30 de nov. de 2014

Judas

Judas

JUDAS

Autor: Amos Oz

Editora: Companhia das Letras

Amós Oz é o mais importante escritor israelense da atualidade. Candidato constante ao prêmio Nobel, fez de sua obra uma reflexão profunda sobre o destino do povo judeu. Quais cicatrizes a história turbulenta do país deixou sobre seus
habitantes? Que marcas imprime no indivíduo uma vida atravessada pela guerra? Há solução possível para um conflito que remonta a tempos imemoriais? Judas, romance mais recente de Oz, é exemplo claro da densidade de sua obra. O protagonista é Shmuel Asch, um estudante que se vê em apuros no inverno de 1959: sua namorada o deixou, seus pais faliram e ele foi obrigado a abandonar os estudos na universidade e interromper sua pesquisa — um tratado sobre a figura de Jesus sob a ótica dos judeus. 

Passado o desespero inicial, ele encontra morada e emprego numa antiga casa de pedra, situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias, sua função é servir de interlocutor para um velho inválido e perspicaz. Na mesma casa, vive uma mulher bonita e sensual chamada Atalia Abravanel, com quase o dobro de sua idade. Shmuel é atraído por ela, até que a curiosidade e o desejo transformam-se numa paixão sem futuro. 

Neste romance cheio de lirismo, Amós Oz retorna ao cenário de alguns de seus livros mais apreciados, entre eles Meu Michel e De amor e trevas: a Jerusalém dividida em meados do século XX. Ao lado de seus personagens, Oz é corajoso o bastante para questionar o estabelecimento de um estado para os judeus, com suas consequentes guerras, e se pergunta se seria possível eleger um caminho histórico diferente. Como lembra o ensaísta Alberto Manguel, neste livro Amós Oz revolve, com profunda inteligência e paixão,
o coração da tragédia palestina. 

A cabeça no céu e os pés presos à terra

A cabeça no céu e os pés presos à terra

A cabeça no céu e os pés presos à terra


Pelo Rabino Elyahu Birinbaum

Yaakov foge da casa de seus pais, temendo a vingança de seu irmão Esav, e, caminhando chega a fronteira da Terra de Canaã. Ao anoitecer, decide pernoitar e prosseguir sua viagem apenas no dia seguinte. Apoia então sua cabeça em uma pedra, dorme… e sonha!

Este sonho de Yaakov é tratado como sendo um dos capítulos de grande vastidão de explicações e uma interessante profundidade simbólica em toda a Torá.

A perspicácia e a capacidade de numerosos rabinos têm sido “colocada à prova”, de acordo com a quantidade e originalidade das interpretações que trazem sobre este momento paranorrmal, tão iluminado. Da mesma maneira, este sonho com suas diversas exegeses configura um dos pilares da Cabalá, a interpretação que estuda e pratica os mistérios da Torá.

“E partiu, Jacó de Beersheba, e foi a Haran; E chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se estava pondo; (…) E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de D’us subiam e desciam por ela; E eis que o Senhor estava em cima dela, (…)” (Gênesis 28:10-13)

Um sonho, e sobretudo um sonho do qual Yaakov se lembra claramente, com certeza, se trata de um símbolo que clama por sua interpretaçáo. Frequentemente nos dedicamos em excesso a intepretar os atos, as palavras , e as linguagens externas do homem, e, assim, perdemos a sensibilidade imprescendivel que necessitamos para poder interpretarmos os sonhos.

O sonho de Yaakov consiste, basicamente, em dois elementos centrais: a escada e os anjos que sobem e descem por ela. A escada esta apoiada sobre a terra, e em seu pico mais alto se apoia o Criador. Esta escada é a conexão e a busca incessante do equilibrio entre o Celestial e o mundano, o arquétipo e a coisa, o espiritual e o material.

A escada de Yaakov apoia um dos seus extremos na terra e o outro no céu. Assim é o fundamento do equilibrio perfeito: uma harmonia apoiada com uma força igual tanto no Mundo Superior, quanto nos mundo inferiores.

Para alcançar este equilibro, com os pés bem presos a terra, a cabeça necessita liberdade para poder sonhar.

O segundo elemento conducente do sonho de Yaakov são os anjos, o elemento dinânimco da escada que conecta o superior com o inferior. Para chegar ao céu, para alncaçar a melhor síntese humana do arqueétipo divino, deve-se ser dinâmico e ativo.

D”us está sob a escada, sustentando seu ponto superior, e o homem se encontra no final desta escada: ambos são sócios nesta função de elevar o objetivo planejado.

A escada de Yaakov nos ensina que a vida deve ser concebida mais verticalmente do que horizontalmente.

A vida não se trata de um horizonte plano e liso, e sim de uma imensa montanha com obstáculos, desafios e disjuntivas das quais o homem é encarregado de enfrentar e superar!

(Retirado do livro “La Tora No Esta en El Cielo”)
Oasis in the Galilee

Oasis in the Galilee

Oasis in the Galilee

Oasis in the Galilee: A country retreat at Israel’s Hula ValleyWith the Golan Heights close by, the area abounds with cool streams, scenic hiking trails, and a rich history.

BY MICHAEL KAUFMAN PROVIDED BY OASIS IN THE GALILEE 

Oasis in the GalileeOasis in the Galilee, a private hideaway on almost 30 verdant dunams (7-1/2 acres), surrounded by lush gardens and fruit trees at the foot of Mt. Eliezer 
(photo: Courtesy)READ 

Ensconced in the rolling hills north of the Sea of Galilee lies a picturesque country retreat, Oasis in the Galilee, a private hideaway on almost 30 verdant dunams (7-1/2 acres), surrounded by lush gardens and fruit trees at the foot of Mt. Eliezer.

