31 de jul. de 2013

Chefe da Al-Qaeda critica líder do Hezbollah

Chefe da Al-Qaeda critica líder do Hezbollah


O chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, criticou o líder do Hezbollah xiita libanês, Hassan Nasrallah. Foto: Intelligence/AFP PhotoO chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, criticou o líder do Hezbollah xiita libanês, Hassan Nasrallah, classificando-o de "executante do projeto iraniano na Síria", em uma mensagem divulgada nesta quarta-feira na internet.

"A rebelião jihadista na Síria revelou o verdadeiro rosto do executante do projeto iraniano na Síria, Hassan Nasrallah, e fez cair a máscara por trás da qual se oculta há tempos", afirmou Ayman al-Zawahiri.

Segundo o chefe da Al-Qaeda, o apoio militar do Hezbollah ao regime sírio "revela que Nasrallah não é mais que um executante do projeto iraniano que consiste em impor Wilayat al-Fakih à nação islâmica pelas matanças, a opressão, a tortura, as violações dos direitos e o apoio ao mais corrupto, ao mais opressor, e ao mais criminosos dos regimes".

O conceito de Wilayat al-Fakih, que significa a predominância dos religiosos sobre os políticos, é o pilar do regime iraniano, onde o poder do guia supremo é exercido sobre os assuntos públicos.

Ayman al-Zawahiri denunciou, por outro lado, "dois crimes cometidos pelos Estados Unidos".

"O primeiro é a injustiça, a opressão e as agressões em Guantánamo contra os muçulmanos sem razão há 13 anos", afirmou.

"O segundo é a mentira do presidente Barack Obama sobre os ataques de aviões espiões no Paquistão, Afeganistão e Iêmen", em referência aos ataques de drones americanos.

"Peço aos muçulmanos de todo o mundo que façam o possível para colocar fim aos crimes dos americanos e seus aliados na Palestina, no Iraque, Afeganistão, Iêmen, Mali e outras partes".
Historiador afirma que Hollywood colaborou com o nazismo

Historiador afirma que Hollywood colaborou com o nazismo


Denúncia: O historiador Ben Urwand fez pesquisa em documentos antes de concluir que estúdios encobriram relação com Hitler
Foto: Charlie Mahoney/The New York TimesDenúncia: O historiador Ben Urwand fez pesquisa em documentos antes de concluir que estúdios encobriram relação com Hitler Charlie Mahoney/The New York Times 

A lista de instituições e indústrias acusadas de encobrir suas ligações com o Terceiro Reich é longa, e inclui governos, o Vaticano, bancos suíços e grandes corporações americanas, como a IBM, a General Motors e a DuPont. Agora, um jovem historiador australiano quer adicionar um nome mais glamouroso à lista: Hollywood.

Em “The collaboration: Hollywood’s pact with Hitler” (“A colaboração: O pacto de Hollywood com Hitler”, em tradução livre), Ben Urwand inspira-se em um conjunto de documentos para argumentar que os estúdios de Hollywood, num esforço para proteger o mercado alemão para seus filmes, não só se submeteram à censura nazista como também cooperaram ativa e entusiasmadamente com o esforço global de propaganda do regime.

— Nos anos 1930, Hollywood não colaborou apenas com a Alemanha nazista, mas também com Adolf Hitler — afirma Urwand em entrevista por telefone, de Cambridge, Massachusetts, onde leciona na prestigiosa Society of Fellows da Universidade de Harvard.

Pesquisa causa agitação no meio

O livro de Urwand, que sairá em outubro pela Harvard University Press, foi lido por poucos acadêmicos. Mas sua pesquisa, que foi compilada neste mês na revista eletrônica “Tablet”, já está causando uma certa agitação.
— Estou ansiosa para ler. Acho de tirar o fôlego a audácia que essa história está tentando contar — diz Deborah Lipstadt, historiadora da Universidade de Emory especializada no Holocausto.

Outros estudiosos familiarizados com o período, porém, questionam tanto a originalidade quanto a inclinação do livro. Começando pelo título:

— A palavra “colaboração”, nesse contexto, é uma difamação — observa Thomas P. Doherty, historiador da Universidade de Brandeis, autor do recente “Hollywood and Hitler: 1933-1939”. — Usa-se esta palavra para descrever o governo de Vichy. (O produtor americano) Louis B. Mayer era um avarento, mas não é o equivalente moral a Vidkun Quisling (oficial do exército norueguês que colaborou com os alemães na ocupação de seu país e virou sinônimo para traidor).

A interferência do governo alemão na indústria de filmes americana, durante a era de ouro de Hollywood, há muito tempo é conhecida por historiadores de cinema e foi relatada pela imprensa americana da época. “O longo braço de Hitler se estende até os estúdios de Hollywood”, diz uma manchete da (hoje extinta) revista “Newsweek”, de 1937.

Mas Urwand, de 35 anos, oferece a mais provocadora versão até agora, mergulhando em arquivos alemães e americanos para argumentar que a relação entre Hollywood e o Terceiro Reich foi muito mais profunda — e durou muito mais — do que qualquer acadêmico já sugeriu. Página após página, ele mostra chefões do estúdio, muitos deles imigrantes judeus, cortando filmes cena por cena para agradar oficiais nazistas; produzindo material que poderia ser discretamente reutilizado em filmes de propaganda nazista; e, segundo um documento, ajudando a financiar a fabricação de armamento alemão.

