após expulsar o partido Fatah de Abbas em uma batalha brutal.
"É preciso um governo de unidade nacional com todos os interessados", argumentou Abbas, convocando eventuais eleições. (O mandato de Abbas expirou oficialmente em 2009.)
Elogiando a recente iniciativa francesa de conferência de paz, Abbas apelou para um maior envolvimento da UE no processo de paz.
"Continuem em seus esforços para que possamos chegar a uma solução justa e equilibrada para os problemas em nossa região", disse Abbas aos parlamentares da UE.
Ele ainda solicitou a todos os países para que reconheçam imediatamente o Estado palestino, dizendo: "Se vocês quiserem ter uma solução de dois Estados, então precisam reconhecer ambos os estados."
Enquanto isso, Abbas teria rejeitado uma proposta feita pelos funcionários da UE para se encontrar mais cedo na quinta-feira com o presidente israelense Reuven Rivlin, que se dirigiu ao parlamento europeu no dia anterior. Respondendo a tal ideia, Rivlin disse que estava pronto para tal reunião "a qualquer hora, em qualquer lugar".
Rivlin expressou desapontamento por Abbas ter se recusado a se reunir com ele.
"Fiquei desapontado por ele ter rejeitado tal reunião", respondeu Rivlin. "Em um nível pessoal, tem sido estranho que Abbas se recuse repetidamente a se reunir com líderes israelenses e então várias vezes se volta para a comunidade internacional pedindo apoio."
"Não podemos construir a confiança que temos construído se não começarmos a conversar diretamente, sem intermediários", acrescentou Rivlin. "Diálogos diretos são a única maneira de construir confiança e restaurar as condições para paz entre palestinos e israelenses."
 Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek/ Tradução Hannah Franco / Foto: Ehud Amiton
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Gerações de Luz“E guardarão os filhos de Israel o Shabat, para fazer do Shabat, por suas gerações, uma aliança perpétua.” (Shemot 31:16)
Por incontáveis gerações, o povo judeu tem observado o Shabat acendendo velas antes do por do sol na sexta-feira. O profeta Yeshayahu chamava o Shabat de “o deleite – o honrado dia sagrado de D’us." Honramos o Shabat participando de refeições festivas, enquanto a nossa mesa é iluminada pelas luzes que trazem paz e alegria ao nosso lar.
Na pintura, a miríade de velas refletem muitas gerações de luzes. Elas formam um corredor no tempo (sugerindo as luzes de ambos; passado e futuro). Nossos sábios compararam os dias da semana a um corredor que leva ao grande salão de banquete chamado Shabat.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Israel quer combater incitação ao terrorismo na web

Israel quer lei para remover conteúdos na internet que incitem terrorismo.

TEL AVIV (Reuters) - O Ministério da Justiça de Israel está elaborando uma legislação que obrigaria o Facebook, o YouTube, o Twitter, e outros sites que a remover postagens consideradas como incitação ao terrorismo.

"Nós estamos trabalhando em um projeto de lei, similar ao que está sendo feito em outros países; uma lei que permitiria que liminares judiciais ordenem a remoção de certos conteúdos, como sites que incitam terrorismo", disse o Ministro da Justiça, Ayelet Shaked.

"Deve haver algumas medidas de responsabilidade para empresas de internet no que diz respeito a atividades ilegais e conteúdo que está sendo publicado através de seus serviços", disse Shaked em uma conferência sobre segurança cibernética em Tel Aviv esta semana.

Israel culpa a incitação da violência feita por lideranças palestinas e as redes sociais por uma onda de ataques palestinos que irromperam em outubro do ano passado. Os líderes palestinos dizem que muitas das pessoas que cometeram os ataques agiram por desespero devido à falta de movimento em direção à criação do Estado Palestino independente.

