31 de jul. de 2014

Milhares de franceses fazem manifestação pró-Israel

Milhares de franceses fazem manifestação pró-Israel

Milhares de franceses fazem manifestação pró-Israel
Manifestantes saem às ruas de Paris nesta quinta-feira (31) para manifestar apoio a Israel no conflito com a Faixa de Gaza (Foto: AFP PHOTO / DOMINIQUE FAGET)
Manifestação pró-Israel reúne milhares de pessoas em Paris. Mais de 4.500  pessoas participaram de protesto em frente à embaixada, diz polícia. Dezenas de pró-palestinos se reuniram no norte da capital.Aos gritos de "Israel legítima defesa", milhares de pessoas se reuniram nesta quinta-feira (31) em Paris para apoiar Israel em sua ofensiva na Faixa de Gaza.

De acordo com a polícia, 4.500 manifestantes participaram do primeiro protesto pró-Israel organizado na capital francesa desde o início do conflito, em 8 de julho.

Não foram registrados incidentes durante a manifestação em frente à embaixada de Israel, no centro de Paris, convocada por todas as grandes organizações judaicas da França.

Milhares de franceses fazem manifestação pró-Israel
Manifestantes pró-Israel saem às ruas de Paris nesta quinta-feira (31) (Foto: AP Photo/Francois Mori)
"Infelizmente, durante muitas manifestações (pró-palestinas) ouvimos o ódio a Israel e aos judeus (...) Nesta tarde, nesta manifestação, não há ódio ao povo palestino, mas ódio a um movimento terrorista que tem como objetivo a solução final ao povo judeu", declarou Joël Mergui, presidente do Consistório Israelita Central.

Paralelamente, dezenas de manifestantes pró-palestinos se reuniram no norte da capital a pedido do coletivo EuroPalestine.

"Fim à colaboração com o terrorismo do Estado israelense", podia ser lido em um cartaz com imagens de cadáveres infantis. Outros cartazes evocavam a dissolução da Liga da Defesa Judaica (LDJ), estudada pelo Ministério do Interior.

Nesta quinta-feira, o jornal Libération falou de uma possível dissolução da LDJ, um grupo de jovens radicais envolvidos em recentes confrontos com ativistas pró-palestinos.
Após 24 dias de conflito, o número de mortos entre os palestinos chegou a 1.435 e mais de 8.100 feridos, em sua grande maioria civis. Do lado israelense, 56 soldados e três civis morreram.
ONU e Kerry anunciam trégua de 72 horas entre Gaza e Israel

ONU e Kerry anunciam trégua de 72 horas entre Gaza e Israel

ONU e Kerry anunciam trégua de 72 horas entre Gaza e Israel
Repórter num túnel do Hamas em Gaza
Cessar-fogo começará às 2h (de Brasília) da sexta-feira e durará 72 horas.
Mortos palestinos são 1.435; 56 soldados e 3 civis morreram em Israel.

O secretário-geral da ONU e o secretário de Estado dos EUA anunciaram na noite desta quinta-feira (31) que uma "trégua humanitária incondicional" foi acordada entre Israel e o grupo palestino Hamas, informou a agência de notícias Reuters. O cessar-fogo começará às 2h (horário de Brasília) da sexta-feira e terá duração de 72 horas.

O comunicado assinado por Ban Ki-moon e John Kerry diz que "forças em terra permanecerão em seus lugares" durante a trégua, o que sugere que os soldados israelenses não deixarão Gaza. O porta-voz do Hamas e o gabinete do primeiro-ministro de Israel confirmaram que aceitaram a trégua.

"Pedimos às partes que ajam com cuidado até o início do cessar-fogo e que mantenham seu compromisso durante a trégua", dizia o texto. "Esse cessar-fogo é fundamental para dar aos inocentes civis um alívio tão necessário da violência".
O secretário de Estado dos EUA também disse que o ministro egípcio de Relações Exteriores convidará ambas as partes para negociações "sérias" no Cairo e que os Estados Unidos enviarão uma delegação para lá.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), deverá nomear uma delegação palestina para ir às negociações, e não estará presente.

"Durante este período, os civis na Faixa de Gaza receberão ajuda humanitária de emergência e terão a oportunidade de realizar funções vitais, como enterrar os mortos, cuidar dos feridos e se reabastecer de alimentos", afirmou Kerry.
"Os reparos necessários nas infra-estruturas de abastecimento de água e energia também poderão ser realizados neste período de trégua", acrescentou.

Kerry acrescentou que Israel manterá suas operações "defensivas" contra os túneis do Hamas durante a trégua humanitária com operações "atrás de suas linhas" definidas durante o conflito, de acordo com a France Presse.
Uma autoridade palestina na Faixa de Gaza, que pediu para não ser identificada, disse à AFP que uma delegação de negociadores palestinos seguirá na manhã desta sexta-feira para o Cairo, após o início do cessar-fogo, "para discutir uma trégua e colocar as demandas de todas as facções palestinas sobre a mesa".

Ataque a campo de refugiados

Nove palestinos foram mortos nesta quinta-feira (31) em um ataque aéreo contra uma casa no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, informou o porta-voz dos serviços de emergência locais, Ashraf al-Qodra. Além disso, três pessoas morreram em outros ataques no sul do enclave palestino, e um corpo foi retirado dos escombros em Khan Yunis, segundo informa a agência de notícias France Presse.

Com isso, o balanço de mortes de palestinos sobe a 1.435, sendo a maioria civis, desde o início dos conflitos, no dia 8 de julho. No mesmo período, morreram 56 soldados e 3 civis em Israel.

Nesta quinta, o Conselho de Segurança da ONU pediu novamente "pausa humanitárias" e um cessar-fogo "imediato" na Faixa de Gaza. Depois de quatro horas de reunião a portas fechadas, o corpo executivo da ONU também expressou sua "profunda decepção" de que as chamadas anteriores para o fim dos enfrentamentos não tenham tido efeito.

