30 de set. de 2013

Wizo-Rio também está ajudando a ajudar!

Wizo-Rio também está ajudando a ajudar!


A maravilhosa campanha “Mitzvah Day”, organizada por um grupo de jovens senhoras da coletividade judaica do Rio de Janeiro e que a todos vem mobilizando através do Facebook, encontrou apoio e eco perfeito entre as chaverot da Wizo-Rio. Sempre prontas a ajudar, a dar as suas mãos a quem precisa, principalmente através de iniciativas sérias e transparentes, também as ativistas da entidade deixaram-se envolver e, com sensibilidade a toda prova, mobilizaram-se para o recolhimento entre si, e seus grupos, dos itens solicitados.
Um expressivo número de doações já foi encaminhado para a equipe “Mitzvah Day”, e muito mais deverá chegar a seu lugar de destino, ainda hoje (dia 30 de setembro), proporcionando, assim, uma carinhosa ajuda visando o sucesso da empreitada. De parabéns o grupo pela ideia ! Uma ideia do bem que só pode merecer o apoio total!

Participam do grupo organizador do “Mitzvah Day” ou
“Yom Mitzvah”, Betty Cohen, Claudia Amar, Fabiana Elkind Velmovitsky,
Martha Lahtermaher, Tati Svartsnaider Dyskant, Danielle Goldsztajn,
Monica Sender e Suzanne Bennesby (as três últimas também chaverot
da Wizo dos Grupos Gal Or e Shamash). Em brilhante iniciativa,
vêm coletando doações diversas cujo total angariado com a
venda no dia do evento reverterá em prol da camada
menos favorecida da coletividade judaica do Estado
O “Mitzvah Day” ou “Yom Mitzvah”, acontecerá no
dia 20 de outubro, na Hebraica-Rio, das 10h às 20 horas.
Agora é divulgar e acima de tudo, prestigiar!

 Presidente israelense quer atos e não palavras sobre programa nuclear iraniano

Presidente israelense quer atos e não palavras sobre programa nuclear iraniano


 O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou nesta segunda-feira em Haia que as verdadeiras intenções do Irã sobre seu programa nuclear devem ser medidas em ações e não palavras.

"No final, só podemos julgar pelos fatos e ações", disse Peres durante coletiva de imprensa no Palácio da Paz em Haia.

"Espero que os fatos justifiquem a esperança de muitas pessoas de ver um futuro diferente para o Irã", acrescentou o presidente de Israel, em visita a Holanda.

Peres, cujo cargo é honorífico, vê contradições no discurso do Irã porque, em sua opinião, o objetivo de construir mísseis de longo alcance "não tem outra explicação do que a de querer carregá-los com ogivas nucleares".

Os países ocidentais e Israel, inimigo jurado de Teerã, suspeitam que o Irã tenta adquirir armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil. A República Islâmica nega.

"Todos nós queremos ver o Irã voltar para o lado da paz e da razão, mas acho que nenhum de nós pode fazer concessões sobre este pedido mínimo", insistiu Peres.

Ele também pediu que todas as opções sejam mantidas em aberto para fazer com que o Irã abandone o seu programa nuclear, incluindo por sanções econômicas.

Considerado por especialistas como a única potência nuclear no Oriente Médio, Israel é um membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e nunca reconheceu formalmente possuir a bomba atômica.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, expressou na Assembleia Geral da ONU a vontade de diálogo com Washington para resolver a crise nuclear e condenou o Holocausto, uma mudança radical em relação a seu antecessor, Mahmud Ahmadinejad.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente Barack Obama em Washington. Na terça-feira, deverá pronunciar um discurso na ONU para convencer seus membros de que a ameaça iraniana continua.

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Kinderland lança “Revista Komemorativa - 60 anos

Kinderland lança “Revista Komemorativa - 60 anos

Coisas Judaicas
No evento, que ocorrerá no dia 09 de outubro, às 19:30h, no Midrash Centro Cultural (Leblon/RJ), colonistas, monitores, pais, amigos e familiares estarão presentes: dos mais antigos, como Carlos Acselrad, da imaginária primeira turma de 74 (anos); a estreantes, como a pequena Rai, de sete anos, que conta os dias para poder participar da “MiniKinderland” e representar a nova geração da família Bichucher.

Nas páginas da “Revista Kinderland 60 anos” estão registrados parte da história da associação, o funcionamento da Kinderland hoje e o que se pretende fazer para a colônia continuar a ser “a melhor do Brasil”. A rotina, as brincadeiras, a comida, a estrutura, está tudo ali, explicado de maneira leve e divertida para que até os marinheiros de primeira viagem entendam e entrem no clima. Criada em 1951, a Associação Kinderland é uma das mais longevas instituições judaicas do Brasil e realiza a Colônia de Férias Kinderland há mais de 60 anos no estado do Rio de Janeiro.

Com cerca de 100 páginas, a revista teve coordenação editorial e marketing cultural de Marcela Bronstein; edição de conteúdo e redação de Betina Dowsley; e projeto gráfico e diagramação de Ana Luisa Videira. Entre os colaboradores, estão o maestro Henrique Morelenbaum; o “casseta” Marcelo Madureira; a atriz e apresentadora de TV Ester Jablonski; a atriz, diretora e dramaturga Sura Berditchevsky; a dramaturga e roteirista Renata Mizrahi; além de diretores da Associação Kinderland e ex-colonistas, que escreveram textos, enviaram fotos e/ou foram entrevistados especialmente para esta publicação.
Site da Kinderland: acesse aqui.
Veja fotos e vídeo da Kinderland: acesse aqui.
A Criação do Céu e da Terra e a Importância da Paz

A Criação do Céu e da Terra e a Importância da Paz

Coisas Judaicas
Quando D’us estava para criar o mundo, o Céu suplicou: "D’us, primeiro cria todas as coisas relativas a mim – o firmamento, o sol, a lua e as estrelas."

