29 de set. de 2015

Escola obriga judeus e muçulmanos a usar sinais vermelhos na roupa

Escola obriga judeus e muçulmanos a usar sinais vermelhos na roupa

A comunidade local não gostou da medida e o prefeito abriu uma investigação.

A escola do ensino básico Piedalloues, em Auxerre, França, decidiu obrigar alunos judeus e muçulmanos a usar sinais vermelhos na roupa, medida que está a revoltar a comunidade local.
Segundo o jornal Metro, o objetivo será identificar aqueles que não podem comer carne de porco na cantina. Discos amarelos identificam aqueles que não comem carne de todo.
Dos 1.500 alunos da escola, 18 foram obrigados a usar estes sinais na roupa, até que os pais se revoltaram
“Faz-nos lembrar tempos tenebrosos. Práticas como estas não são aceitáveis. Ninguém tem o direito de impor isto às crianças”, disse Malika Ounes.
Também o diretor de comunicação do mayor da cidade disse que os seus colegas “caíram das cadeiras” quando ouviram falar da iniciativa.
Confrontos na Esplanada das Mesquitas deixam feridos

Confrontos na Esplanada das Mesquitas deixam feridos

Confrontos na Esplanada das Mesquitas deixam feridosNovos confrontos entre muçulmanos e policiais israelenses foram registrados na manhã desta segunda-feira na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. Várias pessoas ficaram feridas. A tensão é grande na região por causa da celebração da festa judaica dos Tabernáculos.
Os policiais foram enviados ao local depois de terem utilizado bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar os fiéis e jovens manifestantes, que atiravam pedras, antes de buscar refúgio na mesquita de Al-Aqsa, cercada pelas forças de segurança.

Os palestinos e as autoridades muçulmanas do local, venerado pelas duas religiões, temem o aumento do número de visitas de fiéis judeus à Esplanada das Mesquitas por ocasião da festa dos Tabernáculos, uma ideia incentivada que é incentivada por alguns rabinos nacionalistas.

A Esplanada, onde fica a mesquita de Al-Aqsa, é o terceiro local sagrado do islã. Os judeus também a veneram como o Monte do Templo, que é considerado o local mais sagrado do judaísmo.
Nas últimas semanas foram registrados vários confrontos no local. Os palestinos expressam preocupação com o número crescente de visitantes judeus e com as reivindicações de soberania de algumas autoridades israelenses.
Os muçulmanos acusam as autoridades israelenses de uma tentativa de assumir o controle total da Esplanada, o que o governo de Israel nega.
A polícia retirou todos os fiéis muçulmanos que estavam na esplanada após a oração da manhã, depois de anunciar no domingo que o acesso ao local seria autorizado apenas os homens com mais de 50 anos, até nova ordem.
Todas as portas de acesso aos muçulmanos foram fechadas.
As visitas diárias ao local para os não muçulmanos devem acontecer das 7h30 (1h30 de Brasília) até 11h (5h de Brasília). As visitas geralmente provocam confrontos. Os judeus têm o direito de visitar a esplanada, mas não de rezar no local.
A festa dos Tabernáculos, que começou no domingo à noite e tem duração de três dias, tradicionalmente atrai muitos israelenses à cidade antiga de Jerusalém.

27 de set. de 2015

Repreensão com suavidade

Repreensão com suavidade

Repreensão com suavidadeQuando Yossef (José) revelou-se a seus irmãos – que o haviam vendido anos atrás como escravo – ele poderia ter dito: “Vocês se intitulam irmãos? Vocês tentaram me matar! Vocês deveriam abaixar a cabeça em vergonha”.
Todavia, ele empregou um tremendo autocontrole e o mais alto nível de decência. Ao invés de falar com rispidez, ele expressou-se com gentileza, suavidade e interesse. Ele simplesmente disse: “Eu sou Yossef! Meu pai está vivo?”
Nossos Sábios classificam as palavras de Yossef como uma ‘repreensão’. Todavia, ao examinarmos as suas palavras, não encontramos nenhuma das típicas palavras duras, acusações ou alusões indiretas associadas a uma bronca. Tudo o que ele disse foi: “Eu sou Yossef!” Desta atitude os irmãos entenderam que tinham cometido um enorme equívoco ao tratar mal o seu irmão.

Aprendemos de Yossef a maneira correta de se repreender alguém. Antes de tudo, palavras de repreensão não devem conter nenhuma expressão ofensiva, insensível ou grosseira! A Torá proíbe completamente o uso de todo tipo de palavras abrasivas, não importa se são ‘justificáveis’. Repreender alguém não dá a ninguém o direito de falar cruelmente ou com insultos e ofensas.
Certamente, repreender de acordo com os parâmetros da Torá requer grande sensibilidade. Que consigamos fazer com que todas as nossas palavras possam ser ‘doces como mel e suaves como manteiga’.
Hag Sameach a todos!
Baseado nos escritos do Rabino David Leibowitz (Bielorrússia e EUA, 1887-1941) – sobrinho do Rabino Israel Meir Kagan, o Chafêts Chaim (Polônia, 1839-1933)
História da Comunidade Sefaradí do Rio de Janeiro

História da Comunidade Sefaradí do Rio de Janeiro

A comunidade Sefaradí do Rio de Janeiro, nos anos 30, reúnida na
Sociedade Bené Herzl

A história dos judeus sefaradis está entrelaçada com a história do Brasil. Desde 1500, ano de sua descoberta, judeus e cripto-Judeus começaram a chegar no Brasil em busca de refúgio e tranquilidade espiritual.

