31 de out. de 2013

Nacionalismo e xenofobia" estão em ascensão antes de eleições europeias

Nacionalismo e xenofobia" estão em ascensão antes de eleições europeias

Por Luke Baker e Stephen Adler


BRUXELAS, 30 Out (Reuters) - O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou contra a ascensão do nacionalismo, da xenofobia e do racismo até a eleição para o Parlamento Europeu, no ano que vem, quando há a previsão de um bom desempenho dos partidos anti-UE e de protesto.
A vários meses das eleições de 22 a 25 de maio nos 28 países do bloco, as pesquisas sugerem um forte apoio a candidatos de ultraesquerda e ultradireita, refletindo a frustração do eleitorado com a Europa após três anos de turbulências financeiras, contração do crescimento e avanço do desemprego.
"Precisamos ser honestos de que a crise e a ascensão do desemprego são uma ocasião para que forças populistas se tornem mais agressivas e ganhem alguns votos", disse Barroso, um político de centro-direita que já foi primeiro-ministro de Portugal, em entrevista exclusiva à Reuters.
"O que não gostamos é do discurso que às vezes está por trás dos slogans antieuropeus, um discurso que está promovendo o que eu chamo de valores negativos, coisas como o nacionalismo estreito, o protecionismo e a xenofobia. Essa é uma preocupação."
"Não devemos nos esquecer que na Europa, há não muitas décadas, tivemos fatos muitíssimo preocupantes de xenofobia, racismo e intolerância. Então acho que todo mundo que tem princípios europeus deveria se preocupar com alguns desses movimentos."
Barroso não mencionou nominalmente nenhum partido ou movimento. Mas as pesquisas sugerem que partidos de direita com posições agressivas a respeito da imigração poderão ir bem em vários países, incluindo Grã-Bretanha, França e Finlândia.
Na Grã-Bretanha, o Partido da Independência do Reino Unido deve ficar em primeiro ou segundo lugar, a julgar pelas pesquisas atuais. Na França, a direitista Frente Nacional, de Marine le Pen, se distanciou dos dois partidos mais tradicionais e próximos do centro, e virou favorita.
Além disso, há movimentos de extrema esquerda ou de protesto com grande popularidade na Grécia e na Itália, e também partidos com uma pauta única, como o alemão AfD (antieuro), que devem obter representação entre as 760 cadeiras do Parlamento Europeu, única instância de poder do bloco eleita por voto direto.
Analistas dizem que é cedo para fazer previsões de bancadas, mas estimativas mais amplas sugerem que os partidos de protesto e anti-UE ficariam com 20 a 30 por cento dos votos.

"As forças pró-europeias ... precisam assumir a liderança, sem dar a iniciativa a forças extremistas, e explicar de forma racional e razoável o que a Europa traz", disse Barroso.

30 de out. de 2013

Amor e Paciência

Amor e Paciência



Esta história ocorreu há mais de 25 anos, em Boston. Sr. M. era um judeu ortodoxo moderno da classe média, bem-sucedido. Ele tinha um filho religioso que havia se tornado um estudante proeminente da Boston University.

O garoto era tudo o que um pai judeu poderia desejar; inteligente, bonito, bem educado e, mais importante, observante das leis da Torá. Ele rezava todos os dias com Tefilin e fazia todas as refeições na cafeteria casher da universidade.

Então, um dia, o menino ligou para casa e disse ao pai que não precisava mais pagar o restaurante casher.

O pai não entendeu e perguntou: “Por que meu filho? Você está cozinhando sua própria comida? Ou decidiu se tornar vegetariano?”

“Não, pai!” O menino respondeu. “Não tenho comido nada casher já há alguns meses. Decidi que estou dando um tempo ao judaísmo.”

Essa noticia caiu como uma bomba na cabeça do Sr. M., ele tentou de algum modo convencê-lo do contrário, mas foi como conversar com uma parede, o garoto tinha decidido que não queria ser diferente dos outros. Sr. M. tentou de tudo, falou com os amigos do filho, pediu ajuda a alguns rabinos, mas nada adiantou.

Ele ficou deprimido, começou a se culpar; ele não deveria ter mandado seu filho para a universidade. Ele nunca teria imaginado que isso aconteceria. O menino parecia tão feliz, tão livre! O que poderia ter levado a essa situação?

Em seguida ele sentiu raiva. Seu filho era um ingrato! Depois de tudo o que tinham feito por ele! Ele sabe o quanto o judaísmo significa para seus pais e não dá a mínima?!

Pior ainda, com o passar do tempo já nem conseguia olhar para seu filho, era como se visse o seu próprio fracasso. Ele nem queria mais encontrar com ele, e aos poucos estava enlouquecendo. Um de seus bons amigos percebeu como ele estava se sentindo e aconselhou-o a encontrar-se com o Rebe de Lubavitch.

O Sr. M. não acreditou que o amigo estava propondo isso como solução, mas ele o convenceu dizendo que não custaria nada e que o Rebe fazia muitos milagres, sendo um grandíssimo conhecedor da Torá etc. Alguns dias depois o Sr. M. estava na fila para uma audiência com o Rebe, às 3 da manhã. A porta de madeira do quarto do Rebe se abriu, e alguém saiu com os olhos bem vermelhos. O Sr. M. e sua esposa entraram e acharam logo o Rebe muito simpático. O Rebe leu sua carta breve e falou:

“O senhor deve ter paciência. Não corte relações com seu filho. O senhor deve aceitá-lo como está e ter uma relação positiva com ele. No final ele retornará.”

O Rebe leu o bilhete novamente e acrescentou. “Poderá levar 18 anos, talvez 20 anos, talvez 22 anos, mas certamente ele retornará ao judaísmo.”

O Sr. M. deixou o escritório do Rebe como um novo homem; as suas palavras o acalmaram. Até aquele momento ele achava que deveria controlar seu filho... controlar tudo o que está a sua volta. Mas agora havia percebido que deveria deixar o futuro nas mãos do Criador; se acalmar e deixar o Rei do Universo tomar conta. Então ele esperou. Seu filho saiu de casa, e voltava de vez em quando, e então eles simplesmente derramavam amor sobre ele e deixavam o resto com D’us.

O tempo passou. Enquanto isso seu filho tornou-se um homem de sucesso e foi até escolhido pelo ex-presidente Clinton para participar do seu Conselho. A maior parte do tempo ele passava em Washington D.C., longe de casa. Seus pais continuavam lhe telefonando toda sexta-feira para lhe desejar um bom Shabat e bom Yom Tov antes de cada festa.