A Terra insistiu: "D’us, deixa-me ser a primeira! Cria as plantas, os animais e as pessoas que viverão na Terra."

Esta discussão egoísta não agradou a D’us, pois Ele deseja que todos vivam em paz e harmonia. Por isso respondeu:

Coisas Judaicas"Vou deixá–los se revezar, Céu e Terra, para ver a criação realizada. No primeiro dia, farei o Céu e a Terra. No segundo dia, darei a vez para o Céu, farei o firmamento. No terceiro dia, a Terra terá a sua vez, reunirei as águas e cobrirei o chão com grama. No quarto dia, o Céu terá outra vez a chance e Eu colocarei nele o sol, a lua e as estrelas. No quinto dia, será novamente a vez da Terra, encherei os oceanos com peixes e criaturas do mar. O sexto dia, porém, será dividido entre o Céu e a Terra. Criarei Adão dos dois, da Terra e do Céu: seu corpo será feito do pó da Terra, mas a sua Neshamá, sua alma, virá de Mim, do Céu." 

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Rede de Judiarias conquista apoio de quatro milhões e meio

Rede de Judiarias conquista apoio de quatro milhões e meio

Coisas Judaicas

A Rede de Judiarias de Portugal conseguiu um financiamento superior a 4,5 milhões de euros para a concretização do projeto “Rotas de Sefarad”, o qual começará a ser executado a partir de outubro, disse o seu secretário-geral, Jorge Patrão.

A maior parte da verba (quatro milhões) será disponibilizada no âmbito do “EEA Grants 2009-2014”, um mecanismo financeiro do Espaço Econômico Europeu (EEA) através do qual a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega financiam, na qualidade de países doadores, diversas áreas prioritárias de ação junto dos Estados beneficiários do Fundo de Coesão da União Europeia.

“É um apoio que também obriga o Estado português a colocar mais 15% desse montante (600 mil euros), o que acontecerá até porque o acordo já está devidamente formalizado”, explicou Jorge Patrão.
De acordo com este responsável, a execução financeira começa já em outubro e prolonga-se até 2017.
Entre áreas programáticas como a da gestão integrada de águas interiores e marinhas, a das energias renováveis ou das iniciativas de saúde pública, o EEA Grants inclui a da conservação e revitalização do património natural e cultural com uma dotação total para Portugal de quatro milhões de euros, que foi inteiramente atribuída ao projeto “Rotas de Sefarad”.
O projeto, que será monitorizado pela Direção Regional de Cultura do Centro, tem como base o percurso geográfico e cultural dos vestígios sefarditas no território português.
A aposta recai na investigação e publicação de livros, intervenções de centros históricos, recuperação de sinagogas e outras iniciativas ou obras que se enquadrem no tema da valorização da entidade judaica portuguesa.
Entre as obras já aprovadas estão o Centro de Interpretação Judaica de Trancoso, o Centro sobre a História do Marranismo em Portugal (da autoria do arquiteto Souto Moura), em Bragança, a intervenção na Igreja de Santa Maria da Várzea em Alenquer (local onde em 1574 foi sepultado Damião de Góis), bem como a criação do Memorial das Vítimas da Inquisição ou a recriação de uma das primeiras tipografias portuguesas, entre outras.
Às entidades parceiras - cerca de 25 municípios e várias entidades de turismo - caberá apenas uma verba “muito menos significativa” de acordo com o valor de cada iniciativa.
Jorge Patrão recorda que deste “conjunto de ações deverá resultar uma rota patrimonial e identitária sobre a história de Portugal com enfoque na história do povo judeu”.
A Rede de Judiarias de Portugal (RJP) foi criada há dois anos em Belmonte, local onde se encontra a maior comunidade judaica no país, cerca de 36 famílias com 120 a 150 pessoas.

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Na fundação contou com nove municípios, seis regiões de turismo e uma comunidade judaica, mas atualmente já integra com 27 municípios (Belmonte, Guarda, Freixo de Espada à Cinta, Tomar, Trancoso, Castelo de Vide, Lamego, Penamacor, Torres Vedras, Alenquer, Sabugal, Évora, Leiria, Vila Nova de Paiva, Bragança, Celorico da Beira, Castelo Branco, Óbidos, Fornos de Algodres, Almeida, Penedono, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Lisboa, Elvas, Reguengos de Monsaraz e Porto) e duas comunidades judaicas.
A instituição tem como objetivo “desenvolver um plano que até 2020 mostre um país diferente, sempre com base na revitalização da história ligada ao judaísmo”, o que poderá ser concretizado, não só com base no apoio do EEA Grants, como ainda em fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) aos quais deverá ser apresentada candidatura.
Dínheiro Digital com Lusa

29 de set. de 2013

Serviço de Inteligência israelense diz ter capturado suposto espião do Irã em Tel Aviv

Serviço de Inteligência israelense diz ter capturado suposto espião do Irã em Tel Aviv


Coisas JudaicasIsrael anunciou neste domingo (29) a prisão de um cidadão belga-iraniano que, segundo o Estado judaico, é suspeito de espionagem. Ali Mansouri, 55, foi preso no dia 11 de setembro, ao chegar ao aeroporto de Tel Aviv.