Mesmo Jack Warner, enaltecido por Groucho Marx por ter administrado “o único estúdio com alguma coragem”, por dar sinal verde para a realização do filme “Confissões de um espião nazista” (1939), não está livre do golpe revisionista. Segundo Urwand, o próprio Warner ordenou que a expressão “judeu” fosse retirada de todos os diálogos do filme “Émile Zola” (1937), e seu estúdio foi o primeiro a convidar oficiais nazistas a uma visita a Los Angeles, para assistir ao filme e sugerir cortes.
— Há um mito inteiro que dá conta da Warner Brothers como um cruzado contra o fascismo — lembra Urwand. — Mas eles foram os primeiros a tentar acalmar os ânimos dos nazistas, em 1933.

Cartas comprometedoras em Berlim

Urwand, cujos avós maternos, judeus de origem húngara, passaram anos se escondendo dos nazistas durante a Segunda Guerra, diz que o projeto começou em 2004, quando estudava na Universidade da Califórnia. Ele descobriu, por acaso, uma entrevista em que o roteirista Budd Schulberg menciona, vagamente, que Louis B. Meyer costumava se encontrar com um cônsul alemão em Los Angeles para discutir cortes nos filmes do estúdio. Farejando um tema digno de tese, começou a pesquisar.

Nos arquivos nacionais da Alemanha, em Berlim, Urwand encontrou uma carta de janeiro de 1938, enviada pela filial alemã da 20th Century-Fox, que perguntava se Hitler compartilharia sua opinião sobre os filmes americanos, assinada com a saudação nazista “Heil Hitler!”. Outras descobertas se seguiram, incluindo bilhetes de auxiliares de Hitler nos quais recordam as reações do Führer aos filmes a que assistia todas as noites: ele adorava os de O Gordo e o Magro, mas detestava “Tarzan”. Ele também encontrou um livro no qual Jack Warner documentou uma excursão pelo Rio Reno com outros executivos do estúdio, a bordo de um iate que pertencera a Hitler, em 1945, como parte de uma viagem de negócios após a guerra.
— Aquele foi o único momento em que gritei de verdade dentro de um arquivo — recorda Urwand.
O historiador descreve visitas regulares a estúdios por oficiais alemães, incluindo Georg Gyssling, cônsul especial designado a monitorar Hollywood: ele assistia a filmes, requisitava cortes e se engajava em debates bizarros (“King Kong” seria “um ataque nos nervos do povo alemão?”). Urwand encontrou registros de uma rede global de monitoramento que assegurava que houvesse cortes em todos os países, incluindo os EUA.

A “colaboração” de Hollywood teria começado em 1930, quando Carl Laemmle Jr., da Universal, concordou com cortes significativos em “Sem novidade no front” (Urwand reconhece que Laemmle ajudaria centenas de refugiados judeus com vistos aos EUA). E durou, segundo ele, bem após novembro de 1938, quando a Noite dos Cristais se tornou manchete no mundo todo.

Urwand conta ter encontrado quase 20 filmes alterados por oficiais alemães, ou mesmo com personagens judeus totalmente eliminados. Para o historiador, foi um conjunto significativo.

— Eles teriam realmente mobilizado a opinião pública.



Snowden: EUA podem espionar quase tudo na internet

Snowden: EUA podem espionar quase tudo na internet

Documentos publicados hoje pelo jornal britânico The Guardian lançaram nova luz sobre como a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) vasculha os dados colhidos em suas ações de espionagem ao redor do mundo e revelam que o órgão é capaz de captar praticamente qualquer coisa que uma pessoa faça na internet.
Dezenas de slides publicados pelo jornal expõem detalhes sobre o funcionamento do XKeyscore, integrante de uma família de programas da NSA por meio dos quais os Estados Unidos são capazes de espionar "a grande maioria das comunicações humanas", segundo declaração do ex-agente norte-americano Edward Snowden, responsável pelos vazamentos de informações sobre os programas de espionagem eletrônica operados por Washington.
"Eu, sentado na minha mesa, podia grampear qualquer pessoa, fosse ela você, o seu contador, um juiz federal ou até mesmo o presidente, se ela tiver um e-mail pessoal", declarou o ex-agente da CIA e ex-consultor terceirizado da NSA.
Ainda de acordo com Snowden, o XKeyscore permite à NSA coletar "praticamente qualquer movimento que uma pessoa faça na internet".
Em seu material de treinamento sobre o programa, a NSA alardeia que o XKeyscore é o "sistema de mais amplo alcance" para a obtenção de informações provenientes da rede mundial de computadores, prossegue o Guardian na reportagem assinada pelo jornalista Glenn Greenwald.
Alguns dos slides mostram imagens de uma tela com o que seria a visão dos analistas de informação da NSA no momento em que têm acesso a conversas interceptadas. Não ficou totalmente claro como e de onde o programa puxa os dados, mas os slides afirmam que o XKeyscore é abastecido por 700 servidores e 150 sites baseados em diferentes partes do mundo. Fonte: Associated Press. 
A filósofa e a máquina de extermínio nazista

A filósofa e a máquina de extermínio nazista


 Filme de Margareth von Trotta serve para relembrar reflexões de Hannah Arendt sobre o assassinato organizado de judeus


Por Luis Edmundo de Souza Moraes


Ofilme “Hannah Arendt”, de Margarethe von Trotta, não é somente uma obra sobre uma personagem excepcional, mas também sobre um aspecto excepcional de sua vida: o encontro de Arendt com Adolf Eichmann no julgamento em Jerusalém e a controvérsia em torno do livro “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”. O livro tornou-se muito importante e diversos são os trabalhos de pesquisa sobre o nazismo e sua política de extermínio que até hoje fazem referência a ele, tamanho é o alcance das questões que traz. E isto apesar e por causa dos vários problemas do livro.