Então 18 anos depois de sair de casa, seu filho ligou para passar Rosh Hashaná em casa.

Seus pais ficaram radiantes de felicidade e o Rosh Hashaná daquele ano foi como o paraíso na terra. Mas depois se despediram e ele desapareceu por mais 2 anos recusando convites para passar o Shabat na casa dos pais.

Então ele ligou de novo por sua própria iniciativa e perguntou se podia passar Pêssach com os pais. Novamente o receberam de braços abertos e nos dois primeiros dias da festa o filho dormiu em seu quarto antigo se sentindo em casa e os pais nas nuvens! Então depois do segundo seder ele pegou o carro e se mandou de novo.

Mais dois anos se passaram até que ele fez contato com seus pais novamente. Mas eles já tinham aprendido com o Rebe a ter paciência. Esse telefonema foi aguardado durante anos: o filho os convidou para conhecerem sua casa.

“Não se preocupem.” Ele lhes garantiu. “Vocês podem comer na minha casa, está completamente casher.”

Ele tinha encontrado o emissário Chabad de Washington D.C., Rabino Levi Shemtov e todo o seu judaísmo tinha retornado como um raio, até mesmo a Torá que tinha aprendido quando criança. Pouco tempo depois casou-se com uma moça judia, tiveram filhos e ele realizou todos os sonhos de seus pais... uma família com o verdadeiro legado de Avraham, Yitshac e Yaacov.

De repente eles entenderam o que o Rebe queria dizer quando falou 18, 20 e 22 anos; esses foram exatamente os períodos no qual seu filho teve as mudanças que resultaram no retorno completo. Depois de 18 anos ele voltou para Rosh Hashaná, após 20 anos para Pêssach e depois de 22 anos para sempre.

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Pergunte a Shimon Peres

Pergunte a Shimon Peres

Shimon Peres, o presidente de Israel, é um grande democrata e usuário ativo do Facebook. Ele receberá em sua página perguntas de internautas do mundo inteiro, até 31 de outubro. 

Aquelas que forem mais curtidas serão respondidas pessoalmente por ele. Clique aqui para fazer sua pergunta e ler as que já foram feitas:http://on.fb.me/18djMwG

Para enviar sua pergunta, clique no campo "Add a comment", do lado direito da página.
Quem é e de onde veio o marrano?

Quem é e de onde veio o marrano?

Coisas Judaicas

O termo Marrano que em espanhol significa porco ou leitão de acordo com as pesquisa de David Maeso (1977) “tem um forte significado pejorativo que veio a ser designativo dos judeus que se converteram ao cristianismo, se não de forma sincera, mas ao menos para escapar dos perigos que representava o tribunal da santa inquisição”. 

Já segundo Lipiner (1977), a terminologia é muito mais antiga do que o significado anterior. Apresenta as definições de Marrano como sendo de origem hebraica ou aramaica: Mumar, que significa converso, oriundo da raiz hebraica mumar acrescido de sufixo em idioma castelhano ano vindo a derivar mumrrano, que abreviando torna-se marrano, designando justamente o convertido a fé cristã católica romana. 
Poderia ser ainda uma acomodação para as línguas ibéricas do vocábulo hebraico Marit-ayn que significa aparência, pois muitos destes convertidos o eram somente em aparência, pois dentro de seus lares continuariam a professar e praticar a fé judaica. Ocorre ainda a referencia a outras formas ou origens, como os termos Mar-anús: designando o homem batizado à força, de forma amargurante e humilhante, onde o vocábulo Mar em hebraico significa amargo e Anus, em hebraico, significa forçado, violentado.

                              Mais recentemente, com o constante crescimento de movimentos de legalização da causa marrana, paulatinamente vem-se substituindo este termo, que para muito ainda soa pejorativamente por um outro, também de origem hebraica que seria Ben Anus ou Bnei Anussim, onde ben significa filho em hebraico e bnei como forma plural de ben, da mesma forma o termo anus ganha sua forma plural em anussim.

                             Entende-se de fato que ambos todos os termos citados, seja Marrano, Bnei Anussim, ou simplesmente Anussim, vem a designar o judeu de origem ibérica que no período compreendido entre os séculos XIII e XV teve de optar pela conversão forçada ao catolicismo romano ou a morte, e que sofreu ainda até o século XIX, mas precisamente no ano de 1821 uma dura e forte perseguição, justamente por ainda praticarem o judaísmo familiar. Assim com o passar do tempo, veio a ganhar significados pejorativos, sempre ou quase sempre relacionados com uma das mais importantes práticas ou regras alimentares da fé judaica que é justamente a não ingestão de carne de porco.

                            Portanto, os termos, Marrano, Anus, Ben Anus, juntamente com seus plurais e femininos respectivos se referem aos Judeus da península ibérica (Portugal e Espanha) que foram obrigados a professarem a fé católica romana, e também aos descendentes que nos dias de hoje buscam retornar a fazer parte de forma oficial ou não de todo o legado histórico-sócio-cultural de seus antepassados, e que foram ao longo do tempo deixando sua marca na construção da nação que hoje povoa o território das Américas, mas precisamente o Brasil (que é o enfoque referencial deste trabalho).

RODRIGUES, Albo Berro. Movimento Anussim: O difícil retorno ao lar. 2010. 34 páginas. 
Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em História, Universidade Norte do Paraná, Ijuí, 2010.
Israel liberta presos palestinos, mas busca ampliar assentamentos

Israel liberta presos palestinos, mas busca ampliar assentamentos

BELÉM, Cisjordânia, 30 Out (Reuters) - Israel libertou nesta quarta-feira 26 presos palestinos, como parte de um processo de paz mediado pelos EUA, mas anunciou que mantém planos para construir mais casas para colonos judeus, numa aparente tentativa de agradar israelenses radicais.
Os presos, condenados pela morte de israelenses, foram recepcionados como heróis na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.
"Nossos heróis estão vindo para casa, longa vida aos prisioneiros", gritava a multidão em frente à sede do escritório do presidente palestino, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia.
Issa Abed Rabbo, condenado por assassinar dois excursionistas israelenses em 1984, foi carregado sobre os ombros de simpatizantes pelos becos da cidade bíblica de Belém, ao som de rojões e canções patrióticas.
"Minha sensação é a de um comandante regressando da batalha, carregando uma bandeira de vitória e liberdade", disse Abed Rabbo, fazendo um V de vitória com os dedos.
Os presos, encarcerados antes ou logo depois do primeiro acordo de paz provisório entre palestinos e israelenses, há 20 anos, foram soltos como parte de uma anistia limitada, exigida pelos palestinos como condição para a retomada das negociações.
Essa é a segunda leva de prisioneiros a serem soltos desde a retomada do processo de paz, em julho, após um hiato de três anos. Parte da coalizão que governa Israel --principalmente o partido Lar Judaico, favorável aos colonos judeus da Cisjordânia-- pressionava o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a cancelar a anistia.