Close by the Hula Valley nature reserve wildlife sanctuary, Oasis in the Galilee is near Tel Hatzor, the largest excavations of antiquity in Israel, and not far from the River Jordan, which winds its way into the magnificent Sea of Galilee. With the splendid Golan Heights close by, the area abounds with cool streams and scenic hiking trails and sites of rich historical and archaeological interest.

At the heart of Oasis is a two-story residence building with expansive green lawns and stately shade trees at front and rear. The master quarters Contain an expansive living-dining room and four bedrooms.  Two private apartments are on the upper level. A spacious terrace provides a commanding view of the farm’s fruit orchards and the beautiful Galilean hills and majestic Mr. Hermon and the Golan Heights beyond. A secluded three-bedroom guest cottage sits on its own plot of land on the grounds – and even a tree house on an olive tree.

Oasis in the Galilee features three luxuriant gardens chock full of fruit trees – lemons, oranges, pomelos, grapefruit, tangerines, clementines, apples, pomegranates, apricots, plums, mangos, olives, grapes – and a variety of flowers, with meandering paths and benches for relaxation. The property contains a large orchard with nectarines. In one garden stands a tall weeping willow which forms a green canopy enclosing a cozy garden seating area. There is a barbecue chargrill and outdoor tables provide for al fresco eating. One of the highlights is a basketball court with lights for nighttime play which doubles as a soccer pitch and volleyball court. There is a variety of playground equipment – and lots of room for children to run around. A striking gazebo serves as a sukkah. Two large storage buildings provide for a huge amount of space for storing items.

The Gardens

Three wonderful gardens create a wonderland of greenery in Oasis in the Galilee. The large, luxuriant Timeless Garden near the entrance to Oasis in the Galilee features meandering paths amidst the trees and flowers. There is a small fish pond, and benches provide areas for relaxation and calm contemplation. The garden also features a cozy conversation nook under a shady canopy of trees. There are orange, grapefruit, lemon and clementine trees in the garden, as well as olive trees, an apple tree and a mango tree, plus tables for outdoor dining.

Oasis in the Galilee is in Sede Eliezer, a community of mainly agricultural farms. The orchards at Oasis in the Galilee contain mainly nectarines. About six dunams (1-1/2 acres) of the farm about the Hula Valley Nature Preserve.

There is room for expansion. Plans were approved for the construction of additional buildings on the property, and similar plans can be refiled by a new owner.

For serious buyers only – Price is $1.25 million - click here

Contact Michael Kaufman: michaelkaufman18@gmail.com or here

Israel: 972-2-561-1567; 972-52-761-9133

Dois curtas israelenses  indicados ao Oscar

Dois curtas israelenses indicados ao Oscar

Coisas Judaicas

O filme israelense "Aya" por Mihal Brezis-Oded Binnun e "Summer Vacation" por Sharon Maymon-Tal Granit estão entre os filmes que concorrem os dez melhores filmes. 
A trama de "Aya", uma co-produção francesa-israelense de 40 minutos criada há dois anos, centra-se em uma mulher com o mesmo nome (interpretado por Sara Adler) que pega um estranho no aeroporto. O homem, um crítico de música escandinava (interpretado por Ulrich Thomsen) acreditam que Aya é o anfitrião enviado para conhecê-la, e ela decide jogar o papel e trazê-lo para o seu destino. 

O filme ganhou um prêmio Ophir para melhor curta-metragem de 2013. Foi produzido por Yael Abecassis, Pablo Mehler e Hillel Rozman. 

"Summer Holiday" também foi criado há dois anos (seus criadores, Sharon Maymon e Tal Granit, são as mesmas que eles fizeram ", Mita Tova", que estreou no Festival de Cinema de Veneza). O filme conta a história de umas férias de praia da família israelense em que um estranho chega e leva a um triângulo amoroso. Os atores incluem Yiftach Klein, Oded Leopold e Hilla Vidor. Maymon e Granit escreveu, dirigiu e co-produzido com Gal Greenspan e Roi Kurland. O filme participou da competição de curta-metragem em 2013 Sundance Film Festival. 

A 87 Academy Awards terá lugar em Hollywood em 22 de fevereiro.
Maria Valverde and co. prepare for release of Exodus: Gods and Kings‏

Maria Valverde and co. prepare for release of Exodus: Gods and Kings‏

Maria Valverde and co. prepare for release of Exodus: Gods and Kings‏
Maria Valverde is a talented and experienced actress.
She will appear in the upcoming movie Exodus: Gods and Kings.
It will be interesting to see how she performs in the film


It is hard to keep up with all of the movies that are coming out every year, since there are so many new and exciting films coming our way on a yearly basis. While most of the attention in Hollywood focusses on the big blockbuster movies that are being released, there are also a lot of other movies that do not seem to get as much attention as they deserve.
Maria Valverde and co. prepare for release of Exodus: Gods and Kings‏
MARIA VALVERDE APPEARS IN THE MOVIE
One of the movies that we are most looking forward to seeing this year, is the upcoming film Exodus: Gods and Kings, which will open towards the end of this year. The film has an all-star cast and we are looking forward to seeing what actress Maria Valverde has to offer for her role in the movie.
As well as featuring Maria Valverde, the Exodus: Gods and Kings cast boast some very impressive Hollywood names, including the likes of Aaron PaulChristian BaleSigourney WeaverJoel EdgertonBen KingsleyIndira VarmaJohnTurturro and Ben Mendelsohn, among others. Exodus: Gods and Kings is directed by Ridley Scott, based on the screenplay that was developed by StevenZaillian with the help of Bill Collage and Adam Cooper.
Scene from Exodus: Gods and Kings
SCENE FROM EXODUS: GODS AND KINGS
Exodus: Gods and Kings will open on December 12 in the US, before then going on to hit the big screen in the UK on December 26. With the movie still a few months away from its big release, why not take a look at the Exodus: Gods and Kings trailer below, which was recently released and gives us a good idea what to expect from the film.

