26 de jun. de 2013

Agosto vai dar “Gosto Wizo-Rio” para todos!

Agosto vai dar “Gosto Wizo-Rio” para todos!

Com uma programação variada, plateias de todas as idades poderão colaborar com os projetos da Organização das mais interessantes formas. Para as mais experientes, almoço com tarde de jogos; para quem gosta de um bom espetáculo teatral, após bem sucedida carreira em SP, estreia, para a Wizo-Rio, "Rain Man", sob a direção de José Wilker e Marcelo Serrado, com Fernanda Paes Leme e Rafael Infante no elenco. E, sem esquecer os “pequenos”, já na programação, "The Smurfs 2". Agora é só acessar os telefones divulgados e escolher o que lhe agradar mais. Porque, com a Wizo, vale a pena! Sempre vale a pena!


25 de jun. de 2013

Tradições desaparecem em refúgio judaico na Argentina

Tradições desaparecem em refúgio judaico na Argentina



Durante o auge, nos anos 1940, essa região isolada em meio aos pampas argentinos possuía quatro sinagogas para uma população de 5.000 pessoas, além de um teatro iídiche, um jornal repleto de debates sobre a criação do Estado israelense, e salões aonde judeus gaúchos vinham a galope dos pastos e podiam beber ao lado dos colegas peões.

Atualmente, Moisés Ville, fundada em 1889 por judeus fugidos dos pogroms da Rússia czarista, tem apenas 200 judeus entre os 2.000 habitantes. A última sinagoga que ainda funciona não tem rabino e a escola hebraica interrompeu as atividades no ano passado, em função do número decrescente de crianças judias. Alguns dos últimos judeus gaúchos trocaram os cavalos por pick-ups Ford e agora refletem sobre o futuro de seu estilo de vida.

— Existem muitos tipos de gaúchos: os que vivem atrás de encrenca; os soldados valorosos; os que aceitam ordens em silêncio — afirmou Arminio Seiferheld, de 70 anos, dono de um rebanho de gado. Sua pele grossa comprova que passou a vida toda atravessando as planícies de clima difícil.

— Sou o tipo de gaúcho que ainda está aqui, um sobrevivente em um lugar que já foi próspero — afirmou, vestido com sua bombacha, a calça larga usada pelos cavaleiros gaúchos. Seus pais, judeus fugidos da Alemanha nazista nos anos 1930, chegaram a Moisés Ville quando a cidade concentrava mais de uma dúzia de colônias agrícolas de judeus espalhadas pelos pampas argentinos.

Atualmente, muitos dos prédios históricos de Moisés Ville (alguns deles pérolas da arquitetura Art Deco) estão lacrados e a cidade fica de coração partido com as tradições que continuam a desaparecer. Registradas em texto e vídeo, a ascensão e a queda de Moisés Ville estão entre os capítulos mais emblemáticos da história dos judeus argentinos, que compõem a maior população judaica da América Latina, com 250.000 pessoas.

Alberto Gerchunoff, escritor argentino nascido nos anos 1880 em uma área da atual Ucrânia, chegou ao país em 1889 como filho de um colono e escreveu contos que descreviam a cultura dos primeiros assentamentos judaicos na Argentina. Quando um gaúcho matou seu pai, a tragédia passou a fazer parte de suas primeiras experiências no país, assim como das de muitos outros pioneiros vindos do leste europeu.

Sua família se mudou para Entre Ríos, uma província com diversas colônias agrícolas judaicas, onde escreveu em 1910 o clássico da literatura argentina "Los gauchos judíos", sobre as angústias dos europeus oprimidos saídos das cidadezinhas judaicas da Europa para as planícies intermináveis da Argentina, um paraíso agrícola que estava entre os países mais ricos do mundo na época.

Ao saberem da abertura argentina a grandes ondas de migrantes vindos da Europa, 136 famílias vieram para cá em 1889, vindas do Pale, zona de assentamento judeu do império da Rússia onde os judeus tinham permissão para viver. Eles acharam que encontrariam terra fértil para arar, mas foram abandonados em uma estação de trem logo que chegaram.
Durante o primeiro inverno, os colonos mendigaram comida e dezenas de crianças morreram de doença e frio.

— Ainda não havia cemitério, então os corpos eram colocados em latas de querosene — afirmou Eva Guelbert de Rosenthal, de 66 anos, diretora do pequeno museu de Moisés Ville, que preserva a história da cidade.

Relatos de seu sofrimento chegaram a Buenos Aires e, por fim, à Europa. O Barão Maurice de Hirsch, banqueiro e filantropo judeu alemão, comprou terras para os pioneiros, estabelecendo Moisés Ville como um dos precursores de um projeto de colonização mais ambicioso que visava reassentar os judeus em lugares como Argentina, Canadá, Palestina e Estados Unidos.

Financiadas por filantropos, cidades como Sonnenfeld, Lucien Ville (em homenagem ao filho do barão) e Ingeniero Miguel Sajaroff começaram a surgir nos pampas. Sem colégios de segundo grau nas novas colônias, muitos pais enviavam os filhos a colégios internos de Moisés Ville. Uma escola para professores de hebraico em Moisés Ville treinava educadores de toda a Argentina até 10 anos atrás.

O iídiche continuou a ser a língua falada em casa durante muitas gerações, conhecida por todos, de gaúchos a boticários e caixeiros viajantes. Uma das duas bibliotecas de Moisés Ville ainda tem centenas de livros de escritores iídiches como Simon Dubnow, um historiador judeu russo, e Sholem Asch, romancista nascido na Polônia.