A primeira presença judaica no Rio de Janeiro, foi de conversos que viram entre os séculos 16 e 18. Estima-se que mais de 50% dos imigrantes de Portugal durante o período colonial eram conversos, fugindo da Inquisição. A Inquisição acusou e processou mais de 300 cristãos-novos no Rio de Janeiro e seus arredores pela prática do judaísmo.

Em 1822, o Brasil tornou-se uma monarquia independente de Portugal. Dois anos mais tarde, a primeira Constituição delineou a liberdade de religião, permitindo que mais judeus começassem a se estabelecer na região. 

Depois de 1808 judeus marroquinos começaram a chegar no Brasil. Mais tarde mudaram-se para o Rio de Janeiro, que era a capital do país. Em 1840 os judeus marroquinos fundaram a "União Shel Guemilut Ḥassadim", que veio a ser a primeira organização comunal para a incipiente Comunidade.

De acordo com a "Biblioteca Virtual judaica", um número de organizações judaicas no Rio de Janeiro surgiram durante a última parte do século XIX, incluindo o "Alliance Israelite Universelle" (1867), "Sociedade Israelita União do Brasil" (1873) e a "Sociedade Israelita fazer rito Português".

Em torno do século XX existiam duas sinagogas no Rio de Janeiro, uma composta por imigrantes europeus ocidentais e outra por imigrantes do norte da África.

A comunidade Sefaradí do Rio de Janeiro, nos anos 30, reúnida na
Sociedade Bené Herzl
Após 1900, o Rio experimentou uma nova onda de imigração. No final da primeira guerra mundial, a comunidade judaica do Rio era  estimada em 2.000 pessoas, com seu epicentro cultural e social, localizado no Praça "Onze", no centro da cidade.

Entre os anos 1920 e 1930 formaram-se várias instituições sociais judaicas na cidade.

Judeus de diferentes comunidades da Turquia e dos Balcãs  chegaram ao Rio de Janeiro no início do século XX. Em 1921, os judeus Sefaradis, da Grécia e da Turquia (Izmir Urla, Thessaloniki, Kastoria, Chios, Rodes,...) formaram a sociedade sionista Bene Herzl. Desta sociedade foram criadas nas décadas seguintes, o "Clube israelita Brasileiro-CIB", os "Lar dos Velhos Bene-Herzl" e a Sinagoga Beth -El. Em 1967 foi criada uma entidade que congrega estas três entidades Sefaradis, que foi chamado de "Centro Israelita Brasileiro Bene-Herzl".

A comunidade Sefaradí do Rio de Janeiro, nos anos 30, em uma festa de Purim na Sociedad Bené  Herzl
11º Congresso Sefaradita

11º Congresso Sefaradita

11º Congresso Sefaradita

Chegou a hora da integração dos Bnei Anussim.

11º Congresso Sefaradita debaterá no Rio de Janeiro a situação dos Bnei Anussim e sua relação com Israel.

O 11 º Confarad – Congresso Sefaradita será realizado de 10 a 12 de outubro na Sinagoga Beth El e no Clube Israelita Brasileiro, no Rio de Janeiro. O evento contará com a presença dos embaixadores de Israel, Reda Mansour; de Portugal, Francisco Ribeiro Telles; e da Espanha, Manuel de la Camara Hermoso. Será homenageado o professor Arnaldo Niskier.
Entre os temas de debate, os sefaraditas e a globalização, a nacionalidade portuguesa e espanhola para os descendentes de sefaraditas, a situação mundial dos Bnei Anussim e sua relação com Israel.
Veja a programação completa do evento.
Inscrições gratuitas pelo site www.confarad.org (vagas limitadas!).

26 de set. de 2015

Israel dá autorização de fogo real contra atiradores de pedras

Israel dá autorização de fogo real contra atiradores de pedras

O departamento de segurança israelense decidiu hoje ampliar a autorização de disparo de balas verdadeiras pelas forças de segurança contra manifestantes que atiram pedras, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

A decisão abrange também quem lançar bombas incendiárias, "quando a vida de terceiros estiver ameaçada e não apenas quando um polícia é ameaçado", precisa o comunicado.
O departamento de segurança reuniu-se para se pronunciar sobre medidas destinadas a reforçar a repressão de atiradores de pedras e engenhos incendiários palestinianos, 13 dos quais, incluindo nove menores, foram detidos na noite passada, indicou a polícia.
"Decidimos punir mais severamente os adultos que lançam pedras com uma pena mínima de quatro anos de prisão, bem como autorizar multas mais elevadas para os menores e seus pais", prossegue o comunicado.
"Tais sanções são válidas para todos os cidadãos israelitas e habitantes de Israel", lê-se no documento, que se refere aos habitantes palestinos de Jerusalém oriental, que não têm nacionalidade israelense.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tinha, na semana passada, "declarado guerra" aos atiradores de pedras após vários dias de distúrbios em Jerusalém.
"Declaramos guerra aos lançadores de pedras e engenhos incendiários", disse Netanyahu no local onde um cidadão israelita de 65 anos, Alexander Levlovitz, morreu depois de ter perdido o controlo do seu veículo há dez dias, ao ser atingido por pedras.
Jerusalém, cuja parte oriental e palestiniana está ocupada e anexada por Israel, é há meses palco de violência entre israelenses  e palestinos.
Os mais recentes confrontos afetaram mais as pessoas, devido ao caráter explosivo do local, a Esplanada das Mesquitas, venerado por muçulmanos e judeus, e centro do conflito religioso e internacional. Para os palestinianos, o lugar santo é, de facto, uma espécie de último bastião da sua identidade.
De acordo com as regras tácitas que regulam o local desde 1967, os muçulmanos podem ir à Esplanada das Mesquitas quando querem e os judeus só podem ir a determinadas horas e não podem rezar.
"Conservamos o 'status quo' no Monte do Templo, são aqueles que trazem explosivos para as mesquitas que estão a tentar mudar o 'status quo'", disse hoje o primeiro-ministro em comunicado.
"Faremos respeitar a lei e a ordem e apelamos à Autoridade Palestiniana para que pare de incitar à violência", frisou.
Casamento de Bar Refaeli vira assunto de estado em Israel