29 de nov. de 2014

Cobrir o Cabelo

Cobrir o Cabelo


 
Significado
Mulher judia - Coisas Judaicas
Mulher judia - Coisas Judaicas
Ouvi um antropólogo falando sobre shaitels (perucas). Ele disse como é irônico que mulheres judias observantes usem perucas. 

No Judaísmo bíblico, a lei era que as mulheres casadas cobrissem o cabelo para serem recatadas e não atraentes. Nas épocas mais recentes, porém, as mulheres usam perucas, que às vezes são mais atraentes que seu cabelo natural. 

Portanto, usar peruca na verdade desvirtua todo o propósito de cobrir o cabelo! Ele estava usando isso como exemplo sobre como as culturas esquecem os motivos por trás de suas antigas tradições, e como os costumes podem evoluir numa maneira que contradiz sua intenção original. Você tem algum comentário a fazer?

RESPOSTA:
Por Aron M
oss
Aquele antropólogo não somente confundiu uma peruca com cabelo verdadeiro, como também confundiu recato verdadeiro com sua própria versão. Ele iguala o recato com falta de atrativos, porém esta é a definição dele, não do Judaísmo. Sob a perspectiva judaica, o recato nada tem a ver com o fato de ser não-atraente. Ao contrário, a modéstia é um meio de criar privacidade. E é isso que uma peruca realiza.

Cobrir o cabelo jamais teve a intenção de deixar uma mulher casada feia. A beleza é um dom Divino, e a tradição judaica encoraja homem e mulher a cuidarem da aparência e a sempre parecerem apresentáveis. A tradição judaica também encoraja o recato; não para esconder a beleza, mas sim para canalizar a beleza e os atrativos para que sejam guardados ao lugar ao qual pertencem – dentro do casamento.

Ao cobrir o cabelo, a mulher casada faz uma declaração: "Não estou disponível, não estou aberta ao público. Até o meu cabelo, a parte mais óbvia e visível de mim, não é para os seus olhos."

Cobrir o cabelo tem um profundo efeito na mulher. Cria uma barreira psicológica, uma distância cognitiva entre ela e estranhos. Sua beleza torna-se visível porém discreta, ela é atraente mas inacessível.

A peruca atinge exatamente o efeito desejado, porque uma peruca permite que a mulher cubra todo o seu cabelo, enquanto mantém uma aparência atraente. Ela pode ficar orgulhosa da sua apresentação, sem comprometer sua privacidade. E mesmo se a peruca parecer tão verdadeira a ponto de ser confundida com cabelo natural, ela sabe que ninguém está olhando para a verdadeira ela. Assim cria um espaço particular, e somente ela decide quem vai entrar naquele espaço.

Talvez em outras religiões recato e beleza não se misturem. Esta não é a opinião judaica. A verdadeira beleza, a beleza interior, precisa de recato para protegê-la e permitir que floresça. 
Exodus: Gods and Kings

Exodus: Gods and Kings

Exodus: Gods and Kings
Confira o novo trailer de 'Êxodo: Deuses e Reis' Filme de Ridley Scott estreia no Brasil dia 25 de dezembro O épico bíblico 'Êxodo: Deuses e Reis' ganhou um novo trailer. 

Estrelado por Christian Bale, o filme conta a história de Moisés e estreia nos cinemas brasileiros em menos de um mês, dia 25 de dezembro. 

A prévia revela cenas de ação grandiosas na mesma proporção de outros filmes dirigidos por Ridley Scott, como ‘Gladiador’ e ‘Cruzada’. 

O elenco da obra ainda conta com Joel Edgerton, John Turturro, Aaron Paul, Ben Mendelsohn, Sigourney Weaver e Ben Kingsley.

             

Veja fotos :

Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Coisas Judaicas


Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Israel atacar o Irã último recurso

Israel atacar o Irã último recurso

Israel atacar o Irã último recurso
Gadi Eizenkot - Coisas Judaicas
O novo comandante de Israel atacar o Irã "último recurso" 

  
General Gadi Eizenkot nomeado Chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF) opõe-se a uma ação militar israelense para impedir o programa nuclear do Irã, a menos que a República Islâmica  se tornar uma ameaça existencial imediata a Israel, relatórios Canal 10 de televisão.

De acordo com o relatório da empresa de radiodifusão, Eizenkot atual Vice-Chefe do Estado-Maior acredita que Israel não deve atacar o Irã ", a menos que tenha a  faca na garganta".

Esta expressão foi utilizada pela primeira vez pelo ex-chefe do serviço de inteligência estrangeiro Mossad, Meir Dagan, que declarou que a idéia de um ataque da Força Aérea contra as instalações nucleares do Irã era "a coisa mais estúpida que já ouvi", e que se ninguém considerou seriamente tal ataque deve entender que "arrastar Israel para uma guerra regional que ninguém sabe como termina. Os desafios de segurança se tornaria insuportável. "

Avaliações Eizenkot partes que Israel deve agir militarmente contra o Irã como um último recurso ", como todos os chefes do aparelho de segurança de Israel", disse o Canal 10, referindo-se ao Chefe de saída do Estado-Maior, Benny Gantz, o atual diretor do Mossad, Tamir Pardo, e

O chefe do serviço de inteligência doméstica Shin Bet, Yoram Cohen.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, exige que, nas negociações nucleares com as potências, o Irã desmantelar completamente a sua capacidade "nuclear militar" e prometeu que Israel vai agir sozinho, se necessário parar Teerã.

De acordo com o Canal 10, a nomeação de Eizenkot um par de semanas foi adiada, em parte porque Netanyahu manteve a idéia de encontrar um candidato a ser menos semelhante ao Gantz.

Netanyahu culpou parcialmente Gantz pelo sentimento que surgiu no público que Israel saiu com um "push" durante a recente guerra de 50 dias contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro procurou um funcionário mais experiente para substituir o atual comandante das Forças Armadas.