Apoiada em material insuficiente e carente de avaliações mais cuidadosas, Arendt nos ofereceu uma apresentação em muitos aspectos superficial, incompleta e incorreta da matéria. Isto se aplica, em especial, à sua avaliação sobre Eichmann como um simples burocrata, à generalização sobre a colaboração e a centralidade dos conselhos judaicos para explicar as dimensões do extermínio, temas caros a seus críticos.

Paralelamente, o próprio uso do termo “banalidade” para qualificar o “mal” que Arendt buscava compreender, foi errônea e desonestamente interpretado como se ela estivesse se referindo à tragédia das vítimas do nazismo como algo banal, nada mais distante daquilo que ela escreveu.

Aspecto central do livro, esta ideia deriva do fato de que Arendt não consegue encaixar Eichmann, um tenente-coronel da SS encarregado das medidas administrativas para a execução da chamada Solução Final, na forma como este evento vinha sendo pensado até então. E aqui abro um parênteses: o extermínio nazista sempre foi visto como excepcional, o que trouxe consigo o problema de sua inteligibilidade.

Desde cedo, o extermínio nazista foi tornado inteligível pelo recurso a “coisas já conhecidas” ou familiares. Dos diversos sentidos dados ao extermínio até os anos 60 que, tornando-o familiar, o tornaram inteligível, dois tem importância para Arendt.

Em primeiro lugar, o crime ganhou sentido por ser pensado como a culminação trágica de séculos de antissemitismo. A Solução Final teria sido excepcional pelas dimensões, mas não uma novidade absoluta. Isto tornou o crime, em alguma medida, familiar.

Paralelamente, a excepcionalidade do crime foi tornada inteligível recorrendo-se à excepcionalidade dos perpetradores. Isto foi uma derivação a contrapelo: já que o produto final é monstruoso, é natural que seus produtores fossem monstros. Com isto, o crime tornava-se inteligível, familiar, visto que é normal que monstros pratiquem crimes monstruosos. Assim, a monstruosidade do crime exigiu que os perpetradores fossem pensados como monstruosos para que o conjunto fizesse sentido.

Arendt já recusara em seu “Origens do totalitarismo” a tese de que o extermínio nazista era a culminação do velho ódio aos judeus. Para ela, o antissemitismo nazista não é a mesma coisa que o antissemitismo antigo. Estabelecer esta conexão significa “escapar à realidade e não entendê-la”, diz em 1964 a Günther Gaus. Em relação à segunda tese, contudo, o julgamento teve papel decisivo. Para espanto de muitos e dela mesma, ela não achou Eichmann monstruoso, mas curiosamente normal. Ele não pareceu a Arendt um antissemita radical, que só teria na vida o propósito de exterminar judeus. Efeito da forma como Eichmann se apresentou publicamente ou não, ela não viu nele motivação profunda, patologia ou uma intenção fanática de assassinar os judeus, mas simplesmente coisas que estão em nosso mundo e não nos fariam crer que levassem a um crime desta qualidade: ambição por subir na carreira e mediocridade. E a preocupação dela era resolver esta equação: a monstruosidade atípica do crime e a normalidade das condições que o produziu.

Respondendo a Samuel Grafton em 1963, Arendt deu a seguinte formulação: “O que eu quero dizer é que o mal não é radical, (...) que não tem profundidade. O mal é um fenômeno superficial (...). Nós resistimos ao mal ao não sermos arrastados pela superfície das coisas, ao pararmos e começarmos a pensar, ou seja, ao alcançarmos uma outra dimensão que não o horizonte da vida cotidiana. Em outras palavras, quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ele ceda ao mal.”

E isto se sustenta, ainda que a avaliação de Arendt sobre Eichmann não correspondesse ao próprio personagem. Estudos feitos sobre o extermínio nazista mostraram que, se este foi de fato planejado por pessoas movidas por um projeto de mundo racista e excludente, ele foi executado não somente por eles, mas por um corpo de especialistas e de funcionários que colocaram sua competência científica, técnica e administrativa, valores diletos da civilização ocidental, a serviço de uma complexa máquina de morte. O que se passa em todo o processo que vai da identificação e prisão dos judeus até o extermínio nas câmaras de gás envolveu milhares de pessoas com funções específicas que trabalharam no grande projeto de eliminar pessoas.

Assim, a monstruosidade do extermínio nazista está exatamente no fato dele não ter sido cometido majoritariamente por monstros, mas em grande parte por funcionários modernos e eficientes. Estes incluíam as secretárias que mantinham as fichas dos judeus atualizadas, os policiais que os prendiam, os maquinistas que os transportavam e os químicos que escolheram o gás a ser usado etc. Foi o trabalho destes bons funcionários alemães, franceses, ucranianos, italianos, holandeses e outros que permitiu assassinar tantas pessoas, com o menor custo emocional e material possível e em tão pouco tempo. Eles se igualavam pela ausência de considerações morais sobre suas tarefas cotidianas.

Não se trata para Arendt de pensar que exista um Eichmann em cada um de nós. Na verdade, nosso mundo produz muitos Eichmanns, que, sem que sejam percebidos como tais, são peças decisivas para que uma máquina de morte como esta possa ser colocada para funcionar.