Em comunicado, o Serviço de Inteligência Interior israelense, o Shin Bet, afirma que o suspeito foi preso com fotos da embaixada dos Estados Unidos na cidade e pretendia estabelecer relações comerciais em Israel para dar cobertura a atos de espionagem.

O serviço de inteligência disse que Mansouri, nascido no Irã, havia legalmente mudado de nome na Bélgica para Alex Mans e usou o seu passaporte belga para entrar em Israel. Ele teria visitado o Estado judaico duas vezes antes da prisão.O anúncio coincidiu com o início de uma visita do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, aos EUA, e dois dias após a conversa histórica do presidente americano, Barack Obama, com o iraniano Hasan Rowhani. 

O programa nuclear iraniano é dos principais pontos em pauta de Obama e Netanyahu. Israel e o Irã são fortes adversários. Israel, tido por muitos como o único país com poder nuclear no Oriente Médio, diz que os iranianos buscam desenvolver armas atômicas e ameaçou atacar o país persa. 


Teerã afirma que o seu enriquecimento de urânio é para fins pacíficos, mas mantém forte retórica contra os judeus.
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  Bereshit: Assumindo a Responsabilidade

Bereshit: Assumindo a Responsabilidade

Por: Rabino Lord Jonathan Sacks
Coisas Judaicas



Se a liderança é a solução, qual é o problema? Sobre isso, a Torá não poderia ser mais específica. É a falta de responsabilidade.

Os primeiros capítulos do Gênesis se concentram em duas histórias: Adão e Eva, e Caim e Abel. Cada uma é sobre um tipo específico de falha.

Primeiro a de Adão e Eva. Como sabemos, eles pecaram. Constrangidos e envergonhados, eles se escondem, mas apenas para descobrirem que não podem se esconder de D’us:


O Senhor D’us primeiro chamou o homem: "Onde estás?". Ele respondeu:"Ouvi teus passos no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me". E ele disse: "Quem disse que você estava nu? Você comeu da árvore de que te ordenei que não comesses? "O homem disse: "A mulher que você colocou aqui comigo, ela m e deu o fruto da árvore, e eu o comi."Então o Senhor D’us disse à mulher:"O que é isso que você fez" e a mulher disse: "A serpente me enganou, e eu comi." (Gênesis 3: 9-12).


Ambos insistem que a culpa não é deles. Adão culpa a mulher. A mulher culpa a serpente. O resultado é que ambos são punidos e exilados do Éden. Adão e Eva negam a responsabilidade pessoal. Ambos dizem "Não fui eu".

A segunda história é mais trágica. É o primeiro exemplo da rivalidade entre irmãos na Torá que leva ao primeiro assassinato:


Caim disse a seu irmão Abel. Enquanto eles estavam no campo, Caim atacou seu irmão Abel e o matou. Então o Senhor disse a Caim: "Onde está seu irmão Abel?". "Eu não sei", ele respondeu. "Sou eu o guardião do meu irmã o? "O Senhor disse: "O que você fez? Ouça! O sangue do teu irmão clama a mim vindo do chão" (Gn 4: 8-10).



Caim não nega responsabilidade pessoal. Ele não diz: "Não fui eu", ou "Não foi minha culpa." Ele nega a responsabilidade moral. Com efeito, ele questiona por que ele deveria se preocupar com o bem-estar de outra pessoa além dele mesmo. Por que não podemos fazer o que queremos e ter o poder de fazê-lo na República de Platão, Glauco argumenta que a justiça é a que é do interesse do partido do mais forte. O Poder a torna correta. Se a vida é uma luta Darwiniana para a sobrevivência, porque devemos nos restringir para o bem dos outros, se somos mais poderosos do que os outros? Se na natureza não há moralidade, então eu sou responsável apenas para comigo mesmo. Essa é a voz de Caim ao longo dos tempos.

Essas duas histórias não são apenas histórias. Elas são relat&oac ute;rios, no início da história narrativa da Torá sobre a humanidade, de falhas, a primeira moral e a outra pessoal, de assumirem a responsabilidade - e para isso é que a liderança é a resposta.

Há uma frase fascinante na história dos primeiros anos de Moisés. Ele cresce, vai para o seu povo, os israelitas, e os vê trabalhando como escravos. Ele presencia um guarda egípcio espancando um deles. O texto, então, diz: "Ele olhou para um lado e para o outro e não viu ninguém (Ex. 2: 12, vayar ki ein ish, literalmente, viu que não havia nenhum homem)".

É difícil ler isso literalmente. Um canteiro de obras não é um local isolado ou fechado. Deveria ter havido muitas outras pessoas presentes. Apenas dois versos mais tarde descobrimos que havia israelitas que sabiam exatamente o que estava acontecendo. A frase quase certamente signi fica: "Ele olhou para um lado e para o outro e viu que não havia mais ninguém disposto a intervir".

Se isto é assim, então temos aqui o primeiro exemplo do que veio a ser conhecido como a Síndrome Genovese, ou "o efeito espectador", assim chamado depois de um caso em que uma mulher foi atacada em Nova York na presença de um grande número de pessoas que sabiam que ela estava sendo agredida, mas não vieram em seu socorro.

Os cientistas sociais têm realizado muitas experiências para tentar determinar o que acontece em situações como esta. Alguns argumentam que a presença de outros espectadores afeta a interpretação de um indivíduo do que está acontecendo. Quando ninguém tem a iniciativa de ajudar, eles concluem que o que está acontecendo não é uma emergência.