Os Estados Unidos consideraram "totalmente inaceitável e totalmente indefensável" o bombardeio a uma instalação da ONU em Gaza promovido nesta semana.
No mesmo dia, o exército de Israel anunciou a convocação de mais 16 mil reservistas para seguir com a ofensiva. Com esse novo chamado, a tropa israelense na região alcança o efetivo de 86 mil militares. O porta-voz do Exército disse que o objetivo dessa convocação é permitir que as tropas que já estão em combate contra os islamitas tenham um período maior de descanso.
O governo israelense também utilizou um tratado chamado “inventário de reservas de munição de guerra”, e solicitou aos Estados Unidos o envio, com urgência, de mais munição para as tropas. O custo da operação é de US$ 1 bilhão.

Israel 'intimado' a ajudar refugiados

Pela lei internacional, Israel será intimado a ajudar civis palestinos se houver mais deslocamentos de larga escala por conta do conflito na Faixa de Gaza, afirmou um enviado de alto escalão da ONU nesta quinta.

A ONU luta para acolher uma avalanche de aproximados 220 mil civis palestinos em abrigos. Eles ficaram sob fogo cruzado durante as três semanas de combates entre Israel e os militantes do grupo islâmico Hamas, que domina Gaza.

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), o suíço Pierre Krahenbuhl, disse que o empobrecido enclave de 1,8 milhão de palestinos está à beira do precipício e acrescentou estar alarmado por ouvir que Israel alertou mais vizinhanças em Gaza para que deixem a área antes de uma ação militar.
“Se, de fato, ocorrerem mais deslocamentos de larga escala, a potência ocupante, de acordo com a lei humanitária internacional, terá que assumir a responsabilidade direta de assistir estas pessoas”, declarou ele ao Conselho de Segurança da ONU por telefone da Cidade de Gaza.

“Com até 2.500 pessoas desalojadas morando em cada escola da ONU e uma média de 80 pessoas por sala de aula, excedemos os limites toleráveis que podemos acomodar.”
Nos termos da Convenção de Genebra sobre a conduta em guerra e ocupações, uma potência ocupante deve, “com a totalidade de meios disponíveis para tanto”, garantir a saúde pública, a higiene, a alimentação e os suprimentos médicos para os civis sob ocupação.

Oito funcionários da ONU morreram desde que Israel desencadeou sua ofensiva em 8 de julho, reagindo à intensificação do disparo de foguetes do Hamas a partir de Gaza. Centenas de pessoas foram mortas em ataques a escolas da ONU que abrigam civis, e esconderijos de foguetes foram encontrados em abrigos vazios em três ocasiões.
Israel e a escolha de Sofia

Israel e a escolha de Sofia

Israel e a escolha de Sofia
*Por Sheila Sacks

O Estado de Israel carrega dívidas memoriais em relação ao povo judeu traduzidas em dois mil anos de desterros trágicos advindos das sucessivas perseguições religiosas ocorridas ao longo do tempo nos quatro cantos do mundo – da Europa, Ásia, África ao continente das Américas - e que culminaram com o horror do Holocausto no início da década de 1940.

Instituída como nação pela ONU, em 1948, desde então a cada embate que o estado israelense é levado a travar com organizações ou governos extremistas instalados em suas fronteiras (que lhe negam o direito de existir e se armam com palavras e equipamentos de guerra para eliminá-lo), observa-se o recrudescimento do antissemitismo que infelizmente ainda sobrevive latente em países dos mais distintos, segundo pesquisas periódicas divulgadas pelos centros judaicos.

Abrigando 190 mil sobreviventes do Holocausto, a maioria com mais de 80 anos, Israel é o primeiro e último refúgio dos judeus de diversas nacionalidades que de alguma forma se sentem ameaçados pela face milenar do preconceito em sua própria terra natal. O estigma da rejeição e a humilhação de se ver atado a um falso e abominável estereótipo muitas vezes impõem a esses judeus o caminho de um exílio não planejado. Um fato a lamentar que infelizmente ainda persiste nesse século 21.

A cada guerra o estado de Israel vive o seu dilema de Sofia, lembrando a obra do escritor americano William Styron, falecido em 2006.  Na história, Sofia é uma jovem mãe, sobrevivente do Holocausto, forçada por um soldado nazista à época da guerra a escolher um de seus dois filhos para ser morto. A outra opção seria a morte de ambas as crianças. Uma escolha perversa que a condenaria a viver em um doloroso martírio até o fim de seus dias.

 Israel como nação tem o dever de proteger a sua população de ataques externos e atentados terroristas, respondendo com firmeza às investidas bélicas. Balancear a “proporção” de sua resposta militar, conforme advogam muitos países e a própria ONU, seria com toda a certeza a opção adotada, se isso fosse possível. Quando o adversário se utiliza de táticas de guerrilha onde as vidas humanas não contam, estocando armamentos letais em creches, escolas, hospitais e centros sociais, em meio às mulheres, crianças e pessoas idosas, a imposição de procedimentos que não ponham em risco à população civil soa como uma locução extemporânea abstraída da realidade. Uma frase de efeito moral direcionada apenas a um lado do conflito com a finalidade de criminalizar as ações de defesa de um exército que combate o terrorismo em suas fronteiras.

Conviver em paz com seus vizinhos é a maior aspiração do estado de Israel, compartilhada com os judeus de todo o mundo. A sociedade israelense lamenta que grande parte de seu orçamento esteja direcionada para a guerra ao invés de ser canalizada para a  educação, ciência, tecnologia e ações sociais. Israel não quer assistir seus jovens serem abatidos em guerras sucessivas e nem criar dificuldades e constrangimentos aos judeus de várias nacionalidades que estão adaptados socialmente aos seus países de origem.

Desafiar a ONU ou o conjunto de nações democráticas não são procedimentos que se inserem na agenda diplomática de Israel. Ao contrário, ser alvo de caretas e puxões de orelha públicos maltrata e ofende profundamente um país em guerra contra o terror, revelando um desconhecimento da história que ignora o real cerne da questão: o agudo ódio e a total beligerância alimentados continuamente por grupos extremistas em sua ideologia de intolerância e exclusão contra a nação judaica.

