Abril 2015
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Coisas Judaicas

Ibope da emissora subiu 83% durante o horário da trama.

Enquanto a Globo luta para elevar a audiência de Babilônia, a Record colhe os bons frutos da novela "Os Dez Mandamentos". Segundo o site "UOL" o ibope da emissora cresceu 83% no país, no horário da produção bíblica.

Em São Paulo, a audiência crescer 65% e a participação no universo de TVs ligadas (share) subiu 62%.

Já em Curitiba, a trama bíblica elevou o ibope da Record em 153% em pontos e 150% em share. Considerado o maior índice registrado no Brasil.

No Rio de Janeiro, esse crescimento em relação ao mês anterior foi de 116% e 107%, respectivamente.

Em outros estados, a trama também decolou: Belo Horizonte (+73%), Recife (+82%), Distrito Federal (+76%), Goiânia (+97%) e Vitória (+135%).

No horário em que "Os Dez Mandamentos" está no ar, Globo (que ainda lidera) perdeu 23% em pontos de audiência e um quarto de participação no universo de TVs ligadas.
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Coisas JudaicasRepresentantes do Vale do Rio Pardo conhecem produção de
flores em Israel

O mercado nacional de flores possui capacidade para a consolidação de novos produtores, e a cultura promete ser uma boa alternativa de renda aos pequenos agricultores. Na tarde desta quarta-feira, 29, a missão do Vale do Rio Pardo conheceu a empresa Danziger, na cidade de Mishmar Hashiva, para conhecer novas técnicas na produção de flores em vasos e para corte. A companhia possui mais de 60 anos e mantém unidades em Israel, Guatemala e Quênia. Por ano são apresentadas 80 novas variedades de plantas. Atualmente mais de mil empresas adquirem produtos e sementes da Danziger.
Para os membros do grupo regional, a produção de flores pode ser uma alternativa para a diversificação do tabaco. Parcerias entre empresas nacionais e as israelenses podem garantir a inclusão de novas variedades de plantas no mercado. A sociedade é uma das exigências do governo federal para garantir o cultivo de novas espécies em território brasileiro.
Coisas JudaicasUma das primeiras parcerias poderá ser com a Afubra, que demonstrou interesse em ampliar contatos para levar para a região o melhoramento genético já feito pela empresa de Israel, aos produtores do Vale do Rio Pardo.
Além disso, a formalização de intercâmbios acadêmicos poderá ocorrer entre os dois países. O governo israelense mantém um plano de estudos, em parceria com outras nações, ao longo de seis meses, objetivando a qualificação de técnicos para o setor, assim como, garantir continuidade das pesquisas já realizadas pelas companhias.
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Coisas JudaicasJerusalém - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alcançou acordos com o partido de centro-direita Kalunu e os ultra-ortodoxos do Judaísmo Unido da Torá que o situam mais perto de seu objetivo de formar um governo nos próximos dias.
Após semanas de negociações com os partidos que obtiveram representação no parlamento israelense (Knesset) nas últimas eleições gerais de 17 de março, Netanyahu conseguiu garantir o apoio das duas primeiras forças políticas que pavimentarão o caminho para seu Executivo.
O primeiro a estender a mão foram os ultra-ortodoxos de Judaísmo Unido da Torá (JUT), que oferecerão o apoio de suas seis cadeiras na câmara em troca de que seu presidente, Yaakok Litzman, seja vice-ministro de Saúde, enquanto os outros líderes da coalizão se transformarão em vice-ministro de Educação e presidente da Comissão Financeira da Knesset.
Além disso, Netanyahu se comprometeu a congelar uma série de reformas empreendidas pelo anterior Executivo sobre recortes econômicos entre a comunidade ultra-ortodoxa, modificar as reformas nas leis de conversão e na lei de alistamento universal, que pela primeira vez forçava os haredim (ultra-ortodoxos) a entrar no Exército, medida que causou uma rejeição em massa entre os clericais.
Depois deste anúncio, o site do "Yedioth Ahronoth" informou hoje sobre a segunda aliança assegurada para o líder do Likud, com o Kulanu, de Moshé Kahlon, que lhe proporcionam outros 10 cadeiras.
Somadas as 6 cadeiras do Judaísmo Unido da Torá e as 30 que o Likud conseguiu no pleito, Netanayahu fica a 15 cadeiras de constituir o governo.
Como apontavam os rumores, Kahlon ficará responsável pela pasta de Finanças, enquanto seu partido será o encarregado de tramitar os ministérios de Habitação e Construção, e Meio ambiente.
A formação centrista presidirá também o Comitê de Trabalho e Assuntos Sociais, além de receber o controle da Administração de e Terras de Israel e a disputada Comissão Nacional de Planejamento, demandada pelos religiosos do Shas e que tinha bloqueado o pacto com Kahlon até agora.
Em 20 de abril, o chefe do Estado israelense, Reuven Rivlin, concedeu a Netanyahu uma prorrogação de duas semanas para completar a formação de seu próximo Executivo, que foi atrasado pelos obstáculos e exigências nas negociações com os partidos.
Ficam pendentes os possíveis acordos com alguns das formações com representação parlamentar, entre eles, os direitistas de Lar Judaico, do dirigente Naftali Bennett, e Israel Nosso lar, do atual chanceler, Avigdor Lieberman, e os ultra-ortodoxos Shas.
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Israel autorizou nesta quarta-feira a chegada de mais de 14.000 toneladas de material de construção a Gaza. Essa é a maior quantidade que entra no encrave palestino desde a intervenção militar israelense de 2014, informaram as autoridades israelenses.
Um porta-voz do Cogat, órgão do ministério da Defesa encarregado de coordenar as atividades israelenses nos Territórios Palestinos, disse à AFP que "762 caminhões entrarão (na quarta-feira) na Faixa de Gaza, dos quais 354 levarão material de construção e diversos produtos".
O conteúdo de 123 desses 354 caminhões será usado para reconstruir moradias destruídas durante a intervenção israelense de 2014, e o restante será utilizado para projetos de organizações internacionais e diversas infraestruturas.
A chegada desse material é de vital importância para reconstruir o enclave palestino, arruinado pela guerra de 2014. Israel controla de forma rigorosa tudo o que entra em Gaza, por medo de que o material seja usado, por exemplo, na construção de túneis entre Faixa de Gaza e seu território.
A destruição desses túneis era um dos principais objetivos da ofensiva israelense de 2014.
Segundo as organizações humanitárias, 100.000 pessoas deslocados continuam esperando para serem realojados em Gaza, oito meses depois do fim dos combates.
A reconstrução apenas começou por culpa do bloqueio imposto por Israel, do quase bloqueio egípcio, das divisões dos palestinos e do atraso das ajudas prometidas pela comunidade internacional.
Cerca de 2.200 palestinos, entre eles 1.500 civis, segundo a ONU, morreram durante o conflito entre Israel e Hamas, junto a outros grupos palestinos. Do lado israelense morreram 73 pessoas, entre elas 67 soldados.
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Argentina indenizará vítimas do atentado à AMIA
O congresso argentino aprovou nesta quarta-feira uma lei destinada à compensação financeira para os feridos e parentes dos mortos no bombardeio do centro judaico AMIA há 20 anos em Buenos Aires.