O relatório retrata Eizenkot Canal 10 como um "moderado" como Gantz, que prefere que qualquer guerra envolvendo Israel o mais curto possível, e não entrar em conflito com nenhuma estratégia de saída clara.

Eizenkot foi a escolha de ambos Gantz como o ministro da Defesa, Moshe Ya'alon; e, finalmente, Netanyahu decidiu não antagonizar Yaalon e aceitou a nomeação, que será formalizada nos próximos dias. Eizenkot assumir próximo dia 15 de fevereiro.
As velas de Shabat

As velas de Shabat

As velas de Shabat

Texto da Coleção "Nossa Herança" Editora Chabad

"A Vela de D’us é a alma humana."

Disse D’us: "Minha Vela (aTorá ) está na tua mão e a tua vela (a alma) está na Minha Mão; portanto, guarde a Minha Vela para que Eu guarde a tua vela."

Algo extraordinário acontece cada vez que você acende as velas em homenagem ao Shabat… você se sente vinculada a seu povo. É um costume que advém desde os tempos bíblicos. A Matriarca Sara acendeu uma lamparina que ardeu miraculosamente de Shabat a Shabat; a Matriarca Rivca recitou a bênção sobre a mesma lamparina, desde seus três anos de idade. É esta tradição de 3700 anos que as mulheres judias observam, ao saudar a chegada da Rainha Shabat, trazendo mais luz ao mundo. 

Que este ato possa iluminar e inspirar uma futura paz eterna para o mundo e para todo o povo de Israel. 

O dia que serve como fonte de bênção, uma preparação e inspiração para os seis dias de trabalho da semana, é naturalmente o Shabat. Desde que a base da vida judaica é a vida do lar; e o alicerce do lar é a mulher, é bem apropriado que a inauguração do Shabat tenha sido entregue em suas mãos, pelo acender das velas que introduzem no ambiente da casa a santidade do Shabat.

Luz versus escuridão 

Que resposta deu o povo judeu às adversidades no transcurso da História? 

Os Salmos descrevem a reação ao cativeiro da Babilônia com as palavras poéticas: "Nas margens dos rios da Babilônia sentamos e choramos ao recordar Tsiyon. " Mas, esta descrição é interpretada pela maioria das pessoas errôneamente, pois as grandes academias de estudo e as elevadas conquistas filosóficas alcançadas na Babilônia não chegaram a ser superadas nem mesmo em épocas de prosperidade. Assim sendo não apenas houve choros nessa terra estranha, mas também foi criada uma obra monumental, o Talmud Babilônico.

Este cenário repetiu-se diversas vezes durante a história. Quanto maior era o problema, mais intensa era a reação espiritual que provocava. 

Visitando uma boa biblioteca judaica pode-se tomar cada obra clássica e classificá-la segundo o período de obscuridade a que pertencia; pois oportunamente, ela serviu para iluminar as trevas da época.

Esta então é a resposta judaica: lutar contra a escuridão com a arma mais efetiva: a luz. Pois "Uma pequena luz afasta muitas trevas."

O LubavitcherRebe, Rabi Menachem Mendel Schnersohn incentivou esta gloriosa corrente, guiando sua geração com paciência e perseverança para que enfrentasse os desafios da nossa o que deu início a uma série de campanhas, entre as quais o acendimento das velas de Shabat (além da colocação de tefilin, mezuzá, etc) a fim de atingir o bem sucedido método de acréscimo no campo espiritual.

Quando no mundo aumentam a corrupção e a indiferença, nós, como judeus, respondemos, intensificando nossa fé e compromisso com D’us. A mitsvá (preceito) na qual este aspecto está enfatizado é a do acender das velas de Shabat. O Lubavitcher Rebe disse: "Estando o mundo tão submerso na obscuridade e confusão, é imperativo que a mulher judia o ilumine com esta sagrada luz."

Antigamente

O primeiro Shabat trouxe ao Universo uma atmosfera de repouso e santidade, a qual reaparece no mundo (e em cada ser) semanalmente por meio das velas de Shabat. O ato do acendimento das velas está intimamente relacionado com as Matriarcas. Enquanto Sara viveu, suas velas de Shabat milagrosamente ardiam de uma sexta-feira até a seguinte e outros milagres ocorriam: sempre havia uma bênção na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre sua tenda.

Com o seu falecimento, tudo isto cessou. "E Yitschac a trouxe para dentro da tenda de sua mãe Sara e ele a tomou e ela (Rivca) se tornou sua mulher; e ele a amou e consolou-se da morte de sua mãe"(Gênesis XXIV:67). Rashi comenta: "E ele a trouxe para a tenda e ela era como Sara, sua mãe! Pois, enquanto Sara viveu suas luzes de Shabat miraculosamente ardiam na tenda de uma sexta-feira até a seguinte, sempre havia uma bênção (aumento milagroso) na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre a tenda. Desde a sua morte, tudo isso cessou.

Porém quando Rivca veio, reapareceu de novo." Yitschac viu o reaparecimento dos milagres por mérito de Rivca e foi então que decidiu tomá-la como esposa. Obviamente, nossa mãe Rivca acendia as velas de Shabat mesmo antes de se casar.

Comentam nossos sábios que naquele tempo Rivca tinha somente três anos de idade! É verdade que era muito mais madura, intelectual e fisicamente do que uma menina comum daquela idade. Mas isto não alterava o seu status na perspectiva da lei da Torá, halachicamente, ela era considerada menor. Porém fazia absoluta questão de acender suas próprias velas. 

Para nós a diretriz é clara. Não só as meninas solteiras acima da idade de Bat-Mitsvá (de doze anos para cima) devem acender as velas do Shabat, mas também meninas pequenas, a partir dos três anos de idade, devem ser educadas e treinadas na mitsvá de Nerot Shabat — mesmo quando a mãe ou outro membro adulto da casa já esteja acendendo as velas.