Uma porta-voz de Shaked disse que era muito cedo para dizer quais medidas ou sanções poderiam ser incluídas na lei, que precisa de aprovação parlamentar, mas que provavelmente seriam similares às que foram introduzidas na França.
A França fez mudanças nas leis de vigilância desde os ataques ao semanário Charlie Hebdo ano passado. O país adotou medidas para barrar sites de jihadistas que fazem apologia ao terrorismo, mas não chegou a usar essas leis para censurar os maiores serviços de internet.
(Por Tova Cohen)
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Das fogueiras da Inquisição às Terras do Brasil
A viagem de 500 anos de uma família judia
Ficha Técnica:
Categoria: Inquisição
Autor: Joseph Eskenazi Pernidji
Acabamento: brochura
Páginas: 270
Editora: Imago
Capa: Luciana Mello e Monika Mayer
Peso: 445 gr
Formato: 23 cm (altura) x 16 cm (largura)
Copyright © Joseph Eskenazi Pernidji
Impresso no Brasil
Sinopse:
O desabrochar de uma árvore genealógica ao longo de 500 anos. 

Contada de forma envolvente e apaixonante, Joseph Eskenazi Pernidji nos conduz no tempo para mostrar a trajetória dos sobreviventes à Inquisição portuguesa e ao massacre do Holocausto no livro Das Fogueiras da Inquisição às Terras do Brasil. A dureza dos fatos, no entanto, está presente de forma clara, sem espaço para parcialidade. Se o genocídio pode causar tantos desencontros, serão as novas linhagens que promoverão o grande encontro.


Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Espalhar as fontes para fora

Likrat Shabat on line, da Yeshivá Tomchei Tmimim Lubavitch SP

“Espalhar as fontes para fora”: uma nascente jorra e flui para fora sem esperar que as pessoas venham beber. Uma fonte sai e dá de beber também aos que se encontram distantes.

É esse o jeito de espalhar as fontes da Torá para todos os lugares. Não devemos esperar sentados, até que os distantes se aproximem da fonte – a Torá, e peçam para beber. Devemos sair e espalhar para fora as fontes que emanam.

Esse método foi iniciado por Aharon, o Cohen, que “amava a paz e a buscava, amava as criaturas e as aproximava da Torá.” Não esperava que viessem até ele. Tomava a iniciativa. Saía ao encontro de todas as pessoas, e “as aproximava da Torá”.

Não aproximava a Torá às pessoas. Não a modificava, nem fazia concessões. Não facilitava, nem tentava adaptar a Torá à pessoas. Trazia-as para a Torá, tal como ela é.

Há uma alusão ao trabalho de Aharon na Parashá: “Ao acenderes as lâmpadas”. A incumbência especial de Aharon HaCohen era acender a menorá. As velas simbolizam as almas judias. “Uma vela de D’us é a alma do homem.”

O trabalho de Aharon era acender e elevar todas as velas, de todos os tipos. Em cada judeu há uma chama Divina, embora oculta. Aharon acende essa lâmpada, e revela a chama, que antes se encontrava oculta.

Aharon acendia as lâmpadas da menorá até que a chama subisse sozinha. O mesmo é válido para as almas judias. Não basta acender a chama: a vela Divina que há no interior do judeu. É preciso influenciá-lo de tal forma que a chama suba sozinha. Que o judeu não mais necessite que o acendam e o elevem, e sim, que o fogo brilhe por si só.

É assim que se deve “espalhar as fontes”. Sair, chegar a cada judeu e iluminar a centelha de sua alma, que lá se encontra, mesmo estando adormecida. É preciso apenas encontrá-la, acender e elevar a chama, até que brilhe por si só.

Baseado em Likutê Sichot, Vol. II, págs.316-317.

http:www.beitchabad.org.br
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Aprendendo com os erros"Os japoneses sempre foram grandes consumidores de peixe. Porém, chegou um momento em que a pesca era feita de maneira tão indiscriminada que as águas perto da costa do Japão já não produziam mais o suficiente para suprir a demanda. Por isso, para continuar mantendo o mercado abastecido, uma empresa de pesca do Japão aumentou o tamanho dos seus navios pesqueiros e começou a pescar em alto-mar. Mas quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar, e já não estavam mais tão frescos, não agradando ao paladar dos japoneses.
                        
Uma segunda empresa aprendeu com o erro da primeira empresa e teve uma ideia inovadora: instalou congeladores em seus barcos. Eles pescavam em alto-mar e, para evitar que os peixes perdessem o frescor, os congelavam durante a volta. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem cada vez mais longe e ficassem em alto-mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiam sentir no gosto a diferença entre um peixe fresco e um peixe congelado, e o preço do peixe começou a despencar no mercado.