Casamento de Bar Refaeli vira assunto de estado em Israel

Casamento de Bar Refaeli vira assunto de estado em IsraelA festa de casamento de Bar Refaeli com o milionário Adi Ezra, que começou nessa quinta-feira, se tornou assunto de estado em Israel, o país natal do casal. 

A disputada cerimônia está acontecendo no luxuoso resort Carmel Forest, no nordeste israelense. 

O motivo da controvérsia foi a decisão anunciada na semana passada pelo chefe da aviação civil de Israel, Joel Feldschuh, de fechar o espaço aéreo da região onde fica o resort para evitar que helicópteros com paparazzi aparecessem por lá.

Apenas as aeronaves usadas pelos noivos e por seus convidados, que incluem dois helicópteros, cinco drones e um balão, escaparam da proibição. A atitude de Feldschuh, no entanto, desagradou muita gente. O ministro dos transportes israelense, Israel Katz, chegou a ameaçar demitir Feldschuh caso ele fosse adiante com o plano, o que não aconteceu – desde ontem uma área de 4 quilômetros sobre o Carmel Forest está fechada.

O caso já foi apelidado pela imprensa local de “A Batalha dos Céus” e promete render ainda muitas manchetes. A propósito, na cerimônia religiosa que aconteceu nessa quinta-feira, Refaeli subiu ao chupá – o equivalente ao altar nos casamentos não-judaicos – com um vestido da maison Chloé. (por Anderson Antunes)


Filho de Saul captura brutalidade intensa de Auschwitz

Filho de Saul captura brutalidade intensa de Auschwitz

Filho de Saul captura brutalidade intensa de Auschwitz
A face mais emblemática de Festival de Filmes de Cannes deste ano não pertencia a Emma Stone ou para Cate Blanchett, - para mencionar duas celebridades que andaram pelo tapete vermelho - nem a Ingrid Bergman, cuja imagem de prata enfeitou banners e cartazes do festival; era o rosto afundado, assombrado de Geza Röhrig de 48 anos, estrela de um dos filmes do festival mais aclamados, o drama húngaro Holocausto "Filho de Saul", que está recebendo a sua estréia americana no Festival de Cinema de Nova York em outubro 5.
Na Croisette, Röhrig, um poeta com pouca experiência em atuação antes, foi vislumbrado em duas formas distintas: Como ele apareceu no filme, com cinza, pele doentia bem apertada sobre macilentas bochechas, com os olhos assombrados e uma ferida (uma comparação crítica de seu olhar ao de um pterodáctilo), ou caminhar pelo tapete vermelho com uma barba rabínica, vestindo um solidéu preto de veludo pouco visível flutuando acima de sua juba cheia de cabelos pretos ondulados.

(No interesse da divulgação: Röhrig costumava ir à minha sinagoga em Nova York, e eu o acompanhei durante meu tempo em Cannes.)

A música rock geralmente retumba ensurdecedora durante as marchas; mas, desta vez, a equipe do filme, liderado por Röhrig e pelo diretor Laszlo Nemes fizeram o seu caminho até as escadas para o Grande Teatro de Lumiere ao som de "Erbarme Dich", uma das melodias mais ardentes de Bach. A ária melancolia define o tom para o filme por vir.

Não há música no "Filho de Saul," um pesadelo cinematográfica definido em Auschwitz-Birkenau, ao longo de 36 horas em outubro de 1944. Saul Auslander é membro do Sonderkommando, a unidade de judeus forçados pelos nazistas para rebanhar recém-chegados nas câmaras de gás, classificar as suas posses, retirar os cadáveres para incineração e esfregar as câmaras de gás para a próxima rodada de assassinatos. No filme, todo o mecanismo de extermínios em massa é visto e não visto. A câmera poderosamente subjetiva, ampliada apertada com uma profundidade de campo (o diretor de fotografia brilhante é Mátyás Erdély), raramente deixa o rosto de Röhrig ou a parte de trás de sua cabeça; o embaralhamento dos prisioneiros desordenadamente e as pilhas intermináveis de corpos nus muitas vezes são visíveis apenas como detalhe fundo desfocado, ou fugazmente em foco com o canto do quadro.
Este é o filme mais importante de decisão visual: a recusa-se a nunca deixar você ver "o retrato grande" (algo que os filmes do Holocausto muitas vezes tentar - e falhar - fazer). Ele também cria uma sensação quase física de claustrofobia, que é agravada pela relação de aspecto estreito e um estoque de filme granulado.
O filme começa in medias res, estabelecendo o caráter de Auslander economicamente durante uma seqüência quase sem palavras de um extermínio de rotina. O minuto as portas da câmara de gás próxima, Auslander corre para os casacos e começa retirando-os dos ganchos com determinação empedernida. Logo os gritos começam, junto com as batidas e arranhões (design de som marcante do filme é um dos seus aspectos mais eficazes). Auslander continua com sua tarefa, indiferente aos gritos. Uma vez que os gritos diminuíram, ele irá remover os cadáveres com passividade irracional similar. Anestesiada pelo grande espetáculo do sofrimento e morte em torno dele, ele entrou praticamente no mundo de máscaras de si mesmo.