Paralelamente à libertação, o Ministério do Interior israelense anunciou que levará adiante os planos para a construção de 1.500 novas moradias em Ramat Shlomo, assentamento que fica numa área da Cisjordânia vista por Israel como parte de Jerusalém. 
O projeto foi anunciado inicialmente em 2010, mas desagradou aos EUA por atrapalhar o processo de paz, e por isso foi arquivado. Em dezembro de 2012, Israel anunciou a intenção de retomar o projeto, mas o arquivou novamente em março deste ano, antes de uma visita do presidente norte-americano, Barack Obama, a Israel.
Os palestinos, que desejam estabelecer um Estado para si em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, territórios capturados por Israel numa guerra em 1967, condenaram o anúncio das obras. "Essa política é destrutiva para o processo de paz", disse Nabil Abu Rdeineh, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
A maioria dos países considera os assentamentos israelenses como ilegais, e os palestinos dizem que esses enclaves inviabilizam a formação de um Estado seu. Israel diz que Ramat Shlomo, como parte do município de Israel, permanecerá sob controle do Estado judeu após um eventual acordo de paz.
(Reportagem adicional de Ali Sawafta, em Ramallah, e Nidal al-Mughrabi, em Gaza)

29 de out. de 2013

Israel construirá 5º maior estação de energia solar do mundo

Israel construirá 5º maior estação de energia solar do mundo

Israel deve começar a construir no próximo ano a quinta maior estação de energia solar do mundo. 
O principal objetivo do país é reduzir a dependência do país em combustíveis fósseis. As informações são do Mashable.
Se tudo der certo, a planta de energia solar de 1,1 bilhão de dólares será capaz de gerar 121 megawatts de eletricidade a partir de 2016. Essa quantidade é suficiente para fornecer energia para cerca de 40 mil lares no país.
Mas esta é apenas parte de um plano para construir três usinas solares para diminuir drasticamente a dependência dos combustíveis fósseis. Entregar 121 megawatts é apenas uma parte dos 250 megawatts que a estrutura completa deve fornecer. O projeto deve contribuir para o plano do país de gerar 10% de sua energia a partir de fontes renováveis ​​até 2020.
A estação funcionará com espelhos de heliostato que refletem os raios do sol em direção a torres de energia solar. As torres transformam os raios em vapor, que, em seguida, passam pelas turbinas e viram eletricidade.
A construção das usinas será feita em parceria com a empresa americana BrightSource e com a empresa francesa Alstom. A BrightSource já tem experiência na construção de grandes centrais solares. Seu maior projeto é a instalação de usina solar Ivanpah, no deserto de Mojave, na Califórnia.
Apostas no Avião

Apostas no Avião


    
Em Tor@mail
    
Um advogado e um velhinho judeu estão sentados lado a lado num voo longo. O advogado pensa que judeus são muito tolos e que pode enganá-los facilmente... então ele pergunta se o judeu gostaria de jogar um jogo divertido. O velhinho judeu está cansado e quer simplesmente tirar um cochilo, então cordialmente declina a proposta.

Mas o advogado insiste dizendo que é muito divertido. “Eu te faço uma pergunta e se o senhor não souber, me paga U$ 5. Então o senhor me faz uma pergunta e se eu não souber lhe pago U$ 500.

O judeu acaba concordando e então o advogado começa a primeira pergunta. “Qual é a distância da Terra para a Lua?” O velhinho judeu não fala nada, pega sua carteira e lhe entrega uma nota de U$ 5. Agora é a vez do velhinho perguntar:

“O que é o que é, sobe uma montanha com três patas e desce de volta com quatro?”

O advogado usa seu laptop e procura todas as referências possíveis na Internet, manda e-mail para todos os amigos inteligentes que conhece, mas sem resultado. Depois de uma hora procurando finalmente desiste. Ele acorda o velhinho e lhe entrega U$ 500. O velhinho volta logo a dormir.

O advogado fica louco de curiosidade sem saber a resposta e então volta a acordar o velhinho lhe perguntando “Ora, então o que é que sobe uma montanha com três patas e desce de volta com quatro?”

O judeu pega sua carteira e entrega ao advogado uma nota de U$ 5 e volta a dormir.

28 de out. de 2013

Paula Abdul to celebrate her bat mitzvah at Western Wall

Paula Abdul to celebrate her bat mitzvah at Western Wall

 My love is real. Paula Abdul

Born in Los Angeles to Jewish parents, the singer, dancer, choreographer and celebrity judge is set to make first visit to Israel this week • As guest of Israel's Tourism Ministry, the Grammy and Emmy winner will meet with Minister Uzi Landau.

Singer, dancer, choreographer and celebrity judge Paula Abdul is coming to Israel this week as a guest of the Tourism Ministry.
Israeli daily Yedioth Ahronoth reported Monday that the pop star was planning to celebrate her bat mitzvah at the Western Wall during her visit, nearly four decades after the traditional age of 12.
During her first visit to the country, the Grammy and Emmy winner is scheduled to meet with Tourism Minister Uzi Landau to discuss the many facets of Israeli culture in which she takes an interest – the modern, effervescent, innovative Israel alongside the multicultural historic land.

Abdul, who was born in Los Angeles, California to Jewish parents, began her career as young as age 8. She worked as an in-demand choreographer, working on music videos with top tier artists like Janet Jackson and others. She later launched a solo singing career and enjoyed a lot of success.

In recent years, Abdul was best known for her work on television talent shows as a judge on the American Idol and X Factor panels.

Meanwhile, according to Entertainmentwise.com, Abdul's fellow judge on American Idol and the X Factor, Simon Cowell, is preparing for his wedding to Jewish girlfriend Lauren Silverman by taking Israeli dancing lessons. According to the report, Cowell has agreed to have a Jewish wedding when he ties the knot with Silverman, who will soon give birth to his child.
 Contra Mau Olhado

Contra Mau Olhado


Como podemos nos proteger do mau olhado (ayin hará)?

Pergunta:

Como podemos nos proteger do mau olhado (ayin hará)? Disseram-me que mau olhado somente faz efeito se você lhe der atenção.