Uma terceira empresa aprendeu com os erros da segunda empresa e tentou mudar a técnica. Esta empresa instalou tanques de água nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar em alto-mar e manter os peixes vivos nos tanques até voltarem, mantendo os peixes frescos. Porém, pelo pouco espaço dos tanques, os peixes pescados não se moviam muito. Nestas condições, eles acabavam liberavam toxinas, que causavam diferença no gosto do peixe, além de colocar a saúde dos japoneses em risco. Novamente a solução não agradou aos consumidores.

Finalmente uma quarta empresa, após refletir muito e aprender com os erros das empresas anteriores, desenvolveu uma técnica genial. Para conservar o gosto de peixe fresco, esta empresa de pesca ainda colocava os peixes dentro de tanques. Mas eles adicionavam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão comia alguns peixes, mas a maioria deles chegava vivo. E não apenas vivos, mas também frescos, pois como havia um tubarão no tanque, os peixes não paravam de se movimentar o tempo inteiro, e por isso as toxinas não eram produzidas. Somente então o consumo de peixe fresco finalmente voltou ao normal".

Podemos viver através de tentativas e erros. Mas podemos fazer algo muito mais genial: aprender com os erros dos outros, para acertar onde os outros erraram. Esta é uma das principais chaves do sucesso na vida.

****************************************************

A Parashá desta semana, Shelach, começa descrevendo o episódio dos 12 homens que foram enviados para espionar a Terra de Israel, mas 10 deles acabaram cometeram o gravíssimo erro de falar mal da terra, o que causou trágicas consequências, tanto para aquela geração, que foi proibida de entrar em Israel, quanto para as futuras gerações. Ao escutar o relato negativo e a afirmação dos espiões de que não era possível conquistar a Terra de Israel, o povo judeu perdeu a Emuná (fé) em D'us e chorou. D'us decretou que aquele dia, 9 de Av, seria um dia de choro para todas as gerações. Neste mesmo dia os dois Templos Sagrados foram destruídos, os judeus da Espanha e Portugal foram expulsos, e outras tragédias aconteceram ao povo judeu durante a história. Já a Parashá da semana passada, Behaalotechá, terminou com o episódio do castigo que Miriam recebeu por ter falado sobre seu irmão, Moshé, de uma maneira negativa, apesar de seu comentário não ter sido feito com más intenções. Por que a Torá juntou os dois eventos? Qual a conexão entre o erro de Miriam e o erro dos espiões?

Rashi (França, 1040 - 1105) explica a conexão dos dois eventos citando as palavras de um Midrash (parte da Torá Oral): "Pois ela (Miriam) foi punida por causa de sua fala negativa em relação ao seu irmão, e estes Reshaim (malvados) viram e não aprenderam disso". Porém, é difícil entender as palavras do Midrash, pois parece que o foco está no fato dos espiões não terem aprendido com o erro de Miriam. Por que o Midrash focou em algo aparentemente secundário, ao invés de ter ressaltado o erro de terem falado negativamente de Israel, a Terra Prometida ao povo judeu desde a época dos nossos patriarcas?

Responde o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936) que certamente o pior erro dos espiões foi ter falado mal da Terra de Israel, mas como este erro é mais facilmente percebido, não precisava de tanto destaque. O que Midrash quer ressaltar é que os espiões também eram culpados por uma outra grave falha, que talvez passaria desapercebida por nós: o fato deles não terem internalizado e, consequentemente não terem aprendido nada para a vida deles, com o incidente de Miriam, que havia ocorrido diante dos olhos deles. O Midrash quis enfatizar que aprender com os erros dos outros é um importante fundamento para o nosso crescimento espiritual, e a perda desta oportunidade é considerada uma grande falha. Os espiões perderam a excelente oportunidade de, ao aprender com o erro dos outros, conseguir evitar o grave erro que eles mesmos cometeram. Se eles tivessem prestado atenção às terríveis consequências da fala negativa, certamente teriam tomado mais cuidado.