25 de set. de 2015

Polski Klub 44

Polski Klub 44

Polski Klub 44


Polski Klub 44: da Babilônia ao Brasil, as 4 diásporas dos sobreviventes do Holocausto. 

por Roberto Leon Ponczek 

A história de uma geração de sobreviventes do holocausto que veio para o Brasil em busca de uma vida melhor.
Muito se tem estudado e escrito sobre o cripto-judaísmo (prática secreta do Judaísmo) e sobre os marranos [i] da Península ibérica, que foram, a partir do século XVI ao séc. XVIII, implacavelmente perseguidos por serem considerados pelos tribunais da Santa Inquisição os mais perigosos dos hereges. Muitos dos marranos, vencidos pelo medo e pelo cansaço, assumiram finalmente a religião cristã, dando origem aos Cristãos Novos que grande importância tiveram na História do Brasil. Alguns historiadores chegam a admitir que boa parte dos portugueses que colonizaram o Brasil era constituída de marranos ou Cristãos Novos.
Polski Klub 44
Assim como nos tempos da Inquisição Ibérica, durante os anos do Holocausto nazista (1939-1944), muitos judeus poloneses praticaram o cripto-judaísmo para escaparem não só dos alemães, mas principalmente dos hulliganspoloneses. Os judeus que conseguiam escapar dos alemães dificilmente escapavam dos poloneses, que costumavam chamar a Gestapo, apontando-lhes o dedo e gritando "to jest zidem! "(esse é judeu!). Identificavam-nos pelos nomes e pelo sotaque yidish com o qual falavam o polonês.
Polski Klub 44
[i] Termo derivado do árabe marranan, que significa porco, como eram designados os judeus que ocultamente praticavam o judaísmo.
Este livro foi escrito com o propósito de descrever como pequena parte de minha família conseguiu sobreviver à II Guerra Mundial como Marranos Poloneses e como lenta e gradualmente foram abandonando essa condição no Brasil e, mesmo profundamente traumatizados, acabaram por assumir suas identidades civis, étnicas e judaicas no Rio de Janeiro.
Polski Klub 44
Foto do casamento de Wanda e Tadzio, pais do autor.
Polski Klub 44
Wanda se apresentando no Polski Klub 44, no Rio de Janeiro, clube polaco constituído, na sua maior parte, por cripto-judeus que se passavam por cristãos poloneses.
Polski Klub 44
Kipá de Tadeusz (Tadzio) Marian Ponczek, pai do autor.

Neste livro, a história particular de minha família confunde-se e justapõe-se à História do Povo Judeu ao longo de suas 4 grandes diásporas.
Apoiei a publicação deste livro pelo Bookstart escolhendo um dos pacotes abaixo:

E-BOOK
Por R$ 17,90 você leva o e-book
E-BOOK E LIVRO
Por R$ 30,00 você leva o livro e ainda ganha o e-book.
PACOTE PALESTRA EM SALVADOR
Por R$ 55,00 você recebe o livro, o e-book e ainda colabora para que o autor realize uma palestra em Salvador sobre o tema do livro.
PACOTE DEPOIMENTO I
Por R$ 90,00 você:
- Leva o livro
- Ganha o e-book
- homenageia o autor com um depoimento na orelha do livro.
PACOTE DEPOIMENTOS II
Por R$ 180,00 você
- Leva o livro
- Ganha o e-book
- homenageia o autor com um depoimento na contracapa do livro.
PACOTE PATROCINADOR PRATA
Por R$ 450,00 você
- Leva o livro impresso
- Leva o e-book
- Garante a propaganda da sua empresa na página de patrocinadores do livro.
PACOTE PATROCINADOR OURO
Por R$ 700,00 você
- Leva quatro exemplares do livro
- Garante seu logo na contracapa do livro
- Garante seu logo nas mídias de divulgação da campanha.

Hillel Rio realiza mais uma “Copa Fut7”

Hillel Rio realiza mais uma “Copa Fut7”

Hillel Rio realiza mais uma “Copa Fut7”No último domingo (20 de setembro), o Hillel Rio realizou, no Clube Monte Sinai, a “III Copa Hillel Fut7”, com 150 participantes. 

Os jogos começaram às 09h e só terminaram às 16h, quando o time “$ó Dodói” sagrou-se bicampeão. 

Durante o campeonato, todos aproveitaram o churrasco e a piscina.


Hillel Rio realiza mais uma “Copa Fut7”

Maioria dos palestinos não querem dois Estados e querem Abbas fora do poder

Maioria dos palestinos não querem dois Estados e querem Abbas fora do poder


Maioria dos palestinos não querem dois Estados e querem Abbas fora do poder
Mais da metade de todos os palestinos já não suportam uma solução de dois Estados para o conflito com Israel, segundo revela uma pesquisa divulgada na segunda-feira passada, rejeitando o sonho que deu sustentação a quatro décadas de diplomacia internacional.