Em nossos dias

Num recinto mal-iluminado, uma só lâmpada a mais pode acrescentar luz suficiente; mas quando um lugar está em total escuridão, mais luzes se tornam necessárias. Em gerações passadas, nossos lares estavam repletos de luzes da Torá. Idéias estranhas "da rua" não penetravam e mesmo o mundo exterior não era tão escuro. Mas na licenciosa sociedade de hoje, prevalece um tenebroso negrume moral e idéias estranhas encontraram o caminho para introduzir-se dentro do lar judaico. A reação deve ser o aumento de intensidade na iluminação daTorá. 

Toda mulher ou moça judia é chamada "uma filha de Sara, Rivca, Rachel e Léa". Toda menina herda esse poder maravilhoso de iluminar o mundo e seu lar com o acendimento das velas de Shabat. É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam durava milagrosamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas, espiritualmente, o efeito das crianças acendendo velas hoje é o mesmo. 

Assim que a menina já consegue compreender a idéia de Shabat e dizer a benção (com cerca de três anos) seus pais devem presenteá-la com um castiçal e ensiná-la a acender uma vela a cada Shabat. Ela deve acender a sua vela antes da mãe, para que ela possa ajudá-la, se necessário. A menina também pode ser encorajada a colocar algumas moedas na caixinha de Tsedacá, antes de acender a vela, o que ensina a virtude de repartir.

Neste momento, com a família reunida, a mulher oferece uma oração silenciosa ou verbal por seu marido e filhos.

É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam, durava fisicamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas o efeito interior das crianças de hoje acendendo as velas de Shabat é o mesmo. Embora não possamos vê-lo com os nossos olhos de carne e osso, as velas de Shabat acesas pela pequenina filha judia de nossa época enchem o lar de luz espiritualmente durante a semana inteira.

Um momento oportuno

A hora do acendimento das velas sempre foi um momento muito especial. Através das gerações, a mulher judia elegeu este momento para recitar uma oração pessoal, pedindo saúde, bem-estar físico e espiritual para sua família.

Que luz guiou a sua intuição ao relacionar os pedidos e preces com este momento? O grande cabalista Rabi Yitschac Lúria, conhecido como Arizal, escreveu que as preces da mulher são singularmente bem recebidas por D’us, nesta hora especial.

Novamente compreendemos porque as mulheres piedosas de todas as épocas, cuidaram tão escrupulosamente desta mitsvá. Seus candelabros lhes eram mais preciosos que as jóias e se asseguravam de preparar-se em tempo para a hora de receber o Shabat: a casa estava impecável, os alimentos de Shabat antecipadamente prontos, a mesa arrumada com belos talheres e louças e toda a família vestida com suas melhores roupas. Cada aspecto colaborava para que a luminosidade do Shabat fosse perfeita. Este brilho que iluminou os lares judaicos de semana a semana através dos anos, continua perpetuando e recordando-nos a futura Redenção, como expressaram nossos sábios: "Se cuidarem do acender das velas de Shabat , terão o mérito de ver as luzes de Tsiyon na Redenção do povo judeu."

O motivo das duas velas

Cada Mitsvá da Torá é comparada a uma vela: "Ki Ner Mitsvá Vetorá Or" ("Uma Mitsvá é uma vela e a Torá é luz"). Cada Mitsvá cria uma luz espiritual e a luz, ou sua chama, elevando-se, aproxima a pessoa da Divindade. A chama é comparada à alma; da mesma forma que uma chama sempre direciona-se para cima, a alma quer conectar-se com D’us.

Esta mensagem de luz, símbolo universal de claridade, visão, conhecimento e verdade, encontra-se intimamente ligada à mensagem do Shabat. O primeiro Shabat trouxe ao universo uma atmosfera de repouso e santidade, que reaparece no mundo e em cada ser semanalmente no momento de acender as velas, quando a mulher traz o Shabat para dentro de seu lar.

No mínimo duas velas são acesas correspondendo às duas expressões "Zachor" e "Shamor" que são mencionadas nos Dez Mandamentos. 

"Zachor" - "Recorda o dia de Shabat para santificá-lo" (Êxodo XX:8), refere-se à observância do Shabat como acender as velas, o recitar do Kidush (a santificação com o vinho), a refeição festiva, vestir-se com roupas especiais, orar, ouvir a leitura da Torá na sinagoga, aprender e discutir passagens da Torá. 

"Shamor" - "Guarda o dia de Shabat para santificá-lo" (Deut. V:12), refere-se a abster-se de qualquer categoria de trabalho (Melachá) inadequado a este dia especial.

As luzes simbolizam alegria e serenidade que distinguem o Shabat. 

A mitsvá é cumprida acendendo velas somente num ambiente, de preferência no local da refeição, uma vez que a principal mitsvá das velas é iluminar a mesa, para que haja prazer e alegria. Também há uma grande segulá em observar as velas acesas na hora de recitar o kidush.

Shamor implica em privar-se das atividades proibidas, enquanto que Zachor recorda o cumprimento dos nobres costumes de Shabat : o acendimento das velas, o Kidush, a comida especial, as roupas elegantes em honra ao sétimo dia, as preces e o estudo da Torá. Ao observar estes preceitos, obtemos uma verdadeira elevação espiritual.

A mulher: luz e alicerce do lar

Superficialmente, a razão porque a mitsvá de Shabat eYom Tov foi entregue à mulher é para "trazer de volta" a luz que Chava (Eva) diminuiu ao afetar adversamente a "luz do mundo" incorporada em Adam. Entretanto, o Zôhar explica que o significado interior, o motivo profundo porque foi confiada à mulher essa mitsvá vital, é devido ao seu valor precioso. A prerrogativa do acender das velas de Shabat é uma insígnia de honra para a mulher, indicando que o Onipotente a escolheu, deu a ela o mérito e a investiu com os poderes de… "dar à luz e criar filhos imbuídos de santidade que serão uma luz para o mundo," que o iluminarão ao incorporarem a luz da Torá e das mitsvot em sua vida cotidiana.