Nossos sábios ensinam que é muito importante aprendermos com os nossos erros, para não voltarmos a cair novamente se passarmos pelos mesmos testes. Mas é ainda mais importante aprender com os erros dos outros, pois assim podemos nos cuidar e evitar cometer estes erros. Além disso, há outro grande beneficio em aprender com os erros dos outros. Em relação aos nossos próprios erros, normalmente somos tendenciosos, dificilmente assumimos nossa culpa. Isto dificulta a percepção de qual foi exatamente a nossa falha, nos fazendo perder a objetividade. Mas quando olhamos os erros dos outros não somos tendenciosos, e por isso é muito mais fácil sermos objetivos e aprendermos algo concreto para nossas vidas.

Este conceito ensinado na Parashá nos ajuda a entender um importante ensinamento dos nossos sábios: "Quem é sábio? Aquele que aprende com todas as pessoas" (Pirkei Avót 4:1). É fácil entender o quanto temos para aprender com as pessoas sábias e corretas, mas o que podemos aprender com pessoas que vivem de maneira equivocada? A resposta é que de pessoas corretas e sábias podemos aprender principalmente de sua sabedoria e seus bons exemplos, enquanto de pessoas que não vivem da maneira correta podemos aprender principalmente de seus erros, nos esforçando para evitar estas mesmas falhas e suas consequências.

Este é um dos principais propósitos de estudarmos o Tanach (Torá, Profetas e Escrituras). O Tanach está repleto de histórias, que aconteceram com indivíduos ou até mesmo com povos inteiros, e em nenhum momento D'us tenta encobrir os erros cometidos. Por que o Tanach não foi "embelezado", ressaltando os bons atos e ignorando os erros dos nossos antepassados? Em primeiro lugar, pois a Torá é um livro de Emet (verdade), um livro que descreve seres humanos normais, que fazem coisas boas, mas que algumas vezes também cometem erros. Mesmo os maiores líderes do povo judeu não foram anjos, foram pessoas de carne e osso, como nós, e apesar dos atos grandiosos que fizeram, algumas vezes também cometeram erros. Além disso, D'us não quis ocultar nenhum erro, mesmo aqueles cometidos pelos maiores Tzadikim (justos), justamente para nos dar a possibilidade de aprendermos algo para nossa vida. Podemos extrair, de cada história do Tanach, ensinamentos que nos ajudem a evitar erros em nossas decisões cotidianas.

O Rav Eliahu ben Shlomo Zalman zt"l (Lituânia, 1720 - 1797), mais conhecido como Gaon Mi Vilna, também utiliza este conceito para explicar um interessante ensinamento dos nossos sábios: "Rabi Chanania ben Akashia diz: D'us queria dar méritos para Israel (povo judeu), portanto Ele multiplicou para eles a Torá e as Mitzvót". O que significa "multiplicou a Torá e as Mitzvót"? Segundo o Gaon Mi Vilna, não se refere apenas às 613 Mitzvót da Torá, mas às milhares de Mitzvót que se encontram nas histórias descritas pelo Tanach e pelo Talmud (Torá Oral), pois estas histórias não foram escritas para nos entreter, e sim mas para nos ensinar importantes lições que elas carregam e nos possibilitar aplicar este aprendizado em nossas próprias vidas.

Quando a Torá registrou o Lashon Hará (maledicência) de Miriam e suas graves consequências, não era apenas para que os espiões aprendessem e evitassem o mesmo erro, mas também para cada um de nós. Temos a grande obrigação, que na verdade é uma enorme oportunidade, de aprendermos com os erros dos outros e assim evitarmos cair nestes mesmos erros. Infelizmente muitos enxergam a Torá como se fosse simplesmente um "livro de histórias". Mas a Torá é muito mais do que isso, são instruções, muitas vezes ensinadas através de exemplos, de como viver a vida da maneira correta, de como lidar com cada tipo de situação, um verdadeiro "Manual de Instruções" da vida.

É muito fácil questionarmos como pessoas tão grandes como os espiões acabaram caindo em um erro tão grave. O difícil é enxergar o quanto nós também perdemos oportunidades de aprender como os erros dos outros, através dos quais poderíamos evitar cair exatamente nos mesmos erros.