— Um pesquisador israelense veio para cá recentemente e ficou encantado com nossos livros, explicando que seu valor era inestimável — afirmou Analía Fischer, de 51 anos, professora de hebraico que já não tem mais alunos.
Fischer guiou recentemente um visitante ao Teatro Kadima, com 700 lugares, inaugurado em 1929 com o concerto de um soprano vindo de Moscou. Tempestades recentes abriram buracos no teto do teatro e a chuva danificou a estrutura elegante, que ainda é a joia da praça principal, mas raramente é utilizada pelas pessoas de Moisés Ville.

Desde os anos 1950, centenas de moisesvillenses, como são conhecidos os habitantes, emigraram para Israel. Muitos outros foram para cidades maiores da Argentina, como Buenos Aires e Rosário. Algumas foram para os Estados Unidos ou a Europa, fugindo da instabilidade econômica da Argentina. Os habitantes brincam que plantam trigo, mas colhem doutores, para explicar que as oportunidades em outros lugares atraem pessoas jovens e educadas.

O que sobrou é uma cidade que está prestes a ficar na história. Estrelas de Davi ainda sobrevivem nas velhas fachadas dos prédios. Octogenários passeiam por ruas cujos nomes são homenagens ao Barão de Hirsch e a Theodor Herzl, o escritor nascido em Budapeste que fundou o Sionismo moderno.

Porém, algumas tradições se negam a morrer. Bernardino e Aníbal Urban, irmãos sexagenários descendentes de imigrantes italianos e donos da padaria La Central, ainda fazem o chalá, o pão trançado que é consumido no Sabbath e nos feriados, além de diversos doces judaicos.

— Todo mundo na cidade gosta disso. Faz parte da nossa cultura, sejamos judeus ou não — afirmou Aníbal Urban.

No Rosh Hashana, o ano novo judaico, Seiferheld ainda toca o chofar durante a celebração toda sexta-feira à noite, embora ele e um pequeno grupo tenham que fazer isso sem a ajuda de um rabino. Ao menos eles ainda podem escolher entre duas sinagogas em ótimas condições.
Os judeus mais velhos de Moisés Ville encolhem os ombros quando questionados sobre o futuro da cidade. Os jovens reclamam do tédio da cidadezinha, assim como em qualquer outra no mundo. Grandes produções monocultoras de soja roubam cada vez mais o espaço do gado, que já foram fonte de tantas histórias nos pampas da região.

Entretanto, embora muitas tendências pareçam irreversíveis, existem algumas exceções. Abel Gerson, de 29 anos, é o único de três irmãos a permanecer em Moisés Ville e sorri ao explicar o que o mantém na cidade. De óculos, boina e bombacha, ele ainda cria gado, chegando até o rebanho com sua velha pick-up da Ford.

— Cresci aqui e não consigo me imaginar fazendo nada que me satisfaça mais do que isso — afirmou Gerson. Então, quando se encaminhava para o campo, o gaúcho acenou e disse: "Shalom".
Rebeldes sírios avançam e podem tomar a capital Damasco

Rebeldes sírios avançam e podem tomar a capital Damasco


Intensos combates em Damasco e Aleppo 


Beirute - Violentos combates são travados nesta terça-feira nos arredores de Damasco, onde o Exército sírio tenta expulsar os insurgentes, e em Aleppo (norte), indicaram ativistas e uma ONG.
"O Exército tenta reconquistar os bairros do norte e do leste de Damasco, como Qabun, Barzé e Jobar, o bairro do sul, Hajarm al-Aswad, e o acampamento palestiniano de Yarmuk", declarou à AFP Rami Abdel Rahman, director do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
"Os rebeldes resistem, o Exército não está em condições de tomar esses bairros periféricos, mas a situação humanitária é catastrófica", afirmou.
"O Exército lançou a sua ofensiva há seis dias", indicou à AFP um ativista de Qabun via internet.
"As tropas do regime temem que os rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL, principal facção da rebelião) entrem na capital (...) passando por estes bairros, única entrada na capital a partir do leste", afirmou.
Há "uma grande escassez de medicamentos e de comida" em Qabun, e "a situação humanitária é terrível", acrescentou.
O Exército também bombardeou as regiões que cercam Damasco. Os tanques bombardearam o reduto rebelde de Daraya, no sudoeste da capital, como tem feito há vários meses, para expulsar os insurgentes, segundo a Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS), uma rede de activistas anti-regime.
Em Aleppo, os combates continuam após a ofensiva rebelde contra áreas controladas pelo regime.


"Os rebeldes e o Exército tentam avançar Rachidin e Ashrafiya" no oeste de Aleppo, afirmou o OSDH.
Book reveals Wallenberg also helped armed resistance