Assim, a excepcionalidade do extermínio nazista está exatamente no fato de que a combinação de diversos componentes que não são excepcionais podem produzir um crime excepcional. E, dizendo isto, o que Hannah Arendt faz é nos convidar a observar a máquina de extermínio nazista para, através dela, pensar sobre o nosso próprio mundo.


Luis Edmundo de Souza Moraes é doutor pelo Centro de Pesquisas sobre o Antissemitismo da Universidade Técnica de Berlim; professor de História Contemporânea do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UFRJ
O que fazemos sobre as crises de relacionamento?

O que fazemos sobre as crises de relacionamento?

O que fazemos sobre as crises de relacionamento?
 Por Dov Greenberg

 
Sócrates, o grande filósofo grego, disse certa vez a um discípulo: "Meu conselho a você é que se case. Se encontrar uma boa esposa, será feliz; caso contrário, se tornará um filósofo."

De fato, atualmente, temos muitos filósofos. Em nosso tempo, tem havido um aumento sem precedentes de relacionamentos rompidos. Nos Estados Unidos, estima-se que um em cada dois casamentos termina em divórcio. Famílias com apenas um dos pais dobraram nos últimos 20 anos. Apenas uma criança em duas terá pais que estavam casados quando ela nasceu e que permaneceram juntos até a criança crescer.1

Uma palestrante disse-me que durante anos ela tinha ido a escolas ensinar religião às crianças, e sobre "D'us nosso Pai". Agora ela não pode fazer mais isso, porque muitas das crianças não entendem a palavra. Não a palavra D'us, mas a palavra "pai".

Como um meteorito entrando no campo gravitacional da terra, o casamento e a família estão se desintegrando.

O pior que podemos fazer agora seria entrar num debate sobre quem é culpado: indivíduo ou sociedade, afluência ou secularização. O que precisamos é imaginação, não recriminação; otimismo, não pessimismo. É aqui que a tradição mística judaica tem algo lindo e vital a dizer.

No capítulo inicial da Bíblia hebraica, onde se desenrola a história da Criação, a mística apresenta uma fascinante questão: Como, se D'us existe, o universo pode simultaneamente existir? D'us é infinito, D'us está em toda parte. Portanto, em qualquer lugar, existe tanto o finito como o infinito. Porém, certamente o infinito supera tudo que seja finito. Simplesmente não há espaço para a matéria física se todo lugar está preenchido com a presença infinita de D'us. Como, então, existe um universo?

A resposta dos místicos é obrigatória. Para criar espaço para o universo, D'us, por assim dizer, iniciou um processo chamado "tzimtzum", autocontração ou retirada, criando um vácuo esférico – o espaço necessário para o mundo existir. Ao retirar Sua luz infinita, um mundo autônomo, independente, distinto de D'us, pode emergir.2 A conclusão? O universo é o espaço que o Autor do Ser cria para a humanidade por meio de um ato de retirada. Nenhum único ato indica mais profundamente o amor e a generosidade implícitos na Criação.3

Num estonteante paralelo, o mesmo se aplica aos relacionamentos humanos4. No início da vida, não há consideração pelo outro. Um bebê recém-nascido não distingue entre si mesmo e o resto do universo. Conhece e se preocupa apenas com suas próprias necessidades. Ao chorar, está dizendo: "Quero Mamãe, quero ser alimentado, quero colo, quero que brinquem comigo, e se isso não for feito agora, vou arruinar sua vida." Não há espaço para um outro. À medida que as crianças crescem e amadurecem, começam a sentir o outro como uma entidade separada. Começam a ter relacionamentos; começam a se importar com o outro. Esse processo é essencial para um desenvolvimento sadio.

Como adultos, sabemos que para amar realmente, precisamos nos retirar de nosso "centro" (ego) e criar espaço para uma outra pessoa em nossa vida. Um relacionamento não é baseado em controle. Quando um parceiro domina o outro, exigindo que ele ou ela se conforme e suprima sua personalidade, a possibilidade de um relacionamento é extinta. O amor genuíno não apenas respeita a individualidade do outro, como também procura cultivá-la. Amor, como o ato da criação, é a coragem de criar espaço para a presença do outro. Quando o homem se afasta de si mesmo, atingindo o coração e a alma de outro ser humano, ele imita D'us, que escolhe suspender-Se para dar espaço ao outro. Stephen Hawking estava errado em seu livro Uma Breve História do Tempo. Não é por meio da Física teórica que abordaremos a compreensão da "mente de D'us". É dando espaço a outra pessoa dentro de si mesma.

Um rapaz e uma moça saíram para um encontro. Durante duas horas, ele falou sobre si mesmo, suas conquistas, sucessos e ideias. Então virou-se para ela e disse: "Chega de falar a meu respeito. Agora diga-me, o que você acha de mim?"

Existem duas palavras simples que ilustram essa noção mística de tzimtzum, contração. As palavras solo e alma. Representam dois opostos perfeitos: o material e o espiritual. A palavra "solo" representa o material. A palavra "alma" representa o espiritual. Quando a pessoa pensa apenas sobre "solo", não cria espaço para outra pessoa. Mas quando pensa sobre "alma", abre espaço para outra pessoa em sua vida. Está pronta para viver e amar com mais profundidade.