A pesquisa feita pelo Centro Palestino de Política e Pesquisa, um grupo de pesquisa de liderança nos territórios palestinos, constatou que 51 por cento dos palestinos se opõem à solução de dois Estados, enquanto 48 por cento a apoiam.

Os números caíram de 51 por cento de apoio e 48 por cento de oposição, há três meses. O levantamento foi realizado com 1.270 pessoas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, de 17 a 19 de setembro.

A solução de dois estados - uma Palestina independente existente lado-a-lado com Israel - tem sido o grande objetivo de negociações, desde meados da década de 1970, e o foco primordial da diplomacia norte-americana nos últimos 20 anos.

Talvez, mais preocupante, é que quase dois terços dos inquiridos (65 por cento) disseram que não acreditam que a solução de dois estados ainda era prática por mais tempo, devido a expansão dos assentamentos de Israel na Cisjordânia.
A pesquisa foi realizada em um momento de grande tensão entre israelenses e palestinos, em particular sobre o Monte do Templo.

Ela também vem em meio a fendas profundas na política palestina entre o partido Fatah, do presidente Mahmoud Abbas e o grupo islâmico Hamas, que está no comando de Gaza.

"Além disto, os desenvolvimentos indicados nesta enquete poderiam ter também sido provocados pela esmagadora raiva ao mundo árabe, cuja maioria dos entrevistados acredita que não se preocupa com o destino dos palestinos", segundo escreveu o diretor da pesquisa, Khalil Shikaki, em um comentário.
Maioria dos palestinos não querem dois Estados e querem Abbas fora do poder

Além do aumento das dúvidas sobre as perspectivas de uma solução pacífica com os israelenses, há uma profunda desconfiança de Abbas e da liderança palestina, além de um apoio crescente a um retorno ao conflito armado contra Israel.
Quase dois terços dos palestinos (65 por cento) quer que Abbas, que foi presidente por 10 anos, se demita. Além disso, a satisfação com seu desempenho como presidente caiu de 44 por cento, há três meses, para 38 por cento.
Se novas eleições fossem realizadas nos territórios palestinos, 35 por cento dizem que votariam no Hamas e 35 por cento no Fatah, abaixo dos 39 por cento, há três meses.
Foi perguntado qual seria a maneira mais eficaz de se estabelecer um Estado Palestino independente ao lado de Israel, e 42 por cento disseram que seria através da ação armada e 29 por cento disseram que através de negociações. Três meses atrás, apenas 36 por cento disseram que a melhor forma seria através da ação armada.
 
A pesquisa mostrou que 78 por cento dos palestinos acham que a chance de conseguir seu próprio estado, nos próximos cinco anos, são "de mínima a inexistente".
Polêmica do governo brasileiro com Dani Dayan

Polêmica do governo brasileiro com Dani Dayan


Polêmica do governo brasileiro com Dani Dayan


Dani Dayan com o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu

Governo israelense - A vice-ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, defendeu a nomeação de Dani Dayan como embaixador no Brasil, depois que o governo brasileiro manifestou descontentamento, extraoficialmente, à sua designação. 

"Dayan é a pessoa correta para representar neste momento Israel no Brasil", afirmou a ministra em comunicado divulgado à imprensa. 

Hotovely acrescentou que "sua trajetória pública e sua ideologia devem ser uma vantagem, e não uma desvantagem, no momento em que vai representar a postura do atual governo, que apoia nosso direito de nos assentar em Judeia e Samaria". As declarações da vice-ministra são a primeira reação oficial do governo israelense à informação publicada sobre a mensagem que a presidente Dilma Rousseff havia enviado a Israel manifestando descontentamento com relação à nomeação de Dayan. Segundo o jornal "Yedioth Ahronoth", Dilma fez Israel conhecer seu incômodo com a designação de Dayan por ele viver em um assentamento em território sob ocupação e ter sido líder de um movimento de colonos. A mensagem foi enviada por meio de canais diplomáticos depois que o governo israelense solicitou a aprovação do brasileiro.

Opinião de Reinaldo Azevedo, colunista da revista VEJA - A quantidade de desaforos que o Brasil produz contra Israel dá o que pensar. Parece que a suposta militância antissionista do governo petista assume tinturas, no fim das contas, de antissemitismo. Aliás, vamos ser claros: o antissemitismo costuma se dizer apenas um antissionismo por delicadeza eufemística, não é mesmo? Qual é o busílis? O governo de Israel decidiu indicar Dani Dayan para embaixador no Brasil. O Palácio do Planalto, sempre por meio de Marco Aurélio Garcia, o ministro oficial dos Desastres Exteriores, fez chegar àquele país o seu descontentamento, já que Dayan, argentino naturalizado israelense, é considerado um representante dos colonos da Cisjordânia e não tem simpatias pela criação do estado palestino, defendido pelo governo brasileiro.

Vamos lá. O Palácio do Planalto tem todo o direito de gostar deste ou daquele. E de não gostar também. Mas, salvo engano, o embaixador de Israel no Brasil defenderá os interesses de… Israel em nosso país — que é o que costumam fazer os embaixadores, ora essa! Desde quando o representante de um estado é obrigado a abraçar a pauta daquele país para o qual é enviado? Isso é uma sandice! É claro que há protocolos nessas coisas. Não é raro que dois países tenham dissensões, embora mantenham relações diplomáticas. É evidente que não se vai enviar para o território com o qual há um contencioso importante alguém que seja flagrantemente contrário a qualquer forma de diálogo e que só acredite na linguagem do confronto — que vem a ser o contrário da diplomacia.