Resposta:

A verdade é que nenhuma pessoa pode fazer algo para prejudicar outra pessoa, a menos que D'us concorde com isso, ou deseje que aconteça, por alguma razão somente d'Ele conhecida. Portanto, o que é mau olhado e como funciona?

Quando outra pessoa olha para você e diz ou pensa "Oh, por que ele tem isso e aquilo, ou por que sua casa ou roupas, ou jóias, ou seja lá o que for é tão bonita?", esta pessoa está dando um "mau olhado" a você. E nós mencionamos em nossas preces para sermos salvos de um mau olhado - portanto, isso deve existir.

O que acontece depois? A única coisa que um mau olhado pode fazer é fazer que eles (no Céu) abram seus registros naquele momento. Se não há problemas anotados, você está a salvo do mau olhado; por isso devemos cumprir mitsvot, porque elas nos protegem de todo tipo de dano, físico ou espiritual. Se você "está no vermelho", então será julgado naquele momento, como resultado do mau olhado. 

Do contrário o julgamento será adiado para uma outra ocasião, o que dará a você tempo para "desfazer" o negativo através de teshuvá (arrependimento). Portanto, o que um mau olhado faz é colocar seu registro por cima, para ser o próximo na fila. E apenas D'us decidirá como lidar com seu caso. Você pode ter muitos méritos e mitsvot que o protegem, e neste caso um mau olhado não terá efeito. Ou você pode estar sem estas proteções, e se as coisas negativas tiverem que cruzar seu caminho, isso acontecerá.

A razão de alguém ter lhe falado que um mau olhado apenas surte efeito se você pensar sobre isso, é que caso você pense a respeito o tempo todo, você mesmo estará trazendo este assunto à baila, e assim seus registros estão abertos, como foi explicado acima.

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Smartphone israelense” ajuda a cuidar da saúde

Smartphone israelense” ajuda a cuidar da saúde

Com o novo smartphone desenvolvido pela empresa israelense LifeWatch Technologies, você pode realizar e analisar vários tipos de exames – a qualquer hora e em todo lugar, apenas com um clique. 

O “LifeWatch V”, baseado no sistema Android, será de grande utilidade para ajudar a administrar muitos aspectos de algumas condições médicas crônicas, como a diabetes. “As tiras para os testes de glicemia podem ser inseridas em uma entrada no celular em uma área de aço inoxidável e ele pode mandar lembretes para a verificação dos níveis de glicemia e aplicação de insulina”, exemplifica Yacov Geva, diretor-executivo da empresa. 

Ele acrescenta: “Com a ajuda dos sensores embutidos do smartphone, você também pode checar o nível de saturação de oxigênio no sangue e fazer um eletrocardiograma em casa, ou medir a sua pressão sanguínea utilizando uma manga acessória. 

Além disso, o smartphone oferece o recurso de um termômetro e um podômetro para ajudar a monitorar suas caminhadas do dia a dia. Para completar, você também pode usar o smartphone para calcular a sua porcentagem de gordura corporal e até mesmo registrar seus exercícios”. Toda a informação coletada pelo aparelho será enviada para um servidor na nuvem para ser analisada pelos logaritmos de propriedade da empresa. “Os resultados e os dados sobre possíveis tendências são rapidamente compartilhados com o usuário, e, se desejado, com uma terceira pessoa via mensagem de texto ou e-mail”, destaca Geva.


O que faz esse dispositivo diferente de aplicativos que podem ser baixados nos celulares é que o smartphone por inteiro é dedicado ao monitoramento, à análise e à prevenção dos níveis de saúde, incorporando diversos aplicativos e aparatos a uma só máquina. “Os pais podem monitorar seus filhos para saber se eles estão fazendo os testes diários e tomando a insulina enquanto estão na escola”, afirma Geva. “Digamos que uma criança tenha que fazer um teste de glicemia às 9 horas. 

Quando ela faz o teste, a informação é automaticamente enviada para a nuvem e os pais podem ter acesso aos resultados imediatamente, em qualquer tipo de aparelho. Se os pais não veem que os testes foram feitos, podem ligar para lembrar ao filho”. 

A Rehovot, empresa sediada em Israel, pretende iniciar as vendas em Israel e na Europa no fim de 2013. A interface estará disponível em hebraico, inglês, português, espanhol, italiano, russo, chinês e japonês. O custo do aparelho ficará em torno de US$ 600. 

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Israel ataca instalação do Hamas após disparo de foguetes

Israel ataca instalação do Hamas após disparo de foguetes


 Após o lançamento de várias bombas em direção à cidade de Ashkelon, em Israel, a aviação deste país atacou nesta segunda-feira um campo de treinamento do braço armado do Hamas no norte da Faixa de Gaza.
Fontes dos serviços de segurança do Hamas, que governa Gaza desde 2007, disseram que um avião F-16 disparou um foguete contra o campo de treino e que a explosão não deixou vítimas.
Testemunhas disseram que o local atingido é uma instalação dos Batalhões de Iz A-din Al Qasam, braço armado do movimento islamita.
Horas antes do ataque, milicianos dispararam da região quatro foguetes e bombas contra o sul de Israel.
"Um dos projéteis foi interceptado sobre Ashkelon pelo sistema antiaéreo Cúpula de ferro", informaram fontes militares.
O ataque aéreo israelense é o primeiro ao norte de Gaza desde a ofensiva Pilar Defensivo, em novembro de 2012.
Israel começa a libertar 26 presos palestinos em meio a debate interno

