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Autoridade Palestina comemora 51 anos do movimento Fatah invocando antissemitismo

Autoridade Palestina comemora 51 anos do movimento Fatah invocando antissemitismo

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Autoridade Palestina comemora 51 anos do movimento Fatah invocando antissemitismo
O movimento Fatah celebrou o seu 51º aniversário em dezembro passado divulgando um documentário de televisão delineando uma suposta conspiração das nações europeias na qual eles inventaram o sionismo como uma manobra para livrar a Europa da sua população judaica.

O documentário, intitulado "Fatah: Revolução até a vitória", foi exposto pela Palestinian Media Watch, um instituto de pesquisa que estuda uma variedade de fontes de mídias palestinas e conteúdo educacional sancionadas pela Autoridade Palestina.

A transmissão remonta a presença judaica na Europa até o famigerado decreto emitido em 1290 pelo rei Edward I, que ordenou a expulsão de judeus britânicos. O decreto gerou uma fuga em massa de judeus que procuraram refúgio em outros lugares e o documentário afirma que a Europa acabaria sofrendo por abrir suas fronteiras aos refugiados judeus.
"As nações europeias sentiram que tinham sofrido uma tragédia, fornecendo refúgio para os judeus", cita o narrador do documentário.

Defendendo algumas das mais antigas formas de antissemitismo clássico, o narrador descreve os "esquemas judeus, traços de caráter, monopólios, corrupção e suas posições de controle e de ascensão ao governo" e atribui tais supostas tendências como as razões fundamentais porque " a Europa não poderia suportar" judeus.

Introduzindo com tal panorama histórico, o documentário, em seguida, leva às suas conclusões sobre a criação do sionismo e Declaração Balfour de 1917, que comprometeu oficialmente a Grã-Bretanha em facilitar o estabelecimento de uma pátria judaica na Palestina. "Mais tarde os judeus obtiveram a Declaração de Balfour e a Europa viu que era uma solução ideal para se livrar deles", diz o narrador.

Dr. Joshua Muravchik, um membro na Escola de Relações Internacionais Avançadas da Universidade Johns Hopkins e professor do Instituto de Política Mundial, disse à TPS que essas transmissões representam uma "tragédia" e disse que " é muito difícil encontrar trabalho acadêmico sério sobre história judaica ou sionismo escrito por árabes ". "É uma tragédia que a mídia e funcionários palestinos persistam em dizer uns aos outros contos de fadas do tipo que no Ocidente são reservados para crianças pequenas, que acreditam em personagens de desenhos animados e cujos cérebros ainda não estão desenvolvidos o suficiente para diferenciar pensamentos e emoções da realidade", disse Muravchik.

Ele acrescentou que apesar de quaisquer predisposições negativas que alguém tenha sobre o sionismo, a compreensão das realidades de suas fontes continua a ser crucial na manutenção da integridade de qualquer diálogo. O documentário foi ao ar na TV da Autoridade Palestina três vezes nos últimos três anos e foi retransmitido nesta véspera de Ano Novo.

Fonte: TPS / Texto: Alexander J. Apfel / Tradução: Alessandra Franco

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