O bombardeio da sede da Associação Mutual Israelita Argentina em 18 de julho de 1994 deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos.

O benefício "é expresso nos mesmos termos das leis de reparação por desaparecimentos forçados de pessoas, rapto de crianças e o ataque à embaixada israelense", disse Remo Carlotto, presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Carlotto se refere aos reparos que o governo concedeu às vítimas da última ditadura militar (1976-1983) e do ataque à embaixada de Israel em 1992, no qual 29 pessoas morreram e 200 ficaram feridas.

"Esta reparação tardia não vai devolver a vida aos mortos nem paz para a sua memória e suas famílias", questionou a deputada Laura Alonso, que faz oposição ao atual governo argentino.

Para a governista Juliana Di Tullio, "é um dia de reparação e alegria, onde finalmente este Congresso pode dar a aprovação final da presente lei".

A norma fornece, por uma única vez, um benefício extraordinário para os herdeiros ou sucessores das 85 pessoas mortas e dos feridos.

A justiça Argentina acusa o Irã de ser o mentor do ataque e denunciou oito iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, o ex-presidente Ali Rafsanjani (1989-1997) e o ex-adido cultural iraniano na Argentina Mohsen Rabbani.
O juiz de primeira instância pediu, sem sucesso, o comparecimento dos acusados, enquanto Teerã nega responsabilidade pelo fato.
A AMIA esteve no centro de outra polêmica nesta quarta-feira, quando organizações judaicas locais e internacionais manifestaram indignação contra o chanceler argentino Héctor Timerman - que na segunda-feira renunciou ao título de sócio da associação judaica.
"Rejeitamos os termos usados ​​na carta (renúncia) por considerarmos falsas, infundadas e caluniosas as expressões usadas contra a AMIA e seus líderes", diz uma carta enviada nesta quarta-feira pelo centro judaico ao ministério das Relações Exteriores.

Timerman enviou uma carta anunciando sua saída da entidade, que ele acusa, ao lado da Delegação de Associações Israelitas (DAIA), de "obstruir" a investigação do atentado que matou 85 pessoas em Buenos Aires.
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Pedras sobre os túmulos: um curioso costume judaico


Dov Zellerkraut

RESPOSTA: Verdade! Inclusive muitos cemitérios judaicos não recebem as cinzas de um judeu cremado para ser enterrado lá. Obviamente isto e todo o restante que trataremos, se aplica somente aqueles que escolheram serem cremados e não no caso daqueles que claramente foram cremados contra sua vontade, como aconteceu, D´us nos livre, no caso do Holocausto.

Existem algumas razões para isso. Primeiramente, a alma do homem vem do Divino e quando sua missão neste mundo é concluida esta volta a sua origem. Já o corpo foi criado a partir da terra e, deve, portanto, voltar para a terra.

Este conceito é reiterado em Deuteronômio 14, onde somos ordenados a enterrar os falecidos: “Você deve enterrá-lo naquele dia”. O Talmud de Jerusalem explica que este mandamento nos obriga a enterrar o corpo, em sua totalidade, e não partes deles. Assim sendo, cremar um corpo destrói a maior parte do corpo, fazendo com que o enterro da carne seja impossível, e, portanto, viola este mandamento bíblico.

Na lei judaica, o corpo humano pertence ao Criador. E está conosco, simplesmente como empréstimo. E, como “guardiões” do corpo, não têmos o direito de desfigurá-lo de qualquer maneira.O corpo deve ser “devolvido” em sua totalidade, assim como nos foi dado. Tanto porque, o homem foi criado “à imagem e semelhança de D´us”, e, assim, qualquer violação do corpo humano é considerado, portanto, como uma violação da própria imagem divina.

No judaísmo, existe um respeito tão grande a santidade do corpo humano no processo de preparação do falecido para o enterro, que, o funeral é previsto para o mais cedo possível (de preferência no mesmo dia do falecimento) para que o corpo possa atingir seu descanso eterno, o mais rapidamente possível. Além disso, a honra de cuidar dos mortos é tradicionalmente reservada para os membros mais respeitados da comunidade.

Portanto, o corpo é visto como sagrado, como o templo da alma, e o meio pelo qual nós, praticamos o bem neste mundo. De acordo com a lei judaica, um objeto que facilitou o cumprimento de boas ações, deve ser respeitada, e não pode ser descartado.

Outra explicação para esta proibição é a crença judaica na redenção final do povo judeu – e de toda a humanidade – e, como consequencia, o conceito da ressurreição dos mortos, o momento em que todas as almas retornarão ao seus corpos. E, sendo assim, a cremação é uma declaração implícita da rejeição do conceito da Resurreição dos Mortos. É na verdade uma declaração de que uma vez que a alma partiu o corpo, o corpo não tem mais valor, visão esta que o judaísmo repudia.

Nossos sábios ensinam que aqueles que negam a ressurreição, não merecerão vive-las em seus próprios corpos, e suas almas serão “vestidas” por corpos diferentes.

De acordo com a Kabalá (misticismo judaico), a alma não se afasta do corpo imediatamente após a morte. Tal saída abrupta seria intensamente dolorosa para a alma. A decomposição gradual do corpo permite que a alma parta lentamente do corpo e aclimate-se ao seu novo lar celestial. A destruição instantânea do corpo causada pela cremação, priva a alma deste período de adaptação muito importante.

Além do mais, acredita-se que uma vez que a alma chegou ao “Mundo da Verdade”, esta certamente entende o valor e a importância de um enterro judaico adequado, assim, administrar um enterro judaico tradicional é na verdade, conceder ao falecido, seu verdadeiro desejo no momento.

Tags: mortos, cremação, judaísmo
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Coisss JudaicasParashat Acharê Mot-Kedoshim


Esta Parashá nos ensina uma fórmula, recomendada pelo judaísmo, para manter sempre viva a esperança, para que o homem não se submeta a rotina. Sobre cada pessoa do Povo de Israel recai o preceito de contar quarenta e nove dias, desde a segunda noite de Pessach até Shavuot, para, então, dirigir-se ao Templo, e apresentar as oferendas chamadas de Bikurim.

A contagem do Omer, as sete semanas entre Pessach e Shavuot, possuem, por um lado, um significado prático relacionado com a agricultura: o término destas sete semanas coincide com o momento da colheita, e, é por isso que em Shavuot, as premissas, “Bikurim” em hebraico, são oferecidas no Templo. Por outro lado, a contagem do Omer conecta e vincula a festa de Pessach com a festa de Shavuot, a saída do Egito com a entrega da Torá: “Sefirat HaOmer” é, portanto, o símbolo do processo inevitável que transcorre da liberdade física para a liberdade espiritual.

Aqui aprendemos que a redenção espiritual não pode, jamais, ser instantânea. É necessário passar por quarenta e nove dias, para que sua necessidade seja clara. Um povo não pode viver sem uma identidade cultural, sem uma moral, sem leis, sem preceitos, sem normas, sem uma consciência coletiva, elementos estes que não vêm acompanhados a liberdade física, e sim, exigem uma maior elaboração interior.