Book reveals Wallenberg also helped armed resistance

Sweden's envoy to Nazi-occupied Hungary Raoul Wallenberg. (photo credit: AP Photo/Scanpix Sweden, File)
STOCKHOLM (AP) — Raoul Wallenberg, the Swedish diplomat who saved thousands of Jews from Nazi-occupied Hungary, may also have had a secret military mission during World War II, a new book claims.
Citing documents from Hungarian archives, Swedish-Hungarian writer Gellert Kovacs says Wallenberg, whose fate remains shrouded in mystery, had closer links with Hungary’s non-Communist resistance movement than previously thought.
That, Kovacs said, could shed new light on why the Soviets arrested Wallenberg in Budapest in 1945 and why supposedly neutral Sweden remained so passive following his disappearance.
“For me it is very clear that it was also Wallenberg’s mission to act as some kind of coordinator between the resistance forces and the Allies,” Kovacs told The Associated Press.
Other researchers investigating Wallenberg’s fate called the information significant, but said it wasn’t enough to conclude that Wallenberg gave military support to Hungarian resistance fighters.
‘For me it is very clear that it was also Wallenberg’s mission to act as some kind of coordinator between the resistance forces and the Allies’
It’s well known that Wallenberg’s work as Sweden’s envoy in Budapest was a cover for a humanitarian mission as secret emissary of the US War Refugee Board, created in an attempt to stem the annihilation of Europe’s Jews. He saved at least 20,000 Jews in Budapest by giving them Swedish travel documents or moving them to safe houses.
In his book, whose Swedish title could be translated as “Dark skies over Budapest,” Kovacs says documents he found in Hungary’s military history archives show how a member of the resistance movement communicated the position of Nazi Germany’s ships in the Danube river to the allies via radio equipment in the Swedish embassy. British planes based on Malta then bombed the ships.
While there is no documentation that links those activities directly to Wallenberg, Kovacs says his research shows Wallenberg had frequent contacts with leaders of the non-communist resistance movement including Kalman Zsabka and Zoltan Miko. Swedish assistance to the Hungarian resistance movement in military operations with the allies would have run counter to Sweden’s neutrality.
Previous research has also shown Wallenberg was in contact with high-ranking resistance leader Geza Soos.
Ferenc Kalmanffy said that Wallenberg had given them ‘hand-grenades, pistols and some machine guns’
Part of Kovcac’s work is based on research by Hungarian historian Jozsef Gazsi during the Cold War. Gazsi interviewed several former members of the resistance movement who said they had met Wallenberg. One of them, Ferenc Kalmanffy, even said that Wallenberg had given them “hand-grenades, pistols and some machine guns,” according to Hungarian documents that Kovacs cites in his book.
Susanne Berger, a long-time Wallenberg researcher, called that information significant.
“This is clearly a military political activity and that really stirs up a whole new hornet’s nest,” she told AP.
“The sources and contents Gellert cites obviously have to be critically evaluated, but I see nothing in this material that would indicate that the alleged actions could not be true,” she added.
Swedish author Ingrid Carlberg, who published a biography of Wallenberg last year, said Kovac’s book “paints an entirely new and very interesting picture” of the resistance movement’s use of radio equipment in the Swedish embassy.
However, she said those activities were probably set in motion by the first secretary at the Swedish legation, Per Anger, who she said worked closely with the leader of the resistance group that used the radio equipment.
Wallenberg vanished after being arrested by the Red Army. The Soviets initially denied he was in their custody, but then said in 1957 that he died of a heart attack in prison on July 17, 1947.
If Wallenberg’s activities in Hungary extended beyond humanitarian work, that would make it easier to understand why the Soviets kept him in custody
If Wallenberg’s activities in Hungary extended beyond humanitarian work, that would make it easier to understand why the Soviets kept him in custody, Kovacs said.
“From their point of view it’s entirely rational,” he said. “They probably believed he had important information and saw him as a threat.”
The information also provides a broader context to Sweden’s passive reaction to Wallenberg’s disappearance, Kovacs said.
Sweden has been widely criticized for prioritizing its relations with the Soviet Union over finding out what happened to Wallenberg.
“He breached all existing diplomatic conventions. If he had made it back I think he would have been scolded by the Foreign Ministry and he would never have gotten another job there,” Kovacs said about Wallenberg. “I think this is the biggest reason why the foreign ministry was so feeble in the first years. They felt Wallenberg put the embassy at risk.”
Copyright 2013 The Associated Press
Judeus reclamam com o papa

Judeus reclamam com o papa

Um líder judaico manifestou na segunda-feira ao papa Francisco sua preocupação com o processo de canonização de Pio 12, chefe da Igreja Católica durante a Segunda Guerra Mundial e acusado de fazer vista grossa ao Holocausto.
Francisco não fez menção a esse antecessor seu durante uma reunião com o Comitê Judaico Internacional para as Consultas Interreligiosas, mas reiterou a condenação da Igreja Católica ao antissemitismo.
"A comunidade judaica continua preocupada com os esforços para canonizar o papa Pio 12 enquanto inúmeros documentos pertencentes à história da Igreja e do povo judaico durante os sombrios anos do Holocausto continuam fechados à investigação acadêmica externa", disse ao papa Lawrence Schiffman, presidente da entidade judaica.
Há décadas as relações entre judeus e católicos está abalada pelas suspeitas de que a Igreja e o pontífice não teriam se empenhado suficientemente para coibir a perseguição aos judeus pelo regime nazista da Alemanha.
Partidários dizem que Pio 12, papa entre 1939 e 58, agiu nos bastidores para estimular a Igreja a salvar os judeus, e que se pronunciar publicamente de forma is incisiva teria piorado a situação.
Os judeus pedem que o processo de santificação, ainda em estágio inicial, seja interrompido até que todos os arquivos do Vaticano relativos àquela época sejam abertos e estudados pelos acadêmicos. A maior parte deve ser liberada no ano que vem.Na reunião da segunda-feira, a primeira entre o papa e essa organização judaica desde a eleição do pontífice, em março, Francisco evitou citar Pio 12. Mas, na época em que era arcebispo de Buenos Aires - cidade com grande comunidade judaica -, o papa defendeu a abertura dos arquivos.
"Devido às nossas raízes comuns, um cristão não pode ser antissemita", disse o papa à delegação judaica, ligada a uma entidade que representa as principais organizações desse grupo religioso e todas as correntes do pensamento judaico.

