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    Judeus ultraortodoxos agora procuram trabalho

    Judeus ultraortodoxos agora procuram trabalho
    Haredim desde a fundação do Estado de Israel ganham pequeno salário do governo para estudar a Torá.

    Em Israel, alguns judeus ultraortodoxos estão procurando emprego qualificado, de bom salário, quebrando assim um tabu.


    Pela tradição religiosa, eles só podem ter pequenos afazeres, bicos, para dedicar a maior parte de seu tempo aos estudos religiosos. 

    Trata-se do cumprimento da profecia de Isaías segundo a qual “a terra se encherá com o conhecimento do Senhor”.

    Os haredim, como são chamados os ultraortodoxos, ganham um pequeno salário do governo. Assim, em boa parte dos casos, quem sustenta a família geralmente numerosa é a mulher. Ainda assim, metade dessas famílias vive abaixo da linha de pobreza. 

    Quem decide deixar de viver à custa de sua mulher, procurando um trabalho integral, tem de enfrentar pelo menos três desafios. Suportar as críticas dos rabinos de que está deixando de cumprir a profecia, qualificar-se (estudando matemática, por exemplo) e encontrar uma empresa que não misture homens com mulheres, de acordo com os preceitos divinos.

    Michael Luc, 36, é exemplo de um ultraortodoxo que enfrentou o mercado de trabalho e conseguiu emprega-se como programador de computador. 

    "O que minha esposa estava ganhando era insuficiente, e ela estava exausta", disse. 


    O governo tem programa de incentivo aos ultraortodoxo que queiram trabalhar.

    Com informação do site Religion News Service. 

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