Outros, porém, argumentam que o fator fundamental é a responsabilidade difusa. As pessoas assumem que quando existem muitas pessoas outro vai se apresentar e agir. Essa parece ser a interpretação correta do que aconteceu no caso de Moisés. Ninguém mais estava preparado para vir para ajudar. Quem neste caso iria fazê-lo? Os egípcios eram os feitores dos escravos. Por que eles deveriam correr o risco de salvar um israelita? Os israelitas eram os escravos. Por que eles deveriam socorrer um de seus companheiros, se, ao fazê-lo, estariam colocando a sua própria vida em risco?

Mas Moisés agiu. Mas isso é o que faz um líder. Um líder é aquele que assume a responsabilidade. A liderança nasce quando alguém se torna ativo e não passivo, quando não se espera por alguém para agir, porque talvez não haja mais ninguém, pelo menos não neste lugar, não n este momento. Quando coisas ruins acontecem, alguns olham para o outro ladoOutros esperam pelos outros para que ajam. Alguns culpam os outros por não fazerem nada. Outros simplesmente reclamam. Mas há alguns que dizem: "Se algo está errado, deixe-me ser um dos primeiros a fazê-lo correto". Estes são os líderes. Eles são aqueles que fazem a diferença em suas vidas. Eles são os únicos que fazem o nosso um mundo melhor.

Muitas das grandes religiões e civilizações são baseadas na aceitação. Se há violência, sofrimento, pobreza e dor no mundo, esta é a forma de como o mundo é. Ou, que é a vontade de Deus. Ou, essa é a natureza da própria natureza. E que tudo vai ficar bem num mundo vindouro.

Judaísmo era e continua sendo a grande religião de protesto do mundo. Os heróis da f&eacute ; não aceitaram, eles protestaram. Eles estavam dispostos a confrontar o próprio D’us. Abraão disse: "O Juiz de toda a terra não fará justiça?" (Gênesis 18: 25). Moisés disse: "Por que fizeste mal a este povo?" (Ex. 5: 22). Jeremias disse: "Por que os ímpiosestão à vontade?" (Jeremias 12: 1). É assim que D’us nos quer que respondamos. O judaísmo é o chamado de D’us para a responsabilidade humana. A maior conquista é a de se tornar um parceiro de D’us na obra da criação .

Quando Adão e Eva pecaram, D’us chamou " Onde está você? " Como o rabino Shneur Zalman de Liadi, o primeiro Rebe, destacou, esta chamada não foi direcionada apenas para os primeiros seres humanos. Ecoa em cada geração. D’us nos deu a liberdade, mas com a liberdade vem a responsabilidade. D’us nos ens ina o que devemos fazer, mas ele não faz isso por nós. Com raras exceções, Deus não intervém na história. Ele age através de nós, e não para nós. Sua é a voz que nos diz como Ele disse a Caim antes que ele cometeu seu crime, que podemos resistir ao mal dentro de nós, assim como ao mal que nos rodeia.

Uma vida responsável é a que responde. A palavra hebraica para responsabilidade, achrayut, vem da palavra acher, ou seja, ao "outro“. “Nosso grande Outro é o próprio D’us, conclamando-nos a usar a liberdade que Ele nos deu, para tornar o mundo mais parecido com o mundo que deveria ser”. A grande questão para a qual a vida que levamos é a resposta, é qual é a voz que devamos ouvir? A voz do desejo, como no caso de Adão e Eva? A voz de raiva, como no caso de Caim? Ou a voz de D& rsquo;us conclamando-nos para tornarmos este mundo um mundo mais justo e gracioso?


Bereshit - 28 de setembro 2013/24 Tishrei 5774



Jonathan Sack,O RabinoLord Jonathan Sacks é um líder religioso global,filósofo, autor de mais de 25 livrose uma voz moral para o nosso tempo. Até 01 de setembro de 2013, ele serviu comoRabino Chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth, tendo ocupado o cargo por 22 anos.Para ler mais ou para se inscrever em sua lista de discussões e debates,visite www.rabbisacks.org

(Tradução Jaime Christof)

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28 de set. de 2013

Cultura Israelense

Cultura Israelense

Yaheli Berlinski

Está aí, um dos assuntos que vocês mais perguntam. Como é a cultura israelense?

A cultura israelense, incluindo música, cinema, teatro, shows, danças, literatura, pintura, museus e o que mais puder ser considerado expressão cultural é uma das mais mixadas e influenciadas do mundo. 

Poucos povos possuem dentro do próprio país tanta miscigenação cultural. 

E toda essa miscigenação influencia e transforma influências num estilo muito próprio e muito diversificado de se fazer arte, no sentido mais genérico que essa palavra possa ter.

 E por ser Israel um país extremamente pequeno, essa mistura se torna ainda mais potente, porque praticamente não existe regionalização, as variações de estilo são muito mais por gênero e identificação do que por região.

 Sendo assim, claro que é impossível falar de cultura ou arte num post só. Portanto, aos poucos, eu vou tentar mostrar todas as vertentes culturais de Israel com suas respectivas variações, certo?

Por ora, vou deixar aqui, algo que é uma curiosidade e que também faz parte do hábito israeli.

Se tem duas coisas que os israelenses gostam e muito são versões de músicas (músicas gravadas em outro idioma e praticamente traduzidas ao hebraico) e música  brasileira.

Essas duas coisas juntas nos faz encontrar muita música brasileira gravada em hebraico, até discos ou CDs inteiros disso e músicas que verdadeiramente fizeram sucesso por aqui.