24 de jun. de 2013

Um cristão não pode ser anti-semita

Um cristão não pode ser anti-semita

"Um cristão não pode ser anti-semita", é a frase forte pronunciada pelo Papa Francisco ao receber, segunda-feira, no Vaticano, o "Comité Judaico Internacional para as Consultas Inter-religiosas" (International Jewish Committee on Interreligious Consultations). O Papa destacou a longa relação de amizade entre cristãos e hebreus e encorajou a continuar pela estrada iniciada.

Por duas vezes no seu discurso, o Papa Francisco repete aos "irmãos mais velhos", a palavra shalom, "paz". Logo ao início, recordando os 40 anos de "diálogo regular" entre judeus e cristãos que contribuíram para reforçar "o entendimento mútuo e os laços de amizade"; e depois, já no final, quando pede e garante o "dom da oração". A guiar as palavras do Papa a Declaração conciliar “Nostra Aetate", um ponto de referência fundamental no que diz respeito às relações com o povo judaico".

"A Igreja reconhece que ‘os inícios da sua fé e da sua eleição encontram-se já, segundo o mistério divino da salvação, nos Patriarcas, em Moisés e nos Profetas". E, quanto ao povo hebreu, o Concílio recorda o ensinamento de São Paulo, segundo o qual "os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis", e além disso condena com firmeza os ódios, perseguições, e todas as manifestações de anti-semitismo. Pelas nossas raízes comuns, um cristão não pode ser anti-semita!"

Uma frase forte que marca esta "primeira ocasião" de confronto com "um grupo oficial de representantes de organizações e comunidades judaicas". O Papa Francisco acrescenta que foram precisamente os princípios conciliares que marcaram o "caminho de maior conhecimento e recíproca compreensão", percorrido nas últimas décadas por judeus e católicos, graças também a declarações e gestos importantes dos Pontífices precedentes. Um percurso - sublinha o Papa - que é "a parte mais visível de um vasto movimento que se realizou a nível local, um pouco em todo o mundo". E aqui o Papa recorda a sua experiência como arcebispo de Buenos Aires, com confrontos, diálogos com os judeus sobre a "respectiva identidade religiosa" sobre as "modalidades para manter vivo o sentido de Deus num mundo sob vários aspectos secularizado":
"Confrontei-me com eles em várias ocasiões sobre os desafios comuns enfrentados por hebreus e cristãos. Mas sobretudo, como amigos, apreciamos a presença um do outro, nos enriquecemos mutuamente no encontro e no diálogo, com uma atitude de aceitação recíproca, e isto ajudou-nos a crescer como homens e como crentes".
Uma amizade que representou inevitavelmente "a base do diálogo", que hoje se desenvolve a nível oficial; uma estrada que ainda deve ser percorrida "envolvendo também as novas gerações":
"A humanidade precisa do nosso testemunho comum em favor do respeito pela dignidade do homem e da mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, e em favor da paz que, principalmente, é um dom seu. Gosto de recordar aqui as palavras do profeta Jeremias: ‘Bem conheço os desígnios que tenho acerca de vós - diz o Senhor – desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro de esperança’ (Jer. 29,11)”.
Israelenses se reúnem em praças e discutem soluções para conflito no Oriente Médio

Israelenses se reúnem em praças e discutem soluções para conflito no Oriente Médio

Guila Flint
Mais de 30 mesas de debate foram realizadas em Tel Aviv
Uma coalizão de 20 grupos pacifistas organizou um evento inédito em Israel neste domingo (24/06): o público foi convidado a participar de mesas redondas em praças nas principais cidades do país para conversar com intelectuais, políticos e militares da reserva sobre o inexistente processo de paz com os palestinos.


Em Tel Aviv o evento ocorreu em frente ao Museu de Arte Moderna, com mais de 30 mesas de debate sobre diversos aspectos do tema, desde a ampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia até alternativas para a solução de dois Estados que, para muitos, "está morta".


Centenas de israelenses responderam ao chamado dos organizadores e compareceram. Cada pessoa escolheu a mesa da qual queria participar e rapidamente a praça se encheu de gente discutindo os problemas que os lideres políticos atuais tentam empurrar para debaixo do tapete.


"Estilhaço no traseiro"


Não só tentam empurrar para debaixo do tapete mas também afirmam que "não têm solução".


O ministro da Indústria e Comercio, Naftali Benet, do partido de extrema-direita Habait Hayehudi (Lar Judaico), chegou a comparar a questão palestina com um "estilhaço no traseiro" da sociedade israelense.


Benet, que é um dos principais parceiros do primeiro ministro Benjamin Netanyahu na coalizão governamental, contou um episódio que aconteceu a um amigo seu, que, ferido em uma guerra, ficou com um estilhaço no traseiro. Se operasse ia ficar aleijado, se não operasse o estilhaço iria continuar incomodando. Decidiu não operar.


De acordo com o ministro, o mesmo se aplica à questão dos territórios palestinos ocupados, ou seja, se Israel devolvê-los ficaria "aleijado". Portanto, segundo Benet, não há alternativa exceto continuar com o "estilhaço no traseiro".


Para Benet a chamada solução de dois Estados é "coisa do passado, perdeu a relevância".


No entanto, para muitos israelenses, a solução do conflito com os palestinos é fundamental para garantir o futuro do próprio Estado de Israel.


Entre eles está o militar da reserva e escritor Shaul Arieli. Arieli é o autor da ideia de unificar todos os grupos pacifistas em uma iniciativa para reavivar o debate sobre o conflito com os palestinos dentro da sociedade israelense.