A redenção, simbolizada atualmente pela vinda do Mashiach, é permanentemente uma meta a ser alcançada, um processo a ser concluído. Como expressa o Rabino Charlap, “é mais importante a atitude baseada na esperança na vinda do Mashiach, do que a própria vinda”. Pois a redenção é construída, antes de mais nada, pela intensidade de fé que conduze a vida de cada um.

A contagem do Omer, assim como a espera pela redenção, são símbolos que orientam a pessoa em sua vida física e espiritual. O homem judeu deve sempre viver com sua cabeça para cima e os olhos olhando para frente, visando o futuro. A obrigação religiosa de contar cada dia durante um período de sete semanas nos educa a necessidade de ter esta mesma atitude com relação ao futuro. A esperança com a qual invocamos a chegada do Mashiach é um elemento que manifesta nossa perspectativa em direção ao futuro de nosso povo, e, da humanidade em geral.

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A comunidade judaica brasileira comemorou em diversos Estados os 67 anos da Independência de Israel, completados em 23 de abril.

Dezesseis entidades judaicas paulistas promovem uma semana de atividades, de 23 a 30 de abril. Cerimônias de Shabat especiais, apresentações musicais e de dança, oficinas de arte, exposições, mercado com especialidades da culinária judaica, Feira da Comunidade da Na’amat Pioneiras São Paulo marcam o evento União em Iom Haatzmaut.

Em ato solene organizado no domingo, 26 de abril, pelo Consulado Geral de Israel em São Paulo, o presidente da Conib. Fernando Lottenberg, afirmou: “A despeito de todas as conquistas de Israel, vários desafios permanecem, como a integração e a melhoria de condições de vida de sua população árabe, o futuro econômico, os ultraortodoxos, mas nenhum é mais importante do que viver em paz e harmonia com seus vizinhos. Esse é nosso desejo e a nossa missão. Em Israel ou na Diáspora, estamos todos comprometidos com a civilização judaica, termo cunhado por Martin Buber, pensador e professor, judeu e sionista”. Leia o discurso completo de Fernando Lottenberg.

O embaixador de Israel, Reda Mansour, elogiou a programação do evento: “Em Israel, comemoramos em um único dia. Fiquei surpreso com esta semana inteira de comemorações”.

O ato solene foi feito em parceria com  a Federação Israelita do Estado de São Paulo e A Hebraica e teve apresentações do Coral e Orquestra da Unibes e da Orquestra de Violões da CIP.

A Comunidade Shalom trouxe a São Paulo a cantora israelense Noa, para um show que reuniu 600 pessoas. Noa também se apresentou no Rio de Janeiro, em evento promovido pela Fierj e federadas. "Em nenhum outro lugar do mundo encontrei gente tão carinhosa como aqui”, disse ela ao programa Comunidade na TV. “Foi uma honra celebrar com vocês a Independência de Israel". Veja a reportagem.

Na ocasião, a TV Record entrevistou o embaixador de Israel, Reda Mansour, e mostrou partes do show.Assista. 

A Fierj homenageou com o prêmio Theodor Herzl o secretário municipal de Cultura e presidente da Rio 450, Marcelo Calero.

Festa no Nordeste

A Sociedade Israelita da Bahia realiza este mês e em maio eventos em comemoração Iom Haatzmaut e também em prol das obras do Cemitério Israelita da Bahia e de sua nova sede.

Com o patrocínio da Agência Judaica do Brasil e Projeto Masa, está em cartaz até 17 de maio em Salvador a exposição "Herzl: Cerca Y En Vivo". No dia 23, foi realizado um show com a cantora Clarita Paskin e o pianista Haroldo Goldfarb.

Os artistas visuais Israel Kislansky, Janete Kislansky, Sergio Rabinovitz, Salomão Zalcbergas, os escritores Áurea Abensur, Karina Rabinovitz e Nivaldo Lariú, realizar junto com a SIB, uma exposição na nova sede da SIB, em que 50% do rendimento da venda das obras serão revertidos para as obras da SIB.

No Rio Grande do Norte, o aniversário de Israel foi celebrado em 26 de abril com a fundação da Associação Israelita de Grossos e Kehilat Ohel Moshe, com a participação de membros e líderes das comunidades judaicas de Tibau, Grossos e Mossoró, além de representante do Centro Israelita do Rio Grande do Norte, de Natal.

“Ficamos muito felizes que o Eterno nos tenha concedido esse momento. Não sabemos nem como nos expressar de tanta felicidade, porque desde 1994 pretendemos retornar ao judaísmo, e não é fácil”, disse o diretor da Associação, Elias Ferreira. Ele é um Ben Anuss, descendente de judeus forçados a se converterem ao cristianismo durante a Inquisição.

Em Fortaleza, a comemoração da Sociedade Israelita do Ceará uniu “até altas horas” adultos e crianças.

Sessão solene em Porto Alegre

A Câmara Municipal de Porto Alegre realiza nesta quarta-feira, 28 de abril, sessão solene em homenagem aos 67 anos da criação do Estado de Israel. A proposta, aprovada por unanimidade, é de autoria do vereador Valter Nagelstein.

Na capital gaúcha, a passagem de Iom HaZikaron – Dia da Lembrança dos Caídos nas Guerras de Israel, para o Iom HaAztmaut foi celebrada na noite de 22 de abril na sinagoga da SIBRA. A atividade comunitária, feita em parceria com a Federação Israelita, reuniu mais de 100 pessoas, com cerimônia religiosa dirigida por Guershon Kwasniewski e participação dos rabinos Pablo Iugt, do Centro Israelita Portoalegrense, e Ari Oliszewski, da União Israelita Porto-Alegrense.

O evento em São Paulo resultou de parceria entre Conib, A Hebraica, Agência Judaica, Arquivo Histórico Judaico, Beth-El, B´nai B´rith do Brasil, Congregação Israelita Paulista, Consulado Geral de Israel, Federação Israelita do Estado de São Paulo, Fundo Comunitário, Israel Bonds, KKL Brasil, Lar das Crianças da CIP, Masa, Na´amat Pioneiras São Paulo, Unibes e WIZO São Paulo.

Discurso de Fernando Lottenberg

"Estamos aqui hoje para celebrar o 67° aniversário do Estado de Israel. Temos aqui na Hebraica intensa programação ao longo de uma semana, como forma de comemorar com relevância esta data que, para todos nós, tem especial significado.

A criação do Estado de Israel foi concebida pela ONU no ano de 1947, mas desejada há dois milênios por pensadores, militantes, líderes e todo o povo judeu. A partilha da Palestina foi um ato político, no sentido de criar duas nações para dois povos, que conviveriam no mesmo território. Os judeus aceitaram prontamente; a nação árabe não apenas rejeitou a decisão como, logo depois da criação de Israel, tentou aniquilar o estado recém-criado.

Em seus 67 anos de história, Israel tem uma longa lista de realizações a apresentar ao mundo.

