Judeus ucranianos formam uma força contra os ataques antissemitas

Crédito da foto: JTA / Cortesia)Judeus ucranianos formam uma força de intervenção rápida contra os ataques antissemitas.

A força, que foi criada nas últimas semanas, atualmente é composta por oito homens que serviram nas forças armadas ucranianas ou israelenses, ou que tenham habilidades em artes marciais, segundo o fundador da equipe, Tzvi Arieli.

Os defensores estão armados com bastões de beisebol que um doador americano, cuja família vem de Kiev, enviou a equipe. "Nós estamos tentando levantar fundos para coletes à prova de bala que aumentariam nossa segurança, se a situação se agravar", disse Arieli, um ex-soldado da Latvia - uma unidade de forças especiais das Forças de Defesa de Israel, que vive atualmente na Ucrânia.
Arieli disse que criou a força-tarefa - que agora tem a sua própria página no Facebook - a pedido do rabino Yaakov Dov Bleich, o rabino-chefe da Ucrânia, após uma série de ataques antissemitas que ocorreram em Kiev, na sequência de uma revolução sangrenta que eclodiu em novembro sobre suposta corrupção do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych.

Yanukovych foi derrubado do poder em fevereiro. No mês seguinte, as tropas russas assumiram o controle da península da Criméia - uma área que pertencia à Ucrânia e à Rússia, que prontamente anexou-a, alegando que moradores haviam procurado proteção russa por medo do nacionalismo ucraniano no período pós -revolução. Centenas de pessoas morreram em confrontos entre diferentes grupos de interesse e as milícias.

"Em conversas com autoridades, tornou-se claro que as autoridades poderiam oferecer proteção limitada à comunidade judaica de modo que precisávamos manter a segurança em nossas próprias mãos", disse Arieli, que ajudou a organizar a evacuação médica de ucranianos, que tinham sido feridos em combate, para hospitais em Israel. Ele disse que a equipe de defesa estava agindo com o conhecimento e consentimento das autoridades ucranianas.

Arieli também observou que a Ucrânia, onde assaltos antissemitas costumavam ser ocorrências raras, viu quatro agressões físicas graves contra judeus ortodoxos e duas tentativas de atear fogo em sinagogas.

"Estes ataques foram bem planejados", disse Arieli, que culpou os militantes pró- russos que, segundo ele, estavam tentando justificar a agressão russa.

O Kremlin e alguns ucranianos pró- russos acusaram os ucranianos de extrema-direita pelos ataques.

"A realidade atual significa que amanhã mesmo nós poderíamos encontrar 20 pessoas com bombas incendiárias fora das sinagogas. Nós precisamos estar preparados", disse Arieli.

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