Israel começa a libertar 26 presos palestinos em meio a debate interno

Israel iniciou neste domingo o processo para soltar 26 presos palestinos com um duro debate entre os ministros do governo e a incomum intervenção pessoal do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, que impediu um projeto de lei que bloquearia a libertação. O debate aconteceu na Comissão Ministerial para Assuntos Legislativos, que analisou hoje um projeto de lei de uma deputada do partido nacionalista Lar Judeu para evitar "a libertação de terroristas como gesto de boa vontade diplomática".
Em reunião marcada por gritos e acusações, os ministros que pertencem ao Lar Judeu e Israel Beteinu recriminaram seus colegas do Likud e de outros partidos do governo que votaram a favor de libertar palestinos que cumprem pena por "terrorismo". "É um dia triste para a luta contra o terrorismo, seguiremos lutando com toda nossa força para impedir a libertação de assassinos", disseram os representantes do Lar Judeu, dirigido pelo ministro da Indústria e Comércio, o nacionalista Naftali Benet.
De acordo com a segunda fase de um acordo estipulado em julho, antes do reinício das negociações de paz, Israel irá soltar na terça-feira 26 presos palestinos condenados por delitos cometidos antes de 1993. Os presos foram reunidos no sábado em uma penitenciária do centro de Israel e a liberação ocorrerá 48 depois que o Serviço de Prisões publicar seus nomes, mecanismo adotado para permitir que os cidadãos recorram da decisão na Justiça.
Até agora, o Poder Judiciário se absteve de intervir neste tipo de decisão do governo, por isso não se espera nenhum atraso no prazo previsto. O projeto de lei para impedir a medida foi rejeitado hoje por oito votos contra cinco. Ele tentava neutralizar a autoridade do Poder Judiciário e do chefe do Estado - que referenda os indultos - e, ao mesmo tempo, habilitar o Parlamento a proibir este tipo de decisão.
Para pôr fim à discussão, Netanyahu enviou urgentemente à reunião o secretário do governo, Avijai Mandelblitt, que lembrou aos ministros rebeldes que a libertação de um total de 104 presos (os restantes serão soltos em etapas posteriores) conta com a aprovação do Conselho de Ministros. "O governo é um organismo sério. Não se pode reverter suas decisões. Os ministros devem prestar atenção que este projeto atará pés e mãos dos governos em qualquer acordo de paz futuro", advertiu o mensageiro.
O Conselho de Ministros aprovou a libertação de presos em agosto passado, medida que trouxe os palestinos de volta à mesa de negociações sem obrigar Israel a congelar a polêmica construção nos assentamentos judaicos. Em 13 de agosto, os primeiros 26 presos foram soltos e o restante será libertado ao longo dos nove meses em que durarem as negociações de paz.
Israel encerra oficialmente boicote ao Conselho de Direitos Humanos

Israel encerra oficialmente boicote ao Conselho de Direitos Humanos

Israel confirmou oficialmente o fim do boicote ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após um ano e meio de afronta à entidade. Benjamin Netanyah, premiê do país, declarou que enviará uma delegação de diplomatas para o encontro, previsto para esta terça-feira, em Genebra (Suíça).
O Estado judaico rompeu relações com o Conselho de Direitos Humanos em março de 2012, quando a instituição decidiu lançar a primeira investigação internacional independente sobre as consequências das colônias israelenses nos territórios ocupados.
Em 7 de junho passado, Israel manifestou sua intenção de voltar a travar discussões com o Conselho que decidiu dedicar, então, uma sessão especial ao Estado hebreu em 29 de outubro - informou um porta-voz da instituição.
Israel já boicotou uma sessão especial do Conselho em 29 de janeiro, o que nunca havia acontecido na história da instituição.
Antes de confirmar o fim do boicote, Israel teria sido alertado pela Alemanha sobre um "severo abalo diplomático" na situação. Segundo informações do jornal Haaretz, o ministro alemão de Relações Internacionais, Guido Westerwelle, teria enviado uma carta ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, com a ameaça.
 Paula Abdul

Paula Abdul

Coisas Judaicas
Paula Julie Abdul nasceu  numa família judaica na Califórnia, seu pai é sírio e foi criado no Brasil tendo, posteriormente, emigrado para os Estados Unidos. Sua mãe é oriunda do Canadá. Paula nasceu no ano de 1962. 
Sua carreira artística começou na década de 80 como coreógrafa, onde se tornou bem-sucedida sendo requisitada para filmar vídeos para Janet e Michael Jackson.

No final dos anos 80,Paula decidiu perseguir a carreira como cantora. Seu primeiro álbum intitulado "Forever Your Girl" foi lançado em 1988 e teve um excelente retorno comercial atingindo a marca de 17 milhões de cópias vendidas no mundo e ficando por 10 semanas como número 1 na Billboard.

Os dois primeiros singles originados desse álbum foram "Knocked Out" e "(It's Just) The Way That You Love Me". Ambos bem aceitos pela mídia especializada e público, mas foi com o terceiro single "Straight Up", que Paula se tornou uma superstar.

Não demorou muito e em 1991 chega as lojas o segundo álbum de Paula Abdul. Entitulado "Spellbound", o álbum também foi muito bem-sucedido vendendo mais de 9 milhões de cópias no mundo.

Depois de "Spellbound", Paula ficou alguns anos sem produzir. Durante esse tempo ela teve que se defender de um processo no qual estava sendo acusada por sua antiga back vocal, que alegava que era ela e não Abdul que havia cantado Forever Your Girl.

Em 1995, Paula lançou seu terceiro álbum intitulado "Head Over Heels". O disco, não teve o mesmo sucesso que os anteriores, mas vendeu mais de 3 milhões de cópias no mundo e atingiu a posição 18 na Billboard.
Torá: A única verdade?

Torá: A única verdade?

Por Tzvi Freeman 
Coisas Judaicas


A Torá é a verdade completa? Toda a verdade, no sentido que nenhuma outra fonte tem alguma verdade que não esteja na Torá? Ou é possível que alguma outra fonte de sabedoria tenha uma outra parte da verdade que pareceria diferente, mas na verdade seria complementar e não mutuamente exclusiva? A Torá é uma verdade ou é a verdade?

Esta é uma das perguntas que realmente vai ao fundo das coisas. Posso citar declarações como: “A Torá de D’us é completa”1 ou, “Não há a menor coisa que não seja citada na Torá”2, ou ainda: “Toda sabedoria e todo evento que jamais acontecerá está incluído nos Cinco Livros de Moshê.”3Incluindo alguma exclusividade: “Não há outra verdade, exceto a Torá.”4

Há uma bela, liberal e universalista citação do Talmud: “Se lhe disserem que há sabedoria entre as outras nações, acredite neles. Se lhe disserem que há Torá entre as nações, não acredite neles.” (Midrash Rabá, Eichá, 17)

Você poderá então argumentar que o Talmud está dizendo que existe sabedoria que não é Torá. Mas acabamos de dizer que a Torá é a exclusiva verdade! Então, se a Torá tem direitos exclusivos sobre a verdade, que tipo de sabedoria existe que não seja verdade?

Maimônides aceitou aquela última declaração do Talmud de maneira bem prática. A respeito de estudar astronomia com os escritos dos gregos idólatras, ele escreve: “Aceita a verdade, venha de onde vier.”5

Tudo bem, então ele se qualifica dizendo que esta sabedoria estava originalmente entre a Tribo de Yissachar mas se perdeu para os judeus, portanto agora temos de restaurá-la aprendendo com os gregos. Assim, também, outros escrevem sobre todas as ciências que aprendemos com os gregos, persas ou seja lá quem for – elas todas se originaram de Avraham e mais tarde de Shelomo mas ficaram perdidas, somente para as recuperarmos com as outras nações.