…"aumentar a paz na terra," intensificar e avolumar a paz e a felicidade no mundo inteiro, a partir de Shalom Bayit, a tranqüilidade e paz no lar, resultantes das luzes de Shabat. e…"garantir à sua família longos dias;" por meio das velas de Shabat que ela acende, se torna merecedora da bênção de anos prolongados, plenos de bondade e vitalidade para si mesma, para seu marido, seus filhos e filhos dos seus filhos.

O acendimento das velas

• O momento indicado de acender as velas de Shabat é 20 minutos antes do pôr-do-sol (em certas comunidades, 18 minutos).

• É proibido acender as velas depois deste horário, pois fazê-lo seria profanar o Shabat. Portanto, caso a pessoa esteja ausente ou tenha esquecido, não deverá acendê-las nesta semana.

• Observar o horário do pôr-do-sol que varia de cidade para cidade. Verifique o horário correto de sua localidade acessando o seguinte link de nosso site: acendimento das velas

• Acendem-se as velas toda sexta-feira em honra ao Shabat e na véspera das seguintes Festas judaicas: dois dias de Rosh Hashaná, Yom Kipur, os dois primeiros dias de Sucot, Shemini Atseret, Simchat Torá, os dois primeiros e os dois últimos dias de Pêssach, e os dois dias de Shavuot.

• Ao acender as velas de Yom Tov, após seu início, uma chama pré-existente deve ser utilizada, uma vez que em Yom Tov é proibido criar um fogo novo (riscar um fósforo, acender um isqueiro ou ativar um acendedor automático); entretanto, é permitido transferir o fogo a partir de uma chama continuamente acesa desde antes do princípio da festa. As velas de Yom Tov (quando a Festa não coincidir com sexta-feira à noite) devem, à princípio, ser acesas no horário; porém podem ser acesas após o pôr-do-sol a partir de uma chama pré-existente.

• Quando Yom Tov coincide com sexta-feira à noite, obrigatoriamente as velas devem ser acesas antes do horário indicado, igual às velas de Shabat.

• Se a primeira noite de Yom Tov cair em motsaê Shabat (sábado à noite) e sempre na segunda noite de Yom Tov, as velas devem ser acesas apenas após o completo anoitecer, respeitando as leis de Yom Tov.

• As velas da segunda noite de Yom Tov (quando não coincide com sexta-feira à noite) devem ser acesas, obrigatoriamente, após o pôr-do-sol. Neste caso é usado somente fogo de uma chama pré-existente.

Local apropriado para o acendimento

• As velas devem ser colocadas no recinto onde a família faz a refeição de Shabat, para evidenciar que foram acesas em sua honra. Elas não devem ser acesas em um lugar e depois transportadas para outro.

• As velas devem ter um tamanho mínimo que permita estarem acesas pelo menos até o final da refeição de Shabat.

• Após acesas as velas, é proibido mover os candelabros até o final do Shabat; esta é a razão pela qual a maioria das mulheres prefere acendê-las próxima à mesa, mas sob um balcão, mesa auxiliar, aparador, etc.

• Antes de acender as velas na véspera de Shabat (para quem as acende sobre a mesa), é conveniente colocar sobre esta mesa as chalot (pães de Shabat).

Quem acende as velas

• Esta obrigação recai principalmente sobre a mulher. Ela deve acender as velas com alegria, pois pelo mérito desta mitsvá terá filhos iluminados pela Torá e tementes a D'us, o que trará paz ao mundo, e proporcionará a seu marido vida longa.

• Se o homem vive só, deve acender as velas pronunciando a devida benção.

• Há um costume citado no Talmud, que o marido também pode participar desta importante mitsvá, auxiliando na preparação das velas, queimando antes os pavios, facilitando seu acendimento posterior. Porém, no dia de Yom Tov isto não pode ser feito, uma vez que não é permitido apagar as velas.

• Caso haja várias mulheres na casa, cada uma delas deve acender suas próprias velas no mesmo local e recitar a bênção devida, desde que o façam em candelabros separados.. 

• Como já mencionado acima, meninas com mais de 3 anos também devem acender uma vela.

Número de velas

• As mulheres casadas devem acender pelo menos duas velas referentes a "zachor" (lembra) e "shamor" (guarda) – as duas expressões usadas por D'us ao proclamar a santidade do Shabat nos Dez Mandamentos.

• Em algumas comunidades costuma-se acender uma vela a mais para cada filho. Por exemplo, uma mãe com três filhos acenderá cinco velas. Uma das razões deste costume é que a luz simboliza a neshamá (alma) e para cada alma acrescenta-se uma nova chama.

• Meninas e moças solteiras devem acender uma só vela.

O procedimento e costumes

• Acende(m)-se a(s) vela(s). Solta-se o fósforo aceso para que se apague sozinho (uma vez que o Shabat já foi recebido): o palito não é jogado e sim depositado cuidadosamente para que se extinga por si só. 

• Em Yom Tov também não é permitido grudar as velas, esquentando a cera na base. As velas podem ser encaixadas com ajuda de pedaços de papel-alumínio, cortados na véspera.

• Logo em seguida cobrem-se os olhos com ambas as mãos para não fitá-las.

• Recita-se a benção.

• Descobrem-se os olhos e ao ver a chama, desfruta-se do brilho e do calor das velas.

• Este procedimento deve ser seguido tanto com as velas de Shabat quanto com as de Yom Tov.

• Se uma vela se apagar não é permitido reacendê-la no Shabat. Deve-se reacendê-la após o completo término de Shabat e/ou Yom Tov.