Guila Flint/Opera Mundi
Arieli é considerado um dos principais especialistas nas possíveis
 fronteiras com a criação do Estado Palestino




De acordo com Arieli, milhares de israelenses participaram das mesas redondas neste domingo. "Conseguimos reunir milhares de pessoas simultaneamente em 11 cidades de Israel, para devolver o debate sobre a paz com os palestinos à agenda pública", disse Arieli a Opera Mundi.


"Esse tema tem sido retirado da agenda tanto pelo governo como pela mídia, mas o nosso evento demonstra que o publico israelense tem interesse em ouvir e falar sobre esse assunto", afirmou.


Arieli, que é um coronel da reserva do Exército de Israel, tem dedicado todo o seu tempo, desde que se aposentou, a convencer o público e as autoridades locais de que a paz com os palestinos é possível.


Solução de dois Estados


Ele defende a solução de dois Estados e é considerado um dos maiores especialistas nos detalhes geopoliticos das fronteiras futuras entre Israel e Palestina.


"Para resolver o conflito há quatro parâmetros principais", disse, "a fronteira de 1967 e uma possível troca de territórios (parte dos assentamentos israelenses permaneceria na Cisjordânia e, em troca, Israel entregaria aos palestinos territórios do país com área idêntica)".


Para Arieli, Jerusalém Oriental "seria dividida entre Israel e Palestina" e parte de Jerusalém Oriental se tornaria a capital da Palestina, o Estado Palestino seria desmilitarizado e haveria acordos militares regionais. O problema dos refugiados palestinos seria resolvido com indenizações e o direito de retorno ao Estado Palestino futuro.

Para que essa solução possa ser viabilizada, Arieli calcula que de 100 mil a 130 mil colonos devam ser retirados de assentamentos nos territórios ocupados.



A proposta defendida por Arieli expressa um consenso amplo entre a grande maioria dos grupos pacifistas em Israel.


Alternativas


Entre os oradores nas diversas mesas de debate em Tel Aviv, no entanto, também havia intelectuais e ativistas que consideram outros tipos de solução. Entre eles estavam o jornalista Meron Rapoport e o diretor da ONG IPCRI (Israel Palestine Center for Research and Information), Dan Gondenblatt.


"A solução da separação entre as populações é perigosa", disse Rapoport, "são duas populações entrelaçadas no mesmo espaço geográfico". "É preciso pensar em novos modelos, como o modelo de dois Estados na mesma terra, no mesmo espaço geográfico, com total liberdade de movimentação entre eles e a derrubada do muro que Israel construiu na Cisjordânia".


Como perspectiva de longo prazo, Rapoport defende que todos os palestinos e israelenses possam morar e trabalhar em qualquer lugar no espaço geográfico entre o mar (Mediterrâneo) e o rio (Jordão).


Como exemplo, o jornalista menciona a União Europeia, onde qualquer cidadão de um dos estados que compõem a união pode morar e trabalhar em todo o espaço geográfico, mas só pode votar no país no qual é cidadão.


Para Goldenblatt, foi um erro não colocar mesas redondas também nos assentamentos.


"Também devemos debater essas questões com os colonos", disse, "no próximo evento espero poder participar de uma mesa redonda em Ariel (um dos maiores assentamentos israelenses na Cisjordânia)".


"Em vez de ter raiva dos colonos, devemos entender que os responsáveis são os diversos governos israelenses que promoveram a colonização".


Tanto Goldenblatt como Rapoport apoiam a permanência dos colonos nos assentamentos, que, segundo a proposta deles, ficarão sob a soberania do futuro Estado Palestino.


Para eles, retirar os quase 600.000 israelenses que já vivem nos territórios ocupados seria uma missão impossível e a única maneira realista de resolver o problema é "respeitar a liberdade e a dignidade de todos os cidadãos, tanto israelenses como palestinos, dentro do espaço geográfico conjunto e por meio da colaboração entre os dois Estados soberanos".


Colonização é reversível?


Outra mesa redonda, dirigida pela ativista do movimento Paz Agora, Hagit Ofran, e pela jurista Talia Sasson, ex-diretora do Departamento Criminal da Procuradoria Geral da Justiça, se concentrou em uma das questões mais espinhosas do conflito – a existência de centenas de assentamentos israelenses que pontilham toda a Cisjordânia.


Sasson, autora do relatório sobre acampamentos ilegais, produzido em 2005 segundo pedido do ex-premiê Ariel Sharon, defende o congelamento imediato de todas as atividades de colonização na Cisjordânia e a retirada de grande parte dos assentamentos.


Guila Flint/Opera Mundi
Talia Sasson defende a retirada da maioria dos israelenses que vive nos assentamentos




Ofran dirige, há seis anos, o projeto de monitoramento dos assentamentos do Paz Agora e acompanha diariamente a construção nos territórios ocupados.


"Não concordo que a solução de dois Estados seja coisa do passado", afirmou Sasson, "esse discurso só ajuda a direita".


Para Ofran, a colonização é "um dos problemas mais difíceis do Estado de Israel". "Israel não poderá continuar sustentando e protegendo os assentamentos", afirmou.


Segundo Hagit Ofran, houve uma mudança estratégica no discurso dos lideres dos colonos. "Antes eles reclamavam que o governo não lhes deixava construir, e agora, recentemente, passaram a afirmar que já construíram tanto que a situação tornou-se irreversível e já é impossível retirá-los", analisou.