Apesar disso, o que isso diz para a alegação abrangente, exclusiva da Torá sobre a verdade? Se “a Torá é completa” e não há “outra verdade exceto a da Torá” então por que Maimônides precisou estudar Ptolomeu (e Aristóteles, Galeno e Averroes)?

Quantas verdades existem?

Você conhece o ditado: “Ponha dois judeus juntos e haverá três opiniões.” 

Bem, isso não é novo. Duvido que exista um tema na Torá que não tenha sido sujeito a debates – e os lados com freqüência tomam lados extremos. Não estamos falando apenas sobre qual cadarço do sapato amarrar primeiro (na verdade, isso é algo sobre o qual eles concordam). Estamos falando sobre debates como aqueles das escolas de Hilel e Shamai: qual veio primeiro, o céu ou a terra?6 Foi melhor para o homem ter sido criado ou somos os derrotados neste jogo?7Olhe o que está por trás de todos estes argumentos, e você encontrará um tema comum: “Devemos ser idealistas ou pragmatistas?” Ora, se você ainda não consegue se decidir sobre algo assim, como reivindica os direitos exclusivos, abrangentes, da Torá?

A Torá vai além da sabedoria. Fala sobre o certo e o errado, do 
bem e do mal – i.e., 
aquilo que D’us deseja que façamos e não façamos em Seu 
mundo.
O debate idealista/pragmatista deixa uma trilha longa e ininterrupta através dos campos de batalha da Torá, de Moshê a Shelomô ao Talmud, de Maimônides aos cabalistas até os dias de hoje: o ascetismo é um bom caminho ou D’us deseja que desfrutemos Seu mundo? O que tem prioridade, o estudo ou as boas ações? Quem é mais elevado, o puro, imaculado tsadic ou o pecador arrependido? Como recebemos a suprema recompensa, como uma alma sem um corpo, ou como uma alma dentro de um corpo?

Existem assuntos ainda mais fundamentais sob discussão – como por exemplo, quais são os princípios básicos da Fé Judaica? Maimônides relaciona treze, Rabi Yossef Albo em seu Sefer Ha-Ikrim argumenta que há na verdade apenas três. Outros dizem que toda a noção de contar princípios é insustentável.

Maimônides, por exemplo, conta a crença de que D’us é não-corpóreo como um princípio básico. Ele escreve que quem acredita que D’us tem um corpo perde o direito à sua porção no Mundo Vindouro. Rabi Avraham ibn David (“O Raavad”) ataca sua declaração, dizendo que muitos judeus que são melhores que ele – Maimônides – (!) lêem as Escrituras e ingenuamente entenderam que D’us tem um corpo. Portanto escrevemos alguma coisa, você lê e a aceita literalmente, e depois nós o atiramos para fora da festa – isso é justo?

Certo, ninguém está discutindo se D’us tem um corpo ou não. Também não se está discutindo a veracidade de qualquer outra coisa que Maimônides tenha escolhido rotular como princípios. Trata-se apenas que um diz que o Judaísmo é isso, o outro diz não, é aquilo, e um outro ainda diz que não é nenhum daqueles. Mas o fato de poder existir contenda sobre a própria definição da crença judaica é nada menos que assombroso. Se não conseguimos definir nosso sistema de crença, como podemos reivindicar “A Verdade”?

Tenho mais uma: Alguns cabalistas escrevem que nossa Torá ensina que D’us criou um “espaço vazio” dentro de Seu Ser no qual criou o mundo – isso significa que Ele não está aqui em nosso mundo. Outros insistem que esta constrição (tzimtzum) não é literal, mas um espelho com um lado no qual o mundo se vê como habitando um espaço vazio de D’us, mas na verdade, “a existência inteira está repleta com Sua presença” e “não há lugar sem Ele,” Não importa como a dialética funciona, se D’us está ou não aqui me parece bastante fundamental. 

Então digamos que podemos voltar àqueles Sábios do Talmud que se revelaram nesta atmosfera de debate e proliferação de idéias, e perguntamos a eles esta questão candente: Como avalia esta atitude da Torá ser A Verdade? A Verdade não deveria falar com autoridade, com certeza e livre de todas as ambigüidades?

Aqui, finalmente, há um consenso – que é um retumbante “Não!”

A Torá não é sobre as idéias
de D’us. A Torá é sobre como D’us pensa sobre estas idéias.
Nas palavras da voz vinda do Céu, ouvida pelos alunos de Hilel e Shamai após muitos anos de um dos debates mais acalorados: “Ambas são as palavras do D’us vivo.”8 Um pouco mais poeticamente, nas palavras de Rabi Elazar ben Azariah: 

… estes são os alunos dos Sábios que se sentam em grupos e se ocupam com a Torá. Estes declaram algo impuro e aqueles o declaram puro. Estes proíbem e aqueles permitem. Estes declaram algo como casher e aqueles o declaram impróprio. Talvez uma pessoa diga: “Nesse caso, como posso estudar Torá?” Isso é o que aprendemos: Tudo foi dado por um único pastor [i.e., Moshê]. Um D’us os deu, um líder falou pela boca do Mestre de Todas as Coisas, bendito seja. Como está escrito: “E D’us falou todas estas coisas, dizendo…” Você, também, deve fazer seu ouvido como um moedor e adquirir um coração compreensivo para escutar as palavras de todas estas opiniões.9

Isso significa que nem sequer podemos perguntar a verdade a D’us. De fato, o Talmud nos diz: quando os anjos ministrantes fora a D’us perguntar quando é a Festa da Lua Nova, Ele lhes disse: “Por que Me perguntam? Vamos até a corte terrena dos Sábios perguntar o que eles decidiram.”10

E o que fazer, então, dos assuntos que eles nunca conseguiram decidir? Isso significa que D’us também não pode decidir?

Repensando a Verdade

Então, qual é a definição da verdade, se nem mesmo D’us pode decidir? Como alegamos direitos exclusivos sobre a Verdade quando você nem pode concordar – D’us nem pode decidir – qual é a Verdade?

Obviamente, temos de repensar a idéia da verdade. Talvez não haja uma informação definitiva que seja a verdade definitiva (como no Hitchiker’s Guide to The Galaxy, de Douglas Adams, onde ele aprende que a verdade definitiva é a 46). Talvez a verdade não seja um fato, afinal. Talvez a verdade seja mais como um processo.