Dentro da tradição judaica de dar importância central à justiça social, o país oferece ajuda humanitária por todas as partes: às vítimas do Ebola na África; do terremoto no Haiti, do tsunami na Indonésia, do furacão Katrina, em New Orleans, EUA. Possui uma agência de cooperação internacional que já ajudou 140 países em desenvolvimento no combate à pobreza, em serviços básicos de saúde e educação, em técnicas agrícolas. Além disso, oferece ajuda médica a crianças de diversos países árabes e da Autoridade Palestina, portadoras de doenças graves.

Israel é líder mundial em tecnologia médica e biológica. É o segundo do mundo em número de computadores per capita e o terceiro em registro de patentes. No cuidado com o meio ambiente, também se destaca. Desde a década de 1960, Israel contribui para o desenvolvimento da agricultura no semiárido brasileiro. O país também está na vanguarda do uso de fontes alternativas de energia.

Os judeus são conhecidos como o “Povo do Livro”; Israel justifica o epíteto: 97% de sua população é alfabetizada. É a segunda maior taxa de alfabetização do mundo.

Ari Shavitt, em seu livro “My Promised Land”, destaca a capacidade de Israel, desde a época pré-estatal, de enfrentar os desafios que lhe foram colocados. A despeito de todas as conquistas acima mencionadas, vários outros desafios ainda permanecem, como a integração e a melhoria de condições de vida de sua população árabe, o futuro econômico os ultraortodoxos, mas nenhum é mais importante do que viver em paz e harmonia com seus vizinhos. Esse é nosso desejo e a nossa missão. Estando em Israel ou na Diáspora, estamos todos comprometidos com a civilização judaica, termo cunhado por Martin Buber, pensador e professor, judeu e sionista.

Chag Sameach!"




Fernando Lottenberg, Reda Mansour e Eduardo Wurzmann no Ato Solene em São Paulo. Foto: Divulgação.




Dançarinas na comemoração de Iom Haatzmaut em São Paulo. Foto: Divulgação.




A cantora israelense Achinoam Nini (Noa) no Rio de Janeiro. Foto: Facebook.




Festa na Sociedade Israelita da Bahia. Foto: SIB.

 



Comemoração na cidade de Grossos (RN). Foto: CIRN.



Festa em Fortaleza. Foto: SIC.



Rabinos Ariel Oliszewski e Guershon Kwasniewski em Porto Alegre. Foto: Firs.


Jovem acende vela no Iom Hashoá acompanhado por Sérgio Caraver, presidente da Sibra. Foto: Firs.
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Presidente de Israel recebe crianças israelenses do Chabad que sobreviveram ao terremoto no NepalO presidente de Israel, Reuven Rivlin, recepcionou três crianças israelenses que viviam no Nepal e chegaram a Israel  nesta terça-feira, 29/5, em um voo especial com israelenses resgatados no Nepal após o terremoto que atingiu o país no último sábado. 

As crianças chegaram acompanhadas pela avó Yehudit Fleischman e a babá Lolita,  já que seus pais, os emissários do Chabad, rabino Chezki Lifshitz e sua esposa Chani, ficaram no país auxiliando outros israelenses vítimas da tragédia.

O presidente israelense Rivlin recebeu as crianças, Shmuel, Rivki e Yitzchak, com idades de 4 a 6, em sua residência, e lhes ofereceu chocolates e ouviu suas história sobre os últimos dias no Nepal após o terremoto. O presidente também telefonou para o rabino Chezki e sua esposa e deixou as crianças falarem com os pais. 

O casal Lifshitzs ficou muito comovido com o telefonema e agradeceram ao presidente pela calorosa recepção dada aos seus três filhos pequenos. "Nós somos todos uma nação! Embora tenhamos ficado para trás no Nepal, para ajudar, o presidente do Estado de Israel tomou conta de nossos filhos pessoalmente", escreveu  Lifshitzs em um post do Facebook logo após a conversa.
Presidente de Israel recebe crianças israelenses do Chabad que sobreviveram ao terremoto no NepalChani e Chezki Lifshitz, os emissários da organização judaica Chabad com base na cidade de Kathmandu, continuam os esforços de ajuda a israelenses atingidos pelo terremoto. O Rabino Chezki Lifshitz viajou de helicóptero nesta quarta-feira, 29/5, ajudando a resgatar 25 vítimas israelenses que estavam isoladas sem comida, água ou eletricidade em aldeias remotas do Nepal. A casa do Chabad nessa cidade também está trazendo comida para campos de refugiados nepaleses.  
 
"O trabalho que vocês estão fazendo por todo o mundo e, claro, para os israelitas no Nepal, é extraordinário, do ponto de vista judaico, israelita e universal," disse o presidente Rivlin ao casal do Chabad durante o telefonema. "Assim como vocês abrem sua casa para o mundo todo, estamos muito satisfeitos em abrir nossa casa para seus filhos.  Vamos cuidar deles e através deles estender-lhes a nossa gratidão", concluiu o presidente.

Fonte: Tazpit Brasil
Texto: Anav Silverman/tradução: Bruno Scala
Fotografia: Mark Neyman
Legenda: Presidente de Israel Reuven Rivlin hospeda as crianças 
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70 anos do fim de Hitler e Eva BraunCercado pelas tropas russas no seu ‘bunker’ em Berlim, Adolf Hitler se mata.

Em 30 de abril de 1945, líder nazista e sua mulher se suicidam na Chancelaria do Reich, sede do governo alemão, um dia após casamento. Em Portugal, Salazar decreta luto oficial


Dois dias após a execução do ditador italiano Benito Mussolini, o mundo recebeu a notícia que simbolizava o capítulo final da Segunda Guerra na Europa: Adolf Hitler estava morto. Em 30 de abril de 1945, com a máquina militar alemã destroçada e encurralado pelos russos em seu bunker em Berlim, Hitler se matou. O suicídio se deu seis anos depois de as tropas nazistas invadirem a Polônia e, aliadas à Itália fascista de Mussolini e ao Japão, levarem o mundo ao seu pior conflito. 

Ao fim do confronto entre as três potências do Eixo e os Aliados, liderados por Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, mais de 50 milhões de pessoas haviam sido mortas, boa parte exterminadas em campos de concentração da Alemanha.

Nos dias anteriores ao suicídio, uma verdadeira caçada ao ditador nazista havia se travado nas ruas de Berlim. Notícias vindas de Moscou, publicadas pelo GLOBO na edição de 27 de abril, revelavam que os soviéticos estavam na cidade “remexendo todos os escombros e todos os edifícios para encontrar o Führer (o líder nazista)”. As tropas soviéticas já se localizavam a “800 metros do QG de Hitler na capital do Reich”, com a cidade cercada por homens, tanques, canhões e aviões.

Quando as tropas russas estavam a apenas 30 metros da Chancelaria do Reich, a sede do governo alemão, por volta das 15h30m do dia 30 de abril, Hitler se matou, aos 56 anos (nascera em 20 de abril de 1889). Ele e sua mulher, Eva Braun, de 33 anos, com quem se casara na noite anterior, se retiraram para a suíte do Führer no imenso abrigo sob os jardins do prédio e se mataram. Hitler tinha se convencido de que não havia chance de reviravolta na guerra. Ele ainda ditou um testamento político, no qual, sem qualquer crise de consciência pela morte de 6 milhões de judeus, além de milhares de ciganos, homossexuais e adversários políticos, responsabilizava "os agentes do judaísmo internacional" pela guerra. No mesmo documento, nomeava chanceler o ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, e o almirante Karl Dönitz como chefe de Estado. Goebbels seguiu o chefe e, no dia seguinte, matou os seis filhos e se suicidou, junto com a mulher. No dia 8 de maio de 1945, finalmente a Alemanha capitulava, marcando o desfecho da guerra na Europa.