"Sábios aprendem com os erros dos outros. Espertos aprendem com seus próprios erros. Tolos não aprendem com nada"

SHABAT SHALOM                                           

Rav Efraim Birbojm

http: ravefraim.blogspot.co.il
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Jerusalém (
Presidente de Israel em Bruxelas: Relações Israel-UE independem de acordo de paz
TPS) - O presidente de Israel Reuven Rivlin disse após uma reunião em Bruxelas com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que os atuais esforços da União Europeia (UE) para promover um acordo final entre Israel e a Autoridade Palestina não devem ofuscar a importância dos laços bilaterais entre Israel e a UE.
"O avanço da paz no Oriente Médio é um interesse vital para Israel", enfatizou Rivlin. "Ao mesmo tempo, acredito que as relações bilaterais entre nós podem crescer e se desenvolver de forma independente."
O presidente de Israel, que se reuniu com Tusk como parte de uma turnê de vários dias por toda a Europa nos quais está previsto reunião com dignitários da Bélgica, a UE e a OTAN, considerou a relação Israel-UE como tendo grandes perspectivas de sucesso.
"Esta é minha primeira visita às instituições da UE como presidente do Estado de Israel, e eu vejo isso como um sinal da grande importância das relações entre Israel e a União Europeia", disse Rivlin.
"A UE é um parceiro integral com Israel nas áreas do comércio, ciência, ambiente e cultura", continuou ele. Rivlin também afirmou que os laços de Israel com a Europa foram fundados em valores comuns.
"Nós compartilhamos os valores fundamentais da democracia, liberdade de expressão, liberalismo e da dignidade humana", acrescentou Rivlin. "Estes valores são uma base sólida para expandir a cooperação em outras áreas."
Presidente Tusk concordou com Rivlin. "Nós compartilhamos muitos valores e unimos esforços em uma variedade de questões", disse Tusk. "Há uma parceria profunda entre a UE e Israel."
Tusk também abordou a necessidade de parceria contínua entre Israel e UE na luta contra o terrorismo.
"Eu expressei ao presidente minhas condolências sobre o recente ataque terrorista em Tel Aviv, e nós discutimos formas de aprofundar a nossa cooperação contra o terrorismo", disse Tusk. "Não há lugar melhor do que Bruxelas para discutir esta questão hoje."
O presidente do Conselho Europeu acrescentou que uma resolução pacífica entre Israel e a Autoridade Palestina é de importância vital para a União Europeia.
"A paz sustentável é uma prioridade muito elevada para a Comunidade Europeia," Tusk ressaltou. "A UE está pronta para apoiar a paz, com assistência sem precedentes e cooperação com ambos os lados."
Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Hannah Franco / Foto: Mark Nayman, GPO
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Cidade de Yitzhar, em Israel, é referência em doação de órgãos

