23/07/2014

Soldados solitários

Soldados solitários
Max Steinberg
WASHINGTON —‘Soldados solitários’: dois mil americanos deixaram país para servir em Israel.

Dois deles foram mortos durante a invasão terrestre do governo a Gaza.

 Dois dos mortos no fim de semana durante a invasão terrestre do governo israelense a Gaza, no fim de semana, eram americanos — “soldados solitários”, como são chamados aqueles que se voluntariam para lutar por Israel: homens e mulheres, de ascendência judaica, que deixam suas casas em cidades como Sydney, Londres ou Los Angeles para se juntar às Forças Armadas de Israel e defender o Estado judeu.

Embora o serviço militar para israelenses que deixaram o país antes dos 15 anos ou nunca moraram lá não seja obrigatório, hoje mais de 2.000 combatentes americanos estão em serviço no país, segundo a porta-voz do Consulado Geral de Israel em Los Angeles, Marina Rozhansky.

Para muitos deles, integrar as Forças Armadas israelense é uma maneira de reencontrar as próprias raízes. Alguns têm dupla cidadania. Outros falam pouco ou nenhum hebraico e apenas recentemente conheceram o país.

Caso de um dos mortos, o americano Max Steinberg, 24 anos, que cresceu na Califórnia, no Vale de San Fernando. Ele entrou para o serviço militar de Israel seis meses depois de visitar o país, em junho de 2012, em uma viagem com os irmãos mais novos. Um deles, Jake Steinberg, conta que Max era atirador de elite da Brigada Golani e foi um dos 13 soldados mortos no início da invasão terrestre à Gaza.

— Ele esteve lá e sentiu uma conexão com Israel. Viu ali um lugar em que podia viver e ter sucesso. E decidiu se mudar.

O segundo americano morto era Nissim Sean Carmeli, 21, da ilha de South Padre, no Texas. Assim como Max, ele sentiu uma forte ligação com o país depois de conhecê-lo. Há quatro anos, morava em Israel.

“Soldados solitários são uma espécie de superstars em Israel”, explica uma reportagem do “Jewish Journal”. “Para as crianças de Israel, o serviço militar é um rito de passagem. Mas como é uma opção para os jovens membros da diáspora, que reorientam seus próprios caminhos de vida para proteger Israel, os alistados são recebidos como heróis”.

Josh Reznick, americano de Baltimore que serviu nos EUA e depois na mesma unidade que os dois americanos mortos durante o fim de semana, acredita que eles serão “exemplos brilhantes” para outros soldados solitários.


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