Essa ideia de tzimtzum se expressa na linda cerimônia judaica de casamento, conhecida como "bedeken", ou velar. Antes da cerimônia da chupá, o noivo é escoltado até a sala onde a noiva está esperando, e cobre a face dela com um véu. Esse costume tradicionalmente comemora o evento bíblico que ocorreu durante a cerimônia de casamento de Yaacov. A Torá relata que Yaacov viajou à casa de Laban. Ao chegar, encontrou a filha mais nova de Laban, Rachel, e se apaixonou por ela. Laban propõe um acordo: trabalhe sete anos para mim e eu a darei a você em casamento. Yaacov faz isso, mas na noite do casamento Laban substitui Rachel por Leah. Como a noiva estava velada, ele não percebeu que estava se casando com a moça errada. Yaacov descobriu o engano somente quando era tarde demais. Por fim, Yaacov aceitou seu destino e continuou com Leah. Mais tarde, porém, ele também desposou Rachel, a noiva que tinha escolhido. A pergunta que surge é: se o velar nos lembra Yaacov e Leah, o costume não deveria ser o noivo descobrir o rosto da noiva para certificar-se de que está casando com a moça que escolheu?

A resposta é profunda e tocante. Leah e Rachel não são meramente duas irmãs morando na Mesopotâmia na primeira fase da Idade do Bronze. Elas também simbolizam duas dimensões de toda personalidade humana. Cada um de nós possui uma "Rachel" interior, bem como uma "Leah" interior.5

Rachel, a mulher linda, simboliza as características atraentes, charmosas e belas existentes em nosso cônjuge e em nós mesmos. O nome Rachel em hebraico significa "ovelha", conhecida por sua cor branca e sua natureza amável e serena.6

Leah, um nome que literalmente significa cansaço ou exaustão,7 representa aqueles elementos em nós e em nosso cônjuge que são mais desafiadores. Leah, a irmã de "olho fraco", era mais facilmente dada às lágrimas.8 Ela era emocionalmente vulnerável. Leah, enfraquecida pelas lágrimas e pela ansiedade, representa nosso conflito com a insegurança e com a tensão psicológica e espiritual.

Poucas pessoas podem ser definidas como "Rachel" ou "Leah", exclusivamente. A maioria possui os dois componentes. Somos uma mistura de serenidade e tensão. Temos instintos compassivos mas devemos lutar contra instintos egoístas também. Temos luz, mas devemos lidar também com a sombra. Ambas são partes genuínas de nossa personalidade multi-dimensional. Rachel é a luz; Leah é a luta contra a escuridão. Portanto, o drama que ocorreu no casamento de Yaacov, o Patriarca da nação judaica, acontece em todo casamento. Antes de se casar, você pensa que está desposando Rachel – a linda, inteligente, bondosa, sensível e divertida mulher dos seus sonhos. Na realidade, você vai descobrir que terminou com Leah, uma pessoa que também está em conflitos com tensão não resolvida.

Naturalmente, você ama Rachel e rejeita Leah. Porém, à medida que a vida passa você começa a descobrir que é exatamente a dimensão Leah de sua esposa que desafia você a transcender o seu ego e tornar-se a pessoa que é capaz de ser. Porque são as próprias falhas e imperfeições de seu cônjuge que permitem que você cresça em algo maior que si mesmo.

Este, então, é o segredo por trás do ato de velar a noiva. Quando o noivo vela sua noiva, está dizendo: "Eu amarei, prezarei e respeitarei não apenas o 'você' que se revela a mim, mas também aqueles elementos de sua personalidade que estão ocultos para mim. E quando me uno a você em casamento, comprometo-me a criar um tzimtzum, um espaço dentro de mim para a totalidade do seu ser – para toda você, para sempre." Isso, se realmente o fizermos, é o significado de tzimtzum e tem o poder de banhar o alquebrado mundo atual na luz amorosa da Divina Presença.

NOTAS

1. Números extraídos de "Family Change and Future Policy", de Kathleen Kiernan e Malcolm Wicks.

2. Início de Eitz Chaim (Heichal Adam Kadmon, 1:2; Shaar HaHakdamot) e Mevo Shaarim, obras cabalistas de Rabi Isaac Luria (conhecido como o Arizal), transcritas pelo seu aluno Rabi Chaim Vital, Cf, Licutê Torá por Rabi Shneur Zalman de Liadi, adendo a vayicrá 51b-54d.

3. Tanya, cap. 49.

4. Veja Tanya ibid., citando uma declaração talmúdica (Bava Metziah 84a) sobre casamento: "O Amor Contrata a Carne". Eis como Rabi Shneur Zalman declara a idéia: Veja também Homem de Fé no Mundo Moderno, pág. 157, por Rabi Joseph B. Soloveitchik.

5. Bereshit cap. 29:16:31).

6. Ouvi isso pela primeira vez durante minha cerimônia de casamento do meu amigo Rabi Joseph Y. Jacobson. Veja também Luz Infinita (por Rabi david Aaron), págs. 37-38.

7. Veja Licutê Torá por Rabi Shneur Zalman de Liadi (1745-1812) Parashá Emor pág. 38d. Veja também Yonas Alem por Rabi Menachem Azaryah de Fano (1548-1620) cap. 5, explicado em Licutê Sichot vol. 30 pág. 186.

