Marcha das Vadias em Jerusalém

Marcha das Vadias em Jerusalém
Cerca de 300 mulheres, algumas vestindo apenas roupas íntimas, participaram nesta sexta-feira (13) da "marcha das putas" nas ruas de Jerusalém para denunciar a violência contra as mulheres.
De acordo com os organizadores, a polícia exigiu que, neste ano, nenhuma manifestante desfilasse com os seios de fora. Por isso, algumas mulheres decidiram protestar usando sutiãs, outras com cintas-ligas e meias arrastão. "A polícia autorizou a marcha, mas nos impôs muitas restrições", explicou Tamar Ben David, uma das organizadoras.
Ao contrário da hedonista Tel-Aviv, considerada uma das cidades mais liberais do mundo, Jerusalém é conservadora, com uma população majoritária de crentes e praticantes, sejam judeus ortodoxos, muçulmanos ou cristãos. Em março de 2015, uma jovem morreu e outras seis ficaram feridas quando um judeu ultraortodoxo atacou os participantes da marcha do Orgulho Gay em Jerusalém.
As organizadoras da passeata desta sexta-feira pediram a ajuda da Associação de Direitos Civis de Israel para assegurar que a polícia não proibisse o desfile, disse Yaron Kelner, porta-voz da ONG.
As manifestantes desfilaram atrás de um grande cartaz, com os dizeres em hebraico "a marcha das Charmutot", palavra árabe que se tornou sinônimo israelense para "putas" na gíria israelense.
A marcha teve início nas imediações de um bairro ultra ortodoxo judeu de Jerusalém, onde os homens andam de ternos pretos e camisas brancas e as mulheres não podem mostrar nenhuma parte do corpo, com exceção das mãos e do rosto. Algumas, inclusive, raspam a cabeça e usam perucas. “Muitos ortodoxos estão de acordo com o nosso posicionamento depois que explicamos o motivo do nosso protesto”, disse Inbal Fliers, uma mulher de 25 anos que protestava no bairro vestindo shorts bem curto.
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