Consulesa francesa no Rio clama contra incitamento ao ódio social - Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Blog judaico

Post Top Ad

Consulesa francesa no Rio clama contra incitamento ao ódio social

Consulesa francesa no Rio clama contra incitamento ao ódio social

Share This
O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) fez ontem (29), no Rio de Janeiro, o debate Charlie Hebdo - Terrorismo e Liberdade, para discutir causas e razões do ataque a jornal por fundamentalistas islâmicos, que resultou na morte de 12 pessoas no último dia 7. Ao participar do encontro, a consulesa da França no Brasil, Alexandra Baldeh Loras, disse que o debate sobre o tema deve ser o mais amplo possível, com a participação de todos os segmentos da sociedade, com o objetivo de evitar o incitamento ao ódio social.
Para ela, os franceses repetem hoje o que foi feito com os judeus na 2ª Guerra Mundial. Na época da guerra, uma parte da população foi excluída e mandada para campos de extermínio. ''Isso também é um tabu para a França''. O país tem que assumir o seu passado de 400 anos de escravidão e 300 anos de colonização, ''que são a riqueza da França hoje''. Alexandra lembrou que esses povos lutaram para que a França se tornasse um país livre e, depois, árabes e africanos ajudaram a reconstruir a França ''E hoje não queremos ver a figura da França multicultural, multirracial, que é uma coisa maravilhosa'', lamentou.
Descendente de judeus e de muçulmanos, ela defende que se coloque nos livros escolares franceses as grandes figuras de negros, árabes e judeus que ajudaram a construir a história da França, para mostrar que "todas as etnias trouxeram coisas boas para este mundo". Ela enfatizou que, em um mundo onde, no máximo, 30% são brancos, já não dá mais para escutar bobagens, como as que relatam que as coisas maravilhosas foram feitas somente por brancos.
Mesmo que perca a posição de consulesa, Alexandra não pretende ficar quieta. Ela promete ser porta-voz das minorias, mas que não quer fazer política, somente compartilhar sua experiência como descendente de minorias, de imigrantes, ''mas também francesa''. Para ela, ainda existe apartheid social e racial na França. ''É muito difícil a pessoa se desenvolver como ser humano quando vê só escravidão, colonização e, pelas mídias, só violência, apontando que se é violento, indesejável na França.''
Alexandra acrescentou que a Justiça praticada na França não é a mesma para quem comete corrupção - para branco, negro ou descendente de imigrantes. Em sua opinião, esse conjunto de fatores acaba contribuindo para levar os jovens para o terrorismo contra os próprios franceses.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião

Post Bottom Ad

Pages

Real Time Web Analytics