8. Mei Hashluach Parashá Vayetsê. Também Maamarei Admur HaZakan 5565 vols. 1 e 2.
Netanyahu ampliará colônia em troca de libertação de presos, diz jornal

Netanyahu ampliará colônia em troca de libertação de presos, diz jornal

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se comprometeu a aprovar a construção de 5,5 mil casas em colônias judaicas para que um partido ultra-direitista de sua coalizão aprovasse a libertação alguns presos palestinos, informou nesta quarta-feira o jornal Maariv.
Segundo a fonte, Netanyahu teria feito esse acordo em segredo com o ministro da Habitação, Uri Ariel, do ultra-direitista Habait Hayeudí. Neste primeiro momento, a negociação incluiria a construção de mil casas e, posteriormente, mais 4,5 mil em troca que esse partido não saísse do governo pela aprovação, no último domingo, da libertação de 104 presos palestinos condenados por "crimes de sangue".
As negociações em questão foram realizadas através de cartas seladas trocadas por mensageiros, ressaltou o jornal, que cita altos cargos do partido, mas não revela suas identidades.
Desta forma, o primeiro-ministro israelense tentou evitar que o pacto não fosse divulgado nesse momento delicado, no qual israelenses e palestinos tentam, com o apoio de Washington, reiniciar as negociações de paz que foram interrompidas em setembro de 2010, precisamente pelo reatamento da construção nas colônias após dez meses de brusco recesso.
De acordo com o jornal citado, a construção das colônias será aprovada nos próximos meses e se concentrará, principalmente, em Jerusalém Oriental e nos grandes blocos de assentamentos, que Israel entende que ficarão sob sua soberania em qualquer acordo de paz.
O governo israelense aprovou no último domingo a libertação de 104 presos palestinos que cumprem pena em prisões israelenses desde antes da assinatura dos Acordos de Oslo (1993), com base em uma das condições palestinas para retomar o processo de paz.
A decisão de pôr os prisioneiros em liberdade, que será feita em diferentes fases e a partir do avanço dos diálogos, foi aprovada com uma pouca maioria - 13 votos a favor, 7 contra e 2 abstenções.
A aprovação facilitou que as equipes negociadoras palestinas, liderado por Saeb Erekat, e israelenses, por Tzipi Livni, se encontrassem em Washington nesta semana para concordar as linhas gerais e questões técnicas que delimitarão as conversas.
O secretário de Estado americano, John Kerry, principal impulsor das negociações, mostrou ontem sua intenção que as partes cheguem a um acordo que ponha um fim no conflito nos próximos nove meses.
Bibi mostra gabinete dividido

Bibi mostra gabinete dividido

Bibi
A lista dos presos que Israel soltará nos próximos dias inclui militantes palestinos que usaram coquetéis molotov contra um ônibus com crianças, apunhalaram e mataram a tiros civis, mulheres e idosos, bem como suspeitos de espionagem.
Numa indicação da profunda divisão desta coalizão, a libertação foi aceita pelos ministros por 13 votos a 7, com 2 abstenções. Paralelamente, o gabinete aprovou o pedido do premiê Binyamin Netanyahu para um referendo que chancele todo acordo de paz que ele assinar. Segundo a imprensa israelense, Netanyahu disse aos EUA que, nos próximos nove meses, será aprovada a construção de mais mil casas em assentamentos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Embora a maior parte das pesquisas mostre que os israelenses em geral apoiam o processo, a libertação dos prisioneiros não é uma medida bem vista em todo o espectro político do país. Há precedentes. Em 2011, Israel trocou mil palestinos e árabes israelenses por Gilad Shalit, o soldado israelense sequestrado por militantes do Hamas, em 2006. Ele permaneceu preso por cinco anos.
Ainda que se trate de um gesto relutante de boa vontade ou de chantagem diplomática, trata-se de uma considerável concessão de Netanyahu ao secretário de Estado John Kerry e aos palestinos. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA


Bibi faz acordo com partido dos colonos
Evan Rachel Wood dá à luz seu primeiro filho com Jamie Bell

Evan Rachel Wood dá à luz seu primeiro filho com Jamie Bell

A atriz Evan Rachel Wood (“Tudo Pelo Poder”) deu à luz na segunda-feira (29/7) a seu primeiro filho com o ator Jamie Bell (“As Aventuras de Tintim”).
Wood postou a informação no Twitter no dia do parto, e dedicou ao recém-nascido a canção “Beautiful Boy”, de John Lennon, revelando seu sexo. O nome do menino, porém, ainda não foi divulgado.
Bell e Wood têm um longo relacionamento. Começaram a namorar em 2005, quando tatuaram iniciais de seus nomes no corpo um do outro e participaram juntos do clipe “Wake Me Up When September Ends”, da banda Green Day. Mas, na ocasião, o namoro durou só um ano. Wood chegou a comentar: “Nós nos tatuamos porque achávamos que nosso amor duraria para sempre. Não durou, mas não me arrependo da tatuagem. Vai sempre me lembrar de um período genial da minha vida”.
O casal voltou a ficar junto durante o verão de 2011. Desta vez, o relacionamento se tornou sério e culminou num casamento, em outubro de 2012. Nove meses depois, nasceu um “Beautiful Boy”.