Mas não é o caso. Ainda que o Brasil tenha as suas opiniões sobre o estado palestino — e tem, claro!, o direito a isso —, o representante de Israel em nosso território não tem de comungar dos mesmos princípios. Considerações dessa natureza expõem o primitivismo que hoje dá as cartas no Itamaraty. Venham cá: o governo petista compartilha todos os pontos de vista do embaixador do Irã no Brasil? As opiniões dos embaixadores de Cuba e da Venezuela coincidem com as do Planalto? Acho que, nos três casos, prefiro nem saber a resposta. Ou melhor: acho que já sei. 

O governo Dilma estrelou um vexame no ano passado quando, diante da escalada da violência entre israelenses e palestinos, emitiu uma nota em que censurou apenas Israel, ignorando os agressores palestinos e suas vítimas — judeus, é claro! O vazamento das restrições ao nome do embaixador é mais uma das grosserias do governo brasileiro com um país amigo, ao qual os petistas se opõem de maneira sistemática. Dizer o quê? Os “companheiros” tratam aos pontapés a única democracia do Oriente Médio é a pão de ló todas as ditaduras muçulmanas. Isso os define.
O Ano Sabático

O Ano Sabático


A “Shmitá”

Iniciamos o ano sabático que, como o próprio nome diz, ocorre a cada sete anos. Com o início do ano de 5775, que aconteceu no último dia 25 de setembro de 2014, entramos no ano de Shmitá, o Ano Sabático.

O que isso quer dizer?

A diferença existe, principalmente, para aqueles que habitam a Terra da Profecia, no Estado de Israel. A Torá, no capítulo 25 do Livro de Levítico, indica que este país, a terra que havia prometido aos patriarcas e neste momento a outorgava ao povo de Israel, possui ‘condições’ especiais e, portanto, também ‘necessidades’ especiais.

Poderíamos resumir este ano em uma frase curta: a terra deve descansar de qualquer trabalho agrícola ao longo do ano. Não se pode semear e nem colher o produto do campo, ao longo deste ano, tudo que nascer na terra pertence a todos. Tanto o proprietário registrado quanto os seus vizinhos, quanto estranhos e até mesmo animais, domésticos ou selvagens, pode usufruir deste produto.
Além disso, os frutos que nascem este ano possuem “virtudes espirituais” especiais, ou seja, são frutos de uma “santidade” especial, e assim sendo, só podem servir para a alimentação humana e não para outras necessidades. Por exemplo, não podem ser exportados. E a sua venda deve ser feita em condições especiais para evitar lucros na comercialização. Esta santidade permite que aqueles que a consomem abram, ainda mais, suas almas para o verdadeiro entendimento, compreendendo o Criador em níveis sem precedentes. Não é um “arrebatamento”, em que perdemos a nossa conexão com o mundo que nos rodeia, mas justamente o contrário, se trata de uma visão extraordinária que nos permite compreender melhor a presença divina neste mundo.

O Jubileu

Com certeza não para por aí. Vamos expandir nosso conhecimento através de outro mandamento que está intimamente ligado à Shmita: o Jubileu. Conhecemos este conceito em relação a nossa vida profissional, quando, em uma certa idade nos aposentamos de nosso trabalho. Em outras culturas foi atribuído outros significados religiosos que não nos dizem respeito. O significado deste conceito na Torá é que, a cada 50 anos nossa “ficha se limpa” em relação a dois temas principais: o patrimônio e a liberdade.
Quando o povo de Israel chegou à Terra da Aliança, o país que O Criador havia prometido para Avraham, nosso Patriarca, e depois para seus filhos, Itschac (Isaac) e Ya’akov (Jacó), cada tribo e cada família de Israel recebaram sua parcela de terra, como lemos em vários capítulos da Torá e do Livro de Yehoshua (Josué). Esta porção de terra foi transmitida por herança aos seus descendentes, geração após geração. Era responsabilidade de todos preservar esta herança, cultivar a terra e, assim, nos conectar ao Criador através da Aliança que Ele fez com nossos Patriarcas.

A Perda de Herança

Através da Venda

Por empecilhos da vida, nem sempre se conseguia manter a herança. Alguns agricultores não conseguiam extrair o melhor de sua terra e, com o tempo, foram forçados a vendê-la, total ou parcialmente. O comando indica que quando o ano do Jubileu chega, a herança deve ser devolvido a seus proprietários originais. Desta maneira, o comprador é, na verdade, um mero usufrutuário desde o momento da compra até o qüinquagésimo ano, o ano do Jubileu. No ano do Jubileu, tudo começa novamente. Uma nova oportunidade é dada ao herdeiro para refazer suas vidas na porção de terra da Terra Santa dada a seus ancestrais.