• A razão pela qual a benção deve ser dita depois e não antes do acender das velas é que se a oração fôr pronunciada antes, parecerá que a mulher já "inaugurou" o Shabat. Neste caso não lhe seria permitido acender as velas, uma vez que é proibido acender fogo no Shabat. 

• Ao acender a(s) vela(s), faz-se um movimento circular com as mãos em volta das velas, e em seguida cobrem-se os olhos com as mãos. Recita-se a bênção. Descobrem-se os olhos e mira-se as chamas.

• Refletimos sobre a alegria em receber o Shabat e agradecemos por todas as bênçãos e pelo mérito de podermos cumprir a vontade do Criador.

• A mulher (ou menina) acende as velas e estende as mãos sobre elas num movimento circular em direção a si mesma por três vezes para indicar a aceitação da santidade do Shabat. Em seguida, cobre os olhos com as mãos, recita a bênção abaixo e então descobre os olhos para fitar as luzes. A bênção na véspera de Shabat

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat côdesh.

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo,que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela do santo Shabat.As bênçãos na véspera de Yom Tov

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: lehadlic ner shel Shabat veshel Yom Tov).

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender a vela de Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: acender a vela de Shabat e de Yom Tov). 

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, she- he-cheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Perguntas mais freqüentes

Quem acende as velas de Shabat?
Uma mulher casada geralmente acende velas em nome de toda a família, a menos que por algum motivo seja incapaz de fazê-lo. Nesse caso o marido, ou um dos filhos mais velhos, pode acender.
Mulheres e homens solteiros acendem suas próprias velas, caso a mãe não acenda por eles. Um convidado na casa de alguém pode ser incluído no acendimento da anfitriã.

Quantas velas devem ser acesas?
Há costumes diferentes. Algumas pessoas acendem uma vela enquanto são solteiras, depois duas quando se casam. Há o costume de se acrescentar uma vela a mais para cada filho que nasce, além das duas. O costume mais comum é acender duas velas, uma para "lembrar" o Shabat e uma para "guardar" o Shabat. Conforme o costume Chabad instituido pelo Rebe, é um bom costume meninas a partir dos três anos ter sua prórpia vela acessa antes do Shabat e Yom Tov. 

E se não estivermos em casa para o jantar da sexta-feira?
Acenda suas velas em casa se for voltar para dormir lá, desde que elas ainda estejam ardendo quando você chegar. Caso contrário, acenda suas velas em casa e fique até depois de escurecer, antes de sair para jantar fora.
(Se você teme deixar as velas acesas sem supervisão, simplesmente acenda-as em um local seguro, dentro de uma pia forrada com alumínio e que não será usada durante o Shabat!)

E se eu não chegar em casa a tempo de acender as velas antes do pôr-do-sol?
Algumas pessoas podem pensar que é tão importante acender velas no Shabat que fazê-lo mais tarde é melhor que não fazer. Essa é uma idéia equivocada. É melhor não acender as velas do que transgredir a proibição de fazer fogo no Shabat. Tente programar suas tardes de sexta-feira o melhor possível, para estar em casa na hora de acender as velas.

E durante o horário de verão, quando o acendimento ocorre tão tarde? 
É permitido "começar o Shabat mais cedo". Isso é feito simplesmente acendendo as velas, ou por meio de uma aceitação verbal do Shabat. A hora para começar o Shabat mais cedo possível é uma hora e quinze minutos antes do pôr-do-sol. Muitas comunidades fazem isso durante os meses de verão, quando o pôr-do-sol pode ser muito tarde, para que as crianças possam estar à mesa. Os serviços da noite de sexta-feira no verão muitas vezes são feitos em dois turnos; um para aqueles que preferem mais cedo, e um para aqueles que o fazem ao pôr-do-sol.
Tenha em mente que isso não é exatamente "uma hora e quinze" no seu relógio. Isso porque o dia judaico – do nascer ao pôr-do-sol – é dividido em 12 partes iguais. Portanto, não importa se o dia é longo ou curto, cada doze avos é considerado "uma hora". É um pouco complicado. Consulte um rabino sempre que tiver dúvidas.
Lembre-se: Depois que as velas foram acesas, mesmo se for uma hora antes do pôr-do-sol, é considerado como "Shabat" para você em todos os aspectos. (Isso, no entanto, não significa que o Shabat agora pode terminar mais cedo. O Shabat pode começar mais cedo, mas nunca terminar antecipadamente.)

Posso mover os castiçais após acender as velas?
Objetos que não têm utilidade no Shabat não devem ser movidos. Estes objetos estão numa categoria chamada muktzê, que significa "deixado de lado". Como não usamos fósforos, velas, ou qualquer coisa que envolva começar ou extinguir fogo no Shabat, estes itens não são movidos. Portanto, certifique-se de acender em local conveniente para deixar os castiçais por toda a duração do Shabat.
Santificação da Lua

Santificação da Lua

Santificação da LuaShabat, 29 Novembro, 2014
7 Kislev, 5775

Leis e Costumes:
Leitura da Torá:
Vayetsê (Genesis 28:10-32:3)

Leis e Costumes:

Santificação da Lua

Uma vez por mês, quando a lua aumenta no céu, recitamos uma bênção especial chamada Kidush Levaná, “a santificação da lua”, louvando o Criador pela Sua obra maravilhosa a que chamamos astronomia. KIdush Levaná é recitada após o anoitecer, geralmente na noite do sábado. 

A bênção é concluída com canções e danças, porque nossa nação é comparada à lua, que aumenta e diminui, como temos feito no decorrer da história. Quando abençoamos a lua, renovamos nossa confiança de que muito em breve, a luz da presença de D'us preencherá toda a terra e nosso povo será redimido do exílio. 