 Israel é um estado acuado e militarizado por força de uma posição geopolítica adversa, já expressa à época de sua fundação pela atitude belicosa de seus vizinhos árabes que logo nos primeiros dias de sua independência se lançaram à batalha para inviabilizar a independência da nova nação que surgia. Grupos como o Hamas, Hezbollah e Al-Qaeda (agora presente na vizinha Síria) rondam sinistramente Israel e seus líderes vociferam discursos de aniquilação. A requentada e insana ideia de varrer Israel do mapa, disseminada no boca a boca diário, nas escolas, mesquitas, imprensa, rádio e tevês, permanece como a principal propulsora dos sonhos e ilusões desses extremistas que infelizmente controlam e orientam suas comunidades.

Ainda que se multipliquem as perdas humanas de ambos os lados, as guerras e tréguas que se alternam nessa funesta gangorra têm sido usadas por esses grupos como estratégia de marketing para encurralar o estado de Israel e empurrá-lo para um beco sem saída no cenário internacional. Nesses termos, Israel seria o Golias forte e poderoso lutando contra um David fraco e impotente. Uma imagem primária acerca dos conflitos na região que exclui a premeditação dessas guerras e a imensa cota de responsabilidades dos agressores para com as suas próprias populações, as mais atingidas e as que mais sofrem com a insensatez dessas lideranças.

*Sheila Sacks é jornalista


Em 31 de julho de 2014 
Hamas divulga vídeo de ataque através de túnel subterrâneo

Hamas divulga vídeo de ataque através de túnel subterrâneo

O Hamas divulgou, esta quarta-feira, o vídeo de um ataque realizado por membros desta organização a forças israelitas através de um túnel subterrâneo, revela o Daily Mail. Nas imagens que hoje foram divulgadas podem ver-se cinco operacionais israelitas a serem atacados enquanto guardam uma torre de vigia israelita. O vídeo que agora mostramos tem imagens explícitas de violência.

Num vídeo de propaganda divulgado pelo Hamas pode ver-se membros desta organização a atacar um posto de guarda israelita, depois de passarem por um túnel subterrâneo sem serem detetados.

As imagens, passadas na televisão do Hamas, permitem ver militantes a passar pelo túnel armados com metralhadoras e lançadores de rockets, surpreendendo depois os soldados das forças armadas opostas.

Num momento em que os ataques de Israel à faixa de Gaza já vitimaram mais milhares de  pessoas, estas cenas acrescentarão mais ‘lenha à fogueira’ de um conflito que se tem vindo a agravar e que não dá sinais de poder terminar brevemente. 
Israel reforça ofensiva contra a Faixa de Gaza com mais 16 mil reservistas

Israel reforça ofensiva contra a Faixa de Gaza com mais 16 mil reservistas

Israel reforça ofensiva contra a Faixa de Gaza com mais 16 mil reservistas
Soldado israelense em túnel construído pelo Hamas para atacar Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (31) que não vai parar a ofensiva em Gaza até que todos os túneis construídos pelo Hamas para atacar Israel sejam destruídos.
Apesar do alto contingente de mortos nos ataques - quase 1.400 mil do lado palestino, a maioria civis -, o premiê disse que Israel está determinado a destruir os túneis "com ou sem cessar-fogo".
"Já neutralizamos vários túneis do terror, e estamos determinados a completar esta missão com ou sem cessar-fogo", declarou o premiê israelense. "Portanto, não vou concordar com nenhuma proposta que não permita às Forças Armadas israelenses concluir esta importante tarefa, pelo bem da segurança de Israel."
Israel anunciou nesta quinta-feira a convocação de 16 mil reservistas para reforçar o contingente de suas forças militares - aumentando o total de convocados para 86 mil.
As Forças Armadas do país deram início a uma operação terrestre para destruir os túneis no dia 17 de julho. O país insiste que qualquer acordo de cessar-fogo inclua o direito de continuar esta tarefa. Nesta semana, Netanyahu já havia dado indicações de que previa um "longo conflito" pela frente.
Meriam e sua família deixam Itália rumo aos EUA

Meriam e sua família deixam Itália rumo aos EUA

Meriam e sua família deixam Itália rumo aos EUAA jovem sudanesa condenada à morte em seu país por "deserção da fé", Meriam Isha deixou Roma nesta quinta-feira (31) rumo aos Estados Unidos (EUA) com a família, informou a presidente do ONG Italians for Darfur, Antonella Napoli.

A sudanesa partiu hoje do aeroporto de Fiumicino para Filadélfia junto com o marido Daniel Wani, cidadão sudanês e norte-americano, os filhos Martin de um ano e meio e Maya, que nasceu em 27 de maio deste ano na prisão quando Meriam estava detida.

Meriam e sua família deixam Itália rumo aos EUACom a pequena filha nos braços, a jovem foi escoltada elos agentes da polícia de fronteira italiana e embarcou no voo US719 da US Airways.

A mulher e sua família chegaram em Roma em 24 de julho, em um voo da Aeronáutica Militar italiana, acompanhada pelo vice-ministro italiano das Relações Exteriores Lapo Pistelli, que conduziu a negociação com o governo sudanês pela saída deles do país depois que Meriam foi liberada da prisão após sua condenação ser anulada.
Camuflagem para lutar

Camuflagem para lutar

Camuflagem para lutar Soldados israelenses camuflam  seus rostos em uma área de preparação militar ao longo da fronteira de Israel com a Faixa de Gaza se preparando para entrar na Faixa de Gaza. 

Israel concordou em observar um cessar-fogo em Gaza quatro horas várias horas depois de um ataque mortal em uma escola que matou 16 pessoas, provocando uma resposta furiosa de uma agência da ONU para refugiados. 
Argentina convoca embaixadora em Israel por ataques em Gaza

Argentina convoca embaixadora em Israel por ataques em Gaza

Argentina convoca embaixadora em Israel por ataques em Gaza
Padre argentino faz trabalho assistencial na Faixa de Gaza.
Governo argentino diz que Israel é responsável por sua integridade física.