Enquanto o mundo comemorava o fim do conflito em território europeu (a rendição do Japão se daria somente em setembro), em Portugal a reação oficial era diferente. A ditadura de Antônio Oliveira Salazar decretou luto oficial no país pela morte de Hitler. Em igrejas de Lisboa, missas também foram celebradas pelas almas do líder do Partido Nacional Socialista alemão e de Mussolini. O luto decretado pelo regime salazarista provocou forte indignação de líderes da resistência europeia, muitos deles abrigados em Paris e outras cidades da França.

Os momentos que antecederam a morte de Hitler também foram de deserção. 

Ao contrário de colaboradores próximos que anteviam a derrota — muitos fugiram de Berlim —, Hitler não admitia que o "Reich de mil anos" chegara ao fim. Naqueles dias, não lembrava em nada o líder enérgico que mobilizara a máquina de guerra e os alemães para a aventura megalomaníaca de arianização do mundo e antissemita: estava abatido, exausto, com olheiras profundas e doenças como labirintite e mal de Parkinson, além de um "prurido insuportável que se espalhava pelo corpo", segundo relato de seu mordomo. É dele a versão que vigorou durante décadas: Hitler teria se matado com um tiro na boca, Eva ingerido veneno. 

Outras versões falavam de tiro na cabeça e veneno, ou simplesmente de veneno para os dois. Até hoje não se sabe ao certo: horrorizado com as mortes de Mussolini e da sua amante, Clara Petacci — fuzilados pela resistência italiana, depois pendurados pelos pés e malhados numa praça de Milão —, o Führer teria mandado que seu corpo e o de Eva Braun fossem incinerados pelos seus serviçais.

Os russos disseram não ter encontrado os restos do ditador nazista. Stalin chegou a divulgar uma versão de que Hitler teria fugido, mas nos anos 90, com a abertura política, uma nova verdade saiu dos arquivos de Moscou: os asseclas de Hitler despejaram 180 litros de gasolina sobre seu corpo e o de Eva, mas estes não teriam sido totalmente consumidos. Os russos encaixotaram os restos mortais do ditador e os enterraram numa base militar em Magdeburg, no setor soviético da Alemanha. 

Stalin temia que o local virasse objeto de culto. Em 1970, o mesmo temor teria levado o chefe da KGB, o serviço secreto soviético, Yuri Andropov, a ordenar a destruição definitiva dos restos mortais de Hitler. Depois da guerra e até recentemente, surgiram outras versões, sempre contestadas, de que Hitler teria fugido para a América do Sul, se escondendo na Argentina e até no Brasil.


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Em busca pela cura do câncerPacientes de câncer de mama poderiam ser tratadas sem cirurgia com o desenvolvimento de uma técnica israelense que destrói tumores, transformando-os em bolas de gelo.
Médicos começaram a tratar mulheres que sofriam de câncer de mama com um aparelho criado pela IceCure Medical que usa a ponta de uma agulha resfriada para congelar tumores, de forma que o tecido doente é danificado e acaba morrendo. A técnica, que não exige anestesia geral e pode ser realizada em cerca de 15 minutos, pode oferecer uma alternativa à cirurgia, que exige que as mulheres sejam hospitalizadas e pode deixá-las com cicatrizes.
A agulha é resfriada a -170 ºC por meio do bombeamento de nitrogênio líquido, permitindo que o cirurgião controle o tamanho da bola de gelo e assegure que congele o tumor inteiro. Os cientistas afirmam que é possível tratar tumores que tenham, no máximo, o tamanho de uma bola de golfe. O procedimento já foi usado em tumores benignos e médicos iniciaram um teste em 30 pacientes com câncer de mama.
“As células do corpo humano são compostas principalmente de água, o que faz com que congelem”, diz Hezi Himmelfarb, executivo-chefe da IceCure Medical. “Houve tentativas, antes, de usar o calor para destruir células cancerosas, mas isso pode ser extremamente doloroso porque nossos corpos são muito sensíveis ao calor. Já o frio tem um efeito anestésico, então, as pacientes sentem muito pouca dor durante ou após o procedimento. Desenvolvemos o sistema de forma que possa ser aplicado em uma cirurgia normal, pois ele é minimamente invasivo e relativamente rápido.”
O procedimento, conhecido como crioablação, controla o tamanho da bola de gelo produzida para garantir que o tumor possa ser destruído sem prejudicar o tecido saudável. “A cicatriz é muito pequena, pois apenas a agulha é introduzida e o tumor não precisa ser removido”, diz Himmelfarb. O aparelho já foi aprovado para uso nos Estados Unidos, e a IceCure espera obter a aprovação europeia no próximo ano.
Para conhecer de perto essas e outras tecnologias, representantes de mais de 60 países de todo o mundo se reunirão na MEDinISRAEL em Tel Aviv, de 23 a 26 de março, para discutir os mais recentes desenvolvimentos em inovação médica, uma evidência das contribuições de Israel. Mais de 120 empresas israelenses de HIT (Tecnologia da Informação de Saúde) e equipamentos médicos que contribuíram com soluções em todo o espectro médico estarão participando da conferência.
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 Hospital Israelita Albert Einstein inaugura o primeiro pronto-atendimento oncológico no paísO tratamento de um câncer vem sempre acompanhado de muitos sintomas indesejados relacionados ao próprio tratamento, principalmente às medicações. Os pacientes geralmente procuram os pronto-atendimentos gerais e nem sempre conseguem contato com os médicos que os acompanham. 

Além da exposição a outras doenças, já que o paciente oncológico pode estar imunossuprimido, os serviços dentro dos hospitais gerais não contam com oncologistas de plantão. Pensando nisso, o Hospital Israelita Albert Einstein apresenta amanhã o primeiro pronto-atendimento focado em pacientes oncológicos. 

O Serviço oferecerá atendimento especializado, por uma equipe de oncologistas clínicos, com protocolos internacionais, para uma atenção de emergência às complicações decorrentes da doença e do tratamento. 

Os pacientes também serão atendidos pela equipe multidisciplinar especializada em Oncologia. Inicialmente, o Pronto-atendimento deve atender 7200 pacientes/ano e vai funcionar dentro do Centro de Oncologia e Hematologia Familia Dayan-Daycoval, 24 horas.
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Coisas Judaicas
Por Simon Jacobson

Um estranho episódio é usado para explicar porque, segundo a tradição judaica, os casamentos não são programados para essa época do ano, o período do Omer entre Pêssach e Shavuot:
Nos tempos talmúdicos, 24.000 alunos de Rabi Akiva morreram durante este período "por não mostrarem respeito uns aos outros" (Talmud Yevamot 62b). Portanto honramos esse "período de luto" evitando celebrações que possam ser marcadas em outras épocas (Tur e Shulchan Aruch Orach Chaim 493:1).
Como é possível que estudantes tão notáveis, de um mestre tão especial, fossem rebaixados ao ponto de não se respeitarem entre si?! Especialmente considerando que seu professor, Rabi Akiva, ensinava que "ama a teu próximo como a ti mesmo" é um grande fundamento na Torá"!

