29/08/2014

Os uniformes usados pelos nazistas eram fabricados pela Hugo Boss

Um segredo surpreendente nos uniformes nazistas!
Os uniformes usados pelos nazistas eram fabricados pela Hugo Boss!

Por mais que o tempo já tenha passado e que, teoricamente, tenhamos evoluído como humanidade, a palavra “nazismo” ainda provoca arrepios e lembranças desagradáveis desse período triste e covarde. Agora tem um detalhe que poucos sabem, mais precisamente nos uniformes usados pelos soldados nazistas. Eles eram fabricados pela Hugo Boss. E foi por isso que, em 2011, a Hugo Boss pediu desculpas publicamente por ter se envolvido com trabalho escravo durante a Segunda Guerra Mundial para produzir uniformes para os soldados nazistas.

E essa história toda começou com a publicação de uma biografia da marca, que acabou revelando algumas histórias assustadoras relatadas nos tempos de guerra.

De acordo com a publicação, a fábrica alemã da Hugo Boss escravizou cerca de 140 poloneses e 40 franceses durante a Segunda Guerra. O livro não mede palavras ao dizer que o fundador da marca, Hugo Ferdinand Boss, era um nazista fiel. Um campo foi construído em uma área da fábrica para abrigar os trabalhadores. De acordo com o autor do livro, não havia condições básicas de alimentação e higiene. Em 1944, Boss tentou melhorar as condições de trabalho em sua fábrica, pedindo para ser o provedor da moradia para seus “empregados” e, ainda, passando a fornecer comida a eles.

Koester afirma que o ambiente de trabalho na fábrica da marca era muitas vezes difícil e ameaçador, mas que Boss demonstrava interesse em melhorar a situação.

“É claro que Hugo F. Boss não se uniu ao partido [Nazista] apenas porque iria assinar contratos para a produção de uniformes, mas também porque ele era um seguidor do Socialismo Nacional”, disse o autor da obra, Roman Koester, que é um historiador e especialista em economia da Universidade de Munique.

Depois da Guerra, Boss, que acabou morrendo em 1948, disse que só se juntou ao partido para salvar a sua empresa da falência. De acordo com Koester, até pode ter sido esse o motivo, mas não se pode negar que o estilista se identificava com os ideais nazistas.

A companhia, depois da publicação do livro, disse estar profundamente arrependida por ter causado sofrimento a trabalhadores escravizados. Depois do final da guerra, Boss deu um fim a seu relacionamento com os nazistas.

E você, leitor, o que acha dessa história? 



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