Esse aqui é um disco inteiro feito com músicas brasileiras em hebraico, gravado em 1978 (vídeo 1 - lado A e Vídeo 2 - Lado B):


Lado A:
 Músicas:
1. The Group - Pais Tropical (Jorge Ben)
2. The Group - Let's Go Back (Folk)
3. The Group - Como E Duro Trabalhar (Vinicus De Moraes - Toquinho)
4. Yorik Ben David And The Group - Fio Maravilha (Jorge Ben)
5. Tsila Dagan And The Group - Voce Abusou (Antonio Carlos - Jocafi) 
6. Matti Caspi And The Group 0 Casa De Bamba (Jair Rodrigues) 
7.The Group - The Guitarist (Folk)















Lado B:

Músicas:
1. The Group - Sonho De Um Carnaval (Chico Buarque De Hollanda)
2. Matti Caspi And The Group - Felicidade (From "orfeo Negro")
3. Yosi Churri And the Group - Canta Canta (Martinho Da Vila)
4. Korin Alal - Tomara (Ojala)
5. The Group - Canto De Ubiranta (Folk)
6. The Parvarim - A Lua E A Mulata (Jair Rodrigues)
7. Matti Caspi And Yehudit Ravitz - Samba Em Preludio (Vinicus De Moraes) 




As músicas são todas executadas por cantores israelenses, nada desse negócio de um brasileiro que veio aqui e cantou em hebraico, não.

Águas de Março, em hebraico. Essa eu acho que muita gente já conhece, mas em todo caso:
Existem outras, mas acho que essas são mais relevantes. 

Esse tipo de versão é legal também para que está estudando hebraico, já que a letra é mais ou menos conhecida e você não tem que adaptar o ouvido ao ritmo, funciona bem. Fonte: http://vivendoemisrael.blogspot.com.br/
ONU lança campanha no Brasil por refugiados palestinos

ONU lança campanha no Brasil por refugiados palestinos

Campanha terá evento de lançamento em São Paulo, na segunda-feira (30), na Câmara Árabe. Objetivo é levantar R$ 1,1 milhão para compra de equipamentos médicos e atender cinco milhões de pessoas.

UNRWA Archives/de la Cruz

Médica atende em centro médico da UNRWA no Líbano
São Paulo – A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês) lança, na segunda-feira (30), em São Paulo, uma campanha de arrecadação de fundos para a compra de equipamentos médicos para atender a cinco milhões de palestinos que vivem como refugiados. O evento de lançamento da campanha acontece na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, das 15h às 16h30, com a presença do comissário geral da UNRWA, Filippo Grandi, e é aberto ao público.

Atualmente, existem cinco milhões de palestinos vivendo em campos de refugiados dentro de seu próprio território, na Faixa de Gaza e Cisjordânia, e também no Líbano, Jordânia e Síria. “Há muitos problemas de saúde com os refugiados”, destaca Riad Younes, coordenador de Oncologia Cirúrgica do Hospital São José e vice-presidente de Marketing da Câmara Árabe.

“Serão comprados aparelhos de ultrassom e controle da diabetes. O dinheiro também servirá para a formação de um sistema que interligue os centros de saúde dos diferentes acampamentos. Os refugiados mudam de um país para o outro, e o sistema servirá para que o prontuário médico não se perca, para que se saibam quais doenças o refugiado tem e ele continue recebendo cuidados”, explica o médico.

Segundo Younes, são necessários R$ 1,1 milhão para a compra destes equipamentos. “É o mínimo necessário para atender aos cinco milhões de refugiados”, ressalta. A campanha terá vigência de dois meses e as contribuições poderão ser depositadas em uma conta bancária das Nações Unidas aberta especificamente para receber as doações aos palestinos. Quem quiser ajudar, pode depositar sua contribuição no Citibank, banco 745, agência 008, conta corrente 96910550.

No final da campanha, haverá um evento de encerramento, no qual todos os recursos arrecadados serão entregues à UNRWA. Posteriormente, relata Younes, será feita uma prestação de contas sobre a aplicação do dinheiro doado.

Ajuda brasileira

A campanha pela arrecadação de fundos para auxílio médico dos refugiados palestinos não está sendo feita no Brasil por acaso. Desde o inicio dos anos 2000, Younes vem desenvolvendo um trabalho de levar a medicina brasileira aos países do Oriente Médio. Foi durante uma destas viagens que se levantou a ideia de fazer uma campanha com os brasileiros para arrecadar fundos para os refugiados da Palestina.

“Eu tive várias reuniões com a Unrwa. A Câmara Árabe têm várias ações que tentam ajudar na área da saúde. Estas ações contam também com o apoio do governo e de hospitais do Brasil”, explica o médico.

Além do lançamento da campanha em São Paulo, Grandi tem outros compromissos em sua agenda no Brasil, que incluem encontros em Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Nos dias 01 e 02 de outubro, em Brasília, o comissário-geral deve se encontrar com diversas autoridades, incluindo o vice-presidente do País, Michel Temer; o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores para África e Oriente Médio, Paulo Cordeiro; a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário; e senadores e deputados federais, membros das comissões de relações exteriores da Câmara de Deputados e do Senado.

Na quarta-feira (03), em Porto Alegre, Grandi se encontrará com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e visitará um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outras atividades.

No dia 04, Grandi estará no Rio de Janeiro, onde irá ministrar uma palestra sobre o conflito na Síria e o impacto na situação dos refugiados da Palestina na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Às 11h30, o comissário-geral receberá jornalistas em coletiva de imprensa no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), para fazer um resumo de sua viagem.