O Escravo

Em paralelo, haviam indivíduos que não conseguiam viver de forma independente, cultivando sua terra e fazendo o seu próprio negócio. Muitas vezes entravam em dívidas e tentando resolvê-las, poderiam, de maneira negativa, terminar roubando, acreditando que desta maneira resolveriam seus problemas econômicos. Quando o ladrão se apresentava no tribunal e alegava não ser capaz de reembolsar o montante roubado, ou quando um devedor declara não ser capaz de reembolsar os empréstimos que realizou, poderiam chegar a um acordo indicado na Torá: a escravidão. Não se trata do tipo de escravidão que existia com os africanos nas Américas, ou a atual escravidão ‘branca’. Nem mesmo era uma escravidão econômica, no sentido de que o empregado estava vinculado permanentemente ao seu trabalho, sem qualquer possibilidade real de se sair dele ao longo de sua vida. A Torá fala de um conceito do qual alguém está disposto a pagar suas dívidas através de seu serviço por seis anos. A Torá obriga o ‘mestre’ do devedor reabilitá-lo por seis anos, ensiná-lo a ser produtivo e gerir adequadamente os seus ativos, de modo que quando seja libertado ao final dos seis anos, possa saber administrar uma vida honesta, sem precisar se meter em problemas novamente.

Esta condição de “escravidão” era tão boa que a Torá prevê a possibilidade de que, após seis anos, o escravo não queira deixar seu mestre, porque está “satisfeito”. Pois não apenas resolvie todas suas dívidas, mas também vive uma vida sem responsabilidades financeiras, uma vez que o mestre lhe fornece comida e abrigo, tanto para ele quanto para sua esposa e filhos. A Torá diz, então, que o escravo pode optar por ficar neste estado até o ano do jubileu. E então no Jubileu, um novo começo toma lugar. O escravo deve sair, já não é mais uma opção, e assim, reconstruir sua vida em liberdade. O mestre fornece um fundo que lhe permite começar com o pé direito e o escravo, como pessoa livre, retorna à sua herança.

A Shmitá Atual

Vemos, portanto, que o Jubileu representa nossa ligação indiscutível com a Terra da Profecia que herdamos de nossos antepassados.
Em menor escala, a cada sete anos e em um ciclo fixo, que começou, de acordo com Maimônides (com base em textos rabínicos), no ano 2510 da criação (3.265 anos atrás), se contava sete shmitot para chegar ao Jubileu, e assim (no ano 51), recomeçava o próximo ciclo. Tudo isso quando o povo estava habitando Israel, cada um na sua terra de herança. Quando as pessoas foram exiladas por Senaqueribe de suas terras, e o resto, mais tarde, por Nabucodonosor para a Babilônia, deixaram de vigorar os mandamentos de Shmitá e o Jubileu.

Esta é, portanto, uma condição básica: o povo deve estar habitando a Terra de Israel e cada tribo e cada família em sua herança. Desta maneira, hoje, quando cumprimos o mandamento de Shmita não estamos cumprindo o preceito bíblico, mas sim o preceito rabínico que nos ordena a continuar praticando ambos mandamentos, para, assim, quando cada estiver de volta ao seu lugar, estivermos preparados.

Mesmo assim, adequar o cumprimento dos preceitos da Shmita  para as condições atuais, é muito difícil. Os agricultores se envolvem em convenções internacionais para fornecer produtos agrícolas a cada ano, e os clientes nem sempre estão dispostos a aceitar que, durante o ano sabático não receberão o produto. Muitos agricultores dependem de cada dia de trabalho duro no campo para sobreviver, e se são forçados a abandonar esta fonte de renda por um ano inteiro, deixam a agricultura para buscar outros meios de subsistência.

Desta maneira, e uma vez que este comando não possui atualmente seu verdadeiro valor bíblico, se permite haláchicamente (ou seja, de acordo com a lei rabínica) muitas atividades, para que, assim, os agricultores possam cumprir as suas obrigações internacionais e também com o preceito de Shmitá. Também existe como solução haláchica, embora algo que nem todas as opiniões aceitam, as vendas dos campos para um não-judeu, para que estes trabalhem durante o ano sabático. Ainda assim, é feito em condições muito especiais de trabalho, supervisionadas pelo tribunal.

Nos mercados de Israel podem ser vistos, ao longo deste ano e do ano que se segue, as indicações de que os produtos foram produzidos sob a supervisão dos tribunais rabínicos.

Existem diferentes pontos de vista sobre quais as prioridades nas orientações que se deve seguir em relação aos alimentos este ano, e eu transmito a vocês aquela que recebi de meus professores, e a qual, uso na minha casa.

Primeiro estão os alimentos cultivados sob a supervisão dos tribunais, que possuem as virtudes espirituais que mencionamos acima.

Em segundo lugar, aquelas que cresceram em estufas ou plataformas desconectadas diretamente da terra.

Em terceiro lugar, as frutas cultivadas no sul de Israel, lugares que não estavam nos territórios de Israel na conquista de Josué e, portanto, não possuem o mesmo nível que os outros que sempre estiveram sob o domínio de Israel.
Em quarto lugar, os produtos importados, quando o produto não existe em Israel.
Em quinto lugar, os produtos de campos vendidos a não-judeus.
E, finalmente, como última opção, os produtos importados, apesar de ser possível encontrar os mesmos produzidos localmente.
Benefícios espirituais 

É claro que o mandamento se aplica somente ao Ano Sabático em Israel, na Terra da Profecia. Nenhum outro país no mundo tem esse privilégio. Como já dissemos, é a Terra da Aliança, que possue suas condições especiais e seus comandos especiais. O cumprimento do mandamento de Shmitá, sendo cumprido da melhor maneira possível, traz a todo o país uma bênção especial, aumentando a produção agrícola, como nos promete a Torá no mesmo capítulo 25 de Levítico, e como vêm experimentando um número cada vez maior de agricultores em Israel.