O destino deles é igualmente, ou ainda mais, preocupante: o desrespeito é horrível. Mas por que fez com que todos eles morressem? Não é um castigo duro demais para este crime? E acima de tudo, por que nos é contada essa triste história, e nos pedem para comemorá-la abstendo-nos de casamento e outras celebrações? O passado é o passado; por que a necessidade de repisar isso?

A abertura da porção dessa semana da Torá conclui um evento também misterioso que ocorreu três capítulos antes: Depois que o Santuário foi terminado, a Torá nos conta que os dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, "ofereceram um estranho fogo perante D'us, que Ele não tinha ordenado." O resultado: "Um fogo veio de D'us e os consumiu, e eles morreram perante D'us."

Ora, na porção dessa semana, seguindo as mortes de Nadav e Avihu, D'us ordenou especificamente que o exemplo deles não deveria ser repetido: "E D'us falou a Moshê, após a morte dos dois filhos de Aharon, que chegaram perto de D'us e morreram… Fala com teu irmão Aharon, para que ele [seja cuidadoso para] não entrar em tempo algum no Santo dos Santos… para que ele não morra… [mas] com isso Aharon entrará no local sagrado" (Levítico 16:1-2), e a Torá continua com as condições sobre como entrar no Santo dos Santos. Rashi explica que essa ordem vem imediatamente após a declaração da morte dos filhos de Aharon, para adverti-lo de que seu serviço a D'us não deveria ser como aquele de seus filhos.

O que está por trás das ações de Nadav e Avihu? Eles se comportaram adequadamente ou não? Por um lado, eles claramente foram grandes homens que "se aproximaram de D'us"; por outro lado, "eles morreram" porque "ofereceram um estranho fogo perante D'us, que Ele não tinha ordenado." E D'us está advertindo Aharon para não se comportar como eles.

E qual é o significado do "estranho fogo" que eles ofereceram?

Acima de tudo, se os filhos de Aharon se comportaram erradamente porque é importante documentar sua triste história, que os apresenta sob uma luz negativa? A chave dessa história está na palavra "fogo". Fogo é paixão. Toda paixão vem do fogo da alma, "a alma do homem é o fogo de D'us." Como uma chama, uma alma sempre se eleva, lambendo o ar em sua busca pela transcendência, somente para ser restrita pelo pavio trazendo a chama para a terra. O fogo da alma deseja desafiar os confins da vida; o espírito livre deseja subir ainda mais, sempre buscando atingir os céus.

Como o fogo, o espírito em chamas não pode tolerar a mediocridade e monotonia do "pavio" inanimado do materialismo. Sua paixão não conhece limites quando anseia pelo além. Mas assim como pode ser a fonte de nossa maior força, o fogo da alma, como qualquer fogo, também pode ser a causa de grande destruição.

Aqui está a história de Nadav e Avihu, duas almas extraordinárias:

Quando o Santuário Sagrado foi terminado os filhos de Aharon, indivíduos profundamente espirituais, foram atraídos para entrar no local mais sagrado da terra. Eles queriam desfrutar o êxtase do espírito puro do Templo. Na verdade, o comportamento dos dois filhos de Aharon não foi um pecado; foi um ato de grande santificação, como Moshê diz a Aharon logo após a tragédia: "Isso é o que D'us falou, dizendo: 'Eu serei santificado por aqueles que estão perto de Mim.'" Os sábios explicam: Moshê disse: "Aharon, meu irmão, eu sabia que o Santuário seria santificado por aqueles que eram amados e próximos a D'us. Quando D'us disse 'Eu serei santificado por aqueles próximos a Mim,' eu pensei que se referia a mim ou a você; agora vejo que eles - Nadav e Avihu - eram maiores que nós dois."

Rabi Chaim ibn Attar (o Ohr Chaim) explica que a morte deles foi "por um 'beijo' Divino que é sentido pelos perfeitamente justos. Somente [o problema foi que] os justos morrem quando o 'beijo' Divino se aproxima deles, ao passo que eles morreram por se aproximar dele… Embora eles sentissem a própria morte, isso não os impediu de se aproximarem [de D'us] em proximidade, deleite, companheirismo, amor, beijo e doçura, a tal ponto que suas almas se separaram deles."

A morte de Nadav e Avihu foi resultado do seu profundo anseio por uma experiência Divina. Seu erro foi que eles o iniciaram por conta própria, e "egoisticamente" permitiram que o êxtase os consumisse. Seu erro foi que eles o iniciaram por si mesmos, e egoisticamente permitiram que o êxtase os consumisse. Seu pecado não foi se aproximarem do Divino, mas que morreram ao fazê-lo. Num certo sentido, eles queriam tanto, tanto, que correram para dentro do fogo e se queimaram no processo. Seus corpos não podiam mais conter suas almas.

A Torá diz "quando eles chegaram perto de D'us e (com tamanha paixão que) eles morreram." Por que a Torá acrescenta "e eles morreram" quando já tinha dito "após a morte dos dois filhos de Aharon?" Embora seja saudável se despir de preocupações materiais, no momento em que você está no supremo êxtase da alma, deve voltar-se novamente para o trabalho que a alma deve fazer para transformar a existência física. Nadav e Avihu atingiram o êxtase mas não o retorno. Este foi seu pecado e o motivo da sua morte. Eles "se aproximaram de D'us e morreram". Eles permitiram que sua paixão espiritual superasse sua tarefa de transformar o mundo. Fugiram para além do mundo e além da própria vida.

Se sua motivação era pura, impulsionada pela paixão ardente da alma, por que então foi chamada de "um fogo estranho"?

Porque mesmo que sua intenção fosse boa, era impulsionada pelo seu desejo pessoal, talvez espiritual, mas ainda definido pelos seus anseios subjetivos. Pode ter começado por motivos Divinos, mas eles permitiram que se tornasse seu interesse pessoal, chegando a tal ponto de intensidade que os destruiu, assim tornando o "fogo" um "fogo estranho", que "Ele não tinha ordenado". Eles entraram em seus próprios termos, seu próprio passo, sua própria escolha - não em termos de D'us.

E esta foi a razão pela qual eles realmente terminaram morrendo durante o processo. Porque o mesmo D'us que os tinha imbuído com almas apaixonadas também nos ordenou usar a paixão não para expirar em êxtase e fugir do universo, não importa o quanto a opção possa parecer interessante, mas para canalizar a paixão para baixo e transformar o mundo material no qual vivemos numa morada Divina. Este é o propósito do Templo: "construa para Mim um santuário (de materiais físicos) e Eu habitarei entre vocês."

Assim, o supremo teste das intenções dos filhos de Aharon foi sua incapacidade de integrar a experiência. Se tivessem paciente e humildemente entrado em termos Divinos, teriam conseguido integrar a experiência em suas vidas e voltar a santificar seu mundo. A integração teria confirmado que eles estavam fazendo aquilo não por si mesmos mas pela causa, por D'us. O fato de terem se permitido ser consumidos com o próprio fogo espiritual, demonstrou que era sua "própria coisa", não de D'us, um fogo estranho não ordenado.

