Israel aceita trégua de 12h na Faixa de Gaza

Israel aceita trégua de 12h na Faixa de Gaza
Pouco depois de rejeitar um cessar-fogo temporário de uma semana, Israel aceitou o pedido por uma trégua humanitária de 12 horas na Faixa de Gaza apresentado pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, no Cairo (Egito).
    Segundo fontes oficiais israelenses citadas pelo diário Haaretz, o objetivo é permitir que a população civil palestina obtenha comida e água e que organizações internacionais reabasteçam os hospitais da região. A paralisação começará às 7h (horário local) deste sábado (26). No entanto, apesar do cessar-fogo de meio dia, o secretário norte-americano deixou a capital egípcia sem alcançar seu objetivo principal, que era obter uma trégua mais longa.
    Isso porque Israel recusara uma proposta de interromper os confrontos na Faixa de Gaza entre os dias 27 de julho e 3 de agosto. A decisão está ligada ao fato de que o Exército do país pretende permanecer no território palestino para destruir os túneis usados pelo grupo fundamentalista.
    Durante o cessar-fogo sugerido anteriormente por Kerry, os dois lados começariam a negociar, com a ajuda de mediadores internacionais, questões econômicas, políticas e de segurança para uma trégua duradoura. Os Estados Unidos, a ONU e a União Europeia dariam garantias de que temas essenciais aos dois lados seriam colocados sobre a mesa. Do ponto de vista do Hamas, isso incluiria a queda do bloqueio à Faixa de Gaza e a reconstrução da região, e de Israel, o fim do lançamento de foguetes sobre o país e a destruição dos túneis.

Balanço

Enquanto os dois lados não entram em acordo sobre um cessar-fogo definitivo, segue aumentando o número de vítimas do conflito. De acordo com a agência palestina Maan, os ataques de Israel à Faixa de Gaza, iniciados no dia 7 de julho, já deixaram 823 mortos e 5.240 feridos. Segundo a ONG Oxfam, os bombardeios tiraram a vida de 170 crianças e danificaram 116 escolas no território. Além disso, a quantidade de pessoas deslocadas na região chega a 170 mil. Do lado israelense, as baixas já somam 35, com a morte de dois soldados nesta sexta-feira

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