A Chancelaria argentina convocou nesta quarta-feira (30) a embaixadora de Israel, Dorit Shavit, e exigiu garantias pela vida de um padre argentino que faz um trabalho assistencial com crianças e idosos na Faixa de Gaza, informa a agência France Presse.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores advertiu Israel que "o torna responsável pela integridade física do cidadão argentino e das pessoas assistidas pelo sacerdote" na Paróquia Sagrada Família, indicou em um comunicado.
"O agravamento da situação dessas pessoas terá sérias consequências nas relações bilaterais", indicou o ministério em Buenos Aires.
O padre Jorge Hernández e nove freiras auxiliam 30 crianças com deficiência e um grupo de nove idosos em Gaza.
O chanceler argentino Héctor Timerman manifestou a Dorit que "o atual nível das relações diplomáticas deve se traduzir na solução imediata de situações como a do padre Jorge Hernández"
A postura argentina diante do conflito em Gaza tem sido duramente criticada pela comunidade judaica local, a maior da América Latina, com cerca de 300 mil membros. Os judeus argentinos consideram que o governo de Cristina Kirchner trata da mesma forma o Estado de Israel e o Hamas, movimento radical palestino que governa a Faixa de Gaza.
Os conflitos na região, que começaram no dia 8 de julho, já deixaram 1.360 palestinos mortos, segundo informa a agência Associated Press. No mesmo período, morreram 56 soldados e 3 civis de Israel.
Outros países
Nesta terça (29), os governos de Chile e Peru também chamaram os seus respectivos embaixadores em Israel para consultas.

Os dois países sul-americanos reiteraram o apelo para o fim das hostilidades, apoiando o pedido do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban ki-moon.
Na semana passada, o Brasil também chamou seu embaixador em Israel, considerando "inaceitável" a escalada da violência em Gaza e condenando "energicamente o uso desproporcional da força por Israel" no conflito. Depois disso, de acordo com a publicação "The Jerusalem Post", o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, afirmou que a medida "era uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático".

30 de jul. de 2014

Festival de cinema judaico reúne mais de trinta filmes

Festival de cinema judaico reúne mais de trinta filmes

Festival de cinema judaico reúne mais de trinta filmesOrganizado pela Hebraica São Paulo e integrante do calendário cultural da cidade, o Festival de Cinema Judaico de São Paulo  – FCJSP, pioneiro do gênero na América Latina, completa 18 anos em 2014. Nesta edição, que será realizada entre os dias 5 e 10 de agosto, ganham destaque produções cinematográficas de países como Israel, França, Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Polônia, Bélgica, República Tcheca e Macedônia.Também será atração a mostra especial “Com um Toque de Música” , que reúne sete filmes cuja música – elemento cultural forte entre o povo judeu – e seus principais ícones, entre eles, o agente musical dos maiores nomes da música da década de 1960, Shep Gordon, são a temática central. Outro destaque é o recém-restaurado clássico do cinema judaico de 1938, “Mamele”.

Com mais de 30 filmes, o festival terá sua programação exibida em cinco salas paulistanas – duas na Hebraica (Teatros Arthur Rubinstein e Anne Frank), Cinemark Pátio Higienópolis, CineSesc e Centro da Cultura Judaica. Entre as obras de ficção, destacam-se filmes sobre diversos temas e períodos históricos, entre eles Amigos da França (Les Interdits, 2013) sobre dois jovens que ajudam os judeus a saírem da União Soviética durante a Guerra Fria, período em que os judeus sofriam perseguição e não tinham o direito de sair do país; O Cardeal Judeu (Le Métis de Dieu, 2012), baseado na história real de Jean-Marie Lustiger, judeu que se converteu ao catolicismo, ingressou ao sacerdócio, chegou a ser nomeado Arcebispo de Paris, se tornou confidente do Papa João Paulo II e mesmo assim manteve sua identidade judaica; Adeus, Bagdá (Farewell Baghdad, 2014), baseado no best seller do escritor israelense Eli Amir sobre uma parte da história pouco retratada, a comunidade judaica iraquiana, considerada a mais antiga do mundo, em seus últimos anos, quando foi expulsa de Bagdá e reassentada em Israel na década de 1950; Consequências (Aftermath, 2013), é baseado na história real de um massacre, gerou grandes controvérsias na Polônia e recebeu prêmios de público e de crítica em festivais de todo o mundo; e Tudo Acontece em Nova York (Swim Little Fish, Swim, 2013), que contará com a presença dos diretores franceses Ruben Amar e Lola Bessis em suas duas sessões, mostra a história de um casal – ela enfermeira, ele um músico judeu – que mora com sua filha de três anos em Nova York. Um dia, a jovem artista francesa Lilas vai morar no apartamento da família e o frágil equilíbrio do lar é perturbado ainda mais.

Um dos principais ícones da música na última década, a judia Amy Winehouse aparece no documentário inédito no Brasil, Amy Winehouse, o Dia que Ela Veio a Dingle (Amy Winehouse, the Day She Came to Dingle, 2012), sobre sua música e influência após apresentação em uma aclamada série de TV da música irlandesa rodada na cidade de Dingle. Um dos mais conhecidos filmes do cinema iídiche, Mamele (1938), que conta com a atriz Molly Picon, na época conhecida como “a rainha do musical iídiche”, foi recentemente restaurado pelo The National Center for Jewish Film e será exibido somente uma vez na programação do festival, no dia 10 de agosto. O documentário Supermensch: a Lenda de Shep Gordon (Supermensch: the Legend of Shep Gordon, 2014) marca a estreia de Mike Myers como diretor ao documentar a carreira de Shep Gordon, agente de grandes músicos e atores americanos, entre eles Pink Floyd, Alice Cooper e Blondie.

Onze documentários serão exibidos ao longo da programação do FCJSP, e as produções brasileiras se destacam entre a programação. Sobrevivi ao Holocausto (2014) é o primeiro filme do mundo a mostrar a história de um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, Julio Gartner, nos locais onde ele passou a guerra em 15 cidades da Europa. Já A História do Homem Henry Sobel (2014), traz a trajetória de um dos mais expressivos líderes da comunidade judaica brasileira, desde sua chegada ao Brasil até os dias atuais. Outro Sertão (2013) resgata a história de Guimarães Rosa na Alemanha nazista, quando foi vice-cônsul em Hamburgo, entre 1938 e 1942 e ajudou muitos judeus a fugirem para o Brasil.