"Com nossas próprias mãos"


O escritor A. B. Yehoshua, considerado um dos mais importantes de Israel, disse ao público reunido na praça de Tel Aviv que "nuvens negras de fanatismo nacionalista e religioso cobrem nosso país".



Guila Flint/Opera Mundi
Yehoshua diz que solução deve ser buscada por israelenses e palestinos, e não pela comunidade internacional




De acordo com o escritor, muitos de seus colegas no exterior lhe perguntam – "onde está o campo pacifista israelense?", em referência ao que chamou de "paralisia" que se apoderou dos pacifistas israelenses.


"A criação de um Estado Palestino é uma obrigação moral, os palestinos merecem ter exatamente os mesmos direitos que nós temos, e que todos os povos do mundo merecem", afirmou.


"Há um desânimo geral que tomou o campo pacifista em Israel, muitos esperam que a comunidade internacional nos obrigue a retirar a ocupação, mas devemos entender que a salvação não virá de fora, só nós, israelenses e palestinos, com nossas próprias mãos, poderemos trazê-la".



Peres: EUA estão certos em armar rebeldes sírios

Peres: EUA estão certos em armar rebeldes sírios

Shimon Peres

O presidente Shimon Peres apoiou os planos dos Estados Unidos de armar rebeldes sírios, descartando os temores de que as armas poderiam se voltar para Israel e agravar o conflito.

Em uma longa entrevista à Reuters, Peres rejeitou a ideia de que Israel poderia lançar um ataque militar unilateral contra instalações nucleares do Irã e exortou palestinos e israelenses a estabelecerem a paz imediata.

Olhando para os muitos problemas que afligem o Oriente Médio, um dos estadistas mais velhos de Israel, Prêmio Nobel da Paz, disse que os grupos terroristas estão destruindo o mundo árabe.

Após dois anos de incerteza diante da guerra civil da Síria, os EUA anunciaram na semana passada que iria começar a armar os rebeldes que procuram derrubar o presidente sírio Bashar Assad, depois de concluir que suas forças armadas haviam usado armas químicas.

Muitos políticos israelenses são contra dar armas para os combatentes rebeldes cada vez mais radicais, com medo de que as armas, mais cedo ou mais tarde, sejam usadas contra Israel que compartilha uma fronteira tensa com a Síria.

Mas perguntado se a decisão dos EUA era sábia, Peres disse: "Sim".


"Eles não têm escolha", disse ele de forma tranquila e suave, sentado no jardim de sua ensolarada e tranquila residência Jerusalém.

"Infelizmente, está se tornando mais um confronto entre duas superpotências e há uma crescente intervenção de forças externas ... É uma tragédia", disse ele.

Enquanto a Rússia, o Irã e o grupo xiita Hezbollah terrorista baseado no Líbano tem apoiado Assad, grupos islâmicos radicais aliados à al-Qaeda tem cada vez mais assumido a causa rebelde, marginalizando as forças mais moderadas apoiadas por Washington.

Peres disse que "terroristas desempregados” de todo o mundo estavam indo para a região, trazendo ruína em seu rastro.

"Eles estão matando o Líbano, eles estão matando a Síria, eles estão matando o Iraque. Onde quer que estejam ao redor, eles estão colocando em risco as identidades árabes, suas nacionalidades", disse Peres.

Festejado no exterior por promover a paz no Oriente Médio, Peres é muitas vezes uma pomba solitária em Israel e exerce sua autoridade moral como presidente, ao invés de dispor de um poder político real.

Intimamente associado com a esquerda política, ele tem procurado evitar atritos com o primeiro-ministro de direita Benjamin Netanyahu.

"Por que Israel deve falar sobre guerras e armas? Nós temos que entender que há coisas que não podemos fazer", disse Peres, acrescentando que só os EUA podem impedir que o Irã obtenha armas nucleares
Shabak

Shabak

Sherut haBitachon Haklali (em hebraico: שירות הביטחון הכללי, "Serviço de Segurança Geral", conhecido pela sigla Shabak; em hebraico: שב"כ, IPA: [ʃabak]); oficialmente, Agência de Segurança de Israel (ASI) e comumente referida como Shin Bet ou Shin Beth,1 é o serviço de segurança interna de Israel. 

Seu lema é "Magen Velo Yera'e" (em hebraico: מגן ולא יראה: literalmente, "defender sem ser visto", ou melhor, "o escudo invisível"). É uma das três principais organizações da comunidade de inteligência de Israel, ao lado da Aman (inteligência militar da FDI) e do Mossad (responsável pelo trabalho de inteligência no exterior).

Shabak é o termo oficial usado atualmente pelo governo israelense. Mas, tanto na linguagem da imprensa ocidental quanto nas publicações israelenses, é normalmente referido pelo seu nome original em hebraico, Shin Bet.
Avigdor Lieberman diz que Israel deve retomar Gaza