Natalie Portman vai dirigir adaptação de livro israelense de memórias

Natalie Portman vai dirigir adaptação de livro israelense de memórias


A atriz Natalie Portman (“Cisne Negro”) vai dirigir a adaptação do livro “A Tale Of Love And Darkness”, do escritor israelense Amos Oz. A informação é do site Israel Hayom.
O site informa que Portman escreveu o roteiro junto com dois outros roteiristas, e deve viajar para Israel em setembro para buscar locações e conversar com o autor do livro. Não há, porém, confirmação oficial da notícia.
“A Tale Of Love And Darkness” é baseado nas memórias de Amos Oz e conta a história de um menino que cresceu na Jerusalém dos anos 1950 devastada pela guerra. Depois que sua mãe comete suicídio, ele deixa para trás as restrições da família e se junta ao um kibbutz (sociedade coletiva baseada na agricultura), muda de nome, se casa, tem filhos e, finalmente, torna-se um escritor, bem como um participante ativo na vida política de Israel.
Portman, que também nasceu em Jerusalém, já havia demonstrado interesse em adaptar o livro de Oz em 2007, mas o projeto acabou não indo para frente. Talvez agora o resultado seja diferente. Essa não será a primeira experiência da atriz atrás das câmeras. Ela tem no currículo dois curta-metragens, sendo que um deles é um segmento do filme “Nova York, Eu Te Amo” (2009).
Como atriz, Portman será vista em breve “Thor: O Mundo Sombrio”, que chega aos cinemas brasileiros no dia 22 de novembro. Ela também está envolvida em dois projetos do cineasta Terrence Malick (“A Árvore da Vida”) e na conturbada produção do western “Jane Got a Gun”, todos ainda sem data de estreia.

30 de jul. de 2013

10 Filmes sobre Neonazistas

10 Filmes sobre Neonazistas

Filmes sobre neonazistas


Na Alemanha dos anos 1930, recém derrotada na primeira grande guerra e com a economia e a auto-estima em frangalhos, o nazismo - ou nacional-socialismo - surgiu como uma terceira via para os fracassos do capitalismo (então em plena depressão) e do comunismo.

Dentre os seus pilares filosóficos estava a auto-afirmação do povo germânico e, consequentemente, o racismo, o coletivismo, a eugenia e o antissemitismo.
Derrotada numa segunda guerra, a custa de um rastro de milhões de mortes, principalmente dentre minorias, a ideologia nazista sucumbiu no mundo civilizado.

Mas, vez por outra, a bandeira ressurge dentre pequenos grupos de marginais, que absorveram apenas a intolerância dentre os fundamentos do nazismo.
Esses marginais costumam raspar a cabeça, como forma de identificação e atacar minorias que, supostamente, estariam usufruindo da "sua" sociedade e ocupando o espaços em que eles não conseguem se encaixar, por sua própria ignorância e precariedade de princípios.
O cinema retratou esses grupos em alguns filmes, dos quais destaco uma lista de 10.

1.  Uma Outra História Americana (Edward Norton é um jovem skinhead que é preso, acusado de matar um homem negro. após uma três anos na cadeia, ele revê suas ideias e desperta de seu fanatismo. o problema é que ao voltar para casa, encontra seu irmão mais novo - Edward Furlong - envolvido no mesmo grupo que ele liderou. um filme poderoso, indicado ao Oscar de melhor ator)

2.  Tolerância Zero (Ryan Gosling é um jovem neo-nazista, que se envolve numa organização facista, que prega o extermínio dos judeus. o detalhe é que ele é judeu, e contesta os dogmas e atitudes de seu próprio povo de maneira articulada e convincente. um ótimo filme, instigante, premiado em Sundance)

3.  Broderskab / Irmandade (um militar desiludido com a carreira, abandona o exército e aceita um convite para fazer parte de um grupo de extrema direita. contrariando as doutrinas, ele tem um romance gay com um de seus colegas, com consequências desastrosas. por vezes nos vemos compelidos a torcer pelo casal, esquecendo que eles são os "caras maus". esse paradoxo é o ponto mais interessante do filme)



4.  Made in Britain (Tim Roth é um adolescente skinhead violento e drogado, como tantos jovens britânicos de classe operária, sem perspectiva. a despeito das tentativas de assistentes sociais de adequá-lo a sociedade, o rapaz é incontrolável e vive de pequenos crimes e grandes injurias raciais. originalmente feito para a televisão, é um ótimo filme, com grande atuação de Roth em início de carreira, dirigido por Alan Clarke)

5.  Skinheads - A Força Branca (Russell Crowe é o carismático líder de um grupo neo-nazista de Melbourne, que desconta sua ira em cima de imigrantes vietnamitas que, eles creem, estão ameaçando a pureza da raça. até que os imigrantes se organizam e contra-atacam e o grupo se dissolve. fugindo da cidade, o rapaz se envolve num triângulo com um amigo e uma garota rica, que os incita a atacar novamente, mas ela é epilética e, na visão deles, também seria impura. filme que premiou e revelou Crowe da Austrália para o mundo)

6.  A Onda (um professor com a ingrata tarefa de ensinar autocracia aos seus estudantes, decide propor um experimento, que explique os mecanismos do nazismo, que corroeu a Alemanha. para isso, cria um grupo denominado "A Onda", cujo lema é "força pela disciplina", mas as coisas começam a ficar muito sérias, pois alguns alunos começam a incorporar as ideias facistas. baseado em fatos ocorridos nos EUA em 1967. ótimo filme)

7.  This is England (um garoto solitário de 12 anos vive com a mãe em uma pequena cidade costeira na Inglaterra em 1983. após uma briga na escola, ele conhece uma gangue de skinheads, na qual encontra a amizade e os modelos de comportamento que procurava. acaba tornando-se protegido do líder do grupo, um homem mais velho que preenche a figura do seu pai, que morrera na guerra das Malvinas. baseado nas memórias do próprio diretor e roteirista Shane Meadows)

8.  As Maçãs de Adam (um neo-nazista é enviado a uma paróquia rural para fazer serviço comunitário. o local é controlado por ingênuo reverendo, que vê o lado bom em tudo e o encarrega de fazer um bolo com as maçãs que crescem na macieira da igreja. mas o skinhead que mostrar o "mal" ao reverendo. uma estranhíssima comédia de humor negro dinamarquesa, cheia de parábolas bíblicas e nonsense, mas que apresenta seu ponto com inteligência. no mínimo merece ser visto)