Vamos fazer uma pausa para uma bela história:

Em 1921, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn de Lubavitch foi intimado por um dos escritórios do novo regime bolchevista. Ele foi solicitado a esclarecer um assunto: A religião judaica apóia a monarquia ou o comunismo? Aquilo não era exatamente um agradável chá com biscoitos – havia muito perigo envolvido. No estilo que lhe era típico, o Rabino determinou que falaria a verdade, não deixando margem para ambigüidade sobre suas opiniões.

Então ele relatou a seguinte história:

“Em uma de minhas viagens a S. Petersburgo – foi no inverno de 1913 – eu viajava num vagão de segunda classe e meus companheiros de viagem eram empregados do governo e cléricos cristãos espiritualistas.

“Naquele ano, a Rússia estava celebrando o 300º aniversário de governo da Família Romanov. Meus colegas de viagem se envolveram numa acalorada discussão sobre a monarquia em geral. A questão central era: Como a nossa sagradaTorá entende a monarquia? Alguns disseram que a Torá apoiava a monarquia. Outros argumentaram que a Torá era socialista. Um deles falou que ela é obviamente comunista.

“A princípio, não tomei parte na discussão. Mas então entraram alguns judeus, bons amigos meus, e eles insistiram para que eu declarasse a minha opinião. Então eu disse o seguinte: ‘Todos vocês, com todas as suas variadas opiniões, todos estão corretos. Cada partido – monarquia, socialismo, comunismo – todos têm prós e contras. É um bem conhecido princípio de filosofia que não há nada bom sem algo de mau, e que não há nada mau sem algo de bom. Em tudo que é bom pode-se encontrar algum mal misturado, e em tudo que é mau se vê um pouco de bem. Porém este axioma somente se aplica às idéias criadas pelo homem. A sagrada Torá, no entanto, outorgada pelo Criador do mundo, bendito seja, engloba apenas os aspectos positivos de cada idéia. Portanto, cada um de vocês encontra em nossa sagrada Torá apenas os aspectos positivos de seu partido.11

O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson, genro e herdeiro de Rabi Yossef Yitschac) referiu-se certa vez a esta história e acrescentou: Mas esta ainda é apenas a sabedoria da Torá. Não é a essência da Torá.12

Qual é a essência da Torá? A essência da Torá, explicou o Rebe em diversas ocasiões,13 é a Halachá – o poder de decidir o que D’us deseja que façamos aqui e agora. Em outras palavras, desde que você esteja no âmbito da sabedoria, toda a sabedoria é relativa. O intelecto, por sua própria formação, não pode determinar a verdade absoluta. Se a sabedoria não deixa espaço para um opinião divergente, você sabe que não é mais sabedoria.

Porém a Torá vai além da sabedoria. A Torá fala sobre o certo e o errado, do bem e do mal – i.e., aquilo que D’us deseja que façamos e não façamos em Seu mundo. A sabedoria não pode determinar nada disso. A sabedoria pode apenas dizer: “Se você fizer isso, acontecerá aquilo. Se quiser conseguir isto, faça isto.” Somente a Torá pode dizer o que D’us deseja que você faça e consiga. Nenhuma outra sabedoria sequer reivindica este feito (outra que não aquelas, obviamente, que baseiam sua autoridade na Torá).

E o mais surpreendente sobre a Torá: Aquela determinação é feita “aqui” e não “lá em cima.”14 A Halachá acontece aqui na terra. Em outras palavras, D’us investiu Sua vontade num processo humano.

A Não-Ideologia

Rabi Avraham Yitschac Kook (um dos mais importantes místicos judeus e pensadores do século 20) relatou isso dessa maneira?15

“Como é (estou parafraseando) que os autores atuais tentam definir a alma do Judaísmo, dizendo: ‘A Torá diz assim; a ideologia do Judaísmo é tal e tal?’ Não existe ideologia do Judaísmo. Ao contrário, a Torá contém todas as verdades que estão ali – incluindo aquelas que se contradizem umas às outras.

“Tudo é abraçado em sua alma” – ele escreve – “isso inclui todas as inclinações espirituais, as abertas e as ocultas, numa generalização mais alta, assim como tudo está incluído na absoluta realidade do Divino. Toda definição como esta no Judaísmo é heresia e é análoga a estabelecer um ídolo ou uma imagem para explicar o caráter de D’us.”

E então Rabi Kook compara a Torá versus sabedoria ao humano versus animais. Existem muitos animais, escreve ele, que superam os seres humanos até em tarefas intelectuais (tente encontrar o caminho de casa a 700 quilômetros de distância, orientando-se via aérea, tecer uma teia simétrica…). A vantagem do intelecto humano não é necessariamente saber, mas discernir. Em outras palavras, a capacidade de gerar uma pletora de perspectivas, possibilidades, hipóteses variadas – e depois analisar cada uma delas para determinar qual funciona melhor nesta situação.

Enquanto uma aranha tece sua teia porque é isso que as aranhas fazem, um urso apanha peixes da maneira que sabe fazer (e os come quando está faminto), um ser humano se senta e analisa diversas possibilidades, determina qual delas deverá funcionar melhor para ele e então a adota. Isto é o que Benjamin Bloom chama de “avaliação” – e classifica no topo de sua taxionomia do aprendizado.

Não sei se os animais fazem isso ou aquilo – e este não é, na verdade, aonde Rabi Kook quer chegar. O ponto é que os seres humanos estão num departamento totalmente diferente neste aspecto. E a Torá também.

Qualquer um que esteja familiarizado com o estudo de Torá sabe que é disso que se trata. Assim que você começa a estudar a primeira linha de Bereshit, aprende que não pode ser lida com uma única interpretação. Isso não pode significar apenas que D’us criou os Céus e a terra do nada, porque há muitas maneiras mais fáceis de dizer isso. Em seu primeiro estágio do estudo de Torá, você é apresentado a conflitos e nós para desatar e sinais para interpretar.

O estudo de Torá é toda sobre um processo, em vez do conteúdo – como abordar um problema, como gerar diversas perspectivas, como analisá-las e compará-las, como determinar qual delas funciona melhor como leitura do texto, qual funciona melhor como aplicação prática, qual funciona melhor como lição ética – e por aí adiante, literalmente sem fim.16

A Torá não é sobre as idéias de D’us. A Torá é sobre como D’us pensa sobre estas idéias – mas usando nossas mentes humanas. Porém a Torá é particularmente sobre como chegamos a uma decisão definitiva.