Embora Kidush Levaná possa ser recitada até três dias antes do renascimento da lua, a Cabalá nos diz que é melhor esperar uma semana inteira, até o sétimo dia do mês. Quando se passaram 15 dias, a lua começa a diminuir mais uma vez e a época para recitar a bênção já passou.


 


28 de nov. de 2014

A Confiança no Criador

A Confiança no Criador

A Confiança no CriadorPelo Rabino Yitzchak Aboud

O livro “Chovot Halevavot” nos ensina que, todo ser humano confia em algo, seja na sua força física, sua inteligência, sua saúde, riqueza, etc. Ele sabe que se, algo acontecer, poderá contar com a sua força, conhecimento, etc. Entretanto, um Yehudi (Judeu), deve confiar, unicamente, no Criador. Isso não significa que a pessoa deve deixar de lado todas as suas obrigações diárias, confiando que D’us irá conceder todas as necessidades e todos os seus caprichos. Não é assim, têmos que trabalhar, agir, e é por isso que estamos neste mundo.

No entanto, o desafio é saber agir em conformidade com D’us, tendo sempre em consideração que, Ele faz tudo que é bom para nós, quer entendamos quer não entendamos. Ou seja, no momento em que fizermos o que precisa ser feito, devemos confiar que, se não conseguimos alcançar aquilo ou não obtivemos sucesso em algo, é porque assim Ele quer. Por exemplo, se alguém tem alguma dívida significativa para pagar – digamos, o aluguel da casa – e fez tudo o que estava a seu alcance, mas não obteve a quantia necessária e, não há mais nada a fazer, então, deve-se confiar em D’us. Não esperando que o dinheiro apareça magicamente, mas, talvez, o significado dos acontecimentos sim apareçam ou até mesmo o dinheiro, em algum momento.

Contudo, a parte mais difícil é quando este dinheiro não aparece ou não conseguimos resolver o problema, aí é quando têmos que ter uma grande força de fé para acreditar e confiar que, Ele é quem administra e gerencia tudo. Embora nem sempre seja fácil alcançar tal nível espiritual, este, deve ser o nosso objetivo. Conhecendo a meta – e tendo ela sempre presente – esperamos que, eventualmente, se torne parte de nossas vidas. Desta maneira, ao longo do tempo, nos desenvolveremos para pessoas que confiam plenamente em D’us, e então, nossas vidas atingirão níveis espirituais inimagináveis.

Baseado em uma palestra do Rabino Label Lam, “Dinâmicas da Segurança Divina”
Língua à Vinagrete

Língua à Vinagrete

Língua à Vinagrete

Ingredientes
1 língua
1 folha de louro
1 cebola cortada em rodelas
1 dente de alho picado
Salsa picada
Vinagre branco
Azeite
Sal a gosto

Preparo
Coloque a língua em uma panela de pressão, cubra com água, acrescente a folha de louro e tempere com sal. Tampe e deixe cozinhar por cerca de 40 minutos. Depois de cozida, retire a pele e corte em fatias finas. 
Em um regratário, alterne camadas de fatias de língua com as fatias de cebola. Por cima, coloque o alho e a salsa. Regue com o vinagre branco, azeite e tempere com sal. Deixe descansar por 3 horas e sirva (melhor se servida no dia seguinte).
IV Congresso Nacional de Psicologia

IV Congresso Nacional de Psicologia

IV Congresso Nacional de PsicologiaA.Liessin participa do
“IV Congresso Nacional de Psicologia”
com o Projeto “Cultura da Paz”

O Projeto Institucional do Colégio Liessin de 2014, “Cultura da Paz – Um Projeto Permanente de Prevenção ao Bullying”, foi aprovado pela bancada técnica e julgadora do “IV Congresso Nacional de Psicologia – Ciência e Profissão”, que reúne os melhores trabalhos realizados por psicólogos e educadores de todo o país. O Colégio Liessin foi representado com dois trabalhos em exposição, um motivo de grande satisfação para toda a comunidade escolar do Liessin, pelo reconhecimento da qualidade e seriedade do trabalho desenvolvido.
O Congresso aconteceu em São Paulo, de 19 a 23 de novembro, e o projeto “Cultura da Paz – Um Projeto de Prevenção ao Bullying”, desenvolvido por toda a equipe de psicólogos, psicopedagogas e coordenadores da escola, foi objeto de destaque na categoria “Como eu faço... – Relato de Experiências”. Um resumo dos objetivos, fundamentação teórica e atividades desenvolvidas foi exposto, gerando um rico momento de trocas de experiências.
O segundo trabalho apresentado pelo Liessin, com o título “Educação Emocional nas Escolas – Um Projeto Possível”, é desenvolvido há vários anos no Ensino Fundamental. Dentro da visão de educação integral, orientar alunos sobre seu crescimento, autonomia, pensamentos, sentimentos e ações é de grande importância. Esta iniciativa foi parabenizada por toda a banca avaliadora e chamou a atenção dos presentes.


IV Congresso Nacional de Psicologia

Site do Liessin: leia.Facebook do Liessin: leia.
São Paulo se inspira em Israel para fazer um mundo melhor

São Paulo se inspira em Israel para fazer um mundo melhor

Buscando melhorar a qualidade de vida de pessoas com limitações motoras, visuais, auditivas ou intelectuais, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realizará, entre os dias 28 e 30 de novembro, o “TOM São Paulo” (acesse), iniciativa inspirada no projeto “TOM Israel” (acesse), realizado na cidade de Nazaré. 

 A abertura oficial acontecerá amanhã (dia 29 de novembro), às 9h, com a presença de Yoel Barnea, cônsul de Israel em São Paulo. O evento reunirá, em um único espaço, o Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP, profissionais das áreas de tecnologia, especialistas de diferentes áreas de atuação (engenheiros, médicos, arquitetos etc) que vão unir esforços no sentido de elaborar projetos/protótipos inovadores aplicáveis no dia a dia.
São Paulo se inspira em Israel para fazer um mundo melhor