Serviço
Lançamento da campanha de arrecadação de fundos em favor da UNRWA
Com a presença de Filippo Grandi, comissário-geral da agência
Dia 30 de setembro, das 15 às 16h30
Local: Câmara de Comércio Árabe Brasileira
Avenida Paulista, 326, 11º andar – São Paulo
Estacionamento conveniado e gratuito na rua Teixeira da Silva, 204
Palestinos provocam israelenses na fronteira de Gaza e em Hebron

Palestinos provocam israelenses na fronteira de Gaza e em Hebron

O exército israelense lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de cerca de 300 manifestantes palestinos que se aproximou da fronteira pelo norte de Gaza à qual o acesso é considerado "proibido" por Israel. Esta foi a maior demonstração de violência em uma série de manifestações que ocorreram nesta sexta-feira em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia para marcar o 13º aniversário do início da segunda intifada (levante) contra a ocupação israelense.
Confrontos em Hebron, cidade bíblica onde vivem judeus ortodoxos em enclaves fortificados, são comuns. O local também abriga cerca de 170 mil palestinos. Os confrontos desta sexta-feira ocorreram após um grupo de jovens, alguns encapuzados, arremessaram pedras no posto de controle militar que protege a colônia de judeus. Os manifestantes também incendiaram latas de lixo. De acordo com autoridades palestinas, ao menos quatro palestinos feridos nos confrontos receberam tratamento médico
A segunda intifada aconteceu em setembro do ano 2000, após uma visita do então líder conservador Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. A população civil da palestina se revoltou contra a presença israelense nos territórios ocupados e em certas áreas teoricamente devolvidas à Palestina, (Faixa de Gaza e Cisjordânia).
Israel, que se retirou de Gaza em 2005, considera hostil o território administrado pelo Hamas. Os israelenses realizaram duas grandes operações militares no local em resposta a um ataque militar com foguetes nos últimos anos. A área de fronteira permaneceu calma desde a ofensiva militar israelense em novembro do ano passado.
Os palestinos reivindicam a Cisjordânia, Jerusalém e Gaza, áreas capturadas por Israel em 1967, para a criação de um futuro Estado Palestino. Israel anexou Jerusalém Orientou à seu território em uma decisão que não foi reconhecida internacionalmente. Os palestinos tem acesso limitado na Cisjordânia, local onde vivem mais de 300 mil israelenses em assentamentos.
Embora Israel tenha retirado suas tropas e assentamentos de Gaza, os israelenses continuam mantendo controle sobre o espaço aéreo e a costa e controla rigidamente o movimento nas fronteiras com seu território.
Os confrontos ocorrem um dia após o presidente palestino, Mahmoud Abbas, ter demonstrado interesse em retomar as negociações de paz com Israel. "Nosso objetivo é garantir um acordo permanente e abrangente e um tratado de paz entre o Estado Palestino e Israel que resolva todos os assuntos pendentes e responda à todas as perguntas, o que nos permitirá declarar oficialmente o fim do conflito e das reivindicações", afirmou o líder palestino.
A declaração de Abbas foi feita durante Assembleia Geral da ONU, na qual ele participou pela primeira vez em nome do Estado Palestino após os 193 membros da organização terem elevado a Palestina como Estado observador no ano passado.
Livro relata a importância dos judeus brasileiros nos EUA

Livro relata a importância dos judeus brasileiros nos EUA

Ann Helen Weiner, autora da obra - Capa do livro

Ann Helen Weiner retrata curiosidades da colonização judia em New York

Joselina Reis



Poucas pessoas poderiam fazer a conexão entre o nordeste brasileiro e a expansão da comunidade judaica em New York, mas a brasileira Ann Helen Weiner descobriu a ligação entre os dois e escreveu um livro sobre o assunto. Nascida no Rio de Janeiro e radicada na Flórida há 10 anos, Ann Helen, de 55 anos, é advogada, mas desde 2003 tem dedicado suas pesquisas ao mundo literário sempre com o tema judaico e agora comemora a boa receptividade do público brasileiro e americano.

Seu livro “Jewish and Brazilian Connections to New York, India and Ecology” foi lançado em 2013 pela editora iUniverse e a escritora está preparando uma série de projetos para divulgação da sua obra. A última palestra aconteceu em 22 de setembro na Dowtown Library em Boca Raton, a próxima será dia 10 de dezembro na North Miami Beach Library. O evento será aberto ao público e gratuito.

Ann Helen lembra que começou suas pesquisas sobre a influência judaica no Brasil por acaso. Durante a investigação para seu primeiro livro sobre legislação ambiental, ela descobriu que nordeste brasileiro já teve nos séculos XVII legislação ambiental moderna para a época. Isso teria sido influencia dos judeus holandeses que encontraram no Recife um local ideal para construir uma nova comunidade.

A partir daí, ela conseguiu descobrir ao poucos que os judeus aplicavam ensinamentos da Bíblia judaica, o Torá, na conservação do meio ambiente. Um assunto foi puxando o outro e ela chegou a New York onde o pequeno grupo de judeus do Recife acabou aportando em 1654 depois que foram expulsos com a tomada do nordeste brasileiro pelos portugueses católicos. “Mesmo após mais de 300 anos eles ainda mantém orações em português e sobrenomes que hoje são usados no Brasil. Ainda fico emocionada com o interesse histórico e cultural que a minha pesquisa tem sido vista”, disse a brasileira.