Ora, na porção dessa semana da Torá, "após a morte dos filhos de Aharon", Aharon é advertido a não entrar no Santo dos Santos como seus filhos fizeram. Mas, "com isso Aharon deverá entrar no local sagrado" - em reverência, obediência e auto-abnegação. E dessa maneira ele poderia "Fazer expiação para si mesmo e pela sua casa" no dia mais sagrado do ano, Yom Kipur, e recitar uma prece pelo sustento de Israel - atos de preocupação pelo mundo.

Em outras palavras, o fator determinante sobre se o fogo da alma será uma força construtiva ou destrutiva depende da motivação da pessoa, como ela começa sua jornada espiritual: se é uma experiência auto-indulgente, por desejo e interesse pessoais, então você não desejará sair de seu êxtase particular para as necessidades do mundo, e o fogo inevitavelmente consumirá você. Se, porém, é movido pela dedicação altruísta e se render ao Divino, então dentro desse êxtase, o desejo de retornar e santificar o mundo estará sempre implícito, e o fogo elevará você e seu mundo a alturas exaltadas.

Na famosa história talmúdica dos "quatro que entraram no jardim" (uma experiência mística) somente Rabi Akiva começou a jornada com a atitude correta: ele "entrou em paz e (portanto) saiu em paz." Como ele entrou com humildade, em obediência à vontade Divina e procurando unir o mundo mais elevado com o mais baixo, por isso ele saiu em paz. Sua intenção de voltar estava implícita no resultado de seu caminho ao êxtase religioso. Enquanto os outros três - Ben Azzai, Ben Zoma e Acher - todos entraram por outros motivos, o que determinou como eles saíram. Ben Azzai entrou procurando o êxtase, não o retorno; portanto ele "olhou e morreu". Ben Zoma "olhou e ficou abalado" (com loucura). Acher "mutilou as plantas" (i.e., tornou-se um apóstata).

De maneira semelhante os 24.000 alunos de Rabi Akiva "queimaram" uns aos outros com sua grande paixão. Seu desrespeito mútuo não foi apesar de, mas por causa de sua grandeza. Cada aluno estava tão consumido com sua própria opinião brilhante que não podia tolerar a posição do colega. Pessoas que não são tão poderosas e intensas em suas posições podem achar mais fácil comprometer-se e coexistir com outros. Mas alunos excepcionais que são apaixonados sobre suas interpretações e opiniões em Torá - ele exigem muito mais humildade, cuidado e sensibilidade para garantir que não vai "destruir" o outro com sua intensidade. E quanto "mais sagrado" o fogo, mais ele sente que está representando Torá e D'us - maior é o perigo.

Como o Rebe Kotzker ironicamente interpreta em Mishnê: "Toda discussão que é pelo bem do céu vai durar para sempre." Quando ambas as partes sabem que seu desacordo é movido por auto-interesse, então há esperança de que eles chegarão a algum acordo. Mas quando cada parte pensa que está representando o céu, vestindo suas diferenças de opinião em "vestes sagradas", então não há esperança de reconciliação, com cada lado sentindo que não pode "comprometer a "D'us"...

Se esses alunos tivessem sido de menor importância, seu desrespeito mútuo não os teria prejudicado tanto. Mas exatamente porque suas mentes estavam em fogo e seus corações em chamas, eles se queimaram uns aos outros.

Ouvimos a história dos filhos de Aharon - e dos alunos de Rabi Akiva - para nos ensinar uma lição valiosa sobre nossas próprias experiências na vida, e os perigos da paixão, zelo e integridade: cada um de nós tem uma alma poderosa, com fogo interno. Cada um de nós irá, a certa altura, encontrar oportunidades espirituais; momentos apaixonados que atrairão e acenderão nosso fogo, querendo transcendência - a necessidade de ir além da vida diária. A transcendência pode tomar muitas formas: espiritualidade, música, romance, viagem, ou sexualidade, entre outras.

Como você age nessas horas - quando as chamas da sua alma estão acesas - vai definir o destino de sua vida.

Isso explica por que a porção dessa semana é conhecida pelo nome "depois" ou "depois da morte". Por que dar à porção da Torá um nome estranho - "depois da morte?" Por que enfatizar a morte trágica deles? A Torá está nos dizendo que a "morte" dos dois filhos de Aharon - a própria morte, e "depois da morte" - nos ensina uma lição vital, na verdade uma lição dupla:

1 - A busca e a necessidade de transcendência, o anseio por uma altura espiritual é um ingrediente saudável e necessário na jornada humana. Todas as grandes conquistas do homem, seus atos mais nobres, seus amores mais profundos - vêm do fogo apaixonado da alma.

2 - Porém, como ocorre com todas as coisas poderosas, deve-se tomar cuidado para que a experiência espiritual não "queime você", mas seja integrada em sua vida.

O fogo das nossas almas, como qualquer fogo, pode ser a fonte de sustento (fogo saudável), ou… um inferno ("fogo estranho"). O desafio é grande. A escolha é nossa. Aqui está a dupla lição positiva dos filhos de Aharon, ambas pela sua morte e "depois da morte".

Sua morte nos ensina como não entrar no Santo dos Santos sem ser convidado, não entrar por iniciativa própria, na hora que quisermos, não entrar como resultado de nosso desejo pessoal; "após a morte" nos ensina como entrar - "com isso Aharon entrará no local sagrado" - com a maior humildade, sensibilidade e, acima de tudo, imergindo e sublimando-se totalmente dentro da experiência.

O mesmo é verdadeiro quando temos uma opinião forte sobre uma determinada maneira. Quanto mais esperto você é, mais poderosa a sua resolução, mais convencido você está da certeza de sua posição, maior o cuidado que precisa ser tomado para não magoar outros no processo. Este pode ser o maior segredo para um relacionamento saudável ou para o casamento: sua capacidade de transcender sua posição poderosa e certeza.