Entre os documentários estrangeiros, destacam-se Em Nenhum Lugar da Terra (No Place on Earth, 2012), sobre a história de cinco famílias judias que em 1942, na Ucrânia, se refugiaram em uma caverna para escapar dos nazistas. Eles sobreviveram no subsolo por mais de um ano e meio e tal história é considerada a mais longa sobrevivência subterrânea na história humana. A produção húngara Regina (2013) conta com locução de Rachel Weisz e mostra a história da primeira rabina mulher no mundo, Regina Jonas, que durante a era nazista trouxe encorajamento aos judeus alemães perseguidos. Um Viajante (Un Voyageur, 2013), filme de Marcel Ophuls lançado 18 anos após seu filme anterior, mostra as memórias do diretor de The Sorrow and the Pity e de outros granes nomes do cinema, tais como Woody Allen, Stanley Kubrick, François Trunffant, entre outros. Vida como um Rumor (Life as a Rumor, 2013) é a autobiografia de Assi Dayan, um dos mais renomados cineastas israelenses, morto em maio deste ano, e filho do renomado general israelense Moshe Dayan. O cineasta acompanhou todas as encruzilhadas políticas e culturais de Israel e mostra sua perspectiva pessoal de quem acompanhou os bastidores da história de um país. O israelense Sentenças da Vida (Life Sentences, 2013) foi eleito o melhor documentário do Festival de Jerusalém 2013 e conta a história de um casal cujo um homem árabe, casado com uma mulher judia, está por trás de dezenas de ataques terroristas que abalaram o Estado de Israel em 1960. Ao ser pego, a esposa judia e os filhos ficam marcados como “os membros da família de um terrorista árabe”, fogem do país e tentam reestabelecer suas vidas em Montreal, no Canadá.

A programação completa do 18º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, com salas, horários de exibição e sinopses pode ser conferida no site www.fcjsp.com.br.



18º Festival de Cinema Judaico de São Paulo
Data: de 5 a 10 de agosto
Local: Salas gratuitas – Teatro Anne Frank (Hebraica) e Centro da Cultura Judaica. Demais – Teatro Arthur Rubinstein (Hebraica), CineSesc e Cinemark Higienópolis – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Circuncisão é estratégia bem sucedida contra Aids na África do Sul

Circuncisão é estratégia bem sucedida contra Aids na África do Sul

Decisão masculina pode salvar vidas


Ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Mtsoaledi (de branco) durante circuncisão em voluntário: estratégia contra a Aids.

A província sul-africana da Zululândia, com seu tratamento intensivo e 22% dos homens circuncidados, está se convertendo em um laboratório para o desenvolvimento de uma estratégia mundial contra o vírus da AIDS. Mais de três milhões de homens africanos compareceram voluntariamente para realizar a circuncisão, a fim de evitar infecções pelo vírus HIV.

Ver dois estudantes universitários, cujos prepúcios acabam de ser extraídos, posando como rappers sorridentes em um cartaz que promove a circuncisão masculina pode parecer chocante, mas é uma imagem lógica na Zululândia, província sul-africana com um dos mais altos níveis de infecção pelo vírusda Aids no mundo todo. Ali, uma em cada quatro pessoas vive com o HIV. No caso das mulheres na casa dos 30 anos, a porcentagem alcança a estarrecedora cifra de 56%.

Os jovens são Mxolisi Mazibuko e Sithabiso Zwane, estudantes de comércio na universidade local. Muitos de seus colegas não se submetem à circuncisão por medo de que os prepúcios extraídos venham a ser usados em rituais de bruxaria, de acordo com a instituição. Porém tal medo é cada vez mais excepcional. Mais de 175 mil homens já passaram por salas de cirurgia na província.

A Zululândia, como outras regiões da África, está sendo submetida a uma campanha de circuncisão massiva dos homens. Em dezembro de 2011, cerca de 1,5 milhão de africanos havia voluntariamente se apresentado para a circuncisão em centros especializados, segundo os últimos números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids. Em dezembro de 2012, o número já havia mais do que dobrado: 3,2 milhões de homens.

Além de garantir o tratamento contra o HIV para os habitantes da Zululândia, as autoridades e a ONG Médicos Sem Fronteiras realizam circuncisões em homens que a solicitam voluntariamente. Esta simples operação reduz em 60% o risco de transmissão do HIV, ao retirar uma mucosa por meio da qual o vírus penetra com facilidade. “Para promover a circuncisão, criam-se locais onde qualquer homem pode vir para fazer uma circuncisão médica”, explica a médica espanhola Helena Huerga, membro do Epicentre, o centro de pesquisa do Médicos Sem Fronteiras

Resultados

Huerga, nascida em Madrid em 1971, coordenou na Zululândia um estudo sobre os efeitos do tratamento em grande escala de pessoas com HIV. Os resultados, recentemente apresentados em um congresso especializado em Boston (EUA), são muito animadores. Cerca de 90% das pessoas tratadas há mais de seis meses conseguiu a supressão viral, estado em que a presença do vírus baixa até níveis indetectáveis no sangue, minimizando o risco de transmissão. Levando-se em conta a presença generalizada do vírus na região, a taxa local de novas infecções chega a ser de apenas 1,2% ao ano.

O estudo, do qual participaram 5.650 pessoas adultas, constatou o êxito das campanhas de circuncisão. “Uma porcentagem de 22% dos homens estavam circuncidados no momento em que fizemos o estudo, a maioria deles era jovem. Não há muçulmanos na região, a principal religião é o cristianismo, de modo que o número deve-se, definitivamente, ao fato de que aceitaram fazer a ciruncisão”, detalha Huerga.