Com a descoberta de que esse grupo de judeus, anteriormente radicado no Brasil, se transformou na maior e mais influente comunidade judaica americana dando, inclusive, origem a outras espalhadas pelos Estados Unidos, Ann Helen começou a escrever ensaios literários sobre o assunto que agora fazem parte do seu livro. Desde que começou seus trabalhos envolvendo pesquisa sobre a comunidade judaica, Ann Helen tem viajado para vários estados americanos apresentando o resultado de suas pesquisas. A brasileira já publicou outros seis livros, inclusive recebendo vários prêmios entre eles o Ensaio Ecológico da União Brasileira dos Escritores, em 1998.

Mais informações sobre as pesquisas entre a comunidade judaica nos Estados Unidos e Brasil entre em contato com a escritora pelo email jewishbrazilianconnection@gmail.com.

27 de set. de 2013

Arquivos da diáspora judaica do século 20 chegam à internet

Arquivos da diáspora judaica do século 20 chegam à internet

Coisas Judaicas
Linda Levi, diretora do arquivo do Comitê de Distribuição Americano-Judaico, caminha por depósito em Nova York (02/03)









Os judeus são conhecidos por suas andanças, mesmo que não tenham sido por opção, e uma das crônicas mais radicais de suas migrações foi armazenada no Comitê de Distribuição Americano-Judaico, uma organização de ajuda e resgate que tem quase 100 anos de existência.
Seus arquivos são procurados por estudiosos, genealogistas e, mais intimamente, por descendentes de refugiados de guerra que esperam descobrir por quais aventuras seus antepassados tiveram de passar. Mas investigar os registros é muitas vezes uma aventura por si só, exigindo pesquisas por meio de índices, microfichas, cartões e pastas de arquivos localizados em Manhattan, Queens, Nova York e Jerusalém. Em um mundo digitalizado, esse tipo de esforço parecia se tornar cada vez mais arcaico.
Agora, a organização, que é amplamente conhecida como O Arquivo e ajudou comunidades judaicas em 79 países com alimentação, escolaridade e formação profissional, está prestes a colocar uma grande parte de seus arquivos on-line. Haverá um índice acessível para cada registro, documento e fotografia armazenada, uma ferramenta essencial considerando que os arquivos contêm mais de 500 mil nomes e 100 mil fotografias.
"O bom sobre disponibilizar as informações on-line é que você basicamente amplia o seu público, pois as pessoas já não precisam vir até Nova York para fazer tais pesquisas", disse Marion A. Kaplan, professora de história judaica moderna na Universidade de Nova York. Ela usou os registros de papel da organização para escrever um livro em 2008 sobre um acordo agrícola pouco conhecido envolvendo 800 refugiados em Sosua, República Dominicana, durante a Segunda Guerra Mundial.
Entre os tesouros encontrados no arquivo estão: uma fotografia de um jovem Leonard Bernstein realizando um concerto para sobreviventes dos campos de concentração em um campo de refugiados em Feldafing, Alemanha, por volta de 1948; uma fotografia do jovem Marc Chagall tirada em 1921, quando ele dava aulas em uma casa perto de Moscou para os órfãos da Primeira Guerra Mundial; cartas de Hirsch Manischewitz, da família fabricante de pão matzo e vinho, defendendo a necessidade de enviar matzos aos judeus sitiados da Rússia; cartas relatando a odisseia de Elias Canetti, o búlgaro vencedor de um Prêmio Nobel de literatura que fez parte de um comboio conjunto organizado de judeus sefarditas que viajaram através da Europa ocupada pelos nazistas até Lisboa.
Primeiramente, apenas registros escritos de 1914 a 1932 estarão disponíveis, mas eventualmente todo o rico arquivo da história judaica moderna acabará sendo digitalizado através de um processo conhecido como "reconhecimento óptico de caracteres", que converte palavras datilografadas em texto que pode ser editado e pesquisado através de um computador.
O arquivo também irá disponibilizar outros dados históricos sobre os judeus, como a compilação de 3 milhões de vítimas do Holocausto e um banco de dados pesquisável dos registros reunidos pelo Museu do Memorial das Vítimas do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington.
Bob Belenky, 80 anos, psicólogo que vive em Nova Hampshire, encontrou um antigo passaporte e cartas nos registros do arquivo que o ajudaram a fazer uma viagem para a Ucrânia na última primavera para saber mais sobre o trabalho de seu pai como especialista em trator nas fazendas coletivas da região.
O arquivo recebe 850 pedidos de pesquisa por ano. A disponibilização do acervo on-line deverá acontecer nos próximos dias. Mas os arquivos digitalizados, no entanto, não ajudarão todos.
Harry Bialor, 82 anos, um negociante aposentado que vive no Brooklyn, afirma que apesar de sua esposa usar o computador para enviar emails, ele já não se preocupa em usá-lo. "Quando comecei a usar o computador eu até dedicava uma boa parte do meu tempo a ele, mas me deparei com tantos problemas que acabei desistindo da ideia.", contou.
Por Joseph Berger

Sosua o paraíso dos refugiados judeus

Sosua o paraíso dos refugiados judeus

Coisas JudaicasSosua é uma pequena cidade na província de Puerto Plata na República Dominicana. 

Localizado a cerca de 4 milhas (6,4 km) do Aeroporto Internacional de Puerto Plata, a cidade é acessado principalmente por Camino Cinco, ou Estrada 5, que vai muito da extensão do litoral Norte do país. 