Os 24.000 alunos foram destruídos nesse período de tempo por causa da sua incapacidade de coexistir. Sua paixão ardente e seus dons foram seus erros. Redimimos suas mortes durante esses 49 dias olhando dentro dos nossos corações apaixonados, e aprendendo a arte da restrição: a suprema grandeza é medida não por quão grande você é e por quão grande é a sua luz, mas por como você permitiu que aquela grandeza fosse contida e integrada na vida de outras pessoas.
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Coisas JudaicasAté o ateu mais sincero concordará que uma primeira causa, um ser original, deve ter precedido o universo. Essa causa ou fonte original é aquilo que tanto humilhava Einstein, embora ele a descrevesse incorretamente  como uma experiência religiosa. As questões da fé começam em como entendemos essa Primeira Causa, sua natureza, e seu relacionamento conosco e com o universo.
A declaração: “Eu creio que existe um D'us” não tem sentido. Fé não é a capacidade de imaginar aquilo que não existe. Fé é encontrar relevância naquilo que é transcendente. Acreditar em D'us, então, não significa que você é da opinião de que Ele existe, mas sim que você encontrou relevância Nele. Quando uma pessoa diz “Eu acredito em D’us, o que realmente quer dizer é “D'us é importante na minha vida.”
Ao disuctir nosso realcionamento com D'us, a pergunta que primeiro devemos fazer é: Quem se importa? De que maneira Ele é relevante?
Para algumas pessoas, D'us é relevante porque elas estão preocupadas com as origens da existência. Para outras, D'us é relevante porque elas estão preocupadas com a outra vida, e fé é um pré-requisito para ir para o céu. Finalmente, para outras, D'us é relevante porque elas acreditam que a vida tem um propósito.
No Judaísmo, particularmente no Chassidismo, o interesse em D'us vem da convicção de que a vida tem significado. A questão recorrente na filosofia chassídica é: Por que uma alma é enviada ao mundo para sofrer num corpo físico durante 80, 90 anos? Sabemos que há um propósito, que D'us é o autor daquele propósito, e desejamos saber e entender isso.
O Chassidismo Chabad ensina que a mente é a capacidade da alma de detectar a lógica, o coração é a capacidade da alma de reagir negativamente ou positivamente. As respectivas funções da mente, coração e alma com frequência são confundidas.
Aquele que vive exclusivamente pelo coração, confia apenas naquilo que sente. Quem vive exclusivamente pela mente, confia apenas naquilo que faz sentido. Porém nenhum desses diz a verdade a você. A mente exige que a lógica seja confiada, o coração exige que as emoções sejam confiadas. Porém ambos podem estar enganados. Eles não revelam a verdade inerente. Para isso, nos voltamos para a alma, a neshamá. Porque a alma é parte do Divino – e isso é verdade, é a essência. Quando temos fé, quando encontramos relevância em D'us, estamos confiando naquele instinto na alma que nos diz que D'us é o propósito da vida.
Em termos pragmáticos, a mente, o coração e a alma devem cada qual cumprir sua função: quando sabemos tudo que pode ser sabido, quando chegamos à beira do conhecimento e a própria lógica nos diz que atingimos seus limites exteriores e ela não pode ir além desse ponto, aí entra a fé. Onde a mente não é mais adequada, a alma reage à verdade. Isso é fé.
Esta fé, essa reação da alma, é necessária no cumprimento daquela categoria de mitsvot conhecida como chukim, leis supra-racionais, leis que não se alinham com a razão.
Se alguém tem dificuldades com esses mandamentos em particular, isso é uma indicação de que eles podem estar confiando na mente e no coração às custas da própria capacidade de reagir à verdade – a expressão de sua alma. Quando um judeu cumpre uma mitsvá antes de tê-la intelectualizado totalmente, está permitindo que sua neshamá reaja à verdade.
Esta é uma habilidade que muitas vezes precisa ser cultivada. O sexto Rebe de Lubavitch, Rabi Yosef Yitschak Schneersohn (1880-1959), relata em suas memórias que quando criança, certa vez pediu ao pai que lhe explicasse por que seguimos um costume em particular de recitar Modê Ani ao acordar pela manhã. Em vez de dar a resposta, o pai do Rebe levou-o até um judeu idoso e simples, a quem perguntou: “Por que você diz Modê Ani dessa maneira em particular?”
Ao que o homem respondeu: “Porque foi assim que meu pai me ensinou a fazer.” O pai do Rebe poderia ter facilmente lhe dado o motivo racional para o costume, mas viu isso como uma chance de exercitar sua capacidade de responder com fé.
É por isso que em Chabad-Lubavitch essa é nossa abordagem para convidar um judeu – até mesmo aquele que alega não acreditar – a cumprir uma mitsvá, antes de engajá-lo numa discussão sobre a fé. Porque em consideração da existência da alma, podemos presumir que não temos de convencer as pessoas do Divino propósito da vida. Temos apenas de levá-las a começar, e a cada mitsvá que cumprem, sua neshama se afirma cada vez mais, e as questões se tornam resolvidas por si mesmas. A título de analogia, se o instinto maternal de uma mulher parece estar ausente, você não discute a filosofia da maternidade com ela. Apenas coloca um bebê em seu colo e sua reação maternal vai emergir.
A relevância que encontramos Nele vai diferir de pessoa para pessoa. Como Ele é tudo, as pessoas sentirão D'us de todas as maneiras possíveis. Ele é o D'us de Avraham e Yitschac, da Benevolência e Poder. E também é verdade, como D'us diz, “Eu sou conhecido de acordo com os meus atos.” Alguns O conhecerão como um D'us que recompensa, outros como um D'us que castiga, que provê, que salva, que ilumina, que inspira, e assim por diante.
No princípio, D'us Se revelou como criador, mestre, rei – todos papéis muito impessoais. Na Halachá (lei da Torá) D'us revela Suas leis, mas não permite que Seus “sentimentos pessoais” apareçam. Mais tarde, na Cabalá, D'us Se torna vulnerável; Ele compartilha detalhes íntimos. Ele é humanizado num relacionamento de duas mãos. Portanto o halachista tem grande respeito pela sabedoria dos mandamentos, ao passo que o místico vê D'us como aceitando pessoalmente as mitsvot. Quando D'us diz: “Não corte árvores frutíferas”, se fôssemos sensíveis não apenas ouviríamos um mandamento, como veríamos algo sobre D'us. A Cabalá revela este algo. As halachot são os detalhes; a Cabalá lê entre as linhas.
A Cabalá nos dá uma perspectiva bastante diferente sobre o comportamento “antropomórfico” de D'us. Lembra-nos que a Torá vem para nos ensinar sobre D'us, e que expressões como “D'us falou”, “A mão de D'us”, a “ira de D'us” precisam ser consideradas sob a perspectiva da Torá ou de D'us. Não somos o ponto de referência para o comportamento de D'us; D'us deveria servir como uma referência para o nosso comportamento. Ele criou o mundo. Fala, mão, ira, inveja – estas são todas Suas criações, são todas direitos Divinos. Nossa fala, nossa ira, nossa inveja – estas são apenas metáforas para a coisa real, não o contrário. Quando lemos que “D'us ergue Sua mão” e abre o mar, precisamos medir nossa própria mão contra isso, Quando a erguemos, o que acontece? Nada. Aprendemos então que não somos tão poderosos quanto D'us. Quando lemos que D'us fica irado e castiga porque Ele criou um mundo com um propósito Divino, e aquele propósito é frustrado, deveríamos medir nossa própria ira contra isso. O que criamos? Nada. Não podemos, portanto, ficar furiosos e castigar como D'us faz.
Considerando a ira de D'us e outros atributos dessa maneira nos leva a um humilde reconhecimento. Somente quando nossa raiva ou inveja é uma expressão de indignação moral é que reflete as verdadeiras e Divinas qualidades. Somente então podemos exercitar essas expressões. Qualquer que seja a verdade que há em nós, é a extensão na qual incorporamos aquilo que Ele nos diz sobre Si Mesmo.
Rabino Manis Friedman, famoso filósofo chassídico, escritor e palestrante, é reitor do Instituto de Estudos Judaicos Para Mulheres Beit Chana.


POR MANIS FRIEDMAN