Devidamente cuidando da nossa herança e cumprindo nossos deveres para com ela, aproximamos cada vez mais o momento que poderemos desfrutar de todas as suas vantagens, tornando a Santidade não mais uma palavra rara, exótica ou mesmo negativa, como pode significar a muitos de nossos vizinhos, mas sim algo palpável, agradável e maravilhoso.
Habituar-se ao uso correto dos frutos neste ano de Shmitá, torna os benefícios espirituais mais acessíveis. Não podemos desperdiçar esta oportunidade!!

Shana Tova! Feliz Ano Novo!

Fonte: shaveiisrael

24 de set. de 2015

Parasha Haazinu

Parasha Haazinu

Parasha Haazinu

Haazínu (Devarim 32:1 - 52) compreende basicamente a "canção" de Moshê sobre as horríveis tragédias e suprema alegria que constituirá a futura história do povo judeu. Embora não seja uma obra clássica em rima e música, a "canção" de Moshê mescla o que seriam idéias disparatadas numa bela sinfonia de pensamento. 

Ela expressa o reconhecimento de cada aspecto da Criação e tudo aquilo que D’us faz –passado, presente e futuro -– de alguma forma se integra em perfeita harmonia, embora com nosso limitado entendimento humano nem sempre a reconheçamos como tal.

Moshê clama aos céus e à terra para que sejam testemunhas de que, se o povo judeu pecar e mostrar ingratidão para com D’us pelos muitos favores maravilhosos que nos concedeu, seremos punidos, ao passo que se permanecermos fiel à Torá e a D’us, receberemos as maiores bênçãos. Mesmo que o povo judeu se disperse, D’us garante nossa sobrevivência e redenção ao final.

Esta Porção conclui com D’us ordenando a Moshê que suba ao Monte Nebo, de onde terá uma vista da Terra de Israel e então morrerá.

Mensagem da Parasha

Perto do céu: perto da terra

Encontramos em Sifri, livro sobre a Torá, que Moshê era "próximo ao céu" e "distante da terra". Foi por esta razão que ele iniciou a leitura Haazínu declarando: "Escute céu e escute terra". Ao dirigir-se aos céus, Moshê usou uma expressão que denota proximidade (Haazínu), ao passo que para a terra usou 
uma expressão que indica distância (vetishmá), pois ele estava "próximo ao céu e distante da terra".

"Escute céu e escute terra" é um versículo na Torá, do qual cada palavra deve ser uma lição (pois Torá significa ensinamento) para todo e cada judeu sobre como conduzir sua vida. Como a Torá nos diz:

"Escute céu e escute terra", devemos evidentemente atingir o nível de estarmos "próximos ao céu e distantes da terra".

Isto na verdade é intrigante. Se o elevado profeta Yesha'yáhu era considerado como sendo "distante do

céu e próximo da terra", como poderemos ser "próximos do céu e distantes da terra"? Alternativamente, se de fato é verdadeiro que todo e cada judeu pode atingir este nível, como foi possível que Yesha'yáhu

considerasse este nível inatingível?

Devemos forçosamente dizer que as palavras de Yesha'yáhu, ditas como um complemento às palavras de Moshê, aludem a um nível ainda mais elevado que o de Moshê; apenas após Yesha'yáhu – autorizado pelo nível de Moshê – atingiram o nível de estar "próximo do céu e distante da terra", foi então capaz de atingir o nível ainda mais elevado de estar "distante do céu e próximo da terra".

Como as palavras de Yesha'yáhu são também parte da Torá, é evidente que esta exortação, ainda mais elevada que a de Moshê, está também ao alcance da compreensão de todo judeu. Após tornar-se "próximo ao céu e distante da terra", espera-se que todo judeu atinja o grau mais elevado de estar "distante do céu e próximo da terra".

Como todos os aspectos da Torá estão relacionados à estação na qual são lidos, podemos facilmente entender que a lição dupla acima mencionada de Moshê e Yesha'yáhu é especialmente relevante durante os Dez Dias de Penitência, durante os quais lemos a Porção de Haazínu.

Como atingiremos estes níveis?

Durante todo o ano, o serviço divino de um judeu envolve mais aquelas coisas que têm a ver com "terra" – a Torá e as mitsvot como são encontradas aqui. Com o advento dos Dez Dias de Penitência, entretanto, cada judeu sente-se descontente com este estado terreno e deseja arrepender-se – para retornar e ser envolvido por D'us. Como "uma pessoa é achada totalmente onde está seu desejo", segue-se que o desejo de ser totalmente um com D'us afeta imediatamente tal indivíduo, para que atinja um estado de estar "próximo ao céu" (Divindade) e "distante da terra".

Entretanto, este é apenas o primeiro passo. Logo em seguida, tendo saciado sua sede pela revelação Divina, o mesmo indivíduo percebe que a essência de D'us é mais prontamente atingida quando se transforma o mundo numa morada para Ele. A pessoa então sente-se "mais próxima da terra e distante do céu" – torna-se consciente de que nada pode ser maior que seres mundanos tornando-se recipientes para conter a Essência de D'us. E isto é conseguido ao realizar o apaixonado desejo de D'us, que é o de ter uma morada para Sua Essência neste mundo mais inferior.