O centro de operações da ONG foi Eshowe, um povoado assim chamado pelo som do vento ao acariciar as folhas das árvores próximas. Huerga ouviu esses cantos de sereia vindos dos bosques (“eshowe, eshowe, eshowe”) muitas vezes nos últimos dois anos. Eshowe e suas zonas rurais vizinhas, tomadas por plantações de cana-de-açúcar, são um laboratório para o desenvolvimento de uma estratégia mundial para a derrota do vírus da Aids, que desde o início da epidemia acabou com a vida de cerca de 36 milhões de pessoas, mais do que o dobro do número de baixas na Primeira Guerra Mundial.
O Ministério da Saúde sul-africano e a  Médicos Sem Fronteiras uniram forças para levar os remédios contra o HIV até as regiões mais remotas, facilitando os exames diagnósticos gratuitos com a finalidade de localizar o maior número possível de pessoas infectadas. Três de cada quatro pessoas que precisam de tratamento o recebem.
MMC

Mazibuko e Zwane, estudantes da Universidade de Zululândia 

Medicamentos  
“Uma pessoa que recebe tratamento e tem o vírus suprimido no sangue apresenta muito pouca chance de transmitissão”, celebra Huerga, que já passou por países como Somália, Libéria, Quênia e República Centro-Africana. Neste último, viu “um hospital onde a metade das pessoas morreriam de Aids” e pouco ou nada se podia fazer por elas. “Há lugares nos quais os tratamentos ainda não chegam e as pessoas morrem sem que sequer tenham recebido um diagnóstico”, denuncia. O estudo da Zululândia é um dos poucos que analisou os efeitos do tratamento contra o vírus da Aids, a chamada terapia antirretroviral, em comunidades africanas reais assoladas pelo patógeno.

“Aqui eu vi muita gente sendo tratada e com boa saúde. Isto demonstra que é possível tratar corretamente muita gente e nos dá um pouco de otimismo, porque se pode ir até mesmo mais longe”, defende a médica.

Em 2012, quase 10 milhões de pessoas com HIV em países em desenvolvimento tiveram acesso à terapia contra o vírus, um comprimido ao dia, que normalmente custa 100 euros ao ano. Ainda assim, quando o tratamento de primeira linha não funciona, é preciso recorrer a novos fármacos e os preços são bem maiores. Um destes medicamentos, o raltegravir, da empresa farmacêutica Merck, chega a custar 10.140 euros por pessoa ao ano na Armênia, por exemplo, um país em que o salário mínimo é pouco maior do que 80 euros por mês.

Farmacêuticas
“Não recebemos muita colaboração das grandes empresas farmacêuticas. Os fármacos genéricos produzidos na Índia têm preços mais acessíveis e, por isso, trabalhamos com eles”, observa Huerga. A médica lembra que outros 16 milhões de pessoas precisam de tratamento e não o recebem, segundo a Organização Mundial de Saúde. “Ainda há muito a ser feito, porém esse é o objetivo que temos que alcançar”.

O sucesso na Zululândia pode aproximar este objetivo. Segundo o estudo de Huerga, a Médicos Sem Fronteiras irá ajudar as autoridades a iniciar um movimento mais ambicioso. No caso do HIV, paradoxalmente, espera-se que a infecção se amplie para que o tratamento seja iniciado. O vírus ataca um tipo dos glóbulos brancos que nos defendem das infecções, os CD4. Se uma pessoa com boa saúde apresenta 1000 CD4 por milímetro cúbico de sangue, o que se esperava, até agora, era que esse número caísse até 350, para se iniciar o tratamento. A Médicos Sem Fronteiras administrará o tratamento a partir dos 500, de acordo com as últimas diretrizes da OMS.

“É muito difícil pensar em erradicar a doença, porém podemos controlá-la. Podemos conseguir que haja cada vez um número menor de novas infecções e que as pessoas que já estão infectadas vivam uma vida longa e boa, assim como as pessoas que não estão infectadas”, diz Huerga.
Tradução Henrique Mendes


Artigo publicado originalmente em Materia, site espanhol de informações científicas, com sede em Madri
Brenda Turtle sofre acidente e ortodoxos dizem que foi castigo

Brenda Turtle sofre acidente e ortodoxos dizem que foi castigo

Brenda Turtle - Coisas Judaicas
Grupo ortodoxo chama acidente de judia 'sexy' de castigo

Mulher ficou famosa por postar fotos provocantes nas redes sociais, despertando a ira dos mais conservadores

Comunidade ultraconservadora judaica atribuiu o acidente sofrido por uma judia hassídica a um "castigo divino" por causa das fotos provocantes que ela costuma postar no Facebook e no Twitter, informou o New York Post.

Brenda Turtle, cujo nome verdadeiro é Brenda Rosenberg, ficou ferida em um acidente de carro na ponte Marine Parkway em Nova York, Estados Unidos.

"Essa é uma mensagem dos céus para ela parar com os atos perversos", disse uma fonte anônima ao site de notícias de língua hebraica Kikar Hashabat.

Entre as fotos picantes de Brenda, há uma em que ela aparece envolta em um talit, um xale de oração judaico. Outra imagem mostra suas pernas nuas envoltas em um tefilin, as tiras de couro e as caixas usadas por judeus devotos para manter a palavra literal de Deus.

Em uma das fotografias mais polêmicas, a jovem de 23 anos aparece fumando cigarro e bebendo cerveja vestindo apenas um biquíni, o que seria um ultraje à comunidade ultraconservadora judaica, que prega que as mulheres devem se vestir com extrema modéstia.

"Eu não preciso de permissão, tomo minhas próprias decisões, essa é a minha prerrogativa", escreveu ela nas redes sociais.  "Eu não faço nada ilegal, cantar em um vídeo é legal, postar fotos de biquini é legal, beijar um cara e fumar cigarro é legal", explica a jovem em outro post.


Suas fotos e comentários já atraíram uma legião de fãs nas redes sociais. 

Suas fotos e comentários já atraíram uma legião de fãs nas redes sociais. "Nenhum rabino tem uma quantidade de seguidores tão grande quanto ela", disse uma fonte da comunidade ortodoxa.

Contudo, de acordo com o grupo, Brenda está despertando a cobiça de milhares de judeus ortodoxos com suas fotografias. Uma fonte revelou, por outro lado, a hiprocrisia de seus críticos, que muitas vezes usam nomes falsos para ver seus posts no Facebook - atividade proibida pelos ultraortodoxos que evitam os aspectos da vida moderna.
Três soldados israelenses morrem em operação militar em Gaza

Três soldados israelenses morrem em operação militar em Gaza

IDF sendo socorridos


Os militares morreram após uma explosão dentro de um túnel palestino

Desde o início da campanha militar Limite Protetor, 56 soldados e oficiais morreram em combate
Foto: JACK GUEZ / AFP
Três soldados israelenses morreram nesta quarta-feira em uma operação em Gaza, informou o exército. Os militares morreram em uma explosão quando acabavam de descobrir um túnel palestino em uma casa do sul da Faixa de Gaza, segundo o comunicado militar.