A cidade é dividida em três setores El Batey, que é a seção principal, onde a maioria dos turistas visitam, Sosua Abajo, e Los Charamicos. 
Coisas Judaicas
No 1938 Conferência de Evian Rafael Trujillo ofereceu para aceitar até 100 mil refugiados judeus; cerca de 800 alemães e austríacos refugiados judeus receberam vistos pelo governo da República Dominicana entre 1940 e 1945 e se estabeleceram em Sosua. 

O governo forneceu-lhes terras e recursos com que eles criaram uma leiteria e fábrica de queijo, chamado Productos Sosua, ainda na existência hoje. 

Descendentes dos colonos originais ainda vivem em Sosua, onde mantêm uma sinagoga e um museu. A cidade era pouco conhecido até o turismo decolou na ilha em meados dos anos 80. 

Sosua Abajo, que pode ser traduzido para "Abaixe Sosua", está localizado no lado oeste de Sosua em um vale perto de um rio que flui em Sosua Bay. Principalmente a área rural de um Sosua, casas Sosua Abajo muitos dos trabalhadores que se vão para a área Batey El, perto de Cabarete Bay e Playa Dorada.
Crônicas de Clarice Lispector viram série no ‘Fantástico’

Crônicas de Clarice Lispector viram série no ‘Fantástico’

Coisas JudaicasDemorou, mas Luiz Fernando Carvalho está de volta à TV, envolvido no universo de Clarice Lispector.

O novo filhote do diretor é a série “Correio Feminino”,  baseada em crônicas de Clarice, escritas sob o pseudônimo de Helen Palmer, em colunas femininas de jornais  nos anos 1950 e 1960.

A produção estreia no dia 27, dentro do “Fantástico” (Globo) —que está passando por grandes mudanças na Globo.

A atriz Maria Fernanda Cândido dá voz a Helen Palmer na série. Os quadros são narrados pela personagem, que tem um programa de rádio e TV. Helen está sempre pronta a socorrer leitoras aflitas, em conversas intimistas que tratam de questões que permeiam o universo feminino até os dias de hoje como beleza, amor, moda, família, casamento, maternidade e sedução.

No elenco também estão a modelo Cintia Dicker, que faz a “adolescente”; a atriz e ex-modelo Luiza Brunet, na pele da “mulher madura”; e a atriz Alessandra Maestrini, que dá vida à “mulher jovem”. Elas representam gerações distintas e as várias facetas do feminino.
“O figurino e a produção de arte respeitam a época. A linguagem evoca o período, mas a forma de fazer é contemporânea”, explica Luiz Fernando.
Tefilin

Tefilin

Coisas JudaicasTefilin: (com raiz na palavra em hebraico tefilá, significando em português “prece”). 

Na Torá em Êxodo 13:1-10 e 11:16; Deuteronômio. 6:4-9 e 11:13-21) prescreve que os varões atem as palavras de Deus na cabeça e no braço, e este preceito é observado literalmente com o uso de um par de caixinhas cúbicas de couro preto, montadas sobre uma base, que contêm pergaminhos gravados com as passagens relevantes das Escrituras. 

As caixinhas são amarradas à cabeça e ao braço por tiras de couro preto. Com algumas exceções, os tefilin são usados na prece matutina dos dias úteis, pelos varões de mais de treze anos. 

São tratados com muito respeito, e não se deve deixá-los cair ou colocá-los em lugar que não seja limpo.

26 de set. de 2013

Grupos judaicos na época de Flavius Josefo

Grupos judaicos na época de Flavius Josefo

Os quatro grupos eram
Coisas Judaicas
os seguintes:

Saduceus - grupo formado por judeus ligados à aristocracia e pela casta dos sacerdotes, que dominava os serviços do templo e a administração dos lugares sagrados; grande parte dos saduceus se identificava com os valores romanos e se aculturou, bem como acreditava que, com o pagamento dos impostos (Fiscus Judaicus), poderia manter a autonomia religiosa e cultural na Judeia.

Fariseus - grupo composto pela maioria dos trabalhadores rurais e dos pequenos proprietários de terra, além de ser, em parte, erudito no estudo da Torá; opunha-se aos Saduceus; criou a lei oral em conjunto com a lei escrita; criou os Beit Hakinesset (casa do encontro), conhecida até hoje pelo nome grego, Sinagoga. A maioria dos fariseus resistia à cultura romana, mas outros adotavam, em parte, esses costumes e valores.

Essênios - grupo que era totalmente contrário à cultura e aos valores romanos; criava as próprias comunidades isoladas das influências externas; tinha uma prática espiritual que procurava um elo entre o homem e as forças naturais, como o ar, o fogo, a luz, a terra e a água, além de ser erudito no estudo da Torá. As organizações comunitárias dos essênios eram totalmente igualitárias, socializadas, pelo que todos trabalhavam em função da comunidade e comiam em refeitório coletivo. Os essênios eram pacifistas, por acreditarem que a vida era a dádiva de Deus mais sagrada.

Zelotes, ou Knaim, em hebraico - o último grupo não compõe exatamente uma corrente do judaísmo e sim um movimento político fundado pelo Yeuda (Judas), o Galileu, que se revoltou contra os romanos, recusando-se a pagar impostos (Fiscus Judaicus). Esse grupo incentivou as massas judaicas a se revoltarem contra o Império Romano. Eles lideraram a primeira grande revolta judaica e voltaram a conquistar Israel em curto prazo, acarretando a fúria do Império Romano, humilhado pela derrota que lhe fora infligida pelo pequeno exército dos judeus.