Yitzhar (TPS) - No ano passado, quando Avraham Rahamim decidiu doar um rim através da organização de doações de órgãos Matnat Chaim, o colono de 37 anos, de Yitzhar, estava um pouco nervoso.
"O pensamento de doar um órgão tem estado em minha mente há pelo menos três anos", disse Rahamim. "Eu estava lendo um artigo com notícias sobre um doador de órgãos e via anúncios pedindo doações de órgãos – e que pessoas estariam dispostas a pagar muito dinheiro por um rim", disse à agência de notícias Tazpit (TPS).
"Até então, eu nunca tinha sequer pensado que poderia salvar uma vida doando um órgão do próprio corpo para um completo estranho. Eu pensei que seria perigoso me submeter a uma operação deste tipo e não tive a coragem de fazê-lo por um longo tempo", relatou Rahamim.
Mas a ideia de doar um órgão permaneceu na mente de Rahamim. Depois ele viu que outro residente de Yitzhar – uma pequena comunidade judaica em Samaria com cerca de 1500 pessoas – doou com sucesso um órgão através da Matnat Chaim, uma organização dedicada a facilitar as doações, ele decidiu submeter-se à operação.
Rahamim se encontrou com o receptor, um homem de uma pequena comunidade no vale de Jezreel, e eles permanecem em contato até hoje. "Se fosse fisicamente possível, eu contribuiria com outro órgão", disse Rahamim à TPS. "Não há palavras para descrever a experiência de salvar a vida de alguém."
Avraham Shapira, 33 anos, que morava em Yitzhar e hoje vive na cidade de Emmanuel na Samaria, concorda. Shapira doou um rim logo após celebrar seu 31º aniversário, e disse que a gratidão do receptor foi inestimável. "Ele disse que recebeu uma segunda vida. Quando você é capaz de dar o dom da vida a alguém, após o procedimento, a sensação é incrível."
Shapira diz que ele foi o segundo doador de órgão de Yitzhar, e lista dois outros casais que estão entre os sete doadores da comunidade. "Não é lógico que muitas pessoas precisem de rins e não há suficientes doadores", disse Shapira à TPS. "Nem todos podem doar um órgão, mas Deus nos deu a oportunidade de fazer o bem para alguém – cada um de acordo com sua própria e única capacidade."
O rabino Yeshaya Haber, fundador da Matnat Chaim ("Dom da Vida" em hebraico), disse à TPS que há um grande número de doadores de órgãos da Judeia e Samaria para a organização, que faz a conexão entre eles e os receptores potencialmente compatíveis. "O número de doadores de órgãos de Eli, Peduel e Yitzhar é significativo. Há uma grande conscientização nas comunidades desses assentamentos para a necessidade de doação de órgãos", disse ele.
Haber também cita Beit Shemesh e Beitar Illit como duas outras comunidades onde há um grande número de doadores de órgãos. "É raro encontrar pessoas no mundo que doariam um órgão para alguém que não conhecem."
"Muitos dos doadores de órgãos com quem trabalho vêm da comunidade judaica observante. Eles encaram a entrega, em uma doação de órgãos, como uma mitzvah", explicou Haber, usando uma palavra hebraica para um ato de justiça.
O próprio rabino Haber recebeu um rim de um doador há oito anos, quando ele tinha 43 anos. "Eu estava trabalhando 20 horas por dia como diretor de uma escola com 1.200 alunos e lecionando em outra escola. De repente, senti uma grande fraqueza. Pensei que estava tão cansado por causa do trabalho, mas o médico me disse que eu estava sofrendo de insuficiência renal."
Posteriormente, o rabino haredi começou o tratamento de diálise e conheceu Pinchas Turgeman, um estudante de yeshivá (escola judaica) de Kiryat Arba, perto de Hebron. Os dois se tornaram amigos e começaram a aprender juntos durante os tratamentos. Enquanto o tratamento de diálise para Haber acabou quando um amigo doou um rim para ele, Pinchas, 19 anos, não encontrou um compatível. Depois de sua operação, Haber procurou um doador para Pinchas, mas quando o doador foi encontrado e o procedimento autorizado, o jovem estudante havia já falecido.
Desde então Haber e sua esposa se propuseram a procurar doadores de rim dispostos a ajudar estranhos. "Deixei meu trabalho como diretor e fundei a Matnat Chaim. Só no primeiro ano, nós encontramos quatro doadores, os quais salvaram quatro vidas, e eu pensei que tínhamos ganhado o mundo."
"Muitas pessoas não percebem que há risco mínimo para o doador, exceto o desconforto físico durante a cirurgia", acrescentou Haber.
Até hoje, 311 doadores de órgãos contribuíram com um rim por meio da Matnat Chaim, uma instituição de caridade, que fornece, tanto aos doadores quanto aos receptores, orientação médica e aconselhamento, e trabalha para aumentar a consciência para doações voluntárias de rim, por meio de campanhas nos meios de comunicação. Transplantes bem-sucedidos também ganharam espaço nos Estados Unidos e na Europa.
Em 2014, o ex-presidente israelense, Shimon Peres, concedeu ao rabino Haber o "Prêmio de Voluntariado do presidente de Israel".
Enquanto muitos dos doadores são dos setores religiosos nacionais e ultraortodoxos, os receptores vêm de todo o espectro da sociedade israelense. "Esta iniciativa une todas as pessoas de todos os contextos – de direita e de esquerda, pobres e ricos, seculares e religiosos ", disse o rabino Haber. "O histórico não faz nenhuma diferença quando se trata de salvar uma vida", concluiu.
Fonte: TPS / Texto: Anav Silverman / Tradução: Hannah Franco / Foto: Cortesia