"A casa e o túnel tinham artefatos explosivos que foram detonados contra os soldados", acrescenta o texto.

Além disso, 27 soldados ficaram feridos em diversos incidentes relacionados com a operação terrestre que Israel realiza em Gaza. As famílias dos militares já foram notificadas sobre as mortes.

Desde o início da campanha militar Limite Protetor, 56 soldados e oficiais morreram em combate ou atingidos por projéteis disparados de Gaza.

Além disso, dois civis israelenses e um trabalhador tailandês morreram como consequência do impacto de um foguete ou de fogo de morteiro lançado contra o território de Israel.

No lado palestino, o balanço provisório de mortos na ofensiva militar israelense, que dura 22 dias, aumentou para 1.327 pessoas, enquanto os feridos superam 7.200, de acordo com fontes oficiais.

O Ministério de Saúde de Gaza informou em um comunicado que durante a jornada de hoje 93 civis palestinos morreram e mais de 200 ficaram feridos em intensos bombardeios por ar e terra lançados pelo exército israelense.

Com informações da AFP e EFE. 
Vem aí a 18a edição do Festival de Cinema Judaico de São Paulo

Vem aí a 18a edição do Festival de Cinema Judaico de São Paulo

Vem aí a 18a edição do Festival de Cinema Judaico de São Paulo
Entre os dias 5 e 10 de agosto, serão exibidas, em cinco salas de São Paulo,  mais de 30 obras de ficção e documentários ligados ao universo judaico
Organizado pela Hebraica São Paulo e integrante do calendário cultural da cidade, o Festival de Cinema Judaico de São Paulo  – FCJSP, pioneiro do gênero na América Latina, completa 18 anos em 2014. Nesta edição, que será realizada entre os dias 5 e 10 de agosto, ganham destaque produções cinematográficas de países como Israel, França, Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Polônia, Bélgica, República Tcheca e Macedônia. Também será atração a mostra especial “Com um Toque de Música” , que reúne sete filmes cuja música – elemento cultural forte entre o povo judeu – e seus principais ícones, entre eles o agente musical dos maiores nomes da música da década de 1960, Shep Gordon, são a temática central. Outro destaque vai para o recém-restaurado clássico do cinema judaico de 1938, “Mamele”.
Com mais de 30 filmes, o Festival de Cinema Judaico de São Paulo terá sua programação exibida em cinco salas paulistanas – duas na Hebraica (Teatros Arthur Rubinstein e Anne Frank), Cinemark Pátio Higienópolis, CineSesc e Centro da Cultura Judaica. Entre as obras de ficção, destacam-se filmes sobre diversos temas e períodos históricos, entre eles Amigos da França ( Les Interdits, 2013) sobre dois jovens que ajudam os judeus a saírem da União Soviética durante a Guerra Fria, período em que os judeus sofriam perseguição e não tinham o direito de sair do país;  O Cardeal Judeu (Le Métis de dieu, 2012), baseado na história real de Jean-Marie Lustiger, judeu que se converteu ao catolicismo, ingressou ao sacerdócio, chegou a ser nomeado Arcebispo de Paris, se tornou confidente do Papa João Paulo II e mesmo assim manteve sua identidade judaica e Adeus, Bagdá (Farewell Baghdad, 2014), baseado no best seller do escritor israelense Eli Amir sobre uma parte da história pouco retratada: a comunidade judaica iraquiana, considerada a mais antiga do mundo, em seus últimos anos, quando foi expulsa de Bagdá e reassentada em Israel na década de 1950.  Consequências (Aftermath, 2013),  é baseado na história real de um massacre e gerou grandes controvérsias na Polônia. Recebeu prêmios de público e de crítica em festivais de todo o mundo. Tudo Acontece em Nova York (Swim Little Fish, Swim, 2013), contará com a presença dos diretores  franceses Ruben Amar e Lola Bessis em suas duas sessões. O filme mostra a história de um casal – ela enfermeira, ele um músico judeu – que mora com sua filha de três anos em Nova York. Um dia, a jovem artista francesa Lilas vai morar no apartamento da família  e o frágil equilíbrio do lar é perturbado ainda mais.
Mostra especial “Com um Toque de Música”
Considerado um forte elemento na história e cultura do povo judeu, a música aparece em variadas formas na mostra especial desta edição do FCJSP. Um dos principais ícones da música na última década, a judia Amy Winehouse aparece no documentário Amy Winehouse, o dia que ela veio a Dingle (Amy Winehouse, the day she came to Dingle,2012), onde fala sobre sua música e influência após apresentação em uma aclamada série de TV da música irlandesa rodada na cidade de Dingle.
Documentários
Onze documentários serão exibidos ao longo da programação do FCJSP, e as produções brasileiras se destacam entre a programação. Entre elas está o Sobrevivi ao Holocausto (2014),  o primeiro filme do mundo a mostrar a história de um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, Julio Gartner, nos locais onde ele passou a guerra em 15 cidades da Europa.
Entre os documentários estrangeiros, destacam-se Em nenhum lugar da Terra (No place on Earth, 2012), sobre a história de cinco famílias judias que em 1942, na Ucrânia, se refugiaram em uma caverna para escapar dos nazistas. Eles sobreviveram no subsolo por mais de um ano e meio e tal história é considerada a mais longa sobrevivência subterrânea na história humana.
A programação completa do 18º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, com salas, horários de exibição e sinopses pode ser conferida no site www.fcjsp.com.br
Natalie Portman defende o microcrédito no combate à pobreza

Natalie Portman defende o microcrédito no combate à pobreza

Natalie Portman - Coisas Judaicas
Trabalhando com a FINCA e viajando constantemente para países em busca de histórias de mulheres que se reinventaram com a ajuda da organização, Natalie diz se sentir realmente afortunada por tudo que tem
Foto: Jamie McCarthy / Getty Images
Premiada em 2011 com um Oscar de Melhor Atriz por sua atuação no filme Cisne Negro, a atriz israelense Natalie Portman, 33 anos, coleciona uma longa lista de sucessos em Hollywood. Mas engana-se quem pensa que beleza e talento são os únicos atributos da moça.