Avigdor Lieberman diz que Israel deve retomar Gaza

Gaza - Coisas Judaicas
O ex-ministro das Relações Exteriores israelense e membro da coalizão de governo, Avigdor Lieberman, disse nesta segunda-feira que Israel deve conquistar a Faixa de Gaza, após o lançamento ontem à noite de vários foguetes do território palestino, que não deixaram vítimas.
"Israel terá que considerar seriamente a possibilidade de conquistar toda Gaza e limpá-la de verdade. Não tenho certeza que queiramos viver com essa situação, mas no longo prazo é inevitável", declarou à emissora "Rádio de Israel".
Lieberman é líder do direitista Yisrael Beitenu (Israel é nosso lar) e está aguardando a justiça decidir sobre um caso de corrupção em que está envolvido (se for declarado inocente, o político irá retornar ao seu cargo na chancelaria).
Para o ex-ministro, é necessário tomar o enclave litorâneo palestino se o objetivo for acabar com os ataques das milícias contra cidades israelenses. O movimento islamita Hamas, que governa a faixa, "não tem nenhuma intenção de reconhecer Israel", por isso "não resta outro remédio" do que ocupar o território, assegurou.
O ex-chanceler, que atualmente dirige o comitê de Defesa e Relações Exteriores na Knesset (Parlamento), assegurou que se o Estado judeu não responder aos ataques palestinos "de forma mais significativa", no prazo de dois anos "haverá mísseis do Hamas dirigidos a Tel Aviv e Netânia".
Gaza e seus arredores vivem um ambiente de relativa calma desde a operação Pilar Defensivo, em novembro do ano passado, e ambas as partes alcançaram, com mediação egípcia, um cessar-fogo violado ocasionalmente nos últimos meses. No entanto, recentemente a Jihad Islâmica rompeu com o Hamas e não se considera mais vinculado à trégua.
A Força Aérea de Israel respondeu nesta manhã ao lançamento de projéteis com bombardeios a alvos que considera infraestrutura terrorista em Gaza. Não houve registros de vítimas.
Aviação israelense ataca centro e sul da Faixa de Gaza

Aviação israelense ataca centro e sul da Faixa de Gaza

A aviação israelense atacou nesta segunda-feira o centro e o sul de Gaza após disparos de foguetes contra o sul de Israel. Os ataques aconteceram poucas horas depois do lançamento de cinco foguetes contra o sul de Israel, dois deles interceptados pelo sistema de defesa antimísseis israelense.
"A força aérea (israelense) dirigiu os ataques contra "infraestruturas terroristas, incluindo duas instalações de armazenamento de armas no centro da Faixa de Gaza e um local de lançamento de foguetes no sul da Faixa Gaza", afirma um comunicado.
De acordo com testemunhas palestinas, a aviação atacou instalações desocupadas pertencentes ao movimento radical Jihad Islâmica.
Droga foi utilizada para que os soldados de Hitler ficassem alertas

Droga foi utilizada para que os soldados de Hitler ficassem alertas

Para manter seus soldados em estado de atenção, os líderes nazistas fizeram uso indiscriminado da droga chamada de "Pervitin". Médicos militares distribuíram milhões de comprimidos para as tropas do III Reich. O rótulo do frasco dizia apenas que era uma "ajuda de alerta", que deveria ser tomada para manter a vigília. 

Na realidade, tratava-se de uma substância chamada de "metanfetamina". Mais de 200 milhões de comprimidos foram dados para soldados da Wehrmacht e da Luftwaffe, entre os anos de 1939 a 1945. 

O próprio Hitler tomou metanfetamina por via intravenosa. Na Grã-Bretanha, os jornais da época noticiaram que o inimigo estava usando uma "pílula milagrosa". Mas a realidade para muitos nazistas foi o pesadelo de um vício em drogas horrível. 

Embora o uso do estimulante fosse permitido para os soldados manterem longos períodos de atividade, os efeitos colaterais eram terríveis. Eles incluíram tonturas, suores, depressão e alucinações. Militares também morreram de insuficiência cardíaca e outros que se mataram durante o uso da droga.
 Haredi

Haredi



O termo Haredi vem do hebraico e quer dizer "temente" ou "temeroso". Este se refere ao judeu praticante do judaísmo ultraortodoxo. O termo Haredipode ser considerado pejorativo dependendo do contexto em que esteja e por quem seja utilizado.

O judaísmo ultraortodoxo haredi, é resistente a mudança e abrandamento das leis judaicas, e mantém o embelezamento das leis (hidur mitzvá) com sua diferenciação de outros povos como vestimentas e costumes fortes. Em algumas de suas correntes pode-se encontrar a argumentação contra a existência do Estado de Israel e contra o sionismo porque para estes grupos um Estado Judeu deveria seguir as leis do Judaismo. Porém somente uma pequena porcentagem hoje em dia realmente age de forma antissionista, estes são normalmente pertencentes aos grupos de , Neturei Karta.
Diferentes ramos

O judaísmo haredi não tem uma única corrente, sendo muito diversificado quanto à liderança, costumes, hábitos, vestimentas, pronúncia do hebraico e do iídiche, padrões de relacionamento interno e com outras correntes do judaísmo. Os grandes grupos nos quais podem ser divididos são:
Litaiim ou Mitnagdim

Este é o grupo maior e o mais homogêneo entre os haredim. O termo litaí significa literalmente "nascido na Lituânia" e é usado pelos próprios como autodefinição, enquanto que o termomitnagdim significa "aqueles que vão contra" e normalmente é usado pelos hassidim para definir os litaiim como aqueles que foram contra o hassidismo. Porém eles se referem em geral a todo haredi ashkenazi que adere a forma de estudo, hierarquia rabínica e organização comunitária anterior a criação do hassidismo na Europa.

Esta linha teve a Lituânia como seu grande foco inicial, mas existia em toda a Europa. As Yeshivot desta corrente são caracterizadas pelo estudo metódico do Talmud durante quase todo o dia, o Talmud trata de todos os temas judaicos inclusive da ética judaica. Aqueles que estão no curso de formação rabínica estudam Halachá (a lei judaica) e suas fontes desde o Talmud.