9.  Um Skinhead no Divã (um jovem neonazista é ferido durante uma manifestação e um psicanalista judeu, cujos pais foram mortos em Auchswitz, se oferece para prestar-lhe os primeiros socorros. apesar de chocado com as ideias do rapaz, o médico quer entendê-lo, assim como o jovem quer conhecer melhor o judeu, apesar de desprezá-lo. uma reflexão interessante neste bom filme sueco de 1993)


10.  Meninos do Brasil (o ensandecido médico nazista Joseph Mengele - Gregory Peck - , que fez milhares de experiências genéticas com judeus, vive no Paraguai e planeja o nascimento do 4º Reich. para obter tal objetivo, faz 94 clones de Hitler, de quando ele era um garoto. porém um judeu caçador de nazistas - Laurence Olivier, indicado ao Oscar pelo papel -, descobre a trama e tenta impedi-lo. bizarro, mas fez sucesso em 1978 e além dos dois atores ainda tem o grande James Mason. já o Brasil só está no título, pois o filme se passa todo no Paraguai mesmo)
10 filmes sobre o Holocausto

10 filmes sobre o Holocausto


O termo Holocausto é reconhecido atualmente como o genocídio perpetrado a grupos politicamente indesejados pelo regime nazista de Adolf Hitler.

Por anos, durante a segunda guerra, foram exterminados não apenas judeus, mas também homossexuais, comunistas, sindicalistas, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, testemunhas de jeová, mórmons, etc...
A importância do cinema na denúncia destes crimes deve ser reconhecida. Os eventos e os campos de concentração foram bem retratados em filmes e documentários. Sem estas imagens, é provável que os que negam a existência do holocausto, pudessem hoje ser levados a sério. Até por isso existe um claro lobby da indústria em premiar e reconhecer filmes sobre o tema, o que me parece justo.
Não foi fácil elaborar esta lista com apenas 10 exemplos e muitos de vocês vão sentir falta de vários filmes, alguns até óbvios, por isso peço que sugiram nos comentários filmes para compor uma 'lista-bônus'.


1.  
A Lista de Schindler (o melhor filme sobre o tema é também um grande projeto pessoal do cineasta judeu-americano Steven Spielberg. o filme foi feito em preto e branco, apenas com detalhes coloridos. conta a história de um industrial alemão que negociava com os nazistas a utilização de trabalhadores judeus em sua fábrica, poupando-os de serem levados para os campos de concentração. comovente, pungente, obra-prima)



2.  
O Pianista (Adrian Brody é um pianista judeu-polonês, que interpretava peças clássicas na rádio, quando as primeiras bombas caíram sobre a Polônia. o filme mostra a formação do gueto de Varsóvia e a luta pela sobrevivência deste personagem, escondendo-se nas ruínas da cidade. ótimo filme de Roman Polanski)

3.  
Os Falsários (um brilhante falsificador judeu é preso e cooptado pelos nazistas para coordenar a fabricação de cédulas estrangeiras numa gráfica montada dentro de um campo de concentração, onde ele e o grupo gozavam de algumas 'mordomias', como comer. excelente filme austríaco sobre o tema)

4.  

Filhos da Guerra - Europa Europa (conta a incrível história de um garoto que se safa dos campos de concentração, escondendo sua ascendência judaica e chegando a se alistar na juventude hitlerista, como exemplo de 'perfeito ariano'. brilhante filme da polonesa Agnieszka Holland) 




5.  
Noite e Neblina (um dos mais importantes documentos da história do cinema. realizado em 1955, a partir de um convite do Comitê da História da Segunda Guerra ao cineasta Alain Resnais, para a comemorar o aniversário de libertação dos campos de concentração. as imagens, ora coloridas ora em preto e branco, foram as primeiras que tangibilizaram o Holocausto e chocaram o mundo)

6.  
O Refúgio Secreto (filme de 1975, conta a história real de uma família cristã holandesa que decide esconder judeus e membros da resistência num pequeno esconderijo em sua casa, até serem descobertos e levados a um campo de concentração. o filme escorrega um pouco na pieguice cristã, mas foi um dos primeiros a mostrar dramaticamente os campos de concentração)

7.  
O Diário de Anne Frank (uma menina holandesa vive com seus pais e irmã num sótão secreto, junto com mais uma família judia. ela escreve um diário onde conta seu cotidiano, os perigos e privações. feito em 1959, baseado num best-seller, comoveu uma geração)

8.  
O Homem do Prego (é um dos primeiros filmes a tratar do trauma causado aos sobreviventes do Holocausto. Rod Steiger - ótimo - é um operador de uma casa de penhores em Nova York, atormentado pelas lembranças dos campos de concentração. ótima direção de Sidney Lumet)

9.  
Bent (Clive Owen é um homossexual levado a um campo de concentração, mas lá troca o triângulo rosa, que identifica os gays, pela estrela amarela dos judeus. conhece e se apaixona por um outro prisioneiro que tem orgulho de usar o triângulo rosa)


10.  
Holocausto (minissérie americana que teve o mérito de levar aos grandes públicos as histórias do Holocausto. conta em paralelo as história de duas famílias, uma judia e outra alemã. a primeira tem Meryl Streep e seu marido que são separados e levados a campos de concentração. a outra experimenta a ascenção de um advogado içado a oficial nazista)