Bailarina desde os quatro anos e atriz desde os 12, ela se formou em Psicologia na Universidade de Harvard, abriu uma produtora e, desde 2003, atua em diversas causas ambientais e sociais com destaque especial para a microfinança como meio de desenvolver o potencial e a força das mulheres no mundo.

Em fevereiro deste ano, Natalie juntou-se à iniciativa israelense Operation Human Warmth (Operação Calor Humano), com o intuito de ajudar os refugiados sírios. A atriz doou roupas e dinheiro à causa lançada em janeiro para coletar peças de frio e outros itens de primeira necessidade para todas as famílias que fugiram e ainda fogem da guerra civil na Síria.

“No meio de um inverno brutal, essas crianças não têm abrigo e suas vidas estão praticamente à mercê do frio. Eu estou orgulhosa de fazer parte de uma operação em que a juventude israelense tem se mobilizado para ajudar aqueles que mais precisam”, disse ela.

Conhecida por abraçar iniciativas ambientais, no início de 2011, Natalie enviou uma carta à Agência de Proteção Ambiental (EPA) pedindo para que a empresa limitasse a poluição de mercúrio, metal muito utilizado nas usinas de carvão nos Estados Unidos.
No mesmo ano, Natalie se juntou à entidade beneficente Free the Children (Liberte as Crianças) para lançar a campanha The Power of a Girl (O Poder de uma Garota), com o intuito de mostrar a importância da educação de meninas em nações em desenvolvimento.

Microcrédito, a causa da estrela
Natalie Portman - Coisas Judaicas
A atriz também é uma das principais defensoras do microcrédito no combate à pobreza. Em 2004, foi nomeada embaixadora internacional da esperança pela The Foundation for International Community Assistance (FINCA International)
Foto: Neilson Barnard / Getty Images

A atriz é uma das principais defensoras do microcrédito no combate à pobreza. Em 2004, foi nomeada embaixadora internacional da esperança pela The Foundation for International Community Assistance (FINCA International), uma instituição de microcrédito que serve famílias pobres em países em desenvolvimento com o objetivo de reduzir a pobreza por meio da inclusão financeira.
Negócio social é arma contra pobreza, diz banqueiro bengali 

Em 2007, ao lado da rainha da Jordânia, Rania Al-Abdullah, 43 anos, Natalie lançou a campanha Village Banking (Vila Bancária), buscando mobilizar as pessoas e os recursos necessários para levar serviços financeiros para um milhão de famílias de baixa renda no mundo, através da criação de 100 mil vilas bancárias.


A atriz também é uma das principais defensoras do microcrédito no combate à pobreza. Em 2004, foi nomeada embaixadora internacional da esperança pela The Foundation for International Community Assistance (FINCA International)
Foto: Neilson Barnard / Getty Images
Mais do que estabilidade financeira, para Natalie, a microfinança é uma história do desenvolvimento da força feminina. “Quando as mulheres conversam comigo, elas dizem o quanto se sentem bem com elas mesmas. Quando você pergunta qual a melhor coisa que aquilo lhes trouxe, elas dizem: ‘Eu pude chutar para fora o homem que estava me batendo’”, conta Natalie.
Grupo protesta contra as críticas do Planalto a ataques de Israel em Gaza

Grupo protesta contra as críticas do Planalto a ataques de Israel em Gaza

Cerca de 80 pessoas se reuniram em frente ao Palácio do Itamaraty.
Nesta terça (29), Dilma Rousseff reiterou pedido de 'cessar-fogo imediato'.

Em um ato de apoio aos ataques de Israel na Faixa de Gaza, cerca de 80 manifestantes protestaram nesta quinta-feira (30), em frente ao Palácio do Itamaraty, contra as declarações do governo brasileiro que classificaram de "desproporcional" o conflito no Oriente Médio que já provocou a morte de, pelo menos, 1.166 pessoas (1.113 palestinos e 53 soldados israelenses). A manifestação reuniu judeus que moram no Brasil e cristãos que discordam da posição adotada pela diplomacia brasileira.
Na semana passada, o governo federal divulgou nota oficial na qual classificou de "inaceitável" a escalada da violência na Faixa de Gaza. Em um gesto de inconformidade com os ataques israelenses, o Itamaraty chamou de volta o embaixador brasileiro em Israel "para consulta". A decisão gerou um mal-estar diplomático com o país do Oriente Médio.
Nesta terça-feira (29), em seu discurso na cúpula do Mercosul, na Venezuela, a presidente Dilma Rousseff pediu um "cessar-fogo imediato" em Gaza. Na ocasião, a chefe do Executivo também afirmou que o embaixador brasileiro vai retornar a Israel e descartou uma "ruptura" com o governo israelense.
Inconformados com a postura do Palácio do Planalto, os manifestantes pró-Israel se reuniram na fachada do Itamaraty por volta das 11h com faixas e cartazes que criticavam o governo federal (veja vídeo ao lado). Durante o protesto, uma das faixas do Eixo Monumental, via que concentra parte dos prédios públicos da capital federal, ficou interditada.
O presidente da Associação Cultural Israelita de Brasília (Acib), Hermano Wrobel, afirmou que o Brasil deveria se posicionar como “mediador”, e não “tomar partido de um dos lados”.
“A expectativa que nós temos é que o Brasil, que sempre atuou como mediador, como um país que une as democracias do mundo pela paz entre os povos, não aja como alguém que toma partido de algum lado. A gente não está contra o Brasil, nem contra os palestinos, nós somos contra esse ataque que a gente sofre permanentemente e que são jogados contra população civil de Israel. Nós sempre rezamos pela paz”, ressaltou Wrobel.
Uma das organizadoras do movimento, Kelita Regiane Cunha promoveu a manifestação por meio das redes sociais. Segundo ela, tudo foi programado de última hora, nesta terça (29).
“Nós estamos reunidos aqui porque o Itamaraty emitiu uma nota que o governo brasileiro condena a ação de Israel em Gaza alegando a questão das vítimas civis, só que ignora completamente as variáveis que intervém no conflito, que está lidando com o grupo terrorista do lado do Hamas que coloca sua população como escudo humano […] A gente está aqui para dizer que essa posição do governo [brasileiro] não nos representa, não representa uma grande parte do Brasil”, destacou Kelita.
Fonte: G1