Os grandes rabinos desta linha chegam a "altos postos" da hierarquia por se destacarem no estudo desde a juventude. O povo escolhe os rabinos. diferentemente de outras religioes. Somente em idade avançada passam a ocupar um lugar de importância na sociedade, uma vez que o dominio da lei judaica leva pelo menos 40 anos. Até lá estudam e aprendem com os grandes rabinos. Não necessariamente têm laços familiares com líderes anteriores, embora quase sempre tenham sido alunos desses líderes.

Hoje em dia pode-se reconhecê-los por sua vestimenta. Eles normalmente usam terno escuro com blusa branca, kipá preta e, sobre ela, chapéu de aba reta. Diferentemente dos hassidim, que usam capota, chapéus diferentes, alguns de pele, etc...
Hassidim

O hassidismo surgiu na Europa, no século XVIII, e sua filosofia foi formulada pelo rabino místico Israel ben Eliezer, mais conhecido como o Baal Shem Tov (o Mestre do Bom Nome). Baal Shem Tov atuou principalmente junto a camponeses judeus, no vilarejo de Medzhybizh, na Comunidade Polaco-Lituana (atualmente, Ucrânia), após anos de retiro e estudo, tendo formado um grande grupo de discípulos por toda a Europa.

Este é talvez o maior grupo dentre os haredim ashkenazi. Trata-se, porém, de uma corrente muito heterogênea, dividida em diversos subgrupos, cada uma delas com seu rabino chefe (rebbe), ao qual todos os membros seguem com devoção, sem discordar ou questionar e, por isso, acabam sendo muito mais conservadores, mesmo de tradições que não têm base no Talmud.

Sua vestimenta normalmente chama atenção e através de pequenos detalhes identifica-se a hassidut (subgrupo) ao qual o indivíduo pertence. Alguns deles usam chapéu de pele (shtreimel), cujo tamanho ou largura identifica os diferentes subgrupos. Da mesma forma, o capote que vestem e suas cores, as meias e a forma de usá-las também podem ser elementos de identificação do subgrupo. A exceção as demais hassiduiot é a hassidut de Chabad, cujos integrantes vestem-se de forma semelhante à dos litaiim, normalmente sem gravata.

O estudo em suas yeshivot dá grande ênfase a livros escritos por rebbes de suas correntes, e o estudo do Talmud é mais superficial que o dos litaiim, porém aqueles que se destacam no estudo do Talmud acabam estudando tão profundamente quanto os outros grupos. Neste grupo é muito grande a influência da cabala no estudo e, consequentemente, também quando se fixa ahalachá (lei judaica).

Seus líderes são nomeados quase sempre hereditariamente (um filho ou um genro toma o lugar do rebbe falecido).
Haredim sefaradim

Dentre os sefaradim, não existia o conceito de haredi até seu contato mais direto com os ashkenazim, após as primeiras aliá e a formação do Estado de Israel. Por isso, normalmente sua abertura é maior que a maior parte dos haredim ashkenazim. Eles se subdividem em basicamente três subgrupos:

    Os que estudaram junto com os ashkenazim (Edá Hacharedit sefaradit), que são os mais ortodoxos.
    Os que sofreram infuências das yeshivot ashkenaziot, mas seguiram em yeshivot sefaradiot. São menos radicais e mais numerosos que o primeiro grupo.
    Os que estudaram e foram totalmente formados pelas yeshivot tradicionais sefaradiot, como a Porat Yossef ou os seguidores do Rabino Ovadia Yossef. Este grupo é o mais numeroso. Não se autodefine sionista mas normalmente não é contra o movimento sionista.

Haeda Hacharedit e Neturei Karta

Estes grupos, juntamente com a hassidut de Satmer, são os mais radicalmente contra o sionismo. Não aceitam nada vinculado ao Estado de Israel , nem recebem verbas do estado, financiando sua educacao por conta propria. São minoria entre os Haredim.
Haredi Moderno

É um pequeno grupo entre os haredim, mas tem crescido muito, principalmente nos Estados Unidos. Seus integrantes não se vêem vinculados ao sionismo, mas não discursam contra ele e eventualmente até simpatizam com o movimento. Normalmente estudam em yeshivot, mas por um tempo determinado (alguns anos) e depois entram no mercado de trabalho comum. Mantêm um modo de vida religioso, porém não se abstêm de luxos e hobbies que a maior parte dos haredim não admite.

Em Israel, este grupo não tem uma presença forte na comunidade haredi. Em sua maior parte são imigrantes da América do Norte e preferem estar em contato com representantes do sionismo religioso apesar de não se declararem sionistas.

23 de jun. de 2013

Bar Refaeli fica nua para divulgar própria linha de lingerie

Bar Refaeli fica nua para divulgar própria linha de lingerie

Para divulgar sua coleção de moda íntima, a top israelense Bar Refaeli, 27, tirou toda a roupa. A modelo aparece sem nada em uma série de videos no site da marca, o Under.Me.
Bar aparece no banheiro, dentro da banheira e em poses que mostram toda sua silhueta, esculpida com a prática de artes marciais e musculação. Além disso, ela aparece limpando a piscina, lendo e em outras situações cotidianas. “Acho que fico muito melhor quando me sinto confortável, especialmente em relação à lingerie”, diz em seu manifesto no site.A coleção é repleta de peças básicas, feitas de algodão, e incluem pijamas. 

“Já que são as coisas que ficam mais próximas ao meu corpo, quero que elas realcem meu corpo e não chamem a atenção”, explicou.Os itens aparecem em tons neutros e em outros coloridos, como rosa e azul, e são lisos e sem costura. “É uma coleção focada nos básicos que caem bem e são muito confortáveis”, definiu.