Ser Verdade

Agora fica mais fácil ver como uma Torá que faz uma reivindicação exclusiva da verdade não tem escrúpulos sobre “pegar a verdade de onde quer que ela venha”. A verdade da Torá está principalmente em seu processo de avaliação e discernimento entre idéias.17 Se alguém mais fez um estudo valioso destas idéias, desenvolvendo-as e expondo os assuntos – tanto melhor. Agora cabe ao processo da Torá determinar se os axiomas sobre os quais isso se baseia são aceitáveis ou não, se isso é algo que D’us deseja em Seu mundo agora ou não, como isso deveria ser usado e para quê.18

É assim que Rabi Schneur Zalman de Liadi descreve a verdade da Torá no capítulo 5 do Tanya: Quando a mente humana está absorvida em compreender que se o Sr. Simon argumenta assim e Reuven argumenta de modo diferente, então a Halachá será tal e tal – esta é a Torá e esta é a Verdade. Não que ele esteja aprendendo sobre a Verdade. Ao contrário, ele está “pensando com a mente de D’us”. Ele está sendo a Verdade. Aquele estado de ser, aquela experiência, aquele processo, aquilo em si é a Verdade.

Portanto quando – depois de uns duzentos anos – a Halachá é determinada para ser segundo Maimônides e não seus detratores, esta é a Verdade (note o V maiúsculo).

Ou seja, o ato de nós, simples seres humanos, ou seja, o povo judeu, determinar o que é a Halachá, isto é a Verdade.

Torá Sinérgica

Esta é a explicação por trás de um fenômeno chocante: é difícil pensar sobre um tema que surgiu, seja na ciência, política ou ideologia, que não tenhamos encontrado algum reflexo disso na Torá. Agora isso faz sentido: para que a Torá nos possibilite tomar decisões sobre todo assunto, todas estas idéias são encontradas – pelo menos em algum estado abstrato, primitivo – dentro da própria Torá.

Como um exemplo, terminarei com uma outra história:

Numa audiência privada, o Rebe explicou a um professor de Química que toda idéia da ciência pode ser encontrada na Torá. O professor não ficou impressionado. Portanto o Rebe perguntou: “Qual é a sua pesquisa atual?” Ele estava investigando a sinergia da combinação química. Resumindo, isso significa que a força de uma combinação química é maior que a soma de suas partes.

O Rebe então tirou um livro da prateleira – um livro que continha responsas do Rabi Saadia Gaon, um sábio do Século Dez. Ele mostrou ao professor uma passagem onde Rabi Saadia explicava a proibição de comer em Yom Kipur. Se uma pessoa não está se sentindo bem para jejuar em Yom Kipur, deveria comer em porções pequenas, menores que uma tâmara. Mesmo que termine ingerindo o equivalente a uma refeição grande, esta é uma violação menos séria do jejum, segundo o Talmud, que comer uma refeição inteira de uma vez.

Rabi Saadia continua explicando: “Veja você” – escreve ele – “o todo é maior que a soma de suas partes…"

O ponto da história não é que podemos deixar a Química de lado e estudar somente Torá o dia inteiro, e ainda termos TeflonTM e SuperbonderTM. O ponto é que temos mais uma prova, dentre muitas, que a Torá contém o cerne de toda verdade. Mas esta não é a verdade da Torá. A verdade da Torá é de que maneira podemos discernir como estas verdades devem ser usadas para cumprir o plano Divino. 

E isso somente pode ser encontrado na Torá.

Notas:
1 – Tehilim 19
2 – Zôhar 3:221
3 – Nachmânides, Introdução à Torá
4 – Talmud Jerusalém, Rosh Hashaná 3:5
5 – Leis da Santificação da Lua Nova 17:24; Prefácio aos “Oito Capítulos” da Introdução à Ética dos Pais.
6 – Talmud, Tamid 32
7 – Talmud, Eruvin 13b.
9 – Talmud, Chagigah 3b.
10 – Midrash Rabah, Devarim 2:14.
11 – Igrot Kodesh vol. 4, pág. 200 ff.
12 – Veja “Sobre a Essência da Chassidut”, Publicações Kehot, pág. 29.
13 – Veja, por exemplo, Licutê Sichot 15, pág, 232; ibid. pág. 29, pág. 98; Este é também um tema central de muitas hadranim do Rebe sobre o Talmud e Maimônides.
14 – Veja Talmud, Bava Metzia 59b.
15 – Concerning the Conflict of Opinions and Beliefs. A tradução é de Abraham Isaac Kook, Paulist Press, pág. 271.
16 – Suponho que se pode comparar isto à ciência moderna e à matemática. Quando uma teoria científica estabelecida é reprovada, não é um golpe para a ciência, mas um sucesso. Ciência e matemática não são conjuntos de fatos, mas sim abordagens para criar conjuntos de princípios válidos cumulativos. Somente a Torá é abrangente, incluindo esferas da ética e teologia. Nem a ciência nem a matemática podem lhe dizer o que fazer com a sua vida. Além disso, a Torá, como explicamos aqui, chega a conclusões absolutas. Todas as verdades da ciência são relativas, pois confiam em axiomas que não podem ser verificados.
17 – A rejeição deste conceito é o que está na base da heresia Caraíta. Os Caraítas se recusaram a reconhecer a autoridade Divina nas decisões rabínicas – em outras palavras, eles apenas perceberam o Divino no conteúdo da Torá, mas não em seu processo contínuo.
18 – O processo em si é um estudo para a vida toda. Apesar disso, vale a pena mencionar aqui os passos básicos envolvidos em gerar a Halachá:
1) A Halachá é determinada por um corpo judicial universalmente aceito por aqueles judeus que vivem segundo a Halachá. Este corpo é chamado Sanhedrin, e foi dissolvido pouco depois da destruição do Segundo Templo. Desde então, a Halachá universal tem sido determinada por autoridades mundialmente aceitas, conhecidas por sua fluência na Lei da Torá e temor ao Céu. Mesmo então, suas leis geralmente são aceitas somente depois de um período de debate e aperfeiçoamento que pode durar anos, até um século ou mais.
2) Qualquer lei haláchica deve ser extensivamente baseada em precedentes e em formas estabelecidas de análise talmúdica. Decretar por persuasão pessoal, Divina profecia ou experiência mística não conta.
3) Uma lei que não seja aceita pela comunidade em geral dentro de um período de tempo razoável é como nunca tivesse sido feita – independentemente de quantos Sábios de qualquer calibre a tenham decretado. Um costume mundialmente aceito pela comunidade observante da Halachá também atinge o status de Lei.